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  • Brasileiros deportados em avião da Gol desmentem companhia

    Brasileiros usavam roupas de presidiários e chegaram ao Brasil sem documentos NOVA YORK - Brasileiros extraditados dos Estados Unidos que desembarcaram semana passada no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, afirmam que deixaram o país depois de serem coagidos a aderir a um programa de deportação voluntária lançado este ano pela Casa Banca. A medida, dizem, buscou acelerar a saída do grupo do território americano. O Boeing737MAX-8 aterrissou em Confins na quarta-feira (27), sendo a primeira vez que uma empresa comercial prestou o serviço para o governo americano expulsar imigrantes. Via assessoria, a Gol informou que fretou a aerenave para o o transporte de brasileiros que aderiram ao CBP One, programa que prevê a saída de estrangeiros dos EUA sem o risco de prisão e promente US$ 1 mil após chegar no país de origem. A viagem foi computada como um fretamento convencional. "A companhia reforça que não há nenhuma distinção nos serviços entre estes voos com qualquer outro fretamento operado, sempre com foco na segurança dos passageiros", diz a nota da Gol. Relatos mostram outro cenário Mas os relatos e as condições dos brasileiros que desembarcaram em Belo Horizonte revelam outro cenário. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo , eles também reclamaram das condições de transporte e dos maus-tratos durante o processo de deportação. O desembarque, testemunhado pela reportagem da Folha, foi rápido. O grupo atravessou o portão em menos de 30 minutos. Eles vestiam uniformes usados em centros de detenções e traziam apenas uma sacola com alguns pertences. Nem todos portavam documentos. Algum deles denunciam que foram coagidos a assinar a autodeportação já na entrada da aeronave, após a soltura das algemas pelos oficiais do ICE. Erivelton Natalino da Silva, que morava com a esposa nos EUA havia mais de 20 anos --ela continua no país com duas filhas do casal conta que ele lutava para permanecer no país. Silva diz que os dois tinham o número do seguro social, necessário para residentes permanentes ou para trabalhadores temporários, e uma vida estável. Em janeiro, segundo ele, receberam a aprovação de mais cinco anos de permanência. Tudo mudou em 6 de junho, de acordo com seu relato, quando foi abordado e preso. O advogado da família que cuidava do processo de residência definitiva entrou com uma petição para impedir a deportação, mas não adiantou. Segundo a esposa, Erivelton já tinha sido submetido a três tentativas de deportação, mas, por ter um processo de permanência tramitando na Justiça, era impedido de embarcar. Então, a saída encontrada pelos agentes do serviço de imigração foi colocar o homem no voo de deportação voluntária, supostamente de forma clandestina. Na quarta (27), sem documentos, ele desembarcou em Minas Gerais para surpresa da família, que não sabia do seu paradeiro e ainda tinha esperanças de que a situação fosse revertida. Carlos Fagundes é outro brasileiro que estava no voo. Ele já havia passado por oito penitenciárias diferentes durante os três meses em que ficou detido. Enquanto aguardava a deportação, disse que fez os trajetos entre penitenciárias sempre algemado, em ônibus e sem alimentação ou água. "Chegamos a ficar até 20 horas sem comer nem beber nada. A gente via a comida, a garrafa de água, mas eles não queriam nos dar. No voo de volta saímos às 6h e só fomos comer à meia-noite", disse. "Nos EUA não existe mais lei, nem de imigração." Nos centros de detenção, afirmou, os brasileiros ficavam amontoados. "Era impossível ficar de pé. Se a gente ficasse, pisava nos outros. Foram muitos dias sem tomar banho e sem escovar os dentes." Sem dinheiro nem passaporte, Carlos aguardava a esposa no saguão do aeroporto para voltar para sua casa no Espírito Santo. Imigrantes relatam também que, assim como a higiene pessoal, a alimentação era restrita. Um colega de Carlos que não quis se identificar disse que as refeições do grupo consistiam em três sanduíches para todo o dia. Alguns dos passageiros mostraram à reportagem da Folha uma cópia de um documento que dizem ter sido obrigados a assinar com instruções para a retirada do auxílio de US$ 1 mil. No papel, consta o endereço de email do Project Homecoming, o nome em inglês do programa para a saída voluntária. Ainda no Aeroporto de Confins, em frente a uma casa de câmbio, alguns tentavam descobrir onde poderiam sacar o valor da ajuda. Enquanto outros, que ainda levavam alguma quantia em dólares, tentavam fazer a conversão para terminar a viagem. Assim como Carlos Fagundes, Erivelton deverá ter dificuldades para receber o auxílio prometido pelo governo americano. Para conseguir acessar a quantia, a pessoa precisa enviar uma comprovação de que já está no país de origem, além de uma foto do passaporte, documento que eles não possuem mais. Recuperação Judicial Curiosamente, a Gol anunciou em junho ter concluído sua recuperação judicial nos EUA, processo conhecido como Chapter 11. De saída, a companhia conseguiu US$ 1,9 bilhão em financiamentos por meio de um DIP —empréstimo oferecido a empresas em recuperação judicial. O diretor-presidente da Gol, Celso Ferrer, afirmou, recentemente, que pretende fazer com que a empresa tenha 25% de seus negócios no exterior, uma forma de diluir os riscos da variação cambial e do combustível, comercializado em dólar. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Imprensa Internacional repercurte primeiro dia do julgamento de Bolsonaro

