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- Homem abre fogo na Times Square e fere três pessoas
NOVA YORK - Três pessoas foram baleadas e feridas na Times Square após uma pessoa abrir fogo na região símbolo de Nova York, nos Estados Unidos, informou o Departamento de Polícia da cidade neste sábado,9. Um adolescente de 17 anos foi detido, segundo a corporação. As vítimas são uma mulher de 18 anos e dois homens, um de 19 anos e outro de 65, que foram levados para o hospital. De acordo com um porta-voz da polícia, o estado de saúde deles é estável. Os disparos ocorreram por volta da 1h20 após uma discussão verbal do agressor com uma das vítimas, acrescentaram as autoridades. A polícia, que recuperou uma arma de fogo no local, afirmou que não se sabia até o momento se o atirador ou as vítimas se conheciam. Casos do tipo são relativamente comuns nos EUA, onde armas são amplamente disponíveis —mesmo em estados como Nova York, que têm algumas das leis mais restritas do país. O incidente deste sábado aconteceu em um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Nova York e após outro caso de grande repercussão em julho. Naquele mês, tiros em um prédio comercial em Manhattan deixou quatro mortos, incluindo um alto executivo da Blackstone e um policial. A cidade registrou um número recorde de tiroteios e vítimas nos primeiros sete meses deste ano e em julho, de acordo com um comunicado publicado pela polícia na última segunda-feira (4). A criminalidade é uma questão eleitoral crucial para a maior cidade dos Estados Unidos, que realizará eleições para prefeito em novembro. ** Com Reuters **
- Número 2 da diplomacia dos EUA diz que Moraes destruiu relação do país com Brasil
WASHINGTON/ BRASÍLIA - O vice-secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou neste sábado (9) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é responsável por "destruir" a relação entre o país e o Brasil. A declaração é dada um dia depois de o Itamaraty convocar o encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, e expressar "indignação" com declarações da representação e do governo americano. Landau disse, em post no X (ex-Twitter), que a separação de Poderes entre ramos do governo é "garantia de liberdade" e que nenhuma pessoa "pode acumular poder demais". "Mas uma separação formal de poderes não significa nada se um dos ramos tiver meios de intimidar os outros a ponto de fazê-los abrir mão de suas prerrogativas constitucionais. O que está acontecendo agora no Brasil reforça esse ponto: um único Ministro do Supremo Tribunal Federal usurpou poderes ditatoriais ao ameaçar líderes dos outros poderes —ou suas famílias— com prisão, detenção ou outras penalidades", afirma Landau. O vice-secretario então diz que um único ministro "usurpou poderes ditatoriais ao ameaçar líderes dos outros poderes", sem citar Moraes ou o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Essa pessoa [em referência a Moraes, sem citá-lo] destruiu a relação historicamente próxima do Brasil com os Estados Unidos ao, entre outras coisas, tentar aplicar a lei brasileira extraterritorialmente para silenciar indivíduos e empresas em solo americano." "A situação é inédita e anômala justamente porque essa pessoa veste uma toga judicial: enquanto sempre é possível negociar com líderes dos poderes Executivo ou Legislativo de um país, não há como negociar com um juiz, que precisa manter a aparência de que todas as suas ações são ditadas pela lei", continua. Por fim, ele afirma que Moraes se esconde "sob o manto do Estado de Direito" e que a situação é um beco sem saída porque outros Poderes dizem não pode agir. "Se alguém souber de um precedente na história da humanidade em que um único juiz não eleito tenha assumido o controle do destino de sua nação, por favor, informe. Queremos retomar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil!", conclui Landau. Após a declaração de Landau, o Itamaraty reagiu. "Essa manifestação caracteriza novo ataque frontal à soberania brasileira e a uma democracia que recentemente derrotou uma tentativa de golpe de Estado e não se curvará a pressões, venham de onde vierem." ** Agência Folha **
- Consulados brasileiros nos EUA alertam para golpe do telefone
NOVA YORK - Pelo menos três consulados brasileiros nos Estados Unidos emitiram alertas para um golpe telefônico em que pessoas alegam ser da instituição para roubar dados pessoais. As representações em Orlando, Nova York e São Francisco afirmam que não entram em contato com nacionais para pedir documentos, dinheiro ou outras informações. Os órgãos também negam fazer ameaças. Em nota nas redes sociais, os consulados pedem que os brasileiros que receberem esse tipo de ligação, desliguem e entrem em contato com um relato detalhado sobre o ocorrido por e-mail.
