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Brasileiro se declara culpado por tráfico de drogas e armas

há 11 minutos
2 min de leitura

Armas e munições  foram encontrados com o brasileiro a caminho da Flórida
Armas e munições foram encontrados com o brasileiro a caminho da Flórida

BOSTON - O brasileiro Adinazio Vinicius Soares Dias Barbosa, de 30 anos, declarou-se culpado das acusações de tráfico de drogas e armas após passar mais de um ano preso , informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na quinta-feira, 10. A sentença deve ser anunciada até dezembro.


Barbosa, conhecido como Panda, morava em Peabody, em Massachusetts e era monitorado pelo FBI quando foi abordado no dia 1º de julho do ano passado em uma rodovia da Carolina do Sul, em ação que fazia parte da investigação. Após permitir que o carro fosse revistado, ele tentou escapar a pé, mas acabou detido em um canteiro da estrada.


Munições e nove rifles foram localizados no interior do veículo. Ele admitiu às autoridades que havia comprado as armas e iria transportá-las a um negociador em Miami, na Flórida. O armamento seria, então, levado até o Paraguai e, de lá, seguiria para o Brasil.


 As autoridades americanas afirmam que Barbosa é um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).


Segundo o relato de um agente do FBI que consta no processo, as autoridades chegaram a Barbosa após a prisão de outro brasileiro, Rodrigo de Jesus Amador, detido por infrações de trânsito em Massachusetts em março de 2025.


Uma fonte do policial, que não é identificada no relato por questões de segurança, indicou que Amador seria outro integrante do PCC.


Dois celulares que estavam no carro de Amador foram apreendidos e periciados pelo FBI, que concluiu que um deles pertencia a Adinazio Barbosa. Nele, conversas indicavam negociações de substâncias ilícitas entre o brasileiro e clientes, e, nas mensagens, constavam referências a fentanil e cocaína.


Os policiais tiveram ainda acesso a documentos mantidos pelo brasileiro no iCloud, serviço de armazenamento da Apple. Entre os arquivos obtidos pelas autoridades está uma imagem que mostra dois pandas acompanhados dos dizeres: "Sintonia Geral dos Estados Unidos". O termo "sintonia" é usado pelo PCC para se referir a setores da organização criminosa.


Os agentes também identificaram que o brasileiro manteve conversas com um número de celular da Espanha na qual constam imagens de carregamentos de drogas e portos americanos. A suspeita dos policiais é que as substâncias seriam enviadas para um porto na Carolina do Sul.


Segundo as autoridades americanas, Barbosa entrou nos EUA em fevereiro de 2014, com um visto de turista que expirou em junho daquele ano. O histórico criminal do brasileiro em Massachusetts envolve prisões por destruição de propriedade, intimidação, agressão física contra um membro da família e tráfico de drogas.


O vínculo dele com o PCC é confirmado por testemunhas anônimas ouvidas pelo FBI. A Polícia Federal do Brasil ainda não se pronunciou.


Em maio, os EUA decidiram classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês) e Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs).


** Com Agências **


 
 
 

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