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  • Brasileira é indiciada por prática ilegal de medicina e Tonya Beauty pode responder por negligência

    Além de exercer medicina ilegalmente, Gabriela Pereira oferecia medicamentos às clientes ORLANDO - A brasileira Gabriela Pereira, 29 anos, foi indiciada por 20 acusações, entre elas prática ilegal da medicina, após uma paciente da Tonya Beauty Medical SPA, em Orlando, ser queimada durante um procedimento. A empresa deve responder por negligência, de acordo com um documento ao qual a MANCHETE USA teve acesso. A investigação do Metropolitan Bureau of Investigation da Flórida, uma agência que investiga crimes de narcóticos e crime organizado, aponta que a vítima foi submetida ao endolaser (procedimento estético à base de energia do laser) no "queixo duplo" no dia 16 de abril de 2024. O relatório diz que Gabriela deixou o laser mais tempo do que o necessário na área, o que causou bolha e necrose. A mulher voltou oito vezes à Tonya Beauty para tentar reparar o dano e, de acordo com as investigações, Gabriela se passava por médica. Após as tentativas frustradas de Gabriela para reverter o quadro, a vítima foi encaminhada a uma especialista licenciada que indicou que ela fosse para o hospital imediatamente ao dizer que se tratava de um "caso de vida ou morte", expõe o processo que tramita na Corte. O documento destaca que "Gabriela Pereira prestou os serviços em troca de (a paciente) permitir que a Tonya Beauty usasse suas fotos online como modelo". Os investigadores observam que a reputação on-line da clínica atraiu a vítima. “Eles são muito populares nas redes sociais, incluindo o Instagram, e são conhecidos por terem conquistado a confiança dos brasileiros para procedimentos estéticos nos Estados Unidos", diz o depoimento. “A Tonya Beauty é uma clínica famosa entre os brasileiros, com muitas atrizes e cantoras vindas do Brasil para realizar procedimentos estéticos”, continua o depoimento. Em tempo: Artistas como Carolina Dickemann, Anitta e Maiara e Maraísa frequentam as clínicas nos EUA. Após a conclusão da investigação, foi emitido um pedido de prisão no dia 29 de julho contra Gabriela. Ela enfrenta nove acusações por prática ilegal da medicina, nove por exercer profissão na área da saúde sem licença válida e duas por oferecer medicamentos sem autorização. Gabriela pagou uma fiança de US$ 29.750, entegou o passaporte à Justiça e vai responder ao processo em liberdade. A MANCHETE USA não conseguiu localizar a brasileira para comentar as acusações. Segundo o advogado da vítima, Felipe Mavromatis, outras pessoas procuraram o seu escritório que deve impetrar uma ação coletiva contra a clínica. "Vamos entrar na Corte com uma ação para questionar contratação, supervisão e administração negligentes", avisou. Nota de esclarecimento foi apagada da rede social A reportagem entrou em contato com a Tonya Beauty Medical SPA, mas não obteve resposta até a publicação dessa matéria. Em sua página no Instagram, a empresa emitiu uma nota em que afirma que "foi surpreendida com uma operação de fiscalização conduzida pelas autoridades locais" e que "possui todas as licenças necessárias para funcionamento e atendimento aos nossos clientes". Logo depois o post foi apagado e o perfil @tonyabeauty, que soma 4 milhões de seguidores, foi desativado para comentários. A Tonya Beauty Medical SPA, que se define como a maior clínica de estética brasileira nos EUA, mantém quatro unidades na Flórida (Miami, Orlando, Jacksonville e Tampa), Nova York (NYC) e Geórgia (Atlanta) e anunciou recentemente planos para abrir sua quinta clínica ainda no segundo semestre de 2025. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • EUA divulgam lista de países que terão que pagar até US$ 15 mil por visto