    NOVA YORK - A imprensa internacional repercutiu o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 2, e define como "plano sinistro" a tentativa de golpe de Estado do qual ele é acusado. Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, está sendo julgado junto a outros sete réus, apontados como os principais integrantes da suposta organização que tentou reverter a derrota eleitoral de 2022. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e a sentença deve sair até o dia 12 de setembro. The New York Times O The New York Times fez uma linha do tempo para descrever o planejamento e tentativa de execução do plano de golpe de Estado por Bolsonaro e seus aliados, a que chamou de "solução sinistra". O jornal cita que o ex-presidente tentou descreditar o resultado, chamando a eleição de fraude, depois, colocar em execução planos para assassinar o presidente Luís Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A matéria observa que Bolsonar veio para os Estados Unidos enquanto seus apoiadores invadiam os prédios dos três poderes. O NYT afirmou que revisou dezenas de horas de depoimentos e centenas de páginas de documentos relacionados ao caso para contar a história, que ao que tudo indica terminará com uma condenação do ex-presidente. Antes, o jornal americano já havia destacado que o Brasil está fazendo algo que os EUA não conseguiram: levar um ex-presidente a julgamento por tentar se manter no poder após perder uma eleição. The Guardian O The Guardian entrevistou o trompetista Fabiano Leitão, que viralizou ao tocar uma "marcha fúnebre" e o hino antifascista "Bella Ciao" após Bolsonaro se tornar réu por golpe de Estado. Leitão disse ao jornal britânico que está "fazendo o velório político" de Bolsonaro e que estará na frente do STF para receber o ex-presidente em sua chegada ao julgamento. “Vai ser algo alegre! Tem que ser algo alegre!”, disse o trompetista ao jornal britânico. "Leitão está entre milhões de brasileiros progressistas que já têm o champanhe metafórico no gelo à espera da tão esperada condenação de Bolsonaro e de sete supostos co-conspiradores, cujo julgamento começa nesta semana", afirmou a reportagem. The Washington Post Com o julgamento de Bolsonaro, o Brasil enfrenta seu próprio passado autoritário e também o presidente Trump, que pressiona o país com retaliações econômicas e diplomáticas, destacou a reportagem do The Washington Post. Segundo o jornal americano, o julgamento "marca uma reviravolta significativa" no Brasil, já que o país "tradicionalmente escolhe a conciliação em vez da acusação quando se trata de supostos crimes contra o Estado democrático". "O julgamento de Bolsonaro também é o ápice de uma saga extraordinária que polarizou ainda mais o Brasil, testou a determinação do seu Judiciário e abriu um abismo cada vez maior com os EUA", acrescentou. Agora o julgamento de Bolsonaro deve ser "acompanhado de perto por pessoas de todo o país e pode estabelecer um novo precedente para a responsabilização política, dizem acadêmicos". The Economist O The Economist chamou Bolsonaro de "Trump dos trópicos" e publicou diversas reportagens sobre o julgamento no STF que "parece um sonho da esquerda americana, mas é realidade no Brasil". O jornal britânico classificou a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 como "esquisita e bárbara" por conta de um clima de festa que tomou os acampamentos em frente ao quartel de Brasília antes da invasão aos prédios do governo. "Na primeira semana de janeiro de 2023, centenas de barracas [estavam] dispostas desordenadamente do lado de fora do prédio. Estaria acontecendo algum tipo de festival? O acampamento estava repleto de barracas servindo cerveja, costelas grelhadas e tigelas de arroz com carne salgada, conhecido como arroz carreteiro." O The Economist disse também que Bolsonaro "falhou por incompetência e não por falta de intenção" e que seu julgamento ditará o ritmo da recuperação brasileira da febre populista. Em sua reportagem de capa da semana anterior, o jornal afirmou que o Brasil dá uma lição de democracia aos EUA, ao comparar o caso à tentativa de Donald Trump de se manter no poder após a derrota em 2020. A reportagem disse que "os dois países parecem estar trocando de lugar: os EUA estão se tornando mais corruptos, protecionistas e autoritários, em contraste, mesmo com o governo Trump punindo o Brasil por processar Bolsonaro, o próprio país está determinado a salvaguardar e fortalecer sua democracia." Em outro texto, descreveu o julgamento como um marco histórico, afirmando que esta será a primeira vez que o Brasil levará um ex-presidente a julgamento por tramar um golpe. O texto também citou a tentativa de Trump de intervir com tarifas, sanções e cancelamento de vistos. Segundo a publicação, Eduardo Bolsonaro se mudou para os EUA para fazer lobby junto a aliados do presidente americano contra Alexandre de Moraes. Mas as pressões externas não funcionaram e acabaram impulsionando a aprovação de Lula. BBC A BBC disse que o julgamento de Bolsonaro entrou na fase final a partir desta terça-feira, e que um colegiado de cinco ministros da 1ª turma do STF decidirá o futuro do ex-presidente. Segundo a rede britânica, a causa do ex-presidente brasileiro "foi abraçada" por Donald Trump. O presidente dos EUA, que também tem similaridades com Bolsonaro em seu currículo por conta da invasão de seus apoiadores ao Capitólio em 2021, chamou o julgamento no STF de "caça às bruxas". ** Com Agências **

