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- Calor extremo coloca 147 milhões de pessoas em alerta nos EUA
Autoridades orientam população a se refrescar e evitar atividades externas em horários mais quentes NOVA YORK - Mais de 147 milhões de pessoas estão sob alerta de calor extremo nos Estados Unidos essa semana, avisou o Serviço Nacional de Meteorologia. As temperaturas mais altas atingem as cidades que seguem a interestadual 95 como Washington DC , Filadélfia (Pensilvânia) e Nova York (Nova York) chegando a 100°F, máxima que não era registrada desde 2012. A sensação térmica vai piorar por conta da humidade alta e levando superar três dígitos em Chicago (Illinois), Louisville (Kentucky), Nashville (Tennessee) e Raleigh (Carolina do Norte). No total, alertas para altas temperaturas foram emitidos em 28 Estados. As pessoas devem seguir a orientação das autoridades para se hidratar, evitar atividades a céu aberto nos horários mais quentes e usar roupas apropriadas. Além dos centros de refrigeramento, as prefeituras estão incentivando a população a frequentar os parques de água. Segundo um levantamento do NOAA (Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera), o calor extremo mata mais do que enchentes e tornados nos EUA. De 1994 a 2023, 183 pessoas morreram vítimas das temperaturas altas, 88 por enchentes, 72 por tornados, 48 por furacões e 36 por raios. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Irã faz alerta a Trump: Nós vamos acabar com essa guerra
Especialistas falam em escalada de tensão no Oriente Médio após ataque dos EUA WASHINGTON - O Irã afirmou nesta segunda-feira, 23, que o ataque dos Estados Unidos às suas instalações nucleares ampliou a gama de alvos legítimos para suas Forças Armadas e chamou o presidente dos EUA, Donald Trump, de “apostador” por se juntar à campanha militar de Israel contra a República Islâmica. Desde que Trump se juntou à campanha de Israel, lançando enormes bombas de fragmentação de bunkers nas instalações nucleares iranianas na manhã de domingo, o Irã ameaçou repetidamente retaliar. No entanto, embora tenha continuado a disparar mísseis contra Israel, o Irã ainda não tomou medidas contra os próprios Estados Unidos, seja disparando contra as bases norte-americanas ou tendo como alvo os 20% dos carregamentos globais de petróleo que passam perto de sua costa na foz do Golfo. “Sr. Trump, o apostador, o senhor pode começar esta guerra, mas seremos nós que a terminaremos”, disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do quartel-general militar central Khatam al-Anbiya do Irã, na segunda-feira, em inglês, ao final de uma declaração gravada em vídeo. Irã e Israel trocaram outra onda de ataques aéreos e com mísseis na segunda-feira, enquanto o mundo se prepara para a resposta de Teerã. O governo Trump tem dito repetidamente que seu objetivo é apenas destruir o programa nuclear do Irã, e não iniciar uma guerra mais ampla. Mas em uma publicação nas redes sociais no domingo, Trump falou abertamente em derrubar os governantes clericais linha-dura que têm sido os principais inimigos de Washington no Oriente Médio desde a revolução iraniana de 1979. “Não é politicamente correto usar o termo ‘mudança de regime’, mas se o atual regime iraniano não for capaz de FAZER O IRÃ GRANDE DE NOVO, por que não haveria uma mudança de regime?”, escreveu ele. Especialistas que analisaram imagens de satélites comerciais disseram que parecia que o ataque dos EUA havia danificado seriamente o local da usina nuclear iraniana de Fordow, construída dentro de uma montanha, e possivelmente destruído a usina e as centrífugas de enriquecimento de urânio que ela abrigava, embora não houvesse confirmação independente. “Danos monumentais foram causados a todas as instalações nucleares no Irã”, escreveu Trump. “O maior dano ocorreu bem abaixo do nível do solo.” Mais ataques israelenses Os ataques aéreos de Israel contra o Irã encontraram pouca resistência das defesas iranianas desde que Israel lançou seu ataque surpresa em 13 de junho, matando muitos dos principais comandantes do Irã. As Forças Armadas israelenses disseram na segunda-feira (23) que cerca de 20 jatos realizaram uma onda de ataques contra alvos militares no oeste do Irã e em Teerã durante a noite. Em Kermanshah, no oeste do Irã, a infraestrutura de mísseis e radares foi atingida e, em Teerã, um lançador de mísseis terra-ar foi atingido, segundo o relato. Agências de notícias iranianas informaram que as defesas aéreas foram ativadas nos distritos centrais de Teerã e que os ataques aéreos israelenses atingiram Parchin, a localização de um complexo militar a sudeste da capital. O Irã afirma que mais de 400 pessoas foram mortas nos ataques israelenses, a maioria civis, mas divulgou poucas imagens dos danos desde os primeiros dias do bombardeio. Teerã, uma cidade de 10 milhões de habitantes, está praticamente vazia, com os moradores fugindo para o interior para escapar dos ataques. Os ataques de mísseis de retaliação do Irã contra Israel mataram 24 pessoas, todas civis, e feriram centenas, sendo a primeira vez que um número significativo de mísseis iranianos penetrou nas defesas israelenses. ** Com Reuters **
