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- Juiz libera jovem de 18 anos preso pelo ICE em Milford
Marcelo foi preso a caminho do treino de vôlei; dois dias depois o ICE disse que estava atrás do pai do jovem MILFORD - Um juiz de imigração ordenou nesta quinta-feira, 5, a liberação de Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, preso pelo ICE em Milford, Massachusetts, no fim de semana a caminho do treino de vôlei. A Corte de Chelmsford estabeleceu a fiança de US$ 2 mil. A advogada de Marcelo, Robin Nice, cumpriu os trâmites legais, pagou a fiança e o brasileiro deixou a prisão horas depois. "Ele não deveria ter sido preso", protestou Nice na audiência. Para a advogada, a próxima audiência pode levar um ano para ocorrer. Embora tenha obtido a liberdade, Marcelo deverá cumprir uma série de exigências enquanto o processo estiver em andamento. Além do pagamento da fiança, ele deverá informar qualquer mudança de endereço e comparecer a todas convocações judiciais. O não comparecimento poderá resultar em nova detenção. A audiência aconteceu em tempo recorde uma vez que o jovem, que chegou nos Estados Unidos aos 7 aos em 2013 com visto de turista, é mantido em um cela provisória na sede do ICE com pelo menos mais 40 homens. Lei também: Corte de brasileiro de 18 anos preso pelo ICE em Milford acontece hoje A agência federal chegou a pedir a transferência de Marcelo para um presídio de Rhode Island alegando que ele "está dormindo no chão por falta de espaço". Entretanto, uma decisão judicial manteve o impedimento de sua remoção de Burlington a pedido da defesa, uma estratégia para acelerar a avaliação do caso na Corte. O caso gerou grande comoção e até a governadora de Massachusetts, Maura Healey, exigiu a libertação de Marcelo. Mais de 100 pessoas aguardavam do lado de fora da Corte o desfecho do caso. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Aplicativos fazem acordo com NY sobre pagamento mínimo a entregadores e taxas de restaurantes
Empresas de entrega buscam se adaptar à legislação trabalhista NOVA YORK - Os aplicativos de entrega de comida DoorDash, Grubhub e Uber Eats fecharam acordos em ações judiciais contra a cidade de Nova York sobre leis que aumentaram o salário mínimo dos entregadores e limitaram o valor que as empresas podem cobrar dos restaurantes pela entrega de refeições. O acordo apresentado na quarta-feira, 4, em tribunais federais e estaduais de Manhattan permite que as empresas cobrem, em alguns casos, acima do valor estabelecido pela lei atual, que a cidade adotou em maio de 2020 em resposta à pandemia de Covid-19. A DoorDash, a Grubhub e a Uber Eats concordaram em encerrar seus processos com prejuízo, o que significa que não podem ser movidos novamente. O acordo prevê que a Câmara da cidade de Nova York promulgará as mudanças propostas em lei. Na quinta-feira, um porta-voz do prefeito de Nova York, Eric Adams, chamou o acordo de "uma vitória para todos os trabalhadores", dizendo que as ações judiciais causaram atrasos que custaram milhões de dólares em salários. Desde que a chamada taxa de pagamento mínimo entrou em vigor em 1º de abril, os entregadores ganham, antes das gorjetas, pelo menos US$21,44 por hora, em comparação com US$5,39 por hora há dois anos. Um porta-voz do Grubhub disse que o acordo oferece aos proprietários de restaurantes "maior capacidade de alcançar os clientes e, ao mesmo tempo, preserva salvaguardas importantes para seus negócios." A DoorDash e a Uber não responderam imediatamente a pedidos de comentários. A lei de limite de taxas da cidade de Nova York restringiu as empresas de entrega de alimentos de cobrar dos restaurantes mais de 15% pela entrega de pedidos de comida e 5% pela publicidade e outros serviços. A cidade pretendia que a lei apoiasse um setor de restaurantes assolado por fechamentos e chateado com taxas de até 30%. Embora os limites tenham sido planejados para serem temporários, eles se tornaram permanentes em agosto de 2021. A DoorDash, a Grubhub e a Uber Eats disseram que os limites os privaram de seu direito constitucional de contratar restaurantes e os forçaram a operar na cidade com prejuízo, abrindo mão de centenas de milhões de dólares em receita. Eles também alertaram que teriam que repassar os custos dos salários mais altos para os consumidores, prejudicando os restaurantes. Quando o litígio começou, San Francisco, na Califórnia, também havia promulgado limites permanentes de comissão. ** Com Reuters **
- Elon Musk inicia ofensiva contra política econômica de Trump