  • Comitê da Câmara dos EUA divulga mais de 33 mil páginas do caso Epstein

    WASHINGTON - O Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos divulgou publicamente nesta terça-feira, 2, os arquivos recebidos do Departamento de Justiça sobre as investigações de tráfico sexual envolvendo Jeffrey Epstein e sua ex-namorada, Ghislaine Maxwell, em resposta à crescente pressão no Congresso americano para tratar o caso com transparência. Ainda assim, os arquivos contêm, em sua maioria, informações que já eram de conhecimento público ou estavam disponíveis. As pastas continham centenas de processos judiciais com anos de existência relacionados a Epstein e Maxwell. Também incluem vídeos do que parecem ser imagens de câmeras corporais de buscas policiais, bem como gravações e resumos de depoimentos de policiais com vítimas, detalhando os abusos que elas disseram ter sofrido. O presidente republicano da Câmara, Mike Johnson, está tentando reprimir a tentativa de parlamentares, inclusive do seu próprio partido, de forçar a votação de um projeto de lei que exigiria que o Departamento de Justiça divulgasse todas as informações contidas nos chamados arquivos de Epstein, com exceção das informações pessoais das vítimas. No Capitólio, nesta terça-feira, Johnson e um grupo bipartidário de deputados se encontraram com seis das vítimas de abusos cometidos por Epstein e Maxwell. "O objetivo aqui não é apenas descobrir e investigar os males de Epstein, mas também garantir que isso nunca mais aconteça e, em última análise, descobrir por que a Justiça foi adiada para essas mulheres por tanto tempo", disse Johnson, após sair da reunião de duas horas. "É indesculpável. E vai parar agora, porque o Congresso está engajado nisso", ele acrescentou. Mas ainda há intensas divergências sobre como os deputados devem proceder. Johnson está pressionando para que o inquérito seja conduzido pelo Comitê de Supervisão da Câmara e apoiando o comitê na divulgação de suas conclusões. O que há nos arquivos divulgados? Entre os arquivos divulgados nesta terça-feira estava o áudio de um funcionário de Epstein descrevendo a um policial como "havia muitas meninas muito, muito jovens" visitando a casa, mas não conseguia afirmar com certeza se eram menores de idade. Durante as visitas de Epstein à casa, o homem disse que mais de uma dúzia das garotas costumavam visitá-lo e ele era encarregado de limpar o quarto onde o patrão fazia massagens duas vezes ao dia. Algumas páginas foram quase totalmente redigidas. Outros documentos relacionados ao processo de Epstein na Flórida, que levaram a um acordo judicial criticado por ser muito brando, incluem e-mails entre a defesa e os promotores sobre as condições da liberdade condicional após a condenação do réu. Barbara Burns, promotora do Condado de Palm Beach, expressou frustração com a defesa pressionando por menos restrições ao seu cliente: "Não sei como transmitir a ele, mais do que já sei, que seu cliente é um criminoso sexual registrado que teve a sorte de conseguir o acordo do século." Algumas das entrevistas com policiais do Departamento de Polícia de Palm Beach datam de 2005, de acordo com os registros de data e hora lidos pelos policiais no início dos arquivos. A maioria, senão todos, dos documentos de texto publicados nesta terça-feira já eram públicos. Notavelmente, o depoimento de causa provável e outros registros da investigação de dez anos atrás sobre Epstein continham uma anotação indicando que haviam sido divulgados anteriormente em uma solicitação de registros públicos em 2017. O deputado Robert Garcia, o principal democrata no Comitê de Supervisão da Câmara, repreendeu os republicanos do painel por divulgarem material que, segundo ele, consistia quase inteiramente em informações já disponíveis. "As 33 mil páginas de documentos sobre Epstein que James Comer decidiu 'divulgar' já eram, em sua maioria, informações públicas. Ao povo americano - não se deixe enganar por isso", disse Garcia em um comunicado. Os deputados divulgaram milhares de páginas e vídeos por meio de um pesado Google Drive, deixando para leitores e espectadores a tarefa de decifrar por conta própria as novidades e informações interessantes. A iniciativa também deixou em aberto a questão de por que o Departamento de Justiça não divulgou o material diretamente ao público em vez de operar através do Capitólio. Membros de ambos os partidos continuam insatisfeitos e exigem mais detalhes sobre a investigação de anos de duração sobre Epstein, o rico e bem relacionado financista cuja morte em 2019 em uma cela de prisão de Nova York, enquanto enfrentava acusações de tráfico sexual, gerou amplas teorias da conspiração e especulações. ** Com AE **

