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  • EUA surpreendem e criam 147 mil empregos em junho

    WASHINGTON - A economia dos Estados Unidos criou 147 mil empregos em junho, em termos líquidos, segundo relatório publicado nesta quinta-feira, 3, pelo Departamento do Trabalho. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam criação de 70 mil a 160 mil vagas, com mediana de 110 mil. O relatório, também conhecido como payroll, é a principal métrica do mercado de trabalho dos EUA. Também houve surpresa no desempenho da taxa de desemprego, que caiu de 4,2% em maio para 4,1% em junho e, assim, contrariou as expectativas dos participantes do mercado, que esperavam um aumento do desemprego para 4,3%. A taxa de participação da mão de obra também recuou, ao passar de 62,4% em maio para 62,3% no mês passado. ** Com AE **

  • Migrante deportado por engano dos EUA narra espancamento e tortura psicológica em El Salvador

    WASHINGTON - Kilmar Abrego Garcia, que foi preso nos Estados Unidos e deportado por engano para seu país natal, El Salvador, relatou à Justiça ter sido vítima de maus-tratos na penitenciária de segurança máxima em que ficou detido, conhecida por abrigar membros de gangues. No processo, apresentado à Corte Distrital de Maryland na quarta-feira (2), os advogados dizem que ele foi espancado, passou por tortura psicológica e ficou em uma cela superlotada no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), controversa prisão construída pelo presidente salvadorenho, Nayib Bukele. Uma mulher de cabelos grisalhos e óculos escuros segura um cartaz que diz 'KIDNAPPED by I.C.E.' com uma foto de um homem. O nome no cartaz é 'Kilmar Abrego Garcia'. Ao fundo, outras pessoas também estão presentes, algumas segurando bandeiras e cartazes. Garcia foi detido em março de 2025 por agentes do ICE, o serviço de imigração americano, enquanto dirigia com seu filho no estado de Maryland. Três dias depois, sem aviso prévio, processo legal ou audiência, ele foi deportado para El Salvador —país de onde havia fugido ainda adolescente em decorrência da violência de gangues. A deportação ocorreu apesar de uma ordem judicial vigente que proibia sua remoção do território americano. O governo dos EUA posteriormente admitiu que o episódio foi resultado de um erro administrativo. O documento apresentado à Justiça afirma que o migrante perdeu 14 quilos nas duas primeiras semanas em que ficou preso. Segundo o relato, Garcia foi forçado a ficar de joelhos, ao lado de outros detentos, por nove horas seguidas assim que chegou ao local. Se alguém caísse por exaustão, era agredido pelos guardas, ainda de acordo com o processo. Além disso, os advogados afirmam que ele ficou em uma cela superlotada sem janelas, com luzes acesas 24 horas por dia e acesso mínimo a condições de higiene. As acusações também falam em privação de sono, alimentação inadequada e tortura psicológica. Após cerca de uma semana, segundo o documento, doze detentos que tinham tatuagens relacionadas a gangues foram transferidos para outra cela —os advogados de Garcia negam que ele tenha qualquer vínculo com facções criminosas. O processo afirma que os guardas ameaçaram transferir Garcia para uma das celas com membros das facções —segundo o documento, ele presenciou diversas agressões violentas entre membros de gangues, sem qualquer intervenção por parte dos guardas. Garcia foi devolvido aos EUA no mês passado e está preso desde então enquanto aguarda julgamento do caso. Ele agora é acusado de transportar imigrantes em situação irregular dentro dos EUA em um esquema que teria durado quase dez anos e que teria tido o envolvimento da facção salvadorenha MS-13. A imprensa americana já havia relatado que Garcia foi detido, em novembro de 2022, em uma rodovia no estado do Tennessee dando carona para oito pessoas que não tinham bagagem —um indício de possível irregularidade. Ele foi liberado logo em seguida pela polícia. Sua defesa diz que as acusações são falsas e que era comum que o salvadorenho, que trabalhava com construção civil, desse carona a colegas que viajavam em busca de trabalho. O caso se tornou um dos mais emblemáticos da campanha de Donald Trump para deportar o maior número possível de imigrantes em situação irregular. A proporção foi tamanha que Garcia recebeu uma visita na cadeia do senador do Partido Democrata Chris van Hollen, do estado de Maryland. Depois de negar o acesso do senador à prisão, o governo Bukele acabou permitindo que os dois se encontrassem no hotel onde o político se hospedava. O caso chegou à Suprema Corte dos EUA, que determinou que o governo Trump tomasse medidas para "possibilitar o retorno" de Garcia ao país. O termo vago virou alvo de disputa entre a Casa Branca, a oposição e instâncias inferiores —o governo dizia que a decisão significava apenas que, se Garcia "se apresentasse" em uma fronteira americana, sua entrada "seria possibilitada", mas que o Executivo não tinha obrigação de fazer nada além disso. A decisão do Departamento de Justiça de devolvê-lo aos EUA para enfrentar acusações criminais pode ser interpretada como uma possível saída para o governo Trump de seu crescente confronto com o judiciário, que questiona se a gestão teria cumprido, ou não, uma ordem para facilitar o retorno de Garcia. Os críticos do presidente republicano dizem que sua rápida remoção sem uma audiência mostrou que o governo priorizou o aumento das deportações em detrimento do devido processo legal, o princípio fundamental de que as pessoas nos EUA, sejam elas cidadãs ou não, podem contestar as ações governamentais contra elas nos tribunais. **Com AF **

