Resultados de busca
Buscar neste site
1703 resultados encontrados com uma busca vazia
- Diretora do CDC deixa cargo em menos de um mês
Monarez não completou 30 dias como diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças ATLANTA - A diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Susan Monarez, deixou a agência menos de um mês depois de ser empossada, confirmou o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) nesta quarta-feira, 37. Três altos funcionários pediram demissão na sequência. O Washington Post foi o primeiro a informar que Monarez estava sendo demitida na quarta-feira, citando vários funcionários do governo Trump familiarizados com o assunto. "Susan Monarez não é mais diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Agradecemos a ela por seu serviço dedicado ao povo norte-americano", disse uma postagem na conta oficial do HHS no X logo depois da notícia. O HHS não forneceu um motivo para sua saída da agência. Em seguinda, a diretora médica do CDC, Debra Houry, o diretor do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias, Demetre Daskalakis, e o diretor do Centro Nacional de Doenças Infecciosas Emergentes e Zoonóticas, Daniel Jernigan, se demitiram. "Não posso mais exercer essa função por causa da instrumentalização da saúde pública", escreveu Daskalakis em sua carta de demissão. "Esse é mais um desastre para o CDC, que reduzirá ainda mais o moral das pessoas no CDC. Esses eram líderes proeminentes que eram amplamente respeitados na comunidade de saúde pública", disse um especialista em doenças infecciosas com laços estreitos com o CDC sobre as saídas de Daskalakis e Houry. "Com relação a Susan, esse tipo de rotatividade super rápida de liderança também reduzirá ainda mais o moral", acrescentou. Monarez, uma cientista do governo federal, foi confirmada pelo Senado dos EUA em 29 de julho para liderar o CDC depois que o presidente Donald Trump a indicou no início do ano. Ela foi empossada pelo secretário do HHS, Robert F. Kennedy Jr., em 31 de julho. Monarez foi a segunda indicada pelo governo Trump para o cargo. Em março, o presidente retirou sua indicação do ex-congressista republicano e crítico de vacinas Dave Weldon, um aliado de Kennedy, poucas horas antes de sua audiência de confirmação. Desde que foi nomeado como a principal autoridade de saúde dos EUA, Kennedy tem se concentrado na política de vacinas e, em maio, retirou uma recomendação federal de vacinas contra a Covid para mulheres grávidas e crianças saudáveis. Em junho, ele demitiu todos os membros do painel consultivo de especialistas em vacinas do CDC, que recomenda como elas são usadas e por quem, e os substituiu por consultores escolhidos a dedo, incluindo pares ativistas antivacina. Kennedy tomou decisões importantes sobre vacinas na ausência de um diretor do CDC enquanto Monarez aguardava a confirmação e continuou a fazê-lo depois. A saída da cientista ocorre no mesmo dia em que Kennedy anunciou mudanças na elegibilidade da vacina contra a Covid. ** Com Reuters **
- Tiroteio em escola católica de Mineápolis deixa 3 mortos e 17 feridos
Prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, na frente da igreja onde houve o atentado ( Foto: AP) MINEÁPOLIS - Um homem armado abriu fogo contra uma escola católica em Mineápolis na manhã desta quarta-feira, 27, enquanto estudantes celebravam uma missa pelo novo ano letivo. Duas crianças foram mortas e outras 17 pessoas, sendo 14 delas também menores, ficaram feridas, informou a polícia local. Após o ataque, o atirador se suicidou com um tiro nos fundos da igreja, disse o delegado Brian O’Hara. O homem, que tinha pouco mais de 20 anos, também portava uma espingarda, um rifle e uma pistola, acrescentou. O nome dele não foi divulgado. As vítimas fatais tinham 8 e 10 anos, acrescentou o chefe de polícia. Duas das crianças feridas estavam em estado crítico. O'Hara considerou o ataque um ato deliberado de violência. “A crueldade e a covardia de atirar em uma igreja cheia de crianças são absolutamente incompreensíveis”, avaliou o policial. A maior parte dos tiros foi disparado do lado de fora do prédio e algumas portas da igreja estavam bloqueadas para que ninguém pudesse sair. O’Hara estimou que dezenas de tiros foram disparados das três