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  • EUA aceitam conversar com representantes do Brasil sobre tarifaço

    WASHINGTON - Os Estados Unidos aceitaram o pedido de consultas do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) e as delegações de ambos os países conversarão sobre as tarifas de 50% impostas por Washington, informou a entidade. O governo brasileiro recorreu no início de agosto a esse organismo multilateral em uma primeira medida contra as tarifas impostas pela Casa Branca. O presidente Donald Trump puniu o Brasil com uma das sobretaxas mais altas do mundo pelo que considera uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, julgado por uma suposta tentativa golpista. "Os Estados Unidos aceitam a solicitação do Brasil para entabular consultas. Estamos à disposição para acordar com os funcionários da missão de seu país uma data mutuamente conveniente", respondeu a delegação de Washington em uma missiva datada de 15 de agosto e publicada pela OMC em seu site. No entanto, a representação americana advertiu que "algumas das ações mencionadas pelo Brasil constituem questões de segurança nacional que não (...) podem ser objeto de resolução" perante a OMC. O mecanismo de consultas dessa entidade supõe a busca de uma solução negociada antes de passar a um processo de arbitragem. Trump afirmou que as políticas do Brasil representam uma "ameaça incomum e extraordinária" para os EUA e que seu governo abriu uma investigação contra o país por supostas "práticas comerciais desleais" e "ataques" às "empresas americanas de redes sociais". Diferentemente do que ocorre com a maioria dos países alvo das tarifas punitivas de Washington, os EUA têm superávit comercial com o Brasil. ** Com AFP **

  • EUA revogam mais de 6 mil vistos de estudante

    EUA afirmam que estudantes barrados não estavam alinhados com as políticas do país WASHINGTON - Os Estados Unidos revogaram mais de 6 mil vistos de estudante por terem ultrapassado o prazo de permanência e violado a lei, incluindo uma pequena minoria por "apoio ao terrorismo", disse um funcionário do Departamento de Estado nesta segunda-feira, 18. O movimento, revelado pela primeira vez pela Fox Digital, ocorre em um momento em que a administração Trump adotou uma abordagem particularmente rígida em relação aos vistos de estudante como parte de sua repressão à imigração, reforçando a verificação nas mídias sociais e expandindo a triagem. Neste ano, as diretrizes do Departamento de Estado ordenaram que os diplomatas dos EUA no exterior ficassem atentos a qualquer candidato que Washington possa considerar hostil ao país e com histórico de ativismo político. Cerca de 4 mil vistos foram cancelados porque os visitantes infringirama lei, sendo a grande maioria por agressão, afirma o governo republicano. Dirigir sob a influência de álcool e drogas e roubo foram outros delitos, acrescenta o relatório . De 200 a 300 vistos foram cancelados por terrorismo, de acordo com uma cláusula do Manual de Relações Exteriores do Departamento de Estado. A regra identifica como motivos de inelegibilidade para a obtenção do visto o "envolvimento em atividades terroristas" e "ter certas ligações com organizações terroristas". A autoridade não informou a quais grupos os estudantes cujos vistos foram revogados estavam vinculados. O presidente Donald Trump entrou em conflito com diversas universidades dos EUA, acusando-as de se tornarem bastiões do antissemitismo após protestos estudantis em larga escala em defesa dos direitos palestinos em meio à guerra de Gaza. Em seu confronto com Harvard, o republicano congelou o financiamento e ameaçou remover o status de isenção de impostos da universidade, o que levou várias nações europeias a aumentar as bolsas de pesquisa para atrair talentos. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que revogou os vistos de centenas, talvez milhares de pessoas, inclusive estudantes, porque eles se envolveram em atividades que, segundo ele, contrariam as prioridades da política externa dos EUA. Autoridades do governo Trump disseram que os portadores de visto de estudante e de green card estão sujeitos à deportação devido ao seu apoio aos palestinos e às críticas à conduta de Israel na guerra em Gaza, chamando suas ações de ameaça à política externa americana e acusando-os de serem pró-Hamas. Uma estudante turca da Universidade Tufts ficou presa por mais de seis semanas em um centro de detenção de imigrantes na Louisiana após escrever um artigo de opinião criticando a resposta de sua escola à guerra de Israel em Gaza. Ela foi liberada da custódia depois que um juiz federal lhe concedeu fiança. Críticos de Trump consideraram a iniciativa um ataque aos direitos de liberdade de expressão previstos na Primeira Emenda da Constituição dos EUA. ** Com Reuters **

