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- ICE prende 475 imigrantes em fábrica da Hyundai na Geórgia
A ação é considerada a maior em um único local na história do DHS ATLANTA – O ICE realizou uma grande batida na fábrica de baterias para carros da Hyundai Motors, ainda em fase de construção na Geórgia, prendendo 475 imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos. A ação paralisou a obra de um dos maiores investimentos da empresa sul-coreana no país e já é considerada a maior operação em um único local na história do Departamento de Segurança Interna (DHS). Especialistas destacaram que o governo do presidente Donald Trump vem intensificando a repressão aos imigrantes, perturbando as empresas em todo o país, mesmo quando a Casa Branca incentivou mais fluxos de entrada de investidores estrangeiros. As prisões podem exacerbar as tensões entre Washington e Seul, um importante aliado e investidor dos EUA. Os países têm se desentendido sobre os detalhes de um acordo comercial que inclui US$ 350 bilhões em investimentos. No mês passado, a Coreia do Sul prometeu US$ 150 bilhões em investimentos nos EUA - incluindo US$26 bilhões da Hyundai Motor - em uma reunião de cúpula entre os líderes dos dois países. As autoridades do DHS disseram que os trabalhadores que foram presos estavam impedidos de trabalhar nos EUA depois de cruzar a fronteira ilegalmente ou de ultrapassar o prazo de validade dos vistos. A investigação ocorreu durante vários meses, disse Steven Schrank, agente especial encarregado das investigações na Geórgia, durante uma coletiva de imprensa. O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul expressou pesar e preocupação com a batida. "As atividades econômicas de nossas empresas que investem nos Estados Unidos e os interesses de nossos cidadãos não devem ser indevidamente violados durante a aplicação da lei dos EUA", reclamou o porta-voz do ministério, Lee Jae-woong, em um comunicado nesta sexta-feira. A Hyundai disse que sua produção de veículos elétricos não foi afetada. MAIORES INVESTIMENTOS NA GEÓRGIA Em 2023, o Hyundai Motor Group e a LG Energy Solution anunciaram o empreendimento de US$ 4,3 bilhões para produzir células de bateria de EV, com cada empresa detendo uma participação de 50%. A fábrica fornecerá baterias para modelos Hyundai, Kia e Genesis EV. Da Redação
- Americana de 75 anos pode pegar prisão perpétua pela morte do ex-genro
Donna teria planejado a morte do ex-genro para facilitar mudança da filha (Foto: Reprodução TV) MIAMI - Um júri considerou Donna Adelson, de 75 anos, culpada no assassinato do seu ex-genro, Dan Markel, professor de Direito da Florida State University, em 2014. Ela é a quinta pessoa a ser condenada no caso que mobilizou promotores estaduais por mais de uma década. Segundo a promotoria, Donna planejou a morte do professor para facilitar a mudança de sua filha, Wendi Adelson, com os dois filhos pequenos do casal, para o sul da Flórida, após uma disputa judicial acirrada pela custódia das crianças. Markel, de 41 anos, foi baleado em 18 de julho de 2014 na entrada de sua residência em um bairro nobre de Tallahassee, e morreu 14 horas depois no hospital. O assassinato já foi tema de programas de TV e podcast. Além de Donna, outros quatro envolvidos já haviam sido condenados: Charles Adelson , filho de Donna e periodontista de Fort Lauderdale, condenado em 2023 à prisão perpétua; Katherine Magbanua , ex-namorada de Charles, sentenciada à prisão perpétua mais duas penas adicionais de 30 anos; Sigfredo Garcia , pai dos filhos de Magbanua, condenado à prisão perpétua; Luis Rivera , ex-líder da gangue Latin Kings de North Miami, condenado a 19 anos de prisão. Os promotores afirmam que Donna Adelson organizou o esquema por meio do filho Charles, que contratou Garcia e Rivera para viajar de Miami a Tallahassee e executar Markel. A intermediária foi Magbanua, que tinha dois filhos com Garcia. Investigação Donna Adelson foi presa em novembro de 2023 no Aeroporto Internacional de Miami, mais de nove anos após o assassinato. Na época, ela e o marido tinham passagens só de ida para o Vietnã, país que não possui tratado de extradição com os Estados Unidos. Durante o julgamento, os promotores mostraram que ela havia pesquisado países sem tratado de extradição na Wikipédia. Ela não testemunhou durante o julgamento. Após 12 dias de audiência, o júri levou cerca de três horas para considerá-la culpada. Com agências