  • Juiz barra uso de tropas pelo governo Trump em Los Angeles

    Trump enviou soldados federais para inibir protestos contra as ações do ICE SAN FRANCISCO - Um juiz distrital suspendeu nesta terça-feira, 2, o envio da Guarda Nacional para o Distrito Norte da Califórnia em resposta a uma ação impetrada pelo governador Gavin Newsom. A queixa do democrata alerta que as tropas violam as normas vigentes Estados Unidos e uma lei conhecida como Posse Comitatus, que limita drasticamente o uso de tropas federais para a aplicação da lei nacional. Em seu parecer, o juiz Charles Breyer disse que as evidências no julgamento mostraram que o governo Trump usou tropas e veículos militares para estabelecer perímetros de proteção, bloquear o tráfego e se envolver no controle de multidões. "Em resumo, os réus violaram a lei Posse Comitatus", escreveu Breyer ao interromper a intervenção federal até 12 de setembro. Em junho, Trump ordenou que 4 mil membros da Guarda Nacional e 700 fuzileiros navais da ativa dos EUA fossem para Los Angeles, em resposta aos protestos contra as operações de imigração em larga escala na segunda maior cidade do país. A Casa Branca argumenta que a Constituição permite que os presidentes usem tropas para proteger funcionários e propriedades federais como uma exceção à lei Posse Comitatus. A administração de Donald Trump deve recorrer. Em junho, Breyer já havia considerado que o envio da Guarda Nacional da Califórnia por Trump era provavelmente ilegal e ordenou que as tropas fossem devolvidas ao controle de Newsom. Isso foi revertido pela Corte de Apelações do 9º Circuito dos EUA uma semana depois. ** Com Reuters **

  • EUA aprovam taxa extra de US$ 250 para emissão de visto

    Adicional representa alta de quase 150% para tirar o visto americano WASHINGTON - A lei One Big Beautiful Bill sancionada no 4 de Julho pelo presidente Donald Trump aumenta mais de 100% o valor do visto americano ao exigir uma taxa extra de US$ 250 para o documento. A Visa Integrity Fee ("taxa de integridade do visto") eleva a taxa consular de US$ 185 para US$ 435. Mas o preço final é ainda maior já que a nova legislação também exige a cobrança do formulário I-94, preenchido durante o voo, ao valor de US$ 24. Isso significa que o visto de não imigrante, incluindo turistas e viajantes a negócios (categoria B), estudantes (F), alunos em intercâmbio (J), trabalhadores temporários (H) e atletas e artistas (P), entre outros, custará, no total, US$ 459, uma alta de quase 150%. A taxa adicional será cobrada apenas na emissão do visto – ou seja, quem teve o pedido negado não pagará o valor. Ela poderá ser reajustada anualmente, de acordo com a inflação, e o custo do adicional pode ser alterado pela secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem. Reembolso A lei prevê o reembolso da tarifa extra quando o viajante: cumprir todas as condições do visto de não imigrante após sua entrada nos EUA, incluindo “não aceitar emprego não autorizado”; não buscar extender a estadia nos EUA durante a validade do visto e partir do país em até 5 dias após o último dia desse período; durante a validade do visto, conseguir a extensão do status de não imigrante ou se tornar um residente permanente legal. A lei diz que o retorno do dinheiro deve ocorrer somente após a expiração da validade do visto, que, para cidadãos brasileiros, pode chegar a dez anos. Não há informação disponível sobre os procedimentos para a realização do reembolso. ** Com Agências **

