Resultados de busca
Buscar neste site
1706 resultados encontrados com uma busca vazia
- Pesquisa revela que consumo de álcool nos EUA está em nível recorde de baixa
Maioria dos americanos rejeitam até a ideia de beber socialmente WASHINGTON - O consumo de álcool entre adultos nos Estados Unidos está no nível mais baixo já registrado, mostrou uma pesquisa da empresa de análises Gallup nesta quarta-feira, 13. Pela primeira vez, os americanos consideram prejudicial até mesmo o consumo moderado de álcool. A mais recente pesquisa de hábitos de consumo da Gallup, realizada anualmente, mostrou que cerca de 54% dos norte-americanos relataram consumir álcool, em comparação com 58% em 2024 e 62% em 2023. O número cai abaixo do recorde anterior de 55% em 1958, nas quase nove décadas de acompanhamento pela Gallup. As vendas de bebidas alcoólicas vêm caindo desde a pandemia, pois a inflação e as taxas de juros afetaram as carteiras dos consumidores. Os fabricantes de bebidas alcoólicas agora também enfrentam alertas crescentes de autoridades de saúde pública que afirmam que o consumo de pequenas quantidades de álcool está associado a pelo menos sete tipos de câncer. A maioria dos norte-americanos -- 53% -- afirma que o consumo moderado de álcool é ruim para a saúde, segundo a Gallup, em comparação com 45% no ano passado. Menos pessoas nos EUA estão consumindo álcool regularmente, com um recorde de baixa de 24% dizendo que beberam no dia anterior e 40% relatando mais de uma semana desde a última vez -- a maior proporção desde 2000, segundo a pesquisa. A ingestão média nos últimos sete dias caiu para 2,8 drinques, a menor desde 1996 e abaixo dos 3,8 drinques de um ano atrás, muito abaixo do pico de 2003, de 5,1 drinques por semana, segundo os relatórios. "A queda no consumo de álcool não parece ser causada pela mudança das pessoas para outras substâncias que alteram o humor -- em particular, a maconha recreativa, que agora é legal em cerca de metade dos Estados dos EUA", disse Lydia Saad, diretora de pesquisa social do Gallup. A Gallup acompanha o comportamento dos americanos em relação à bebida desde 1939 e suas opiniões sobre as implicações do consumo moderado de álcool para a saúde desde 2001. ** Com Reuters **
- Militares chegam à capital dos EUA e 'sem-teto têm de sair'
Guarda Nacional deve ficar pelo menos 30 dias em Whashington DC, de acordo com Trump WASHINGTON - Os militares da Guarda Nacional dos Estados Unidos destacados por Donald Trump para Washington DC começaram a chegar às ruas da capital, que o presidente considera palco de uma onda de crimes violentos. Ao todo, serão oito centenas de soldados mobilizados e 500 agentes federais, o que a prefeita Muriel Bowser denuncia como "impulso autoritário" do presidente. Sob o lema "tornar DC segura outra vez", Trump anunciou na segunda-feira (11) a decisão de destacar centenas de membros da Guarda Nacional na capital durante um período de emergência de 30 dias. "Vou tornar a nossa capital mais segura e mais bonita. Os sem-teto têm de sair imediatamente. Vamos dar acomodação para ficarem, mas longe da capital. Os criminosos não precisam se mudar. Vamos colocá-los todos na cadeia, onde pertencem", anunciou então o presidente. Trump citou "crime, selvageria, sujidade" e "as mortes impiedosas de pessoas inocentes" que diz existirem em Washington DC para justificar a decisão.. Ao final desta terça-feira (12) já se observavam na cidade, especialmente em locais centrais e turísticos, veículos blindados da Guarda Nacional. Ao longo dos próximos dias o restante das tropas deve chegar. Alegações falsas A prefeita democrata negou que o crime esteja fora de controle na capitale condenou a decisão do presidente. "Temos de proteger a nossa cidade, proteger a nossa autonomia, proteger o nosso direito interno e superar este tipo [Donald Trump], para garantir que elegemos uma Câmara democrata para que tenhamos uma barreira contra este impulso autoritário", disse Muriel ao New York Times. A chefe do executivo local frisou ainda que a Guarda Nacional não tem o poder de prender pessoas. Segundo dados oficiais da Polícia Metropolitana de Washington DC, a taxa de crimes violentos é a mais baixa dos últimos 30 anos. Dados do FBI também indicam uma queda de 9% na criminalidade da cidade desde o ano passado. Ainda assim, estudos sugerem que a capital tem uma taxa de homicídios