    Decisão vai ser dos agentes consulares, diz o comunicado WASHINGTON -  Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira, 5, que Maluai e Zâmbia são os países cujos cidadãos terão que pagar até US$ 15 mil como caução para garantir o visto norte-americano. O projeto-piloto deve entrar em vigor no próximo dia 20 para os vistos B-1, de viagens de negócios, e B-2, para viagens de turismo. Em nota, o Departamento de Estado diz que esses países apresentam “altas taxas de permanência” dos viajantes após o prazo legal. A lista pode abranger outras nações. A proposta é que até 5 de agosto de 2026, qualquer cidadão desses países africanos, que quiser tirar seu visto deverá pagar uma “fiança” de US$ 5 mil, US$ 10 mil ou US$ 15 mil (R$ 82,6 mil), a ser determinado no momento da entrevista do visto. O pagamento será realizado pela plataforma online pay.gov , do Departamento do Tesouro dos EUA e a caução pode vai ser devolvida caso nenhuma regra seja infringida como permanecer no país após o prazo ou tentar a mudança de status em território americano. O dinheiro também volta ao estrangeiro caso o visto seja negado. Os aeroportos para a entrada desses passageiros aos Aeroporto Internacional de Boston Logan (BOS), em Boston, Massachusetts; Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova Iorque; ou o Aeroporto Internacional de Washington Dulles (IAD), em Washington. ** Com Assessorias **

  • Trump propõe redesenhar distritos eleitorais do Texas para colocar mais republicanos no Congresso

