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- Motor de avião pega fogo antes de decolagem em Orlando
294 ocupantes do avião foram retirados pela esteira inflável ORLANDO - Um avião da Delta Air Lines com 294 ocupantes sofreu um incêndio no motor pouco após o embarque no Aeroporto Internacional de Orlando, na Flórida, na segunda-feira, 21, forçando os passageiros a sair da aeronave usando escorregadores infláveis, informou a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos. O Airbus A330 da Airbus estava prestes a partir para Atlanta quando o motor pegou fogo por volta das 11h15. A FAA disse que irá investigar o incidente. O incêndio no motor é o mais recente de uma série de incidentes aéreos de grande repercussão que levantaram questões sobre a segurança da aviação nos Estados Unidos, incluindo a colisão em pleno voo, em 29 de janeiro, entre um jato regional da American Airlines e um helicóptero do Exército próximo ao Aeroporto Nacional Reagan, que matou 67 pessoas. A Delta informou que o voo 1213 tinha 282 passageiros e 12 tripulantes, e não houve relatos de feridos. As equipes de voo da Delta “seguiram os procedimentos para evacuar a cabine de passageiros quando chamas foram observadas no escapamento de um dos dois motores da aeronave”. O Aeroporto Internacional de Orlando afirmou, em uma postagem nas redes sociais, que o incêndio ocorreu na área de pista de taxiamento e que a equipe de resgate e combate a incêndio do aeroporto respondeu prontamente. A Delta informou que suas equipes de manutenção irão examinar a aeronave e que a companhia aérea disponibilizou aeronaves adicionais para ajudar os passageiros a chegarem aos seus destinos finais ainda na segunda-feira. A Airbus não comentou o incidente. Em março, um motor de um jato da American Airlines pegou fogo após o avião ser desviado para Denver, forçando a evacuação dos passageiros pela asa da aeronave. O motor pegou fogo enquanto taxiava para o portão. ** Com Reuters **
- Apenas 37% dos americanos aprovam forma como Trump administra a economia, diz pesquisa
Trump decepeciona eleitores que o elegeram para impulsionar a economia dos EUA WASHINGTON - Os americanos elegeram Donald Trump como presidente na expectativa de que ele combatesse a inflação e impulsionasse a economia dos Estados Unidos, mas à medida que ele se aproxima de seu 100º dia no cargo, os eleitores estão atribuindo notas baixas ao republicano por sua maneira de lidar com ambos, segundo uma nova pesquisa Reuters/Ipsos. Trump iniciou seu mandato com uma agenda econômica agressiva, provocando guerras comerciais ao impor tarifas sobre parceiros dos EUA, pressionando o Federal Reserve a se curvar à sua vontade e desencadeando as piores perdas nos mercados desde os primeiros meses da pandemia da Covid-19 há cinco anos. Apenas 37% dos entrevistados na pesquisa de seis dias, concluída na segunda-feira, disseram aprovar a maneira como Trump está gerindo a economia, abaixo dos 42% registrados nas horas seguintes à sua posse em 20 de janeiro, quando ele prometeu turbinar a economia e criar uma "Era de Ouro da América". A leitura está bem abaixo do que em qualquer momento de seu primeiro mandato, quando variou de pouco mais de 40% a pouco acima de 50%. "Temos um presidente que prometeu uma era de ouro", disse James Pethokoukis, membro sênior do American Enterprise Institute, um think tank conservador. "Mas tudo o que deveria estar em alta está em baixa, tudo o que deveria estar em baixa está em alta." Pethokoukis disse que os sinais de alerta econômico pressionam Trump a reverter o curso das tarifas, mas que, mesmo que Trump ceda, a economia pode não se recuperar rapidamente em meio ao caos. Em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada logo após a posse de Trump, cerca de 55% dos entrevistados disseram que a inflação ou a economia em geral deveriam ser o foco principal de Trump em seus primeiros 100 dias no cargo, que vão até 30 de abril. Cerca de 23% escolheram a imigração. Três meses depois, 76% dos ouvidos na mais recente pesquisa Reuters/Ipsos disseram que temem a chegada de uma recessão. Cerca de 56%, incluindo um em cada quatro republicanos, disseram que as medidas de Trump para movimentar a economia são "muito erráticas" Dois