mais elevada do que outras grandes cidades americanas. Apenas o início Enquanto nos Estados a Guarda Nacional funciona como uma milícia que responde ao governador, exceto quando é chamada para o serviço federal, em Washington esta força responde diretamente à Casa Branca. Raramente um presidente recorre diretamente à Guarda Nacional para combater a criminalidade. No entanto, em junho deste ano Trump já tinha mobilizado cerca de 2 mil militares para Los Angeles, na Califórnia, para responder aos protestos contra detenções de imigrantes ilegais. Na terça-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca adiantou que cerca de 850 policiais foram destacados para a cidade nesta madrugada, realizando 23 detenções por homicídio, infrações com armas de fogo, tráfico de droga, evasão fiscal, atos obscenos e perseguições. "Este é apenas o início. Ao longo do próximo mês, a administração Trump irá perseguir e prender implacavelmente todos os criminosos violentos do distrito que infringem a lei, prejudicam a segurança pública e põem em perigo os americanos", assegurou. ** Com Agências **
- Governadora cobra solução para greve de coletores de lixo que já dura 7 semanas em Massachusetts
Medidas paliativas da empresa não resolvem o problema de acúmulo de lixo nas ruas BOSTON - A governadora de Massachusetts, Maura Healey, reclama que tem sido ignorada pela Republic Service e cobra que a empresa de coleta de lixo resolva o impasse com os funcionários para acabar com a greve que já dura sete semanas. "A incapacidade da sua empresa de resolver ou mesmo abordar significativamente esta greve prolongada é inaceitável", escreveu Healey na carta direcionada ao CEO Jon Vander Ark. "O fato de você não ter retornado minhas ligações é um reflexo da sua abordagem inaceitável a um assunto urgente", acrescentou. A democrata sugeriu que representantes do governo ajam como intermetidários da disputa que paralisou o recolhimento do lixo em pelo menos 14 municípios. A Republic Service não se reúne com o Teamters Local 25, sindicato que representa mais de 400 trabalhadores, desde o dia 18 de julho. Os servidores pedem aumento salarial, melhores condições de trabalho e plano de saúde mais completo, diz um comunicado do sindicato Teamsters Local 25. No domingo, eles decidiram manter a greve. A Republican Service afirma ter oferecido um aumento salarial de 16% no primeiro ano e somar o acréscimo de 43% ao longo da vigência do contrato, além de um plano de saúde com prêmio zero para os funcionários sindicalizados. Por outro lado, a companhia nega incluir no acordo uma cláusula de anistia para os funcionários que participaram da greve. "Se o Teamters Local 25 alega que não está fazendo nada ilegal. Essa medida é desnecessária", observa em nota à imprensa. A Republican Service está prestando serviço parcial em Massachusetts com funcionários que não são sindicalizados, além daqueles transferidos de outros Estados, mas não é o suficiente. Boston, Canton, Danvers, Gloucester, Beverly, Peabody, Revere e Malden são as cidades mais afetadas. Além de Massachusetts, a empresa também enfrenta a paralisação de cerca de 2 mil trabalhadores em outras dezenas de cidades dos Estados Unidos. ** Com Agências **
- Trump comete gafe e diz que Alaska faz parte da Rússia
Trump sugeriu que território americano é russo WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cometeu uma gafe ao afirmar que irá 'para a Rússia' para se encontrar com Vladimir Putin -- a reunião, que tem por objetivo discutir um cessar-fogo na Ucrânia, está programada para acontecer no Alasca, o 49º Estado norte-americano, na próxima sexta-feira, 15. "É embaraçoso estar aqui. Eu vou ver o Putin, eu vou para a Rússia na sexta-feira, não queria estar aqui para falar sobre o quão insegura, suja e nojenta esta outrora bela capital está", disse Trump durante deu durante coletiva de imprensa em que o republicano anunciou uma intervenção federal na segurança da capital norte-americana, Washington D.C. Leia também: Trump declara emergência em Washington D.C. e convoca Guarda Nacional para expulsar moradores de rua e 'jovens criminosos' O território do Alasca pertenceu à Rússia até 1867, que o vendeu aos EUA devido aos custos elevados de logística e manutenção da região. À época, os EUA adquiriram o território por US$ 7,2 milhões, equivalentes a US$ 156 milhões em valores de 2025.