  • Governo Trump lança frota imponente do ICE

    Governo americano investiu pesado em frota para caçar imigrantes WASHINGTON - Um vídeo publicado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), mostra veículos da frota do ICE com o nome do presidente Donald Trump gravado em letras douradas. No vídeo lançado na última semana os carros circulam por locais de Washington, a capital do país, cuja autonomia Trump tem atacado ao tomar controle da polícia e nomear o chefe da agência federal antidrogas para liderar o departamento policial da capital. A frase "defend the homeland" (defenda a pátria) também aparece nos carros. A trilha sonora é a música TOES, do rapper DaBaby, que começa com a frase "my heart so cold I think I'm done with ice" (meu coração está tão frio que acho que me cansei de gelo), uma referência à sigla do serviço de imigração (ICE). A peça publicitária foi lançada no contexto de uma ofensiva do governo Trump contra imigrantes em todo o país. O republicano vem intensificando prisões e deportações, o que tem motivado dezenas de ações judiciais em tribunais federais e estaduais. Além disso, a Casa Branca e o DHS têm divulgado uma série de imagens nas redes sociais com memes e convocando americanos a "lutar pelo país", com estética militarizada, em busca de alistamento para o ICE. Mais de 100 mil pessoas se canditaram para as 10 mil vagas anunciadas para caçar imigrantes. ** Com Agências **

  • Influenciadora dominicana é encontrada morta dentro de carro em Nova York

    Ariela era uma figura conhecida no universo digital com mais de 566 mil seguidores no Instagram NOVA YORK - A influenciadora e modelo dominicana Ariela Mejia-Polanco, de 33 anos, conhecida como Ariela La Langosta, foi encontrada morta na manhã do último domingo, 17 de agosto, em Mount Vernon, no Condado de Westchester, em Nova York. Segundo informações do canal americano News12 Westchester, o corpo de Ariela estava atrás do volante de um carro em um acostamento.   O Instituto Médico Legal do Condado de Westchester confirmou que a causa da morte foi um ferimento por arma de fogo. A polícia local afirmou que o homicídio provavelmente foi um ataque direcionado e que sua morte não foi “aleatória”. A investigação é conduzida pelo departamento de polícia do condado.

  • Visitantes de parque no Arkansas levam diamantes para casa

    Micherre Fox vai usar o diamente para fazer o seu anel de noivado MURFREESBORO - A sorte de uma noiva de Nova York colocou o Crater of Diamonds State Park (Parque Estadual Cratera de Diamantes, na tradução livre) no início de agosto no Arkansas na rota de muitos turistas. Micherre Fox, 31 anos, virou notícia ao encontrar um diamante de 2,3 quilates em uma trilha e vai virar o seu anel de noivado. Ela escolheu o parque porque é um dos únicos lugares do mundo onde o público pode procurar as pedras preciosas em uma fonte vulcânica original — e ficar com as joias encontradas. "A política do parque é 'quem encontra, fica com a pedra'", diz a página oficial do parque na internet. Desde a primeira descoberta, em 1906, mais de 75 mil diamantes foram desenterrados no local — incluindo o "Uncle Sam", considerado o maior diamante bruto já encontrado nos Estados Unidos. Em 2025, 366 visitantes já acharam a sua própria pedra preciosa, 11 deles com mais de um quilate cada, explica a direção do parque em nota à imprensa. A maioria das pedras encontradas pelo público na Cratera de Diamantes não chega a ser formalmente avaliada ou lapidada. Ainda assim, o local mantém um registro das mais “famosas” — aquelas que passaram por todas as etapas de classificação oficial. Um exemplo é o “Diamante Esperanza”, descoberto em 2016 com 8,56 quilates e avaliado hoje em mais de US$ 1 milhão. De acordo com o site do parque, os diamantes do Crater of Diamonds State Park começaram a se formar há mais de três bilhões de anos, no fundo do manto da Terra, onde o carbono virou cristal por causa da alta pressão e temperatura. Cerca de 100 milhões de anos atrás, uma erupção vulcânica trouxe essas pedras para perto da superfície, criando uma grande cratera. Com o tempo, a erosão deixou os diamantes concentrados no solo, onde são encontrados soltos. Além de diamantes, os visitantes podem encontrar pedras semipreciosas, como ametista e ágata. ** Com Agências **

