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- Deputada estadual democrata e marido são mortos por atirador vestido de policial em Minnesota
Deputada Melissa Hortman foi baleada em casa em ataque direcionado a parlamentares locais NOVA YORK - Dois parlamentares democratas de Minnesota, a deputada Melissa Hortman, ex-presidente da Câmara estadual, e seu marido, Mark, foram assassinados na madrugada deste sábado, 14, por um atirador que se passou por policial. A informação foi dada pelo governador Tim Walz, também democrata. Em outro atentado o senador estadual John Hoffman e sua esposa foram feridos e passaram por cirurgia. Candidato a vice de Kamala Harris na campanha presidencial do ano passado, Walz disse que o assassinato aparenta ter motivações políticas. Ele afirmou que uma "tragédia indizível aconteceu em Minnesota" e que perdeu "uma grande amiga". Ao New York Times um funcionário do governo de Minnesota disse ter razões para acreditar que o homem que atirou nos políticos planejava atacar os protestos contra Donald Trump programados para acontecer no local neste sábado. A polícia estadual orientou manifestantes que pretendem participar dos atos, batizados de No Kings (Sem Reis), a não sair às ruas. De acordo com o governador, o senador Hoffman e sua esposa, Yvette, foram baleados diversas vezes. Ele disse ainda que ambos já passaram por cirurgia e que está "cautelosamente otimista" quanto à sobrevivência após a tentativa de assassinato. A polícia procura o suspeito que estava vestido com uniforme policial e dirigia o que parecia ser uma viatura equipada com sirenes quando foi avistado por agentes. Os parlamentares foram baleados em suas residências. A polícia foi inicialmente à casa de Hoffman após uma ligação relatando um tiroteio por volta das 2h. Outra ligação foi recebida às 3h35 sobre a residência de Hortman, onde os policiais encontraram o suspeito vestido como um agente da lei. Os policiais chegaram a trocar tiros com o agrressor na residência de Hortman, mas ele conseguiu fugir. Os investigadores desconfiam que o atirador é Vance Boelter, 57. De acordo com a CBS, ele teria mais de 50 possíveis alvos em seu veículo, inclusive autoridades de Minnesota e de outros estados, além de ativistas pelo direito ao aborto. Em um comunicado divulgado nas redes sociais pela assessoria de imprensa da Casa Branca, o presidente Donald Trump disse que foi informado sobre "o terrível tiroteio que ocorreu em Minnesota", que "aparenta ser um ataque direcionado contra parlamentares estaduais". Da Redação com agências internacionais
- Protestos "No King" tomam as ruas dos EUA neste sábado
WASHINGTON - Milhares de pessoas vão às ruas nos Estados Unidos neste sábado, 14, para protestos contra as "medidas autoritárias" do governo republicano, mesmo dia em que acontece um desfile militar na capital Washington, marcando o 250º aniversário do Exército e o 79º aniversário do presidente Donald Trump. O "No Kings" (Sem Reis, em tradução livre) deve acontecer em 2 mil cidades [veja aqui] em todo o país, segundo os organizadores liderados pelo movimento 50501. No entanto, não há protestos programados na capital dos EUA para evitar confrontos. A reação às políticas conservadoras, incluindo a caçada aos imigrantes, se intensificou após Trump enviar milhares de soldados da Guarda Nacional e fuzileiros navais para Los Angeles, na Califórnia, onda há mais de uma semana a população se revoltou contra operações do ICE em locais de trabalho. O Dia de Desafio No Kings foi organizado para "rejeitar o autoritarismo, a priorização da política de bilionários e a militarização da democracia do país", afirma um comunicado dos organizadores. A ação coincide também com o Dia da Bandeira e vira símbolo do movimento. "A bandeira não pertence ao presidente Trump. Ela nos pertence", diz o site do No Kings Day . É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Governador da Flórida autoriza "atropelar" manifestantes e xerife ameaça de morte
