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  • Trump se reúne com Biden na Casa Branca e promete "transição mais suave possível"

    Trump e Biden vão trabalhar juntos em troca de governo nos Estados Unidos WASHINGTON - Donald Trump voltou à Casa Branca nesta quarta-feira, 13, para uma reunião com o presidente Joe Biden. No encontro, o republicano prometeu uma transição "o mais suave possível". Biden convidou o presidente eleito ao Salão Oval após a derrota da vice-presidente Kamala Harris na semana passada, embora Trump não tenha feito o mesmo com ele em 2020. O magnata pousou em Washington pouco antes das 9h30min e a primeira coisa que fez foi falar com um grupo de republicanos. Ele mencionou a hipótese de se candidatar novamente à Casa Branca, algo proibido pela Constituição americana. "Suspeito que não voltarei a me candidatar a menos que vocês digam: "Ele é bom, temos que fazer outra coisa", disse. O republicano também visitou o Capitólio, onde em janeiro de 2021 centenas de simpatizantes de sua candidatura tentaram impedir a certificação da vitória de Biden. Transição Durante o encontro, Biden defendeu uma transferência de poder tranquila e pediu que Trump mantenha o apoio à Ucrânia. Uma situação embaraçosa para o democrata, que sabe que a nova administração pode desmantelar grande parte de seu legado. Em campanha, Biden chamou Trump de ameaça para a democracia e era o adversário do republicano na disputa pela presidência, até que um desempenho desastroso em um debate eleitoral obrigou o democrata a desistir da campanha em julho. Melania Trump, esposa do futuro presidente, anunciou que estaria ausente, sem dar motivos, mas desejou "muito sucesso" ao marido. Tradição O convite de Biden restabelece uma tradição que Trump quebrou quando perdeu as eleições de 2020, ao se recusar a encontrar com Biden e a comparecer à cerimônia de posse. O ex-presidente Barack Obama recebeu Trump na Casa Branca quando o magnata venceu as eleições de 2016. Quando o republicano deixou a Casa Branca em 20 de janeiro de 2021, muitos partidários o criticaram por ter incitado uma multidão antes do ataque ao Capitólio. Contudo, o período de desgraça durou pouco e os republicanos voltaram a ficar ao lado dele, em parte devido à sua capacidade de mobilizar eleitoralmente o movimento de direita que o levou novamente ao poder. Agora, Trump volta a Washington em uma posição de força: seu partido retomou o controle do Senado dos democratas e está muito próximo de confirmar a maioria na Câmara de Representantes. Equipe de governo Trump começa o segundo mandato com o controle quase total sobre o partido. Ele passou a semana posterior às eleições em sua mansão da Flórida, formando a equipe de governo. Entre as últimas nomeações, destaca-se o homem mais rico do planeta, Elon Musk, como chefe de uma nova "comissão de eficiência governamental", juntamente com o empresário Vivek Ramaswamy. Durante a campanha, Musk sugeriu que a comissão poderia fazer cortes de até US$ 2 trilhões no orçamento federal, um montante superior aos orçamentos combinados de Defesa, Educação e Segurança Nacional. Por enquanto, ele acompanhará Trump em diversos eventos agendados para esta quarta-feira. O cargo mais importante anunciado até o momento é o de chefe da diplomacia, para o qual Trump escolheu o senador da Flórida Marco Rubio, segundo a imprensa americana. O congressista Michael Waltz, um ex-oficial das forças especiais, será o conselheiro de Segurança Nacional. Os dois têm opiniões belicistas sobre a China, mas não são considerados isolacionistas, apesar das ameaças anteriores de Trump de abandonar ou romper com a Otan. Também foi confirmado que a governadora Kristi Noem (Dakota do Sul) comandará o Departamento de Segurança Interna, crucial por identificar e desarticular ameaças à segurança, proteger aduanas e fronteiras, gerenciar a migração e responder a desastres naturais. Ela trabalhará ao lado de Tom Homan, o novo "czar das fronteiras".