terços dos entrevistados estão preocupados com o mercado de ações, onde os preços têm recuado acentuadamente nas últimas semanas em meio às preocupações dos investidores com os planos de Trump de aumentar as tarifas sobre produtos importados e sua insinuação de que poderia demitir o chair do Fed, Jerome Powell. Cinquenta e dois por cento disseram concordar com a afirmação de que "as ações de Trump poderiam tornar mais difícil para mim viver confortavelmente quando me aposentar", superando em número os 31% que discordaram da afirmação. Na segunda-feira, Trump alertou que a economia pode desacelerar se o Fed não reduzir a taxa de juros, dizendo que o país está em um caminho em que "quase não pode haver inflação". Mas Powell, assim como economistas de Wall Street, tem dito que as medidas de Trump para aumentar tarifas - incluindo uma nova alíquota de 145% sobre a maioria das importações vindas da China - poderiam elevar a inflação, pelo menos no curto prazo, e possivelmente por mais tempo. O índice de aprovação geral de Trump - 42% - continua mais alto do que o de seu antecessor Joe Biden durante boa parte de seu mandato, e tem sido impulsionado por uma parcela um pouco maior de norte-americanos - 45% - que apoiam as ações agressivas de Trump em relação à imigração. O partido do presidente também continua a apoiá-lo firmemente, com 81% dos republicanos aprovando a administração econômica de Trump, em comparação com 5% dos democratas e 28% de eleitores independentes. Muitos americanos simpatizam com a opinião de Trump de que os EUA não estão sendo bem-sucedidos nos assuntos globais em geral, inclusive no comércio e na defesa. Cerca de 48% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que "a maioria dos outros países, inclusive os aliados tradicionais, tiram vantagem dos EUA", com 34% discordando. Mas até mesmo um em cada três republicanos disse que seu custo de vida está no caminho errado, de acordo com a pesquisa, que entrevistou 4.306 adultos em todo o país entre 16 e 21 de abril. A pesquisa tem uma margem de erro de cerca de 2 pontos percentuais. ** Com Reuters **
- Lei que criminaliza imigrantes em Jacksonville completa 15 dias
ICE ganha mais tempo para conseguir a custódia do imigrante (Foto: ICE Divulgação) JACKSONVILLE - A lei que criminaliza imigrantes em Jacksonville, na Flórida, completa duas semanas nesta terça-feira, 22, e a torna a primeira cidade dos Estados Unidos a adotar a medida anti-imigrante que se alinha às políticas do governador Ron De Santis e do presidente Donald Trump. O Illegal Immigration Enforcement Act foi aprovado por 12 votos a cinco e entrou em vigor no dia 12 de abril, transformando em crime um imigrante indocumentado morar ou apenas entrar em Jacksonville. A infração resulta em 30 dias de cadeia e a reincidência tem mais 60 dias de encarceiramento. O legislação também prevê mais recursos para o escritório do sherife identificar indivíduos sem status legal, incluindo US$ 76 mil para a compra de 25 aparelhos móvel para tirar a impressão digital. A polícia local agora tem autoridade para manter uma pessoa presa por mais tempo até que o ICE consiga a sua custódia. Embora a prefeita Donna Deegan não tenha sancionado a lei, ela deixou o texto ser colocado em prática porque não haveria apoio na Câmara para sustentar o veto. Donna afirma, entretanto, que o ato não representa nenhuma novidade. "Não há nada neste projeto de lei que já não seja exigido por lei federal ou estadual. E, de fato, a lei estadual já prevê uma pena mais severa. Então, por que o JSO precisaria prender alguém sob uma nova portaria local se já possui uma lei estadual mais rigorosa?" Leia também: Juíza suspende lei que criminaliza imigrante na Flórida Segundo os dados da prefeitura, 602 imigrantes indocumentados foram presos em 2024 no Condado de Duval, onde fica Jacksonville, e 334 foram detidos e deportados pelo ICE. A agência federal afirma que desse total, 94 respondiam por acusações de agressão, 140 por dirigir sob efeito de álcool, além de casos envolvendo assassinato e agressão sexual. Não há estatísticas disponíveis sobre os últimos 15 dias. Jacksonville já tem um acordo com o ICE desde 2008 e a Flórida deixou de ser um estado santuário desde 2019. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Legisladores dos EUA seguem na lutando por volta de salvadorenho deportado por engano
