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  • Alunos do ensino médio dos EUA têm menor desempenho em leitura em três décadas

    WASHINGTON - Mais de 30% dos alunos no último ano do Ensino Médio em todo os Estados Unidos não possuem habilidades básicas de leitura, desempenho mais baixo já registrado em mais de três décadas, mostraram testes divulgados nesta terça-feira, 9. Os resultados dos testes de 2024 fazem parte da Avaliação Nacional do Progresso Educacional, projeto autorizado pelo Congresso, patrocinado pelo Departamento de Educação dos EUA e administrado pelo Centro Nacional de Estatísticas Educacionais (NCES, na sigla em inglês). Eles levantam questões sobre a capacidade do país de competir globalmente e se ajustar às mudanças na força de trabalho, ainda mais acentuadas com o advento da IA e de outras tecnologias. O relatório também mostrou que 45% dos alunos do último ano do Ensino Médio não têm habilidades básicas em matemática, um aumento de cinco pontos percentuais em relação a 20 anos atrás, e 38% dos alunos da oitava série não têm habilidades básicas de ciências, um aumento de cinco pontos percentuais em relação a 2019, mas sem diferença significativa em relação a 2009. "Esses resultados são preocupantes", disse o Comissário Interino do NCES, Matthew Soldner, em um comunicado. O relatório identificou disparidades regionais, com as pontuações de matemática e leitura no último ano do ensino médio e as pontuações de ciências do oitavo ano diminuindo no Sul e no Centro-Oeste entre 2019 e 2024. A divulgação dos dados ocorre em meio a grandes mudanças na educação dos EUA. O republicano Donald Trump esvaziou o Departamento de Educação. A lei federal proíbe o departamento de controlar operações escolares, incluindo currículo, instrução e pessoal. A autoridade sobre essas decisões pertence aos governos estaduais e municipais, que fornecem mais de 85% do financiamento das escolas públicas. Em um vídeo que acompanhou a divulgação, a Secretária de Educação Linda McMahon apresentou os resultados como mais uma justificativa para o desmantelamento do departamento. "Claramente, o sucesso não se trata de quanto dinheiro gastamos, mas de quem o gasta", disse McMahon. "É por isso que o presidente Trump e eu estamos empenhados em reverter o curso e devolver o controle da educação aos Estados, para que as comunidades locais com os pais no comando possam inovar, adaptar e adequar melhor a educação às necessidades de seus alunos." ** Com Reuters **

  • Imigrante diz que Tio Sam tocou seu coração para ser agente do ICE

    ARLINGTON - O jornalista Nicholas Nehamas, do The New York Times, acompanhou um evento de seleção para novos agentes do ICE no fim de agosto e revelou o perfil "patriota" de candidatos, alguns nascidos fora dos Estados Unidos. A agência federal repostou o vídeo em suas redes sociais. O Esporte Stadium em Arlington, no Texas, estava lotado de pessoas em busca de um emprego, as filas mais longas eram para os agentes de deportação. O jornalista observou que são dez mil vagas e não requer formação acadêmica. Além disso, os benefícios são atraentes. Neghams pontuou o bônus de inscrição de US$ 50 mil, o perdão para empréstimos estundantis e as horas extras. O jornalista enfatizou que a propaganda de recrutamento é apelativa "para defender o país" e atrai até imigrantes. Um estudante universitário reconheceu ter origem estrangeira e afirmou que "a imagem do Tio Sam apontando para ele tocou seu coração". O jovem disse que embora possa parecer estranho ele querer ser um agente de deportação, para ele faz todo sentido.