Elon Musk coloca fim à lua de mel com governo de Donald Trump (Foto: Arquivo) WASHINGTON - Durante 130 dias, o bilionário da área de tecnologia Elon Musk foi um "funcionário especial do governo" trabalhando dentro da gestão Trump para cortar o que ele chamava de programas governamentais desnecessários e departamentos inchados. Agora, depois da sua saída do governo na semana passada, ele está de volta ao lado de fora. E é o governo Trump — e o projeto de lei sobre impostos e gastos que o presidente está promovendo atualmente — que está despertando a ira deste novo Musk, aparentemente sem amarras agora. Em uma série de publicações nas redes sociais na terça-feira (3/6), ele atacou o projeto de lei central para a agenda de Trump, que está sendo analisado pelo Senado após ter sido aprovado pelos republicanos na Câmara dos Representantes no mês passado. Depois de dizer que não "aguentava mais", Musk chamou o projeto de lei de "abominação repugnante". "Que vergonha para aqueles que votaram a favor disso", ele disse. "Vocês sabem que erraram." E na tarde de quarta-feira, 4, ele foi além, pedindo aos eleitores que entrassem em contato com seus representantes no Congresso para manifestar sua oposição. "Levar os Estados Unidos à falência não está certo!", escreveu ele no X (antigo Twitter). "MATEM o projeto de lei." A diatribe de Musk contra o projeto de lei apoiado por Trump, que inclui grandes isenções fiscais e mais investimentos na área de defesa, acontece depois que ele passou meses pressionando por cortes nos gastos do governo. Em suas postagens, o magnata disse que a legislação aumentaria o déficit orçamentário dos EUA, e atolaria os americanos em dívidas. Ele também advertiu os republicanos que apoiaram, ou planejam apoiar, o projeto de lei que "nós vamos demitir todos os políticos que traíram o povo americano" nas eleições de meio de mandato do próximo ano. Na Câmara dos Representantes, todos os membros republicanos, com exceção de três, apoiaram o projeto de lei, que foi aprovado em uma única votação, com oposição unificada dos democratas. Se Musk se voltar contra a maioria dos republicanos — depois de ter gasto centenas de milhões para apoiar suas campanhas no ano passado —, isso pode causar dor de cabeça para incumbentes preocupados em enfrentar desafios nas primárias do partido, e representar um golpe devastador para as esperanças republicanas de manter o controle do Congresso na segunda metade do segundo mandato de Trump. Embora Musk tenha feito críticas mais comedidas em uma entrevista na semana passada, esta semana marca uma mudança radical em relação à reunião amistosa que teve com Trump no Salão Oval na última quinta-feira (29/5), na qual ele estava de pé, sorrindo, enquanto Trump expunha a importância do que, segundo ele, seria sua conquista legislativa definidora. O presidente ainda não respondeu a Musk, mas ele certamente será questionado sobre os comentários. Até o momento, no entanto, a Casa Branca tem lidado com a situação de forma delicada. De acordo com reportagens da imprensa americana, a Casa Branca está tentando explicar a oposição vocal de Musk como uma resposta aos cortes dos subsídios à energia verde, previstos no projeto de lei, incluindo créditos fiscais para veículos elétricos, como os carros da Tesla, montadora de Musk. O site de notícias Axios informou, por sua vez, que outra fonte de tensão é a decisão de Trump de retirar a indicação de Jared Isaacman — um aliado de Musk — para chefiar a Nasa, a agência espacial americana. Nos corredores do Congresso na quarta-feira, aliados estabelecidos de Trump estavam trilhando um caminho igualmente cuidadoso. "O projeto de lei pode ser melhorado, mas não é uma abominação", disse à BBC o senador Lindsey Graham, uma das principais figuras do Partido Republicano e fiel apoiador de Trump. "Vamos aprovar esse projeto de lei", ele acrescentou. "Podemos fazer cortes adicionais nos gastos conforme necessário, mas quero marcar alguns pontos. Conseguir os cortes de impostos, torná-los permanentes, conseguir dinheiro, cuidar da fronteira. Mas [Musk] está certo, devemos cortar mais." Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, teria passado algum tempo rebatendo as críticas de Musk ao projeto de lei em uma reunião a portas fechadas com os republicanos. Ele também tentou tranquilizar os membros do Congresso sobre as ameaças do bilionário de "demitir" os apoiadores do projeto de lei, de acordo com o Politico. Na terça-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump "já conhece" a opinião de Musk sobre a legislação. "Este é um projeto de lei grande e belo, e ele está se mantendo fiel a isso", ela acrescentou. Trump pode estar apoiando a legislação, mas sua tarefa de convencer os republicanos do Senado a aprová-la só será mais difícil diante da oposição de Musk. As críticas dele podem