- Trump escolhe economista conservador para Escritório de Estatísticas Trabalhistas
E.J. Antoni está alinhado às políticas de Donald Trump WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu nesta segunda-feira, 11, um economista de direita para chefiar o Escritório de Estatísticas Trabalhistas, em substituição à comissária que ele demitiu após a publicação de números sobre o emprego que mostravam um enfraquecimento do mercado de trabalho. Trump informou em sua plataforma Truth Social que nomeava E.J. Antoni como comissário do órgão. "Nossa economia está crescendo e E.J. garantirá que os números divulgados sejam HONESTOS e PRECISOS", escreveu o presidente. "Sei que E.J. Antoni fará um trabalho incrível neste novo cargo", acrescentou. Antoni é economista-chefe do centro Fundação Heritage para o orçamento federal, segundo o site da organização. Em seus comentários publicados pela Fundação Heritage, Antoni elogiou consistentemente as políticas do presidente republicano e, por outro lado, criticou as de seu antecessor, o democrata Joe Biden. Na semana passada, Trump reiterou, sem apresentar provas, que um relatório recente sobre o emprego "estava manipulado". Ele alegou que Erika McEntarfer, chefe de estatísticas trabalhistas, havia adulterado dados para minimizar os feitos econômicos de seu governo. O crescimento do emprego nos Estados Unidos não atingiu as expectativas em julho, segundo os números do Escritório de Estatísticas Trabalhistas. Além disso, foi revisado para baixo o número de contratações de maio e junho, que caiu para os níveis mais baixos desde a pandemia de Covid-19. Trump pediu a demissão de McEntarfer horas depois da divulgação dos números. O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, admitiu posteriormente que o mercado de trabalho, de fato, havia esfriado. Os dados sobre o emprego nos Estados Unidos apontam para dificuldades, já que as empresas adotaram uma postura cautelosa em relação à contratação e ao investimento enquanto enfrentavam as tarifas radicais e instáveis de Trump neste ano. * * Com AFP **
- CDC dos EUA reforça medidas de segurança após atirador matar policial em Atlanta
ATLANTA - O Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos reforçou a segurança após um ataque na sexta-feira em sua sede em Atlanta, que deixou um policial e o atirador mortos, colocando a maioria dos funcionários trabalhando em casa esta semana e removendo adesivos de veículos mostrando onde eles trabalham. O sindicato que representa os trabalhadores do CDC disse que a violência "compõe meses de maus-tratos, negligência e difamação que a equipe do CDC tem sofrido", citando relatos de que o atirador culpou a vacina contra a Covid-19 por tê-lo deixado deprimido e suicida. Desde que foi nomeado secretário de Saúde e Serviços Humanos no início deste ano, Robert F. Kennedy Jr. tem se concentrado na política de vacinas e, em maio, retirou uma recomendação federal de vacinas contra a Covid para mulheres grávidas e crianças saudáveis. Kennedy visitou as instalações do CDC na capital da Geórgia nesta segunda-feira, onde a segurança da agência apontou janelas quebradas em vários edifícios, incluindo a cabine de guarda principal, disse o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) em um comunicado. Ele também visitou o Departamento de Polícia do Condado de DeKalb e se reuniu em particular com a viúva do policial David Rose. "Ninguém deve enfrentar a violência enquanto trabalha para proteger a saúde dos outros", disse Kennedy Jr. em uma postagem no X no sábado. O HHS disse que continua a apoiar o pessoal do CDC e que medidas adicionais de segurança e proteção estão sendo implementadas antes do retorno dos funcionários ao escritório. Uma fonte informada sobre o assunto disse à Reuters que 189 tiros atingiram os prédios do CDC durante o ataque, 85 janelas foram quebradas e mais de 100 portas destruídas, entre outros danos. As forças policiais locais e federais estão "conduzindo um monitoramento intensivo de todas as ameaças em potencial ao CDC e sua equipe", disse a diretora de operações interina da agência, Christa Capozzola, em um email para a equipe no fim de semana que foi visto pela Reuters. Ela disse que o trabalho estava em andamento para limpar e reparar os extensos danos causados ao campus do CDC pelo atirador que, de acordo com a investigação até o momento, agiu sozinho. ** Com Reuters **