O deputado democrata, Maxwell Frost, em entrevista nesta segunda-feira (Foto: Reprodução TV) WASHINGTON - Quatro legisladores democratas dos Estados Unidos, em visita a El Salvador, prometeram, nesta segunda-feira, 21, lutar até conseguir o retorno do migrante salvadorenho Kilmar Ábrego García, preso no país centro-americano após ser deportado por engano por Washington. Na semana passada, o senador democrata Chris Van Hollen visitou El Salvador com o mesmo propósito e, depois de muito esforço, conseguiu se encontrar com Ábrego García, que chegou deportado em 16 de março junto com 238 venezuelanos e outros 22 salvadorenhos. O governo de Donald Trump os acusa de serem criminosos, mas sem fornecer provas. "Vamos lutar com todas as nossa forças para nos assegurarmos de que ele volte para casa para ter o devido processo", disse o representante Maxwell Frost, da Flórida, durante uma coletiva de imprensa em um hotel de San Salvador. Ele acrescentou que tanto ele quanto seus colegas querem saber "onde está agora" Ábrego García e "qual é sua condição", pois "sua família merece saber". Leia também: Presidente de El Salvador se recusa a devolver imigrante deportado por engano "Não há razão para acreditar que nossa administração, a administração Trump, esteja fazendo algo para facilitar seu retorno seguro para casa", assinalou a representante Yassamin Ansari, do Arizona, depois que os legisladores se reuniram com encarregados da embaixada americana em San Salvador. O governo salvadorenho é um aliado fundamental de Trump em sua política de linha-dura contra a migração. Em pouco mais de um mês, El Salvador recebeu 288 deportados, 252 deles venezuelanos, que estão presos no país. O governo Trump reconheceu que a expulsão de Ábrego García foi causada por um "erro administrativo", mas se recusa a readmiti-lo, alegando que ele é membro da gangue MS-13, que Washington declarou uma organização "terrorista" global. A delegação, também integrada por Robert García, da Califórnia; e Maxine Dexter, do Oregon, espera que o governo salvadorenho a autorize a ver Ábrego García na prisão. Os legisladores são acompanhados nesta viagem pelo advogado americano Chris Newman, representante da mãe e da esposa do salvadorenho deportado. Ábrego García disse ao senador Van Hollen que inicialmente foi mantido no Cecot, um mega presídio para membros de gangues, mas depois foi transferido para uma penitenciária no departamento de Santa Ana, no oeste do país. A juíza americana Paula Xinis diz que as "provas" do governo Trump contra Ábrego García "baseiam-se apenas em seu boné do Chicago Bulls, um moletom com capuz e uma alegação vaga e não corroborada de um informante de que ele pertencia" à filial da MS-13 em Nova York, "onde ele nunca morou". A magistrada pediu aos governos dos Estados Unidos e de El Salvador que devolvessem o migrante que vivia em Maryland, mas nenhum dos dois concordou. ** Com AFP **
- Brasileiro nega ter matado e forjado suicídio da esposa em Massachusetts
Oliveira tentou voltar para o Brasil com os três filhos (Foto: Divulgação Go Fund Me) LYNN - O brasileiro Thiago Oliveira, 33, se declarou inocente essa semana da acusação de matar e forjar o suicídio da sua mulher em Lynn, Massachusetts. Ele está preso sem direito à fiança e volta ao Tribunal Superior de Salem em 14 de maio. Durante a audiência da terça-feira, 15, o promotor Paul Trucker enfatizou que Oliveira matou Carla Lourenço da Silva, de 32 anos, e fez parecer que a companheira tinha se suicidado por enforcamento na casa da família na Summer Street. Inicialmente, o mineiro de Ipatinga foi acusado de atrapalhar as investigações sobre a morte da mulher. A primeira suspeita foi oficializada no dia 23 de janeiro, três dias após o crime. Nesse período, amigos chegaram a fazer uma campanha na internet para arrecadar dinheiro com o objetivo de repatriar o corpo de Carla e ajudar Oliveira a voltar para o Brasil com os três filhos do casal: duas meninas, de 10 e 3 anos, e um menino, de 4 anos. A página do Go Fund Me destacava que a brasileira sofria de depressão e arrecadou US$ 14.580. Em entrevista a MANCHETE USA, pessoas ligadas à família de Carla disseram que o corpo da vítima foi velado no Brasil, mas as crianças continuam nos Estados Unidos. Desde a prisão de Oliveira, elas estão sendo cuidadas por uma vizinha sob proteção do Estado. A avó materna, Mara Lúcia, conseguiu o visto americano para tentar obter a guarda dos netos. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Quenianos vencem Maratona de Boston