- Trump ordena que Censo dos EUA deixe de contar imigrantes ilegais
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta quinta-feira, 7, que seu governo comece a trabalhar em um novo Censo, e disse que a pesquisa deve desconsiderar imigrantes que estão no país ilegalmente. "Instruí o nosso Departamento de Comércio a começar imediatamente o trabalho em um novo censo altamente preciso, baseado em fatos e números atuais e, o que é importante, usando os resultados e as informações obtidas nas eleições presidenciais de 2024", anunciou Trump em sua plataforma, Truth Social. "As pessoas que se encontram ilegalmente em nosso país NÃO SERÃO CONTADAS NO CENSO", acrescentou, usando letras maiúsculas. Os EUA realizam o censo populacional a cada 10 anos e o próximo está previsto para 2030. Não está claro se o republicano quer adiantar a contagem. Historicamente, o censo conta todos os residentes dos EUA, independentemente de seu status migratório. Durante o seu primeiro mandato, de 2017 a 2021, Trump tentou incluir uma pergunta sobre cidadania no censo de 2020, mas foi impedido pela Suprema Corte. Agora, Trump volta a intervir, ciente de que uma mudança na contagem oficial poderia transformar o Congresso, o colégio eleitoral e as políticas públicas. Nos EUA, o Censo é usado para diversos fins, inclusive para distribuir o número de cadeiras no Congresso entre os diferentes Estados. A ferramenta também é usada para definir quantos delegados cada Estado tem direito a colocar no Colégio Eleitoral que elege o presidente do país. Desaceleração Demográfica Em meio à desaceleração demográfica nos EUA, a população de imigrantes aumentou em 1,6 milhão de pessoas entre 2022 e 2023, muitas delas de origem latino-americana, segundo o Instituto de Políticas Migratórias (MPI, na sigla em inglês), com sede em Washington. Em 2023, 47,8 milhões de migrantes moravam nos EUA, segundo dados do escritório do censo. Deste número, quase 75% "estavam no país legalmente como cidadãos naturalizados, residentes permanentes legais", ou seja, detentores do 'green card', ou com "vistos temporários", especifica o MPI. Segundo o Pew Research Center, se os migrantes em situação irregular tivessem sido eliminados do censo, vários Estados teriam sido privados de uma cadeira no Congresso em 2020, como a Califórnia. Disputa no Texas O anúncio de Trump ocorre no momento em que os republicanos tentam modificar o mapa eleitoral no Texas para obter até cinco cadeiras a mais nas eleições legislativas de 2026. O projeto, que propõem um chamado "gerrymandering" — redesenhar os distritos eleitorais para ganhos políticos do partido que está no poder — tem o apoio de Trump. Com o objetivo de esvaziar a Assembleia e impedir a votação, dezenas de congressistas estaduais democratas deixaram o Texas. Os republicanos do Texas ameaçaram prendê-los. Nesta quinta, o senador republicano John Cornyn disse que o FBI participar de operações para localizar e prender os democratas texanos ** Com AFP **
- 15º voo de brasileiros deportados pelo governo Trump chega a Confins
95 homens e 5 mulheres chegaram ao areporto de Confins nesta quinta-feira BELO HORIZONTE - Um avião com 100 brasileiros deportados dos Estados Unidos pousou na tarde desta quinta-feira, 7, no Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Este foi o 15º voo do tipo autorizado pelo governo norte-americano neste ano. O avião - com 95 homens e cinco mulheres, todos desacompanhados - decolou do Texas e seguiu diretamente para Minas Gerais, sem escalas em outros países. De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), o aeroporto de Confins foi escolhido por oferecer estrutura adequada para o atendimento humanitário e por estar mais próximo da origem de boa parte dos deportados, já que muitos deles são naturais de Minas Gerais. Leia também: Mãe de brasileiro detido alerta sobre abusos em presídio do ICE A estratégia é diferente da maioria dos voos anteriores que fizeram escala em Fortaleza, uma inciativa para diminuir o tempo em que os brasileiros sobrevoam o território nacional algemados. Em tempo: As algemas são uma exigência das autoridades imigrantes para transportar imigrantes. O MDHC não confirmou se os brasileiros que estavam no avião da semana passada que retornou da Venezuela para o Texas por problemas técnicos chegaram ao Brasil ontem.