Governador disse que qualquer pessoa pode atropelar um manifestante caso se sinta ameaçado TALLAHASSEE - Frente aos protestos que devem acontecer no sábado, 14, o governador da Flórida, Ron De Santis, afirmou que um motorista pode atropelar manifestantes enquanto um xerife avisou que vai matar quem tentar agredir um policial. As declarações feitas durante uma entrevista na quinta-feira, 12, foram dadas em resposta à organização das manifestações "No Kings" (Sem Reis, em tradução livre) previstas para o fim de semana em várias cidades dos Estados Unidos contra o "autoritarismo do presidente Donald Trump, principalmente em relação às ações imigratórias", dizem os organizadores. "Se você atirar um tijolo, uma bomba incendiária ou apontar uma arma para um de nossos policiais, notificaremos sua família sobre o local onde seus restos mortais devem ser recolhidos. Porque nós o mataremos como já estivesse morto no cemitério", ameaçou o xerife do Condado de Brevard, Wayne Ivey. Já o governador destacou que uma pessoa que estiver dirigindo e se ver cercado por manifestantes "tem o direito de fugir para sua própria segurança". "Portanto, se você sair dirigindo e atropelar uma dessas pessoas, a culpa é delas por terem te incomodado. Você não precisa ficar parado, como um alvo fácil, deixando a multidão te tirar do carro e te arrastar pelas ruas", opinou. No mesmo dia, Miami vai ser palco para a abertura da Copa do Mundo de Clubes. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Trump amplia rastreamento de imigrantes com dados de programas de saúde
WASHINGTON - O Departamento de Saúde dos Estados Unidos compartilhou dados pessoais de milhões de imigrantes inscritos no Medicaid, que fornece seguro de saúde a americanos de baixa renda, ao Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), conforme revelou a agência Associated Press (AP) nesta sexta-feira, 13. A medida representa uma nova etapa na repressão à imigração dos Estados Unidos, pois facilita a localização de estrangeiros — mas, devido ao acesso e ao compartilhamento de dados pessoais, levanta questões sobre a legalidade da iniciativa. Obtidos pela AP, e-mails e um memorando interno do governo mostram que autoridades do Medicaid tentaram barrar a transferência das informações, citando “questões legais e éticas”. Apesar disso, assessores do secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., ordenaram a entrega do banco de dados ao DHS. Os Centros de Serviços Medicare e Medicaid (CMS), ainda de acordo com a AP, tiveram apenas 54 minutos na última terça-feira para cumprir a ordem. As informações fornecidas incluem nomes, endereços, números da previdência social e dados de reembolso, envolvendo inscritos nos estados da Califórnia, Illinois e Washington. Todos esses locais autorizam a inscrição de imigrantes em programas estaduais de Medicaid, que pagam suas despesas usando apenas o dinheiro dos contribuintes locais. A medida ocorre em meio aos protestos pró-imigração em Los Angeles, na Califórnia, onde Trump enviou tropas da Guarda Nacional e da Marinha para conter as tensões. A decisão do presidente de mobilizar centenas de militares, inclusive, expõe um plano que vinha sendo desenhado nos bastidores da Casa Branca há meses. O DHS, segundo a rede americana CNN, vem trabalhando desde fevereiro para encontrar maneiras de usar as forças armadas para reforçar a agenda agressiva de fiscalização da imigração, que já prendeu e deportou milhares de estrangeiros. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês), por sua vez, defendeu a legalidade da medida. "Com relação ao recente compartilhamento de dados entre o CMS e o DHS, o HHS agiu inteiramente dentro de sua autoridade legal — e em total conformidade com todas as leis aplicáveis — para garantir que os benefícios do Medicaid sejam reservados para indivíduos que têm direito legal a recebê-los", afirmou Andrew Nixon, porta-voz do HHS. Em tempo: Mais de 20 estados processam governo Trump por cortes bilionários em financiamento de Saúde. Segundo a AP, especialistas alertam que, além de facilitar deportações, os dados podem ser usados para impedir que imigrantes obtenham green cards ou cidadania, caso tenham utilizado benefícios do Medicaid mantidos com recursos de Washington. Revisão no Medicaid Em maio, o CMS iniciou uma revisão nos cadastros do Medicaid para verificar se verbas federais estão sendo indevidamente usadas. Em uma carta, o órgão mencionou o decreto presidencial de Trump, de 19 de fevereiro, intitulado “Fim dos Subsídios do Contribuinte para Fronteiras Abertas”. Segundo um memorando assinado pela vice-diretora do Medicaid, Sara Vitolo, Califórnia, Washington e Illinois forneceram detalhes sobre imigrantes inscritos no programa. Sara, de acordo com a AP, ainda alertou que as autoridades do CMS contestaram o compartilhamento de dados, dizendo que a ordem violaria legislações como a Lei da Seguridade Social e a Lei de Privacidade, de 1974. “Várias autoridades estatutárias e