  • Furacão Erin atinge o Caribe e ameaça costa leste dos EUA

    Projeções mostram que Erin não vai atingir continente, mas vai provocar ventania e chuvas fortes MIAMI - O furacão Erin atingiu as ilhas do Caribe com rajadas fortes e chuvas na segunda-feira, 18, enquanto aumenta o temor por correntes de retorno e inundações na costa leste dos Estados Unidos, mesmo sem um impacto terrestre previsto. Erin, o primeiro furacão da temporada no Atlântico Norte, se intensificou no fim de semana, quando alcançou rapidamente a categoria 5, a máxima, na escala de Saffir-Simpson, antes de voltar a perder força. No fim da noite de ontem, Erin voltou a ser classificado como um furacão de categoria 3. Em seu relatório mais recente, o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA afirma que Erin registrava ventos de até 205 km/h, enquanto se movia para noroeste a 12 km/h. O Erin é "incomumente grande", com ventos de furacão que se estendem até 128 km e ventos de tempestade tropical até 370 km, informou o NHC. É previsto que a parte externa do fenômeno provoque chuvas sobre Cuba e República Dominicana durante a segunda-feira, bem como em Turks e Caicos e Bahamas, onde há um alerta de tempestade tropical para terça-feira. Nessas regiões, as chuvas podem chegar a 10 centímetros, de acordo com o NHC. Jamie Rhome, vice-diretor da agência, alertou os americanos para não assumirem que o furacão não terá impacto apenas porque seu trajeto se dá no mar. "Nada pode estar mais longe da realidade para partes do Atlântico médio, especialmente em frente à Carolina do Norte", afirmou. Na quarta e quinta-feira, ondas de até seis metros, inundações costeiras e ressacas ciclônicas podem "inundar casas, estradas e deixar algumas comunidades inacessíveis", acrescentou. A partir desta terça-feira, grande parte da costa estará em alto risco de ondas perigosas e correntes de resgate que afastam a água da costa. Em Porto Rico, um território americano com mais de 3 milhões de habitantes devastado em 2017 pelo furacão Maria, casas e estradas ficaram inundadas e houve cortes de energia, restabelecida na maior parte do território. Conexão com a mudança climática "Erin é uma das tempestades mais rápidas e de maior intensidade de registro moderno", disse Daniel Gilford, cientista do Climate Central. "Vemos que se intensificou devido à temperatura quente da superfície, e isso faz muito sentido, pois sabemos que os furacões atuam como máquinas de calor que absorvem energia da superfície do oceano, convertendo essa energia em ventos", explicou. De acordo com o Climate Central, Erin avançou sobre águas cujo aquecimento extremo era até 100 vezes mais provável devido à mudança climática. O NHC prevê que Erin siga uma trajetória ao noroeste, passando no meio desta semana entre a costa leste dos Estados Unidos e Bermudas. O furacão Erin deve "crescer de maneira bastante espetacular", declarou Michael Brennan, diretor do NHC. "Isso criará condições marítimas muito perigosas em toda a parte ocidental do Atlântico e aumentará o risco de ondas e correntes perigosas e potencialmente letais em quase toda a costa leste dos Estados Unidos", advertiu. Temporada mais intensa A temporada de furacões no Atlântico Norte, que se estende do início de junho até o final de novembro, deve ser este ano mais intensa que o normal, segundo previsões das autoridades meteorológicas americanas. Em 2024, a região foi atingida por várias tempestades mortais, incluindo o furacão Helene, que causou mais de 200 mortes no sudeste do país. Este ano, prevê-se que a atividade tropical seja elevada devido a uma combinação de temperaturas da superfície do mar mais quentes no Atlântico tropical e no Caribe, junto com uma monção ativa na África Ocidental, disse a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA). Cientistas concordam amplamente que as mudanças climáticas causadas pela atividade humana estão intensificando os ciclones tropicais. ** Com AFP **

  • Aprovação de Trump se mantém em nível mais baixo de seu mandato, mostra pesquisa