    Trump e Abbott querem garantir e ampliar maioria no Congresso Nacional HOUSTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs um redesenho dos distritos eleitorais no Texas, com o apoio do governador Greg Abbott. A medida quebra uma tradição de anos, mas, se tiver êxito, pode render alguns assentos a mais para o Partido Republicano. A iniciativa pode acontecer após a contagem populacional realizada uma vez a cada década pelo Departamento do Censo dos EUA ou em resposta a uma decisão judicial. Ao contrário do Brasil, a disputa das cadeiras de deputado federal ocorre por distrito, e não pelo total de votos recebidos pelos candidatos no estado. O precedente aberto pelos republicanos do Texas pode, porém, fazer com que outros estados sigam o exemplo. O ato de redesenhar os distritos com o objetivo de "quebrar" redutos de um partido e integrá-los a distritos de maioria rival é chamado, no país, de "gerrymandering". Nesta segunda-feira, 4, democratas da Câmara do Texas deixaram o Estado para impedir a votação do plano de redesenho de Trump, que provavelmente enviaria mais cinco republicanos para Washington após as eleições de meio de mandato de 2026, dificultando a recuperação da maioria da Casa pelos democratas. Trump teme que, caso os democratas voltem a ser maioria entre os deputados, o Congresso coloque mais barreiras a seus projetos. O Texas tem 38 cadeiras na Câmara. Os republicanos agora detêm 25, e os democratas 12, com uma cadeira vaga após a morte de um democrata. “Houve muito mais esforços por parte dos partidos e atores políticos para expandir os limites — literal e figurativamente — para reconfigurar o jogo”, disse Doug Spencer, titular da Cátedra Rothgerber Jr. em Direito Constitucional na Universidade do Colorado. Outros Estados estão aguardando para ver o que o Texas fará e se seguirão o exemplo. Regras vagas e variáveis As regras de redesenho de distritos podem ser vagas e variáveis; cada estado tem seu próprio conjunto de regras e procedimentos. Os políticos estão avaliando como os eleitores reagirão ao remapeamento com motivação política. Aqui está o que você precisa saber sobre as regras de redesenho de distritos eleitorais: Quando o redesenho de distritos normalmente ocorre? A cada década, o Censo americano coleta dados populacionais usados para dividir as 435 cadeiras da Câmara entre os 50 estados com base na contagem atualizada de habitantes. Esse é um processo conhecido como redesenho de distritos. Estados que cresceram em relação a outros podem ganhar uma cadeira às custas daqueles cujas populações estagnaram ou diminuíram. Os estados usam seus próprios procedimentos para traçar linhas para o número atribuído de distritos. Os menores estados recebem apenas um representante, o que significa que todo o estado é um único distrito eleitoral. Algumas constituições estaduais exigem comissões independentes para definir os limites políticos ou aconselhar o Legislativo. Quando as legislaturas assumem a liderança do processo, os legisladores correm o risco de traçar linhas que acabam sendo contestadas judicialmente, geralmente por violarem a Lei do Direito ao Voto. Os cartógrafos podem ter outra chance de reenviar novos mapas. Às vezes, os juízes desenham os mapas por conta própria. O redistritamento no meio do ciclo eleitoral é permitido? Nas primeiras eleições de meio de mandato (as chamadas "midterms") após a última contagem populacional, cada estado já tem seus mapas prontos, mas esses distritos nem sempre se mantêm. Os tribunais podem considerar as linhas traçadas como inconstitucionais. Não há impedimento nacional para um estado tentar redesenhar distritos no meio da década e fazê-lo por razões políticas, como aumentar a representação do partido no poder. “As leis sobre redesenho de distritos apenas dizem que é preciso remapeá-los após cada censo”, disse Spencer. “E então algumas legislaturas estaduais foram um pouco espertas e disseram: bem, isso não significa que não podemos fazer isso mais vezes.” Alguns estados têm leis que impedem o redistritamento no meio do ciclo eleitoral ou dificultam fazê-lo de uma forma que beneficie um partido. O governador Gavin Newsom, democrata da Califórnia, ameaçou retaliar contra a iniciativa republicana no Texas, conquistando mais cadeiras democratas favoráveis em seu estado. Esse objetivo, no entanto, é dificultado por uma emenda constitucional que exige uma comissão independente para liderar o processo. O esforço do Texas é inédito? O Texas já fez isso antes. Quando o Legislativo não conseguiu chegar a um acordo sobre um plano de redistritamento após o censo de 2000, um tribunal federal interveio com seu próprio mapa. O republicano Tom DeLay, do Texas, que era então o líder da maioria na Câmara dos Representantes dos EUA, considerou que seu estado deveria ter mais cinco distritos favoráveis ao seu partido. "Sou o líder da maioria e queremos mais cadeiras", disse ele na época. Os democratas da Câmara Estadual protestaram fugindo para Oklahoma e privando a Assembleia Legislativa de votos suficientes para conduzir oficialmente qualquer assunto. Mas DeLay finalmente conseguiu o que queria, e os republicanos substituíram os democratas em cinco cadeiras em 2004. Agora, uma grande parcela dos democratas do Texas decidiu seguir o mesmo caminho, indo para Illinois para impedir que o Legislativo estadual tenha quórum suficiente para votar a matéria. O que os tribunais dizem sobre a prática do 'gerrymandering'? Em 2019, a Suprema Corte decidiu que os tribunais federais não deveriam se envolver em debates sobre "gerrymandering", a prática de separar distritos para obter ganho partidário. Nessa decisão, o presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, disse que o redistritamento é "altamente partidário em qualquer medida". Mas os tribunais podem exigir novos mapas se acreditarem que os limites do Congresso diluem os votos de uma minoria racial, violando a Lei do Direito ao Voto. Outros estados poderiam seguir o exemplo? A deputada de Washington, Suzan DelBene, que lidera o braço de campanha dos democratas da Câmara, indicou em um evento do Christian Science Monitor que, se o Texas seguir adiante com a aprovação de novos mapas, os estados liderados pelos democratas analisarão suas próprias linhas políticas. “Se seguirem esse caminho, com certeza as pessoas vão reagir em todo o país”, disse DelBene. “Não vamos ficar de braços cruzados enquanto os republicanos tentam minar a voz do povo americano.” Em Nova York, a governadora democrata Kathy Hochul juntou-se recentemente a Newsom para expressar sua abertura para adotar o redesenho distrital no meio da década. Mas leis estaduais que exigem comissões independentes ou que limitam a capacidade de manipulação eleitoral entrariam em jogo. Entre os estados liderados pelos republicanos, Ohio poderia tentar expandir ainda mais a vantagem de 10-5 que o Partido Republicano detém na bancada da Câmara; uma peculiaridade na lei estadual exige que Ohio redesenhe seus mapas antes das eleições de meio de mandato de 2026. O governador da Flórida, Ron DeSantis, disse que estava considerando um redistritamento antecipado e "trabalhando em como isso seria".