  • Visto americano fica mais caro e burocrático a partir de hoje

    Entrevista passa a ser uma exigência em processo de visto para os EUA BRASÍLIA - Solicitar um visto para os Estados Unidos ficou mais caro e burocrático a patir desta terça, 2, impactando diretamente turistas, estudantes e profissionais que desejam entrar no país – seja pela primeira vez ou quem para pretende apenas renovar o documento. A “taxa de integridade de visto”aumenta o preço da solicitação para mais de US$ 420 e a possibilidade de uma entrevista presencial exigem que tudo seja mais planejado são as principais mudanças. Todos precisam fazer entrevistas presenciais? Todas as pessoas que vão solicitar vistos de não imigrante pela primeira vez precisarão agendar uma entrevista presencial com um oficial consular. Antes, normalmente não era necessário o agendamento de entrevista  para menores de 13 anos e maiores de 80. Quem está isento de fazer entrevista presencial? Candidatos com os vistos A-1, A-2, C-3 (exceto empregados domésticos), do G-1 ao G-4, Nato-1 ao Nato-6 e Tecro E-1, além de solicitantes de vistos diplomáticos ou oficiais estão isentos de entrevistas. Já aqueles que forem renovar o visto B1 (normalmente utilizado para negócios), o B2 (normalmente usado no turismo) ou o B1/B2 (que une as duas esferas) podem ser elegíveis para a isenção da conversa presencial. Mas o Departamento de Estado dos EUA deixa claro que as entrevistas presenciais podem ser exigidas mesmo em casos que, por via de regra, estão dispensados. Quanto custa tirar o visto americano? Além dos US$ 185 (o equivalente a cerca de R$ 1.006) de taxa para emissão de visto, agora, há uma taxa extra no valor de US$ 250 (cerca de R$ 1.360) chamada de Visa Integrity Fee. Ela será cobrada quando o visto for emitido, se somando às taxas já existentes. Leia também: EUA aprovam taxa extra de US$ 250 para emissão de visto Assim, o custo total de um visto padrão de não imigrante sai por US$ 435, cerca de R$ 2.367. Caso o visto seja negado, o solicitante não será cobrado pela taxa extra. ** Com AE **

  • Bessent espera que Suprema Corte mantenha legalidade das tarifas de Trump, mas cogita Plano B

    Tarifaço de Trump pode ser anulado por Justiça nos próximos dias WASHINGTON - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira, 1, que está confiante de que a Suprema Corte manterá a legalidade do uso, por parte do presidente Donald Trump, de uma lei de poderes emergenciais de 1977 para impor tarifas abrangentes sobre a maioria dos parceiros comerciais do país. No entanto, acrescentou que o governo tem um plano alternativo, caso isso não ocorra. Bessent disse que está preparando um memorando jurídico para o procurador-geral dos EUA, que supervisionará o recurso do governo junto à Justiça. O documento enfatizará a urgência de abordar décadas de desequilíbrios comerciais e interromper o fluxo de fentanil mortal para os Estados Unidos. Na última sexta-feira, um tribunal de apelações dos EUA, dividido, decidiu que a maioria das tarifas impostas por Trump são ilegais, minando o uso dessa ferramenta como pilar da política econômica do presidente republicano. A corte permitiu que as tarifas permanecessem em vigor até 14 de outubro, dando ao governo Trump a chance de apresentar recurso à Suprema Corte. A decisão, tomada por 7 votos a 4 pela Corte de Apelações do Circuito Federal em Washington, D.C., avaliou a legalidade das chamadas tarifas “recíprocas” impostas por Trump como parte de sua guerra comercial em abril, bem como um conjunto separado de tarifas aplicadas em fevereiro contra China, Canadá e México, com o objetivo de barrar a entrada de fentanil. A decisão não afeta tarifas impostas com base em outras autoridades legais, como as tarifas de Trump sobre as importações de aço e alumínio. Trump justificou ambos os conjuntos de tarifas, assim como tarifas mais recentes, com base na Lei de Poderes Econômicos Internacionais de Emergência (IEEPA) de 1977, que concede ao presidente poderes para lidar com “ameaças incomuns e extraordinárias” durante emergências nacionais. “Estou confiante de que a Suprema Corte vai manter, que vai confirmar a autoridade do presidente para usar a IEEPA. E há muitas outras autoridades que podem ser usadas, não tão eficientes, não tão poderosas”, disse Bessent. Ele falou à Reuters durante uma visita a uma lanchonete nos subúrbios de Washington. Uma dessas alternativas, segundo ele, seria a Seção 338 da Lei Tarifária Smoot-Hawley de 1930, que permite ao presidente impor tarifas de até 50% por cinco meses sobre importações de países que discriminem o comércio com os EUA. Entrada de fentanil Bessent afirmou que o influxo do fentanil, droga ligada a cerca de 70 mil mortes por ano nos Estados Unidos, constitui um motivo legítimo para declarar estado de emergência nacional. “Se isso não é uma emergência nacional, o que seria?”, disse Bessent, referindo-se às milhares de overdoses relacionadas ao fentanil. “Quando é que se pode usar a IEEPA, se não for para combater o fentanil?” Ele disse que o memorando jurídico, a ser enviado entre está terça e quarta-feira, destacará que os déficits comerciais dos EUA com outros países vêm crescendo há anos e estão chegando a um ponto crítico, o que poderia gerar consequências muito maiores. “Tivemos esses déficits comerciais durante anos, mas eles continuam crescendo. Estamos nos aproximando de um ponto de ruptura… então, prevenir uma calamidade é uma emergência,” afirmou. Bessent observou que ações tomadas pelo então presidente George W. Bush em relação às hipotecas talvez tenham evitado a crise financeira global de 2008-2009, que foi desencadeada pela especulação excessiva sobre imóveis. Relações internacionais Bessent minimizou a ideia de que as tarifas de Trump estariam aproximando países como Rússia, China e Índia, classificando uma reunião em Xangai com 20 líderes de países não ocidentais como “performática”. “Isso acontece todo ano com a Organização de Cooperação de Xangai,” disse ele. “É mais do mesmo. E veja, são atores nocivos… A Índia está abastecendo a máquina de guerra russa, a China está abastecendo a máquina de guerra russa… Em algum momento, nós e nossos aliados vamos agir”. Ele disse que os EUA estão fazendo progresso em convencer a Europa a se juntar a Washington na pressão contra a Índia, devido à compra de petróleo russo, por meio de uma tarifa adicional de 25%, mas não comentou se os EUA aplicariam pressão semelhante sobre a China. Segundo Bessent, a China teria dificuldade em encontrar mercados alternativos suficientes para seus produtos fora dos Estados Unidos, Europa e países de língua inglesa. “Eles não têm renda per capita alta o suficiente nesses outros países,” disse. ** Com Reuters **