    Pesquisa aponta queda gradual de popularidade de Trump WASHINGTON - O índice de aprovação do presidente Donald Trump manteve-se em 40% nas últimas semanas, igualando o nível mais baixo de seu atual mandato, em meio a fracas avaliações dos eleitores hispânicos, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada nesta segunda-feira, 18. As entrevistas foram realizadas nos últimos seis dias enquanto os dados econômicos mostravam sinais de que o mercado de trabalho dos Estados Unidos estava enfraquecendo e Trump supervisionava uma ampla repressão à imigração. No mesmo período, o republicano estava envolvido em intensa diplomacia para acabar com uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O índice de aprovação de Trump permaneceu inalterado em relação a uma pesquisa Reuters/Ipsos do final de julho, mas caiu 7 pontos percentuais desde seus primeiros dias de volta à Casa Branca, em janeiro, quando 47% dos norte-americanos o aprovavam. A pesquisa mais recente mostrou que os hispânicos, um grupo que se inclinou a favor de Trump na eleição do ano passado, também se desanimaram com o presidente. Cerca de 32% aprovaram seu desempenho na Casa Branca, igualando seu nível mais baixo de aprovação de Trump este ano. Mais da metade dos entrevistados -- 54%, incluindo um em cada cinco republicanos -- disse que achava que Trump estava alinhado demais com a Rússia, mesmo quando ele aumentou o esforço para intermediar a paz entre Moscou e Kiev. Trump parece ter abraçado a alegação da Vladimir Putin de que a Ucrânia deve ceder território para que a guerra termine. Trump se reuniu com o presidente russo o Alasca na sexta-feira, e a pesquisa foi encerrada pouco antes da reunião do presidente na segunda-feira com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy. Apenas 42% dos entrevistados aprovaram o desempenho de Trump em relação ao combate ao crime e 43% acharam que ele estava fazendo um bom trabalho nas questões imigratórias. Em todas as políticas, o apoio de Trump veio majoritariamente dos republicanos. Após retornar à Casa Branca em janeiro, Trump ordenou uma ampla repressão às pessoas que vivem no país ilegalmente, enviando agentes mascarados para prender e deportar migrantes em todo o país. A política desencadeou protestos em massa em cidades como Los Angeles, onde cerca de metade da população se identifica como latina e muitas pessoas têm familiares que são imigrantes recentes. Mais recentemente, Trump ordenou que agentes federais e tropas da Guarda Nacional ajudassem na aplicação da lei em Washington, argumentando que o crime estava desenfreado na capital do país. As estatísticas mostram que os crimes violentos aumentaram em 2023, mas vêm diminuindo rapidamente desde então. A pesquisa Reuters/Ipsos entrevistou 4.446 adultos norte-americanos em todo o país e online e teve uma margem de erro de cerca de 2 pontos percentuais. ** Com Reuters **

  • As promessas de Trump e uma vitória para Putin: o saldo da reunião na Casa Branca para a guerra na Ucrânia