  • EUA podem passar a exigir taxa de até US$ 15 mil para vistos de turismo e negócios

    EUA querem caução para garantir que estrangeiros vão cumprir prazos da imigração WASHINGTON - Os Estados Unidos podem passar a exigir taxas de até US$ 15 mil para alguns vistos de turismo e negócios em um programa piloto que será lançado em duas semanas em uma tentativa de reprimir que visitantes ultrapassem o prazo de validade das autorizações de entrada no país, informou um comunicado do governo federal nesta segunda-feira, 4. A iniciativa dá aos funcionários consulares dos EUA a liberdade de impor uma taxa de caução a visitantes de países com altos índices de permanência fora do prazo de validade de seus vistos, de acordo com o comunicado —ainda não se sabe que países são esses e se o Brasil está na lista. As taxas também podem ser aplicadas a pessoas provenientes de países onde as informações de triagem e verificação são consideradas insuficientes, afirma o texto, e seriam devolvidas se o viajante deixar o território americano antes do vencimento de seu visto. Trump afirma ter como como foco de sua Presidência a repressão à imigração ilegal, o que motivaria o aumento de recursos para proteção de fronteira e prisão de pessoas que estariam ilegalmente nos EUA. Em junho, o republicano emitiu uma proibição de viagens que impede total ou parcialmente a entrada de cidadãos de 19 países nos EUA por motivos de segurança nacional. Essas políticas de imigração levaram alguns visitantes a não viajarem para os EUA e, em consequência, as passagens aéreas transatlânticas tiveram seus valores reduzidos para os níveis registrados pela última vez antes da pandemia de Covid-19, em maio de 2020 —os valores das viagens do Canadá e do México para os EUA caíram 20% em relação ao ano anterior. O Departamento de Estado não conseguiu estimar o número de solicitantes de visto que poderiam ser afetados pela mudança. Muitos dos países alvos da proibição de viagens de Trump também apresentam altas taxas de permanência fora do prazo de validade do visto, incluindo Chade, Eritreia, Haiti, Mianmar e Iêmen. Vários países na África, incluindo Burundi, Djibuti e Togo, também apresentaram altas taxas de permanência fora do prazo, de acordo com dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA referentes ao ano fiscal de 2023. Uma disposição em um amplo pacote de gastos aprovado pelo Congresso dos EUA, controlado pelo Partido Republicano, em julho também criou uma "taxa de integridade" de US$ 250 para qualquer pessoa com visto de não imigrante aprovado, que poderia ser reembolsada para aqueles que cumprirem as regras. Essa taxa de entra em vigor em 1º de outubro e vale para os brasileiros. ** Com Agência Folha **

  • EUA condenam Moraes por prisão domiciliar contra Bolsonaro e prometem responsabilizar aliados

    WASHINGTON - Os Estados Unidos criticaram nesta segunta-feira, 4, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes que colocou o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar. A publicação do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, vinculado ao Departamento de Estado dos EUA, em português e inglês, nas redes redes sociais faz menção à decisão anunciada na última quarta-feira de aplicar as sanções previstas na lei Magnitsky contra o ministro Moraes e afirma que o governo americano responsabilizará aqueles que "auxiliarem e incentivarem a conduta sancionada" "O ministro Alexandre de Moraes, já sancionado pelos Estados Unidos por violações de direitos humanos, continua usando as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia. Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar!", diz o perfil do Departamento de Estado, pasta comandada pelo republicano Marco Rubio. Em maio, o perfil do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental fez uma publicação em português após Marco Rubio anunciar uma nova política de restrição de vistos para "autoridades estrangeiras e pessoas cúmplices na censura de americanos". Ao comentar o post do secretário de Estado sobre o tema, o órgão escreveu que "nenhum inimigo da liberdade de expressão dos americanos será perdoado". Na época, a publicação foi entendida por apoiadores do ex-presidente como uma indireta ao STF.