- Juíza ordena paralisação temporária de ampliação de "Alcatraz dos jacarés"
TALLAHASSEE - Uma juíza federal dos Estados Unidos ordenou nesta quinta-feira, 7, a paralisação temporária da construção de um centro de detenção de imigrantes na Flórida apelidado de "Alcatraz dos jacarés", enquanto advogados discutem se a obra viola as leis ambientais. A instalação poderá continuar operando, mas o governo está impedido de adicionar qualquer nova infraestrutura, pavimentação ou aterro a ela pelos próximos 14 dias, determinou a juíza Kathleen Williams durante uma audiência. Uma ordem por escrito deve ser publicada ainda nesta quinta-feira. A decisão foi tomada depois que grupos ambientalistas e a tribo Miccosukee solicitaram a emissão de uma liminar para interromper as operações e a continuidade das obras. A ação alega que o projeto ameaça áreas úmidas ambientalmente sensíveis que abrigam plantas e animais protegidos e reverteria bilhões de dólares em restauração ambiental. Um segundo processo foi movido por grupos de direitos civis, alegando que os direitos constitucionais dos detidos estão sendo violados, já que não podem se reunir com advogados, não sofreram nenhuma acusação e as audiências de fiança foram canceladas. Uma audiência sobre o caso está marcada para 18 de agosto. Inaugurado há um mês, o centro de detenção fica em um campo de pouso abandonado no coração de uma extensa rede de manguezais, pântanos imponentes e "rios de grama" que formam uma área de conservação. O Parque Nacional Everglades é conhecido como um importante habitat para crocodilos, com uma população estimada em cerca de 200 mil. Eles podem atingir até 4,5 metros de comprimento quando adultos. Ataques de crocodilos a humanos são relativamente raros na Flórida. A instalação remota, composta por grandes tendas e outras estruturas planejadas, custará à Flórida cerca de US$ 450 milhões por ano, mas o estado pode solicitar reembolso parcial à Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema) — disse Tricia McLaughlin, porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS), no início de julho. O secretário de Justiça da Flórida, James Uthmeier, aliado de Trump que defendeu construção do centro de detenção nos Everglades, afirmou anteriormente que o estado não precisará investir muito em segurança porque a área é cercada por animais selvagens perigosos, incluindo jacarés e pítons. Trump falou repetidamente durante seu primeiro mandato sobre construir um fosso ao longo da fronteira sul cheio de jacarés ou cobras. Enquanto pressionava pela construção de um muro para impedir a entrada de imigrantes, ele pediu que a estrutura fosse equipada com estacas, arame farpado e tinta preta — para garantir que parecesse o mais intimidador possível. Desde que reassumiu o cargo este ano, Trump já enviou migrantes para a Base de Guantánamo, símbolo dos piores inimigos dos EUA, e para uma megaprisão em El Salvador. A instalação nos Everglades faz parte de um esforço mais amplo do governo Trump para mobilizar autoridades locais a fim de aumentar a capacidade de detenção e expandir o número de agentes ao redor do país aptos a prender imigrantes sem documentos. O governo Trump tem enfrentado dificuldades para cumprir suas metas de deportações maciças, em parte por limitações de recursos, e busca todas as maneiras possíveis de aumentar os números. O objetivo na Flórida é ter 5 mil leitos adicionais, distribuídos entre o novo centro e, possivelmente, outras instalações menores. ** Com Agência Globo **
- Tio Sam e Super-Homem a serviço das operações anti-imigrantes
WASHINGTON - Desde o Tio Sam até o Super-Homem, o governo dos Estados Unidos está mobilizando ícones patrióticos e uma retórica cada vez mais belicosa para recrutar agentes que apliquem no terreno a ofensiva migratória de Donald Trump. Anúncios de emprego prometendo bônus de contratação de US$ 50 mil para novos "oficiais de deportação" inundaram as redes sociais na última semana, acompanhados de slogans patrióticos que declaram: "Os Estados Unidos precisam de você!". Funcionários da Casa Branca compartilharam cartazes inspirados na Primeira Guerra Mundial, incluindo um com o Tio Sam usando um boné do ICE, enquanto um ex-ator que interpretou o Super-Homem prometeu "prestar juramento como agente do ICE o mais rápido possível". "Muitos patriotas deram um passo à frente, e tenho orgulho de estar entre eles", declarou à FOX News Dean Cain, que interpretou o Homem de Aço na série de televisão dos anos 1990 "Lois & Clark: As Novas Aventuras do Super-Homem". O ICE, responsável pelas recentes batidas