  • Mais de 100 mil pessoas concorrem a 10 mil vagas no ICE

    Candidatos fazem fila para ingressar no ICE NOVA YORK  -  A coluna do jornalista Andrés Oppenheimer no Miami Herald trouxe dados alarmantes sobre o número de pessoas que se apresentaram para trabalhar no ICE: 100 mil candidatos a 10 mil vagas. O serviço é capturar imigrantes ilegais ou sem documentos. Isso não teria nada de mal se os novos agentes estivessem exclusivamente dedicados a deportar criminosos, mas a missão é mais abrangente. O ICE quer pegar todos os que se encontram em situação irregular no país. Várias organizações civis temem que essa força ampliada do ICE não será um corpo bem treinado e devidamente supervisionado, focado em prender delinquentes estrangeiros. Ao contrário: temem que se converterá em um esquadrão quase paramilitar de agentes encapuzados, mal preparados, que perseguirão principalmente trabalhadores agrícolas e da construção civil, babás e empregados de salões de beleza, restaurantes e cafeterias. Em cidades como Miami, onde mais da metade da população é de origem estrangeira, as batidas do ICE poderiam desencadear um terror generalizado. Entre outras coisas, a agência federal poderia prender por erro cidadãos americanos. Este não é um temor hipotético. Kenny Laynez Ambrocio, um cidadão americano de 18 anos, foi detido recentemente pela Patrulha Rodoviária da Flórida e a Patrulha de Fronteira enquanto viajava em uma caminhonete de jardinagem, segundo reportou o Miami Herald em 13 de agosto. Em seu site oficial, o ICE afirma estar recrutando “patriotas” para “prender assassinos, pedófilos, membros de gangues, estupradores e outros imigrantes ilegais criminosos”. A agência acrescenta que precisa de “americanos dedicados” para “eliminar o pior do pior de nosso país”. Graças ao recorde de 170 milhões de dólares para atividades migratórias, aprovado recentemente pela lei “Big Beautiful” de Trump, o ICE oferece aos candidatos um bônus de 50 mil dólares nos próximos anos. O Conselho Americano de Imigração, a União Americana de Liberdades Civis (ACLU) e outros grupos estão dando o sinal de alerta, argumentando, entre outras coisas, que esses novos agentes estarão sujeitos a padrões de contratação muito mais baixos que os do FBI e outras agências federais. Isso pode, segundo especialistas, disparar as violações de direitos humanos. Aaron Reichlin-Melnick, pesquisador do Conselho Americano de Imigração, disse que tudo indica que será contratado “um grande número de agentes com pouca formação, sem o treinamento adequado, sujeitos a uma investigação mínima e que serão colocados nas ruas sem a supervisão adequada”. Em tempo: A maioria dos detidos pelo ICE nos últimos meses são pessoas sem antecedentes penais, segundo um estudo recente do Instituto Cato e vários relatórios da imprensa baseados em dados do ICE. O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, declarou à Fox News em maio que o governo Trump estava se propondo a prender 3 mil indocumentados por dia. É provável que as consequências dessas batidas ampliadas do ICE tenham um impacto muito além das separações familiares e do sofrimento humano dos indocumentados. Muitos imigrantes pararam de ir a restaurantes ou centros comerciais por medo de serem detidos, o que certamente afetará a economia. Se o ICE realmente se concentrasse em prender e deportar criminosos, essa onda de contratações seria motivo de aplauso. Mas o que está acontecendo sugere uma realidade muito mais alarmante. ** Com Agências **

  • EUA adiam nova regra de entrevista presencial para 1º visto de turismo e negócios

    Entrevistas presenciais deveriam ser obrigatórias desde o dia 2 de setembro WASHINGTON - Os Estados Unidos adiaram a mudança na regra para obtenção de vistos de turismo e negócios que exige entrevista presencial para todos os casos em que a autorização é solicitada pela primeira vez. A medida havia sido anunciada no fim de agosto e passaria a valer na última terça-feira (2). De acordo com a assessoria de imprensa da embaixada dos EUA em Brasília, a decisão parte do Departamento de Estado que "só a aplicará depois da definição dos detalhes operacionais". Não há previsão de quando isso vai acontecer. Segundo a nova regra, somente podem ficar isentos da entrevista presencial quem solicitar renovação de vistos B1, B2 ou B1/B2 que tenham expirado há, no máximo, 12 meses, e que já tinham 18 anos quando o documento anterior foi emitido. A mudança amplia o rol de pessoas que precisam da etapa presencial para obter a autorização de entrada no país americano. Enquanto a nova regra não entra em vigor, menores de 14 anos e maiores de 79 não precisam obrigatoriamente da entrevista para os vistos de não imigrantes. A exigência passará a valer para candidatos de todos os países dos quais os EUA exigem vistos para entrada em território americano. Existem apenas algumas exceções: solicitantes de vistos diplomáticos ou oficiais; candidatos de vistos A-1, A-2, C-3 (exceto empregados domésticos), G-1, G-2, G-3, G-4, NATO-1 a NATO-6 ou TECRO E-1 (no geral, direcionados a órgãos internacionais e militares); requerentes de renovação de um visto B-1, B-2 ou B-1/B-2 (turismo/negócios de curta duração) que ainda está válido ou expirou há menos de 12 meses e tinha pelo menos 18 anos quando o visto anterior foi emitido. Para conseguir a isenção no último caso, de vistos de turismo e negócios, os solicitantes devem atender ainda a outros critérios: fazer a solicitação no seu país de nacionalidade ou residência; nunca ter tido um pedido de visto recusado (a menos que tal recusa tenha sido retirada); não ter inelegibilidade aparente ou potencial. Os EUA não detalharam o que podem considerar inelegibilidade aparente ou potencial. Deixaram claro, no entanto, que os funcionários consulares podem exigir a entrevista, a depender do caso, depois de analisar as informações de um requerimento. ** Com Agências **