armas encontradas com o atirador. A polícia não encontrou nenhum explosivo, embora tenha encontrado um “fogo de artifício que liberava fumaça”. O ataque ocorreu na igreja que faz parte da Escola Católica da Anunciação durante a tradicional missa para celebrar o início do ano letivo que começou na segunda-feira, 25. Testemunhas do ataque relataram o caos e as cenas de violência desencadeados pelos tiros. “Uma criança entrou e eles a levaram às pressas para um quarto, e ela gritava que não queria morrer”, contou Za’khia Jones, de 29 anos, que estava no pronto-socorro do Centro Médico do Condado de Hennepin, para onde várias vítimas foram levadas. Segundo Jones, os funcionários do hospital estavam retirando os pacientes dos quartos e os levando para os corredores para dar lugar a vítimas do ataque. Ela descreveu que as crianças chegaram “em sequência” no local. O governador de Minnesota, Tim Walz, expressou apoio à comunidade escolar. “Estou rezando por nossos alunos e professores, cuja primeira semana de aula foi marcada por este terrível ato de violência”, disse Walz em comunicado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou sobre o caso com o Walz por telefone, disse um funcionário da Casa Branca. Nas redes sociais, Trump chamou o episódio de trágico. “O FBI respondeu rapidamente e está no local. A Casa Branca continuará monitorando esta terrível situação. Por favor, juntem-se a mim em orações por todos os envolvidos!”, escreveu. ** Com Agências **
- Agentes mascarados nos corredores: o medo toma conta da comunidade imigrante nos EUA
Agentes costumam prender imigrantes após as audiências em Corte Foto: AP NOVA YORK - Comparecer a uma audiência no tribunal de imigração de Nova York se tornou uma aflição para os imigrantes, que se veem divididos entre comparecer para dar continuidade ao processo imigratório ou cair na “ilegalidade”. Agentes do ICE e da Patrulha de Fronteira, com os rostos cobertos, alguns com armas de fogo e vários pares de algemas, enfileiram-se no corredor enquanto os imigrantes entram para a audiência com o juiz — o mesmo corredor pelo qual devem sair sem saber se algum dia voltarão para casa. Até recentemente, eles costumavam deter homens solteiros que compareciam à audiência sem advogado, mas nas últimas semanas começaram a separar famílias, como confirmaram jornalistas da AFP . A venezuelana María (pseudônimo) diz sentir “medo, angústia, pavor porque você não sabe o que vai acontecer”. “Viemos de tão longe e é um grande sacrifício ser mandada de volta tão rápido”, disse ela à AFP após assinar pessoalmente os documentos para a audiência sobre o asilo que ela e seus dois filhos solicitarão. A crescente pressão da Casa Branca para aumentar o número de prisões diárias levou o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) a revistar locais de trabalho e tribunais e a deter menores de idade, muitos dos quais são protegidos pelo Status Especial de Imigrante Juvenil (SIJS). Só em Nova York, cerca de 50 menores de 18 anos, a maioria do Equador, foram detidos até agora neste ano, segundo o The New York Times . Solicitados pela AFP, o ICE não forneceu números. Ao contrário do primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021), quando a política era separar as famílias na fronteira como medida de dissuasão — ainda há mais de 1 mil menores que não foram reunidos com seus pais — agora se usa “um mecanismo diferente”, diz Michelle Ortiz, diretora dos serviços jurídicos para a infância do Comitê Internacional de Resgate (IRC, na sigla em inglês). “Famílias estão sendo detidas juntas pelo ICE, que coloca os adultos em detenção e as crianças sob nossos cuidados”, explica. Agora, “acontece de forma diferente”. E tudo pode mudar à medida que a “situação se torna mais caótica”, alerta. Os menores representados por sua organização têm “ordens de deportação e estamos aguardando para ver como o governo Trump facilitará essas deportações”. “As bagagens no aeroporto têm um tratamento melhor, com mais sensibilidade e cuidado do que o tratamento dado a essas famílias”, lamenta. Muito mais agressiva’ Até o momento, neste ano, o ICE deteve 59 mil pessoas, um recorde, segundo o Conselho de Imigração dos Estados Unidos (AIC, na sigla em inglês). Destas, apenas 30% têm