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- EUA suspendem política de retirada de sapatos em aeroportos
WASHINGTON - A Administração de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (TSA) não exigirá mais que os viajantes tirem os sapatos durante as verificações de segurança nos aeroportos do país, anunciou a secretária do Departamento de Segurança Interna, Kristi Noem, nesta terça-feira, 8, encerrando uma política impopular. "A chave da nossa abordagem é a segurança em camadas. Os passageiros continuarão passando por várias etapas de triagem. Eles também passarão pela verificação de identidade. E, de fato, a TSA obteve recentemente um sucesso fantástico com a implementação do Real ID", disse Noem. A norma de passar pela verificação de segurança descalço foi implementada para a verificação de explosivos em 2006. A regra foi implementada quase cinco anos após os ataques de 11 de setembro, quando Richard Reid, conhecido como o "bombista do sapato", usou fósforos na tentativa de detonar dispositivos explosivos escondidos em seus sapatos em um voo de Paris para Miami. "Com esta política, prevemos que os americanos, os viajantes e aqueles que chegam ao nosso país ficarão muito animados por não precisarem mais tirar os sapatos", disse Noem. ** Com Reuters **
- Suprema Corte dos EUA permite que Trump retome demissões em massa
WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos abriu caminho nesta terça-feira, 8, para que a Casa Branca retome os cortes em massa de empregos e a reestruturação de agências, elementos de sua campanha para reduzir e reformular o governo federal. Os juízes revogaram a ordem de 22 de maio que havia bloqueado demissões em larga escala. A ação, chamada de "redução de força", pode afetar milhares de empregos, enquanto as contestações correm em paralelo. Em fevereiro, o presidente Donald Trump anunciou uma "transformação crítica da burocracia federal" em uma ordem executiva orientando as agências a se prepararem para uma reforma governamental. O planejamento do republicano visa reduzir significativamente a força de trabalho federal e eliminar escritórios e programas contestados pelo governo. Diversos departamentos estão na mira como Agricultura, Educação, Comércio, Saúde e Serviços Humanos, Estado, Tesouro e mais de uma dúzia de outras agências dos EUA. Na decisão de maio, a juíza distrital Susan Illston escreveu que Trump excedeu sua autoridade ao ordenar a redução, ficando do lado de um grupo de sindicatos, organizações sem fins lucrativos e governos locais que desafiaram a administração. A decisão de Illston foi a mais ampla do gênero contra a reforma governamental buscada por Trump e pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), um ator fundamental na iniciativa do presidente republicano de cortar a força de trabalho federal. Anteriormente liderado pelo bilionário Elon Musk, o DOGE buscou eliminar empregos federais, reduzir e remodelar o governo dos EUA e erradicar o que considera "gastos desnecessários". Musk encerrou formalmente seu mandato no governo em 30 de maio e, posteriormente, teve uma desavença pública com Trump. Nova decisão suspende ordem de Illston O Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA, sediado em São Francisco, negou, em uma decisão em 30 de maio, o pedido do governo para suspender a decisão da juiza. A Justiça considerou que a administração não demonstrou que sofreria um dano irreparável se a ordem da juíza permanecesse em vigor. No entanto, a decisão do 9º Circuito motivou o pedido de emergência do Departamento de Justiça à Suprema Corte em 2 de junho para suspender a ordem de Illston, o que foi concedido nesta terça-feira (8). Os autores da ação haviam pedido a Suprema Corte para negar o pedido do Departamento de Justiça. Permitir que o governo Trump avance com sua "reorganização vertiginosa", escreveram, significaria que "programas, escritórios e funções em todo o governo federal seriam extintos, agências seriam radicalmente reduzidas em relação ao que o Congresso autorizou, serviços governamentais essenciais seriam perdidos e centenas de milhares de funcionários federais perderiam seus empregos". Posicionamento da Suprema Corte Nos últimos meses, a Suprema Corte ficou do lado de Trump em alguns casos importantes que foram julgados em caráter emergencial desde que ele retornou ao cargo em janeiro. Esse posicionamento abriu caminho para que o governo Trump retomasse a deportação de migrantes para outros países. Em dois casos, permitiu que o governo encerrasse o status legal temporário anteriormente concedido por motivos humanitários a centenas de milhares de estrangeiros. A Corte também permitiu que Trump implementasse uma proibição de pessoas transgênero nas forças armadas dos EUA, bloqueou uma ordem judicial para que o governo recontratasse milhares de funcionários demitidos e apoiou duas vezes seu Departamento de Eficiência Governamental. ** Com Reuters **