  • EUA perdem mais de 1 milhão de trabalhadores sob política anti-imigrante

    Economistas afirmam que "fuga" de imigrantes também prejudica geração de empregos WASHINGTON - Mais de 1,2 milhão de imigrantes deixaram a força de trabalho dos Estados Unidos entre janeiro e julho, mostram dados preliminares do Censo analisados pelo Pew Research Center. O número inclui tanto estrangeiros em situação irregular quanto residentes legais. Os imigrantes correspondem a quase 20% da mão de obra nos EUA. De acordo com a pesquisadora sênior Stephanie Kramer, do Pew, eles representam 45% dos trabalhadores na agricultura, pesca e silvicultura, cerca de 30% na construção civil e 24% no setor de serviços. Leia também: EUA registram queda inédita na população imigrante, mostra pesquisa A diminuição ocorre justamente quando o país registra a primeira queda na população imigrante em geral, depois que o número de pessoas em situação irregular atingiu o recorde de 14 milhões em 2023. “Não está claro quanto dessa queda desde janeiro se deve a saídas voluntárias em busca de novas oportunidades ou à tentativa de evitar deportações, remoções, subnotificação ou outros problemas técnicos”, afirmou Kramer. “Ainda assim, acreditamos que os números preliminares, que indicam migração líquida negativa, refletem suficientemente a realidade para não comprometer a tendência observada.” O presidente dos EUA, Donald Trump, fez campanha prometendo deportar milhões de imigrantes em situação irregular. Ele afirma que concentra os esforços em “criminosos perigosos”, mas a maioria dos detidos pelo ICE não tem condenações criminais. Ao mesmo tempo, o número de entradas ilegais pela fronteira caiu com suas políticas. Pia Orrenius, economista do Federal Reserve de Dallas, disse que imigrantes normalmente respondem por pelo menos 50% do crescimento do emprego nos EUA. “O fluxo na fronteira, pelo que podemos perceber, basicamente parou — e foi daí que vieram milhões de migrantes nos últimos quatro anos”, afirmou. “Isso teve um enorme impacto na capacidade de gerar empregos.” ‘Colheitas ficaram no campo’ Em McAllen, no Texas, na fronteira com o México, plantações de milho e algodão estão prestes a ser colhidas. Elizabeth Rodriguez teme que faltem trabalhadores para operar descaroçadores e outras máquinas após a colheita. Fiscalizações do ICE em fazendas, empresas e canteiros de obras paralisaram tudo, disse Rodriguez, diretora de defesa dos trabalhadores rurais no National Farmworker Ministry. “Em maio, no auge da safra de melancia e melão, houve atrasos. Muitas colheitas ficaram no campo”, relatou. No condado de Ventura, na Califórnia, ao noroeste de Los Angeles, Lisa Tate administra o negócio da família, que cultiva frutas cítricas, abacates e café em oito propriedades com 800 acres (323 hectares). A maioria dos trabalhadores são diaristas contratados por prestadoras de serviço. Houve dias, neste ano, em que as equipes apareceram reduzidas. Tate evita atribuir isso diretamente às políticas de imigração, mas reconhece que o medo de operações do ICE se espalhou rápido. Dezenas de trabalhadores da região foram presos no fim da primavera. “Pessoas estavam sendo levadas de lavanderias, de beiras de estrada”, contou Tate. Lidia, a trabalhadora rural que falou à AP com ajuda de um intérprete, disse que seu maior temor é ser enviada de volta ao México. Hoje com 36 anos, ela é casada e tem três filhos em idade escolar, todos nascidos nos EUA. “Não sei se conseguiria levar meus filhos”, disse Lidia. “Também me preocupa muito ter que começar do zero. Minha vida inteira foi nos Estados Unidos.” Da construção civil à saúde Os canteiros de obras em McAllen e arredores também “estão completamente parados”, disse Rodriguez. “Temos uma grande força de trabalho não documentada”, afirmou. “Vimos o ICE mirando especialmente em obras de construção e tentando fiscalizar oficinas mecânicas e de reparo.” O número de empregos na construção caiu em cerca de metade das áreas metropolitanas dos EUA, segundo análise da Associated General Contractors of America baseada em dados oficiais. A maior perda foi na região de Riverside-San Bernardino-Ontario, na Califórnia, com 7,2 mil postos a menos. Em Los Angeles-Long Beach-Glendale, a queda foi de 6,2 mil empregos. “O emprego na construção parou ou recuou em muitas regiões por diversos motivos”, disse Ken Simonson, economista-chefe da associação. “Mas empreiteiras relatam que contratariam mais gente se houvesse trabalhadores qualificados e dispostos, e se a fiscalização imigratória não estivesse prejudicando a oferta de mão de obra.” Kramer, do Pew, também alerta para o impacto potencial na saúde. Segundo ela, imigrantes representam cerca de 43% dos cuidadores domiciliares. O Service Employees International Union (SEIU) representa cerca de 2 milhões de trabalhadores na saúde, no setor público e em serviços prediais. Na Califórnia, aproximadamente metade dos cuidadores de longo prazo filiados ao SEIU 2015 são imigrantes, disse Arnulfo De La Cruz, presidente do sindicato local. “O que vai acontecer quando milhões de americanos não conseguirem mais encontrar cuidadores?” questionou De La Cruz. “O que acontece quando não houver imigrantes para colher nossas lavouras? Quem vai atender nossos hospitais e lares de idosos?” ** Com AFP **

