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  • Nove imigrantes morreram sob custódia nos EUA desde posse de Trump

    WASHINGTON - Nove pessoas morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos desde que o presidente americano, Donald Trump, voltou ao poder em 20 de janeiro, afirmou Todd Lyons, diretor interino desta agência nesta quarta-feira, 14. Ao retornar à Casa Branca, o republicano prometeu uma expulsão maciça de imigrantes em situação irregular, aos quais considera "criminosos" por terem entrado ilegalmente nos Estados Unidos. Seu governo afirma se concentrar naqueles com antecedentes penais, em membros de gangues e narcotraficantes, mas os advogados de alguns detidos ou expulsos e organizações de defesa dos direitos humanos o acusam de realizar prisões indiscriminadas baseadas algumas vezes apenas em tatuagens. Nesta quarta-feira, durante uma sessão da comissão de orçamento da Câmara de Representantes do Congresso, Lyons afirmou que o ICE "prioriza o pior do pior", mas os democratas o colocaram isso em dúvida. "O que temos visto sob a administração Trump deveria provocar calafrios [...] em todos os americanos" porque "não se está concentrando no pior do pior, como afirma", protestou a congressista Veronica Escobar. Segundo ela, o governo se concentra em imigrantes que, "em sua maioria, não representam absolutamente nenhuma ameaça para o público, estudantes com 'green cards' [permissão de residência] e vistos" e pessoas "com status legal, sem antecedentes penais". "Este é o tipo de padrão preocupante que vemos na polícia autoritária, não em uma república democrática", afirmou Escobar. Sua colega democrata, Lauren Underwood, perguntou a Lyons quantas pessoas morreram sob custódia de sua agência. "O total de mortes sob custódia chega a nove", respondeu o diretor interino, assegurando que o ICE age com "transparência". "Realizamos uma investigação exaustiva" sobre todos os casos a cargo do Escritório de Responsabilidade Profissional do ICE e jurisdições locais, afirmou. Em sua intervenção, o diretor interino declarou que o "ICE tem alguns dos mais altos padrões de detenção". O ICE subcontrata companhias privadas para a detenção de imigrantes e para serviços como o transporte, o atendimento médico ou a alimentação, o que gera polêmica por seus lucros milionários e as condições de detenção. "O histórico de algumas destas operações privadas é péssimo, e caracterizo o que acontece dentro delas como o equivalente a abusos dos direitos humanos", afirmou Escobar, citando a superlotação das instalações, a "negligência médica", a falta de acesso a banheiros e água, e a nutrição inadequada.