  • Avião militar dos EUA leva brasileiros deportados para Minas Gerais

    Ministério de Direitos Humanos afirma que algemas foram retiradas 25 minutos antes do pouso BELO HORIZONTE - A chegada do 12° voo de brasileiros deportados dos Estados Unidos no Brasil nesta terça-feira, 1, chamou atenção pelo novo modus operandi. O avião da Força Aérea americana pousou com 46 brasileiros no início da tarde no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, Minas Gerais. Até então os brasileiros eram transportados em voos comerciais fretados pelos EUA e desde janeiro aterrissavam em Fortaleza, no Ceará, para evitar que os nacionais sobrevoassem o país algemados. Leia também: Brasileiros deportados foram agredidos a pauladas durante voo O uso de uma aeronave militar foi "em caráter excepcional" a pedido do governo americano para reduzir o tempo de detenção dos imigrantes, esclareceu a o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). A pasta explicou ainda que a escolha do Aeroporto Internacional de Confins "como ponto de desembarque levou em consideração a autonomia da aeronave e a predominância de passageiros oriundos do estado de Minas Gerais". De acordo com o site Aeroin, o recente contingenciamento orçamentário deixou as Forças Aéreas Brasileiras (FAB) sem recursos para continuar realizando o traslado dos nacionais de Fortaleza para BH. Na última operação, inclusive, o governo pagou passagens de ônibus e voos comerciais para aqueles que não tinham condições financeiras de chegar ao seu destino final. Ao G1, o MDHC afirmou que as algemas foram retiradas dos brasileiros 25 minutos antes do pouso em BH. Eles estavam desacompanhados, não tinham pendências com a Justiça do Brasil nem apresentavam problemas de saúde No terminal de Confins, foi montada uma estrutura para receber 34 mulheres e 12 homens. Além do acolhimento inicial, eles passaram por triagem da Polícia Federal, avaliação médica e receberam orientações para retorno às cidades de origem. Mais de 1.200 pessoas foram repatriadas esse ano, segundo dados do governo federal. ** Com Agências **