Korir e Sharon concluíram a prova em menos de duas horas BOSTON - O Quênia dominou o pódio da 129ª edição da Maratona de Boston nesta segunda-feira, 21, que reuniru 31 mil corredores. John Korir foi o primeirio a chegar na tropa de elite masculina, enquanto Sharon Lokedi foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada. Korir terminou a prova com 2h 4min e 45s. Mas a disputa masculina não acabou por aí, isso porque Alphonce Felix Simbu e Cybrian Kotut protagonizaram um final de prova arrepiante. O queniano e o tanzaniano percorreram a Boyslon Street quase colados um no outro e ambos concluíram a corrida e Korir levou a melhor por alguns centímetros. Já Sharon Lokedi concluiu a prova em 2h 17min 22s e tirou a chance da também queniana Hellen Obiri de conquistar o tricampeonato em Boston, por 19 segundos de diferença. Helen liderou por boa parte da maratona, mas nos metros Sharon a ultrapassou a compatriota e a deixou em segundo no pódio. A maratona da capital de Massachusetts tem 42km e é uma das mais tradicionais e desafiadoras do mundo.
- Morre Francisco, o Papa do Povo
Morre Francisco, o papa de hábitos simples que lutou para mudar a Igreja VATICANO - Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, morreu aos 88 anos após uma intensa luta pela vida nos últimos dois meses. O Vaticano anunciou a morte às 7h35 pelo horário local (1h35 horário de Nova York) desta segunda-feira, 21. O pontífice ocupou o cargo por 12 anos. Nascido em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires, na Argentina, Francisco foi o primeiro papa latino-americano da história. Ele também foi o primeiro pontífice da era moderna a assumir o papado após a renúncia do seu antecessor e, ainda, o primeiro jesuíta no posto. À frente da igreja católica por quase 12 anos, Francisco foi o papa número 266. Em 13 de março de 2013, durante o segundo dia do conclave para eleger o substituto de Bento XVI, Bergoglio foi escolhido como o novo líder – inclusive contra a sua própria vontade, segundo ele mesmo admitiu.
- Juíza duvida que notificações de deportação de Trump para a Venezuela estejam de acordo com decisão da Suprema Corte
Imagem de deportados dos EUA divulgada pelo governo de El Salvador em março WASHINGTON - A juíza distrital dos Estados Unidos, Charlotte Sweeney, disse, durante uma audiência em Denver nesta segunda-feira, 21, que os avisos de deportações iminentes dados aos migrantes venezuelanos detidos no Bluebonnet Detention Facility, no Texas, não faziam menção ao habeas corpus, que se refere ao direito dos detidos de contestar a legalidade de sua detenção. "Vocês estão agindo como se esses indivíduos - muitos dos quais não falam o idioma - soubessem que existe algo chamado habeas corpus", disse Sweeney, nomeada pelo ex-presidente democrata Joe Biden. "Estou analisando a notificação agora. Ela não dá nenhuma indicação de qualquer direito de buscar qualquer tipo de alívio". Sweeney disse que decidirá até terça-feira se estenderá sua ordem que protege dois homens venezuelanos sob custódia da imigração no Colorado de serem deportados de acordo com a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798. Os advogados dos migrantes venezuelanos estão tentando persuadir os juízes de todo o país a exigir que o governo avise os migrantes com 30 dias de antecedência antes de deportá-los de acordo com a lei 1798, depois que o tribunal superior bloqueou temporariamente o governo federal de deportar um grupo de venezuelanos detidos em Bluebonnet. Enquanto isso, em uma petição apresentada nesta segunda-feira à Suprema Corte, a American Civil Liberties Union, que representa os migrantes, pediu aos juízes que mantivessem o bloqueio, escrevendo que as autoridades não haviam fornecido aos migrantes em Bluebonnet a notificação necessária ou a oportunidade de contestar as remoções antes que muitos fossem embarcados em ônibus com destino ao aeroporto. Na audiência em Denver, o advogado do Departamento de Justiça Michael Velchik disse que o governo notificaria os migrantes de que eles estavam sendo alvo de remoção de acordo com a lei. Qualquer migrante que disser que deseja contestar sua remoção terá 24 horas para fazê-lo, disse Velchik. ** Com Reuters **