  • Brasileira confessa envolvimento em duplo assassinato na Virgínia

    HERNDON - Após um ano presa, a brasileira Juliana Peres Magalhães, de 24 anos, confessou na terça-feira, 29, a participação no homicídio duplo na Virgínia no início do ano passado, uma estratégia que pode tirá-la da cadeia. O crime foi arquitetado por Brendan Banfield, marido de uma das vítimas, para assumir o relacionamento com a ré. Juliana foi detida em 20 de outubro de 2023, sete meses após o assassinato, e indiciada por matar Joseph Ryan, 39 anos, mas não responde pelo assassinato da patroa, Christine Banfield, 37. O amante de 39 anos só foi preso no mês passado. Ele é acusado de esfaquear a própria mulher a atirar contra Ryan. Depois do crime, Banfield e Juliana estavam morando juntos na mesma casa onde ocorreu o crime. A polícia encontrou inclusive retratos do novo casal na residência de Herndon. Juliana foi contratada através do programa Au Pair para cuidar da filha de 4 anos da família no fim de 2021. A paulista e Brendan começaram a ter um caso no ano seguinte. A babá se declarou culpada apenas pela morte de Ryan, mas confessou ter participado do plano que resultou nos dois assassinatos. Ela afirmou em depoimento à Corte que não queria continuar no esquema, mas foi convencida pelo amante de que "era tarde demais para desistir". A colaboração de Juliana deve livrá-la da pena de 40 anos de prisão. Durante a audiência de ontem, os promotores concordaram que ela seja condenada ao regime fechado pelo tempo equivalente ao que já esteve reclusa. Se isso acontecer, a brasileira deve ser liberada após o julgamento em novembro. Entretanto, a promotoria pediu que a sentença só seja anunciada após o julgalmento de Banfield para "ver o quanto Juliana ainda vai cooperar". Já Banfield nega o assassinato da mulher e a defesa afirma que as evidências “não se somam”. Crime Segundo as investigações, Banfield arquitetou um plano para matar a esposa e viver com Juliana. Ele criou um perfil para Christine em uma rede social voltada para encontros amorosos e marcou um encontro com Joe Ryan na casa da família. Juliana teria se passado pela patroa em uma conversa por áudio com Ryan no aplicativo de mensagens. Ele foi atraído até o endereço de Christine e morto a tiros por Juliana e Banfield. Segundo as autoridades do Condado de Fairfax, a mulher foi assassinada a facadas pelo marido. Brendan esfregou o sangue de Christine em Ryan para simular que o desconhecido havia a matado. Na época, os réus afirmaram à polícia que Ryan invadiu a casa e atacou Christine e, para se defender, eles atiraram no homem. O inquérito descreve que Juliana ligou para a polícia pouco antes das 7h50 no dia 24 de fevereiro de 2023 e desligou rapidamente. Três minutos depois, a babá voltou a ligar e disse que "seu amigo foi ferido". Banfield pegou o telefone e relatou que havia atirado contra um homem que invadiu sua casa e esfaqueou sua mulher. A perícia não encontrou sinais de arrombamento. A criança de 4 anos estava no porão da casa no momento do assassinato. À polícia, Juliana disse que ela e Brendan Banfield não estavam em casa quando Christine foi esfaqueada. A babá contou que ao chegar em casa viu um carro que não reconheceu e ligou para a patroa que acreditava estar no local sozinha. Como Christine não atendeu, ligou para Banfield que voltou para a residência imediatamente. Em depoimento, Juliana disse que foi até o quarto, onde viu Christine ferida e Ryan com uma faca na mão. Neste momento, o patrão chegou e atirou no homem. Beanfield, um funcionário do IRS (Receita Federal americana) se recusou a prestar depoimento na época.

  • Trump anuncia 'czar da fronteira' como diretor do ICE

    WASHINGTON - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desse domingo, 10, o retorno de Tom Homan como diretor do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, sigla em inglês). O nomeado é conhecido por ser "linha dura" durante mandato anterior republicano (2017-2021). "Tenho o prazer de anunciar que o ex-diretor do ICE e defensor do controle de fronteiras, Tom Homan, se unirá ao governo Trump, como responsável pelas fronteiras da nossa nação ('O Czar da Fronteira')", publicou Trump em sua rede social Truth Social. "Conheço Tom há muito tempo, e não há ninguém melhor para policiar e controlar nossas fronteiras", acrescentou. Trump, de 78 anos, prometeu iniciar logo no começo de seu novo mandato a maior operação de deportação de migrantes sem documentos da história dos Estados Unidos. Tom Homan ficará responsável por "todas as deportações de estrangeiros ilegais", completou Trump. Durante a campanha eleitoral, o candidato republicano agitou o medo de migrantes com um discurso inflamado e números exagerados, chegando a afirmar que eles "envenenam o sangue do país". O presidente eleito prometeu também acabar com os programas de acolhimento de migrantes implementados nos últimos anos por Washington e reinstaurar a política de separação de famílias na fronteira. "Tenho uma mensagem para os milhões de imigrantes ilegais que Joe Biden permitiu entrar em nosso país: comecem a fazer suas malas já", declarou Homan em julho, durante a Convenção Nacional Republicana. Retrocesso Em dezembro do ano passado, o juiz federal Dana Sabraw a separação de famílias migrantes na fronteira sul após um acordo entre o Departamento de Justiça dos EUA e a organização de defesa dos direitos civis ACLU. Atualmente, as autoridades estão impedidas de afastar os menores dos pais, exceto por razões médicas ou de segurança. Cerca de 5.500 menores foram separados das suas famílias na fronteira durante a administração Trump, centenas permanecem sob custódia do governo que ainda não conseguiu identificar os guardiões.