  • Trump lança perfumes com seu nome e recebe críticas

    Lançamento de perfumes de Trump retoma debate de coflito de interesse do magnata WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está adicionando fragrâncias à crescente lista de produtos que levam seu nome, levantando novas questões sobre o uso do púlpito presidencial para anunciar produtos que enriquecem ele e sua família. O ex-magnata do mercado imobiliário de Nova York, que retornou à Casa Branca em janeiro para seu segundo mandato, anunciou esta semana que uma nova colônia da marca Trump para homens e um perfume para mulheres estavam disponíveis para compra. "As fragrâncias Trump chegaram. Elas se chamam 'Victory 45-47' porque são sobre Vitória, Força e Sucesso", escreveu ele em sua conta no Truth Social na segunda-feira. Trump, um republicano, foi o 45º presidente dos EUA de 2017 a 2021 e se tornou o 47º presidente do país com sua vitória em 2024. As fragrâncias vêm em uma caixa preta com letras douradas para os homens e uma caixa vermelha com letras douradas para as mulheres. Os recipientes das fragrâncias lembram miniestátuas de Trump. A reação online foi rápida, com críticos acusando o presidente de corrupção. "Nunca houve, e acredito que nunca houve na história americana, alguém que roubasse tanto às claras — trapaça e corrupção", disse o senador norte-americano Mark Warner, da Virgínia, em um vídeo compartilhado no X. O senador Peter Welch, democrata de Vermont, observou que Trump estava anunciando as fragrâncias enquanto os republicanos tentavam reduzir os benefícios do Medicare para norte-americanos de baixa renda em seu projeto de lei orçamentária. "Os democratas do Senado estão lutando para impedir que o presidente Trump exclua 17 milhões de pessoas de seus planos de saúde e ele está promovendo sua linha de fragrâncias", disse Welch no X. A Casa Branca se recusou a comentar as críticas. As fragrâncias são os produtos mais recentes revelados pela família Trump. Em junho, a empresa familiar licenciou o nome para lançar um serviço US Mobile e um smartphone de US$499. O telefone foi promovido como elegante e dourado, a cor preferida de Trump. O presidente disse que colocou seus interesses comerciais em um fundo administrado por seus filhos para evitar conflitos de interesse, mas a renda desses empreendimentos comerciais acabará enriquecendo o presidente, que está no topo de uma série de empresas da família Trump. Trump recebe renda de acordos de licenciamento, projetos de criptomoedas, clubes de golfe e outros empreendimentos. Ele também vendeu um tênis de ouro e uma "Bíblia Deus abençoe os EUA". ** Com Reuters **

  • Homem é condenado por planejar morte de agentes do FBI

    Edward Kelley recebeu o perdão presidencial pela invasão do Capitólio WASHINGTON - Um homem que participou do ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA foi condenado à prisão perpétua nesta quarta-feira por conspirar para matar os agentes do FBI que o investigavam, de acordo com o Departamento de Justiça dos EUA e registros judiciais. Edward Kelley foi condenado em novembro por conspiração para assassinar funcionários federais, solicitação para cometer um crime de violência e influenciar um funcionário federal por meio de ameaça, mostram registros judiciais. Os promotores alegaram que Kelley, juntamente com outro homem, planejava atacar o escritório de campo do FBI em Knoxville, Tennessee, usando carros-bomba e dispositivos incendiários acoplados a drones. Ele foi gravado discutindo planos para "destruir o escritório deles" caso fosse preso, de acordo com um comunicado do Departamento de Justiça. Os promotores alegaram que Kelley elaborou uma "lista de assassinatos" de agentes federais baseados na área e também discutiu o assassinato de funcionários do FBI em suas casas ou espaços públicos. Seu co-réu, Austin Carter, declarou-se culpado no complô e deve ser sentenciado em agosto. Kelley também foi considerado culpado de várias acusações, incluindo agressão a policiais, em um caso separado por seu papel na invasão do Capitólio. O caso foi arquivado em janeiro, antes de sua sentença, como parte da ampla concessão de clemência do presidente Donald Trump a todas as quase 1.600 pessoas acusadas criminalmente pelo ataque. O ataque ao Capitólio foi uma tentativa fracassada dos apoiadores de Trump de bloquear a certificação do Congresso da derrota de Trump para o democrata Joe Biden na eleição presidencial de 2020. Kelley argumentou que o perdão de Trump deveria se estender ao caso no Tennessee, pois estava relacionado à sua conduta no Capitólio. O Departamento de Justiça, durante o segundo governo Trump, se opôs a essa iniciativa, e um juiz posteriormente rejeitou seu argumento. ** Com Reuters **

  • Trump diz que Vietnã ‘abrirá mercado’ com tarifa zero e pagará até 40% sobre exportações aos EUA