- Patinho com malformação aprende a andar com sapatos ortopédicos em Chelmsford
O patinho e a família foram resgatados por um bom samarinato após serem atropelados BOSTON - Através das redes sociais, usuários viralizaram a história de um pequeno pato de Chelmsford, Massachusetts, depois que uma organização sem fins lucrativos desenvolveu sapatos ortopédicos para que ele pudesse caminhar melhor. De acordo com informações divulgadas pela Newhouse Wildlife Rescue em sua página no Facebook, um homem identificado como Nick presenciou o momento em que um motorista atropelou o animal junto de sua mãe e irmãos enquanto tentavam atravessar uma estrada. Sem conhecimentos veterinários, ele parou o carro para prestar socorro e procurou ajuda especializada para que os filhotes recebessem atendimento adequado. Apesar da rápida reação, a mãe das aves não resistiu ao impacto, deixando os filhotes completamente sozinhos. Embora não tenham sofrido ferimentos graves, a equipe da organização percebeu que um deles tinha uma condição especial. Na publicação, os funcionários da Newhouse Wildlife Rescue revelaram que um dos patinhos nasceu com uma malformação nas patas que o impedia de caminhar no mesmo ritmo dos demais, pois seus dedos ficavam dobrados para dentro. “Para corrigir isso, ele tomará suplementos vitamínicos e usará uns sapatinhos muito legais para evitar que seus pés se enrosquem”, informou o centro nas redes sociais no fim de junho de 2025. O tratamento Depois que o caso foi divulgado no Facebook, muitos usuários demonstraram interesse em colaborar de alguma forma com o processo de recuperação. Semanas mais tarde, a instituição publicou novas fotos mostrando o animal com sapatos ortopédicos amarelos. “Ele já está caminhando melhor. Com o tempo, seus pés deverão conseguir se alinhar sozinhos”, acrescentou a entidade. “Somos gratos a Nick por agir com gentileza onde outro ser humano falhou. Estamos felizes por termos conseguido ajudar esse patinho em especial, porque ele não teria sobrevivido na natureza sem intervenção”, dizia a postagem. A equipe da Newhouse Wildlife Rescue também agradeceu a todos que acompanharam a recuperação do filhote e seus irmãos, ressaltando que esse tipo de comportamento incentiva e viabiliza o resgate de mais animais. ** Por La Nacion — Massachusetts**
- Massachusetts ordena que seguradoras cubram vacinas apoiadas pelo Estado
Massachusetts vai liderar a resistência ao movimento anti-vacina nos EUA BOSTON - A governadora de Massachusetts, Maura Healey, ordenou nesta quinta-feira, 4, que as seguradoras cubram as vacinas apoiadas pelo Departamento de Saúde, mesmo que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos emita recomendações mais restritas. As operadoras não dependem mais apenas do CDC, disse Healey, tornando Massachusetts o primeiro Estado dos EUA a garantir a cobertura de seguro para imunizantes sem a indicação do governo federal. Os planos de saúde geralmente seguem o painel de especialistas do CDC que orienta sobre quem deve tomar as vacinas aprovadas pela FDA (sigla para a agência reguladora de alimentos e remédios dos EUA). Eles devem se reunir em 18 de setembro para discutir as recomendações do CDC para as vacinas contra a Covid-19. A medida é tomada em um momento em que o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., um antigo ativista antivacina, está agindo rapidamente para reformular as políticas da pasta. Leia também: EUA deixam de recomendar vacinas contra a covid para crianças e grávidas Na semana passada, a FDA que, assim como o CDC, está sob a alçada de Kennedy, limitou a aprovação de