  • Itália, Reino Unido e Portugal restringem nacionalidade, cidadania e imigração

    LISBOA - Nos últimos dois meses, Itália e Reino Unido anunciaram mudanças em regras de procedimentos de obtenção de vistos de trabalho, de residência ou de cidadania. Já o governo em Portugal disse que pretende enviar um projeto para discussão no Parlamento após eleições que serão realizadas no domingo. No Reino Unido, o premiê Keir Starmer prometeu que fará cair "significativamente" o número de imigrantes que chegam ao país. Na Itália, um dos objetivos é estabelecer limites mais precisos e "evitar abusos", como a "comercialização de passaportes". Ao anunciar as mudanças nas regras para se obter cidadania italiana, em março, o vice-primeiro-ministro da Itália, Antonio Tajani, tinha em mãos folhas de papel com algumas propagandas de empresas do Brasil especializadas em obter cidadania italiana que ofereciam até mesmo "desconto Black Friday". Tanto no caso da Itália como do Reino Unido, o objetivo é diminuir a imigração legal ao país — aquela feita através da obtenção de vistos, residências e cidadanias. Itália A Itália anunciou em março novas regras para quem pede cidadania italiana. A maioria das medidas novas já está em vigor. A partir de agora, apenas pessoas com pelo menos um dos pais ou um dos avós nascidos na Itália poderão se tornar cidadãos daquele país. Anteriormente, não havia esse limite geracional: caso a pessoa interessada em obter essa documentação conseguisse comprovar um vínculo com alguém nascido na Itália após março de 1861 (quando o Reino da Itália foi criado), ela tinha direito à cidadania. Segundo o governo italiano, o objetivo é "valorizar o vínculo efetivo entre a Itália e o cidadão residente no exterior". As mudanças serão adotadas em duas fases. A primeira delas —que já entrou em vigor— prevê que os descendentes de italianos que nasceram no exterior serão considerados automaticamente cidadãos por apenas duas gerações. Ou seja, a partir de agora, somente os indivíduos com pelo menos um dos pais ou um dos avós italianos terão direito à cidadania. Na segunda fase do projeto, que já ganhou o sinal verde do governo italiano, serão implementadas medidas para que "cidadãos nascidos e residentes no exterior mantenham vínculos reais com a Itália ao longo do tempo". Essas pessoas precisarão "exercer os direitos e os deveres de cidadão pelo menos uma vez a cada 25 anos". Isso inclui votar, renovar o passaporte, atualizar a carteira de identidade italiana (carta d'identita) ou pagar impostos. Para cidadãos italianos nascidos no exterior, é obrigatório registrar a certidão de nascimento antes de completar 25 anos. Caso contrário, não será mais possível solicitar a cidadania italiana. O filho menor de pais cidadãos italianos, se não tiver nascido na Itália, só poderá adquirir a cidadania se residir na Itália por pelo menos dois anos, após declaração de intenção dos pais. Os interessados em obter documentos italianos não vão mais se dirigir aos consulados. Haverá um "escritório especial centralizado" no Ministério das Relações Exteriores do país, localizado em Roma. A perspectiva é que esse processo de transição até a criação do tal escritório leve um ano. Reino Unido O número que mede o movimento de imigração no país (entrada de imigrantes deduzida da saída definitiva de cidadãos britânicos) quadruplicou entre 2019 e 2023. O critério adotado pelo governo é manter a imigração daqueles que mais contribuem para o crescimento econômico, especialmente trabalhadores com qualificações maiores. O governo do Reino Unido apresentou ao parlamento projeto de lei modificando vários critérios para obtenção de vistos e residências no país: Introdução de novos requisitos de proficiência em inglês, tanto para os requerentes principais quanto para seus dependentes. Para os que pedem cidadania britânica, o período mínimo de residência exigido dobrou para 10 anos. Requisitos mais rígidos para que instituições de ensino patrocinem vistos de estudantes internacionais. Graduados só poderão permanecer no Reino Unido após seus estudos por um período de 18 meses. Fim do recrutamento no exterior para vistos de pessoas que trabalham com assistência social. Aumento nos requisitos de trabalhadores qualificados. Nas palavras do governo britânico, trabalhador "qualificado deve significar qualificado". A imigração é limitada às ocupações em que há escassez de longo prazo. Haverá "rotas direcionadas para os talentos globais mais brilhantes". O governo prometeu maior rigidez na análise de situações complexas de família, em que dependentes recebem vistos. Segundo o governo, hoje há muitos casos que são tratados como "excepcionais", em vez de haver regras claras. Portugal Portugal é outro país que estuda modificar suas regras de cidadania. Ao contrário do Reino Unido e Itália, no caso de Portugal as propostas ainda estão em análise. Portugal vai realizar eleições legislativas no domingo (18/05), e o partido governista PSD avisou que, caso se mantenha no poder, pretende enviar um projeto ao parlamento para ampliar o prazo para que imigrantes tenham direito a adquirir a nacionalidade portuguesa. O período exigido para residência em Portugal passaria para 10 anos. Não há maiores detalhes sobre o novo prazo ou como a medida seria aplicada — mas acredita-se que ela afetaria milhares de brasileiros que moram atualmente em Portugal. Além disso, neste mês, o governo de Portugal anunciou que vai notificar 18 mil imigrantes em situação ilegal para que deixem o país. O ministro da Presidência do governo português, António Leitão Amaro, afirmou que os imigrantes que deverão deixar o país tiveram os seus pedidos de residência negados pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (Aima), depois de um período de análise, por não cumprirem as regras locais. ** Com BBC **

  • Trump anuncia fim das sanções contra a Síria e surpreende autoridades americanas