- Manifestantes batem panela para não deixar agentes do ICE dormirem
Manifestantes questionam como agentes do ICE podem dormir tranquilos após aterrorizar a comunidade LOS ANGELES - Depois que a noite caiu nos arredores de Los Angeles, cerca de 50 pessoas fizeram soar panelas metálicas e sirenes em frente a um hotel durante um protesto ruidoso contra os agentes de imigração dos Estados Unidos. A manifestação "No Sleep For ICE" ("Sem descanso para o ICE"), na última quinta-feira, reflete a crescente raiva contra a caça aos imigrantes na Califórnia. "Eles aterrorizam nossa comunidade o dia todo. Como podem dormir bem?", perguntou Nathanael Landaverde, de 23 anos, enquanto batia em uma panela. Vídeos com imagens dramáticas mostraram agentes federais, muitas vezes mascarados e às vezes armados com rifles de assalto, perseguindo imigrantes e os algemando em tribunais, fazendas ou nas ruas. Funcionários do ICE também detiveram cidadãos americanos por, supostamente, interferirem em prisões, incluindo um candidato à prefeitura de Nova York nesta semana. A linha dura gerou medo entre os imigrantes e enfureceu muitos americanos, especialmente em cidades liberais como Los Angeles, onde este mês ocorreram grandes protestos de rua contra as operações do ICE. "Se eles não dormirem, não vão fazer seu trabalho de forma eficaz. Haverá menos gente", acrescentou Landaverde, enquanto os veículos que passavam buzinavam em um aparente apoio ao protesto noturno em frente ao hotel. Não estava totalmente claro que os agentes do ICE estariam hospedados ali, mas os organizadores do protesto afirmaram ter provas fotográficas disso. Dezenas de pessoas dançavam ao som de um barulho ensurdecedor enquanto agitavam cartazes dizendo "Sem descanso para o ICE" e "ICE fora de Los Angeles". No hotel, alguns hóspedes olhavam por entre as cortinas. "Eles estão destruindo famílias, e é horrível ver isso na minha comunidade. Não podem dormir se vão fazer isso aqui", disse Juliet Austin, de 22 anos, enquanto tocava um pequeno acordeão azul. Trump foi reeleito em grande parte por sua promessa de deportar massivamente os migrantes irregulares. Mas, além das táticas agressivas dos agentes federais de imigração, críticos dessa política denunciaram os agentes por esconderem o rosto com máscaras, uma prática muito incomum - embora legal - entre as forças de segurança dos Estados Unidos. "Em que momento, como nação, nos depararemos com uma polícia secreta?", escreveu no mês passado Walter Olson, pesquisador do grupo de estudos Cato Institute. "Para a administração Trump, transformar as batidas com agentes mascarados em uma prática regular faz parte de um esforço mais amplo para evitar a responsabilidade por ações potencialmente ilegais e inconstitucionais", acrescentou. ** Com AFP **
- EUA atacam bases nucleares do Irã
Trump anunciou o ataque no Irã através da sua rede Truth Social WASHINGTON - Donald Trump afirmou na noite deste sábado, 21, que os Estados Unidos concluíram ataques a três locais nucleares no Irã, incluindo Fordo, Natanz e Isfahan. "Concluímos com muito sucesso nosso ataque aos três locais nucleares no Irã, incluindo Fordo, Natanz e Isfahan. Todos os aviões já estão fora do espaço aéreo iraniano", escreveu ele na rede Truth Social. Trump acrescentou que uma "carga completa de bombas" foi lançada sobre Fordo e que todas as aeronaves estavam retornando aos EUA. Localizada a cerca de 96 km ao sul da capital, Teerã, a instalação de enriquecimento de urânio em Fordo fica em uma região montanhosa próxima à cidade de Qom. O complexo subterrâneo seria composto por dois túneis principais, onde estão instaladas centrífugas usadas para o enriquecimento de urânio, além de uma rede de túneis menores. Antes do ataque dos EUA neste domingo, anunciado pelo presidente Trump, Israel vinha pressionando Washington por uma intervenção, já que os Estados Unidos são a única força militar com capacidade para atingir o local. Neste sábado, o exército dos EUA enviou bombardeiros furtivos B-2 para Guam, território americano no Oceano Pacífico, segundo reportagens da imprensa americana. Essas grandes aeronaves são consideradas as únicas capazes de transportar armas com potencial para atingir a instalação nuclear mais protegida do Irã, localizada sob uma montanha. Autoridades dos EUA não comentaram se o deslocamento tinha relação com o conflito no Oriente Médio. A movimentação