  • Trump promete ser ditador no primeiro dia do mandato

    Donald Trump promete expulsar imigrantes ilegais dos Estados Unidos WASHINGTON - Durante a campanha, o presidente eleito Donald Trump afirmou que não seria um ditador no seu segundo mandato – "exceto no dia 1". A lista do que "ser feito" nas primeiras 24 horas após retornar à Casa Branca inclui iniciar a deportação em massa de migrantes, reverter as políticas do governo Biden em relação à educação, remodelar o governo federal e perdoar pessoas que foram presas por invadir Capitólio em 6 de janeiro de 2021. "Quero fechar a fronteira e quero perfurar, perfurar, perfurar", disse ele, sobre seus planos para o primeiro dia. "Perfurar" é uma referência à abertura de novos poços de petróleo e gás. Quando assumiu o cargo em 2017, Trump também tinha uma longa lista de afazeres, incluindo a renegociação imediata de acordos comerciais, a extradição de estrangeiros e a implementação de medidas para erradicar a suposta corrupção do governo. Essas coisas não aconteceram de uma só vez. Deportação em Massa Falando no mês passado em seu comício no Madison Square Garden, em Nova York, Trump disse: “No primeiro dia, lançarei o maior programa de deportação da história americana para expulsar os criminosos. Resgatarei todas as cidades que foram invadidas e conquistadas, e colocaremos esses criminosos cruéis e sedentos de sangue na prisão. Depois vamos expulsá-los do nosso país o mais rápido possível.” Já como presidente eleito, Trump anunciou nas redes sociais na noite de domingo que colocaria Tom Homan, seu ex-diretor interino do Serviço de Imigração e Controle da Alfândega (ICE, na sigla em inglês) como “responsável por toda a deportação de estrangeiros ilegais de volta ao seu país de origem”. Trump pode instruir a sua administração a iniciar o esforço no momento em que chegar ao cargo, mas é muito mais complicado deportar efetivamente os quase 11 milhões de pessoas que se acredita estarem ilegalmente nos Estados Unidos. Isso exigiria uma força policial grande e treinada, enormes instalações de detenção, aviões para transportar pessoas e nações dispostas a aceitá-los. Trump disse que invocaria a Lei dos Inimigos Estrangeiros, de 1798 que é raramente usada, mas permite ao presidente deportar qualquer pessoa que não seja cidadão americano e venha de um país com o qual haja uma “guerra declarada” ou uma ameaça ou tentativa de “invasão ou incursão predatória”. Ele falou sobre a ação da Guarda Nacional, quando requisitada por governadores. Questionado sobre o custo de seu plano, ele disse à NBC News: “Não é uma questão de preço. Não é – realmente, não temos escolha. Quando pessoas mataram e assassinaram, quando os traficantes destruíram países, e agora eles vão voltar para os países deles porque não vão ficar aqui.” Autoperdão Trump disse que"dois segundos" após assumir o cargo demitirá Jack Smith, o advogado especial que o está processando em dois casos federais. Smith já está avaliando como encerrar os casos por causa da jurispridência do Departamento de Justiça, que diz que os presidentes em exercício não podem ser processados. Smith acusou Trump no ano passado de conspirar para anular os resultados das eleições presidenciais de 2020 e de manter ilegalmente documentos confidenciais em sua propriedade em Mar-a-Lago, na Flórida. Trump não tem como conceder um autoperdão em relação à condenação de um tribunal em Nova York num caso de suborno envolvendo a ex-atriz pornô Stormy Daniels, mas ele pode tentar usar o seu status de presidente eleito num esforço para anular ou expurgar a sua condenação por crime e evitar uma potencial sentença de prisão. Um caso na Geórgia, onde Trump foi acusado de interferência eleitoral, será provavelmente o único processo criminal que restará contra ele. O mesmo deve ser suspenso até pelo menos 2029, no final do seu mandato presidencial. O promotor da Geórgia responsável pelo caso acaba de ser reeleito. Perdão aos invasores Mais de 1.500 pessoas foram acusadas formalmente após uma multidão de apoiadores de Trump, organizada pelo então presidente, atacar o Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Trump lançou a sua campanha para as eleições em março, não apenas tentando reescrever a história desse motim, mas colocando o cerco violento e a tentativa falha de anular as eleições de 2020 como a pedra angular da sua tentativa de regressar à Casa Branca. Como parte disso, ele chamou os invasores de "patriotas inacreditáveis" e prometeu ajudá-los "no primeiro dia em que assumirmos o cargo". Como presidente, Trump pode perdoar qualquer pessoa condenada num tribunal federal, na Corte Superior do Distrito de Columbia ou em um tribunal marcial militar. Ele pode impedir a continuação do processo contra os invasores, por exemplo. Demissão Trump pretende iniciar o processo de retirar a proteções de dezenas de milhares de funcionários públicos de carreira, para que pudessem ser despedidos mais facilmente. Ele quer