Flávio divulga carta com teor golpista e se declara 'líder do Brasil'; Trump não vai intervir
Atualizado: há 2 dias

MIAMI - Em uma carta divulgada nesta quarta-feira, após chegar aos Estados Unidos fugindo do Brasil, Flávio Bolsonaro declarou não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, acusou suposta fraude eleitoral e afirmou ser o "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito".
As alegações, divulgadas sem apresentação de provas, não receberam o apoio do PL. O partido reconheceu o resultado eleitoral confirmando a vitória de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral.
No documento, Flávio agradece a líderes internacionais, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e destaca que está em território norte-americano com a família e "em segurança".
O parlamentar ataca o Judiciário e alega a existência de um "regime de exceção" e "perseguição política" contra a sua família, negando que sua saída represente uma fuga e comparando sua ida ao exterior a episódios de exílio político de figuras históricas.

No documento, o senador afirma que teria ocorrido uma "impossibilidade matemática" na votação do último domingo e defende a cassação da chapa eleita.

A versão inicial da carta chamou a atenção pelo uso de um brasão histórico com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, denominação adotada pelo país após a Proclamação da República, em novembro de 1889. A grafia do Brasil com z é o que mais surpreendeu opositores e aliados.
A Constituição de 1891 oficializou essa denominação, que permaneceu em uso até a mudança para “Estados Unidos do Brasil”, em 1937. O nome atual, “República Federativa do Brasil”, foi adotado com a Constituição de 1967.
O documento foi enviado inicialmente a jornalistas por Paulo Figueiredo, aliado de Flávio que também vive nos EUA. Ao encaminhar a versão corrigida, ele escreveu: “Versão com brasão correto”. Em uma terceira versão, o senador também recuou da autoproclamação e passou a se apresentar como “líder do Brasil”, em vez de “verdadeiro presidente do Brasil”.
Embora esteja em solo americano com aval do Departamento de Estado, o presidente Donald Trump garantiu nesta quarta-feira, 28, que não se envolverá na turbulência pós-eleitoral no Brasil.
“Bem, não vou fazer comentários sobre isso, mas sei que demos a ele permissão para entrar no país; então, vamos ver”, disse Trump a repórteres ao ser questionado sobre a declaração de Bolsonaro, seu aliado de direita. “Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo.”
** Da Redação **





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