  • Restaurantes dos EUA pedem isenção de café e carne para proteger empregos

    A Associação teme esvaziamento dos restaurantes com tarifaço de Trump WASHINGTON - O setor de restaurantes dos Estados Unidos prevê dias difíceis após a implementação das tarifas estipuladas pelo presidente Donald Trump e cobra a isenção das taxas sobre alimentos e bebidas, como carnes e café, para salvar "milhões de empregos". A NARA (Associação Nacional de Restaurantes, na sigla em inglês) avalia que as tarifas impostas contra produtos de diversos países ameaçam o custo de itens populares nos estabelecimentos. Essas mudanças podem aumentar os preços de itens populares em restaurantes elevar os custos de muitos outros ingredientes essenciais para o cardápio, afirma a NARA, em nota. A presidente da NARA, Michelle Korsmo, afirma que as tarifas vão agravar a difícil situação de manter as unidades abertas no país. "Operar um restaurante está se tornando cada vez mais difícil devido à pressão econômica e regulatória e ao aumento de quase 5% nos custos de alimentos no atacado desde o ano passado", ressalta. Com a previsão das margens ainda mais apertadas, Korsmo projeta que os estabelecimentos vão precisar repassar os custos e correr o risco de perder clientes. "Sabemos que os americanos podem ter que optar por jantar com menos frequência se os preços subirem", lamenta a presidente da associação. A queda do no movimenta prejudica um setor que sustenta milhões de empregos e economias locais, avisa o órgão. Diante das perspectivas adversas, a associação ressalta que alimentos e bebidas não são os principais determinantes dos déficits comerciais que os Estados Unidos têm com outros países e cobra "acordos comerciais sensatos". "Defendemos veementemente a isenção de alimentos e bebidas das negociações tarifárias", destaca a entidade ao dizer que a medida será a única forma de "proteger pequenas empresas, preservar empregos e manter a alimentação fora de casa acessível para as famílias. ** Com Agências **

  • Trump demite autoridade trabalhista dos EUA por dados e ganha chance antecipada de reformular o Fed