fazer duas coisas: reduzir drasticamente a força de trabalho federal, que há muito diz ser um gasto desnecessário, e “destruir totalmente o 'deep state'” – supostos inimigos que, ele acredita, estão escondidos em cargos no governo. Há centenas de profissionais nomeados politicamente que vão e vêm com as administrações. De outro lado, também existem dezenas de milhares de funcionários de carreira, que trabalham sob presidentes Democratas e Republicanos. São considerados trabalhadores apolíticos cujos conhecimentos e experiência ajudam a manter o funcionamento do governo, especialmente durante as transições. Trump quer a capacidade de converter algumas dessas pessoas de carreira em cargos políticos, tornando-as mais fáceis de demitir e substituir por pessoas leais. Ele tentaria conseguir isso revivendo uma ordem executiva de 2020 conhecida como “Anexo F”. A ideia por trás da medida é retirar as proteções trabalhistas dos trabalhadores federais e criar uma nova classe de funcionários políticos. Poderia afetar cerca de 50 mil dos 2,2 milhões de servidores federais civis. O presidente democrata Joe Biden rescindiu a ordem quando assumiu o cargo, em janeiro de 2021. Mas o Congresso não conseguiu aprovar um projeto de lei que protegesse os funcionários federais. O Gabinete de Gestão de Pessoal, a principal agência de recursos humanos do governo federal, criou recentemente uma regra contra a reclassificação de trabalhadores, portanto Trump poderá ter de esperar meses – ou mesmo anos – para desfazê-la. Tarifa sobre importação Trump prometeu durante toda a campanha impor tarifas sobre produtos importados, especialmente os provenientes da China. Ele argumentou que tais impostos de importação manteriam os empregos industriais nos EUA, reduziriam o déficit federal e ajudariam a baixar os preços dos alimentos. Ele também os classificou como centrais para a sua agenda de segurança nacional. "As tarifas são a melhor coisa já inventada", disse Trump durante um comício em setembro em Flint, Michigan. O presidente eleito provavelmente não precisaria que o Congresso impusesse essas tarifas, como ficou claro em 2018, quando as impôs às importações de aço e alumínio sem passar pelos legisladores, citando a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962. Essa lei, de acordo com a Congressional Research, dá ao presidente o poder de ajustar tarifas sobre importações que possam afetar a segurança nacional, um argumento apresentado por Trump. Reverter proteções para estudantes transgêneros A oposição aos direitos dos transgêneros foi central no argumento final da campanha de Trump. Sua campanha publicou um anúncio nos últimos dias da corrida contra a vice-presidente Kamala Harris, no qual um narrador dizia: "Kamala é a favor deles. O presidente Trump é para você." A administração Biden anunciou novas proteções a pessoas trans em abril que deixaram claro que tratar estudantes transgêneros de maneira diferente de seus colegas de classe é discriminação. Trump respondeu dizendo que iria reverter essas mudanças, comprometendo-se a fazê-las no primeiro dia da sua nova administração e observando especificamente que tem o poder de agir sem o Congresso. É improvável que Trump pare por aí. Falando em um comício em Wisconsin em junho, Trump disse que “no primeiro dia” ele iria “assinar uma nova ordem executiva” que cortaria o dinheiro federal para qualquer escola “empurrando a teoria racial crítica, a insanidade transgênero e outros conteúdos raciais, sexuais ou políticos inapropriados para a vida dos nossos filhos.” Não está claro como Trump faria isso, já que exige uma ação do Congresso. "Perfurar, perfurar, perfurar" Trump procura reverter as políticas climáticas destinadas a reduzir as emissões de gases de efeito-estufa que aquecem o planeta. Com uma ordem executiva no primeiro dia, ele pode anular as proteções ambientais, interromper projetos eólicos, frustrar as metas da administração Biden que incentivam a mudança para carros elétricos e abolir padrões para que as empresas se tornem mais amigas do ambiente. Ele prometeu aumentar a produção de combustíveis fósseis nos EUA, prometendo “perfurar, perfurar, perfurar”, quando assumir o cargo no primeiro dia e procurando abrir a região selvagem do Ártico à perfuração de petróleo, o que, segundo ele, reduziria os custos de energia. Resolver a guerra entre a Rússia e a Ucrânia Trump também disse repetidamente que poderia resolver a guerra entre a Rússia e a Ucrânia num dia. A Rússia invadiu a Ucrânia há quase três anos. Trump, que não esconde a sua admiração pelo presidente russo Vladimir Putin, criticou a administração Biden por dar dinheiro à Ucrânia para travar a guerra. Em um programa da CNN em maio de 2023, Trump disse: “Eles estão morrendo, russos e ucranianos. Eu quero que eles parem de morrer. E farei isso – farei isso em 24 horas". Ele disse que isso aconteceria depois de se reunir com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com Putin.