    Acordo é considarado uma vitória de política tarifária de Trump WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 2, que firmou um novo acordo comercial com o Vietnã que prevê tarifas de 20% sobre todos os produtos vietnamitas exportados aos EUA e de 40% sobre reexportações do país. Em contrapartida, segundo o republicano, o Vietnã abriria integralmente seu mercado para produtos americanos, com isenção total de tarifas. “Os termos são os seguintes: o Vietnã pagará aos EUA uma tarifa de 20% sobre todos os bens enviados ao nosso território, e uma tarifa de 40% sobre qualquer reexportação (transshipping)”, escreveu Trump na rede Truth Social. “Em troca, o Vietnã fará algo que nunca fez antes: concederá aos Estados Unidos acesso total ao seu mercado para fins comerciais.” Segundo Trump, “eles vão ‘abrir seu mercado aos Estados Unidos’, o que significa que poderemos vender nossos produtos no Vietnã com tarifa zero”. Trump também aproveitou para promover a indústria automobilística americana. “Na minha opinião, o SUV, ou, como às vezes é chamado, veículo de motor grande, que faz tanto sucesso nos Estados Unidos, será uma adição maravilhosa às diversas linhas de produtos disponíveis no Vietnã”, escreveu. ** Com Reuters **

  • Juiz bloqueia proibição de asilo de Trump na fronteira dos EUA com México

    Decisão da Justiça garante direito de estrangeiros de pedir refúgio nos EUA WASHINGTON - Um juiz federal bloqueou nesta quarta-feira, 2, a proibição de asilo determinada pelo presidente Donald Trump na fronteira entre Estados Unidos e México. Segundo o magistrado, o republicano excedeu sua autoridade ao publicar um decreto declarando a imigração ilegal uma emergência e suspendendo os processos legais existentes. O juiz Randolph Moss afirmou, em um parecer de 128 páginas, que a proclamação de Trump de 20 de janeiro, que impedia todos os migrantes "envolvidos na invasão da fronteira sul" de solicitar asilo ou outras proteções humanitárias, ultrapassou o Poder Executivo do presidente. A decisão representa um revés para Trump, que reconquistou a Casa Branca prometendo uma vasta repressão à imigração. A União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu, na sigla em inglês) contestou a proibição de Trump, em fevereiro, em nome de três organizações que atuam com direitos humanos, além de migrantes que tiveram o acesso ao asilo negado, argumentando que a ampla proibição violava as leis dos EUA e os tratados internacionais. As restrições de fronteira de Trump são mais severas do que proibição imposta pelo ex-presidente Joe Biden em 2024. Partes importantes da proibição do democrata foram bloqueadas por um outro juiz federal em maio, em uma ação também liderada pela Aclu. Moss disse que sua decisão entrará em vigor em 14 dias para permitir que o governo Trump recorra. A sentença se aplica aos migrantes que estavam sujeitos à proibição de Trump ou que ainda poderiam ser incluídos nessa categoria. O magistrado decidiu que nem a lei federal de imigração nem a Constituição dos EUA davam a Trump a autoridade para desconsiderar as leis e regulamentos existentes que regem o processo de asilo, mesmo que impedir a imigração ilegal apresentasse "enormes desafios". A Casa Branca, o Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna dos EUA não responderam aos pedidos de comentários feitos pela Reuters. Lee Gelernt, advogado da ACLU que trabalha no processo, disse que a decisão ajudaria a garantir proteção aos migrantes que fogem do perigo. "O presidente não pode simplesmente ignorar as leis aprovadas pelo Congresso dizendo que os requerentes de asilo são invasores", disse Gelernt. ** Com Reuters **