com agentes mascarados em fazendas, fábricas e estacionamentos em todo o país, está fazendo de tudo para contratar novos agentes em ritmo acelerado. Com US$ 75 bilhões em financiamento adicional — o que a torna a agência policial mais bem financiada dos EUA, à frente até mesmo do FBI — o ICE recebeu de Trump a missão de deportar um milhão de imigrantes indocumentados por ano. Para atingir essa meta, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, se comprometeu a contratar 10 mil novos agentes, em um processo que aumentaria o efetivo do ICE em impressionantes 50%. Na quarta-feira, Noem eliminou os limites de idade que impediam pessoas com mais de 40 anos de se tornarem agentes de deportação. "Seu país precisa que você assuma esse compromisso. Pelo nosso país, pela nossa cultura, pelo nosso modo de vida. Você responderá ao chamado?", diz uma publicação nas redes sociais do Departamento de Segurança Interna (DHS). "Todos a postos" Os funcionários do DHS afirmam ter recebido 80 mil candidaturas desde o início da campanha de recrutamento, que começou há menos de uma semana. No entanto, críticos apontaram rapidamente evidências de que a iniciativa agressiva pode não estar funcionando tão bem quanto as autoridades afirmam. Dezenas de funcionários da Fema — uma agência independente responsável pela resposta a emergências e desastres — foram transferidos para o ICE e ameaçados de demissão caso se recusassem a mudar de área, informou o Washington Post. A subsecretária do DHS, Tricia McLaughlin, declarou ao jornal que a medida faz parte de "uma estratégia de todos a postos para recrutar 10 mil novos agentes do ICE". Um programa piloto do serviço de imigração que oferecia bônus extras em dinheiro para agentes que deportassem pessoas rapidamente foi cancelado menos de quatro horas após seu anúncio, quando sua existência vazou para o New York Times. E algumas agências policiais locais que vinham cooperando com a ofensiva federal contra a imigração se queixaram de que agora estão vendo seus próprios oficiais serem demitidos. "Que o ICE esteja ativamente tentando usar nossa colaboração para recrutar nosso pessoal é errado", declarou à CNN um porta-voz do gabinete do xerife da Flórida. "Kriptonita" Talvez a resposta mais notória e mordaz tenha vindo de South Park, a popular sátira animada de televisão que vem se tornando uma pedra no sapato para o governo Trump. Em um episódio recente, o infeliz orientador escolar, Sr. Mackey, recebe uma oferta de emprego no ICE após uma entrevista de sete segundos, recebe imediatamente uma arma e é enviado a uma batida durante um show infantil. "Se você é maluco, ou gordo e preguiçoso, não nos importamos nem um pouco", diz um anúncio fictício do ICE no episódio. "Lembrem-se: só prendam os morenos. Se for moreno, derrubem", ordena a personagem de Noem em uma sequência satírica ambientada durante uma operação migratória nos céus. A campanha de recrutamento, por outro lado, foi elogiada por veículos conservadores. A Fox News celebrou a adesão de Cain, o ator que interpretou o Super-Homem, com a manchete: "Ilegais, conheçam sua kriptonita". Na página do canal no Facebook, alguns comentários de apoio incluíram: "Esse sim é um verdadeiro Superman". Vários outros, no entanto, lembraram que o Superman, um querido herói dos quadrinhos estreitamente ligado ao patriotismo americano, é "literalmente um imigrante estrangeiro". ** Com AFP **
- Brasil lança programa para acolher deportados, mas ignora brasileiros presos nos EUA
Deportados são recepecionados por força-tarefa em aeroporto no Ceará BRASÍLIA - O Brasil lançou nesta quarta-feira, 6, um programa para "garantir mais dignidade aos brasileiros em situação de risco que foram repatriados ou deportados" de países como os Estados Unidos. O "Aqui é Brasil"é coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) que, por outro lado, afirma que nada pode fazer em relação aos nacionais presos pelo ICE. Segundo a ministra Macaé Evaristo, o primeiro passo é garantir que os repatriados cheguem em segurança e reencontrem as famílias. A ação abre o processo de reinserção através de atendimento psicossocial, assistência em saúde, abrigo, alimentação, além de transporte e regularização de documentos. “Nós estamos já em negociação com o Conselho Nacional de Educação, com o Ministério da Educação, em breve vamos ter uma resolução que orienta os sistemas de ensino sobre o acolhimento das crianças, filhos desses repatriados, e também da população imigrante”, afirma Macaé. De acordo com o governo, a medida é necessária diante dos desafios enfrentados por