  • Trump rompe silêncio com mais de 40 mensagens em rede social após rumores sobre sua saúde

    Trump garante que está em seu melhor momento WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reapareceu com mais de 40 publicações na plataforma Truth Social em pouco mais de um dia, após ter permanecido em silêncio, o que gerou especulações sobre sua saúde. Entre a noite de sábado e o domingo (31), Trump fez diversas publicações, nas quais acusou um trabalhador de uma reforma da Casa Branca de arranhar algumas placas de mármore, defendeu sua intervenção em Washington para reduzir a criminalidade, agradeceu a possíveis indicações ao prêmio Nobel da Paz e lembrou as acusações de interferência russa nas eleições de 2016, para terminar com um “BOM DIA”. Essas publicações em ritmo acelerado, até mesmo para o próprio presidente, ocorreram depois de surgirem rumores no país sobre o estado de saúde do republicano, especialmente nas redes sociais, devido ao perfil discreto que manteve nos últimos dias. O mandatário, de 79 anos, foi diagnosticado em julho com insuficiência venosa crônica, uma doença benigna e comum em idosos, e desde então tem sido visto ocasionalmente com tornozelos inchados, manchas nas mãos e dificuldade para andar. As especulações foram intensificadas após um silêncio pouco frequente durante o fim de semana, no qual Trump jogou golfe em seu clube na Virgínia e ficou longe da imprensa. Algumas fotografias tiradas de longa distância mostraram Trump usando seu boné vermelho “Make America Great Again”, sua marca registrada. Apesar da insuficiência venosa crônica detectada em julho, a Casa Branca disse à época que Trump estava em “excelente estado de saúde”. ** Com EFE **

  • Juiz bloqueia deportações de crianças migrantes desacompanhadas para a Guatemala

    Ativistas alegam que manobra do governo Trump coloca crianças em risco WASHINGTON - Um juiz federal emitiu neste domingo, 31, uma ordem de restrição impedindo o governo Trump de deportar dez crianças migrantes desacompanhadas para a Guatemala, depois que advogados disseram que as remoções violariam as leis dos Estados Unidos. O juiz distrital Sparkle Sooknanan, de Washington, DC, ordenou que a administração se abstivesse de deportar as crianças por 14 dias e convocou uma audiência para este domingo. O National Immigration Law Center, um grupo de defesa pró-imigração, apresentou a contestação em nome das crianças, que têm entre 10 e 17 anos. O governo do presidente Donald Trump fechou um acordo com a Guatemala que permitiria a remoção de crianças desacompanhadas de volta ao país e planejava iniciar as deportações neste fim de semana. Trump, um republicano, iniciou uma ampla repressão à imigração após retornar à Casa Branca em janeiro. Crianças migrantes que chegam às fronteiras dos EUA sem um dos pais ou responsável são classificadas como desacompanhadas e enviadas para abrigos administrados pelo governo federal até que possam ser colocadas com um membro da família ou um lar adotivo, um processo descrito na lei federal. Melissa Johnston, diretora do programa para crianças desacompanhadas do Escritório de Reassentamento de Refugiados, enviou um e-mail à equipe na quinta-feira (28) pedindo a suspensão da liberação de todas as crianças guatemaltecas, exceto aquelas patrocinadas por pais ou responsáveis ​​legais nos EUA, de acordo com uma cópia analisada pela Reuters e por um dos ex-funcionários. Em uma queixa legal apresentada neste domingo, o National Immigration Law Center e o Young Center for Immigrant Children's Rights disseram que as deportações seriam uma "clara violação das proteções inequívocas que o Congresso lhes forneceu como crianças vulneráveis". "Os réus estão planejando transferir ilegalmente os autores para a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (“ICE”) para colocá-los em voos para a Guatemala, onde podem enfrentar abusos, negligência, perseguição ou até mesmo tortura, contra seus melhores interesses", diz a denúncia. O Departamento de Segurança Interna dos EUA, órgão controlador do ICE, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O Ministério das Relações Exteriores da Guatemala não quis comentar. Sooknanan foi nomeado pelo presidente Joe Biden, um democrata. ** Com Reuters **