- Número de mortes por enchentes no Texas passa de 100
HOUSTON - O número de mortos em decorrência das enchentes no Texas ultrapassou a marca de 100, enquanto as equipes de resgate trabalham pelo 4º dia seguido para socorrer vítimas e encontrar desaparecidos. Segundo balanço divulgado pelas autoridades locais nesta terça-feira, 8, as inundações, que começaram na sexta passada e já afetaram seis condados do Texas, deixaram ao menos 109 mortos até o momento. No condado de Kerr, o mais atingido, as autoridades locais contabilizaram 87 mortes, sendo 57 adultos e 30 crianças. Somente no Camp Mystic, acampamento de verão só para meninas no centro da tragédia, foram registradas 27 vítimas, incluindo adolescentes e instrutores. Outros condados relataram vítimas, incluindo sete mortes no Condado de Travis, seis em Kendall, quatro em Burnet, duas em Williamson e uma em Tom Green. O número de vítimas ainda deve aumentar, tendo em vista que os socorristas continuam buscando por cerca de 41 desaparecidos, de acordo com o governador do Texas, Greg Abbott. A lista inclui 10 meninas e uma monitora do camping. De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia americano (NWS, na sigla em inglês), as enchentes foram causadas pelo transbordamento do Rio Guadalupe, que cruza diversos condados do Texas. Na ocasião, o nível de água do rio subiu cerca de 9 metros em cerca de duas horas após uma intensa chuva. Esta é considerada uma das tragédias mais mortais do estado norte-americano nos últimos 100 anos. Apesar dos esforços em meio à previsão de mais chuva, crescem as controvérsias e os questionamentos sobre os supostos atrasos nos alertas, a falta de evacuações e os cortes no serviço meteorológico solicitados pelo então chefe do Departamento de Eficiência Governamental, Elon Musk. "Essas são acusações partidárias, e este não é o momento", declarou o senador republicano do Texas, Ted Cruz, ao evitar responder os questionamentos da imprensa. Enquanto a situação de emergência permanece elevada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve visitar o local do desastre na próxima sexta-feira (11), uma semana depois do início da tragédia. ** Com Ansa **
- EUA enfrentam pior epidemia de sarampo do século 21
Sarampo matou duas crianças nos EUA esse ano HOUSTON - No primeiro semestre os Estados Unidos já bateram o recorde de casos de sarampo no país em mais de 30 anos, segundo um balanço da Universidade Johns Hopkins divulgado na última semana. A doença altamente contagiosa havia sido erradicada nos EUA em 2000 graças à imunização. Um novo surto, no entanto, foi registrado em janeiro em uma zona rural do Texas, onde vive uma comunidade religiosa —menonita– população ultraconservadora e com uma taxa baixa de vacinação. A crise se agravou quando mais pessoas deixaram de se vacinar e a crescente desconfiança da população nas autoridades de saúde. De janeiro até o momento, foram confirmados 1.277 diagnósticos da doença, sendo 60% deles no estado do Texas. Esse é o maior número de contágios nos EUA desde 1992. Ao menos três pessoas —que não estavam vacinadas— morreram, entre elas, duas crianças pequenas. A última morte infantil por sarampo no país havia sido registrada em 2003, três anos após o a doença ter sido declarada oficialmente erradicada graças à vacinação. Enquanto o último surto foi registrado em 2019 em comunidades judaicas ortodoxas em Nova York e Nova Jersey, com 1.274 casos, mas sem mortes. Vários especialistas sustentam que o número real de casos está sendo subnotificado e expressaram preocupação com a falta de notificações. Entre os principais sintomas do sarampo estão problemas respiratórios e erupções cutâneas e, em alguns casos, complicações mais graves, como pneumonia e inflamação cerebral, que podem provocar sequelas graves e morte. O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr., foi acusado de agravar a situação por difundir informações falsas sobre a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola, por exemplo, ao afirmar que o imunizante é perigoso e contém restos de fetos. Após o surto nos EUA, países vizinhos também começaram a registrar alta da doença. O Canadá tem mais de 3.500 casos, incluindo uma morte, a maioria na capital Ontário. Já no México, foram contabilizados 2.600 casos e nove mortes, segundo a Opas (Organização Panamericana da Saúde). ** Com AP **
