Trump cancela novos ataques e diz 'entender' que acordo com Irã está finalizado
- Rádio Manchete USA

- há 21 horas
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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse inicialmente na tarde desta quinta-feira, 11, que o Irã havia aprovado um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio, que começou em fevereiro com ataques de Washington e de Israel. Horas mais tarde, entretanto, o republicano recuou e afirmou em tom mais cauteloso entender que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, havia dado aval para o texto.
Trumpdisse ainda ter cancelado novos ataques contra o país persa que havia anunciado durante a manhã e que estavam programados para a noite de quinta, madrugada de sexta na região do conflito. Ao longo da guerra, o presidente disse várias vezes que um acordo com o Irã estava próximo.
O regime iraniano não comentou de forma oficial a afirmação do presidente. A agência de notícias estatal Fars, citando um funcionário iraniano envolvido com as negociações, disse que Teerã não havia concordado com a versão final de nenhum documento.
Depois do anúncio de Trump, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que o acordo final incluiria pontos como o desmonte das capacidades iranianas de enriquecimento de urânio e o fim do programa de mísseis e do apoio de Teerã a grupos como o Hezbollah.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante evento na Casa Branca, em Washington - Evan Vucci - 10.jun.26/Reuters
Uma vez que essas condições seriam, se implementadas dessa forma, idênticas a uma capitulação iraniana, parece pouco provável que a linguagem final do texto seja apresentada da forma descrita por Netanyahu.
"Baseado no fato de que discussões com a República Islâmica do Irã foram levadas ao nível mais alto da liderança iraniana e foram aprovadas, eu decidi, como Presidente dos Estados Unidos da América, cancelar os ataques e bombardeios contra o Irã esta noite", escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social, em publicação enviada no momento em que começou a abertura da Copa do Mundo, no Estádio Azteca, do México.
Mais tarde, em fala à imprensa na Casa Branca, o republicano deu um passo atrás e disse que o acordo está "em um estágio bastante final" e que a assinatura "provavelmente" acontecerá em algum país da Europa neste fim de semana. Ele não deu detalhes do que está no texto e como questões altamente sensíveis, como o destino do urânio enriquecido iraniano, seriam resolvidas.
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Quando questionado por um jornalista se Mojtaba, que tem a palavra final sobre qualquer decisão no Irã, havia concordado com o texto, Trump evitou ser categórico e disse apenas: "Entendo que sim".
"As discussões e os pontos finais foram, de forma geral e detalhadamente, aprovados por todas as partes envolvidas, incluindo os EUA, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros", disse o presidente na publicação.
"O bloqueio naval [americano] permanecerá de pé até que essa transação seja finalizada. A data e local da assinatura [do acordo] serão anunciadas em breve", concluiu o republicano. O anúncio veio horas depois de Trump ameaçar tomar a ilha de Kharg, por onde o Irã exporta 90% do seu petróleo, e dizer que vai controlar a indústria petrolífera iraniana.
"Os Estados Unidos vão atingir o Irã COM MUITA FORÇA ESTA NOITE", havia escrito Trump, também na Truth Social. "Em algum momento, em um futuro não muito distante, tomaremos a ilha de Kharg e outros pontos da infraestrutura petrolífera e assumiremos controle total de seus mercados de petróleo e gás, como fizemos na Venezuela", acrescentou.
O anúncio do ataque e subsequente recuo lembram o episódio em que Trump fez uma ameaça genocida contra o Irã, dizendo no dia 7 de abril que "uma civilização inteira" morreria, apenas para recuar no mesmo dia e anunciar um cessar-fogo na guerra.
Com a suspensão de novos ataques, Trump causou, mais uma vez, uma queda brusca nos preços do petróleo, que vinham subindo com os bombardeios entre os dois lados do conflito nos últimos dias.
Minutos depois de anunciar a suposta finalização do acordo nesta quinta, Trump voltou à rede Truth Social para tratar de um assunto sem relação com a guerra —a escolha do advogado Jay Clayton para ser o novo Diretor de Inteligência Nacional dos EUA. Ele substituirá Tulsi Gabbard, que renunciou por razões de saúde em maio.
(Com AF)

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