    Erika McEntarfer foi nomeada por Biden, mas tem um extenso currículo que a qualifica para o cargo WASHINGTON - O presidente Donald Trump demitiu na sexta-feira, 1, uma importante autoridade do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, logo após a divulgação de um relatório fraco e surpreendente sobre o mercado de trabalho, acusando-a — sem apresentar provas — de manipular os números. O episódio aumenta ainda mais as preocupações já existentes sobre a qualidade dos dados econômicos divulgados pelo governo federal. Em um segundo desdobramento surpreendente na política econômica, Trump ganhou a oportunidade de influenciar mais cedo do que o esperado o Federal Reserve (Fed), com quem entra em conflito quase diariamente por não reduzir os juros, após a inesperada renúncia da governadora Adriana Kugler, anunciada na tarde de sexta-feira. Os dois eventos agitaram ainda mais o mercado de ações, já impactado por um novo pacote de tarifas anunciado por Trump e pelos dados fracos de emprego. O índice de referência S&P 500 (.SPX) caiu 1,6%, registrando sua maior queda diária em mais de dois meses. Trump acusou Erika McEntarfer — nomeada pelo ex-presidente Joe Biden — de falsificar os dados de emprego. Não há evidências que sustentem as alegações de manipulação por parte da Bureau of Labor Statistics (BLS), a agência estatística que compila o relatório de emprego, bem como os índices de preços ao consumidor e ao produtor. Um porta-voz do BLS não respondeu aos pedidos de comentário. A Secretaria de Estatísticas Trabalhistas divulgou que a economia dos EUA criou apenas 73 mil empregos em julho. Mais impressionantes, porém, foram as revisões para baixo dos meses anteriores, que mostraram 258 mil empregos a menos em maio e junho do que os dados inicialmente reportados. “Precisamos de números de emprego precisos. Ordenei à minha equipe que demitisse essa indicada política de Biden, IMEDIATAMENTE. Ela será substituída por alguém muito mais competente e qualificado”, publicou Trump em sua rede Truth Social. A taxa de desemprego subiu para 4,2% em julho, e o país criou apenas 73 mil novas vagas no mês — abaixo das expectativas dos analistas. Os números de meses anteriores também foram revisados para baixo: maio registrou 19 mil vagas e junho, apenas 14 mil — os piores resultados desde a pandemia de covid-19. "Foi um relatório de emprego mais fraco do que o mercado esperava. As revisões negativas de 258 mil vagas e o aumento na taxa de desemprego recolocaram a possibilidade de um corte de juros em setembro na mesa", dizem Ian Lyngen e Vail Hartman, estrategistas do BMO Capital Markets, em nota. Preocupações com os dados Um funcionário da administração Trump, que pediu anonimato, disse que, embora todos os dados econômicos tenham certa variação, a Casa Branca está insatisfeita com o tamanho das revisões recentes e com a queda nas respostas às pesquisas. O problema, segundo ele, começou durante a pandemia de COVID e não foi resolvido desde então. “Existem esses problemas subjacentes que estão se acumulando há anos e que não foram corrigidos”, disse o funcionário. “Os mercados, as empresas e o governo precisam de dados precisos e, tipo, simplesmente não estávamos recebendo isso.” A agência estatística já reduziu a coleta de dados para os relatórios de preços ao consumidor e ao produtor, alegando limitações de recursos. A pesquisa de emprego é baseada em cerca de 121 mil empresas e agências governamentais, representando aproximadamente 631 mil locais de trabalho. A taxa de resposta caiu de 80,3% em outubro de 2020 para cerca de 67,1% em julho, segundo dados da Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos. Uma pesquisa da Reuters no mês passado revelou que 89 de 100 principais especialistas em políticas tinham ao menos alguma preocupação com a qualidade dos dados econômicos dos EUA, com a maioria também preocupada com a falta de ação urgente das autoridades para enfrentar o problema. Além das preocupações com os dados de emprego, cortes de pessoal no BLS também resultaram em redução na abrangência da coleta de dados para o Índice de Preços ao Consumidor — um dos indicadores mais importantes da inflação nos EUA, acompanhado de perto por investidores e formuladores de políticas ao redor do mundo. A atitude de Trump gerou receios de que a política possa passar a influenciar a coleta e divulgação de dados econômicos. “Politizar estatísticas econômicas é um ato autodestrutivo”, disse Michael Madowitz, economista-chefe do Roosevelt Institute's Roosevelt Forward. Mudança no Fed Antecipada Enquanto isso, a decisão surpresa de Kugler de deixar o Fed ao final da próxima semana dá a Trump uma oportunidade antecipada de nomear um novo integrante para o Conselho de Governadores do banco central, potencialmente preparando o terreno para substituir o atual presidente, Jerome Powell. Trump já ameaçou diversas vezes demitir Powell por liderar um comitê que não reduziu os juros conforme seu desejo. O mandato de Powell como presidente do Fed termina em maio do próximo ano, mas ele poderia permanecer no conselho até 31 de janeiro de 2028, se assim decidir. Com a saída de Kugler, Trump poderá nomear um novo governador para completar o mandato dela, que termina em 31 de janeiro de 2026. Esse governador pode ser indicado posteriormente para um mandato completo de 14 anos. Alguns analistas especulam que Trump pode usar essa nomeação como uma espécie de “reserva” para um futuro presidente do Fed. Entre os nomes cotados estão o conselheiro econômico de Trump, Kevin Hassett; o secretário do Tesouro, Scott Bessent; o ex-governador do Fed, Kevin Warsh; e o atual governador Chris Waller — nomeado por Trump — que nesta semana discordou da decisão do Fed de manter os juros inalterados, dizendo que preferia começar a reduzi-los já. Ao deixar a Casa Branca para passar o fim de semana em seu resort em Bedminster, Nova Jersey, Trump disse estar satisfeito com a abertura da vaga. “Eu não interpretaria como motivação política o que [Kugler] está fazendo, embora a consequência do que ela está fazendo seja chamar o blefe de Trump”, disse Derek Tang, analista da empresa de pesquisa LH Meyer. “Ela está passando a bola para ele e dizendo: olha, você está pressionando tanto o Fed, quer controle sobre as nomeações, então aqui está uma vaga.” ** Com Reuters **

  • Brasileiros agradecem Trump e americanos protestam contra governo durante fim de semana