regulatórias federais não permitem que o CMS compartilhe essas informações com entidades fora do CMS”, escreveu a vice-diretora, acrescentando que o compartilhamento poderia ter um efeito inibidor sobre os estados, levando-os a reter informações. “Os estados precisam se proteger contra o risco legal que correm ao fornecer às autoridades federais dados que podem ser compartilhados com as autoridades de deportação”. Todos os estados são obrigados a fornecer serviços emergenciais do Medicaid a não cidadãos americanos. Sete estados — Califórnia, Nova York, Washington, Oregon, Illinois, Minnesota e Colorado — permitem até que imigrantes em situação irregular se inscrevam, com todos os benefícios. Nixon, o porta-voz do HHS, disse que o Medicaid "abriu as comportas para imigrantes irregulares explorarem o programa e forçou os americanos trabalhadores a pagar a conta". No entanto, devido aos problemas orçamentários, Califórnia e Illinois anunciaram a suspensão de novos cadastros. Os estados de Nova York, Oregon, Minnesota e Colorado ainda não enviaram os dados dos imigrantes ao CMS, de acordo com uma autoridade de saúde pública que analisou as solicitações. Sete estados, juntamente com o Distrito, permitem que imigrantes que não residem legalmente no país se inscrevam — com todos os benefícios — no programa Medicaid de seus estados. Os estados lançaram esses programas durante o governo Biden e afirmaram que não cobrariam do governo federal o custo dos cuidados de saúde desses imigrantes. O governo Trump levantou dúvidas sobre essa promessa. Da Redação com agências
- Americanos se dividem sobre uso de militares em protestos sobre imigração, diz pesquisa
WASHINGTON - Os americanos estão divididos quanto à decisão do presidente Donald Trump de acionar as Forças Armadas para responder aos protestos contra sua repressão aos imigrantes, com pouco menos da metade apoiando a medida, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada nesta quinta-feira, 12. Cerca de 48% dos entrevistados na pesquisa de dois dias concordaram com a declaração de que o presidente deveria "acionar os militares para colocar ordem nas ruas" quando os protestos se tornassem violentos, enquanto 41% discordaram. Os pontos de vista sobre o assunto se dividiram fortemente ao longo das linhas partidárias. Os membros do Partido Republicano apoiam de forma esmagadora a ideia de convocar as tropas, enquanto os democratas se opuseram firmemente. Ao mesmo tempo, 35% dos entrevistados disseram aprovar a resposta de Trump aos protestos em Los Angeles, que envolveu o envio de tropas da Guarda Nacional e fuzileiros navais para a cidade, além da ameaça de prender autoridades democratas, incluindo o governador da Califórnia. Cerca de 50% das pessoas disseram que desaprovam a resposta de Trump. Trump argumentou que o destacamento militar em Los Angeles era necessário devido aos "protestos violentos" iniciados após uma série de batidas de imigração na cidade. Algumas das manifestações em Los Angeles se tornaram violentas -- deixando carros queimados nas ruas da cidade -- e 46% dos entrevistados na pesquisa Reuters/Ipsos avaliaram que os manifestantes que se opõem às políticas de imigração de Trump foram longe demais, ante 38% que discordaram dessa opinião. Os protestos se espalharam para outras cidades dos EUA, incluindo Nova York, Chicago, Washington e San Antonio, Texas -- todas com grandes populações de imigrantes e que tendem a votar nos democratas em vez de republicanos. Trump fez campanha e venceu a eleição do ano passado com a promessa de aumentar as deportações de imigrantes sem documentos, e as pesquisas Reuters/Ipsos mostraram que o apoio à política de imigração tem sido consistentemente maior do que em outras questões, como a administração da economia dos EUA. A pesquisa Reuters/Ipsos, que entrevistou 1.136 americanos em todo o país e tem uma margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais, mostrou um amplo apoio ao aumento das deportações. Cerca de 52% dos entrevistados -- incluindo um em cada cinco democratas e nove em cada dez republicanos -- apoiaram o aumento das deportações de pessoas que estão no país ilegalmente. Ainda assim, 49% dos participantes da pesquisa disseram que Trump foi longe demais com suas prisões de imigrantes, em comparação com 40% que concordam com as ações. Em todo o país, os americanos tiveram uma visão geralmente negativa das ameaças de Trump de prender autoridades democratas, como o governador da Califórnia, Gavin Newsom. Apenas 35% dos entrevistados disseram que Trump deveria ordenar a prisão de autoridades estaduais e locais que tentam impedir a aplicação da lei federal de imigração. ** Com Reuters**