- Trump se reúne com varejistas dos EUA para discutir tarifas sobre importações
Tarifas aumentam custo dos produtos de uso diário WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se com grandes varejistas, incluindo Walmart, Home Depot, Lowe’s e Target, nesta segunda-feira, 21, para discutir tarifas amplas que provavelmente aumentarão o custo dos produtos de uso diário que eles importam. As grandes redes norte-americanas, como o Walmart e a Target, dependem muito de produtos importados, e as tarifas — incluindo taxas de 145% sobre a China — devem aumentar a pressão sobre os norte-americanos, já sobrecarregados pela inflação prolongada. “Tivemos uma reunião produtiva com o presidente Trump e sua equipe e apreciamos a oportunidade de compartilhar nossas percepções”, disse um porta-voz do Walmart em um comunicado, sem entrar em detalhes. O varejista disse mais cedo que seu presidente-executivo, Doug McMillon, estaria presente. Essa é a primeira reunião de McMillon com Trump desde a introdução das tarifas do “Dia da Libertação” do presidente. No início de abril, McMillon disse que os dois não haviam discutido pessoalmente as tarifas, embora outros membros da liderança do Walmart estivessem em contato regular com sua administração. Um porta-voz da Home Depot caracterizou a reunião como “informativa e construtiva”. Um representante da Target disse que seu presidente-executivo Brian Cornell estava presente em uma reunião produtiva… para discutir o caminho a seguir no comércio”. A Lowe’s não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Dependência das importações Mais da metade das importações do Walmart e da Target são provenientes da China, de acordo com dados das empresas, enquanto a Home Depot e a Lowe’s também importam desse país. Os analistas estão preocupados com a possibilidade de esses varejistas sofrerem um impacto substancial em suas margens de lucro como resultado das tarifas. As ações do Walmart subiram menos de 2% em 2025, enquanto todas as outras registraram perdas de dois dígitos. A Target foi a mais atingida, com queda de 32% até o momento neste ano. As tarifas de Donald Trump As políticas tarifárias erráticas de Trump têm causado impacto em vários setores e agitado os mercados acionários dos EUA durante semanas. Mais recentemente, ele expressou sua raiva em relação aos comentários do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, que disse na semana passada que a economia estava correndo o risco de ter um crescimento menor e uma inflação maior. Os mercados dos EUA tiveram fortes vendas nesta segunda-feira, enquanto a nota de referência do Treasury de 10 anos e o dólar também ficaram sob pressão. Ele anunciou tarifas abrangentes sobre dezenas de países em 2 de abril, antes de suspender as tarifas por um período de 90 dias — exceto aquelas sobre a China, destacando a segunda maior economia do mundo para as maiores taxas. ** Com Reuters **
- Filho de policial mata 2 pessoas na Universidade Estadual da Flórida
TALLAHASSEE - O filho de uma vice-xerife matou duas pessoas e feriu pelo menos seis pessoas na Universidade Estadual da Flórida nesta quinta-feira, 17, antes de ser baleado por policiais e hospitalizado, disseram autoridades. A polícia acredita que o atirador -- filho de um vice-xerife do condado de Leon -- agiu sozinho e não se sabe o motivo. O suspeito teve acesso à arma de sua mãe, que já foi sua arma de serviço. Ela a comprou do departamento e agora é uma arma pessoal, disseram eles. "Infelizmente, o filho dela teve acesso a uma de suas armas que foi encontrada no local", disse o xerife do condado de Leon, Walter McNeil, na coletiva de imprensa. Acredita-se que o suspeito de 20 anos -- identificado como Phoenix Ikner -- seja estudante da FSU na capital do Estado, Tallahassee, disse Jason Trumbower, chefe da força policial da universidade. As duas