também não foi confirmada de forma independente pela BBC. Na sexta-feira, Trump disse que daria ao Irã no máximo duas semanas para chegar a um acordo que limitasse seu programa nuclear e, assim, evitar ataques americanos. Em entrevista exclusiva à BBC na quinta-feira (19/6), o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, alertou sobre as consequências caso os Estados Unidos entrem no conflito. Ele afirmou que, se os Estados Unidos se juntarem a Israel na ofensiva contra o Irã, haverá "um inferno em toda a região". Falando à jornalista da BBC Lyse Doucet, Khatibzadeh disse que, se Trump decidir participar do conflito, será lembrado por ter entrado em "uma guerra que não era dele". O conflito entre Israel e Irã entra no décimo dia sem sinais de trégua. Israel informou ter lançado novos ataques contra o sul e o centro do Irã, com alvos como um "depósito de armas" e "infraestrutura militar". A mídia estatal iraniana disse que, como resposta, as defesas aéreas foram acionadas no sul do país e que drones israelenses estavam sendo "monitorados" e "destruídos". Mais cedo, Israel afirmou ter matado três altos comandantes iranianos, incluindo Saeed Izadi — descrito como um dos arquitetos dos ataques de 7 de outubro — e o comandante da Força Quds, Behnam Shahriyari. A agência nuclear da ONU confirmou que Israel atingiu a instalação de Isfahan, no centro do Irã, e o diretor da entidade declarou que o ataque "não terá consequências radiológicas". A equipe da BBC Verify identificou, por imagens de satélite, novos danos a vários edifícios no local. Os ataques contínuos na região foram acompanhados de retórica inflamada, com o presidente iraniano afirmando, segundo a agência estatal IRNA, que o país tem o direito de desenvolver programas nucleares pacíficos. ** Com BBC **
- Brasileiros são indiciados por exercer medicina ilegal na Flórida
A denúncia contra os brasileiros chegou à policia através do Stop Crimes AVENTURA - Os brasileiros João Batista Cunha de Araújo, 56, e Amanda Soares Felizardo Ungaro, 40, foram indiciados por exercício ilegal da medicina, furto qualificado e esquema fraudulento. Eles faturaram milhões de dólares ao realizar procedimentos estéticos, inclusive lipoaspiração, em uma clínica em Aventura, na Flórida. Segundo o Boletim de Ocorrência, a delegacia da cidade recebeu duas denúncias através do CrimeStoppers de que Araújo administrava um consultório médico sem licença na Northeast 214th Street. A Manchete USA apurou que Araújo tem registro de cirurgião plástico no Brasil. A inscrição CRM RJ 610355 - RQE Nº: 47028 está válida , segundo o Conselho Regional de Médicos do Estado do Rio de Janeiro. Mas nos Estados Unidos, o médico não está habilitado e por isso não podia realizar as injeções de Botox, os preenchimentos de glúteos muito menos as lipoaspirações, reveladas pela investigação. O brasileiro não escondia a prática ilegal. Nas redes sociais, ele aparece em vídeos fazendo os procedimentos. Eles foram indiciados por exercício ilegal da medicina, furto qualificado e esquema fraudulento Em janeiro, policiais disfarçados fizeram uma consulta com Araújo com o interesse de fazer uma lipoaspiração de queixo. Ele explicou o procedimento e sugeriu ainda um medicamento para emagrecimento. Já Amanda trabalhava na parte administrativa da empresa, na coordenação de agendamentos e aquisição de medicamentos. Entretanto, a polícia também encontrou em vídeos no celular de Amanda em que ela aplicava injeções em um paciente sob orientação de Araújo e em outro ela estava fazendo um procedimento a laser em uma pessoa. Leia também: Governo identifica 10 casos de botulismo associado a spa de brasileiro Uma das vítimas, segundo a investigação, recebeu 17 doses de botox de uma vez só. Três dias depois, ela apresentou um nódulo grande no lábio e algumas das aplicações endureceram na região do maxilar. Ao retornar na clínica, Araújo injetou uma substância para dissolver os preenchimentos que deram errado. A vítima, que não foi identificada e pagou US$ 7 mil para Araújo após receber um desconto de quase 50% - o orçamento do tratamento era de US$ 15 mil - diz que está fazendo tratamento com um cirurgião plástico licenciado para corrigir os problemas. Outras pessoas, que não tem autorização para exercer medicina no país, alugavam salas na clínica de Araújo para realizar procedimentos. Curso No mesmo endereço - 2820 NE 214th Street, Unit 1001 - funcionava o Miami Beauty Academy desde 2023. O curso de especialização, no qual Araújo era um dos professores, e prometia certificação internacional e custava US$ 4.834,00, segundo valor divulgado em julho do ano passado. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos brasileiros até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Justiça barra ato de Trump e transgêneros poderão tirar passaporte nos EUA