antecedentes criminais, embora a maioria dos registros não “represente nenhuma ameaça”. Entre os detidos estão pessoas com status legal, beneficiários do Daca (o programa que protege jovens que chegaram ainda crianças nos Estados Unidos), solicitantes de asilo e residentes que aguardam suas audiências migratórias. “Este governo Trump está muito mais agressivo. O que estamos vendo não é apenas uma grande pressão para deter e deportar populações sem documentos regularizados, mas também para retirar as proteções legais que já obtiveram e, para outras, impossibilitar a obtenção da proteção legal a que têm direito”, afirma Ortiz. Além da falta de “garantias processuais básicas”, os detidos enfrentam o cada vez mais complicado “acesso às vias de defesa” e difíceis condições de detenção, de acordo com Nayna Gupta, diretora de política do AIC, que denuncia que pelo menos 10 pessoas morreram sob custódia do ICE. Há duas semanas, um juiz de Nova York ordenou que o ICE oferecesse tratamento humanitário aos detidos no tribunal de imigração. Soma-se a isso o corte no financiamento para organizações de defesa dos direitos dos imigrantes, diz Ortiz. Sua organização só tem a garantia do financiamento federal a cada três meses. Com 45 bilhões de dólares adicionais para construir novos centros de detenção — 308% a mais do que antes — o ICE poderá deter pelo menos 125 mil pessoas, o mesmo número do sistema prisional federal, alerta Gupta. A política agressiva anti-imigração do governo Trump pode estar começando a dar frutos. Em junho deste ano, havia quase 1,5 milhão de estrangeiros a menos no país do que em janeiro, segundo dados do Pew Research Center. Em maio, a Patrulha de Fronteira relatou que apenas 8.725 estrangeiros sem documentos regularizados foram interceptados ao longo da fronteira sudoeste, uma redução de 93% em relação ao ano anterior. Com agência Estado
- EUA registram queda inédita na população imigrante, mostra pesquisa
Baixa no número de imigrantes inclui aqueles com autorização de viver nos EUA WASHINGTON - A população imigrante nos Estados Unidos está em declínio após meio século de crescimento acelerado, afirma o Pew Research Center. A pesquisa divulgada na quinta-feira, 21, aponta que no primeiro semestre o número de estrangeiros residentes no país, com ou sem documentos, caiu em mais de 1 milhão. A redução é atribuída à política anti-imigrante do presidente Donald Trump que retornou à Casa Branca em janeiro. Mas a instituição alerta para que a baixa no índice pode ser "parcialmente artificial" devido à redução na taxa de resposta de imigrantes às pesquisas. "Os Estados Unidos ainda recebem mais imigrantes do que qualquer outro país", afirma o Pew Research Center em seu site. A análise dos novos dados do censo revela que a população estrangeira caiu de 53,3 milhões em janeiro para 51.9 milhões em junho. Após prometer deportações em massa durante a campanha, Trump implementou medidas amplas para reduzir a imigração. A administração republicana restringiu o acesso ao asilo na fronteira sul, endureceu os requisitos de visto para estudantes e trabalhadores de tecnologia e mobilizou milhares de agentes federais para deter e deportar imigrantes sem status legal. Essa repressão levou muitos a deixarem o país voluntariamente e desestimulou outros a virem. A migração líquida — diferença entre o número de imigrantes que chegam e os que partem — tornou-se negativa, mudança que o principal demógrafo do Pew, Jeffrey Passel, classificou como uma “certeza demográfica” até agora em 2025. Sua equipe não calculou separadamente o número de imigrantes sem status legal, que provavelmente representam a maior parte das saídas, pois a intensificação da fiscalização reduziu sua participação nas pesquisas do censo usadas para estimativas. Eles podem ter sido subcontados, o que indicaria que a queda não é tão acentuada, ou sua baixa participação pode mascarar um declínio ainda mais expressivo. Risco para a economia O governo Trump comemora a diminuição do número de estrangeiros no país, mas há preocupações em relação aos efeitos negativos que a queda na imigração e a redução da força de trabalho podem causar à economia americana. Segundo o relatório, em junho deste ano, 19% da mão de obra dos EUA era composta por