EUA declaram fim do maior surto de ciclosporíase já registrado no país

WASHINGTON - As autoridades sanitárias dos Estados Unidos declararam nesta sexta-feira, 11, o fim do maior surto de ciclosporíase registrado no país depois que alface contaminada causou doenças em milhares de pessoas, embora a Agência Reguladora de Alimentos e Parasitas (FDA) tenha afirmado que ainda está investigando como o parasita entrou na cadeia alimentar.
O surto, que investigadores federais associaram à alface proveniente do centro do México e fornecida pela Taylor Farms, provocou um dos maiores recalls de alimentos dos últimos anos e renovou o escrutínio dos controles de segurança alimentar para produtos agrícolas importados.
Ele também abalou a confiança dos consumidores, com alguns compradores evitando frutas e vegetais crus, bem como refeições fora de casa, prejudicando o fluxo de clientes em restaurantes como Taco Bell, Sweetgreen e Chipotle, para evitar a 'diarréia explosiva'.
De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), 12.883 pessoas em 21 Estados adoeceram após consumir alface contaminada. O surto resultou em 570 hospitalizações e duas mortes, e foi responsável por mais da metade dos 19.595 casos de ciclosporíase confirmados em laboratório nos EUA, registrados desde 1º de maio.
No auge do surto, antes do recall, mais de mil infecções foram registradas em um único dia. Em agosto, segundo o CDC, as infecções haviam caído para menos de duas por dia, em média.
A FDA afirmou na sexta-feira que continua confiante de que toda a alface norte-americana recolhida, relacionada ao surto, está fora do mercado. O CDC informou que os prazos de validade de todos os produtos ligados ao surto já expiraram e que não estariam mais disponível em lojas ou restaurantes.
** Com Reuters **

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