  • Trump 'inaugura' prisão para imigrantes em área cercada por animais selvagens

    Trump debochou e disse que iria ensinar os imigrantes a escaparem dos jacarés (Foto: White House) TALLAHASSEE - O presidente Donald Trump inaugurou nesta terça-feira, 1, uma nova e controversa prisão de imigrantes em pleno coração dos pântanos da Flórida. O centro de detenção, apelidado de “Alcatraz dos Jacarés”, foi erguido em uma área isolada e repleta de vida selvagem, no território dos Everglades, e já provoca reações intensas de ambientalistas e defensores dos direitos humanos. Instalada em um antigo campo de pouso, a instalação federal cercada por mangues e cursos d’água tem como vizinhos naturais cerca de 200 mil jacarés. A localização foi escolhida justamente por sua inacessibilidade, segundo a Casa Branca, que abraçou o apelido inspirado na antiga prisão de Alcatraz, em São Francisco, na Califórnia. “É um lugar isolado, com uma única estrada de acesso e cercado por uma natureza hostil. A ideia é garantir que ninguém consiga fugir”, declarou a secretária de imprensa Karoline Leavitt. Quando questionada sobre o papel dos jacarés, ela ironizou: “Se você está lidando com assassinos e estupradores, ter jacarés por perto certamente ajuda a manter a ordem”. O presidente também debochou dos imigrantes quando foi questionado por imigrantes se a ideia por trás do centro de detenção era que as pessoas que escapassem dele fossem alcançadas por jacarés ou cobras. "Isso não é um bom negócio. Cobras são rápidas, mas jacarés... Vamos ensiná-los a fugir de um jacaré, ok? Se eles escaparem da prisão, como fugir. Não corram em linha reta. Corram assim. E sabem de uma coisa? Suas chances aumentam cerca de 1%". White House divulga vídeo de visita de Trump ao Alcatraz dos Jacarés nesta terça-feira Trump elogiou a rápida construção da instalação enquanto examinava fileiras de dezenas de beliches vazios, presos em gaiolas, e alertou sobre as condições ameaçadoras ao redor da instalação. "Olhei para fora e não é um lugar para onde eu queira ir tão cedo", disse Trump em uma mesa redonda após sua visita. "Estamos cercados por quilômetros de pântanos perigosos, e a única saída é a deportação." O complexo no sul da Flórida, no Aeroporto de Treinamento e Transição Miami-Dade Collier, pode abrigar cerca de 5 mil pessoas, segundo estimativas das autoridades. O governador da Flórida, Ron DeSantis, disse que enviará 100 soldados da Guarda Nacional para lá e que as pessoas poderão começar a chegar às instalações já na quarta-feira. Apesar do discurso oficial focar em criminosos perigosos, muitas das pessoas detidas nas operações recentes não têm antecedentes criminais — o que gerou críticas de organizações humanitárias, que apontam o centro como um símbolo de desumanização. A estrutura, composta por tendas e módulos temporários, consumirá cerca de US$ 450 milhões por ano dos cofres da Flórida. O Estado pretende buscar parte desse valor junto à FEMA, agência federal que atua em emergências. As autoridades locais defendem a medida como necessária e econômica. “A fauna local ajuda a reduzir os custos com segurança”, disse o secretário de Justiça da Flórida, James Uthmeier. Especialistas ambientais condenam a instalação da prisão em uma área sensível dos Everglades, reconhecida por sua biodiversidade e vulnerabilidade ecológica. Já grupos de direitos civis acusam o governo de tratar a imigração como caso de guerra. Para Mark Fleming, advogado do National Immigrant Justice Center, a iniciativa escancara o desprezo do governo pelos direitos dos migrantes. “É um centro improvisado, sem estrutura adequada, construído no meio de um pântano sob um calor extremo. Isso não é política migratória, é punição”, criticou. ** Com Agências **

  • Brasileira é indiciada após deixar crianças sozinhas no carro em CT

    Talilta deixou crianças no carro para ir até o Walmart NAUGATUCK - A brasileira Talita Sonia de Carvalho Silva, 30 anos, responde por três acusações contra menores após deixar os filhos trancados no carro quando fazia um calor escaldante na semana passada em Naugatuck, em Connecticut. Talita foi liberada sob fiança de US$ 10 mil e deve comparecer ao Tribunal Superior de Waterbury em 9 de julho. Ela foi presa e indiciada por duas acusações de risco de lesão a menor, duas por negligência e duas por deixar uma criança menor de 12 anos sem supervisão em um veículo. Segundo o Boletim de Ocorrência da quarta-feira (29), as crianças - uma de 8 anos e outra de 1 mês - ficaram no veículo no estacionamento do Walmart enquanto Talita entrou na loja. O alarme do carro disparou quando a criança tentou abrir a porta, contaram testemunhas que acionaram as autoridades. Os policiais encontraram as crianças "chorando e suando muito". Elas foram levadas ao hospital para avaliação, afirma o relatório da polícia de Naugatuck. Talita se aproximou do carro quando a polícia estava no local e foi presa. “Esta prisão destaca a importância de nunca deixar crianças dentro de um carro quente. Mesmo em um dia ameno, o interior de um carro pode atingir temperaturas fatais em minutos. O corpo de uma criança esquenta de 3 a 5 vezes mais rápido do que o de um adulto e a insolação pode ocorrer rapidamente”, alerta polícia de Naugatuck em um comunicado em sua página do Facebook. Internautas comentaram que Talita é natural de Guanhães, em Minas Gerais. A reportagem não conseguiu contato com a defesa da brasileira até a publicação dessa reportagem. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Governo Trump estuda processar CNN por reportagem sobre aplicativo de imigração