encorajar os republicanos linha-dura do Senado em relação ao orçamento, que já estavam manifestando preocupação sobre como o projeto de lei de Trump vai aumentar o déficit federal em trilhões de dólares na próxima década. Vários deles, incluindo Rand Paul, do Kentucky, Mike Lee, de Utah, e Ron Johnson, de Wisconsin, disseram que não podem votar a favor da legislação da Câmara, a menos que passe por mudanças significativas. Musk tem amplificado um fluxo constante de postagens de Paul e Lee no X, incluindo um artigo com o título "It's Rand Paul and Elon Musk vs Donald Trump" ("É Rand Paul e Elon Musk x Donald Trump", em tradução livre). No entanto, se esses republicanos linha-dura conseguirem o que querem e obtiverem novos cortes de gastos em programas sociais populares, republicanos centristas, como as senadoras Lisa Murkowski, do Alasca, e Susan Collins, do Maine, provavelmente vão se rebelar. Isso é importante porque, pressupondo uma oposição democrata unificada no Senado, os republicanos só podem se dar ao luxo de perder três dos 53 republicanos se quiserem que o projeto de lei de Trump seja aprovado. Murkowski não quis se pronunciar sobre o possível impacto dos comentários de Musk na quarta-feira, mas disse à BBC que ele é "um influenciador, e suas palavras têm impacto". Livre das restrições do seu cargo quase governamental, Musk jogou um barril de pólvora em todas essas deliberações delicadas para levar as diferentes facções republicanas a algum tipo de acordo — e não é a primeira vez. Suas críticas afundaram um projeto de lei de gastos do governo no ano passado, criando problemas que os republicanos levaram meses para resolver. Trump disse que quer a legislação em sua mesa para assinar até o recesso do Congresso de 4 de julho. Esta pode se revelar uma tarefa difícil, mas tem um prazo apertado por trás. Seu "grande e belo projeto de lei" contém um aumento de US$ 4 trilhões no teto da dívida dos EUA. As autoridades do Departamento do Tesouro dizem que, se esse limite não for aumentado até agosto, o país vai enfrentar a perspectiva sem precedentes de inadimplência em sua dívida nacional. A oposição barulhenta de Musk se baseia, em parte, em seu alerta de que a crescente dívida dos EUA está se tornando insustentável. Mas se suas críticas inviabilizarem os esforços atuais para aprovar o projeto de lei no Congresso, ele pode apressar o dia do acerto de contas financeiro. ** Com BBC **
- Governo Trump suspende visto a novos estudantes estrangeiros de Harvard
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira, 4, um decreto suspendendo vistos para novos estudantes estrangeiros na Universidade de Harvard. A decisão abre um novo capítulo na disputa entre o governo Trump e a universidade mais antiga, prestigiosa e rica dos EUA. O impasse se intensificou em 22 de maio, quando o Departamento de Segurança Interna (DHS) anunciou que retiraria o acesso da universidade a programas de vistos de estudantes internacionais. O governo Trump alega que Harvard não fez o suficiente para combater o antissemitismo ou mudar suas práticas de contratação e admissão, uma acusação que a universidade nega veementemente. Harvard entrou com uma ação judicial contra o governo Trump, solicitando a suspensão da medida após acusá-la de cometer uma "violação flagrante" da lei ao impedi-la de matricular estudantes estrangeiros. Horas após entrar com o processo, um juiz emitiu uma ordem de restrição temporária, bloqueando a decisão do DHS. O decreto desta semana suspende a entrada nos EUA de novos estudantes de Harvard com vistos F, M ou J e "instrui o Secretário de Estado a considerar a revogação dos vistos F, M ou J existentes para os atuais estudantes de Harvard que atendam aos critérios da proclamação", afirma a Casa Branca. "A Universidade de Harvard está falhando em reportar integralmente os registros disciplinares de seus estudantes internacionais ou falhando em supervisioná-los seriamente", destaca o governo em comunicado, acusando também a instituição de não combater o antissemitismo no campus e de seguir priorizando as políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). Há cerca de 6,8 mil estudantes internacionais em Harvard, representando mais de 27% do corpo estudantil. O governo Trump acusa Harvard e outras universidades de elite de não fazerem o suficiente para reprimir ativistas pró-palestinos que se manifestam contra a ofensiva israelense em Gaza e de discriminar pontos de vista conservadores. No entanto, a universidade afirma ter tomado medidas para combater o antissemitismo e diz que as exigências do governo são um esforço para regular as "condições intelectuais" da universidade. Em resposta à recusa de Harvard