- Republicanos aumentam pressão sobre democratas para que retornem ao Texas
Dustin Burrows incluiu medidas sobre as enchentes na pauta para atrair democratas para o plenário nesta terça HOUSTON - Os republicanos do Texas tentaram, nesta segunda-feira, 11, pressionar parlamentares democratas a retornarem ao Legislativo estadual, já que a ausência deles impediu novamente a votação de um plano de redistritamento apoiado pelo presidente Donald Trump, em busca de mais assentos republicanos no Congresso. Ao declarar falta de quórum para conduzir os trabalhos, o presidente da Câmara, Dustin Burrows, declarou uma sessão na terça-feira para a votação de medidas relacionadas às enchentes que mataram pelo menos 137 pessoas no mês passado, em uma tentativa de persuadir os democratas a voltarem. "A pergunta é simples", disse Burrows. "Você estará naquela cadeira para votar esses projetos de lei críticos de recuperação de desastres ou será lembrado como aquele que não apareceu?" Os parlamentares democratas da Câmara dos Deputados do Texas se ausentaram neste mês para negar aos republicanos o quórum necessário para aprovar o plano de redistritamento apoiado por Trump, que pretende mudar cinco cadeiras do Estado no Congresso de democratas para republicanos. Os democratas foram para Estados mais hospitaleiros, como Califórnia e Illinois, colocando-os fora do alcance das manobras legais do Texas para forçar seu retorno. O governador do Texas, Greg Abbott, e outras autoridades prometeram localizar os membros ausentes e intensificar esforços para removê-los do cargo. Burrows disse que os agentes do Departamento de Segurança Pública do Estado se espalharam por "todas as regiões" do Texas. "Eles estão do lado de fora das casas dos membros, fazendo vigilância, batendo nas portas, ligando para seus telefones várias vezes ao dia", disse. "Até o momento, não há ninguém em casa, mas a busca continua e não vai parar." Burrows disse que deve pedir ao departamento que criasse uma linha de denúncia para obter informações sobre os membros ausentes. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, um democrata que ameaçou seu próprio esforço de redistritamento para impulsionar seu partido, escreveu a Trump nesta segunda-feira que a Califórnia desistiria se o Texas encerrasse sua iniciativa de redistritamento. "Você está brincando com fogo, arriscando a desestabilização de nossa democracia, sabendo que a Califórnia pode neutralizar qualquer ganho que você espere obter", disse Newsom a Trump na carta. "Essa tentativa de manipular os mapas do Congresso para manter o poder antes que um único voto seja dado na eleição de 2026 é uma afronta à democracia americana." Na sexta-feira, Newsom havia dito que vai pedir aos eleitores a aprovação de uma medida eleitoral em novembro que redesenhe o mapa do Congresso do Estado de uma forma que provavelmente criará mais cinco cadeiras democratas. Os democratas precisam mudar apenas três assentos mantidos pelos republicanos para retomar a maioria na Câmara dos EUA com 435 assentos no próximo ano, portanto, até mesmo ganhos modestos para qualquer um dos partidos por meio do redistritamento podem ser decisivos. Se os democratas ganharem a Câmara, eles poderão impedir grande parte da agenda legislativa de Trump e realizar investigações sobre seu governo. Os democratas da Câmara do Texas não responderam imediatamente a um pedido de comentário. Na semana passada, vários membros argumentaram que Abbott tem autoridade para liberar fundos excedentes de assistência a desastres sem o envolvimento do Legislativo. ** Com Reuters **