imigrantes, o que representa uma redução de mais de 750 mil trabalhadores em relação a janeiro. Em julho, o American Enterprise Institute, de tendência conservadora, projetou que a migração líquida em 2025 seria nula ou negativa e previu que as políticas do governo Trump continuariam a reduzir a entrada de trabalhadores estrangeiros, qualificados ou não, pelo menos até 2026. "Uma queda rápida na imigração vai causar danos econômicos", disse Tara Watson, economista da Brookings Institution e coautora do relatório. Segundo ela, pressões políticas e contestações judiciais poderiam levar o governo federal a aliviar a repressão e suavizar os impactos. Mas leis aprovadas recentemente pelo Congresso, controlado pelos republicanos, ampliaram significativamente o financiamento da fiscalização migratória, indicando que a postura restritiva pode durar todo o mandato de Trump. Se isso ocorrer, “poderíamos entrar em um ciclo de declínio contínuo”, disse Watson, o que pode comprometer a competitividade dos EUA na atração de talentos globais. ** Com Agências **
- Polícia investiga mortes de 21 cães em canil de Nova York
Foto: Reprodução de TV NOVA YORK - As mortes de 21 cães em um internato no interior do estado de Nova York estão sendo investigadas pelas autoridades locais. Os animais foram encontrados no último domingo no alojamento Anastasia's Acres Dog Boarding, em Argyle, no condado de Washington. Outro cão resgatado no local foi levado para atendimento veterinário, mas não há informações atualizadas sobre seu estado de saúde. Segundo o jornal americano CBS News, ainda não há confirmação oficial sobre a causa das mortes. O Gabinete do Xerife informou que os proprietários do internato estão cooperando integralmente com as investigações. Entre as hipóteses levantadas por familiares dos animais está uma falha no sistema de ventilação, que poderia ter levado os cães à asfixia — informação mencionada a donos de animais, mas não confirmada pelas autoridades. O caso abalou famílias que tinham deixado seus animais no local. Leah Brown contou à emissora WRGB-TV que estava de férias quando recebeu a ligação de que seu cachorro, Rex, havia morrido. A jovem Hannah Elmore, de 12 anos, relatou que deixou sua cadela Piglet, de três anos, no alojamento na sexta-feira e soube da morte poucas horas antes de buscá-la. — Eles entraram, pegaram-na e a trouxeram para fora, e então a trouxemos para casa e a enterramos no quintal. O internato não respondeu a pedidos de comentário, mas publicou nas redes sociais que permanecerá fechado até novo aviso. Enquanto isso, autoridades seguem colhendo depoimentos de familiares, vizinhos e funcionários da unidade para tentar esclarecer as circunstâncias da tragédia. Com agências
- Trump anuncia demissão de diretora do Fed e amplia pressão sobre banco central dos EUA
Trump está pressionando o banco central a reduzir as taxas de juros WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 25, que destituiu a diretora do Federal Reserve (Fed) Lisa Cook de seu cargo devido a uma suposta fraude na documentação de uma hipoteca, ampliando sua pressão para que o banco central americano reduza as taxas de juros. Trump fez o anúncio em uma carta direcionada a Cook publicada em suas redes sociais. "O povo americano precisa ter plena confiança na honestidade dos membros encarregados de definir políticas e supervisionar o Federal Reserve", escreveu. A diretora está no alvo de Trump ao menos desde semana passada, quando o presidente disse que pediria para ela renunciar devido à falsificação de documentos. Primeira mulher negra a fazer parte da diretoria do Fed, indicada em 2022 pelo ex-presidente Joe Biden, Cook disse na quarta-feira (20) que não tem "nenhuma intenção de ser intimidada a renunciar". Após o anúncio, os futuros da S&P 500 e o índice da Bloomberg que compara o dólar a outras moedas caíram, enquanto os rendimentos do título do Tesouro americano de 10 anos subiram. Cook foi uma das diretoras que votou favorável à manutenção dos juros nos EUA entre 4,25% e 4,5% na reunião realizada em julho, apesar da pressão constante de Trump sobre o presidente da instituição, Jerome Powell, de reduzir a taxa em três pontos percentuais. A última reunião, porém, foi a primeira em que a decisão não