    O ICEBlock é o terceiro aplicativo gratuito mais popular no IPhone nos EUA WASHINGTON - O governo Trump disse nesta terça-feira, 1, que está analisando se a CNN pode ser processada devido à sua reportagem sobre um aplicativo para iPhone que alerta os usuários sobre a presença de agentes do ICE em determinadas áreas. O ICEBlock é o terceiro aplicativo gratuito mais popular na loja de aplicativos da Apple nos Estados Unidos. O diretor interino do ICE, Todd Lyons, avalia que o aplicativo pode aumentar o risco de agressão contra agentes norte-americanos. A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, ao lado do presidente norte-americano, Donald Trump, em um acampamento de detenção de imigrantes na Flórida, disse que está trabalhando com o Departamento de Justiça para ver se a CNN pode ser processada pela reportagem sobre o aplicativo. "Por mim, tudo bem", disse Trump, referindo-se a processar a CNN norte-americana. Um porta-voz da CNN, de propriedade da Warner Bros Discovery (NASDAQ:WBD), afirmou em um comunicado: "Esse é um aplicativo que está disponível publicamente para qualquer usuário de iPhone que queira baixá-lo. Não há nada de ilegal em relatar a existência desse ou de qualquer outro aplicativo, nem tal reportagem constitui promoção ou outro endosso do aplicativo pela CNN." Os representantes da Apple não responderam de imediato a um pedido de comentário. Noem acusou a CNN de interferir nas operações de aplicação da lei. "O que eles estão fazendo é encorajar ativamente as pessoas a evitar as atividades e operações de aplicação da lei", disse Noem a repórteres durante a visita ao acampamento em Ochopee, nos Everglades, sem citar qualquer lei específica que a CNN supostamente tenha violado em sua reportagem. A Primeira Emenda da Constituição dos EUA protege os direitos à liberdade de expressão. ** Com Reuters **

  • EUA colocam na mira imigrantes naturalizados que cometeram crimes

    Prática que já existe deve ser intensificada por advogados do DOJ WASHINGTON - Um memorando do Departamente da Justiça (DOJ) dos Estados Unidos afirma que anular a cidadania de imigrantes que cometem "determinados crimes" é uma das cinco prioridades da vara cível da pasta. "A Divisão Cível priorizará e buscará, ao máximo, os processos de desnaturalização em todos os casos permitidos por lei e comprovados", escreveu o Procurador-Geral Adjunto, Brett A. Shumate. Segundo o texto publicado no dia 11 de junho, o objetivo é desnaturalizar aqueles que o benefício de forma ilegal ao mentir sobre condenações criminais ou filiações a grupos contraventores. O documento destaca que os alvos são pessoas envolvidos em crimes de guerra, abusos de direitos humanos, membros de gangues e criminosos reincidentes. Tal prática já é usual, mas agora os advogados do DOJ ganham autonomia para iniciar os processos de revisão de cidadania, inclusive por fraudes em formulários de imigração ou crimes financeiros. Atualmente, cerca de 25 milhões de cidadãos americanos nasceram no exterior e ativistas pró-imigrantes temem que eles não tenham acesso à defesa uma vez que processos cíveis tem menos garantias legais. Os envolvidos passam a não ter direito a um advogado público e com um ônus de prova mais leve que o de processos criminais. A desnaturalização foi uma tática amplamente utilizada durante o final dos anos 40 quando havia um movimento de caçada aos comunistas nos EUA. O método foi expandido durante a administração Barack Obama (democrata) e estendida para o primeiro mandato de Donald Trump (republicano). ** Com Agências **