pessoas que foram mortas não eram estudantes. Trumbower não forneceu detalhes sobre as outras quatro pessoas que foram baleadas e feridas. Os policiais que responderam ao incidente atiraram no agressor quando ele não obedeceu às ordens de se render e o levaram sob custódia, disseram as autoridades. As quatro vítimas feridas, além do atirador, foram levadas ao hospital com ferimentos de bala. Tiroteios em massa em campi escolares dos EUA se tornaram quase comuns nos últimos anos. O incidente desta quinta-feira foi o segundo tiroteio no campus da FSU em 11 anos. Em 2014, um graduado abriu fogo logo cedo na biblioteca principal da universidade, ferindo dois alunos e um funcionário enquanto centenas de pessoas estudavam para os exames. O ataque começou por volta das 11h50 (12h50 no horário de Brasília), perto do Diretório dos Estudantes no campus da FSU. Os alunos e professores foram orientados a ficarem em locais seguros enquanto a polícia respondia ao incidente. Mais de 42.000 alunos frequentam as aulas no campus principal. O estudante Max Jenkins descreveu o atirador saindo do prédio do Diretório dos Estudantes e disparando quatro ou cinco tiros do lado de fora. "Ele viu o cara da manutenção que estava acenando para todo mundo e acho que o ouviu, provavelmente se virou e atirou naquela direção", disse Jenkins em um vídeo no site do jornal Tallahassee Democrat. "Há um carrinho de golfe aqui com um buraco de bala." Chris Pento estava em uma visita pela universidade com seus filhos e almoçando no prédio do Diretório dos Estudantes quando os tiros começaram a soar. "Foi surreal, as pessoas começaram a correr. Ela simplesmente foi pisoteada", disse Pento à estação de TV local WCTV, referindo-se à sua filha. Além da arma com o suspeito, as autoridades acreditam que ele tenha levado uma espingarda para o campus, mas disseram que não havia certeza se essa arma foi usada no tiroteio. Tiroteios em massa notáveis em faculdades ou universidades nos últimos anos incluem o massacre de 2007 na Virginia Tech em Blacksburg, Virgínia, onde 32 pessoas foram mortas e 23 ficaram feridas. Em 2023, houve dois tiroteios em massa em faculdades, um na Michigan State University, onde três estudantes foram mortos e pelo menos outros cinco ficaram feridos. O outro incidente ocorreu na Universidade de Nevada, em Las Vegas, onde três membros do corpo docente foram mortos antes de um suspeito morrer em um tiroteio com a polícia. ** Com Reuters **
- Trump quer pagar imigrantes que se autodeportarem dos EUA
Donald Trump não definiu o valor da "ajuda" para imigrantes saírem do país WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma entrevista veiculada nesta terça-feira, 15, pela Fox News que planeja lançar um novo programa oferecendo dinheiro para que os imigrantes que estão no país ilegalmente saiam voluntariamente. Trump disse que esse "programa de autodeportação" incluiria alguma assistência financeira e a perspectiva de reentrar no país legalmente mais tarde. "Vamos lhes dar uma ajuda financeira", disse Trump à apresentadora Rachel Campos-Duffy, de acordo com transcrição oficial de entrevista gravada na segunda-feira. "Vamos lhes dar algum dinheiro e uma passagem de avião, e depois vamos trabalhar com eles. Se eles forem bons, se quisermos que voltem, trabalharemos com eles para que voltem o mais rápido possível." Um porta-voz da Casa Branca disse não ter nada a acrescentar aos comentários de Trump. Trump, um republicano, prometeu deportar um número recorde de imigrantes que estão ilegalmente nos EUA e testou os limites da lei dos EUA para aumentar as prisões e deportações. Seu governo tem pressionou os imigrantes a ajudarem em sua própria expulsão. Os imigrantes estão sendo solicitados a sinalizar sua "intenção de partir" usando um aplicativo da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, o CBP Home. ** Com Reuters **
- EUA diz que "bola está com a China" em relação às tarifas