foi unânime. Dois diretores, Christopher Waller e Michelle Bowman, defenderam um corte de 0,25 ponto. Ambos foram indicados por Trump. A ata mostrou que os dois estavam isolados ao defenderem a medida. Presidentes podem remover membros do Federal Reserve do cargo apenas por justa causa. As leis que descrevem esse motivo geralmente relacionam o termo com ineficiência, negligência e atos ilícitos no cargo. Ainda não está claro como ou se Cook vai contestar a decisão. O Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), que toma as decisões sobre juros, é composto por doze membros, sendo os sete membros do Conselho de Governadores (indicados pelo presidente e aprovados pelo senado), o presidente do Federal Reserve de Nova York e quatro dos 11 presidentes restantes em mandato rotativo. O anúncio de demissão ocorre depois que o Departamento de Justiça indicou que planeja investigar Cook por uma denúncia de William Pulte, aliado de Trump e diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação, de que ela teria cometido fraude. Nas redes sociais, Pulte agradeceu Trump pela decisão desta segunda. "Se você cometer fraude hipotecária nos EUA, iremos atrás de você, não importa quem você seja", escreveu. Na semana passada, Pulte disse no X que Cook havia designado um condomínio em Atlanta como sua residência principal depois de tomar um empréstimo em sua casa no Michigan, que ela também declarou como residência principal. Pulte disse à CNBC que também está investigando uma propriedade que Cook tem em Massachusetts. A diretora afirmou na ocasião que leva a sério qualquer questionamento sobre seu histórico financeiro como membro do Federal Reserve e que estava reunindo informações precisas para responder a qualquer pergunta legítima. Ela ainda não se manifestou após o anúncio de demissão. Cook é uma três diretoras do Fed com mandato que ultrapassa o período de governo de Trump. Além dos dois aliados, o presidente ainda indicou Stephen Miran temporariamente para a diretoria, mas seu nome ainda precisa ser aprovado pelo Senado. Na sexta-feira (22), Powell sinalizou em discurso um possível corte nos juros americanos na próxima reunião da autarquia, em setembro, embora ainda esteja cauteloso. ** Com Agências **
- Caso raro de infecção por verme parasita comedor de carne em humano é confirmado nos EUA
A varejeira-do-novo-mundo deposita larvas comedoras de carne BALTIMORE - O primeiro caso humano de infestação por um parasita que devora tecidos foi confirmado nos Estados Unidos, informou o Departamento de Saúde e Serviços Humanos na segunda-feira, 25. A miíase causada pela mosca-varejeira-do-novo-mundo (espécies do gênero Cochliomyia) foi detectada em um paciente de Maryland após retornar de El Salvador. O caso foi confirmado em 4 de agosto. A varejeira-do-novo-mundo é uma infestação parasitária provocada por larvas de mosca parasita afeta principalmente o gado. As autoridades afirmaram que o risco atual para a saúde pública nos EUA é "muito baixo". O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) trabalha em conjunto com o departamento de saúde de Maryland para investigar o caso. O porta-voz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Andrew Nixon, afirmou que este é o primeiro caso humano de miíase por varejeira-do-novo-mundo (NWS) associado a viagens, vindo de um país afetado pelo surto, identificado nos EUA. Essa infestação é um tipo de berne, termo usado para infecções parasitárias causadas por larvas de moscas que invadem a pele ou orifícios naturais. O parasita devastador é normalmente encontrado na América do Sul e no Caribe. Apesar dos esforços para conter sua propagação ao norte, casos já foram confirmados em todos os países da América Central, incluindo o México, embora continuem sendo muito raros. Segundo o CDC, humanos — especialmente aqueles com feridas abertas — são suscetíveis à infestação e apresentam maior risco se viajarem para essas regiões ou se estiverem em áreas rurais próximas a rebanhos, onde as moscas circulam. O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que se uniu a outras agências agrícolas, ao Departamento de Estado e à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para responder ao surto. "Quando as larvas da mosca penetram na carne de um animal vivo, causam danos graves e muitas vezes fatais", disse o comunicado. "Esse tipo de mosca pode infestar gado, animais de estimação, vida selvagem, ocasionalmente aves e, em casos raros, pessoas." Um surto de varejeira-do-novo-mundo em rebanhos poderia ter impactos econômicos severos, ameaçando mais de US$ 100 bilhões em atividades ligadas à pecuária, alertou o USDA no início deste mês. ** Com BBC **