em atender às suas exigências, o governo Trump ordenou o congelamento de US$ 2,2 bilhões em bolsas e US$ 60 milhões em contratos destinados à instituição. A administração republicana também revogou a isenção fiscal de Harvard, um privilégio concedido às universidades que gerou economias de aproximadamente US$ 158 milhões em impostos prediais para Harvard em 2023, segundo estimativas da Bloomberg. Em meio ao conflito com diversas instituições de ensino superior, que Trump acusa de promover uma agenda progressista, a Casa Branca ordenou recentemente que suas embaixadas ao redor do mundo suspendessem temporariamente o agendamento de novas entrevistas para visto de estudantes estrangeiros. O decreto de duas páginas, emitido na quarta-feira, afirma que Harvard "demonstrou um histórico de laços estrangeiros problemáticos e radicalismo". A suspensão da emissão de novos vistos para estudantes internacionais em Harvard durará seis meses e poderá ser prorrogada, informou a publicação universitária The Harvard Crimson. "Esta é mais uma retaliação ilegal do governo, que viola os direitos de Harvard à Primeira Emenda [que garante liberdades de expressão]", observa um porta-voz da universidade. "Harvard continuará a proteger seus estudantes internacionais." "O presidente Trump quer que nossas instituições tenham estudantes internacionais, mas ele acredita que essas pessoas devem amar nosso país", enfatiza a Casa Branca. Alega-se que Harvard é a principal instituição acadêmica no exterior para funcionários do Partido Comunista Chinês, observando que a filha do presidente Xi Jinping estudou lá na década de 2010. De acordo com a Casa Branca, Harvard tem um histórico de laços estrangeiros com potenciais implicações para a segurança, falha em fornecer informações suficientes sobre as atividades ilegais de seus alunos e contatos extensos com adversários estrangeiros, como a China. Harvard não é apenas a universidade de maior prestígio dos EUA, mas também a mais rica do mundo. A instituição possui um patrimônio de US$ 53 bilhões, mais do que o produto interno bruto de 120 países, incluindo Islândia, Bolívia, Honduras e Paraguai. Doações milionárias, investimentos bem-sucedidos e uma gestão rigorosa fizeram de Harvard uma instituição com recursos abastados. Sua solidez financeira é uma ferramenta poderosa para resistir a pressões políticas e econômicas que abalariam outras universidades. ** Com BBC **
- Trump proíbe entrada nos EUA de cidadãos de 12 países
WASHINGTON - O presidente Donald Trump proibiu nesta quarta-feira, 4, a entrada nos Estados Unidos de viajantes de 12 países por motivos de "segurança nacional". A lista engloba Afeganistão, Chade, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Iêmen, Irã, Líbia, Myanmar, República do Congo, Somália e Sudão. Além disso, o magnata limitou parcialmente a entrada de cidadãos de sete nações: Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela. "O recente ataque terrorista [contra uma passeata pró-Israel] em Boulder, no Colorado, evidenciou os perigos extremos que a entrada de cidadãos estrangeiros que não foram controlados de forma adequada representa para nosso país", disse Trump em um vídeo nas redes sociais. O Egito, país de origem de Mohamed Soliman, autor do ataque de Boulder, não foi afetado pelas restrições. De acordo com a Casa Branca, a medida tem como objetivo proteger os EUA de "terroristas estrangeiros e outras ameaças à segurança nacional". Além do terrorismo, o governo Trump usou como argumentos a falta de capacidade das autoridades desses países de controlar os próprios territórios e as elevadas taxas de permanência irregular de seus cidadãos nos EUA. A China não é atingida, mas condenou as restrições. "A circulação de pessoas é a base para promover trocas e a cooperação entre os países", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Lin Jian. ** Com Ansa **
- Corte de brasileiro de 18 anos preso pelo ICE em Milford acontece hoje
Marcelo foi preso enquanto dirigia o carro do pai do sábado de manhã a caminho do treino de vôlei (Foto: Arquivo Pessoal) MILFORD - O brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, preso pelo ICE em Milford, Massachusetts, no fim de semana a caminho do treino de vôlei, vai passar por uma audiência com um juiz de imigração em Chelmsford nesta quinta-feira, 5. A advogada de Marcelo, Robin Nice, está otimista que o brasileiro vai ser solto sob fiança ainda hoje ao enfatizar que o cliente "não tem antecedentes criminais". "Seus fortes laços comunitários, seu desempenho acadêmico consistente e seu envolvimento em atividades extracurriculares e religiosas reforçam o fato de que ele não representa perigo para a comunidade