  • FDA vai acelerar análises de sachês de nicotina em meio à pressão da Casa Branca

    WASHINGTON - A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) planeja acelerar as análises de sachês de nicotina de quatro empresas de tabaco em um programa piloto lançado na segunda-feira, 8, em meio à pressão da administração Trump para agilizar as aprovações. A previsão é concluir a revisão dos sachês da Philip Morris International PM.N, Altria MO.N, Reynolds American —parte da British American Tobacco BATS.L— e Turning Point Brands TPB.N até dezembro, segundo uma transcrição de uma reunião da agência realizada na sexta-feira. As empresas de tabaco anteriormente tiveram que esperar anos para que seus produtos fossem aprovados. A agência autorizou seu primeiro grupo de sachês, 20 da PMI sob sua marca de sucesso Zyn, em janeiro, mais de cinco anos após a empresa ter apresentado sua solicitação inicial. Alguns dos produtos selecionados para o piloto, como uma versão atualizada dos sachês da PMI, Zyn Ultra, ainda não estão no mercado, pois os produtores aguardam o sinal verde da FDA. Enquanto isso, concorrentes ganharam participação de mercado com produtos mais competitivos. O piloto poderia proporcionar uma rota para um lançamento legal muito mais rápido para aqueles selecionados para participar. Para outros produtos já no mercado sem permissão, a autorização da FDA eliminaria questões sobre sua legalidade e a ameaça de possível fiscalização por parte da agência. Um funcionário da FDA disse à equipe no mês passado que a agência havia sido pressionada pela liderança, inclusive na Casa Branca, para analisar os sachês de nicotina com mais eficiência, de acordo com a transcrição de uma segunda reunião. Bret Koplow, diretor interino do Centro de Produtos de Tabaco da FDA, disse que a agência não estava enfrentando nenhuma pressão para reduzir seu padrão científico ou comprometer seu compromisso de proteger a saúde pública dos riscos representados pelos produtos de tabaco. A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário. As empresas de tabaco têm feito lobby junto ao presidente Donald Trump e outros funcionários importantes este ano para mudanças que favorecem, incluindo um processo de autorização da FDA mais rápido e claro. A Reynolds American, da BAT, doou US$ 10 milhões (cerca de R$ 54,2 milhões) para o super PAC alinhado a Trump, Make America Great Again Inc, mostram os registros da Comissão Federal Eleitoral. Os sachês de nicotina, que os usuários inserem sob o lábio para obter um estímulo, são a categoria de produtos de tabaco que mais cresce nos Estados Unidos, o maior mercado mundial para alternativas ao tabagismo. Os sachês são geralmente vistos como uma das alternativas de menor risco ao tabagismo, dado que não envolvem inalação e não contêm tabaco. Ativistas dizem que os sachês de nicotina ainda apresentam riscos, como atrair novos usuários, especialmente jovens. Yolonda Richardson, diretora executiva da Campanha por Crianças Livres do Tabaco, disse que a revisão rigorosa da FDA de novos pedidos de produtos é fundamental para proteger as crianças e a saúde pública. "Não deve haver atalhos quando se trata da saúde de nossas crianças", disse Richardson. As evidências atuais, no entanto, não mostram uma adoção significativa desses produtos entre os jovens, disse um funcionário da FDA durante a reunião de sexta-feira. ** Com Reuters **