brasileiros no exterior — como os conflitos no Oriente Médio e o aumento da rigidez em relação a imigrantes ilegais nos EUA. Desde fevereiro, o país já recebeu mais de 1,2 mil pessoas nessa situação, especialmente de origem do país governado pelo republicano Donald Trump. Entretanto sobre as condições desumanas às quais os brasileiros são submetidos nos EUA, o MDHC afirmou em nota à Manchete USA que a competência primária é do "Ministério das Relações Exteriores (MRE), responsável por prestar assistência consular aos nacionais e intermediar ações junto às autoridades locais por meio da rede de embaixadas e consulados". "Cabe ao Itamaraty acompanhar a situação desses cidadãos, inclusive com a possibilidade de realizar visitas consulares, verificar as condições de detenção, solicitar esclarecimentos às autoridades americanas e atuar, sempre que possível, na mediação de pedidos de repatriação ou cumprimento de acordos judiciais, como a saída voluntária", escreveu a pasta em resposta à reportagem sobre os imigrantes que passam dias sem banho, com acesso escasso à alimentação e dormindo no chão em centros de detenção, muitas vezes improvisados, do ICE. O Itamaraty, por sua vez, ignorou as tentativas de contato da Manchete USA sobre brasileiros presos em situação degradantes nas prisões imigratórias e a respeito daqueles em estado vegetativo nos EUA que precisam de avião UTI para voltar ao Brasil. O "Aqui é Brasil" tem duração prevista de 12 meses, com um investimento de R$ 15 milhões, em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Tarifa extra de 50% dos EUA sobre produtos do Brasil entra em vigor
Tarifaço entra em vigor e deixa produtos da mesa dos americanos mais caros WASHINGTON - A sobretaxa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a exportações brasileiras para o mercado americano entrou em vigor à meia noite desta quarta-feira, 6. A tarifa atinge 36% dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA, segundo o governo brasileiro, incluindo itens importantes na relação comercial entre os dois países, como máquinas agrícolas, carnes e café. Graças a cerca de 700 exceções previstas no decreto (leia a íntegra) que oficializou a medida, 43% do valor de itens brasileiros exportados para o país escapam das novas alíquotas, como mostrou levantamento feito pela Folha. Estão isentos deste tarifaço, por exemplo, derivados de petróleo, ferro-gusa, produtos de aviação civil —o que livra a Embraer— e suco de laranja. Cerca de 20% das exportações, como aço, alumínio e autopeças, são sujeitas a tarifas setoriais específicas. Desde abril, o país já sofria uma sobretaxa de 10% imposta pelos EUA a uma série de países. No mês passado, Trump adicionou mais 40% devido a questões políticas. Com isso, produtos brasileiros que estão fora da lista de exceções passam a pagar sobretaxa de 50%, além das tarifas que já incidem normalmente. O etanol, por exemplo, pagava tarifa de 2,5% antes de Trump voltar ao poder. Agora, a alíquota passará a 52,5%. O impacto se estende a outros setores, como frutas, sal e itens de menor peso na balança comercial, mas de grande importância para pequenas e médias empresas exportadoras. O decreto assinado por Trump, embora trate de uma medida econômica, foca críticas ao governo brasileiro e a decisões do Judiciário e não menciona o comércio bilateral. Na carta em que anunciava a intenção de ampliar as tarifas ao país, o americano havia citado erroneamente haver um déficit comercial com o Brasil, quando na verdade há superávit. O texto do decreto, por sua vez, menciona diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que é réu em inquérito que apura tentativa de golpe em 2022. A Casa Branca afirma que a medida visa "lidar com ameaças incomuns e extraordinárias à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos". Um homem está falando em um microfone enquanto segura um cartaz que lista tarifas recíprocas de vários países. O cartaz tem uma tabela com os nomes dos países e as respectivas tarifas. Ao fundo, há uma bandeira americana. O homem tem cabelo claro e usa um terno escuro com uma gravata vermelha. A sobretaxa aplicada ao Brasil é a maior entre as cerca de 70 anunciadas pelos Estados Unidos na semana passada —as taxas para os outros países entram em vigor nesta quinta (7). Trump impôs tarifas de 41% para a Síria, 39% para a Suíça, 30% para a África do Sul e 15% para a Venezuela. Índia e Taiwan serão alvo de uma tarifa de 25% e 20%. Lesoto, que havia sido ameaçado com uma taxa de 50%, ficou com 15%. O Canadá, antigo aliado dos EUA, ficou com 35%, sob o argumento