nem risco de fuga", observa Nice. "As ações do ICE não tornam a comunidade mais segura; elas apenas semeiam o medo entre os imigrantes e seus entes queridos", acrescentou. Segundo a advogada, Marcelo não consegue comer direito e não se sente bem. "Ele está febril. Além disso, ele sente dores de cabeça e está com a visão turva por conta do impacto de uma bola em um jogo na véspera da sua prisão", conta. Além de ser atleta da Milford High School, Marcelo treina o time de vôlei feminino da escola. Ele também faz parte da banda da instituição e da igreja. A audiência acontece em tempo recorde uma vez que o jovem, que chegou nos Estados Unidos aos 7 aos em 2013 com visto de turista, é mantido em um cela provisória na sede do ICE em Burlington com pelo menos mais 40 homens. A agência federal chegou a pedir a transferência de Marcelo para um presídio de Rhode Island alegando que ele "está dormindo no chão por falta de espaço". Entretanto, uma decisão judicial manteve o impedimento de sua remoção de Burlington a pedido da defesa, uma estratégia para acelerar a avaliação do caso na Corte. Prisão Marcelo foi abordado pelo ICE enquanto dirigia para um treino de vôlei na Milford High School. Na segunda-feira, Todd Lyons, diretor interino do ICE, confirmou que o alvo da operação era o pai de Marcelo, João Paulo Gomes Pereira, mas como o jovem está ilegal no país foi preso. Embora a agência federal diga que Pereira "tem o hábito de dirigir de forma imprudente com velocidades superiores a 160 km/h em áreas residenciais, colocando em risco os moradores de Massachusetts", não há nenhum caso criminal pendente em seu nome. Os arquivos da Corte Distrital de Milford mostram que em 2023 Pereira teve as acusações retiradas por um juiz e pagou uma multa de US$ 100 por não repeitar a sinalização de preferencial e dirigir com uma carteira de motorista revogada. Repercursão Em um vídeo divulgado na quarta-feira (4), a família de Marcelo pede ao ICE que liberte o jovem. Os irmãos mais novos, cidadãos americanos, dizem que sentem falta do brasileiro e querem abraçá-lo. Mas as manifestaçoes começaram logo após a prisão de Marcelo. No domingo, centenas de pessoas se reuniram em frente à prefeitura de Milford, incluindo estudantes que deixaram a cerimônia de formatura, da qual Marcelo deveria participar. A governadora de Massachusetts Maura Healey também cobrou explicações do ICE e afirmou que está ao lado da comunidade de Milford. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Governadora de Massachusetts volta a pedir liberdade de estudante brasileiro
Governadora Maura Healey diz que Marcelo pertence à escola (Vídeo: Redes Sociais) BOSTON - A governadora de Massachussets, Maura Healey, pediu nesta terça-feira, 2, a liberdade do brasileiro Marcelo Gomes da Silva, 18 anos, preso pelo ICE a caminho do treino de vôlei no sábado de manhã. A democrata alega que o jovem é um atleta da Milford High School, não tem antecedentes criminais e vive nos Estados Unidos desde os cinco anos. "Marcelo pertence à escola, não a um centro de detenção", afirmou Healey em um vídeo divulgado nas redes sociais. Leia também: ICE admite que pai era o alvo da ação que prendeu jovem brasileiro Já o ICE afirma que estava atrás do pai de Marcelo, João Paulo Gomes Pereira, e ao interceptar o carro o jovem estava dirigindo. Todd Lyons, diretor interino do ICE, enfatizou que os agentes estavam procurando o pai de Marcelo mas sempre quando as autoridades encontrarem alguém no país ilegalmente devem tomar providências". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Americano falsifica carta com ameaça a Trump para tentar incriminar e deportar testemunha
MILWAUKEE - O americano Demetric D. Scott foi acusado na segunda-feira, 2, de tentar fazer com que uma testemunha contra ele fosse incriminada e deportada, usando uma carta falsa com ameaças de morte ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O remetente da correspondência foi identificado como Ramón Morales Reyes, de 54 anos, que atua como testemunha em um processo criminal contra Scott, em Wisconsin. O americano aguarda julgamento em um caso de roubo à mão armada e agressão física qualificada na cadeia do Condado de Milwaukee, de onde teria orquestrado o plano. Ele agora acumula as acusações de intimidação de testemunhas criminosas, roubo de identidade e duas violações de fiança. Segundo denúncia apresentada por promotores, Scott é o responsável por redigir e enviar uma carta em nome de Reys às autoridades estaduais e federais contendo ameaças de morte contra Trump. O americano admitiu a trama após ser flagrado em ligações telefônicas discutindo o envio das cartas e articulando para que alguém fosse preso pelo ICE, com o intuito de inviabilizar o testemunho contra ele no julgamento. A audiência está marcada para julho. O caso ganhou repercussão quando, em 21 de maio, Reyes foi detido por agentes do ICE logo após deixar seu filho na escola, em Milwaukee. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, anunciou a prisão publicamente, afirmando que o homem havia ameaçado matar Trump e que pretendia “autodeportar-se” para o México. A declaração foi divulgada também nas redes sociais da Casa Branca, acompanhada de uma imagem da carta e uma fotografia do acusado. No entanto, as alegações começaram a desandar quando os investigadores ouviram Morales Reyes, que não fala inglês fluente, e constataram que a caligrafia das cartas não coincidia com a dele. Uma amostra coletada pela polícia confirmou a diferença, de acordo com a AP. Reyes, lavador de pratos em Milwaukee, vive com a esposa e os três filhos, todos cidadãos americanos. Ele havia recentemente solicitado o visto U, benefício concedido a imigrantes em situação irregular que colaboram com investigações ou são vítimas de crimes graves nos EUA. O advogado Kime Abduli, responsável pela solicitação do visto, declarou ao Milwaukee Journal Sentinel que está satisfeito com a comprovação da inocência de seu cliente. Já o defensor de Reyes no processo de deportação, Cain Oulahan, destacou em e-mail anviado à AP: “Embora ele tenha um visto U pendente, infelizmente eles estão acumulados há anos, então estaremos buscando outras opções para mantê-lo aqui com sua família”. O advogado de Scott, Robert Hampton, ainda não se pronunciou sobre o caso. ** Com Agências **
- Família do suspeito de bombas incendiária no Colorado é levada sob custódia do ICE
BOULDER - A família do cidadão egípcio acusado de jogar bombas de gasolina em um comício pró-Israel no Colorado foi levada sob custódia federal nesta terça-feira, 3, e pode ser rapidamente deportada, disseram autoridades. A secretária do Departamento Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, disse em vídeo publicado nas redes sociais que o ICE levou sob custódia a família de Mohamed Sabry Soliman. Ele morava em Colorado Springs e, segundo autoridades federais, estava nos Estados Unidos ilegalmente, tendo ultrapassado o prazo de validade de um visto de turista e de uma permissão de trabalho vencida. De acordo com Noem, embora Soliman seja processado em toda a extensão da lei, agentes federais também estão "investigando até que ponto a família dele sabia sobre esse ataque horrível -- se eles tinham algum conhecimento ou se deram algum apoio a ele". O ICE não respondeu imediatamente a um pedido de detalhes sobre a detenção da família de Soliman. Segundo relatos da mídia local, a família de Soliman inclui dois adolescentes e três crianças menores. Autoridades do FBI e da polícia disseram na segunda-feira que a família cooperou com os investigadores. O suspeito disse aos investigadores que agiu sozinho. Na mídia social, a Casa Branca informou que a família de Soliman estava sob custódia do ICE para "remoção acelerada" e que eles "poderiam ser deportados já na noite de hoje". Autoridades do DHS disseram que Soliman entrou nos Estados Unidos em agosto de 2022 com um visto de turista, pediu asilo no mês seguinte e permaneceu no país após seu visto expirar em fevereiro de 2023. O ataque de domingo feriu uma dúzia de pessoas, muitas delas idosas e teve como alvo participantes de evento organizado pela Run for Their Lives, organização dedicada a chamar a atenção para os reféns capturados durante o ataque do Hamas a Israel em 2023. Soliman, de 45 anos, disse aos investigadores que queria "matar todos os sionistas", mas adiou o ataque para depois que sua filha se formasse no Ensino Médio, mostraram documentos dos tribunais estadual e federal que o acusam de tentativa de homicídio, agressão e crime federal de ódio. Declarações juramentadas da polícia e do FBI citam o suspeito dizendo que ele fez treinamento com armas de fogo para obter uma permissão de porte oculto, mas acabou usando coquetéis molotov porque sua condição de não cidadão o impedia de comprar armas. Soliman disse aos investigadores que aprendeu a fazer as bombas no YouTube. Documento policial apresentado em apoio ao mandado de prisão de Soliman disse que ele nasceu no Egito, morou no Kuwait por 17 anos e se mudou há três anos para Colorado Springs, cerca de 161 km ao sul de Boulder, onde morava com sua esposa e cinco filhos. Autoridades federais e locais disseram em coletiva de imprensa na segunda-feira que Soliman não havia feito nada que chamasse a atenção da polícia antes do ataque de domingo. Uma declaração juramentada afirma que o suspeito "jogou dois coquetéis molotov acesos em pessoas que participavam da reunião pró-Israel", gritando "Palestina Livre" enquanto eles se incendiavam na multidão. O ataque foi o mais recente ato de violência contra judeus norte-americanos ligado à indignação com a escalada da ofensiva militar de Israel em Gaza. Ele se seguiu ao tiroteio fatal de dois assessores da embaixada israelense do lado de fora do Museu Judaico de Washington no mês passado. ** Com Reuters **