  • Congresso dos EUA divulga "livro de aniversário" com carta de Trump à Epstein

    Americanos querem saber detalhes do processo de Epstein que são mantidos em segredo de Justiça WASHINGTON - Os democratas da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos tornaram pública nesta segunda-feira, 9, uma carta de aniversário que Donald Trump supostamente escreveu ao criminoso sexual Jeffrey Epstein há mais de 20 anos, embora a Casa Branca tenha rapidamente negado sua autenticidade. A carta, cuja existência foi relatada pelo Wall Street Journal em julho, parece ter sido assinada por Trump, mas ele negou ter feito isso e disse que ela não existe. Os democratas do Comitê de Supervisão da Câmara divulgaram a carta depois que o Congresso recebeu o "livro de aniversário" de 2003 dos advogados de Epstein. A carta é datada de três anos antes de as alegações de abuso sexual por parte de Epstein se tornarem públicas em 2006. Mais tarde na segunda-feira, os republicanos que controlam o Comitê de Supervisão divulgaram centenas de páginas de documentos entregues pelos advogados de Epstein, incluindo o "livro de aniversário" completo, o testamento de Epstein e seu acordo de não acusação de 2007 com os promotores na Flórida. A carta de aniversário contém o texto de um suposto diálogo entre Trump e Epstein, no qual Trump o chama de "amigo" e diz: "Que todo dia seja mais um segredo maravilhoso". O texto está contido em um esboço da silhueta de uma mulher nua. O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Taylor Budowich, denunciou a divulgação, dizendo que a assinatura na carta não é de Trump e fez alusão ao processo de Trump contra a empresa controladora do Journal, a News Corp. "Está na hora da @newscorp abrir o talão de cheques, a assinatura não é dele. DIFAMAÇÃO!", postou Budowich no X. O caso de Epstein, que morreu por suicídio na prisão em 2019, tem causado dor de cabeça política para Trump depois que muitos de seus apoiadores adotaram uma série de teorias da conspiração em torno do criminoso sexual condenado. Na semana passada, os republicanos do painel de Supervisão da Câmara divulgaram mais de 33.000 páginas de arquivos relacionados a Epstein em uma tentativa de evitar uma votação bipartidária que teria forçado outras divulgações. As vítimas de Epstein e alguns membros do Congresso continuam insatisfeitos. Referindo-se a Trump, os democratas da Câmara disseram no X na segunda-feira: "O que ele está escondendo? Liberem os arquivos!" Depois de sugerir por muito tempo que os arquivos continham informações prejudiciais, Trump reverteu o curso após retornar à Casa Branca. Ele rotulou repetidamente o assunto como uma "farsa" liderada pelos democratas. O livro, dado a Epstein como presente de aniversário de 50 anos, está repleto de fotos de cortes de cabelo ruins, mulheres e homens, incluindo Epstein em trajes de banho apertados e reminiscências de amigos de infância, ex-namoradas e pessoas que passaram a conhecer Epstein depois que ele ficou rico. Também inclui mensagens para Epstein supostamente de pessoas famosas que não Trump, entre elas o ex-presidente dos EUA Bill Clinton, o professor da Faculdade de Direito de Harvard Alan Dershowitz e o ex-presidente-executivo do Bear Stearns Alan "Ace" Greenberg. ** Com Reuters **

  • Suprema Corte permite usar raça e idioma como critérios em operações anti-imigração