  • Biden promete 'transição pacífica' após vitória de Trump

    WASHINGTON - Em seu primeiro discurso após Donald Trump vencer as eleições presidenciais, o atual mandatário dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quinta-feira, 7, que está trabalhando para garantir uma transição de poder pacífica. No pronunciamento na Casa Branca, o democrata confirmou ter falado por telefone com o republicano e ter garantido à equipe do adversário que, em "20 de janeiro, haverá uma transferência de poder pacífica" e confiável, porque é isso que o povo merece. "Aceitamos a escolha que o país fez. Estamos em uma democracia, a vontade popular sempre prevalecerá. Você não pode amar seu país só quando você vence. Você não pode amar seu vizinho só quando vocês concordam", declarou ele. Biden enfatizou ainda que "os eleitores fizeram seu dever como cidadãos", e ele fará o seu como presidente, destacando que trabalhará até o fim do seu mandato, que se encerra em janeiro. "Agora temos 78 dias para concluir o mandato. Temos agora a responsabilidade para fazer cada dia valer". Além disso, Biden reforçou que o sistema eleitoral americano é "honesto, justo e transparente" e que esta batalha foi perdida e "as derrotas são inevitáveis, mas desistir é impensável". "Não podemos desistir. A América perdura. Vamos ficar bem, mas precisamos permanecer engajados", concluiu ele, que elogiou a "integridade e coragem" de Kamala Harris.

  • Kamala Harris pede união em primeiro discurso após derrota

    WASHINGTON - A vice-presidente Kamala Harris discursou pela primeira vez, na tarde desta quarta-feira, 6, após ser derrotada nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Ela defendeu uma transição pacífica de poder para a nova gestão de Donald Trump e pediu a união entre os norte-americanos. Segundo projeções da Associated Press, Kamala deve conquistar 226 delegados no Colégio Eleitoral. Eram necessários 270 para vencer as eleições. Trump ultrapassou esse número nas primeiras horas de hoje. Kamala iniciou o discurso agradecendo pela confiança do público. Ela também citou a própria família, o presidente Joe Biden e o vice dela na chapa, Tim Walz. "Meu coração está pleno de gratidão pela confiança que vocês tiveram em mim. Está também cheio de amor pelo nosso país e pela vontade de seguir adiante", disse durante pronunciamento na Howard University, em Washington, que deveria ser palco para o discurso da vitória. A democrata afirmou que o resultado da eleição não era o esperado pela campanha, mas garantiu que irá continuar lutando para que os EUA continuem sendo um país livre. "A luta pela nossa liberdade vai exigir muito de nós, mas, como sempre falamos, gostamos de trabalhar duro. E a luta pela nossa liberdade sempre vale a pena", garantiu emocionada. Mais cedo Kamala ligou para Trump para parabenizá-lo pela vitória.