Liminar agora beneficia toda a população de transgêneros e não binários dos EUA WASHINGTON - Uma juíza federal impediu nesta terça-feira, 17, que o governo Donald Trump se recuse a emitir passaportes para americanos transgêneros e não binários que reflitam suas identidades de gênero. A juíza distrital Julia Kobick, em Boston, ampliou uma liminar emitida por ela em abril, que permitiu que apenas seis indivíduos transgêneros e não binários que contestaram a política obtivessem passaportes consistentes com suas identidades de gênero ou com uma designação de sexo "X", enquanto o processo avança. A designação de sexo "X" é usada em documentos oficiais, como passaportes, como uma opção de gênero diferente de "masculino" (M) ou "feminino" (F). Kobick fez isso após concluir que a política adotada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, de acordo com um decreto assinado por Trump, provavelmente discriminava com base no sexo e estava enraizada em um preconceito irracional contra norte-americanos transgêneros, que violava a Quinta Emenda da Constituição. Embora a decisão de abril do tribunal em Massachusetts tenha sido limitada em seu escopo, a juíza, nomeada pelo presidente democrata Joe Biden, concordou essa semana em conceder ao caso o status de ação coletiva e suspender a aplicação da política aplicada a todos os portadores de passaportes americanos transgêneros, não binários e intersexuais. Kobick disse que conceder status de ação coletiva a duas categorias diferentes de portadores de passaporte foi apropriado, dado que as ações da administração afetaram todos eles uniformemente, "ao impedi-los de obter passaportes com um marcador de sexo consistente com sua identidade de gênero". Li Nowlin-Sohl, advogada dos demandantes na União Americana pelas Liberdades Civis, chamou a decisão de "uma vitória crítica contra a discriminação e pela igualdade de justiça perante a lei". O Departamento de Estado não respondeu aos pedidos de comentários. ** Com Reuters **
- Corte de imigração libera universitária brasileira sob fiança
Caroline estava presa desde o dia 5 de janeiro em um centro de detenção do ICE (Foto: Arquivo de Família) DENVER - Uma Corte de Imigração em Denver, no Colorado, decidiu nesta quarta-feira, 18, que a brasileira Caroline Dias Gonçalves (foto acima), 19, pode responder ao processo em liberdade após pagar fiança. O caso foi transferido para Salt Lake City, onde ela vive e estuda enfermagem na Universidade Utah. Caroline está nos Estados Unidos desde criança e tem autorização para trabalhar e estudar — ela e sua família fizeram um pedido de asilo às autoridades americanas, segundo o advogado Jonathan M. Hyman. Uma investigação interna da polícia do Colorado revelou que a brasileira foi presa em 5 de junho após detalhes sobre ela serem compartilhados por um policial em um grupo no aplicativo de trocas de mensagem Signal, que era secretamente monitorado pelo ICE, de acordo com um comunicado oficial do Gabinete do Xerife do Condado de Mesa divulgado no fim da tarde de segunda-feira. "Nosso agente fazia parte de um grupo de comunicação que incluía parceiros locais, estaduais e federais de segurança pública, que participavam de um esforço conjunto de combate ao tráfico de drogas nas rodovias do oeste do Colorado", diz o Gabinete do Xerife. "Não tínhamos conhecimento de que o grupo de comunicação estava sendo utilizado para qualquer finalidade além do combate ao tráfico de drogas, incluindo questões imigratórias. Desde então, removemos todos os membros do Gabinete do Xerife do Condado de Mesa desse grupo de comunicação", completou a autoridade policial. Caroline foi parada pelo policial por uma pequena infração de trânsito, enquanto dirigia o carro do pai para visitar amigos em Denver, no Colorado, estado vizinho a Utah. Minutos depois desta primeira abordagem, ela foi novamente parada por um agente do ICE e, então, presa, passando quase duas semanas num centro federal de detenção para imigrantes em Aurora, nas proximidades de Denver. O caso levantou suspeitas sobre uma possível colaboração entre a polícia local e o serviço de imigração, levando à investigação conduzida pelo Gabinete do Xerife. De acordo com a legislação do Colorado, a polícia não pode investigar o status de residência das pessoas abordadas em nenhuma interação policial. "A natureza da abordagem levanta preocupações sobre se o Gabinete do Xerife do Condado de Mesa violou a legislação estadual ou se a comunicação do agente por meio da força-tarefa acabou notificando inadvertidamente agentes do ICE sobre o status migratório de Caroline", afirma Jonathan M. Hyman, advogado de Caroline no caso. "Agentes do ICE não deveriam agir com base nessas informações, a menos que estejam relacionadas