- Tarifas mais altas dos EUA sobre metais entram em vigor em meio a fim do prazo para "melhores ofertas"
WASHINGTON - Os Estados Unidos dobraram suas tarifas sobre as importações de aço e alumínio nesta quarta-feira, 4, no mesmo dia em que o governo do presidente Donald Trump espera que os parceiros comerciais façam suas "melhores ofertas" para evitar que outras taxas de importação punitivas entrem em vigor no início de julho. Maros Sefcovic, negociador comercial da União Europeia, disse que "teve uma discussão produtiva e construtiva" com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em Paris, na manhã de hoje. "Estamos avançando na direção certa em ritmo acelerado - e permanecendo em contato próximo para manter o ritmo", disse Sefcovic no X, sem dar nenhum detalhe sobre as negociações. Ele iria defender a redução ou eliminação das tarifas ameaçadas sobre as importações europeias. No final da terça-feira, Trump assinou um decreto que ativa a partir de quarta-feira um aumento nas tarifas sobre aço e alumínio importados para 50%, de 25% introduzido em março. "Começamos com 25 e, depois de estudar mais os dados, percebemos que foi uma grande ajuda, mas é preciso mais ajuda. E é por isso que a taxa de 50 começa amanhã", disse o assessor econômico da Casa Branca Kevin Hassett, em uma conferência da indústria siderúrgica em Washington na terça-feira. O aumento se aplica a todos os parceiros comerciais, exceto o Reino Unido, o único país até agora que fechou um acordo comercial preliminar com os EUA durante uma pausa de 90 dias em uma série mais ampla de tarifas de Trump. A taxa para as importações de aço e alumínio do Reino Unido - que não está entre os principais exportadores de nenhum dos metais para os EUA - permanecerá em 25% até pelo menos 9 de julho. Os EUA importam cerca de um quarto de todo o aço que consomem, e dados do Census Bureau mostram que o aumento das taxas atingirá especialmente os parceiros comerciais mais próximos dos EUA - Canadá e México. O Canadá estará ainda mais exposto aos impostos sobre o alumínio uma vez que exporta para os EUA aproximadamente o dobro dos volumes combinados dos outros dez principais exportadores. Os EUA obtêm cerca de metade de seu alumínio de fontes estrangeiras. O gabinete do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse que o país está "envolvido em negociações intensas e ativas para que essas e outras tarifas sejam removidas". O ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, reiterou que as tarifas são insustentáveis e injustas, especialmente considerando que o México importa mais aço dos EUA do que exporta para lá. O aumento das tarifas abalou o mercado de ambos os metais nesta semana, especialmente o de alumínio. Com pouca capacidade de aumentar a produção doméstica, é provável que os volumes de importação dos EUA não sejam afetados, a menos que os aumentos de preço reduzam a demanda. "MELHOR OFERTA" Nesta quarta-feira, a Casa Branca também quer que os parceiros comerciais proponham acordos que possam ajudá-los a evitar que as pesadas tarifas "recíprocas" de Trump sobre as importações em geral entrem em vigor em cinco semanas. As autoridades dos EUA estão em negociações com vários países desde que Trump anunciou uma pausa nessas tarifas em 9 de abril, mas até agora apenas o acordo com o Reino Unido foi concretizado. Esse pacto, entretanto, é mais uma estrutura preliminar para mais negociações. Washington pediu na segunda-feira aos países que listassem suas melhores propostas em várias áreas importantes, incluindo ofertas de tarifas e cotas para produtos dos EUA e planos para remediar quaisquer barreiras não tarifárias. Por sua vez, a carta promete respostas "dentro de dias" com uma indicação de uma "zona de pouso", incluindo as taxas tarifárias que os países podem esperar após o término da pausa de 90 dias em 8 de julho. O que está em questão para a maioria dos parceiros comerciais é se eles manterão a taxa básica atual de 10% sobre a maioria das exportações para os EUA após essa data, ou algo possivelmente muito mais alto. ** Com Reuters **
- ICE admite que pai era o alvo da ação que prendeu jovem brasileiro