- Senador democrata é expulso de entrevista com secretária de Trump e é algemado pela polícia
Senador Alex Padilla (à esquerda) tenta se desvencilhar de um polícial ( Foto: Reuters) LOS ANGELES - O senador Alex Padilla foi retirado à força de uma entrevista coletiva com a secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos nesta quinta-feira, 12, sobre os protestos e a presença da Guarda Nacional norte-americana em Los Angeles. O democrata da Califórnia pediu a palavra para questionar Noem sobre a decisão do governo Trump de enviar homens da Guarda Nacional para conter os protestos no Estado e foi então imobilizado. Nesse momento, agentes do FBI forçam a saída de Padilla. "Tire suas mãos de mim", disse o parlamentar a um dos policiais. Em comunicado, o Departamento de Segurança Interna (DHS) acusou o senador de tentar se aproximar da secretária Kristin Noem sem se identificar. "O senador Padilla optou por um teatro político desrespeitoso e interrompeu uma coletiva de imprensa ao vivo sem se identificar ou usar seu distintivo de segurança do Senado enquanto se lançava contra a secretário Noem. Ele foi instruído repetidamente a recuar e não obedeceu às ordens repetidas dos policiais", afirma a nota do DHS. Entretanto é possível ouvir nas gravações o senador se identificar e dizendo que tinha uma pergunta para a secretaria. O departamento afirmou ainda que a secretária Kristi Noem conversou com Padilla após o episódio. A ex-vice-presidente dos EUA Kamala Harris criticou o tratamento dado ao senador democrata e chamou o caso de "abuso de poder vergonhoso". O episódio ocorre em meio às tensões entre manifestantes de Los Angeles, na Califórnia, e agentes do governo. A onda de protestos começou para impedir agentes de imigração de prenderem imigrantes em situação ilegal. No dia seguinte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de milhares de homens da Guarda Nacional para conter os protestos e proteger os agentes. ** Com Agências **
- Autoridades confirmam ICE na segurança da Copa do Mundo de Clubes
Fifa inaugurou os relógios com contagem regressiva para a Copa do Mundo de seleções (Foto: Reprodução TV) MIAMI - Às vésperas do início da Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos, as autoridades confirmaram a presença do agentes do CBP (Polícia de Fronteira) e do ICE (Polícia de Imigração) nos estádios para garantir a segurança do evento e pode minar a participação dos torcedores diante do clima de tensão da política anti-imigrante do presidente Donald Trump. "A CBP estará equipada e pronta para fornecer segurança para a primeira rodada de jogos", escreveu a agência nas redes sociais. A mensagem foi apagada horas depois. Em nota direcionada a NBC Miami, o Departamento de Segurança Interna (DHS) confirmou a presença de agentes do ICE no Hard Rock Stadium para a abertura do torneio no sábado, 14. Embora o departamento tenha afirmado que estaria lá para fornecer segurança adicional, o ICE incluiu um lembrete "de que todos os cidadãos não americanos precisam portar comprovante de sua situação legal". O Miami Herald solicitou esclarecimentos aos escritórios da CBP e do ICE sobre o escopo de seu envolvimento no torneio que começa na Flórida. Um porta-voz da CBP sugeriu que as preocupações do público decorriam de um "mal-entendido", mas se recusou a dar mais detalhes. Uma declaração formal, prometida originalmente, ainda não foi divulgada. Quando o Herald solicitou ao ICE que esclarecesse o que significava ao recomendar que "todos os cidadãos não americanos precisam portar comprovante de sua situação legal" como parte das medidas de segurança, um porta-voz do ICE respondeu em um comunicado: "Como é habitual em um evento desta magnitude com implicações para a segurança nacional, o ICE trabalhará em conjunto com nossos parceiros do Departamento de Segurança Interna e do Departamento de Justiça para ajudar a garantir a segurança." A xerife de Miami-Dade, Rosie Cordero-Stutz, afirma que a segurança da partida de sábado é de resposabilidade do seu escritório, enfatizando que "a imigração não é uma prioridade". O envolvimento da CBP em grandes eventos esportivos não é incomum. Em fevereiro, os agentes federais promoveram a segurança do Super Bowl no jogo entre o Philadelphia Eagles e o Kansas City Chief, em Nova Orleans. O mesmo ocorreu durante o Super Bowl LIV em 2020, que ocorreu no Hard Rock Stadium, mesmo palco da estreia da Copa do Mundo de Clubes no jogo entre o Inter Miami e Al Ahly. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, foi questionado sobre a possibilidade de agentes do ICE realizarem operações de imigração em partidas da Copa do Mundo de Clubes, afirmando não ver problema nisso, enfatizando a necessidade de segurança. Mas Thomas Kennedy, analista de políticas da Coalizão de Imigrantes da Flórida, disse à NBC Miami que a presença de agentes federais pode impedir que as pessoas compareçam aos jogos, tanto torcedores dos EUA quanto as dezenas de milhares que inicialmente seriam visitantes do exterior. “A mensagem que a CBP está usando é um pouco enigmática; é como se as pessoas devessem ter seus documentos para assistir aos jogos”, disse Kennedy. “Isso cria um ambiente em que as pessoas ficam menos propensas a assistir aos espetáculos por pura intimidação.” Descontos de mais de 80% Às vésperas do início da Copa do Mundo de Clubes, a Fifa implementou reduções nos preços da partida deste sábado, 14, entre Inter Miami e Al Ahly, na Flórida. Desde que os ingressos começaram a ser vendidos, em dezembro, o setor mais barato, por exemplo, caiu de US$ 359 para US$ 69, um desconto de 81%. O jogo de estreia, apesar de contar com Lionel Messi, é o principal foco da Fifa em relação a venda de ingressos. Por isso, além de baixar o valor dos setores, a entidade também ofereceu ingresso por US$20 aos estudantes de uma faculdade local - com a promessa de até quatro entradas de cortesia, de acordo com uma matéria do Globo Esporte confirmada pela MANCHETE USA. Na última terça-feira, Gianni Infantino descartou uma possível preocupação com a venda de ingressos da Copa do Mundo de Clubes. Segundo ele, a estreia entre Inter Miami e Al Ahly no estádio Hard Rock terá seus 65 mil lugares ocupados. Mas de acordo com o site oficial da venda de ingressos da Copa do Mundo de Clubes, nenhum dos jogos da fase de grupos da competição tem entradas esgotadas. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Protestos contra operações anti-imigração crescem nos EUA
Manifestantes resistem mesmo com a repressão das Forças Armadas (Foto: AFP) LOS ANGELES - As manifestações contra as operações migratórias do presidente Donald Trump se espalham pelos Estados Unidos na quarta-feira, 11, apesar da presença da Guarda Nacional e dos fuzileiros navais na Califórnia e das ameaças de repressão. Mais de mil pessoas se reuniram em Los Angeles, a segunda maior cidade do país, para participar do sexto dia de protestos, que ocorreram de forma pacífica nas ruas. Uma segunda noite de toque de recolher também entrou em vigor no centro da metrópole como medida para controlar os atos de vandalismo e saques que ocorreram nos dias anteriores. "Diria que, no geral, tudo está em ordem aqui no Marco Zero", declarou a manifestante Lynn Sturgis, uma professora aposentada de 66 anos. "Nossa cidade não está em chamas, não está pegando fogo, como nosso terrível líder tenta lhes dizer", acrescentou, em referência ao presidente Trump. O presidente republicano publicou algumas horas nas redes sociais: "Se nossas tropas não entrassem em Los Angeles, agora mesmo estaria em chamas". Ele acrescentou que os moradores da cidade tiveram "muita sorte". Quase 1.000 reservistas dos 4.700 que Trump ordenou enviar à cidade faziam a segurança da área e trabalhavam em estreita colaboração com agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês), informou Scott Sherman, responsável pelas operações. O restante inclui 700 fuzileiros navais da ativa, alguns dos quais estão recebendo treinamento para lidar com distúrbios civis, acrescentou. O Pentágono declarou que essa mobilização custará US$ 134 milhões aos contribuintes. Os protestos explodiram devido à rigidez das operações contra os imigrantes que se encontram ilegalmente no país. Os agentes os detêm nas ruas, em escolas, locais de trabalho ou quando comparecem aos tribunais, denunciam advogados e organizações de defesa dos direitos civis. 'Governo da turba' "Desde 6 de junho, 330 imigrantes ilegais foram presos como parte desses distúrbios em Los Angeles", dos quais 113 com "condenações criminais prévias", afirmou nesta quarta-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em entrevista coletiva. "O presidente Trump jamais permitirá que o governo da turba prevaleça nos Estados Unidos", disse a porta-voz, segundo a qual "o dever mais básico do governo é preservar a lei e a ordem". Trump venceu as eleições em parte graças à sua retórica anti-imigrantes e aproveita a oportunidade para obter ganhos políticos. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, que se opõe ao envio de militares, estimou na terça-feira que "a democracia está sendo atacada diante dos nossos olhos". Trump declarou que, se fosse o seu czar da fronteira, Tom Homan, prenderia Newsom, considerado um possível candidato democrata à presidência em 2028, quando, segundo a Constituição, Trump não poderá mais concorrer ao cargo. Leavitt jogou mais lenha na fogueira: "Newsom afirmou que as medidas de controle migratório causam caos. Esse é o nível de radicalização a que chegaram os democratas." "A oposição deles ao presidente Trump os forçou a se aliarem com criminosos sem documentos em suas comunidades, com agitadores violentos e saqueadores, em vez de com os agentes da lei que estão apenas cumprindo seu dever", disse. Apesar das ameaças de Trump de enviar a Guarda Nacional, uma força militar de reserva, para outros estados governados por democratas, as manifestações estão se espalhando pelo país. Durante o dia, manifestações contra a repressão migratória foram registradas em Nova York, Saint Louis (Missouri), Indianápolis (Indiana), Raleigh (Carolina do Norte), Denver (Colorado) e Spokane (Washington). Na última cidade, a prefeita Lisa Brown também declarou toque de recolher na noite de quarta-feira devido aos protestos. Algumas horas antes, o governador do Texas, o republicano Greg Abbott, anunciou a mobilização da Guarda Nacional para conter uma manifestação programada para San Antonio. Os organizadores também ameaçam realizar mobilizações no sábado, quando Trump presidirá um desfile militar no centro de Washington. Em um discurso em uma base militar na terça-feira, Trump advertiu que qualquer protesto durante o desfile militar de Washington enfrentaria uma "força" muito contundente. O desfile com aviões de guerra e tanques, organizado para celebrar o 250º aniversário da fundação do Exército dos Estados Unidos, coincide com o dia do 79º aniversário de Trump. O governo do republicano considera as manifestações uma ameaça à nação. "Não permitiremos que uma cidade americana seja invadida e conquistada por um inimigo estrangeiro", advertiu o presidente na terça-feira. Os manifestantes e o Partido Democrata acusam o republicano de criar uma crise para justificar uma repressão autoritária. ** Com AFP **
- Trump lança site para obtenção de vistos de residência nos EUA por US$ 5 milhões
Gold Card deve atender demanda de investidores ricos que querem morar nos EUA WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente o “Trump Card”, novo programa de visto de residência permanente para estrangeiros, vendido por US$ 5 milhões. A proposta, que já estava em discussão desde fevereiro, foi divulgada nesta quarta-feira, 11, por Trump na rede social Truth Social, da qual é proprietário. “Por US$ 5 milhões, o ‘Trump Card’ está vindo! Milhares já entraram em contato perguntando como se registrar para trilhar o lindo caminho que leva ao maior país e mercado do mundo”, escreveu o presidente. “A lista de espera está oficialmente aberta.” O cartão, também chamado de “gold card”, pretende atrair investidores estrangeiros de alta renda, como forma de impulsionar a economia e reduzir o déficit fiscal dos EUA. Trump afirmou que espera vender “talvez 1 milhão” de unidades, e não descartou que oligarcas russos estejam entre os interessados. “Pessoas ricas virão para este país comprando o cartão. Serão bem-sucedidas, gastarão muito dinheiro, pagarão muitos impostos e empregarão muita gente”, disse o presidente. Substituto do EB-5 Segundo Howard Lutnick, secretário de Comércio dos EUA, o “Trump Card” substituirá o programa EB-5, criado em 1992, que concede o green card a estrangeiros que investirem US$ 1,05 milhão (ou US$ 800 mil em áreas deprimidas economicamente), desde que o capital gere empregos. O novo modelo, mais caro e mais seletivo, incluirá uma avaliação de caráter dos requerentes, afirmou Lutnick: “Temos de garantir que são cidadãos maravilhosos e excelentes.” Trump, que já utilizou o EB-5 em empreendimentos próprios, agora aposta em um novo patamar de investimento para transformar o programa em um ativo de alto valor econômico e político. Reforço na repressão à imigração irregular O lançamento do “gold card” ocorre em paralelo a medidas mais duras contra a imigração ilegal. O governo dos EUA lançou umnovo aplicativo para que estrangeiros em situação irregular deixem o país voluntariamente. Caso contrário, estarão sujeitos a multas diárias retroativas de até US$ 998 por dia. O contraste entre a repressão a imigrantes de baixa renda e o estímulo à entrada de bilionários tem gerado críticas, mas, segundo aliados do presidente, reflete uma estratégia pragmática de política econômica. ** Com AFP **