- Chuva ameaça Texas que já soma 82 mortos por enchentes
Previsão de chuva do Texas dificulta operações de resgate HUSTON - A busca por desaparecidos por enchentes repentinas no Texas entrou em quarto dia nesta segunda-feira, 7, enquanto as equipes de resgate enfrentavam a ameaça de mais chuvas e contabilizam 88 mortos. As autoridades locais advertiram que o número de óbitos deve aumentar. Os socorristas informaram que econtravam dez corpos das 27 meninas desaparecidas do acampamento próximo ao Rio Guadalupe que transbordou após chuvas torrenciais na região central do Texas na sexta-feira, feriado do Dia da Independência dos EUA. Todas já foram dadas como mortas pelo Camp Mystic. As autoridades disseram que mais de 850 pessoas foram resgatadas, incluindo algumas agarradas a árvores, depois que uma tempestade repentina despejou até 38 cm de chuva em Texas Hill Country, cerca de 140 km a noroeste de San Antonio. Não se sabe exatamente quantas pessoas na área seguem desaparecidas. Alguns especialistas questionaram se os cortes na força de trabalho federal, inclusive na agência que supervisiona o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), levaram as autoridades a não preverem com precisão a gravidade das enchentes e a não emitirem avisos apropriados antes da tempestade. O governo de Donald Trump realizou milhares de cortes de empregos na agência controladora do NWS, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), deixando muitos escritórios de meteorologia com falta de pessoal, denuncia o ex-diretor da NOAA, Rick Spinrad. Ele não afirma que os cortes de pessoal foram responsáveis pela falta de aviso prévio para as inundações extremas do Texas, mas sugere que inevitavelmente degradam a capacidade da agência de fornecer previsões mais exatas e oportunas. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que supervisiona a NOAA, reconhece que um alerta de inundação "moderado" emitido na quinta-feira pelo NSW não previu com precisão as chuvas extremas e diz que o governo Trump estava trabalhando para atualizar o sistema. Mais chuvas eram esperadas na área até o fim de segunda-feira. Desastre O desastre se desenrolou rapidamente na manhã de sexta-feira, quando uma chuva mais forte do que o previsto fez com que as águas do rio subissem rapidamente até 9 metros de altura. Trump assinou no domingo uma declaração de grande desastre para o Condado de Kerr, onde pelo menos 43 pessoas morreram e dezenas continuam desaparecidas em inundações após chuvas torrenciais. A declaração visa "garantir que nossos corajosos socorristas tenham imediatamente os recursos de que precisam. Essas famílias estão enfrentando uma tragédia inimaginável, com muitas vidas perdidas e muitas ainda desaparecidas", publicou Trump nas redes sociais. Anteriormente, o republicano havia delineado planos para reduzir o papel do governo federal na resposta a desastres naturais, deixando que os Estados assumam mais o ônus sozinhos. ** Com Reuters **
- Musk anuncia formação do Partido da América
Musk afirma ter criado Partido América para devolver a liberdade dos EUA WASHINGTON - A disputa entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu principal financiador de campanha, Elon Musk, tomou outro rumo turbulento no sábado, 5, quando o bilionário do setor espacial e automotivo anunciou a formação de um novo partido político, dizendo que a "grande e bela" lei tributária do republicano levaria o país à falência. Um dia depois de perguntar a seus seguidores em sua plataforma X se um novo partido político dos EUA deveria ser criado, Musk declarou em uma publicação no sábado: "Hoje, o Partido da América foi formado para devolver sua liberdade". "Por um fator de 2 para 1, vocês querem um novo partido político e o terão!", escreveu ele. O anúncio de Musk foi feito depois que Trump sancionou seu projeto de lei de corte de impostos e gastos Big Beautiful Bill na sexta-feira, ao qual Musk se opôs ferozmente. Musk, que se tornou o homem mais rico do mundo graças à sua empresa de automóveis Tesla e à sua empresa de satélites SpaceX, gastou centenas de milhões na reeleição de Trump e liderou o Departamento de Eficiência Governamental desde o início do segundo mandato do presidente, com o objetivo de reduzir os gastos do governo. Musk disse anteriormente que criaria um novo partido político e gastaria dinheiro para destituir os legisladores que apoiassem o projeto de lei. No início desta semana, Trump ameaçou cortar os bilhões de dólares em subsídios que as empresas de Musk recebem do governo federal. Os republicanos expressaram preocupação com o fato de que a rixa entre Musk e Trump poderia prejudicar suas chances de proteger sua maioria nas eleições parlamentares de meio de mandato de 2026. Perguntado no X qual foi a única coisa que o fez deixar de amar Trump e passar a atacá-lo, Musk disse: "Aumentar o déficit de um já insano US$ 2T sob Biden para US$ 2,5T. Isso levará o país à falência". ** Com Reuters **