  • Trump é eleito o 47º presidente dos Estados Unidos

    WASHINGTON - O republicano Donald Trump derrotou Kamala Harris e foi eleito o 47º presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 6, mas os votos ainda estão sendo contabilizados e a vitória precisa ser confirmada pelo Senado.Trump é eleito o 47º presidente dos Estados Unidos. Às 6 horas da manhã, as projeções dos institutos de pesquisa somavam 277 delegados no colégio eleitoral para Trump, enquanto Kamala obteve 224. Para vencer o pleito nos EUA, é necessário obter ao menos 270 delegados dos 538 em disputa. Mais uma vez, as eleições presidenciais norte-americanas foram decididas pelos Estados-pêndulos, aqueles que não possuem uma preferência política fixa entre os partidos Democrata e Republicano. Neste ano, os votos no Arizona, Geórgia, Michigan, Nevada, Carolina do Norte, Pensilvânia e Wisconsin foram decisivos. Segunda vez Esta é a segunda vez na história dos EUA, desde Grover Cleveland em 1892, que um ex-presidente conquista um segundo mandato não consecutivo. Trump, de 78 anos, venceu as eleições de 2016, quando derrotou outra candidata democrata mulher, Hillary Clinton. Na ocasião, Trump obteve 304 votos dos colégios eleitorais, frente a 227 da ex-secretária de estado. Foi a quinta vez na história dos EUA que um candidato a presidente ganhou no voto popular, mas foi derrotado no Colégio Eleitoral. Em 2020, Trump disputou a reeleição contra o democrata Joe Biden, que consagrou-se vitorioso com 306 votos do colégio eleitoral, contra 232 do republicano. Desfavorável A trajetória de Kamala Harris como candidata do partido Democrata para as eleições presidenciais não foi linear. Ela tornou-se líder da chapa após Biden desistir de disputar a reeleição e não convenceu ao afirmar que era a candidata da renovação. Condenação Já Donald Trump superou até mesmo a Justiça. Em maio, o republicano se tornou o primeiro ex-presidente dos EUA a ser condenado criminalmente por falsificar registros financeiros para ocultar o pagamento que comprou o silêncio da ex-atriz pornô Stormy Daniels com quem teve um caso extra-conjugal e evitar possíveis danos à sua campanha eleitoral de 2016. Trump aguarda a determinação da sentença, que poderá ordenar detenção ou pagamento de multa. A sentença deve ser proferida apenas no dia 26 de novembro. Especialistas acreditam que a detenção do republicano é improvável. Donald Trump responde a outros três processos na esfera criminal sob a acusação de interferir nas eleições, conspiração e mau uso de documentos sigilosos após encerrar o seu mandato.

  • Republicanos retomam maioria no Senado e estão à frente na corrida pelo Congresso dos EUA

    WASHINGTON - O Partido Republicano conquistou o controle do Senado dos Estados Unidos com vitórias em Virgínia Ocidental e Ohio na noite de terça-feira, 5. Os republicanos também obtiveram ganhos importante na batalha para manter o controle da Câmara dos Deputados. Esses resultados poderão ajudar Trump, caso a vitória seja confirmada, a nomear juízes conservadores e outros funcionários do governo. Até a manhã da quarta-feira, 6, os democratas haviam perdido 3 assentos e somavam 42, enquanto os republicanos garantiam 52. A Câmara Alta é formada por cem senadores. O mesmo acontece no Casa dos Deputados onde 180 cadeiras estão garantidas para democratas e 198 para os republicanos. Para formar a maioria é preciso atingir 218 cadeiras. Como na eleição presidencial, o resultado provavelmente será determinado por uma pequena parcela de eleitores. Menos de 40 disputas na Câmara são vistas como realmente competitivas. Transgênero Por outro lado, essa eleição é marcada por fatos inédios para a diversidade no Congresso. A democrata Sarah McBride, de 34 anos, foi escolhida em Delaware, se torna a primeira mulher transgênero eleita deputada federal. Negros Além disso, pela primeira vez na História dos EUA, o Senado terá duas cadeiras ocupadas simultaneamente por mulheres negras: a deputada Lisa Blunt Rochester, de Delaware, e Angela Alsobrooks, de Maryland. A vitória das democratas eleva o número de senadores negros a servir juntos para cinco na história do país.

  • Trump se declara eleito após vencer na Pensilvânia

    PALM BEACH - Após vencer na Pensilvânia, o republicano Donald Trump alcançou 267 dos 270 delegados necessários na disputa pela Casa Branca e discursou como presidente eleito dos Estados Unidos para apoiadores na Flórida. “Quero agradecer à população americana por ter sido eleito o 47º presidente”, disse ele, em meio a aplausos por volta das 2 horas de quarta-feira, 6. “Foi o maior movimento político de todos os tempos, e agora vamos ajudar o país a se curar. O país precisa de ajuda”, afirmou o republicano em West Palm Beach. Ao contrário de seus incendiários discursos de campanha, ele focou na união do país. “Vou lutar por vocês, pela sua família e pelo seu futuro todos os dias. Estarei lutando por vocês com cada respiração do meu corpo. Não descansarei até que tenhamos proporcionado a América forte, segura e próspera que os nossos filhos merecem e que vocês merecem. Esta será verdadeiramente a era de ouro da América”, afirmou. Caso ele vença em mais algum Estado, sua eleição estará oficialmente confirmada. O republicano tem vantagem em Michigan, Wisconsin, Nevada, Arizona e Alasca. Trump se declara eleito após vencer na PensilvâniaA essa altura, a Fox News já o declarava eleito e o jornal New York Times falava em 95% de chance de Trump ser o novo presidente dos EUA.