- Ativistas nos EUA pedem socorro a governo brasileiro
BOSTON - Organizações de defesa dos imigrantes e parlamentares brasileiros nos Estados Unidos protocolaram nesta quarta-feira, 11, um pedido ao presidente Lula para agir em defesa dos nacionais que estão sendo encurralados pela política de deportação em massa de seu par republicano. Eles pedem que o Itamaraty atue junto ao governo de Donald Trump para garantir os direitos humanos dos detidos pelo ICE, citando tratados humanitários entre os dois países como a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas ou Degradantes (1984). A ação urgente acontece em um momento em que, segundo os ativistas citando informações consulares e sem apresentar números, as prisões de brasileiros pelo ICE aumentaram em 400% desde janeiro. Apenas entre abril e maio, a alta foi de 50%. Os ativistas afirmam que muitos brasileiros são deixados dentro de vans por 12 horas e ficam presos em situações degradantes, muitas vezes sem acesso a medicação. Álvaro Lima, diretor do Instituto Diáspora Brasil, denuncia o aumento da repressão e das violações de direitos humanos cometidas contra imigrantes, acrescentando que existe um cenário de medo e perseguição promovido por agentes do ICE. Segundo Lenita Reason, do Centro do Trabalhador Brasileiro, uma brasileira está há mais de 30 dias sem acesso ao medicamento contra lúpus. "Ela foi transferida de Boston para o Texas e só foi localizada após a família e amigos reunirem dinheiro para localizá-la." Em maio, a MANCHETE USA contou a história de Caio Julio, brasileiro de 19 anos, que adoeceu sob custódia do ICE em um presídio da Virgínia. Na época, a reportagem entrou em contato com os Consulados de Boston, jurisdição onde o brasileiro foi preso, e o de Washington, onde se encontrava detido. Por e-mail, o Consulado de Washington afirmou que tomou conhecimento do fato através da mensagem da MANCHETE USA e pediu "informações a respeito de Caio ao ICE", mas só poderiam "prestar qualquer esclarecimento à família". Por regra, todos os presos devem ter seus nomes enviados às repartições diplomáticas de seus países. Assim, os ativistas pedem a ampliação da capacidade consular, em parte para garantir a integridade física dos brasileiros. Obrigação que já é prevista nas atribuições dos consulados. Mais funcionários também pode significar acelerar a emissão de documentos essenciais. Liliane Costa, do Brazilian-American Center (Brace), diz que o Consulado de Boston informou que há uma fila de espera para a emissão de 5 mil certidões de nascimento e 20 mil passaportes. No bojo dos pedidos também há um apelo para se conceder assistência emergencial às famílias que desejam retornar ao Brasil. Nesse ponto, Patrick Garcia, do Embrace All Latino Voices, da Carolina do Norte, faz uma denúncia. Ele diz que é importante esclarecer que representantes do governo brasileiro não podem tentar convencer os imigrantes a aceitarem a deportação. "Os funcionários dos consulados têm que ser orientados, pois essa decisão tem que partir das famílias", pontua. No primeiro contato com o governo brasileiro, a comissão sugere "o diálogo permanente com a Embaixada do Brasil nos EUA, inspirado na experiência do Consulado-Geral do Brasil em Boston". Há ainda a expectativa de realizar uma audiência pública entre a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e as organizações comunitárias brasileiras nos EUA que assinam a carta. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Prefeita exige relatório detalhado sobre prisões do ICE realizadas em Boston