- Trump anuncia tarifa de 10% contra 'países alinhados ao Brics
Após ameaça, China disse que Brics não busca "nenhum tipo de confronto" WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa adicional de 10% contra todos os países que se alinharam ao Brics, cuja reunião de líderes termina nesta segunda-feira, 7, no Rio de Janeiro. O grupo é formado por África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã e Rússia e, em uma declaração aprovada no domingo (6), criticou o "aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais", uma referência implícita aos EUA, embora sem citá-los nominalmente. "Qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do Brics será cobrado com uma tarifa adicional de 10%. Não haverá exceções a essa política", escreveu Trump em sua rede social, a Truth. O anúncio chega às vésperas da entrada em vigor das chamadas "tarifas recíprocas" divulgadas pelo presidente em abril passado, mas que foram suspensas até 9 de julho. "Estou feliz em anunciar que as cartas de tarifas dos Estados Unidos e/ou acordos com vários países de todo o mundo serão entregues a partir de segunda-feira, 7 de julho", ressaltou o republicano. Após a divulgação do tarifaço contra os membros do Brics, a China disse que o grupo não busca "nenhum tipo de confronto", que as "guerra comerciais não têm vencedores, e o protecionismo não oferece nenhuma porta de saída". Já o porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, afirmou que "a interação no âmbito do Brics nunca foi e nunca será voltada a um país terceiro". "São países que compartilham abordagens em comum e uma visão de mundo sobre como realizar a cooperação baseada nos próprios interesses", salientou. ** Com Ansa **
- Seis dos 95 deportados dos EUA são fugitivos da Justiça do Brasil
Avião pousou em Fortaleza no feriado americano de 4 de Julho FORTALEZA - O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) do Brasil confirmou a chegada de 95 brasileiros deportados dos Estados Unidos na sexta-feira, 4, no Aeroporto Internacional de Fortaleza, no Ceará. Seis eram procurados pela Justiça e foram detidos Polícia Federal ao desembarcar. Segundo a pasta, os nacionais do 13 ° voo fretado pela administração Trump esse ano "foram recebidos por uma estrutura de acolhimento humanizado que incluiu alimentação, kits de higiene pessoal e apoio psicossocial, além de acolhimento e encaminhamento para deslocamento para suas residências por meio terrestre" Do total de repatriados, 49 seguiram para Minas Gerais, sendo 24 em ônibus fornecido pelo governo federal, enquanto os demais permaneceram no Ceará ou foram encaminhados para outras regiões do país. Leia também: Avião militar dos EUA leva brasileiros deportados para Minas Gerais Esta foi a segunda ação de acolhimento desta semana, após operação excepcional em que uma aeornave das Forças Aéreas Americanas transportou 45 brasileiros para Belo Horizonte a pedido do governo dos EUA, informou o MDHC. Desde o dia 21 de julho, segue novo modelo de acolhimento, sem apoio de voos da FAB (Forças Aéreas Brasileiras) por falta de recursos. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Trump promulga Big Beautiful Bill
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promulgou nesta sexta-feira, 4, conforme tinha planejedo,a sua emblemática lei orçamentária, ao encerrar uma cerimônia do Dia da Independência na Casa Branca repleta de pompa e marcada por um desfile aéreo de bombardeiros B-2, usados nos ataques ao Irã. "É um bom momento", disse ele, enquanto assinava o documento com uma caneta grossa, cercado por dezenas de legisladores republicanos que se reuniram para apoiar a Big Beautiful Bill, como o presidente a batizou. Leia também: Câmara aprova projeto de Trump que reduz impostos e aumenta verba contra imigrantes "Estamos entrando na era dourada dos Estados Unidos", declarou.