    Decisão em instância inferior destacou prisões discriminatórias LOS ANGELES - A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu nesta segunda-feira, 8, a ordem de uma juíza federal que proibia agentes do ICE de realizar abordagens indiscriminadas em Los Angeles, classificada pelos contestadores como uma “discriminação racial flagrante”. A decisão final, no entanto, necessita passar por um tribunal federal de apelações e pode chegar novamente aos juízes. Os três membros liberais da Corte discordaram.   No curto prazo, isso permite o que os críticos chamam de patrulhas itinerantes de agentes mascarados violando rotineiramente a Quarta Emenda — que estabelece o direito das pessoas de estarem seguras contra buscas e apreensões não razoáveis. E, o que os defensores chamam de um esforço vigoroso, mas legal, para fazer cumprir as leis de imigração do país.   Os tribunais inferiores impuseram restrições significativas aos esforços do presidente Donald Trump para aumentar as prisões de imigrantes a fim de cumprir sua promessa de deportações em massa. Operações agressivas de fiscalização em Los Angeles — incluindo encontros capturados em vídeo que pareciam ser batidas policiais aleatórias contra hispânicos por agentes armados — se tornaram um ponto de inflamação, provocando protestos e confrontos na área.    Grupos de direitos civis e vários indivíduos entraram com uma ação judicial, acusando o governo de operações inconstitucionais nas quais milhares de pessoas foram presas. Eles descreveram os encontros na ação como “operações de imigração indiscriminadas” que prenderam milhares de trabalhadores diaristas, lavadores de carros, trabalhadores rurais, cuidadores e outros.   “Indivíduos de pele morena são abordados ou puxados para o lado por agentes federais não identificados, de forma repentina e com demonstração de força”, dizia a denúncia, “e obrigados a responder perguntas sobre quem são e de onde vêm”, violando a proibição da Quarta Emenda de buscas e apreensões injustificadas.    Um dos que processaram o governo, Jason Brian Gavidia, cidadão americano nascido em East Los Angeles, na Califórnia, foi parado por um agente mascarado enquanto trabalhava em seu carro do lado de fora de um pátio de reboque. O encontro foi capturado em vídeo.   O agente perguntou se Gavidia era americano e ele disse que sim. Na sequência, o funcionário público então perguntou em que hospital ele havia nascido, o homem respondeu que não sabia. De acordo com o processo, o agente e um colega empurraram-no contra um portão de metal, torceram seu braço e apreenderam seu telefone.    “Temendo por sua vida, Gavidia se ofereceu para mostrar sua identidade aos agentes”, diz o processo. “Os agentes pegaram a identidade e, cerca de 20 minutos depois, devolveram o telefone de Gavidia e o libertaram. Eles nunca devolveram sua identidade.”   Em resposta ao que ela chamou de “montanha de evidências” de agentes “reunindo indiscriminadamente várias pessoas sem suspeita razoável”, a juíza Maame E. Frimpong, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia, ordenou que os agentes não se baseassem em vários fatores, isoladamente ou em combinação, para decidir quem parar e interrogar em seu distrito judicial, que inclui Los Angeles e áreas vizinhas.    Os fatores eram raça ou etnia; falar espanhol ou inglês com sotaque; presença em um local específico, como um local de trabalho diário ou agrícola; ou realizar um tipo específico de trabalho.    Um painel de três juízes do Tribunal de Apelações dos EUA para o Nono Circuito recusou-se a suspender a ordem emitida pela juíza Frimpong, que foi nomeada pelo ex-presidente Joe Biden.   O governo então recorreu à Suprema Corte. Em um pedido de emergência, John Sauer, procurador-geral, escreveu que a ordem do juiz Frimpong havia ilegalmente paralisado a aplicação da lei de imigração no distrito judicial mais populoso do país, que, segundo ele, “abriga cerca de dois milhões de estrangeiros ilegais de uma população total de quase 20 milhões de pessoas, tornando-o de longe o maior destino para estrangeiros ilegais”.   Sauer acrescentou que os agentes federais usaram julgamento e discrição.  “Não é preciso dizer”, escreveu Sauer, “que ninguém acredita que falar espanhol ou trabalhar na construção civil sempre gere suspeita razoável. Nem ninguém sugere que esses sejam os únicos fatores que os agentes federais levam em consideração. Mas, em muitas situações, tais fatores — isolados ou combinados — podem aumentar a probabilidade de que alguém esteja ilegalmente nos Estados Unidos, acima e além da probabilidade básica de 1 em 10 no distrito”.    Os contestantes chegaram a uma conclusão diferente a partir dos dados demográficos da área, que, segundo eles, “explica o histórico condenatório neste caso”. As probabilidades, escreveram eles, sugerem que “as patrulhas móveis do governo têm rotineiramente parado cidadãos americanos — incluindo alguns demandantes — sem uma avaliação individualizada de suspeita razoável”.   Por NYT

  • Nova regra prevê agentes do USCIS armados com poder de prisão

    Agentes administrativos passam a ter poder de polícia a partir de outubro WASHINGTON - Agentes do Serviço de Imigração e Naturalização dos Estados Unidos (USCIS) vão ser treinados para exercer poder de polícia em caso de suspeita de fraude, informou o Departamento de Segurança Interna (DHS) na última semana. A agência, responsável por analisar pedidos de green card e cidadania, pretende selecionar funcionários para andar armados, executar prisões e apresentar suspeitos - tanto estrangeiros como seus advogados - à Justiça a partir de outubro. O USICS também vai retomar as “investigações de vizinhança". Isso significa que os agentes especiais vão visitar colegas de trabalho e vizinhos dos solicitantes aos benefícios imigratórios. A nova diretriz, anunciada no dia 4 de outubro, também prevê uma análise mais profunda das redes sociais para avaliar possíveis “atividades antiamericanas”. As mudanças entram em vigor em 30 dias. ** Com Agências **