Tarifas sobre produtos chineses já chegam a 145% WASHINGTON - A bola "está com a China" para negociar sobre as tarifas dos Estados Unidos, afirmou na terça-feira, 15, a Casa Branca, em meio a pressões de Pequim, que deixou de receber entregas de aviões da Boeing. "O presidente afirmou, novamente, que está claramente aberto a um acordo com a China. Mas é a China que precisa de um acordo com os Estados Unidos" e não o contrário, disse a jornalistas a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. "A China quer o que nós temos: o consumidor americano", afirmou. "Em outras palavras, [os chineses] precisam do [nosso] dinheiro". Para Leavitt, "a bola está com a China" caso queira encerrar a guerra comercial iniciada por Trump com tarifas que abalaram os mercados financeiros. Mas Pequim optou por manter a pressão, com mais represálias. Sua contramedida mais recente consistiu em deixar de aceitar a entrega de aviões fabricados pela fabricante americana Boeing. Um gesto que Trump denunciou em sua rede Truth Social. "Curiosamente, eles acabam de recuar de um acordo importante com a Boeing, alegando que 'não tomarão posse' dos aviões" cobertos por pedidos firmes, declarou. A agência de notícias Bloomberg, citando fontes não identificadas, afirmou que a China ordenou às suas companhias aéreas que deixem de aceitar aviões da Boeing. - Crescimento da China - A China anunciou nesta quarta-feira que sua economia cresceu 5,4% no primeiro trimestre, mais do que o projetado pelos analistas, enquanto os exportadores aceleram suas operações antes da aplicação das tarifas dos Estados Unidos. O presidente chinês, Xi Jinping, iniciou na segunda-feira uma viagem pelo sudeste asiático, para buscar uma resposta coordenada às tarifas americanas. Trump determinou uma tarifa adicional de 145% aos produtos importados da China. Mas suavizou o tom ao isentar computadores, smartphones e outros produtos eletrônicos, assim como semicondutores, a maioria dos quais vem da China. Pequim respondeu com uma taxa que já chega a 125% Sheng Laiyun, funcionário de alto escalão do Escritório Nacional de Estatísticas (ONE) da China, disse que as tarifas americanas "pressionarão o comércio e a economia do nosso país". A China anunciou nesta quarta-feira a nomeação de Li Chenggang como seu novo representante para negociações comerciais internacionais. Ao mesmo tempo, o serviço postal do território chinês de Hong Kong anunciou nesta quarta-feira que interromperá o envio de pacotes para os Estados Unidos devido aos aumentos tarifários "abusivos" de Trump. Para todos os outros países, o governo dos Estados Unidos suspendeu por 90 dias as tarifas adicionais que ultrapassassem os 10%. E a Casa Branca afirmou que está aberta para negociações. - UE em "posição de força" - A União Europeia (UE) está "em uma posição de força" nas conversas, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em entrevista à revista alemã Die Zeit. "Os europeus sabem exatamente o que querem e quais são seus objetivos", avaliou. Outro país na mira de Trump, o Canadá, fez na terça-feira um gesto aos fabricantes de automóveis: permitiria a importação de certa quantidade de veículos montados nos Estados Unidos em troca do compromisso de manter a produção em território canadense sem tarifas. Ottawa impôs tarifas de 25% sobre esses produtos, em retaliação aos 25% aplicados por Washington aos veículos que entram no país. Segundo a imprensa japonesa, a Honda considera transferir suas linhas de produção canadenses para os Estados Unidos, mas o grupo negou a informação. Além dos automóveis, Trump também impôs tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio. Ele planeja fazer o mesmo com os semicondutores e os produtos farmacêuticos "dentro de um ou dois meses", segundo seu secretário de Comércio, Howard Lutnick. A empresa de tecnologia Nvidia notificou na terça-feira a agência reguladora americana dos mercados financeiros que espera um impacto de 5,5 bilhões de dólares neste trimestre devido a uma nova exigência de licença sobre o principal chip que pode vender legalmente na China. Além disso, Trump ordenou na terça-feira uma investigação sobre os efeitos na "segurança nacional" da importação de minerais críticos e de "produtos derivados" como smartphones, carros elétricos ou baterias. A investigação é considerada uma primeira etapa antes de novas tarifas sobre estes produtos, caso seja demonstrado que o volume de importação representa um risco para a segurança nacional. ** Com AFP **
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