- Enchentes nos EUA matam 13, deixam 20 crianças desaparecidas e 700 ilhadas
SAN ANTONIO - Tempestades e enchentes que atingiram nesta sexta-feira, 4, o rio Guadalupe, no estado americano do Texas, mataram pelo menos 13 pessoas, deixaram 20 crianças que participavam de um acampamento de verão desaparecidas e outras 700, ilhadas, disseram autoridades dos Estados Unidos. O condado de Kerr, a 105 quilômetros de distância da cidade de San Antonio, declarou estado de emergência devido às chuvas. Dalton Rice, administrador do condado, disse que a tempestade veio sem aviso e que as autoridades não tiveram tempo de emitir alertas de retirada à população afetada. "Nem mesmo o radar foi capaz de prever o que aconteceu. Foi em menos de duas horas", disse Rice à imprensa. O xerife do condado, Larry Leitha, afirmou que o número de mortos, que inclui crianças, ainda deve aumentar. Milhares de pessoas estão sem energia elétrica. O governo do estado acionou socorristas para procurar as 20 meninas desaparecidas. Elas faziam parte de um grupo de 700 crianças que participavam do acampamento cristão para meninas Camp Mystic, próximo ao rio Guadalupe, que transbordou ainda de madrugada. As outras crianças estão fora de perigo, mas permanecem ilhadas nas instalações do acampamento, disse a polícia, porque as estradas estão inacessíveis. O Camp Mystic está sem energia, água e sinal de internet. O rio Guadualupe subiu oito metros em 45 minutos, informaram as autoridades locais. Os bombeiros acionaram centenas de voluntários, 14 helicópteros e drones para procurar por pessoas ilhadas e resgatar as crianças do Camp Mystic. As tempestades devem permanecer intensas nos próximos dias. Desde quinta (3), as regiões de Kerr e Hunt, no rio Guadualupe, receberam 170 milímetros de chuva. O governo Donald Trump acionou a Guarda Costeira e a Agência Federal de Resposta a Desastres. De acordo com o New York Times, o Camp Mystic tem mais de cem anos e é um dos acampamentos cristãos mais tradicionais do Texas, oferecendo uma colônia de férias para meninas a partir dos nove anos de idade. A página do acampamento na internet diz que "o Camp Mystic tem o objetivo de oferecer às meninas um ambiente confortável e cristão no qual podem desenvolver autoestima e personalidade". ** Com Reuters **
- EUA enviarão 200 fuzileiros à Flórida para apoiar operações de imigração
TALLAHASSEE - O Exército dos Estados Unidos anunciou que enviará 200 fuzileiros navais à Flórida para fornecer suporte administrativo e logístico ao ICE. Os fuzileiros navais são a primeira onda de apoio do Comando Norte dos EUA para a missão da agência de imigração. "Os militares que participam desta missão desempenharão funções estritamente não relacionadas à aplicação da lei nas instalações do ICE", disse o Departamento de Defesa dos EUA em um comunicado. As funções dos fuzileiros se concentrarão em tarefas administrativas e logísticas. Eles estão especificamente proibidos de ter contato direto com indivíduos sob custódia do ICE ou de participar de qualquer aspecto da cadeia de custódia. Em junho, o Pentágono autorizou o envio de até 700 agentes do Departamento de Defesa para dar suporte ao ICE na Flórida, Louisiana e Texas. O presidente dos EUA, Donald Trump, também enviou 700 fuzileiros navais para Los Angeles em junho para proteger agentes de imigração durante operações para deter imigrantes ilegais nos Estados Unidos. As tropas foram enviadas para responder aos protestos contra as ações de imigração na cidade. O envio do batalhão de fuzileiros navais marcou uma escalada significativa no uso dos militares pelo presidente dos EUA como uma demonstração de força contra os manifestantes. ** Com Reuters **
- Câmara aprova projeto de Trump que reduz impostos e aumenta verba contra imigrantes
WASHINGTON - O "grande e belo" projeto de lei de Donald Trump foi aprovado pelo Congresso americano ao passar pela Câmara dos Representantes por 218 votos a 214 nesta quinta-feira, 3. Apenas dois dos votos contrários foram dados por membros do Partido Republicano, o mesmo de Trump. Eles faziam parte de um grupo de correligionários de Trump que havia prometido fazer frente ao projeto, mas a maioria foi convencida a aderir. Todos os democratas votaram contra. O projeto de lei de gastos e impostos de Trump havia sido aprovado pelo Senado na terça-feira (1) e já havia passado pela Câmara no final de maio, mas, como foi alterado pelos senadores, teve de voltar à Câmara. Agora, o Big Beautiful Bill será enviado para Trump para sanção, o que ele indicou que