a uma investigação criminal mais ampla", considera o representante legal. Segundo Hyman, os resultados preliminares da investigação interna da polícia deixam ainda muitas questões em aberto que terão de ser respondidas pelas autoridades do Condado no Colorado. Leia também: Universitária brasileira é presa pelo ICE no Colorado "Todo motorista abordado em uma parada de trânsito é inserido em um banco de dados multiagências e tem seu status migratório divulgado? Há quanto tempo esse grupo está em operação? O Condado de Mesa tomou medidas para retirar imediatamente seus funcionários desse grupo, mas e quanto às outras agências?", questiona Hyman, em declaração à BBC News Brasil por email. O Gabinete do Xerife reforçou que o uso da informação pelo ICE é contrário à legislação do Colorado e afirmou que a investigação administrativa para garantir a conformidade com a legislação estadual e com a política interna do departamento continua em andamento. Imagens da câmera corporal O gabinete também divulgou no YouTube a filmagem completa produzida pela câmera corporal do policial durante a abordagem a Caroline. As imagens mostram que a abordagem durou cerca de 20 minutos e aconteceu como os amigos e familiares da jovem relataram à imprensa. O vídeo começa com o agente Alexander Zwinck dizendo a Caroline que ela estava dirigindo perto demais de um caminhão na rodovia Interstate-70, próximo a Loma, no Colorado. Ela entrega ao policial a carteira de motorista e o documento de registro do veículo, que o agente leva com ele para a viatura, conforme mostrado nas imagens. Mais tarde, ele pede para que Caroline o acompanhe e sente-se no banco do passageiro de sua viatura, onde ele faz perguntas sobre o seguro do carro. Zwinck também pergunta onde a estudante nasceu, após comentar que ela parece ter "um leve sotaque". Caroline diz a Zwinck que mora em Utah há 12 anos. O policial insiste, perguntando onde ela nasceu, e a jovem conta então que é natural do Brasil. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Estudantes têm que desbloquear redes para conseguir visto nos EUA
Trump quer garantir que estudantes se alinham às ideias do governo WASHINGTON - Os EUA suspenderam temporariamente a emissão de vistos para estudantes estrangeiros no fim de maio, com o objetivo de elaborar os novos requisitos relacionados às redes sociais. A partir de agora, as autoridades voltarão a analisar os pedidos de agendamento. “A revisão reforçada das redes sociais garantirá que estejamos examinando adequadamente cada pessoa que tenta visitar nosso país”, declarou um funcionário do Departamento de Estado. Os agentes consulares americanos farão uma “investigação exaustiva” de todos os estudantes e candidatos a intercâmbio, acrescentou a fonte. Para facilitar a revisão, os solicitantes de visto de estudante deverão configurar todos os seus perfis em redes sociais como “públicos”, acrescentou. Em um decreto assinado no dia de sua posse, o presidente Donald Trump pediu uma verificação mais rigorosa de antecedentes das pessoas que entram nos Estados Unidos, com o objetivo de garantir que “não apresentem atitudes hostis em relação a seus cidadãos, cultura, governo, instituições ou princípios fundacionais”. Os vistos de estudante têm sido um dos focos do governo Trump. A administração republicana revogou milhares de vistos e tentou impedir que a Universidade de Harvard aceitasse estudantes estrangeiros. O chefe da diplomacia, Marco Rubio, revogou os vistos de grande parte dos estudantes que lideraram manifestações críticas à ofensiva israelense em Gaza. Em abril, o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) anunciou que as redes sociais de estudantes estrangeiros seriam examinadas para detectar “atividade antissemita”, o que poderia levar à negação do visto. Há mais de uma década, o governo dos Estados Unidos monitora as redes sociais de quem deseja imigrar para o país ou obter residência permanente. ** Com AFP **
- Radialista deixa família em Massachusetts para cumprir ordem de deportação
Frilei Bras usou as redes sociais para comunicar sua saída do país (Foto: Reprodução Instagram) BOSTON - O radialista Frilei Bras embarcou nesta quarta-feira, 18, para o Brasil após receber uma ordem para deixar os Estados Unidos em 15 dias. Mesmo com o esforço de ONGs, parlamentares e membros influentes de Massachusetts, o ICE não revertou o destino do pai de seis filhos. A família do mineiro de Central de Minas vai permanecer em Massachusetts, onde a mulher faz tratamento para combater a Doença de Huntington, uma enfermidade neurodegenerativa progressiva que não tem cura e precisa de medicação especial. "Preciso conseguir na Justiça a medicação que ela toma aqui. Como farei isso após 20 anos fora do país. As coisas têm que se organizar", disse Frilei