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Goiano é preso ao tentar entrar nos EUA pelo México

há 27 minutos
3 min de leitura

Matheus tem parentes radicados em Massachusetts e decidiu tentar atravessar a fronteira
Matheus tem parentes radicados em Massachusetts e decidiu tentar atravessar a fronteira

NOVA YORK - O goiano Matheus Fernandes Machado está preso nos Estados Unidos após tentar atravessar a fronteira com o México no início do mês em um momento em que a administração Trump comemora o índice zero de entrada ilegal de estrangeiros.


Morador de Goiânia, o jovem é conhecido pelo perfil "Ugoianin" e publica vídeos de humor e relacionados ao Vila Nova. Com mais de 30 mil seguidores no Instagram, ele publicou pela última vez nas redes sociais em 31 de agosto.


“Ele foi preso tentando uma vida melhor aqui nos Estados Unidos. O pessoal do México tentou afogar ele no rio, não conseguiu e o entregou para a imigração”, relatou a prima Ludmilla Machado que mora nos EUA.


Segundo ela, Matheus está detido desde o dia 5 de setembro.


Na semana seguinte à detenção, o secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, celebrou "16 meses consecutivos sem liberações na fronteira".


Para Mullin, as estatísticas “provam que as políticas do presidente Trump estão funcionando”. “A prática de ‘capturar e liberar’ acabou, as consequências estão de volta e as travessias ilegais caíram para níveis historicamente baixos. É assim que se parece uma fronteira segura", acrescentou.


Um comunicado da Polícia de Fronteira (CBP, na sigla em inglês) de 16 de setembro também destaca que "a queda sustentada nas travessias ilegais de fronteira e nas detenções — agora em níveis não vistos há mais de três décadas — demonstra o profundo impacto de políticas rigorosas de fiscalização. Com uma redução de 94% nas detenções diárias em relação à administração anterior, a fronteira permanece mais segura do que em qualquer outro momento da história".

Segundo a CBP, 8.870 estrangeiros foram presos na fronteira sul em agosto, uma queda de 5% em relação ao mês anterior. A intenção é chegar a zero.


Dias difícieis

Nas redes sociais, Ludmilla relata que conversa diariamente com Matheus e que ele está abalado com a situação.


“Tem dia que ele chora, ele conversa comigo, e aí eu tento passar força pra ele. Mas assim não é fácil, não está sendo fácil pra mim, não está sendo fácil para ele. O desejo dele sempre foi de vir para cá tentar uma vida melhor e, infelizmente, aconteceu tudo isso”, contou.


"Nessa cadeia, ele não está bem porque passa necessidade de comida. No telefone, eu consegui colocar crédito mas para a comida tem que esperar praticamednte uma semana para que o crédito entre na conta", disse Ludmila sem citar a prisão em que Matheus está.


A prima também afirma que o goiano está detido em um local onde, segundo o relato dele, há outros presos além de imigrantes. “Ele está com dez homens na prisão, porque são várias celas, pelo que ele me contou. Lá não é preso só do ICE, pela imigração. Tem ladrão, tem estuprador, tem matador, tudo junto com o Matheus", relatou.


“Ele me falou : "Prima, isso aqui é o inferno. Eu não tô aguentando isso, pelo amor de Deus!" Esses dias ele me ligou, estava chorando tanto. Eu chorando de um lado e ele do outro."


Ajuda

A MANCHETE USA tentou contato com Ludmilla - que mora na cidade de Marlborough, em Massachusetts, e trabalha na loja de móveis do irmão - uma empresa com mais de uma década de atuação no Estado - para entender o caminho feito pelo goiano.


Ela não respondeu até a publicação dessa reportagem se o primo entrou em contato com a família nos EUA antes de tentar a travessia.


Mas na rede social, Ludimilla diz que um advogado vai defender o primo sem cobrar. Mesmo assim há uma ''vaquinha" em curso no Brasil para arrecadar dinheiro para Matheus recomeçar a vida após uma possível deportação.


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