fará nesta sexta-feira (4), quando os Estados Unidos comemoram sua Independência. O projeto é extenso e aborda desde o Medicaid, programa de saúde para pessoas de baixa renda, e a Previdência Social até subsídios para alimentos e energia limpa. O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) estima que ele pode adicionar US$ 3,3 trilhões aos déficits federais nos próximos dez anos e deixar milhões sem cobertura de saúde. A Casa Branca contesta essa estimativa. Entre as medidas, estão: Torna permanentes os cortes de impostos do primeiro governo Trump. Em 2017, Trump aprovou uma legislação que reduziu impostos para empresas e pessoas físicas na maioria das faixas de renda. Essas medidas deveriam expirar em dezembro; Cria novos requisitos de trabalho para quem se inscrever em planos de saúde subsidiados pelo Medicaid e torna os critérios de elegibilidade mais rigorosos. O CBO afirma que essas medidas podem fazer com que quase 12 milhões de americanos fiquem sem assistência de saúde até o final da próxima década; Faz grandes cortes em programas de energia limpa. Empresas de energia eólica e solar terão isenções fiscais gradualmente reduzidas, e serão eliminadas isenções fiscais para painéis solares residenciais; Acaba com impostos sobre gorjetas. Cumprindo uma das principais promessas de campanha de Trump, o projeto permite que os trabalhadores deixem de pagar impostos sobre um determinado valor das gorjetas e horas extras que recebem; O projeto reserva US$ 150 bilhões para a área de defesa, incluindo investimentos em construção naval e no sistema de defesa espacial “Golden Dome” proposto por Trump; Além disso, prevê investimentos de US$ 175 bilhões na agenda anti-imigração para fortalecer a segurança da fronteira no sul do país, ampliar a patrulha e construir novas instalações de detenções. Aprovação 'coroa grande fase' de Trump "A aprovação deste projeto de lei vai muito além da soma de suas partes para Donald Trump", avalia Gary O'Donoghue, correspondente-chefe da BBC News na América do Norte, emendando que, com o episódio, o republicano demonstra mais uma vez que seu governo está em um ótimo momento. A votação desta quinta, ele continua, "consolida alguns de seus principais objetivos em relação aos cortes de impostos e à política de imigração, mas também representa a coroação de seu controle total do Partido Republicano no Congresso e do país." Apesar das objeções de parte dos parlamentares republicanos, Trump convenceu alguns a irem contra seus princípios de conservadorismo fiscal de longa data e levou outros a colocar sua própria sobrevivência política em risco ao apoiar a medida, pontua O'Donoghue. "Acrescente a isso uma série de outras vitórias nos últimos dias na Otan, no Oriente Médio e na economia, é difícil não reconhecer que o presidente está em uma grande fase." Para Anthony Zurcher, correspondente na América do Norte, o debate sobre seu mega-projeto de lei está apenas começando. A aprovação é grande vitória para Trump, diz Zurcher, mas ele também contém as sementes de um possível risco político para o presidente e seu partido. "Os democratas já estão preparando uma ofensiva contra os republicanos, alegando que a legislação corta serviços sociais para financiar cortes de impostos para os mais ricos", afirma o correspondente da BBC. "Embora esses cortes só entrem em vigor após as eleições legislativas do próximo ano, os democratas tentarão lembrar os eleitores americanos das consequências das decisões tomadas pelos republicanos nas últimas semanas." Quanto custa o projeto? A Casa Branca afirmou que o projeto "reduz os déficits em mais de US$ 2 trilhões" (R$ 10,8 trilhões), mas democratas de alto escalão insistem que, na verdade, ele aumentaria o déficit nacional. A BBC Verify, o serviço de verificação da BBC, examinou diversos estudos independentes sobre o impacto do projeto e entrevistou seis especialistas em impostos, que concordaram com o argumento. O déficit ocorre quando o governo dos EUA gasta mais do que arrecada por meio de impostos e outras fontes de receita. O bilionário Elon Musk, que trabalhou na gestão Trump para cortar o que ele chamava de programas governamentais desnecessários e departamentos inchados, criticou os legisladores que "votaram pelo maior aumento da dívida da história", quando o projeto foi aprovado no Senado. A dívida é o total de dinheiro devido pelo governo — basicamente a soma dos déficits orçamentários passados — o que significa que o governo precisa tomar empréstimos e pagar juros sobre eles. A dívida nacional