- Republicanos da Califórnia entram com ação para bloquear plano de redistritamento
SACRAMENTO - Os republicanos da Califórnia entraram nesta segunda-feira, 25, com sua segunda ação judicial contra o plano de redistritamento do governador Gavin Newsom, que visa dar aos democratas mais cinco cadeiras no Congresso em meio a uma disputa nacional por vantagens nas eleições de 2026. A ação movida pelos parlamentares republicanos argumenta que o plano de redistritamento vai contra a Constituição da Califórnia e as exigências de que os mapas distritais sejam elaborados por um órgão independente de redistritamento. "Esta é uma questão de boa governança no Estado da Califórnia", disse Corrin Rankin, presidente do Partido Republicano da Califórnia, em uma coletiva de imprensa anunciando a ação legal. "Os californianos merecem ter o direito de escolher nossos parlamentares." O esforço de Newsom e dos democratas no Legislativo da Califórnia para reformular os mapas do Estado para o Congresso foi aprovado na semana passada. Isso ocorreu em resposta à pressão dos republicanos do Texas para aprovar novos mapas daquele Estado para o Congresso, o que poderia dar ao Partido Republicano mais cinco cadeiras no Congresso, conforme solicitado pelo presidente Donald Trump. Trump está pedindo a vários Estados controlados pelos republicanos que reformulem seus mapas para o Congresso antes das eleições de meio de mandato do ano que vem, em um esforço para manter o controle da Câmara. Os republicanos da Califórnia já haviam entrado com uma ação judicial para impedir o plano de redistritamento de Newsom, mas ela foi rejeitada pela Suprema Corte do Estado na semana passada. Nesta segunda-feira, os parlamentares entraram com uma petição de emergência no tribunal superior contra o Legislativo da Califórnia e a secretária de Estado da Califórnia, Shirley Weber. "As proteções da Constituição sobre o redistritamento são essenciais para garantir que os californianos sejam poupados da influência política e da turbulência inerente ao desenho perpétuo de mapas nas mãos do Legislativo", diz a ação judicial. O gabinete de Weber não quis comentar. Hannah Milgrom, porta-voz de Newsom, disse em uma declaração por escrito que a contestação judicial republicana fracassaria. "Os bajuladores de Trump já foram destruídos uma vez no tribunal. Agora, eles estão tentando novamente -- proteger a tomada de poder de Trump e impedir que os eleitores tenham uma palavra a dizer... Eles perderão", disse ela. Trump disse a repórteres em Washington nesta segunda-feira que seu governo poderia contestar o redistritamento da Califórnia com sua própria ação judicial. Newsom, no X, disse: "vamos lá". O plano de redistritamento do Texas que foi aprovado no Senado na madrugada de sábado também é alvo de ação judicial. Um grupo de 13 residentes do Texas entrou com uma ação judicial contra o governador Greg Abbott no fim de semana, argumentando que o plano de redistritamento era racialmente discriminatório. ** Com Reuters **
- Presidente Donald Trump tem CPF válido
CPF de Trump foi emitido em 2014, quando ele iniciou empreendimentos no Rio de Janeiro WASHINGTON/ BRASÍLIA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem um CPF, o Cadastro de Pessoa Física da Receita Federal em situação regular, confirma o governo do Brasil. Embora seja visto como o documento essencial de identificação fiscal dos brasileiros, o CPF também pode ser emitido para estrangeiros. A inscrição é obrigatória em várias situações, como quando alguém deseja abrir conta em banco, investir no mercado financeiro, comprar ou vender imóveis, receber herança ou participar de processos judiciais no Brasil. Não há exigência de residência. O estrangeiro não residente pode solicitar o CPF em consulados brasileiros no exterior, apresentando documentos básicos como passaporte e formulário