    Trump durante encontro com o presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa (Foto: Bandar Aljaloud/Saudi Royal Palace) WASHINGTON - O anúncio do presidente Donald Trump anunciou na Arábia Saudita na terça-feira, 13, que vai suspender todas as sanções contra a Síria surpreendeu membros de seu próprio governo nos Estados Unidos. Em Washington, integrantes seniores do Departamento de Estado e do Departamento do Tesouro se esforçavam para entender como cancelar as sanções, muitas das quais estão em vigor há décadas, de acordo com quatro autoridades dos EUA familiarizadas com o assunto. A Casa Branca não emitiu nenhum memorando ou diretriz para que as autoridades de sanções do Departamento de Estado ou do Tesouro se preparassem para o cancelamento e não as alertou de que o anúncio do presidente era iminente, disse uma autoridade sênior dos EUA à Reuters. A remoção repentina das sanções parecia ser um movimento clássico de Trump -- uma decisão repentina, um anúncio dramático e um choque não apenas para os aliados, mas também para alguns dos próprios funcionários que implementam a mudança de política. Após o anúncio, as autoridades ficaram confusas sobre como exatamente o governo iria desfazer as camadas de sanções, quais estavam sendo aliviadas e quando a Casa Branca pretendia iniciar o processo. Quando Trump se reuniu com o presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, na Arábia Saudita, nesta quarta-feira, integrantes do Departamento de Estado e do Tesouro ainda não tinham certeza de como proceder, disse a autoridade sênior. "Todos estão tentando descobrir como implementar isso", disse uma autoridade norte-americana em referência ao anúncio do presidente. Após a destituição do ex-presidente Bashar al-Assad no final do ano passado, integrantes do Departamento de Estado e do Tesouro elaboraram memorandos e documentos de opções para ajudar a orientar o governo sobre o levantamento das sanções à Síria, se e quando o governo decidisse fazê-lo. Mas autoridades da Casa Branca e da segurança nacional, bem como alguns parlamentares, debateram durante meses se deveriam aliviar as sanções, devido aos antigos laços de Sharaa com a Al Qaeda. O líder sírio cortou os laços com o grupo em 2016. Antes da viagem de Trump à Arábia Saudita, não havia nenhuma indicação clara -- pelo menos para os funcionários do Departamento de Estado e do Tesouro que trabalham com sanções -- de que o presidente havia tomado uma decisão, disse a autoridade sênior dos EUA. O Departamento de Estado e o Departamento do Tesouro não responderam imediatamente a um pedido de comentário. Uma autoridade da Casa Branca disse à Reuters que a Turquia e a Arábia Saudita pediram a Trump que suspendesse as sanções e se reunisse com Sharaa. Em seu anúncio, Trump disse que fez isso para dar à Síria uma chance de um futuro melhor. ** Com Reuters **

  • Satélites mostram as 28 maiores cidades dos EUA que estão afundando

    NOVA YORK - Pelo menos 28 cidades, entre elas as mais populosas dos Estados Unidos, estão afundando por conta dos terrenos cada vez mais instáveis, aponta uma pesquisa com base em imagens de satélite. Cerca de 34 milhões de pessoas são potencialmente afetadas, cerca de 12% da população do país. A lista inclui Austin, Boston, Charlotte, Chicago, Columbus, Dallas, Denver, Detroit, El Paso, Fort Worth, Houston, Indianápolis, Jacksonville, Las Vegas, Los Angeles, Memphis, Nashville, Nova York, Oklahoma City, Filadélfia, Phoenix, Portland, San Antonio, San Diego, São Francisco, San Jose, Seattle e a capital Washington. A pesquisa, publicada na Nature Cities, revelou que metrópoles, incluindo Nova York, Dallas-Fort Worth, Houston e Seattle, estão submergindo entre dois e 10 milímetros por ano. Do total, 25 cidades têm 65% de suas áreas ocupadas por moradores afundando. A cidade que mais afunda é Houston, no Texas, onde mais de 12% de sua área afunda mais de 10 milímetros por ano e algumas manchas localizadas afundam até 5 centímetros (2 polegadas). Grande parte da cidade de Nova York está afundando lentamente, com alguns pontos críticos, especialmente ao redor do Aeroporto La Guardia. A causa, segundo os pesquisadores, em 80% dos casos é a extração de água subterrânea, com cidades em rápido crescimento expandindo a extração de água doce de aquíferos mais rapidamente do que a capacidade de reposição. O artigo afirma que no Texas o problema é agravado pelo bombeamento de petróleo e gás. “À medida que as cidades continuam a crescer, veremos mais cidades se expandindo para regiões em subsidência. Com o tempo, essa subsidência pode gerar tensões na infraestrutura que ultrapassarão seu limite de segurança", destaca o texto. Os autores sugerem gerenciar a extração de águas subterrâneas com mais cuidado, usar edifícios e infraestrutura mais resilientes e monitorar mais. “Em vez de simplesmente dizer que é um problema, podemos responder, abordar, mitigar e nos adaptar.“Precisamos buscar soluções.” ** Com Forbes **