    Zelensky agradeceu apoio dos Estados Unidos e diz estar disposto a encontrar Putin WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, recebeu nesta segunda-feira, 18, seu homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky na Casa Branca para um encontro com mais sete líderes europeus. Sobre a mesa, o fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia, que poderia ocorrer a partir de um possível encontro trilateral entre o americano, Zelensky e o presidente russo, Vladimir Putin. Trump afirmou que falaria com Putin ainda nesta segunda após a reunião, que ocorreu três dias depois que o republicano se encontrou com o russo no Alasca, sem que um acordo fosse firmado. Mais amigável que no primeiro encontro, ocorrido em fevereiro e que terminou em tensão entre ambos, a reunião desta vez teve risadas, troca de cumprimentos e foto de líderes. Acenando para as possibilidades, Trump prometeu garantias de segurança para a Ucrânia, mas não ficou claro de que forma essa proteção seria garantida, se liderada pela Otan, ou se poderá contar com outro envolvimento americano. "Acredito que as nações europeias vão assumir grande parte do fardo", afirmou. "Vamos ajudá-las." Trump disse não acreditar que um cessar-fogo seja necessário para o fim da guerra, em uma postura que indica uma reversão de sua posição anterior às conversas com Putin na sexta-feira no Alasca. "Estrategicamente, isso [um cessar-fogo] pode ser uma desvantagem para um dos lados", disse Trump a jornalistas. Isso é música para os ouvidos de Putin, que insiste há muito tempo que somente um acordo de paz abrangente nos termos de Moscou deve vir primeiro, seguido de um cessar-fogo. O encontro se iniciou com uma breve conversa entre Zelensky e Trump no salão Oval, em frente às câmeras, passando depois para algumas perguntas de jornalistas antes deles se sentarem com mais sete líderes europeus. Participaram da reunião, além de Trump e Zelensky, o chanceler alemão, Friedrich Merz, o presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Diante do clima hostil de sua última visita ao Salão Oval, em fevereiro, o presidente ucraniano se esforçou para ser cordial e conquistar seus anfitriões americanos. Antes da reunião começar, ainda no salão Oval, Zelensky disse "obrigado" a Trump e ao governo americano seis vezes nos primeiros minutos em que falou. Na visita anterior, Zelensky havia sido repreendido pelo vice-presidente JD Vance por supostamente não demonstrar gratidão suficiente pelo apoio dos EUA à Ucrânia durante a guerra. Trump, por sua vez, agradeceu a Zelensky por estar nos EUA e disse que "progressos estão sendo feitos" para pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. O presidente ucraniano entregou então uma carta de sua esposa, Olena Zelenska, para a primeira-dama americana, Melania Trump, agradecendo a ela por seus esforços empenhados em trazer de volta para casa as crianças ucranianas mantidas na Rússia. Zelensky foi questionado por jornalistas sobre quais garantias deseja dos EUA. O líder ucraniano disse que precisa de "tudo", incluindo equipamentos e inteligência. No início da conversa, houve um momento descontraído em que Zelensky foi elogiado por um repórter por sua vestimenta — o mesmo jornalista que criticou o traje de Zelensky em fevereiro. Desta vez, Zelensky apareceu de terno escuro, em vez de seu tradicional uniforme militar, e tinha pronta uma piada quando foi questionado sobre o traje. Depois de ouvir que estava "fabuloso", respondeu: "É o mesmo terno da outra vez", arrancando risadas dos jornalistas, de Trump e de outros presentes. Como seriam as garantias de segurança à Ucrânia? No cerne de qualquer futuro acordo de paz permanente entre a Ucrânia e a Rússia estará algum tipo de garantia de segurança visando dissuadir a Rússia de atacar a Ucrânia novamente. Até agora, os EUA têm relutado em assumir qualquer compromisso nesse sentido, deixando a tarefa para a Grã-Bretanha e a França, com sua chamada "coalizão dos dispostos". Mas comentários da Casa Branca sugerem que os EUA podem agora estar preparados para ajudar. Então, que forma isso poderia assumir? Existem, em linhas gerais, quatro possibilidades: Tropas no local. Esta é considerada a menos provável. Donald Trump vê esta guerra como um problema da Europa, algo que "nunca teria acontecido se ele estivesse no poder". Para ele, enviar tropas terrestres, mesmo em uma função de manutenção da paz, para um conflito que profundamente o desagrada, seria uma grande reviravolta; Patrulhas aéreas e marítimas. Isso é mais concebível. A Força Aérea dos EUA já opera voos de vigilância sobre o Mar Negro e outros lugares para monitorar o curso desta guerra. Mas é claro que há uma enorme diferença entre um voo de reconhecimento ou patrulha marítima sem confronto, e um que esteja preparado para se envolver em um confronto armado com uma potência nuclear como a Rússia; Inteligência. A inteligência aérea e por satélite dos EUA provou ser vital para ajudar a Ucrânia a conter o avanço das forças invasoras russas. No caso de um acordo de paz firmado por todas as partes, esta é uma área em que os EUA provavelmente ficariam felizes em ajudar; Logística. Qualquer que seja a forma que a "força de segurança" liderada pelo Reino Unido e pela França eventualmente adote no caso de um acordo de paz, ela precisará de muito apoio logístico. Embora o governo Trump tenha indicado que está buscando reduzir sua presença militar na Europa, esta é uma área não letal na qual Washington provavelmente ficaria feliz em ajudar. Pouco antes do encontro, o presidente finlandês, Alexander Stubb, foi visto chegando à embaixada ucraniana em Washington, D.C. para uma "reunião preparatória" com Zelensky. Enquanto Trump, Zelensky e os líderes europeus se preparavam para o encontro, Putin se