  • Senado dos EUA aprova projeto de lei orçamentário de Trump

    Texto volta para Câmara dos Deputados que deve aprovar mudanças antes de chegar a Trump WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira , 1, por uma pequena margem, o projeto de lei orçamentário promovido pelo presidente Donald Trump, que prevê redução de impostos e cortes de gastos, incluindo na cobertura médica. A aprovação ocorreu graças ao voto decisivo do vice-presidente dos EUA, JD Vance, depois que três republicanos - Rand Paul, Thom Tillis e Susan Collins - se juntaram aos 47 democratas e votaram "não", após uma longa batalha para garantir o apoio dos principais opositores ao texto. Com isso, o texto recebeu aval com uma votação com placar 51 a 50 votos. "Uau, música para meus ouvidos", celebrou Trump, ao receber a notícia durante uma mesa redonda em um centro de detenção de imigrantes na Flórida. "Eu também estava me perguntando como estamos indo, porque sei que este é o horário nobre, isso mostra que me importo com vocês", acrescentou o presidente, elogiando Vance. "Ele está fazendo um bom trabalho". Agora, a medida segue para a Câmara dos Representantes para a aprovação final do documento, antes de chegar na mesa de Trump para assinatura. Os líderes republicanos estão se esforçando para cumprir o prazo de 4 de julho imposto pelo magnata. O texto prevê a prorrogação de enormes créditos fiscais aprovados no primeiro mandato de Trump (2017-2021), elimina o imposto sobre gorjetas e inclui pelo menos US$ 70 bilhões adicionais para defesa e controle da imigração. De acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso, que avalia o impacto dos projetos de lei nas finanças públicas, é estimado um crescimento da dívida nacional em mais de US$ 3 trilhões até 2034. Confira abaixo os principais pontos do Big Beautiful Bill aprovado pelo Senado: Mudanças nos impostos O projeto prevê redução de impostos de aproximadamente US$ 4 trilhões, enquanto mantém muitos dos cortes aplicados por Trump em 2017. Entre os pontos de redução, estão: alíquotas menores de Imposto de Renda (IR); isenção temporária de impostos sobre gorjetas e horas extras; isenção sobre benefícios da Previdência Social para americanos acima de 65 anos; redução de impostos para empresas, incluindo deduções para pesquisa e investimento. Do lado da arrecadação, o texto propõe: elevar impostos sobre rendimentos de fundos universitários; impedir que imigrantes sem green card recebam créditos para planos de saúde; que o crédito infantil passe a ter regras mais rígidas — o que pode impactar 2 milhões de crianças. Cortes na saúde O projeto propõe regras mais rigorosas para o acesso ao Medicaid, programa destinado a pessoas de baixa renda. O objetivo é reduzir os custos da saúde pública. O destaque é a exigência de 80 horas de trabalho por mês para adultos sem filhos e sem deficiência terem direito ao benefício. O projeto também facilita que Estados cancelem a cobertura de beneficiários, exigindo mais documentação e eliminando quem não responder. Além disso, o texto altera regras do Obamacare, lei federal que ampliou o acesso a planos de saúde no país. As mudanças preveem novas exigências aos beneficiários, o que resultaria em uma economia de mais US$ 100 bilhões ao governo. A estimativa é que milhares de pessoas possam perder o seguro. Programas de energia limpa O projeto prevê o fim dos principais créditos fiscais da Lei de Redução da Inflação para energia limpa, aprovada durante o governo do democrata Joe Biden, que geraram US$ 841 bilhões em investimentos nos EUA. Além disso, conforme o texto, o crédito de US$ 7,5 mil para carros elétricos acabaria até o fim de 2025. O jornal The New York Times afirma que, com o projeto, incentivos gerais para fontes como vento, solar, baterias e geotérmica seriam encerrados, com poucas exceções. Cortes em programa de alimentação A proposta também modifica o Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), com o objetivo de reduzir custos. O benefício, que atende cerca de 42 milhões de pessoas de baixa renda, passará a ter critérios de acesso mais rígidos. O Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA estima que aproximadamente 3 milhões de pessoas perderiam o acesso ao benefício devido às novas exigências. Gastos militares e anti-imigração O projeto reserva US$ 150 bilhões para a área de defesa, incluindo investimentos em construção naval e no sistema de defesa espacial “Golden Dome” proposto por Trump, segundo o New York Times. Além disso, propõe investimentos de US$ 175 bilhões na agenda anti-imigração de Trump. Os recursos seriam direcionados ao fortalecimento da fronteira no sul do país, à ampliação de patrulha e à construção de novas instalações. Cortes na educação O pacote prevê uma redução de US$ 330 bilhões em empréstimos estudantis ao longo dos próximos 10 anos. Além de cortar programas de pagamento vinculados à renda dos estudantes, o texto também impõe um limite anual aos empréstimos para cursos de pós-graduação. ** Com ANSA **

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