    Cartazes contra operações do ICE predominaram nas manifestações dos americanos WASHINGTON - Pequenos grupos de brasileiros foram às ruas em algumas cidades dos Estados Unidos, principalmente na Flórida, no domingo, 3, para apoiar o tarifaço do presidente Donald Trump sobre produtos importados do Brasil e as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, um dia depois de americanos manifestarem, em uma escala maior, o descontentamento em relação à administração republicana e condenarem as ações do ICE. As manifestações trazem à tona o paradoxo entre brasileiros que agradecem a tentativa de interferência dos EUA no sistema judiciário do Brasil sob a bandeira de que a liberdade está em xeque e os americanos que reclamam das "ameaças à democracia e aos direitos humanos" realizadas pelo governo Trump desde sua posse em janeiro, envolvendo pautas como "a política anti-imigração". Batizado de "Rage Against the Regime" ("Raiva Contra o Regime"), o movimento é organizado pelo coletivo 50501, e tem como foco ainda o encobrimento dos arquivos do caso de Jeffrey Epstein, ataques aos direitos dos transgêneros, além do desmantelamento de diversos setores da saúde e educação". Não há uma contagem oficial sobre o número de manifestantes ou quantas cidades participaram dos movimentos. ** Com Agências **

  • Brasileiro lança candidatura a deputado estadual na Flórida

    Brasileiro promete defender pautas das minorias se for eleito deputado estadual na Flórida (Foto: Divulgação) ORLANDO - Felipe Sousa-Lazaballet lançou essa semana a sua candidatura a deputado estadual pelo Partido Democrata e pode se tornar o primeiro brasileiro a ocupar uma cadeira na Casa dos Representantes na Flórida. Sousa-Lazaballet - que migrou para os Estados Unidos há 24 anos e se naturalizou em 2021 - é diretor executivo do Hope CommUnity Center, uma organização sem fins lucrativos voltada ao apoio de imigrantes e famílias em situação de vulnerabilidade. Caso seja eleito nas eleições de novembro, o brasileiro vai representar o Distrito 42, que inclui as cidades de Orlando, Maitland, Eatonville e Winter Park e é considerado um dos mais progressistas do Estado. O democrata tem o apoio da deputada estadual Anna Eskamani, que representa o Distrito 42 e vai deixar a vaga para concorrer à Prefeitura de Orlando nas eleições do ano que vem. Em sua carta de intenções, divulgada na segunda-feira, 28, Sousa-Lazaballet enfatizou seu compromisso com pautas ligadas à educação pública de qualidade, acesso à saúde, geração de empregos e direitos dos imigrantes e da comunidade LGBTQ+. “Minha jornada reflete a de milhares de famílias que trabalham duro e sonham com uma vida digna. Agora quero representar essas vozes no Legislativo da Flórida”, garante o candidato.

  • Kamala Harris publicará livro sobre sua fracassada campanha eleitoral

    WASHINGTON - A ex-candidata presidencial democrata Kamala Harris anunciou nesta quinta-feira, 31, a publicação de um livro no qual revelará os bastidores da campanha das eleições do ano passado, nas quais foi derrotada por Donald Trump. O livro será publicado em 23 de setembro com o título “107 dias” (em tradução livre), o tempo que durou sua campanha, a mais curta na história recente dos Estados Unidos, já que assumiu a candidatura democrata após a abrupta desistência de seu companheiro de chapa, o ex-presidente Joe Biden. “O que o mundo viu durante a campanha foi apenas parte da história. Meu novo livro é um olhar por trás das cenas da minha experiência liderando a campanha presidencial mais curta da história moderna”, escreveu Kamala na rede social X. “Foi intenso, de grande importância e profundamente pessoal, para mim e para muitos de vocês”, acrescentou em um vídeo. O anúncio chega um dia depois de Harris comunicar sua decisão de não se candidatar a governadora da Califórnia em 2026, após vários meses de reflexão. Harris, a primeira mulher a ocupar a vice-presidência dos Estados Unidos (2021–2025), assumiu a candidatura presidencial do Partido Democrata em plena campanha eleitoral, depois que Biden se retirou após as crescentes dúvidas sobre seu estado de saúde, mas foi derrotada por Trump nas eleições de 5 de novembro. ** Com EFE **