imunizantes atualizados contra a Covid-19 para menores de 65 anos àqueles com riscos à saúde, levantando questões sobre a cobertura de seguro para pessoas mais jovens. Em maio, Kennedy disse que os EUA não recomendam mais vacinas de rotina contra a Covid-19 para crianças saudáveis e mulheres grávidas, o que levou organizações médicas e vários Estados a formularem suas próprias regras. Medidas A determinação de Healey permite que as farmácias forneçam vacinas contra a Covid-19 aos residentes de Massachusetts com cinco anos de idade ou mais e autoriza o Departamento de Saúde do Estado a decidir sobre a rotina de vacinação. A democrata se coloca à frente dos esforços para criar uma colaboração de saúde pública com outros Estados da Nova Inglaterra e do Nordeste, "com foco no desenvolvimento de recomendações baseadas em evidências sobre vacinação, vigilância de doenças, preparação para emergências e apoio aos laboratórios estaduais de saúde pública". Leia também: Flórida trabalha para eliminar obrigatoriedade da vacinação infantil Na quarta-feira, Califórnia, Oregon e Washington disseram que lançaram uma aliança de saúde sobre vacinas, à qual o Havaí se juntou nesta quinta-feira. O Colorado também disse que agirá rapidamente para garantir que todos os moradores tenham acesso às vacinas atualizadas contra a Covid-19. Na contramão, a Flórida anunciou planos para acabar com todas as exigências estaduais de vacinas, inclusive para que as crianças frequentem as escolas. ** Com Reuters **
- Flórida trabalha para eliminar obrigatoriedade da vacinação infantil
Secretário da Saúde diz que exigir a vacia é imoral TALLAHASSEE - O Departamento de Saúde da Flórida anunciou nesta quarta-feira, 3, que vai eliminar gradualmente a vacinação obrigatória para crianças, uma iniciativa para se alinhar à política nacional. Em entrevista coletiva, o secretário Joseph Ladapo disse que as exigências são uma intrusão "imoral" e beiram a "escravidão". Para ele, a regra tira dos pais o direito de decidir sobre a saúde de seus filhos. "As pessoas têm o direito de tomar suas próprias decisões, decisões informadas. (...) Eles não têm o direito de dizer o que você deve ingerir", defende. Ladapo afirma que o Estado pode tirar a obrigatoriedade de alguns imunizantes infantis por conta própria, mas a pauta deve passar pelo Legislativo. Assim, vacinas como a de sarampo, hepatite B, tétano e poliomielite deixarão de ser exigidas por escolas e creches públicas. Se a promessa se concretizar, a Flórida será o primeiro Estado do país a retirar a exigência de vacinar crianças. O governador Ron DeSantis também criou a comissão "Make America Healthy Again" (Torne a América Saudável Novamente, na tradução livre) e segue o movimento federal encabeçado pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr. A administração de Donald Trump tem promovido mudanças radicais nas regras de vacinas. Entre elas está a retirada das recomendações do imunizante contra a Covid-19 para mulheres grávidas e crianças saudáveis, em maio. ** Com Agências **
- Tribunal nos EUA mantém decisão favorável a passaportes com gênero "X"
Justiça dos EUA mantém direito de americano optar por gênero X em passaporte WASHINGTON - Um tribunal de apelações dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira, 4, uma decisão de um tribunal inferior que ordenava ao governo de Donald Trump retomar a emissão de passaportes com a opção de gênero "X". Trump havia emitido, em janeiro, uma ordem executiva segundo a qual apenas dois gêneros seriam reconhecidos: masculino e feminino, pondo fim às políticas oficiais que reconheciam um terceiro gênero nos passaportes, identificado com um "X". Em junho, uma juíza distrital ordenou ao Departamento de Estado que retomasse a emissão de passaportes com a opção "X" para pessoas transgênero e não binárias afetadas pela mudança de política. Nesta quinta-feira, um painel de três juízes de um tribunal de apelações negou o pedido da administração Trump para suspender a ordem da juíza. Em sua decisão, os magistrados destacaram a conclusão do tribunal inferior de que as pessoas afetadas pela mudança "sofrerão uma variedade de danos imediatos e irreparáveis" com a aplicação da política. O primeiro passaporte americano com o gênero "X" foi emitido em outubro de 2021 pelo Departamento de Estado, que especificou que a opção "X" estava reservada para "pessoas não binárias e intersexuais" e, em geral, para aquelas que não se identificam com os critérios de gênero propostos anteriormente. Durante sua campanha, Donald Trump prometeu pôr fim ao que ele chama de "loucura transgênero" nos EUA. ** Com AFP **