- Trump declara emergência em Washington D.C. e convoca Guarda Nacional para expulsar moradores de rua e 'jovens criminosos'
A Procuradora-Geral, Pam Bondi, é a nova responsável pela segurança na capital dos EUA WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou estado de emergência de segurança pública na capital do país nesta segunda-feira, 11, e coloca a polícia de Washington sob controle federal. A procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, passa a comandar a segurança da capital. Policiais e agentes do FBI foram enviados às ruas e a Guarda Nacional foi convocada. Chamando a ação de "dia da libertação" da capital, Trump afirmou, em entrevista coletiva, que é hora de "ações drásticas", para expulsar moradores de rua e prender "jovens criminosos". Em uma série de postagens na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que planeja tornar a cidade "mais segura e mais bonita do que nunca". Ele disse que Washington, D.C. foi "tomada por gangues violentas e criminosos sanguinários", bem como por "maníacos drogados e moradores de rua". Em reação às medidas, um protesto se formou em frente à Casa Branca, atraindo dezenas de pessoas que gritam coisas como "tirem as mãos de Washington, D.C." e "protejam o governo autônomo", segurando cartazes com os dizeres "Libertem Washington, D.C.". Números em queda Os índices de violência na capital do país não corroboram a tese de Trump. Em 8 de agosto de 2025, os registros da polícia local mostram uma redução de 7% em todos os crimes no ano até o momento, com o número total de crimes violentos caindo 26% em relação a 2024. Os crimes de roubo de carro também diminuíram, desta vez em mais de 1/3, com uma queda de 37%. No domingo, Trump escreveu em suas redes sociais que "Os sem-teto precisam sair IMEDIATAMENTE" de Washington D.C. e "queremos nossa capital DE VOLTA". Donald Whitehead, diretor executivo da Coalizão Nacional para os Sem-teto, disse que Trump está confundindo a falta de moradia com o crime, acrescentando que as pessoas sem-teto têm maior probabilidade de serem vítimas de um crime do que de cometer crimes. Ele afirmou que, quando os acampamentos onde as pessoas sem-teto vivem são realocados, a criminalidade, na verdade, aumenta em vez de diminuir. Para Whitehead, a falta de moradia aumentou em todo o país — e Washington, D.C. não é exceção. "Há atualmente cerca de seis mil pessoas em situação de rua em D.C.", disse ele à BBC. Ele afirma que a falta de moradia aumentou devido a problemas estruturais maiores, como o aumento do custo da moradia. "O presidente prometeu lidar com os preços e a inflação, e não vimos isso", diz Whitehead. Whitehead diz estar "muito preocupado" com o local para onde Trump levará as pessoas sem-teto em D.C., como prometeu fazer. Ainda no domingo, já era possível encontrar agentes federais pela cidade, como agentes do FBI, da Agência Antidrogas (DEA, na sigla em inglês) e da Patrulha de Fronteira dos EUA. Cerca de 450 policiais federais foram mobilizados já no domingo. A Guarda Nacional deve chegar ao longo desta semana. O envio dessa força policial já havia ocorrido em junho, quando Trump ordenou que dois mil fossem para Los Angeles para lidar com as reações causadas pelas batidas policiais contra imigrantes sem documentos. Esta é uma decisão geralmente tomada apenas pelo governador de um Estado. Na época, o gabinete do governador de Los Angeles, Gavin Newsom, classificou a tomada de poder por Trump como "propositalmente inflamatória", alertando que "só aumentaria as tensões". A última vez que tal medida foi usada em Washington, D.C. foi em resposta aos distúrbios de 6 de janeiro de 2021, quando multidões de apoiadores de Trump invadiram o Capitólio dos EUA. Antes da posse de Joe Biden, que ocorreu pouco mais de uma semana depois, membros da Guarda Nacional