  • Democrata da Califórnia sugere revisão de lei para legalizar imigrantes

    Senador Padilla quer aproveitar legislação existente para beneficiar imigrantes WASHINGTON - O senador Alex Padilla deve apresentar nos próximos dias o pedido para a revisão de uma lei que e pode legalizar cerca de 8 milhões de imigrantes nos Estados Unidos, a iniciativa vai na contramão da política anti-imigrante de Donald Trump. A proposta do democrada da Califórnia contempla os dreamers - beneficiados pela ação executiva de Barack Obama em 2012 (DACA) -, estrangeiros elegíveis para o Status de Proteção Temporária (TPS), filhos de portadores de green card "por longo tempo", trabalhadores essenciais e profissionais altamente qualificados. O "Renewing Immigration Provisions of the Immigration Act of 1929" prevê uma emenda da Seção 249 do Ato de Imigração e Nacionalidade que permite que imigrantes que residem continuamente nos EUA desde 1º de janeiro de 1972 solicitem o status de residente permanente. Em tempo: A última atualização da legislação aconteceu em 1986 durante o governo do republicano Ronald Reagan. O novo texto atualiza esse limite de residência para os últimos sete anos e mantém os requisistos, como não ter antecedentes criminais, para se qualificar para o green card. "Os americanos sabem que existe um caminho melhor do que a cruel utilização dos trabalhadores imigrantes como bodes expiatórios e a disseminação do medo nas comunidades da Califórnia pelo governo Trump", escreveu Padilla no comunicado à imprensa nesta segunda-feira, 28. Segundo o democrata, a legalização desses estrangeiros significa a injeção de US$ 121 bilhões na economia e a geração de US$ 35 bilhões em impostos. Para seguir adiante, a proposta de Padilla precisa do apoio dos republicanos que formam a maioria tanto no Senado como na Câmara. Um projeto bipartidário e uma aprovação acima de dois terços garantem a derrubada de um possível veto do presidente Trump. ** Com Assessorias **

  • Trump vai construir salão de festas de US$200 mi na Casa Branca

    WASHINGTON - Depois de pavimentar o Jardim das Rosas e colocar folhas de ouro no Salão Oval, o presidente Donald Trump embarcará em sua mais dramática adição à Casa Branca até o momento: um novo salão de festas de US$200 milhões a ser construído ao lado da ala leste da mansão, anunciou o governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira, 31. Trump, um ex-desenvolvedor imobiliário com uma queda por decoração, há muito tempo reclama que a Casa Branca não tem um salão de festas de grande porte para entretenimento. O projeto está previsto para iniciar em setembro e pode ser o mais extenso desde que Harry Truman concluiu uma reforma completa em 1952. A Casa Branca foi originalmente concluída em 1800 e parcialmente reconstruída após ser queimada pelos britânicos durante a Guerra de 1812. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse aos repórteres que as obras nas instalações de 8.360 metros quadrados serão concluídas "muito antes" do término do mandato de quatro anos de Trump, em janeiro de 2029. O custo de US$200 milhões do salão, que terá capacidade para 650 pessoas, será doado por Trump e outros doadores, disse ela. Os presidentes já usaram a intimista Sala de Jantar de Estado para eventos, bem como a maior Sala Leste para listas VIP maiores e, às vezes, uma tenda é construída temporariamente no Jardim Sul para sediar grandes jantares. "Quando chove, é um desastre", disse Trump sobre as tendas quando perguntado sobre o novo salão nesta quinta-feira. O presidente republicano está determinado a colocar sua marca na mansão executiva. Ele instalou decorações com detalhes dourados no Salão Oval e ergueu mastros gigantes nos gramados norte e sul. O Jardim das Rodas é atualmente um canteiro de obras com a grama arrancada e substituída por um pátio de concreto do tipo que Trump desfruta em Mar-a-Lago. Trump ofereceu pela primeira vez a construção de um salão de festas de US$100 milhões na Casa Branca em 2010, uma oferta ao então presidente Barack Obama que ficou sem resposta. A Ala Leste da Casa Branca será "modernizada" como parte do projeto. Os escritórios de lá, incluindo o usado pela primeira-dama, Melania Trump, serão temporariamente realocados, disse Leavitt. Como que para tranquilizar os tradicionalistas, a Casa Branca disse que o tema e o patrimônio arquitetônico serão "quase idênticos" ao restante da edificação. O presidente se reuniu nas últimas semanas com membros da equipe da Casa Branca, do Serviço Nacional de Parques, do Escritório Militar da Casa Branca e do Serviço Secreto dos EUA para discutir as características e o planejamento do projeto. "Será um grande projeto de legado", disse Trump nesta quinta-feira. ** Com Reuters **

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