Trump ameaça América Latina em discurso na ONU

NOVA YORK - O presidente Donald Trump usou seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta terça-feira, 22, para ameaçar uso de força militar nas Américas, ressaltar a importância da guerra do Irã e dirigir criticas a ONU.
Se no ano passado, o presidente falou da vontade de conquistar um prêmio Nobel e se gabou de, supostamente, encerrar guerras, Trump usou o plenário para aumentar pressões na América Latina. Afirmou que os cartéis são como o "Isis do Hemisfério Ocidental" —comparação com o grupo terrorista Estado Islâmico que já vinha sido feita pelo governo americano.
"Eles são inimigos em guerra com a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror", disse Trump.
"Os Estados Unidos não permitirão mais que ameaças ao país ganhem espaço em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. E, se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para proteger os interesses nacionais vitais dos Estados Unidos", disse o republicano.
Trump dobrou a aposta ao dizer que Venezuela também tinha um aparato militar de ponta, mas nada disso deteve os Estados Unidos. Também falou que como objetivo de encerrar o tráfico de drogas na região designou os cartéis como terroristas —em nenhum momento Trump citou o Brasil ou o presidente Lula.
O discurso acontece um ano depois de Trump usar sua primeira participação na Assembleia Geral desde o retorno à Casa Branca para apresentar um amplo balanço de seu governo, atacar a atuação da ONU e defender políticas mais rígidas de imigração, maior produção de combustíveis fósseis e o uso de tarifas comerciais como instrumento da política externa americana.
Com agências

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