ocupava ligando para seus homólogos em outros países. O líder russo fez uma chamada para o presidente Lula, Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, Narendra Modi, da Índia, e Emomali Rahmon, do Tajiquistão. Segundo informações oficiais do Kremilin, Putin estava atualizando as outras lideranças sobre sua reunião no Alasca no fim de semana. Em nota, o Planalto afirmou que o líder russo avaliou o encontro como positivo. "Após abordar os diversos temas discutidos com o presidente Trump, Putin reconheceu o envolvimento do Brasil com o Grupo de Amigos da Paz, iniciativa conjunta com a China", disse o governo russo em nota. Acima de tudo, a presença dos líderes procurou fazer com que o presidente dos EUA veja a Ucrânia e a Europa como uma frente unida, além de garantir que Trump não seja influenciado por sua óbvia afinidade pessoal com Vladimir Putin a ceder às exigências dos russos. Nesse ponto, algumas habilidades diplomáticas, como a do premiê britânico, Keir Starmer, foram testadas. Trump gosta de Starmer e o ouve. E dentro de um mês Trump fará uma visita de Estado ao Reino Unido. Ele também gosta de Mark Rutte, o secretário-geral da aliança militar Otan, e que às vezes é chamado de "Encantador de Trump". O presidente americano parece ter menos apreço pelo presidente Macron. A Casa Branca criticou duramente sua intenção recente de reconhecer incondicionalmente um Estado palestino na próxima Assembleia Geral da ONU. Para que um acordo de paz na Ucrânia tenha alguma chance de funcionar, alguém precisará ceder. Líderes europeus têm dito frequentemente que as fronteiras internacionais não podem ser alteradas por força. Já Zelensky tem afirmado repetidamente que não abrirá mão de território e que a Constituição da Ucrânia proíbe isso. Mas Putin quer a região do Donbas, onde suas forças já controlam cerca de 85% do território, e ele não tem absolutamente nenhuma intenção de devolver a Crimeia. No entanto, como me disse certa vez a ex-primeira-ministra da Estônia e agora vice-presidente da Comissão Europeia e mais alta diplomata do bloco, Kaja Kallas, uma vitória da Ucrânia nesta guerra não precisa ser pautada exclusivamente pela reconquista de territórios ocupados. Se a Ucrânia conseguir obter o tipo de garantia de segurança prevista pelo artigo 5 da Otan, suficiente para dissuadir qualquer futura agressão russa e salvaguardar sua independência como um Estado livre e soberano, isso já seria uma forma de vitória. O Artigo 5 da Otan prevê que um ataque a um país-membro é considerado um ataque a todos. Os EUA e a Rússia estariam discutindo agora uma proposta que, de forma geral, troca território ucraniano por garantias de segurança de que o país não precisará ceder mais à Rússia. Mas ainda há muitas dúvidas. A Ucrânia poderia aceitar um acordo que encerra a guerra, mas lhe custa território — especialmente quando tantos milhares de ucranianos morreram tentando protegê-las? Se lhe for pedido que ceda os 30% restantes da região de Donetsk que a Rússia ainda não ocupou, isso deixaria o flanco oeste, em direção a Kiev, perigosamente exposto? E quanto à tão alardeada "Coalizão dos Dispostos" de Starmer — o que eles fariam pela Ucrânia? As conversas anteriores sobre o envio de dezenas de milhares de soldados para lutar na Ucrânia se dissiparam. Agora, fala-se mais em "proteger os céus e os mares", ajudando a Ucrânia a reconstruir seu exército. Mas mesmo que a paz se estabeleça no campo de batalha, ainda estamos em território perigoso. Todos os especialistas militares com quem conversei acreditam que, no momento em que os combates cessarem, Putin reconstituirá seu exército e fabricará mais armas para estar em condições de, talvez em apenas três ou quatro anos, conquistar mais território. O que os EUA e a Europa querem das negociações de paz? Donald Trump quer ver o fim da guerra na Ucrânia. Ele já obteve alguns sucessos este ano ao encerrar — ou pelo menos interromper — guerras no Cáucaso, no Irã e, possivelmente, entre a Índia e o Paquistão. Mas, até agora, um acordo de paz com a Ucrânia não lhe foi alcançado e ele tem oscilado entre jogar a culpa em Moscou e Kiev. Ele ouviu sua base de apoio do MAGA e sabe que há pouca disposição para o apoio contínuo dos EUA a uma guerra que a Ucrânia não pode vencer. Mas, em parte devido à sua clara amizade pessoal com Putin, ele parece muito relutante em aplicar o tipo de pressão econômica sobre a Rússia que seus críticos dizem ser necessária para forçar Putin a parar de lutar. Já os líderes europeus, principalmente os presentes em Washington nesta segunda, estão dolorosamente cientes de que a segurança da Ucrânia está inextricavelmente ligada à segurança mais ampla da Europa. Os líderes europeus se opõem firmemente à ideia de uma fronteira internacional ser alterada à força, mas é exatamente isso que está sendo cogitado após a cúpula do Alasca e as visitas do enviado presidencial dos EUA, Steve Witkoff, à Rússia. Por isso, os líderes reunidos na Casa Branca foram a Washington para demonstrar unidade com a Ucrânia e para convencer Trump de que não deveria haver acordo sem o envolvimento de Kiev. Além disso, esperam tentar proteger o presidente Zelensky de ser coagido a aceitar alguma proposta impossível que sua própria Constituição nacional não o permitirá aceitar. Por outro lado, a Rússia quer toda a Donbass, enquanto a Ucrânia não quer abrir mão dela. E qual será a forma dessa "garantia de segurança no estilo do Artigo 5" que está sendo potencialmente oferecida à Ucrânia? Terá o apoio incondicional dos EUA ou apenas uma promessa de intenção vagamente formulada? No fim das contas, tudo se resume a isto: se for possível fechar um acordo que ponha fim a esta guerra aqui e agora, como o Ocidente coletivamente garante que ela não se repita no futuro? ** Com BBC **

