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Americanos temem mais extremistas domésticos do que ataques estrangeiros

há 6 dias
2 min de leitura

A imagem do terror era vista de todos os ângulos de NY
A imagem do terror era vista de todos os ângulos de NY

NOVA YORK - Vinte e cinco anos depois que os ‌ataques de 11 de Setembro, os americanos estão mais preocupados com ataques de extremistas domésticos do que com grupos estrangeiros, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada essa semana.


Quando questionados sobre qual seria a maior ameaça à segurança do cidadão comum, 33% dos entrevistados escolheram o terrorismo doméstico, enquanto 20% optaram pelo terrorismo estrangeiro ⁠e 42% apontaram atos aleatórios de violência, como tiroteios em massa, de acordo com o levantamento entre 28 e 31 de agosto.


O quadro era bem diferente há uma década. Uma pesquisa das mesmas instituições em meados de 2013 mostrou que 21% dos americanos consideravam o terrorismo doméstico a ‌principal ameaça, um número inferior aos 28% que apontaram ‌o terrorismo estrangeiro e aos 51% que escolheram atos aleatórios de violência.


Ataques

Em 11 de setembro de 2001, militantes estrangeiros da ⁠Al-Qaeda lançaram aviões contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, nos arredores de Washington, matando milhares de pessoas e desencadeando décadas de guerra, incluindo a invasão liderada pelos EUA ao Afeganistão, onde os líderes da grupo terrorista estavam baseados.


A Al-Qaeda também inspirou o atentado à Maratona de Boston de 2013, no ‌qual dois irmãos nascidos no exterior mataram três pessoas e feriram mais de 260, com ‌uma quarta vítima fatal ocorrendo alguns ⁠dias depois.


Mas os EUA também testemunharam muitos ataques de origem doméstica, incluindo o tiroteio em massa de ⁠2016 que matou 49 pessoas em uma boate ‌gay na Flórida e outros ataques ‌contra negros, latinos ou judeus.


O próprio presidente Donald Trump enfrentou tentativas de assassinato, incluindo um ataque em 2024 que feriu sua orelha, e o ativista conservador Charlie Kirk foi morto a tiros em setembro de 2025 enquanto discursava para ⁠estudantes universitários em Utah.


11 de Setembro

O legado dos ataques de 11 de Setembro continua forte, segundo a pesquisa. Seis em cada dez pessoas afirmam pensar ‌periodicamente nos ataques e aproximadamente a mesma proporção diz que apoiaria uma resposta militar caso ocorresse outro ataque de grande magnitude.


Mesmo assim os americanos não acreditam que as guerras que o país travou após o atentado tenham valido a pena. Cerca de 48% disseram que a guerra no Afeganistão não valeu o preço pago, em comparação com 21% que disseram que valeu, enquanto o restante não tinha certeza ou não respondeu à pergunta. A guerra no Iraque foi igualmente impopular, com a desaprovação de 51% e a aprovação de 21%.


O descontentamento com os conflitos internacionais contribuiu para a eleição de Trump, já que ele fez campanha com a promessa de evitar guerras prolongadas.


Entretanto, o próprio presidente iniciou uma guerra contra o Irã há seis meses que tem resistido aos esforços para uma resolução rápida. A pesquisa revelou que apenas 25% dos americanos concordam com o conflito, em comparação com 54% que descordam.


A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online, entrevistou 1.167 adultos em todo o país, com margens de erro entre 3 e 6 pontos percentuais.


** Com Reuters **

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