de inscrição. O procedimento, em alguns casos, pode ser feito online e costuma ser rápido. Na prática, ter um CPF facilita a vida de quem mantém algum tipo de relação econômica, financeira ou patrimonial com o país. Sem o número, estrangeiros encontram barreiras para realizar transações bancárias, negócios jurídicos ou operações de investimento. Empreendimento cancelado O registro foi feito em 2014, num momento em que a marca Trump ensaiava uma entrada robusta no Brasil. Dois projetos estavam no horizonte: as Trump Towers Rio, um complexo de cinco prédios comerciais que nunca saiu do papel, e o Trump Rio de Janeiro Hotel, que acabou vendido antes mesmo de abrir as portas com o nome da família. À frente da empreitada estava o comentarista Paulo Figueiredo, que chegou a ser sócio de Trump no hotel e depois se aproximou de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA. Os negócios, no entanto, não prosperaram, e Trump deixou oficialmente os planos brasileiros em dezembro de 2016, às vésperas de assumir seu primeiro mandato como presidente. Naquele período, a Organização Trump anunciou o cancelamento de negociações sobre projetos no Brasil, Argentina e Índia. No caso brasileiro, tratava-se justamente das torres comerciais planejadas para o Rio de Janeiro. Segundo o advogado da companhia, Alan Garten, um “memorando de entendimento” com parceiros locais foi encerrado para evitar possíveis conflitos de interesse. Também foram abortados projetos de hotéis no Azerbaijão e na Geórgia. Trump vinha sendo pressionado a se afastar de seus negócios internacionais, já que a manutenção de investimentos no exterior poderia configurar conflito de interesses sem precedentes para um presidente americano. O empreendimento carioca, em particular, chegou a ganhar publicidade no país, mas acabou associado a investigações de corrupção, sem envolvimento direto de Trump. ** Com Agências **
- Trump enfrenta democratas com planos de mobilização da Guarda Nacional
WASHINGTON - O governo de Donald Trump está há semanas planejando o envio de tropas da Guarda Nacional para Chicago como parte de uma ofensiva ampliada contra o crime e a imigração, segundo relatos da mídia americana. O Pentágono tem elaborado planos que poderiam mobilizar vários milhares de membros da Guarda Nacional para a terceira maior cidade do país em setembro, informou o The Washington Post, citando funcionários não identificados familiarizados com o assunto. O Pentágono se recusou a confirmar os relatos. "Não vamos especular sobre futuras operações", disse um funcionário da Defesa. "O departamento é uma organização de planejamento e trabalha continuamente com outros parceiros de agências em planos para proteger ativos e funcionários federais", afirmou o funcionário sob condição de anonimato. Os relatos surgem depois que o presidente enviou tropas da Guarda Nacional este mês para a capital Washington DC, onde outro funcionário da Defesa disse que em breve os agentes estariam armados. Trump afirmou na sexta-feira que Chicago e Nova York - grandes cidades lideradas por democratas - poderiam ser alvo de medidas semelhantes. "Vamos tornar nossas cidades muito, muito seguras", disse Trump a jornalistas na Casa Branca. "Acho que Chicago será a próxima e depois ajudaremos com Nova York". O possível envio para Chicago seguiria um padrão semelhante à controversa operação de Trump em junho em Los Angeles, para onde ele enviou 4 mil membros da Guarda Nacional da Califórnia e 700 fuzileiros em serviço ativo apesar das objeções estaduais, segundo fontes não identificadas citadas pela CNN. Também complementaria a ofensiva ampliada do ICE que mira migrantes sem documentos. O governador de Illinois, JB Pritzker, e o prefeito de Chicago, Brandon Johnson, ambos democratas, rejeitaram energicamente a ideia. "Donald Trump e os republicanos MAGA (sigla de seu movimento Make America Great Again) estão tentando pintar seu partido como um de 'lei e ordem'", publicou Pritzker na rede social X. "Isso não poderia estar mais longe da verdade". Pritzker disse em declarações recolhidas pela WBEZ Chicago que "a segurança pública está sob ataque pela administração Trump". Johnson afirmou que a cidade não recebeu nenhuma comunicação formal por parte do governo sobre envios militares, e classificou uma potencial ação desse tipo como "descoordenada, desnecessária e irracional". Chicago registrou 573 homicídios em 2024, segundo a polícia da cidade, 8% a menos que o ano anterior. ** Com AFP **