- EUA restringem vistos da América Central por supostos laços com a China
Marco Rubio não cita exemplos específicos para justificar ação (Foto: Arquivo) WASHINGTON - O secretário de Estado, Marco Rubio, disse nesta quinta-feira, 4, que os Estados Unidos estavam restringindo vistos para alguns cidadãos da América Central que, segundo ele, estariam "agindo intencionalmente em nome do Partido Comunista Chinês". O secretário afirmou que o país está comprometido em combater a "influência corrupta da China na América Central interromper suas tentativas de subverter o Estado de Direito". Durante a declaração, Rubio não nomeou nenhum indivíduo nem citou exemplos específicos de ações pelas quais eles estavam sendo alvos. As medidas também se estendem à cidadãos que já tenham se envolvido anteriormente em atividades com o Partido Comunista Chinês. "Como resultado, esses indivíduos e seus familiares próximos geralmente não serão elegíveis para entrada nos Estados Unidos", disse Rubio em sua declaração. "Essas ações reafirmam o compromisso do presidente Trump em proteger a prosperidade econômica dos Estados Unidos e os interesses de segurança nacional em nossa região", disse ele. Rubio acrescentou que os EUA continuaram responsabilizariam cidadãos centro-americanos que intencionalmente colaboram com o Partido Comunista Chinês na América Central para desestabilizar o hemisfério: "Continuamos a utilizar todas as ferramentas disponíveis para promover a segurança de nossa região", disse ele. ** Com Reuters **
- Trump recebe titãs da tecnologia em jantar e ostenta promessas bilionárias para IA nos EUA
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e o presidente Trump durante jantar na Casa Branca (Foto: AFP) WASHINGTON - O presidente Donald Trump recebeu executivos de tecnologia de alto escalão para um jantar na Casa Branca na noite desta quinta-feira, 4. No evento, ele falou sobre inteligência artificial e se ressaltou os investimentos que as empresas estão fazendo nos Estados Unidos. “Isso está levando nosso país a um novo patamar”, disse no centro de uma longa mesa cercado pelo que ele descreveu como “pessoas de alto QI”. O encontro foi o exemplo mais recente de um delicado relacionamento entre Trump e líderes do setor de tecnologia, vários dos quais compareceram à sua posse. Trump tem se destacado com a atenção de alguns dos empresários mais bem-sucedidos do mundo, enquanto as empresas estão ansiosas para permanecer nas graças do presidente instável. Enquanto os executivos elogiavam Trump e falavam sobre suas esperanças de avanço tecnológico, o presidente republicano se concentrava nos cifrões. Ele circulou a mesa e perguntou aos executivos quanto eles estavam investindo no país. Mark Zuckerberg, da Meta, que estava sentado à direita de Trump, disse US$ 600 bilhões. Tim Cook, da Apple, disse o mesmo. Sundar Pichai, do Google, disse US$ 250 bilhões. "E a Microsoft?", perguntou Trump. "É um número grande." O CEO Satya Nadella disse que o valor seria de até US$ 80 bilhões por ano. "Ótimo", respondeu Trump. "Muito bom." Elon Musk, ex-aliado próximo de Trump, não estava na lista de convidados. Musk rompeu publicamente com Trump no início deste ano. Na mesa estava um dos rivais de Musk na corrida de inteligência artificial, Sam Altman, da OpenAI, dono do ChatGPT. Em outro reflexo das mudanças de lealdade no mundo de Trump, o jantar incluiu Jared Isaacman, que fundou a empresa de