  • Trump critica regras eleitorais e exige mudanças

    14 Estados e o Distrito Federal não exigem nenhum documento na hora da votação WASHINGTON - O presidente Donald Trump anunciou no fim de semana que deve emitir um decreto para mudar algumas regras eleitorais dos Estados Unidos. O republicano defente a apresentação obrigatória de um documento de identificação dos eleitores que comparecerem às urnoas e a restrição do voto por correio. "O documento de identificação deve ser apresentado por cada um que votar. Sem exceções! Vou emitir um decreto que torna esse documento uma obrigação. Além disso, nada de voto por correspondência, exceto para aqueles que estão muito doentes e para os militares que estão distantes. Vamos utilizar somente cédulas eleitorais", escreveu em sua rede social Truth Social no sábado (30). A apresentação de um documento válido para votar não é regra em todo os EUA. Em muitos lugares a identificação pode ser oficial ou não e, ainda, com ou sem foto. Em 14 Estados, incluindo Massachusetts, Nova York, Maryland, Nova Jersey e Califórnia, e na capital, Washington D.C., não é exigida documentação alguma. Cada estado também define suas próprias regras para o voto por correspondência, mas uma justificativa válida pode ser exigida ao eleitor que pode ser a impossibilidade de comparecer ao local de votação por doença, lesão ou deficiência; estar em viagem de negócios ou férias fora da cidade de residência ou ser estudante em outra jurisdição. ** Com Agências **

  • Robert Kennedy Jr. coloca americanos 'em perigo', alertam ex-diretores do CDC

    Kennedy Jr. é acusado de desmantelar sistema de saúde americano WASHINGTON - Nove ex-diretores da principal agência de saúde dos Estados Unidos alertaram nesta segunda-feira, 1º, sobre o desmantelamento do organismo pelo governo Trump, e denunciaram que o secretário da Saúde, o ativista antivacina Robert F. Kennedy Jr., está "colocando a saúde de todos os americanos em perigo". Em coluna publicada no "The New York Times", os ex-diretores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) fizeram duras críticas a Kennedy Jr e às políticas do governo Trump para a saúde pública dos EUA, e é o mais recente de uma série de ataques contra chefe da pasta após a demissão da diretora Susan Monarez poucas semanas após assumir o cargo. Monarez foi demitida na semana passada após confrontar RFK Jr e se negar a se comprometer a apoiar suas mudanças nas políticas de vacinação. A ex-diretora acusou o secretário de persegui-la por ela se recusar a apoiar “diretrizes anticientíficas” e a dispensar especialistas em saúde. A demissão de Monarez causou um efeito dominó na agência, e quatro funcionários de alto escalão da CDC renunciaram e acusaram Trump de tentar politizar a saúde nos EUA. O "The New York Times" afirmou que a polêmica se tornou "um caos" e é mais uma crise do governo americano. "Dirigimos o CDC: Kennedy está colocando em perigo a saúde de todos os americanos", alertaram os ex-diretores no artigo de opinião escrito por nove ex-diretores da agência historicamente independente que serviram a todos os presidentes, democratas ou republicanos, desde Jimmy Carter até Donald Trump. O que Kennedy "fez ao CDC e ao sistema de saúde pública do país, culminando em sua decisão de demitir a Dra. Susan Monarez como diretora (...), é algo que nunca vimos na agência, e algo que nosso país nunca experimentou", escreveram os especialistas. No artigo, os diretores mencionaram que Kennedy: demitiu milhares de trabalhadores federais de saúde; enfraqueceu programas destinados a proteger os americanos contra o câncer, ataques cardíacos e mais; e durante o maior surto de sarampo em décadas, se concentrou em "tratamentos não comprovados enquanto minimizava as vacinas". Também defendeu uma legislação federal que prevê deixar milhares de pessoas sem seguro de saúde, disseram. "Isso é inaceitável e deveria alarmar todos os americanos, independentemente de suas inclinações políticas", enfatizaram os especialistas, incluindo a doutora Anne Schuchat, que atuou como diretora interina do CDC no primeiro mandato de Trump. ** Com AFP **

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