foram enviados em massa à capital dos EUA para impedir qualquer repetição dos distúrbios mortais. Bowser que é democrata, rejeitou, por sua vez, as alegações de Trump de que a capital é infestada de crimes. "Não estamos vivenciando um pico de crimes", disse ela à MSNBC no domingo. A prefeita admite que houve um aumento "terrível" na criminalidade em 2023, mas, depois disso, a violência atingiu o menor nível em 30 anos, com uma queda 26% dos crime violentos em 2025 em comparação com 2024. "O presidente está muito ciente dos nossos esforços", afirmou a prefeita. Quando questionada sobre o comentário do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, de que Washington era mais violenta que Bagdá, Bowser respondeu que "qualquer comparação com um país devastado pela guerra é hiperbólica e falsa". Análise: 'Para Trump, as aparências são tão importantes quanto as estatísticas' Donald Trump inicia a semana com um novo impulso para combater o que ele chama de crimes violentos desenfreados e a falta de moradia em Washington, D.C. As estatísticas federais sobre criminalidade não dão muito suporte às suas alegações, pois indicam que as taxas de criminalidade na capital do país estão em seus menores níveis em 30 anos, significativamente abaixo do pico pós-pandemia em 2023. Os números de Washington refletem uma tendência nacional de queda da criminalidade nos últimos dois anos. Para Trump, no entanto, as aparências podem ser tão importantes quanto as estatísticas. Acampamentos de moradores de rua são visíveis em partes de Washington, como o presidente documentou com fotos compartilhadas em suas redes sociais. Um recente ataque noturno a um importante funcionário do Departamento de Eficiência Governamental também parece ter chamado a atenção de Trump. Democratas nas principais cidades dos EUA também têm debatido sobre como lidar com a falta de moradia e, embora a criminalidade esteja diminuindo em Washington, a cidade está lidando com casos notórios de jovens infratores, incluindo a imposição de toques de recolher em distritos populares de entretenimento. Questões de "lei e ordem" têm sido tradicionalmente um foco popular para os conservadores – e o próprio Trump tem feito campanha com base nisso há mais de uma década. Com resultados de pesquisa em queda, uma onda recente de notícias econômicas desanimadoras e críticas sobre sua condução de questões relacionadas ao caso de prostituição de menores de idade de Jeffrey Epstein, o presidente pode estar buscando uma maneira de alcançar um terreno político mais confortável. O que é a Lei de Autonomia do Distrito de Columbia? D.C. é a sede do governo federal e também a única cidade dos EUA que não faz parte de nenhum dos 50 Estados americanos. Isso significa que não tem representação no Congresso. Foi governada por comissários presidenciais até 1973, quando o ex-presidente Richard Nixon instituiu a "Lei de Autonomia do Distrito de Columbia", permitindo que os moradores elegessem um conselho municipal e um prefeito. Mas também reserva alguns poderes ao presidente e ao Congresso. A Lei de Autonomia afirma que o presidente pode assumir o controle da força policial da cidade se "existirem condições especiais de natureza emergencial". No entanto, se o presidente pretender assumir o poder por mais de 48 horas, precisará notificar o Congresso por escrito. Mesmo que notifique, ele não poderá manter o poder por mais de 30 dias. ** Com BBC **
- Trump anuncia projeto para 'embelezar' Washington e exige saída de sem-teto da cidade