durante uma conversa com Heloísa Galvão, diretora do Grupo Mulher Brasileira (GMB), que foi transmitida nas redes sociais na terça-feira, 17. Frilei, católico fervoroso, confia no amparo de Deus e acreditou até o último minuto que a ordem pudesse ser revertida. "A esperança é a última que morre." No aeroporto, o radialista fez uma gravação dizendo que estava com o coração dilacerdo por ter que se afastar da família. O filho menor do casal ainda irá completar 3 anos e a mais velha, enteada de Frilei, tem quase 19 anos. O GMB reuniu cartas de parlamentares e pessoas influentes em Massachusetts que pediram que o ICE mantivesse o brasileiro no país uma vez que ele está cumprindo com todas as obrigações com a agência. As recomendações destacam o bom caráter de Frilei, sua contribuição para a comunidade e o seu papel de provedor para a família que sofre com o diagnóstico da mãe. Sob supervisão Há sete anos, Frilei comparecia frequentemente às visitas ao ICE, a última vez foi há 15 dias, quando recebeu o ultimato. O brasileiro não é o único. No início do mês dezenas de imigrantes foram convocados para comparecer no "check-in" habitual do ICE e saíram algemados para presidíos de onde foram deportados. Ao voltar à sede do ICE em maio, quatro agentes o esperavam com algemas e corrente e disseram que a ordem era detê-lo. Frilei apelou e lhe deram o prazo de dois meses para sair do país. Após uma ligação, o tempo foi reduzido para 15 dias. "Os agentes me disseram que não concordam com a maneira como as coisas estão funcionando. Ele conhecem o meu caso, mas no final eu era só um número", contou Frilei. "Me foi dito ainda que a administração estava pegando os mais vulneráveis e eu era um deles". No último mês, o mineiro foi pelo menos três vezes ao escritório do ICE. Na primeira vez, ele foi surpreendido em sua visita habitual de que teria cinco semanas para sair dos EUA. Ele voltou para casa com uma tornozeleira e instalaram o aplicativo no celular, onde ele receberia atualizações sobre o caso. Uma semana depois, ele foi convocado novamente e recebeu a notícia que a data de saída deveria ser até 21 de agosto e há 15 dias o chamaram novamento quando foi dada a data final. Preso pelo ICE Frilei foi preso pelo ICE em 2018, durante a primeira administração de Donald Trump. Ele foi parado pela polícia da cidade onde morava, Stoughton, por dirigir sem carteira de motorista. Massachusetts só passou a emitir a habilitação para imigrantes indocumentados em julho de 2023. A cidade participava na época do programa 287g, medida na qual os policiais locais colaboram com o ICE, e ao cruzar as informações de Frilei com o banco de dados da agência federal foi confirmado que ele tinha uma ordem de deportação. O radialista chegou aos EUA pela fronteira com o México em 2005 através do esquema conhecido como "cai-cai", em que a pessoa se entregava aos agentes da Polícia de Fronteira (CBP) e eram liberados com o compromisso de comparecer à corte. Assim como milhares de pessoas, Frilei não voltou à frente de um juiz e automaticamente foi colocado em deportação. Após 40 dias preso, o brasileiro foi solto com o compromisso de ir ao escritório do ICE de acordo com a orientação da agência, o que ele fez até ser expulso dos EUA. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Justiça dos EUA permite que Trump mantenha controle da Guarda Nacional enviada a Los Angeles
Guarda Nacional deve permanecer nas ruas de Los Angeles nas próximas semanas LOS ANGELES - Um tribunal de apelações decidiu nesta quinta-feira, 19, permitir que o presidente dos Estados Undios, Donald Trump, mantenha o controle da Guarda Nacional que ele enviou a Los Angeles após protestos contra as batidas de imigração. A decisão suspende uma determinação anterior de um juiz de primeira instância, que havia considerado que Trump agiu ilegalmente ao ativar os soldados contra a vontade do governador da Califórnia, Gavin Newsom. A decisão desta quinta significa que o controle da Guarda Nacional da Califórnia continuará nas mãos do governo federal enquanto o processo segue em tramitação. Foi a primeira vez desde 1965 que um presidente federalizou uma Guarda Nacional estadual sem o consentimento do governador. No seu veredicto, um painel de três juízes da 9ª Corte de Apelações dos EUA concluiu por unanimidade que provavelmente Trump agiu dentro de sua autoridade ao assumir o controle da Guarda. O tribunal afirmou que, embora os presidentes não tenham poder irrestrito para assumir o comando da Guarda de um estado, o governo Trump apresentou evidências suficientes de que tinha uma justificativa plausível, citando atos violentos cometidos por manifestantes. "Os fatos incontestáveis demonstram que, antes do envio da Guarda Nacional, manifestantes ‘encurralaram’ vários agentes federais