  • Juíza federal permite uso pelo governo Trump de lei do século XVIII para deportação de imigrantes

    WASHINGTON - Uma juíza federal dos Estados Unidos decidiu que o governo do presidente Donald Trump pode usar uma lei de guerra para deportar um suspeito membro de gangue venezuelano, a mais recente reviravolta na disputa legal sobre as deportações. A juíza Stephanie Haines, nomeada por Trump, concluiu na terça-feira que o caso "está em conformidade" com a Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798 (AEA, na sigla em inglês), mas disse que as autoridades devem "fornecer maior aviso prévio àqueles sujeitos à remoção". Em março, o presidente republicano invocou essa lei, usada pela última vez durante a Segunda Guerra Mundial, para enviar indivíduos que ele acusa de serem membros da gangue venezuelana Tren de Aragua para uma prisão de segurança máxima em El Salvador. No entanto, a Suprema Corte e vários tribunais inferiores citaram a falta do devido processo legal e suspenderam temporariamente as deportações sob a AEA. Os advogados de vários dos venezuelanos deportados alegaram que seus clientes não eram membros do Tren de Aragua, não haviam cometido nenhum crime e foram presos principalmente por suas tatuagens. Agora, em uma vitória jurídica para Trump, Haines decidiu que o governo dos EUA poderia de fato usar a lei para deportar supostos membros venezuelanos do Tren de Aragua que estavam ilegalmente nos EUA, "desde que o governo forneça aviso suficiente e o devido processo legal". De acordo com a decisão, as autoridades devem notificar os deportados com pelo menos 21 dias de antecedência. Haines descreveu os membros do Tren de Aragua como "determinados a desestabilizar os Estados Unidos" e "inundar" o país com drogas ilegais, buscando causar "perturbações significativas na segurança pública". A decisão, que se refere a um cidadão venezuelano identificado apenas pelas iniciais A.S.R., pode levar a novas deportações no condado de Haines, Pensilvânia, informou o The Washington Post. O Tren de Aragua foi designado como uma "organização terrorista estrangeira" pelo governo Trump, que pagou milhões de dólares a El Salvador para prender centenas de imigrantes deportados que ele alega serem criminosos e membros de gangues.

  • Índice de aprovação de Trump sobe e medo da recessão diminui, revela pesquisa

    Trump recupera confiança de eleitores sobre rumos da economia WASHINGTON - O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu esta semana, conforme os americanos se preocuparam menos com a forma como ele lida com a economia e com as perspectivas de uma recessão, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada na terça-feira, 13. O levantamento de dois dias indica que 44% dos entrevistados aprovaram o desempenho do líder republicano, acima dos 42% da última abordagem realizada entre 25 e 27 de abril. Trump começou seu mandato com um índice de aprovação de 47% e viu sua popularidade cair à medida que os eleitores se preocupavam com uma série de guerras comerciais que ele iniciou desde que assumiu o cargo em 20 de janeiro. As medidas de Trump para elevar as tarifas a níveis históricos sobre os principais parceiros comerciais, principalmente a China, alimentaram as quedas do mercado de ações, com muitos economistas prevendo a iminência de uma recessão. Nas últimas semanas, Trump diminuiu a intensidade de suas ações comerciais e anunciou na manhã de segunda-feira que estava reduzindo as tarifas sobre a China. O índice de referência de ações S&P 500 está cerca de 17% acima de seu fechamento mais baixo no segundo governo de Trump, atingido logo depois que ele divulgou tarifas abrangentes. Entre o público, as preocupações com uma recessão também diminuíram, mas continuam altas. Cerca de 69% dos entrevistados disseram estar preocupados com uma recessão, abaixo dos 76% de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada de 16 a 21 de abril. A parcela que disse estar preocupada com o mercado de ações caiu de 67% para 60%. Trump disse que a culpa pelos problemas econômicos do país deveria recair sobre Joe Biden, seu antecessor democrata. A inflação aumentou durante o governo Biden em meio ao caos econômico global da pandemia da Covid-19, mas apresentou tendência de queda no final do seu mandato. A inflação anual arrefeceu em abril, informou o Departamento do Trabalho nesta terça-feira, embora economistas continuem a alertar que as ações comerciais de Trump provavelmente aumentarão os preços neste ano. Sobre isso, 59% dos entrevistados culparam Trump sobre uma possível recessão este ano, em comparação com 37% que disseram que a culpa seria de Biden. A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online em todo o país, entrevistou 1.163 pessoas e tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais. ** Com Reuters **