  • Brasil defende STF e Pix em resposta a investigação comercial dos EUA

    Governo americano acusa Brasil de trapaça comercial WASHINGTON - O governo brasileiro enviou uma resposta formal à investigação dos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais "injustas" do Brasil em que rejeita as alegações e nega que seus atos, políticas e práticas sejam discriminatórios ou onerosos para o comércio americano. Na resposta apresentada ao Representante Comercial dos Estados Unidos, o Brasil aproveita para fazer um apelo para que seja reconsiderada a abertura da investigação com base na chamada Seção 301 e para que seja iniciado um diálogo "construtivo". Os EUA disseram em 15 de julho que estavam iniciando uma investigação, previamente anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para buscar determinar se atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao comércio digital e às tarifas preferenciais, entre outros, são "injustificáveis ou discriminatórios e sobrecarregam ou restringem" o comércio dos EUA. ** Com Reuters **

  • Governo Trump diz que Moraes é 'tóxico' e ameaça estender sanções a quem apoiá-lo

    WASHINGTON - O Departamento de Estado dos EUA afirmou na segunda-feira, 18, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é "tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados". A afirmação foi feita pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão subordinado ao Departamento de Estado, na rede social X. "Cidadãos americanos estão proibidos de manter qualquer relação comercial com ele [Moraes]. Já cidadãos de outros países devem agir com cautela: quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos também pode ser alvo de sanções", escreveu o órgão. A mensagem foi republicada em português pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. O texto diz que "nenhum tribunal estrangeiro pode anular as sanções impostas pelos EUA" — uma aparente referência a uma decisão desta segunda-feira de Flávio Dino, também ministro do STF. Dino proibiu a aplicação no Brasil de decisões judiciais e leis estrangeiras que não estejam validadas por acordos internacionais ou referendadas pela Justiça brasileira. Isso inclui a Lei Magnitsky, dos EUA, que foi usada pelo governo Donald Trump para retaliar Moraes no fim de julho. Entretanto, a lei americana não foi citada diretamente por Dino — que tomou a decisão em uma ação que questiona no STF um processo movido na Inglaterra por vítimas do rompimento da barragem de Mariana (MG), em 2015, contra as mineradoras Vale e BHP. A aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes foi a primeira vez que uma autoridade brasileira foi submetida a tal punição — uma das mais severas disponíveis contra estrangeiros considerados pelos EUA autores de graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção. Na ocasião, representantes do governo Trump acusaram Moraes de atacar a liberdade de expressão e de tomar decisões judiciais arbitrárias. O ministro do STF é relator de uma ação penal contra Jair Bolsonaro (PL), além de outros processos e investigações mirando familiares e apoiadores do ex-presidente. Bolsonaro está em prisão domiciliar por determinação de Moraes. "Alexandre de Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e aqueles que impõem limites às nossas liberdades", escreveu o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, quando a sanção foi anunciada. Poucos dias depois de ser sancionado, Moraes destacou, durante cerimônia no STF, que suas decisões são referendadas por outros ministros da Corte: "Esse relator vai ignorar as sanções que foram aplicadas e continuar trabalhando como vem fazendo, tanto no plenário quanto na Primeira Turma, sempre de forma colegiada." Entre as punições sob a Lei Magnitsky estão a proibição de viagem aos EUA, o congelamento de bens no país e o impedimento a qualquer pessoa ou empresa nos EUA realizar transações econômicas com o indivíduo penalizado. O governo Trump tem mirado ainda a atuação de Moraes em relação às big techs, as grandes empresas de tecnologia e de redes sociais. Anteriormente, o ministro do STF já determinou punições a plataformas como X e Rumble por descumprirem decisões judiciais no Brasil, como a suspensão de contas. O conflito em torno do X gerou acusações públicas do bilionário Elon Musk contra Moraes. Já no caso da Rumble, o ministro do STF é alvo de um processo nos EUA no qual a empresa e a Trump Media, pertencente ao presidente americano, o acusam de censura. A postagem do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental desta segunda-feira está longe de ser a primeira vez que autoridades americanas criticam Moraes, o STF ou autoridades brasileiras. Em 9 de julho, quando anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, o governo Trump justificou a medida apontando para uma suposta "caça às bruxas" contra Jair Bolsonaro na Justiça. Depois, Washington anunciou isenções da taxa para quase 700 itens brasileiros. Na semana passada, o governo Trump anunciou também a revogação de brasileiros que participaram a criação do programa Mais Médicos. ** Com BBC **