e lançaram ‘pedaços de concreto, garrafas com líquidos e outros objetos’ contra eles. Também danificaram prédios federais e forçaram o fechamento de pelo menos um edifício federal. Uma van federal foi atacada e teve os vidros quebrados", escreveu o tribunal. "O interesse do governo federal em prevenir novos incidentes como esses é significativo." A Corte também concluiu que, mesmo que o governo federal não tenha notificado o governador da Califórnia antes de federalizar a Guarda Nacional, como exige a lei, Newsom não teria poder para vetar a ordem presidencial. Trump comemorou a decisão na sua plataforma Truth Social, chamando-a de uma "Grande vitória". "Em todo os Estados Unidos, se nossas cidades e nosso povo precisarem de proteção, somos nós que iremos fornecê-la caso as polícias estaduais e locais, por qualquer motivo, não consigam fazer o trabalho", escreveu. Newsom divulgou uma nota expressando decepção com a decisão que permite a Trump manter o controle da Guarda, mas também destacou um ponto positivo. "O tribunal rejeitou corretamente a alegação de Trump de que ele pode fazer o que quiser com a Guarda Nacional sem ter que se explicar a um tribunal", disse Newsom. "O presidente não é um rei e não está acima da lei. Continuaremos nossa luta contra o uso autoritário de soldados militares dos EUA contra cidadãos." O caso pode ter implicações mais amplas sobre os poderes presidenciais para mobilizar tropas dentro dos Estados Unidos, especialmente após Trump ter ordenado que autoridades de imigração priorizassem deportações em outras cidades governadas por democratas. Trump, republicano, argumentou que as tropas eram necessárias para restaurar a ordem. Newsom, democrata, disse que a medida agravou as tensões, usurpou a autoridade local e desperdiçou recursos. Os protestos parecem estar diminuindo. Dois dos juízes do painel de apelação foram nomeados por Trump durante seu primeiro mandato. Durante as audiências na terça-feira, todos os três juízes indicaram que os presidentes têm ampla margem de manobra segundo a lei federal em questão e que os tribunais devem ser cautelosos ao intervir. O caso começou quando Newsom processou para bloquear a ordem de Trump e venceu inicialmente no tribunal federal com o juiz Charles Breyer, em San Francisco. Breyer concluiu que Trump ultrapassou sua autoridade legal, que, segundo ele, só permite aos presidentes assumir o controle da Guarda em tempos de “rebelião ou perigo de rebelião”. "As manifestações em Los Angeles estão longe de serem uma ‘rebelião’", escreveu Breyer, nomeado por Bill Clinton e irmão do juiz aposentado da Suprema Corte, Stephen Breyer. O governo Trump, no entanto, argumentou que os tribunais não podem questionar decisões presidenciais desse tipo e conseguiu rapidamente uma suspensão temporária na Corte de Apelações. ** Com AFP **
- Candidato à prefeitura de Nova York é preso por agentes de imigração
NOVA YORK - O candidato à prefeitura de Nova York, Brad Lander, foi detido pelo ICE por algumas horas nesta terça-feira, 17, após tentar impedir a detenção de um imigrante que saía de uma audiência do tribunal de imigração no sul de Manhattan. O atual controlador da cidade aparece em imagens que viralizaram nas redes sociais sendo algemado pelos agentes federais. “Vocês não têm autoridade para deter um cidadão americano”, disse Lander aos policiais. Alguns deles estão com o rosto coberto por máscaras. “Não estou obstruindo ninguém, estou aqui no corredor e estou solicitando ver uma ordem de detenção”, completou. A esposa de Lander confirmou que ele foi detido no X. “Olá, aqui quem fala é Meg Barnette, esposa do Brad. Ele foi capturado por agentes mascarados e preso pelo ICE enquanto escoltava um imigrante para fora de um tribunal de imigração no Federal Plaza 26 (prédio do governo federal americano em Nova York). Isso ainda está se desenvolvendo e nossa equipe está monitorando a situação de perto”, disse em uma postagem feita no perfil oficial do controlador. O caso foi considerado “profundamente inaceitável” pela procuradora-geral de Nova York Letitia James. “Prender o controlador Lander simplesmente por ter defendido imigrantes e seus direitos civis constitui um terrível abuso de poder”, afirmou em comunicado. Um protesto foi organizado em frente ao prédio em que ele estava detido, até que fosse solto. Após a pressão de apoiadores e membros do Partido Democrata, Lander foi liberado. Brad Lander é o terceiro colocado nas primárias democratas para a prefeitura de Nova York. Ele está atrás do ex-governador Andrew Cuomo e de Zohran Mamdani. Os adversários também condenaram sua detenção. Nas últimas semanas, imigrantes que compareceram a audiências com juízes federais estão sendo detidos por agentes do ICE logo depois dos julgamentos, ao deixarem as salas.