processamento de pagamentos Shift4. Isaacman era um aliado de Musk escolhido por Trump para liderar a NASA, mas teve sua nomeação retirada porque ele era, nas palavras de Trump, "totalmente democrata". Inicialmente, o jantar seria no Rose Garden, área externa da Casa Branca. Mas, devido ao mau tempo, as autoridades decidiram transferir o evento para o Salão de Jantar de Estado, na parte de dentro. O evento aconteceu após uma reunião à tarde da nova força-tarefa de Educação em Inteligência Artificial da Casa Branca, presidida pela primeira-dama Melania Trump e com a participação de alguns líderes de tecnologia. “Os robôs estão aqui. Nosso futuro não é mais ficção científica”, disse ela. Relação de Trump com big techs causa polêmica A abordagem de Trump aos principais executivos de tecnologia tem causado polêmica dentro do Partido Republicano, do qual ele faz parte. Um dos aliados mais próximos de Trump no Congresso, o senador Josh Hawley, criticou a indústria de tecnologia em um discurso em uma conferência conservadora em Washington na manhã de quinta-feira. Ele criticou a falta de regulamentação em torno da inteligência artificial e destacou o Meta e o ChatGPT. “O governo deveria inspecionar todos esses sistemas de IA de ponta para que possamos entender melhor o que os titãs da tecnologia planejam construir e destruir”, disse o parlamentar do Missouri. Trump usa imagens criadas por IA e as compartilha frequentemente online, apesar de suas reclamações no início da semana sobre a tecnologia estar sendo usada para criar vídeos enganosos. Na terça-feira, Trump disse que um vídeo mostrando itens sendo jogados de uma janela do andar de cima da Casa Branca deve ter sido criado por IA, apesar de sua equipe aparentemente ter confirmado a veracidade do vídeo horas antes. Trump então disse: "Se algo realmente ruim acontecer, talvez eu tenha que culpar a IA". ** Com AP **
- Polícia localiza em Massachusetts brasileira de 13 anos desaparecida há mais de um mês
Karoline voltou para cusódia do DCF após mais de um mês desaparecida ( Foto: Divulgação Polícia) WORCESTER – Após um mês desaparecida, a brasileira Karoline Ferreira de Moura, de 13 anos, foi localizada em Massachusetts. A informação foi dada primeiro pelo MassLive na terça-feira, 2, e confirmada pela polícia local à MANCHETE USA. A adolescente, que tinha sido vista pela última vez em 20 de julho, voltou para a custódia do Estado. Ela estava sob os cuidados do DCF (Departamento de Crianças e Famílias) desde a prisão de sua mãe, Rosane Ferreira de Oliveira, 40 anos, em uma das ações mais truculentas do ICE. Leia também: Caçula de família alvo de ação truculenta do ICE está desaparecida Durante as buscas, a irmã mais velha, Clara Augusta, 23, disse à MANCHETE USA que Karoline estava com medo de voltar a ficar sob a guarda do DCF e queria ir viver com ela no Brasil. Clara era a mulher com o bebê no colo que aparece nas imagens da operação do ICE na Eureka Street quando Rosane foi detida em maio. Ela resolveu deixar os Estados Unidos após o marido ser deportado. Leia também: Advogado acusa ICE de assinar deportação sem aval do cliente Nayara, de 17 anos, que tentou impedir que os agentes federais levassem Rosane, também estava sob a custódia do DCF. Porém, o destino dela foi diferente: ela fugiu e conseguiu reencontrar Clara no Brasil. Não está claro como ela conseguiu sair do país. Rosane segue no Centro de Detenção do Condado de Stafford, em Dover, New Hampshire, de onde luta para ficar nos EUA através de um pedido de asilo que já estava em andamento antes de sua prisão. Primeira pista A MANCHETE USA deu a primeira pista para localizar a menor. Após a publicação sobre o desaparecimento de Karoline em 29 de julho, Angélica Almeida entrou em contato com nossa reportagem, informando que havia dado carona para a adolescente de 13 anos no domingo, 27, uma semana após ela ter sido vista pela última vez, de acordo com a polícia de Worcester. Angélica conta que um homem identificado por Kaycky Brenno entrou em um grupo no