  • FBI prende juíza dos EUA acusada de impedir detenção de imigrante

    Hannah Dugan foi surpreendida pela prisão nesta sexta-feira MILWAUKEE - Uma juíza do Tribunal de Circuito do Condado de Milwaukee, em Wisconsin, foi presa pelo FBI nesta sexta-feira, 25, acusada de obstruiu uma prisão de imigração na semana passada. Hannah Dugan foi levada sob custódia por volta das 8 horas, de acordo com Brady McCarron, porta-voz do Serviço de Marshals dos Estados Unidos. A magistrada foi liberada horas depois após comparecer à primeira audiência em um tribunal federal. O anúncio da prisão da juíza foi anunciado pelo próprio diretor do FBI, Kash Patel — indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para o cargo. "O FBI prendeu a juíza Hannah Dugan, em Milwaukee, Wisconsin, sob a acusação de obstrução — após evidências de que a juíza Dugan obstruiu uma operação de prisão de imigrantes na semana passada", disse Patel nas redes sociais. Segundo o processo, os agentes do ICE tentaram prender no dia 18 de abril um cidadão mexicano que atendia uma audiência na sala de Dugan. A juíza os direcionou para o escritório do juiz-chefe e, em seguida, permitiu que o réu saísse de sua sala de tribunal por uma porta lateral, descendo um corredor privado e indo para uma área pública. Eduardo Flores Ruiz conseguiu sair da Corte, mas os agentes do ICE o perseguiram a pé e o prenderam. Segundo o processo criminal contra Ruiz, ele foi foi preso no dia 12 de março após se envolver em uma briga em Milwaukee. O mexicano teria agredido outra pessoa 30 vezes após ser solicitado a baixar o som. O incidente colocou Ruiz na mira do ICE que ele retornou ao país ilegalmente ao país após ser deportado em 2013. Críticas dos magistrados A prisão de Doug traz à tona o clima das Cortes em que juízes de alguns Estados estão expressando críticas ao trabalho do ICE. Eles levantam preocupações sobre as iniciativas do governo Trump para localizar e prender imigrantes nos tribunais. De acordo com esses magistrados, as ações têm levado os imigrantes a não comparecerem como vítimas ou testemunhas em audiências que não têm relação com a imigração, por medo de serem detidos. No primeiro governo Trump (2017-2021), uma juíza de Massachusetts também foi indiciada pelo Departamento de Justiça sob a acusação de obstruir as autoridades de imigração. As acusações foram retiradas depois que a magistrada concordou em se submeter a uma possível disciplina judicial. Esse caso também envolveu alegações de que uma juíza permitiu que um réu que estava sendo procurado por agentes do ICE saísse do prédio pela porta dos fundos para evitar a detenção. A Comissão de Conduta Judicial do Estado apresentou acusações disciplinares formais contra a juíza Shelley Joseph. Ela negou qualquer irregularidade. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • ICE prende adulto e deixa criança sozinha em rua de Massachusetts

    ICE deixa menino de 12 anos sozinho na rua ao levar adulto detido em Waltham WALTHAM - Agentes do ICE deixaram um menino de 12 anos sozinho em uma rua de Waltham, em Massachusetts, após prender o adulto com quem ele estava na tarde de domingo. O caso veio à tona nesta terça-feira, 13, ao ser divulgado pela imprensa americana. Segundo a reportagem da CBS, o menor foi levado para casa por voluntários do grupo Neighborhood Watch. A vereadora Collen Bradley filmou partes da operação e questionou a qual força policial os agentes pertenciam. Eles se recusaram a responder e disseram para a vereadora não atrapalhar a ação. Collen continuou filmando e flagrou quando o menor foi deixado em uma calçada da Felton Street sozinho. "A situação embrulhou o meu estômago como mãe, como ser humano", desabafou. O ICE não divulgou a identidade do detido nem justificou a razão da prisão. A agência afirma que não comenta operações em andamento. Já a polícia de Waltham disse que não colabora como os agentes federais na prisão de imigrantes.