  • Juiz suspende acesso do ICE aos dados do Medicaid

    LOS ANGELES - Um juiz distrital bloqueou na última semana o acesso do ICE ao banco de dados de pessoas benecificiadas pelo Medicaid, o programa de saúde público dos Estados Unidos. O magistrado Vince Chhabria concedeu uma liminar no dia 12 de agosto após 20 Estados, liderados pela Califórnia, entrarem com uma ação para impedir que o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) forneça as informações para fins de fiscalização imigratória. A decisão deve se manter em vigor por 14 dias até que o HHS e o Departamento de Segurança Interna (DHS) adotem um caminho que atenda a Lei de Procedimento Administrativo ou, se não haver um acordo, a liminar pode ser prolongada até o fim do litígio. Chhabria avisa que não há nada "categoricamente ilegal" sobre o compartilhamento de informações, mas o ICE segue desde 2013 uma diretriz que impede o acesso indiscriminado a dados pessoais. O HHS também adota medida semelhante há décadas. Acesso aos dados O acordo assinado entre as duas agências no dia 14 de julho afirma que objetivo é fornecer informações para o ICE identificar e rastrear pessoas que residem ilegalmente nos EUA — que costumam se beneficiar do Medicaid. O ICE passou a ter acesso aos nomes, endereços, datas de nascimento, informações étnicas e raciais, além dos números do Seguro Social de todos os 79 milhões de inscritos no programa. Entretanto, a diretiva não permite os agentes de imigração a baixar os dados. Em vez disso, eles ganham acesso às informações por um tempo limitado, das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira, por um período de 60 dias, até 15 de setembro. A ordem judicial interrompe a iniciativa. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Embaixada dos EUA avisa sobre exigência de entrevista presencial para obtenção de visto

    Post foi publicado no domingo nas redes sociais da Embaixada WASHINGTON/ BRASÍLIA - A embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou no final de semana um alerta para a obrigatoriedade para a maioria dos solicitantes de visto de não imigrante, incluindo renovações, de participar de uma entrevista presencial com um oficial consular. O memorando do Departamento de Estado do dia 25 de julho substitui a atualização anterior, publicada em fevereiro, que já havia reduzido isenções criadas durante a pandemia. A nova regra entra em vigor no dia 2 de setembro e também se aplica a menores de 14 anos e maiores de 79 anos, faixas etárias que antes não precisavam passar pelo procedimento. Segundo o governo norte-americano, as exceções à exigência são limitadas a: Solicitantes com vistos das categorias A-1, A-2, C-3 (exceto atendentes e empregados domésticos), G-1 a G-4, NATO-1 a NATO-6 ou TECRO E-1; Portadores de vistos diplomáticos ou oficiais; Pessoas que renovam um visto B-1, B-2, B1/B2 válido ou um Cartão de Travessia de Fronteira (para cidadãos mexicanos), desde que o pedido seja feito em até 12 meses após o vencimento, o solicitante tenha ao menos 18 anos na emissão anterior e cumpra requisitos adicionais. Isso desde que: tenha solicitado no país de nacionalidade ou residência, nunca tenha tido o visto negado (a menos que a recusa tenha sido revertida ou dispensada) e não apresente inelegibilidade aparente ou potencial. O Departamento de Estado alerta que, mesmo nos casos que se encaixem nas isenções, o agente consular pode exigir entrevista presencial a seu critério. Por isso, recomenda que os solicitantes consultem o site da embaixada ou consulado responsável para verificar detalhes sobre os procedimentos e serviços disponíveis.

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