Trump afirma que sem-teto aumenta criminalidade na capital sem apresentar estatísticas WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu no domingo, 10, expulsar os sem-teto da capital do país e prender os criminosos, apesar de a prefeita de Washington argumentar que não há no momento um aumento da criminalidade. "Os sem-teto têm que se mudar, IMEDIATAMENTE. Nós lhes daremos lugares para ficar, mas longe da capital. Os criminosos não precisam se mudar. Vamos colocá-los na cadeia, onde é o seu lugar", publicou Trump na plataforma social Truth. A Casa Branca se negou a explicar qual autoridade legal Trump usaria para expulsar as pessoas de Washington. O presidente republicano controla apenas terras e edifícios federais na cidade. Trump está planejando realizar uma coletiva de imprensa na segunda-feira para "acabar com o crime violento em Washington, D.C." Não ficou claro se ele anunciaria mais detalhes sobre seu plano de despejo. A postagem de Trump no Truth Social incluía fotos de barracas e ruas de Washington com algum lixo. "Vou tornar nossa capital mais segura e mais bonita do que jamais foi antes", disse ele. De acordo com a Parceria Comunitária, uma organização que trabalha para reduzir a falta de moradia em Washington, em uma noite há cerca de 3.782 pessoas sem teto na cidade de cerca de 700.000 habitantes. A maioria dos sem-teto está em abrigos de emergência ou moradias transitórias. Cerca de 800 são considerados sem abrigo ou "de rua", segundo a organização. Uma autoridade da Casa Branca disse na sexta-feira que mais policiais federais estavam sendo enviados para a cidade após um ataque violento a um jovem funcionário do governo Trump que irritou o presidente. A prefeita democrata de Washington, Muriel Bowser, disse no domingo que a capital "não está experimentando um pico de criminalidade" "É verdade que tivemos um pico terrível de crimes em 2023, mas não estamos em 2023", disse Bowser no programa The Weekend da MSNBC. "Passamos os últimos dois anos reduzindo os crimes violentos nesta cidade, levando-os a uma baixa de 30 anos." O departamento de polícia da cidade informa que os crimes violentos nos primeiros sete meses de 2025 caíram 26% em D.C. em comparação com o ano passado, enquanto os crimes em geral caíram cerca de 7%. Bowser disse que Trump está "muito ciente" do trabalho da cidade com as forças policiais federais depois de se reunir com Trump há várias semanas no Salão Oval. ** Com Reuters **
- Ator de 'Super Mario Bros' detona 'Super-Homem' por entrar para o ICE
John Leguizamo chamou intérprete de Super-Homem de perdedor NOVA YORK - O ator John Leguizamo, conhecido por atuar em Super Mario Bros. (1993), detonou Dean Cain, o Super-Homem dos anos 1990, após ele dizer que iniciou os procedimentos para entrar no ICE para prender imigrantes nos Estados Unidos. Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram no fim de semana, Leguizamo criticou duramente o anúncio de Cain. “Que tipo de perdedor se voluntaria para ser um oficial do ICE? Que idiota. Dean Cain, seus pronomes são foi/era”, alfinetou. Dean Cain ficou famoso por interpretar o herói Super-Homem na série Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman, exibida entre 1993 e 1997. Nos últimos anos, ele tem se posicionado de forma reacionária, com ideologias alinhadas às do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Recentemente, ele voltou a dar entrevistas devido ao novo filme do Super-Homem. Pouco antes do lançamento, o ator fez críticas ao diretor James Gunn por chamar o super-herói de “imigrante” e alegou que Hollywood havia tornado o personagem “woke”. A palavra é usada de forma pejorativa pela extrema-direita para criticar o suposto excesso de “politicamente correto” ou ativismo exagerado nas obras. Dean Cain mostrou seus planos para se tornar um oficial juramentado da ICE em entrevista ao programa Jesse Watters Primetime, da TV Fox News. Ele alegou ter dado início aos procedimentos após a repercussão de vídeos compartilhados por ele no Instagram promovendo o trabalho da agência, que deporta imigrantes nos Estados Unidos. "Eu publiquei um vídeo de recrutamento [para o ICE]. Sou um delegado juramentado e um policial reserva. Eu não fazia parte do ICE, mas assim que publiquei isso e você colocou uma pequena menção no seu programa, a coisa ficou fora de controle. Então, agora, eu conversei com alguns oficiais do ICE e vou ser juramentado como agente do ICE, assim que possível”, afirmou. Questionado sobre o motivo, Cain enfatizou seu “patriotismo”, disse que se juntar ao ICE é "a coisa certa a fazer" para "salvar a América". ** Com Agências **