  • Kamala ou Trump: resultado imprevisível pode levar dias

    WASHINGTON - Os Estados Unidos decidem nesta terça-feira, 5, quem será o novo governante do país pelos próximos quatro anos. Mas o resultado oficial da disputa acirrada entre a democrata Kamala Harris e o republicano Donald Trump ainda pode levar dias e não representar a vontade popular, afirmam especialistas. O sistema eleitoral do país formado por um colégio eleitoral com 538 delegados. Cada Estado tem um número específico de componentes com base no tamanho da população. Para vencer a disputa, é preciso conquistar 270 votos desses representantes. Isso significa que os Estados e o Distrito de Colúmbia -- onde fica a capital Washington -- vão contabilizar os votos das urnas e os delegados endossam a escolha. Dessa forma, o vencedor não necessariamente é o ganhador no voto popular. Isso, inclusive, já ocorreu em alguns pleitos, como o de 2016, quando o republicano Trump foi eleito tendo quase 3 milhões de votos a menos que a democrata Hillary Clinton. A Califórnia tem maior número de delegados, 54. Em seguinda, Texas (40), Flórida (30), Nova York (28 ) e Illinois e Pensilvânia (19, cada um). Os com menor número são Dakota do Norte, Delaware, Dakota do Sul, Vermont, Wyoming, distrito de Columbia e Alasca (3 delegados, cada); Maine, Montana, Idaho, New Hampshire, Virgínia Ocidental, Rhode Island e Havaí (4 delegados, cada). Se, por um lado, existem Estados em que o resultado da disputa costuma ser mais previsível, com eleitores historicamente apoiadores de um ou outro partido, por outro, há aqueles que historicamente não há maioria absoluta nas intenções de votos. São os chamados swing states (estados pêndulos, em tradução livre), onde qualquer partido pode sair vitorioso. Eles são Arizona, Carolina do Norte, Geórgia, Michigan, Nevada, Pensilvânia e Wisconsin. No caso de um empate de 269 a 269 votos, a Câmara dos Deputados escolhe o vencedor, com a delegação de cada estado tendo direito a um único voto. Até as primeiras horas de hoje, mais de 80 milhões de eleitores já haviam votado nos postos de votação e por correio ou depositaram os votos nas urnas disponibilizadas em pontos estratégicos das cidades nas eleições antecipadas. A primeira urna aberta no Condado Dixville Notch, em New Hampshire, foi um espelho das últimas pesquisas da campanha que mostram os candidatos empatados. Cada um teve três votos.Os eleitores registrados eram quatro republicanos e dois eleitores sem partido. Projeção Atrasada Em algumas disputas presidenciais, o vencedor foi conhecido tarde na noite da eleição ou na manhã seguinte. Desta vez, a disputa acirrada em muitos Estados pode significar que os meios de comunicação esperem mais tempo antes de projetar quem venceu, afirma o jornalista Sam Cabral da BBC News. Vitórias estreitas também podem significar recontagens. No Estado decisivo da Pensilvânia, por exemplo, uma recontagem em todo o estado seria necessária se houvesse uma diferença de meio ponto percentual entre os votos emitidos para o vencedor e o perdedor. Em 2020, a margem foi de pouco mais de 1,1 ponto percentual. Também são possíveis contestações legais. Mais de 100 ações judiciais pré-eleitorais já foram movidas. Outros cenários que podem causar atrasos incluem qualquer desordem relacionada à eleição, principalmente em locais de votação. Por outro lado, a contagem de votos foi acelerada em algumas áreas, incluindo o crucial Estado de Michigan, e muito menos votos serão enviados pelo correio do que na última eleição, que ocorreu durante a pandemia da Covid - 19.