  • Harvard amplia ação judicial após Trump cancelar mais US$450 milhões em subsídios

    Estudantes da Harvard protestam contra medidas retaliatórias de Donald Trump CAMBRIDGE - A Universidade de Harvard ampliou sua ação judicial contestando os cortes do governo Trump de bilhões de dólares em financiamento federal para a instituição da Ivy League nesta terça-feira, 13, após autoridades anunciarem o cancelamento de mais US$ 450 milhões em subsídios. Harvard apresentou um adendo ao tribunal federal de Boston, horas após uma força-tarefa federal contra o antissemitismo anunciar que oito agências governamentais estavam cortando subsídios adicionais, além dos US$ 2,2 bilhões em financiamento já cancelados pelo governo do presidente Donald Trump. A força-tarefa, que inclui representantes de órgãos como os departamentos de Educação, Saúde e Serviços Humanos e Justiça dos Estados Unidos, tomou a decisão acusando a instituição de ensino sediada em Cambridge, Massachusetts, de não enfrentar a "discriminação racial generalizada e o assédio antissemita que assola seu campus". Em resposta, Harvard ampliou uma ação judicial que havia aberto em 22 de abril, após a suspensão dos US$ 2,2 bilhões iniciais para cobrir as últimas rescisões de bolsas de pesquisa provenientes de agências como os departamentos de Defesa e Energia dos EUA e a National Science Foundation. O processo também contesta agora uma decisão do governo anunciada em uma carta da Secretária de Educação, Linda McMahon, na semana passada, de congelar bilhões de dólares em futuras concessões de pesquisa e outros auxílios até que a faculdade mais antiga e mais rica do país ceda às exigências do governo. Harvard argumenta que as exigências do governo violam as garantias de liberdade de expressão da Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Ela afirma que o congelamento expressivo de verbas é excessivamente amplo e foi instituído sem seguir os procedimentos adequados. "O governo não identificou -- e não pode identificar -- qualquer conexão racional entre as preocupações com o antissemitismo e as pesquisas médicas, científicas, tecnológicas e outras que congelou ou encerrou", diz o processo. Harvard solicita à juíza distrital dos EUA, Allison Burroughs, que declare as ações do governo ilegais e bloqueie as rescisões de subsídios.  O governo Trump decidiu cancelar o financiamento após anunciar, no final de março, que estava lançando uma revisão de cerca de US$ 9 bilhões em subsídios e contratos com Harvard. Trump também ameaçou retirar de Harvard seu status de isenção de impostos. Na ação, a Harvard disse que está comprometida com o combate ao antissemitismo e tomou medidas para garantir que seu campus seja seguro e acolhedor para estudantes judeus e israelenses. Ela disse que as ações da administração são uma ameaça à liberdade acadêmica. ** Com Reuters **

  • Brasileiro que matou o pai é preso pelo ICE e aguarda deportação

    Fernando vivia ilegalmente nos Estados Unidos desde 2023, informou o ICE (Foto: Divulgação) BOSTON - O ICE prendeu no início do mês o mineiro de Guaraciaba, Fernando Antônio Vieira Martins, de 34 anos, em Milford, Massachusetts, no primeiro dia de maio. Ele é foragido da Justiça desde que foi condenado pelo assassinato do próprio pai. Em 2011, segundo a Justiça, Fernando matou Marcelo Vieira Martins Filho com o objetivo de roubá-lo. O crime aconteceu em um sítio na zona rural da cidade onde a vítima morava. Horas antes do assassinato, os dois haviam brigado porque Marcelo recusar um convite para comer uma pizza. Durante a madrugada, ainda de acordo com a investigação, Fernando pegou uma faca de 13,5cm na cozinha e se dirigiu ao quarto do pai, onde esfaqueou o parente sete vezes, no tórax e pescoço. O brasileiro foi condenado a 24 anos de prisão em junho de 2022. O ICE afirma que Fernando entrou no país em março de 2023, próximo a Calexico, na Califórnia. Ele está detido até o fim do processo de deportação.