Facebook buscando carona para a irmã que sairia de Worcester para a Pensilvânia. Mais tarde o destino foi alterado para Nova Jersey. Leia também: Menor desaparecida pode estar em Nova Jersey Ela pegou Karoline no 111 da Fairfield Street, em Worcester, e a levou até o número 2 da Wilson Dr, em Maple Shade, Nova Jersey. Angelica diz que Brenno não pagou pelo serviço. A MANCHETE USA fez contato com Kaycky Brenno pelo mesmo número de telefone pelo qual contratou a carona. Inicialmente ele negou conhecer Karoline mas poucos minutos depois por mensagens no WhatsApp disse a nossa reportagem que a adolescente estava em Worcester no 33 da Vernom Street. Depois disso, as autoridades levaram mais de um mês para encontrar a menor em Massachusetts, de onde desapareceu. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Número de brasileiros deportados dos EUA em 2025 supera total dos últimos três anos
BRASÍLIA - O número de brasileiros ilegais deportados pelos Estados Unidos em oito meses já é maior do que o total nos últimos três anos, de acordo com os números da Polícia Federal. Desde o início do ano, 1.844 brasileiros foram expulsos dos EUA. Do total, apenas 114 saíram durante os últimos 20 dias da administração de Joe Biden. Nos anos anos ateriores, no governo democrata, o pico foi 1.660 em todo o ano passado. Em 2023, foram 1.265; e 2022, 1.423. A expectativa do governo brasileiro é de que até o fim deste ano o número de deportados aumente de forma significativa sob a política anti-imigrante de Donald Trump. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, em agosto os EUA passaram a mandar para o Brasil um voo por semana. Antes, era um a cada 15 dias. “Sempre houve um processo de deportação. O que mudou é uma estruturação de uma política de deportação. E o que a gente está percebendo é uma intensificação da política e há um mês, essa periocidade semanal”, afirma Élida Lauris, secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos. ** Com Assessorias **
- Vice da diplomacia dos EUA diz a missão brasileira que tarifas têm questão política
WASHINGTON - Integrantes de uma missão empresarial que está em Washington desde o início desta semana, para abrir canais de diálogo que possam reverter o tarifaço do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros e evitar novas medidas protecionistas, foram recebidos, nesta quarta-feira, 3, pelo vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau. Segundo relato do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, Landau afirmou que o impasse com o Brasil tem uma questão política, inédita tanto para o Brasil como para os EUA. O subsecretário de Estado americano costuma criticar o governo e o Judiciário brasileiros, assim como o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que neste momento está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Ao anunciar uma sobretaxa de 50% sobre produtos do Brasil, Donald Trump disse que uma das justificativas para a medida é o processo contra Bolsonaro. Porém, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já avisou que aceita interferência em assuntos internos. "Logo de imediato o secretário Landau colocou muito abertamente que a principal questão diz respeito à característica política do problema, que é algo inédito para eles, algo inédito para nós, e que precisamos conduzir sob um prisma de encontrar caminhos no setor político", disse Alban. QUERO MEU XP LEGACY Segundo o presidente da CNI, “de forma muito honesta”, foi colocado a Landau que não é da competência dos empresários brasileiros discutirem essa questão. Ele relatou ter afirmado que, se for chamado, o setor privado brasileiro estará à disposição para encontrar soluções e convergências no campo econômico. Ainda de acordo com Ricardo Alban, Landau informou que, devido ao teor político da questão, o assunto está sendo tratado pelo Departamento de Estado, ou seja, pela diplomacia americana. O titular do cargo, Marco Rubio, estava em viagem ao México quando a reunião ocorreu. "O Departamento de