Prefeita exige que Boston seja respeitada e tenha sua liberdade resguardada BOSTON – Diante das denúncias de arbitrariedades e abuso de força por parte de agentes federais, a prefeita de Boston, Michele Wu, assinou uma ordem executiva nesta terça-feira, 10, exigindo que o ICE forneça um relatório detalhado sobre os presos, incluindo identidade e razão do crime, durante as operações na capital de Massachusetts. "Estamos tomando todas as medidas possíveis em nossa cidade para reagir e defender os direitos básicos, nossas liberdades e as oportunidades que construímos aqui como uma cidade cuja missão diária é ser um lar para todos." A democrata revela que desconhece o número de imigrantes presos em seu município desde a posse do presidente Donald Trump em janeiro. O decreto determina que a cidade tenha acesso aos dados amparados na Lei Federal de Liberdade de Informação. Wu disse que o governo federal reteve US$ 48 milhões de verbas destinadas a Boston, com a condição de que a cidade cumpra com uma "lista de desejos ideológicos". O dinheiro, segundo a prefeita, era destinado a ofertas de habitação, formação profissional e cuidados de saúde a mais de 2 mil pessoas, incluindo veteranos e sobreviventes da violência doméstica. Para reaver este montante aos cofres de Boston, a prefeitura impetrou uma ação em um Tribunal Federal. Enquanto isso, o ICE continua realizando operações as quais Wu chama de arbitrárias. A prefeita fez uma comparação do modus operandi da polícia de Boston e dos agentes federais. “Nossos policiais transmitem confiança com uso de câmeras corporais, enquanto os oficiais do ICE saem às ruas com máscaras e usam força e brutalidade em suas ações.” Wu acusou o ICE de minar a confiança da comunidade e a segurança pública. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Brasileiro pede a deputada republicana que apresente projeto para legalizar imigrantes
Carta do brasileiro pede a deputada que siga em frente com projeto de legalização (Foto: Arquivo) WASHINGTON - O brasileiro José (Zé) Pereira, conhecido por enviar cartas aos presidentes dos Estados Unidos para pedir uma reforma imigratória, recorreu essa semana a deputada federal María Elvira Salazar para que ela leve o assunto ao plenário. Zé Pereira já enviou mais de 3 mil cartas à Casa Branca Pereira propõe a multa de US$ 10 mil para regularizar os imigrantes. "Eu acredito que a legalização de mais de 12 milhões de imigrantes indocumentados não é apenas uma obrigação moral, é uma decisão economicamente eficaz", destaca Pereira que vive nos EUA há 25 anos. Atualmente, Salazar, da Flórida, é co-autora, ao lado da democrata Veronica Escobar, do Texas, do American Families United Act (H.R. 2366), que permite a juízes e agentes de imigração exercerem discrição ao lidar com casos envolvendo cônjuges, filhos e pais cidadãos americanos. O texto foi apresentado em março e não avançou no Congresso. Salazar, filha de cubanas, disse no fim de maio que iria reapresentar o The Dignity Act , que prevê a regularização de imigrantes que vivem no país há pelo menos cinco anos. “Isso não é anistia. É lei e ordem com compaixão", defende a republicana que está no terceiro mandato. The Dignity Act A primeira versão do texto, apresentado em 2022, exige o pagamento anual de US$ 5 mil por sete anos, o comparecimento ao Departamento de Segurança Interna (DHS) a cada dois anos e impede o imigrante de se beneficiar de iniciativas sociais financiadas pelo governo federal. Segundo o Dignity Act, o imigrante pode seguir dois caminhos. O primeiro é adquirir o Status de Dignidade, ficando protegido da deportação por sete anos. Os direitos inclui autorização de trabalho e de viajar regularmente ao exterior. Essa condição pode ser renovada por tempo indeterminado desde que o candidato siga as exigências da lei. A segunda opção é ingressar no Programa de Redenção após a conclusão do Programa de Dignidade. A nova etapa levaria cinco anos e requer aprender inglês e educação cívica dos EUA, contribuir para a comunidade local por meio de serviços comunitários ou o pagamento de mais US$ 5 mil. Assim, após 12 anos, o imigrante conquista a residência permanente (green card) e se torna elegível para a naturalização, mas com a ressalva de seguir para o final da fila em relação aos que buscam a cidadania por outros caminhos. A proposta das deputadas cria ainda o Certificado para Agricultores em que os trabalhadores do setor seriam regularizados e poderiam alcançar a Residência Legal Permanente (LPR) após "um certo número de anos trabalhando no campo". O texto de Salazar prevê também a cidadania para os dreamers - imigrantes que foram trazidos ainda crianças para o país e estão protegidos da deportação pela ordem executiva do ex-presidente Barack Obama, conhecida como DACA - e para quem optar em servir as Forças Armadas. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
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