de Trump de que a nação vizinha não atuou para impedir o fluxo de fentanil ao país. O México, que foi ameaçado com o mesmo índice, conseguiu negociar uma expansão de 90 dias antes da aplicação das sobretaxas. Apesar de cerca de 40% dos produtos brasileiros terem escapado do tarifaço, especialistas apontam que a medida tem efeito negativo para cadeias estratégias da economia. "O impacto é expressivo. Produtos que ficaram fora da lista de exceções continuam sujeitos ao aumento tarifário, o que compromete a competitividade de empresas brasileiras e potencialmente cadeias globais de valor", afirmou a Amcham, em nota, após a confirmação das tarifas de Trump, na semana passada. A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), por exemplo, estima queda de até 47% nas exportações de carne bovina e de 25% no café. Segundo Welber Barral, sócio da consultoria BMJ, também devem sentir os efeitos muitas empresas pequenas do país. A escalada tarifária anunciada por Trump é vista por analistas como um movimento político com forte apelo eleitoral, em meio à corrida presidencial de 2025 nos Estados Unidos. SANÇÃO CONTRA A RÚSSIA TAMBÉM PODE ATINGIR O BRASIL O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que tomará nesta quarta uma decisão sobre a imposição de sanções a países que compram petróleo russo após uma reunião com autoridades russas. Em entrevista coletiva, Trump não confirmou se as tarifas serão de 100%, como especulam empresas de comércio internacional. "Nunca disse uma porcentagem, mas deve ser algo próximo disso", afirmou o presidente dos EUA. Se a ameaça for levada a cabo, pode haver impacto sobre os 60% do diesel que o Brasil compra, justamente do país de Vladimir Putin. Segundo dados compilados pelo Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo, de Helsinque, de dezembro de 2022 até junho 12% do diesel russo foi exportado para o Brasil —onde grandes empresas listadas em Bolsa evitam fazer a aquisição direta, temendo sanções secundárias para quem faz transações com os russos, punidos desde que invadiram a Ucrânia em 2022. O Brasil comprou, segundo o centro, o equivalente a R$ 2,8 bilhões em diesel russo só no mês de junho. ** Agência Folha **
- Apple promete investimento adicional de US$ 100 bi nos EUA
WASHINGTON - A gigante da tecnologia Apple aumentará seus investimentos nos Estados Unidos em US$ 100 bilhões, elevando o total para US$ 600 bilhões em quatro anos, anunciou nesta quarta-feira, 6, o presidente Donald Trump. Esse é “o maior investimento já feito pela Apple nos Estados Unidos”, comemorou Trump juntamente com o diretor-executivo da empresa, Tim Cook, em cerimônia na Casa Branca. “A Apple vai aumentar maciçamente os gastos em sua cadeia de suprimentos doméstica”, acrescentou o presidente, que destacou uma nova instalação no estado de Kentucky para a produção do vidro usado nas telas dos iPhones. A Apple anunciou em fevereiro que investiria mais de US$ 500 bilhões (R$ 2,75 trilhões) nos Estados Unidos e contrataria 20 mil pessoas, em um momento em que as empresas de tecnologia competem para desenvolver inteligência artificial. “Somente neste ano, as fabricantes americanas estão a caminho de produzir 19 bilhões de chips para a Apple, em 24 fábricas em 12 estados diferentes”, ressaltou Cook na Casa Branca. Trump, que pressionou as empresas americanas a produzirem localmente por meio das tarifas que impôs aos parceiros comerciais dos Estados Unidos, afirmou que seu governo é responsável por conseguir esse investimento. “Este é um passo significativo para o objetivo final de garantir que os iPhones vendidos nos Estados Unidos também sejam fabricados no país”, disse o presidente. Cook esclareceu que vários componentes do iPhone serão fabricados nos Estados Unidos, mas que a montagem completa dos smartphones continuará sendo feita no exterior. “Estamos produzindo muitos dos semicondutores aqui, estamos produzindo o vidro aqui, estamos produzindo o módulo de Face ID aqui, e os estamos fabricando para produtos vendidos em outras partes do mundo”, acrescentou. Trump reiterou seu plano de impor uma tarifa de cerca de 100% para os semicondutores, cuja maioria é importada de Taiwan, Coreia do Sul, China e Japão. Os Estados Unidos “serão muito ricos, e empresas como a Apple estão voltando para casa”, declarou. O presidente acrescentou que a Apple “vai ajudar a desenvolver e fabricar semicondutores e equipamentos para semicondutores em Utah, Texas, Arizona e Nova York”. A empresa afirmou ter registrado um lucro trimestral de US$ 33,4 bilhões no fim de julho, superando as previsões, apesar do aumento dos custos devido às tarifas de Trump. ** Com AFP **