- Texas adota mapa eleitoral para preservar maioria legislativa de Trump
HOUSTON - Legisladores do Texas aprovaram neste sábado, 23, um novo mapa eleitoral projetado para ajudar o Partido Republicano a manter o controle da Câmara dos Representantes nas eleições de 2026. A votação no Senado estadual terminou 18 a 11, seguindo linhas partidárias, após mais de oito horas de debates e tentativas de bloqueio por democratas. O governador republicano Greg Abbott anunciou nas redes sociais que pretende promulgar o mapa com urgência, afirmando que ele “reflete as novas preferências eleitorais dos texanos”. A iniciativa conta com pressão do ex-presidente Donald Trump, que busca reduzir as chances de vitória democrata e consolidar a estreita maioria republicana no Congresso. A estratégia adotada no Texas, conhecida como gerrymandering, redesenha os distritos eleitorais de forma a favorecer candidatos conservadores, podendo gerar até cinco assentos adicionais para o Partido Republicano. Democratas afirmam que o mapa dilui votos de afro-americanos e latinos, alegando violação da Lei de Direito ao Voto de 1965. Em reação, a Califórnia, liderada pelo governador democrata Gavin Newsom, aprovou por unanimidade um mapa eleitoral que daria vantagem a seu partido, além de propor um referendo em novembro para validar temporariamente os limites dos distritos até 2030. Ex-presidente Barack Obama elogiou a medida como resposta “inteligente e equilibrada” às ações de Trump. Além do Texas, Trump planeja redesenhar distritos eleitorais em Indiana, Ohio e Missouri. Autoridades democratas, como a governadora de Nova York, Kathy Hochul, classificam a manobra como “último suspiro de um partido desesperado que se agarra ao poder”, prometendo enfrentar o ex-presidente “no mesmo campo e em seu próprio terreno”. ** Com AFP **
- EUA iniciam revisão de 55 milhões de vistos à procura de violações
WASHINGTON - O governo de Donald Trump anunciou nesta quinta-feira, 21, que está revisando os mais de 55 milhões de vistos válidos concedidos a estrangeiros nos Estados Unidos. A medida, que pode afetar brasileiros, inclui os documentos de pessoas que já possuem autorização para entrar e estar no país. Segundo um comunicado do Departamento de Estado, todos os estrangeiros que têm o visto estão sujeitos a uma "verificação contínua". "O Departamento de Estado revoga vistos sempre que houver indícios de uma possível inelegibilidade, o que inclui fatores como sinais de permanência além do permitido, atividades criminais, ameaças à segurança pública, envolvimento em qualquer forma de atividade terrorista ou fornecimento de apoio a uma organização terrorista", escreveu a pasta em comunicado. Na terça (19), o governo anunciou que levará em consideração "ideologias antiamericanas" ao analisar pedidos de visto e outros benefícios para imigrantes. O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS, na sigla em inglês) está atualizando o manual que reúne critérios considerados na hora de avaliar as candidaturas. Leia também: EUA suspendem emissão de vistos para caminhoneiros A pasta afirma que o documento será negado a pessoas com "envolvimento em organizações antiamericanas ou terroristas", sem exemplificar ou especificar, e com evidência de "atividade antissemita". O USCIS disse ainda que "expandiu os tipos de solicitações de benefícios que passam por verificação nas redes sociais", uma prioridade da administração republicana. Revogados Os funcionários consulares já exigem, por exemplo, que os candidatos a um visto estudantil concedam acesso a perfis que estejam no modo privado. Nessa linha dura contra a imigração, os EUA anunciaram três dias antes que revogaram 6 mil vistos de estudantes desde que Rubio assumiu o cargo há sete meses. O secretário, para agradar a base de apoiadores do presidente, tem encabeçado uma ofensiva contra estudantes estrangeiros, utilizando uma lei que lhe permite rescindir vistos de pessoas que considera irem contra os interesses da política externa dos EUA. ** Com Agências **
.png)