- Prefeita declara estado de emergência por calor extremo em Boston
Sensação térmica deve ser maior a 32°C nos próximos dias em Boston BOSTON - A prefeita de Boston, Michelle Wu, declarou estado de emergência de segunda-feira, 11, até quarta-feira, 13, devido às altas temperaturas que devem permancer na casa de 32°C durante esse período. Parques aquáticos e piscinas da capital de Massachusetts estarão abertos, assim como pontos de resfriamento em Centros para Jovens e Famílias e Bibliotecas Públicas "para todos que buscam refúgio para se proteger do calor extremo". "Nossa principal prioridade é garantir que nossos moradores e famílias estejam saudáveis e seguros durante este período de calor intenso", afirma a prefeita em comunicado. "Incentivamos todos os membros da nossa comunidade a se cuidarem, verificarem seus vizinhos, além de se manterem frescos e seguros", finaliza.
- Justiça de Portugal aponta ilegalidade em lei anti-imigrante e texto volta para Congresso
LISBOA - A Justiça de Portugal anunciou nesta sexta-feira que a lei anti-imigração aprovada pelo Parlamento em julho contém trechos inconstitucionais. Por isso, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, que havia recebido a lei para sancioná-la ou vetá-la, devolveu o documento ao Parlamento, para que esses trechos sejam reformados. Ou seja, nenhuma das alterações promovidas pelo Parlamento entrará em vigor agora. O projeto de lei, com medidas que endurecem significativamente a política migratória do país, foi aprovado pela Assembleia da República em 16 de julho. Os brasileiros, maior comunidade estrangeira em Portugal, figuram entre os mais afetados pelas medidas. O presidente fez uma consulta ao Tribunal Constitucional, o órgão máximo da Justiça portuguesa. Encaminhou a chamada 'lei dos estrangeiros' e perguntou se estava adequada às regras da Constituição. Os integrantes do tribunal analisaram a lei e, em decisão não unânime, consideraram inconstitucionais cinco trechos da lei. Por isso, o presidente devolveu a lei à Assembleia. Um dos pontos considerados ilegais pelo tribunal foi a possibilidade de separar casais de estrangeiros se um cônjuge estiver legal e o outro ilegal no país. Para o órgão da Justiça, essa norma "é incompatível com a proteção constitucionalmente devida à família, em particular à convivência dos cônjuges, ou equiparados, entre si". Outra mudança que estava prevista na nova lei e que poderia afetar os brasileiros era em relação aos pedidos de vistos de concessão de trabalho, que ficariam restritos a "trabalhadores altamente qualificados". A situação, no entanto, permanece a mesma: o estrangeiro deve cumprir as exigências previstas na legislação, como possuir o equivalente a três salários mínimos (2.610 euros) portugueses em uma conta corrente, além de local para ficar e passagem de volta para o país de origem. Esse tipo de visto permite que os trabalhadores estrangeiros possam ficar 120 dias em Portugal em busca de trabalho formal - o prazo ainda é prorrogável por mais 60 dias. Os brasileiros representam o maior grupo de estrangeiros em Portugal e o número tem crescido nos últimos anos. O último dado oficial que o Ministério de Relações Exteriores dispõe é de 2023, indicando 513 mil brasileiros em terras portuguesas. Em 2018, eram 111 mil. A lei anti-imigração aprovada pelo Parlamento em julho se soma a um movimento de fechamento do país a estrangeiros já adotado pelo governo português, que havia anunciado, em junho, que 34 mil imigrantes seriam notificados a sair do país, entre eles 5 mil brasileiros que tiveram o pedido de residência por manifestação de interesse negado. ** Com AE **
.png)