dos EUA é atualmente de cerca de US$ 36 trilhões, dos quais cerca de US$ 29 trilhões são devidos a investidores ao redor do mundo. Déficits maiores e uma dívida crescente podem, teoricamente, resultar em taxas de juros mais altas, já que os investidores se preocupam mais com a capacidade de pagamento do país e, por isso, exigem juros maiores. Isso pode levar a taxas de juros mais altas para consumidores, tornando moradias e carros menos acessíveis, além de restringir investimentos empresariais, produtividade e empregos. Segundo estimativas do CBO, a versão atual do projeto adicionaria cerca de US$ 3,3 trilhões ao déficit dos EUA nos próximos 10 anos, apesar de um impulso econômico inicial. O CBO afirmou que os cortes de gastos propostos seriam superados pelas reduções de impostos. Uma análise do think tank Tax Foundation concluiu que o projeto "aumentaria a produção econômica, mas pioraria os déficits". A projeção é de um aumento de cerca de 1% no PIB dos EUA em 10 anos, mas com um acréscimo de US$ 3,6 trilhões ao déficit no mesmo período. Alguns bancos apoiaram o projeto — a Associação Americana de Banqueiros escreveu uma carta aberta ao Congresso dizendo que ele oferece "alívio fiscal muito necessário" que impulsionaria a economia. Especialistas ouvidos pela BBC Verify disseram que, embora o projeto possa gerar algum crescimento econômico, seu custo seria significativamente maior do que esse impulso. "A maioria das análises conclui que o projeto trará um impulso pequeno, temporário e de curta duração — mas que, com o tempo, será um peso para a economia", diz Bobby Kogan, especialista em orçamento federal do Center for American Progress, um instituto de políticas de tendência progressista. Mark Zandi, economista da consultoria Moody's Analytics, afirma que "isso resultará em déficits orçamentários massivos contínuos e em uma carga de dívida alta e crescente". Qual o impacto nos impostos? Trump afirmou repetidamente que não aprovar o projeto levaria a aumentos massivos de impostos para os americanos — em parte porque os cortes de impostos aprovados durante seu primeiro mandato estão programados para expirar no final deste ano. "Se não for aprovado, seus impostos vão subir 68%", disse o presidente na semana passada. A reportagem pediu à Casa Branca os cálculos por trás dessa alegação. A resposta foi que o projeto "impede o maior aumento de impostos da história", mas não explicaram de onde vem o número específico. O think tank Tax Policy Center estima que não estender os cortes de impostos de 2017 levaria a um aumento médio de 7,5%. A entidade também afirma que cerca de 60% dos contribuintes teriam que pagar mais impostos se os cortes expirarem. "O número de 68% está incorreto. Pode ter sido tirado de uma contagem de contribuintes que veriam aumento nos impostos, e não de uma estimativa do aumento real", diz Elena Patel, especialista em política tributária e professora da Universidade de Utah. No geral, as mudanças tributárias no projeto beneficiariam mais os americanos mais ricos do que os de baixa renda, segundo a análise do Tax Policy Center. Cerca de 60% dos benefícios iriam para quem ganha mais de US$ 217 mil (R$ 1,17 milhão) por ano. "Não há dúvida de que este projeto vai resultar em uma redistribuição massiva dos mais pobres para os mais ricos", afirma Patel. E qual seria o impacto sobre o Medicaid? "Estamos cortando US$ 1,7 trilhão neste projeto e você não vai sentir nada disso. Seu Medicaid permanece intocado. Continua o mesmo", afirmou Trump em um evento sobre o projeto na semana passada. No entanto, diversos estudos mostram que haverá reduções significativas no Medicaid com o projeto. O Medicaid é o programa administrado pelo governo que oferece seguro de saúde para cerca de 71 milhões de adultos de baixa renda, crianças, gestantes, idosos e pessoas com deficiência. Uma análise da Kaiser Family Foundation (KFF), organização independente de pesquisa em políticas de saúde, concluiu que o projeto cortaria US$ 1 trilhão (R$ 5,4 trilhões) dos gastos futuros com Medicaid nos próximos 10 anos. A Casa Branca afirmou que o projeto "remove imigrantes ilegais, impõe exigências de trabalho e protege o Medicaid para os verdadeiramente vulneráveis". O CBO estima que quase 12 milhões de americanos perderiam o seguro de saúde até 2034 com os termos do projeto aprovado no Senado — sendo apenas 1,4 milhão dessas pessoas "sem cidadania verificada, nacionalidade ou status migratório satisfatório". ** Com BBC **
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