  • Americana causa acidente e mata dois brasileiros em Methuen

    METHUEN - A americana Katrina Nguyen, acusada de ser responsável pelo acidente que causou a morte de dois brasileiros, alegou inocência durante o seu indiciamento na manhã desta segunda-feira, 4, na Corte Superior do Condado de Essex em Lawrence, Massachusetts. A mulher de 26 anos vai responder por dois homicídios, abandono do local do acidente que resultou em morte, feridos e danos materiais, além de dirigir com a carteira de habilitação suspensa. A acusação afirma que Katrina provocou a colisão na Rota 495, na altura de Methuen, na manhã de sábado, 2, e fugiu. "Ela dirigia alcoolizada e sem licença", ressalta a promotoria. Segundo a promotora Jessica Fleet, a mulher foi a duas festas e um lounge na noite da sexta-feira, 1, ficando até a manhã de sábado, pouco antes de bater seu SUV em uma caminhonete com quatro homens . O acidente aconteceu, segundo o boletim de ocorrência, pouco depois das 6 horas. Uma testemunha disse à polícia que Katrina passou por ela a quase 160 km/h, fez uma curva fechada à esquerda, atingiu a caminhonete e foi embora. O veículo dos brasileiros capotou no canteiro central e bateu em uma árvore. A testemunha seguiu Katrina e acionou a polícia. Câmeras de segurança mostram a ré abandonando o carro em Haverhill. Ela saiu pela porta do passageiro porque o lado do motorista estava muito danificado. Katrina se entregou à delegacia de Lawrence por volta do meio-dia do sábado e ainda "cheirava à álcool", cita o boletim de ocorrência. A motorista não tem histórico criminal, mas uma ficha extensa de infrações no trânsito. Katrina pode responder o processo em liberdade se pagar uma fiança de US$ 200 mil. Nesse caso, ela não pode dirigir nem sair de casa. A ré volta à Corte no dia 26 de novembro. A caminho do trabalho Kenny Milanez, de 41 anos, e Celso Diaz, de 37 anos, ambos de Worcester, morreram no local. Milanez deixa mulher e quatro filhos; Diaz deixa mulher e dois filhos. Outros dois brasileiros, Bruno Viana e Tiago Silverio Pereira foram socorridos e levados ao hospital. As vítimas estavam a caminho do trabalho em New Hampshire. SERVIÇO: Foi criada uma página no Go Fund Me para arrecadar doações para ajudar as famílias.

  • Esteticista brasileira é indiciada por importação e venda de medicamento falso

    STOUGTHON - Horas depois de ser presa, a brasileira Rebecca Fadanelli foi indiciada na tarde desta sexta-feira, 1, na Corte Federal de Worcester por importação ilegal, distribuição e venda de medicamentos e dispositivos falsos. A esteticista de 38 anos vai responder o processo em liberdade após pagar a fiança de US$ 10 mil e se comprometer a "não contratar uma enfermeira, não injetar e nem vender ilegalmente medicamentos falsificados". Segundo a Procuradoria Geral de Massachussetts, a dona do Skin Beaute Med Spa, em Easton e Randolph, comprava os produtos da China e do Brasil desde 2021. Nesse período, milhares de pessoas foram submetidas aos procedimentos com Botox, Sculptra e Juvederm falsos, rendendo mais de US$ 900 mil para a Rebbeca. O processo indica que a brasileira afirmava aos funcionários e pacientes que era enfermeira. Ela comprava frascos de Botox do site Alibaba por US$ 50, preço muito abaixo do mercado que gira em torno de US$ 650. A investigação da FDA (sigla em inglês para a Agência Reguladora de Alimentos e Drogas no país) começou após uma cliente apresentar uma queixa em setembro de 2022. A pessoa contou que fez um “preenchimento labial” com Rebecca no spa de Randolph. A denunciante disse que a brasileira usou a mesma seringa para injetar uma substância desconhecida em seus lábios e entre as sobrancelhas, provocando inchaços e formigamento. A vítima alega que solicitou a prescrição da substância administrada, mas nunca lhe foi fornecida. Mesmo antes da denúncia na FDA, Rebbeca já estava sendo investigada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. A Polícia de Fronteira (CBP) apreendeu pacotes enviados para a suspeita do exterior que continham medicamentos ilegais Rebecca também foi flagrada no aeroporto internacional do Logan, em Boston, voltando do Brasil com injetáveis ​​ilegais e quando os agentes revistaram os spas em Randolph e South Easton encontraram cosméticos falsos. A brasileira admitiu a compra dos medicamentos ​​de um fornecedor chinês através do Alibaba e afirmou desconhecer se eles eram aprovados pela FDA. O Procurador federal Josua Levy enfatiza que Rebecca "colocou pacientes inocentes em risco por anos ao se apresentar como enfermeira e administrar milhares de injeções ilegais e falsificadas". Levy observa que o engano alegado por Rebecca “é ilegal, imprudente e potencialmente fatal.” Pela acusação de importação de mercadorias ilegais, a brasileira pode pegar até 20 anos de prisão além de pagar multa de US$ 250 mil. Já para cada uma das denúncias de venda ou distribuição intencional de medicamento ou dispositivo falsificado a sentença prevista é de até dez anos de prisão e multa de US$ 250 mil. SERVIÇO: As pessoas que acreditam te recebido um medicamento falsificado nos spas deve preencher um questionário no site da FDA .

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