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Com quantos anos meu filho pode começar a pagar INSS?

2 de set.
3 min de leitura

 


Mesmo quem começa cedo precisa de planejamento para garantir uma boa aposentadoria
Mesmo quem começa cedo precisa de planejamento para garantir uma boa aposentadoria

Muitos brasileiros que vivem nos Estados Unidos fazem um grande esforço para construir um futuro melhor para os filhos. Pensam na escola, na universidade, em investimentos, na carreira profissional e na segurança financeira.


Mas existe uma possibilidade que poucas famílias conhecem: em determinadas situações, é possível começar a construir também uma proteção previdenciária no Brasil desde muito cedo. E isso pode ser especialmente interessante para famílias brasileiras que decidiram viver nos EUA, mas querem manter abertas as possibilidades previdenciárias dos filhos no Brasil.


Com quantos anos é possível começar a contribuir para o INSS?

Atualmente, a idade mínima considerada pelo INSS para a filiação ao Regime Geral de Previdência Social é de 16 anos.


Isso significa que um filho de brasileiros nos Estados Unidos pode, a partir dos 16 anos, começar a formar seu histórico previdenciário brasileiro, contribuindo como segurado facultativo, através dos códigos 1406 ou 1473, a depender o plano previdenciário escolhido pela família.


Então posso começar a planejar a aposentadoria brasileira dos meus filhos aos 16 anos?

Sim, mas planejamento previdenciário não significa necessariamente decidir hoje exatamente como será a aposentadoria daqui a várias décadas.


As regras previdenciárias podem mudar. A vida também muda. Seu filho pode estudar nos EUA trabalhar lá, voltar ao Brasil, construir carreira nos dois países ou até morar em outro lugar.


Por isso, quando falamos de alguém tão jovem, o planejamento precisa ser estratégico e revisável. A grande vantagem de começar cedo é outra: tempo.


Quem começa a organizar sua vida previdenciária aos 16, 18 ou 20 anos possui décadas pela frente para tomar decisões, corrigir estratégias e construir diferentes possibilidades de proteção.


Portanto, a Previdência também pode e deve fazer parte do planejamento financeiro do seu filho.


Muitos pais abrem uma conta de investimento para os filhos. Outros começam a guardar dinheiro para a universidade. Alguns compram imóveis ou fazem investimentos pensando no futuro deles.



A Previdência brasileira pode ser mais um elemento dessa estratégia patrimonial e de proteção, desde que seja utilizada de maneira consciente.


Afinal, o maior patrimônio previdenciário de um jovem é o tempo. O que você faria se tivesse mais tempo para planejar o seu futuro? Você pode garantir isso ao seu filho ao decidir contribuir para o INSS dele a partir dos 16 anos.


Quando alguém me procura aos 60 anos, muitas vezes precisamos trabalhar com escolhas feitas durante os últimos 20, 30 ou 40 anos.


Quando começamos uma estratégia aos 16, 18 ou 20 anos, a situação é completamente diferente. Temos tempo para acompanhar. Tempo para corrigir. Tempo para mudar a estratégia. E tempo para aproveitar as oportunidades que a legislação previdenciária permitir ao longo da vida.


Por isso, se você é brasileiro, mora nos EUA e tem filhos adolescentes ou jovens adultos, talvez seja interessante começar a olhar para o Brasil não apenas como o país de origem. Pode existir ali também uma parte da estratégia de proteção e aposentadoria da próxima geração.


A aposentadoria do seu filho pode estar a décadas de distância, mas o planejamento dela não precisa estar.



** Por Gisele Jucá

Advogada especialista em Direito Previdênciário com atuação no planejamento de aposentadorias de brasileiros residentes no Brasil e no exterior.

@minhaadvogadagiselejuca

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