- Universitária brasileira é presa pelo ICE no Colorado
Caroline estuda enfermagem na Universidade de Utah com bolsa por mérito (Foto: Divulgação) AURORA - Caroline Dias Gonçalves, de 19 anos, enfrenta nesta quarta-feira, 18, uma audiência de fiança para deixar o centro de detenção para imigrantes em Aurora, no Colorado. A estudante de enfermagem é mais uma jovem que migrou com os pais brasileiros ainda criança e levava uma vida dr americana até ser detida pelo ICE. Assim como Caio e Marcelo, em Massachusetts, o sonho de Caroline virou pesadelo quando ela saiu de casa em Lehi, Utah, para visitar amigos no Estado vizinho no dia 5 de junho. Leia também: Juiz libera jovem de 18 anos preso pelo ICE em Milford "Ela foi parada por um policial, que disse que ela estava dirigindo próxima demais a um grande caminhão. Esse policial deixou ela ir embora apenas com um aviso, mas pouco depois ela foi parada novamente por um agente do ICE, que então a deteve", conta Gaby Pacheco, CEO da TheDream.US, organização sem fins lucrativos, através da qual Caroline conseguiu uma bolsa por mérito para estudar na Universidade de Utah. Segundo uma reportagem da KSL TV sobre o caso, a prisão de Caroline deve gerar uma investigação no Colorado, devido à suspeita de colaboração entre a polícia local e o serviço de imigração. "Isso é incomum e beira a ação inconstitucional... Nenhum mandado de prisão foi emitido e o ICE a deteve sem solicitar identificação", disse Jonathan M. Hyman, o advogado de Caroline. "Detenções inconstitucionais estão sujeitas a moções para encerrar os processos e, neste caso, deter uma estudante universitária sem antecedentes criminais e sem mandado não será bem visto", argumentou Hyman. Em um comunicado à KSL, o gabinete do xerife do Colorado afirmou: "Não investigamos o status de residência de acordo com a lei do Colorado... e estamos conduzindo uma revisão administrativa completa para garantir que agimos de acordo com nossas políticas e o estatuto do Colorado". Pedido de asilo A mais nova de quatro irmãos, Caroline vive nos Estados Unidos desde os 7 anos. Segundo a reportagem do The Salt Lake Tribune, a família entrou no país com um visto turista, mas permanceu além do prazo permitido de seis meses. Há três anos, a família entrou com pedido de asilo e ainda aguardava uma decisão. Ao solicitar o asilo, Caroline e seus pais receberam permissões para trabalhar, carteiras de habilitação "limitadas" e números de seguridade social. Não está claro sob que argumentos do processo, mas ao The Salt Lake Tribune um parente de Caroline disse que a família migrou após passar por situações de violência no Brasil, incluindo assaltos e terem sido feitos reféns por criminosos. Procurado, o Itamaraty afirmou que a família de Caroline ainda não havia entrado em contato com o Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles, que atende a região onde ocorreu o caso. A pasta, no entanto, disse que buscaria mais informações sobre a situação da jovem, após ser informada sobre o caso pela BBC News Brasil. Não foi possível fazer contato com os pais de Caroline. Eles não estão falando com a imprensa com receio das próximas ações dos agentes federais. A reportagem também pediu informações ao ICE por e-mail. A agência confirmou o recebimento da mensagem, mas não enviou uma resposta aos questionamentos até a publicação desta reportagem. Mobilização Após a detenção da estudante, amigas organizaram uma coleta de doações para ajudar a família a arcar com os custos com o advogado e a possível fiança. Até a noite desta terça-feira, a contribuição passava de US$ 26 mil, acima da meta de US$ 20 mil. A TheDream.US também lançou um comunicado público sobre o caso e realiza uma abaixo-assinado pela liberdade de Caroline, que já conta com mais de 5,140 assinaturas. Prisão e controvérsia Caroline conversava por viva-voz com sua amiga Maddie quando foi parada na estrada por um policial do Colorado. A amiga então pôde ouvir todo o diálogo, quando Caroline foi parada pela primeira vez pelo policial que disse que ela estava dirigindo perto demais de um caminhão. O policial pediu a ela sua identidade e os documentos de seguro do carro, e ela saiu do veículo e ficou esperando por cerca de 40 minutos enquanto ele checava a documentação. Em dado momento, o policial teria perguntado a Caroline de onde ela era, porque ele podia ouvir um sotaque. "Mas ela não tem sotaque algum, ela soa muito, muito americana", observa Megan. Ela disse que era do Utah, mas o policial insistiu, perguntando onde ela nasceu, e Caroline contou então que era do Brasil. Pouco depois, o policial deixou ela ir, apenas com um aviso. As duas continuaram a conversa e Caroline disse que tinha que desligar porque estava sendo parada novamente. Depois disso, o telefone de Caroline foi desligado e sua localização ficou paralisada em meio à rodovia. Após três horas sem notícias da amiga, Megan foi à casa dos pais de Caroline e, enquanto estava lá, a amiga ligou contando que havia sido presa e pedindo desculpas aos pais. A família ficou sem notícias da estudante até o sábado, quando descobriram que ela estava detida no centro de detenção de imigrantes em Aurora. Desde então, ela tem falado por telefone diariamente com a família — que precisa enviar dinheiro para o centro de detenção para ela poder fazer as ligações. "Ela contou que está numa cela com 17 outras pessoas, mas que as pessoas são muito amigáveis. A maioria são mulheres mais velhas, e para ela é um pouco difícil, pois todas falam espanhol e ela não. Apenas algumas pessoas mais jovens falam inglês", conta Megan. "Ela também disse que não gosta da comida, porque eles servem apenas tacos e burritos o dia todo e ela não gosta muito disso." ** Com Agências **
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