  • FBI vai focar na imigração e reduzir investigação de crimes de colarinho branco

    FBI deve dedicar um terço de seu tempo para ajudar o governo Trump a prender imigrantes ilegais WASHINGTON - O FBI (polícia federal americana) ordenou nesta segunda-feira, 12, que os agentes aumentem o tempo dedicado à fiscalização da imigração e reduzam as investigações de crimes de colarinho branco, disseram à Reuters quatro pessoas familiarizadas com o assunto. Em uma série de reuniões, agentes do FBI foram informados por seus escritórios de campo que precisariam começar a dedicar aproximadamente um terço de seu tempo para ajudar o governo Trump a prender imigrantes ilegais. Foi dito ainda que a busca por casos de colarinho branco -- como fraudes e corrupção -- perderá prioridade pelo menos até o final de 2025, disseram as fontes. Uma porta-voz do FBI não fez comentários imediatos sobre a nova diretriz. Historicamente, a fiscalização da imigração não tem sido, em grande parte, da competência das agências de segurança do Departamento de Justiça. Mas, à medida que o presidente Donald Trump intensificou a repressão à imigração, milhares de agentes federais de diversas agências foram recrutados nos últimos meses para assumir novas funções como agentes de imigração, desviando os recursos de combate ao crime antes concentrados em outras áreas. ** Com Reuters **

  • Trump inicia viagem pelo Oriente Médio focada em acordos econômicos

    Trump é recebido pelo príncipe saudita Mohammed Bin Salman no aeroporto Internacional King Khalid (Foto: Reuters) WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à Arábia Saudita nesta terça-feira, 13, no início de uma visita de quatro dias à rica região do Golfo, concentrando-se mais em acordos econômicos do que em questões de segurança regional, que vão desde a guerra em Gaza até as negociações sobre o programa nuclear do Irã. Com um grupo de poderosos líderes empresariais norte-americanos a reboque, Trump está visitando Riad, local de um Fórum de Investimento Arábia Saudita-EUA, antes de ir ao Catar na quarta-feira e aos Emirados Árabes Unidos na quinta-feira. Ele não programou uma parada em Israel, uma decisão que levantou questões sobre a posição do aliado próximo nas prioridades de Washington. "Embora a energia continue sendo a base de nosso relacionamento, os investimentos e as oportunidades de negócios no reino se expandiram e se multiplicaram muitas e muitas vezes", disse o ministro saudita de Investimentos, Khalid al-Falih, na abertura do fórum. "Como resultado (...) quando sauditas e norte-americanos unem forças, coisas muito boas acontecem e, na maioria das vezes, grandes coisas acontecem quando essas joint ventures acontecem", declarou ele antes da chegada de Trump. Trump espera garantir trilhões de dólares de investimentos dos produtores de petróleo do Golfo. A Arábia Saudita havia prometido US$600 bilhões, mas Trump disse que quer US$1 trilhão do reino, um dos mais importantes aliados de Washington. O Fórum de Investimento Arábia Saudita-EUA começou com um vídeo que mostrava águias e falcões em ascensão e celebrava a longa história entre os Estados Unidos e o reino. Na frente de um salão palaciano estavam Larry Fink, presidente-executivo da Blackrock, Stephen A. Schwartzman, presidente-executivo da Blackstone, o secretário do Tesouro Scott Bessent, o ministro das Finanças saudita Mohammed Al Jadaan e Falih. Falando em um painel do fórum quando Trump aterrissou em Riad, Fink disse que havia viajado para a Arábia Saudita mais de 65 vezes em 20 anos. Embora o reino fosse influente quando ele começou a visitá-lo, agora estava "assumindo o controle" e ampliando sua economia para além de sua base petrolífera, afirmou ele. Após o pouso, Trump deu um soco no ar quando viu o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, também conhecido como MbS, antes de apertar a mão do líder de facto. MbS concentrou-se em diversificar a economia do reino em um grande programa de reformas chamado Vision 2030, que inclui "Giga-projetos" como o NEOM, uma cidade futurista do tamanho da Bélgica. O reino teve que reduzir algumas de suas ambições grandiosas devido ao aumento dos custos e à queda dos preços do petróleo. Junto com Trump em um almoço com MbS estão importantes empresários dos EUA, incluindo o bilionário Elon Musk, chefe da Tesla e da SpaceX, e o presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman. A Arábia Saudita e os EUA mantêm fortes laços há décadas, com base em um acordo rígido em que o reino fornece petróleo e a superpotência fornece segurança. ** Com Reuters **

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