- Mãe de brasileiro detido alerta sobre abusos em presídio do ICE
Brasileiro foi preso num canteiro de obras em Vermont em ação do patrulha de fronteira BOSTON – Um voo com deportados dos Estados Unidos em direção à América do Sul com destino final em Belo Horizonte retornou ao Texas no início da semana passada, após uma suposta falha técnica na aeronave e todos os imigrantes foram alojados num centro de detenção, revelando mais uma série de abusos nas prisões administradas pelo ICE desde janeiro. A informação sobre o retorno do avião foi dada a mãe de um brasileiro através da Divisão de Assistência Consular do Brasil. Nunes (nome fictício criado para a proteção do jovem detido), de 21 anos, foi preso num canteiro de obras em Vermont. Ele estava com a permanência vencida e sua fiança foi negada em Corte. A família pagou US$ 4 mil a um advogado que não teve sucesso no caso. Vivendo há 1,8 ano em Massachusetts, o jovem viu seu sonho americano ruir quando oito viaturas da patrulha de fronteira cercaram o local onde trabalhava, atendendo ao chamado da namorada de um dos empregados da obra. Uma discussão de casal se transformou no pesadelo de sete pessoas. Depois de passar por diversos presídios, Nunes embarcou num voo que seguiria para o aeroporto de Confins mas retornou da Venezuela para o Texas com parada em Porto Rico. Segundo a Divisão Consular do Brasil, a aeronave apresentou problemas técnicos. Depois de passar dias sem saber o paradeiro do filho, a mãe do jovem resolveu contar o drama narrado por Nunes em vários telefonemas. “Eles passam mal, não comem. Não têm onde tomar banho”, disse. Ela alerta para casos "potencialmente mortais", os testemunhos relatam abusos físicos, assédio verbal e tratamento degradante. “Eles são obrigados a ficar pelados para revistas íntimas.” No domingo, 2, Nunes conseguiu fazer nova ligação para os pais, contando que está junto a outros 150 brasileiros no US Border Patrol Central Processing Center, no Texas. Segundo ela, todos estão sem acesso a banho, sem escovar os dentes, sem comida, sem água para beber. Dormindo no chão, sem colchão e num ambiente com muito calor. Na terça-feira, 4, a brasileira escreveu uma carta para a imprensa expondo seu medo. “Escrevo esta carta como mãe, cidadã brasileira e representante de tantas outras famílias que hoje vivem o pesadelo de ver seus filhos e entes queridos detidos em centros de imigração dos Estados Unidos — em condições absolutamente desumanas. O meu filho, assim como dezenas de outros brasileiros, encontra-se sob custódia do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA), em um centro chamado US Border Patrol Central Processing Center, no Texas. Trata-se de um local projetado para estadias temporárias de algumas horas, mas que hoje abriga pessoas por dias seguidos, sem qualquer estrutura física ou dignidade básica. Estamos falando de seres humanos — homens e mulheres — mantidos em celas superlotadas, sem acesso a higiene pessoal, sem banho, com banheiros imundos e insuficientes, dormindo no chão frio, sem cobertores, sem colchões, sem água potável e recebendo apenas um pacote de biscoito e um sanduíche de mortadela por dia. Isso não é protocolo. É tortura silenciosa. As famílias que tentam obter informações junto ao ICE são tratadas com grosseria, desprezo e mentiras. Mesmo em casos em que há ordem judicial de saída voluntária e passagem comprada, os detidos são retidos, transferidos arbitrariamente entre centros e impedidos de embarcar — sem justificativas, sem explicações, sem humanidade. Enquanto isso, em várias cidades dos Estados Unidos, como Nova York, multidões protestam contra o avanço do autoritarismo, da mentira institucionalizada e da manipulação do poder. A população americana está nas ruas gritando por justiça e liberdade. Mas quem grita por nós? Quem grita pelos brasileiros invisíveis, encarcerados como se não fossem ninguém? O silêncio das autoridades brasileiras diante desses abusos precisa acabar. E a imprensa tem um papel essencial nisso. Vocês são a ponte entre a dor da sociedade e a mobilização pública. Precisamos que a imprensa denuncie, investigue, pressione. Precisamos que os rostos e as vozes desses brasileiros não fiquem esquecidos atrás de grades e portões blindados. Pedimos ao governo brasileiro: • Que cobre respostas do ICE e do governo dos EUA; • Que envie representantes consulares aos centros de detenção; • Que fiscalize as condições de permanência dos brasileiros presos; • Que assegure que acordos judiciais de saída voluntária sejam respeitados; • E que ofereça apoio real e humano às famílias. Enquanto isso, sigo aqui — como tantas outras mães — lutando com as armas que tenho: a palavra, a verdade e a coragem. E. T. C. B Mãe de cidadão brasileiro detido nos Estados Unidos Em tempo: O número de pessoas mantidas em centros de detenção por imigração irregular em todo o país era em média 56.400 ao longo de junho, com quase 72% sem antecedentes criminais. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- EUA cortam financiamento de vacinas contra doenças respiratórias