Marcelo estava dirigindo o carro do pai e ICE agora acredita que ele vá se entregar MILFORD - O ICE admitiu nesta segunda-feira, 2, que buscava o pai do brasileiro Marcelo Gomes da Silva, 18 anos, preso em uma ação durante o fim de semana em Milford, Massachusetts. "O alvo da operação era João Paulo Gomes Pereira, um brasileiro em situação irregular", diz a nota da agência federal. Em comunicado, o ICE afirma que 'como o jovem está irregular' nos Estados Unidos também deve ser colocado em processo de deportação e enfatiza que "Pereira segue foragido". As autoridades federais alegam que o homem de 38 anos "tem o hábito de dirigir de forma imprudente com velocidades superiores a 160 km/h em áreas residenciais, colocando em risco os moradores de Massachusetts". Todd Lyons, diretor interino do ICE, também falou sobre a prisão de Gomes enquanto anunciava resultados de uma onda de aplicação da lei de imigração em Massachusetts que resultou em quase 1,5 mil pessoas sendo levadas sob custódia no mês passado. "Ele está neste país ilegalmente e não vamos dar as costas a ninguém", afirmou. Lyons repetiu que os agentes estavam procurando o pai de Marcelo mas sempre quando as autoridades encontrarem alguém no país ilegalmente devem tomar providências". "Obviamente, ele não é o pai do ano porque também trouxe seu filho para cá ilegalmente", disse o diretor. "Estamos fazendo o trabalho que o ICE deveria estar executando o tempo todo. Fazemos cumprir todas as leis de imigração", enfatizou. Prisão Marcelo estava a caminho do treino de vôlei na manhã do sábado, 31, com três colegas do time da Milford High School, quando o carro que dirigia foi parado por agentes federais. O jovem foi preso e encaminhado para o escritório do ICE em Burlington, onde segue detido. Um juiz federal emitiu uma ordem de emergência no domingo, impedindo as autoridades de transferir Gomes para fora de Massachusetts por pelo menos 72 horas, em resposta a uma ação judicial que alega que ele foi detido ilegalmente. A petição cita que Marcelo entrou nos EUA em 2012 com um visto de estudante agora já expirado, mas que "ele é elegível e pretende solicitar asilo". Protestos A prisão de Marcelo gerou comoção e levou centenas de moradores a protestar em frente à prefeitura da cidade no domingo. A formatura da Milford High School estava marcada para às 10 da manhã mas os alunos deixaram a cerimônia e marcharam para se juntar aos pais e moradores. Muitos dos formandos, inclusive, vestiam suas capas e becas no protesto. Leia também: Governadora exige explicação do ICE sobre prisão em Milford de estudante brasileiro de 18 anos Gomes, que também é membro da banda da escola, aparentemente estava programado para se apresentar na cerimônia do fim de semana. O movimento foi pacífico, mas emocional, e incluiu cânticos de "liberem o Marcelo" e "mãos longe dos nossos filhos". Os manifestantes seguravam placas que diziam coisas como "silêncio é cumplicidade", "protestamos para não precisarmos esconder pessoas em nossos sótãos" e "educação, não deportação". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- ICE anuncia prisão de quase 1,5 mil imigrantes em Massachusetts
Lyons afirma que maioria dos detidos é criminoso, mas que o ICE não 'vira as costas para ninguém" (Foto: Reprodução TV) BOSTON - O ICE anunciou nesta segunda-feira, 2, que quase 1,5 mil imigrantes foram presos em Massachusetts em maio. O balanço justifica a presença massiva de agentes federais em diversas cidades nos últimos 30 dias. No total, 1.461 estrangeiras foram detidos, 790 deles cometeram algum tipo de crime e 277 têm ordem final de remoção. Segundo a procuradora-geral dos Estados Unidos, Lea Foley, entre os detidos "pelo menos 50 reentraram ilegalmente no país". "Eles não são imigrantes, são criminosos e vamos tratá-los como tal", garantiu Foley. O diretor interino do ICE, Todd Lyons, afirmou que um número significante dos detidos, sem precisar com exatidão, "são traficantes de drogas, assassinos, abusadores sexuais e fugitivos de seus países de origem". A agência expôs 14 fotos dos imigrantes mais perigosos detidos na operação; três são brasileiros. Segundo o ICE, dois deles são foragidos pela Justiça do Brasil por assassinato e tráfico de drogas. O terceiro é acusado de crimes sexuais contra menor. Por outro lado, ativistas citam centenas de trabalhadores que foram presos nos últimos dias sem antecedentes criminais. Pelo menos 1/3 dos detentos do último mês têm esse perfil, segundo os cálculos do próprio ICE. Um deles é Caio Julio, brasileiro de 19 anos, que passou 22 dias preso sob custódia do ICE. O jovem não tem passagem pela polícia e vive nos EUA desde os 8 anos. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
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