Estado é responsável por essa negociação, justamente por essa condicionante política que está envolvida no processo", disse Alban. Na última terça-feira, os membros da comitiva que viajou para os EUA se reuniram com a embaixadora do Brasil naquele país, Maria Luiza Viotti. Nesta quarta-feira, estiveram com congressistas americanos e foram representados pelo consultor da CNI, Roberto Azevêdo, em uma audiência pública relativa a uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR) sobre suspeita de práticas comerciais desleais pelo Brasil. O processo envolve temas como desmatamento, tarifas preferenciais em acordos comerciais com outros países, corrupção e meios de pagamento como o Pix. Azevêdo, que foi diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), assegurou que o Brasil respeita as normas internacionais e não prejudicam a economia dos EUA. Também participou da audiência pública a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defendeu o agronegócio brasileiro. ** Com Agência Globo **
- Governo Trump cortou ilegalmente financiamento de Harvard, diz Justiça
BOSTON - Uma juíza determinou nesta quarta-feira, 3, que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou ilegalmente cerca de US$2,2 bilhões em subsídios para a Universidade de Harvard e não pode mais cortar o financiamento de pesquisa para a prestigiada instituição da da Ivy League. A decisão da juíza distrital dos Estados Unidos, Allison Burroughs, em Boston, representou uma grande vitória legal para Harvard, que busca fechar um acordo que possa pôr fim ao conflito em várias frentes da Casa Branca com a universidade mais antiga e mais rica do país. Sediada em Cambridge, Massachusetts, Harvard tornou-se o foco central da ampla campanha do governo de usar o financiamento federal para forçar mudanças nas universidades dos EUA, que, segundo Trump, estão dominadas por ideologias antissemitas e de "esquerda radical". Entre as primeiras medidas tomadas pelo governo contra Harvard está o cancelamento de centenas de bolsas concedidas a pesquisadores, com o argumento de que a universidade não fez o suficiente para lidar com o assédio a estudantes judeus em seu campus. Harvard entrou com um processo, argumentando que o governo Trump estava violando seus direitos de liberdade de expressão e agindo em retaliação após a recusa da instituição em atender às exigências para que cedesse o controle sobre quem contrata e quem ensina. Nomeada pelo presidente democrata Barack Obama, Burroughs afirmou que o presidente republicano estava certo em combater o antissemitismo e que Harvard estava "errada em tolerar comportamentos odiosos por tanto tempo". Mas ponderou que o combate ao antissemitismo não era o verdadeiro objetivo do governo e que as autoridades queriam pressionar Harvard a atender às suas exigências, violando seus direitos de liberdade de expressão previstos na Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Burroughs apontou ainda que é função dos tribunais salvaguardar a liberdade acadêmica e "garantir que pesquisas importantes não sejam indevidamente submetidas a rescisões arbitrárias e processualmente inválidas, mesmo que isso arrisque a ira de um governo comprometido com sua agenda, custe o que custar". A decisão impede que o governo encerre ou congele qualquer financiamento federal adicional a Harvard e impede que continue a reter o pagamento de subsídios existentes ou que se recuse a conceder novos financiamentos à escola no futuro. Em um comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Liz Huston, chamou Burroughs de "juíza ativista nomeada por Obama" e disse que Harvard "não tem direito constitucional aos dólares dos contribuintes e continua inelegível para receber subsídios no futuro". "Vamos recorrer imediatamente dessa decisão flagrante e estamos confiantes de que, no final, prevaleceremos em nossos esforços para responsabilizar Harvard", disse ela. Harvard não respondeu aos pedidos de comentários. ** Com Reuters **
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