WASHINGTON - O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira, 5, que vai cancelar contratos e cortar o financiamento de algumas vacinas que estão sendo desenvolvidas para combater vírus respiratórios como a Covid-19 e a gripe. O secretário Robert F. Kennedy Jr. disse através de um comunicado que 22 projetos, totalizando US$ 500 milhões, voltados ao desenvolvimento de vacinas com tecnologia de mRNA serão interrompidos. A decisão de Kennedy é a mais recente de uma série de medidas que colocam em prática suas antigas críticas às vacinas no comando da pasta da saúde. O secretário já recuou nas recomendações em torno das vacinas contra a Covid-19, demitiu o painel responsável por recomendar a imunização e se recusou a fazer uma defesa contundente da vacinação mesmo diante do agravamento de um surto de sarampo. O secretário de saúde criticou as vacinas de mRNA em um vídeo publicado em suas redes sociais, explicando a decisão de cancelar projetos conduzidos pelas principais farmacêuticas do país, como Pfizer e Moderna, que oferecem proteção contra vírus como a gripe, a Covid-19 e o H5N1. "Para substituir os programas problemáticos de mRNA, estamos priorizando o desenvolvimento de estratégias vacinais mais seguras e abrangentes, como vacinas de vírus inteiro e plataformas inovadoras que não entram em colapso quando os vírus sofrem mutações", disse Kennedy no vídeo. Especialistas em doenças infecciosas afirmam que a tecnologia de mRNA usada nas vacinas é segura e creditam seu desenvolvimento, iniciado ainda no governo Trump, por ter ajudado a conter a pandemia de coronavírus em 2020. Eles alertam que futuras pandemias serão mais difíceis de controlar sem essa linha de pesquisa. "Não acho que já tenha visto uma decisão mais perigosa em saúde pública nos meus 50 anos de carreira", disse Mike Osterholm, especialista em doenças infecciosas e preparação para pandemias da Universidade de Minnesota. Ele observou que a tecnologia de mRNA oferece vantagens importantes, como a produção rápida — algo crucial no caso de uma nova pandemia que exija uma nova vacina. "O abandono dos projetos de mRNA é uma atitude míope, especialmente diante das preocupações com uma possível pandemia de gripe aviária", afirmou o Dr. Paul Offit, especialista em vacinas do Hospital Infantil da Filadélfia. "Ela (vacina mRNA) certamente salvou milhões de vidas", acrescentou. Cientistas também estão usando a tecnologia de mRNA para muito mais do que vacinas contra doenças infecciosas — pesquisadores ao redor do mundo exploram seu uso em imunoterapias contra o câncer. Tradicionalmente, vacinas exigem o cultivo de partes dos vírus, muitas vezes em ovos de galinha ou em grandes tanques de células, para depois purificar esse material. A abordagem do mRNA começa com um pequeno trecho de código genético que carrega instruções para produzir proteínas. Os cientistas escolhem a proteína-alvo, injetam esse “manual de instruções” e o corpo fabrica apenas o suficiente para gerar proteção imunológica — criando sua própria dose de vacina. Em comunicado na terça-feira, o HHS afirmou que "outros usos da tecnologia de mRNA dentro do departamento não são afetados por este anúncio". A técnica é utilizada em vacinas aprovadas contra a Covid-19 e o vírus sincicial respiratório (RSV), mas ainda não foi aprovada para vacinas contra a gripe. A Moderna, que estava desenvolvendo uma vacina combinada contra Covid-19 e gripe com mRNA, afirmou acreditar que o uso da tecnologia pode acelerar a produção das vacinas contra a gripe em comparação com os métodos tradicionais. O abandono dos projetos de mRNA sinaliza uma “mudança nas prioridades de desenvolvimento vacinal”, segundo o HHS, que acrescentou que passará a “investir em soluções melhores”. Nenhum detalhe foi fornecido sobre quais seriam essas novas tecnologias. "Quero deixar absolutamente claro: o HHS apoia vacinas seguras e eficazes para todo americano que desejar", disse Kennedy em seu comunicado. ** Com AP **
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