  • Imprensa internacional repercurte 7 de setembro de 'dois Brasis'

    Bolsonaristas pedem socorro aos EUA em Dia da Independência do Brasil NOVA YORK - A imprensa internacional destacou as manifestações a favor e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro realizadas no domingo, 7 — dia da Independência do Brasil — em diversas cidades do país. Os atos antecedem a semana em que é esperado um veredito no julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus de tentativa de golpe de Estado, que pode levar o ex-presidente à cadeia. EL País "Os dois Brasis se enfrentam nas ruas na véspera do veredito de Bolsonaro", destacou o jornal espanhol El País. "O Brasil institucional, liderado pelo presidente Luiz Inácio da Silva, e o bolsonarismo — sem seu líder, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar — foram às ruas neste domingo, 7 de setembro, Dia da Independência, em manifestações separadas", disse o principal jornal da Espanha. "A esquerda reuniu cerca de 8 mil pessoas em São Paulo, enquanto o bolsonarismo reuniu cerca de 42 mil pessoas na maior de suas passeatas na mesma cidade, segundo o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento", destacou o jornal. O artigo do El País afirma que os bolsonaristas já dão como certa a condenação de Bolsonaro, e por isso foram às ruas para pedir uma anistia ao ex-presidente e outros políticos e manifestantes condenados na Justiça. Muitos também exibiram bandeiras dos EUA e pediram mais apoio ao presidente americano, Donald Trump, que seria "a última esperança e uma ferramenta-chave" para se conseguir uma anistia no Brasil. O jornal também falou que Lula liderou o desfile oficial de 7 de setembro, que não contou com a presença de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula disse em pronunciamento na televisão que "não somos nem seremos de novo colônia de ninguém" e chamou de "traidores da pátria" os políticos que "estimulam ataques contra o Brasil". The New York Times O jornal americano The New York Times disse que apoiadores de Bolsonaro "inundaram as ruas na véspera de sua esperada condenação". "Milhares de brasileiros foram às ruas no Dia da Independência do país, no domingo, em protestos políticos, abrindo uma semana tensa que deve terminar com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro", disse o NYT, destacando que as manifestações foram majoritariamente pacíficas e aconteceram em cidades de todo o país. "À direita, brasileiros envoltos em bandeiras brasileiras e americanas protestavam contra o processo criminal contra Bolsonaro, acusado de tentar se manter no poder após perder a eleição de 2022. À esquerda, pessoas pediam a prisão de Bolsonaro e denunciavam os esforços do presidente Trump para proteger o ex-presidente." "Na tarde de domingo, imagens aéreas de vários protestos deixaram poucas dúvidas de que os apoiadores de Bolsonaro superavam significativamente em número os manifestantes da esquerda, mostrando que — mesmo em meio a seus problemas legais — ele continua sendo uma força política significativa no Brasil", diz o artigo do NYT. O artigo questiona em seguida: "Mas isso vai importar?" — destacando que se espera a condenação de Bolsonaro, com penas que podem chegar a 40 anos de cadeia. O NYT destacou as falas de Lula no pronunciamento televisivo pelo 7 de setembro em que o presidente diz que o Brasil não vai aceitar ordens de ninguém — o que seria uma "mensagem voltada para Trump". O jornal americano disse que "com a condenação de Bolsonaro vista como inevitável tanto pela direita quanto pela esquerda, os protestos de domingo se concentraram em grande parte na questão da anistia". "A questão da anistia é particularmente sensível no Brasil, onde oficiais militares já receberam essa proteção por crimes cometidos durante a ditadura do país, de 1964 a 1985, quando brasileiros foram presos, torturados e desaparecidos." The Gardian O jornal britânico The Guardian cobriu as manifestações bolsonaristas em um artigo com o título: "'Ele é nosso último recurso': apoiadores de Bolsonaro suplicam para que Trump intervenha no julgamento do ex-presidente por golpe". "O presidente de esquerda do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu que seu país não aceitará ordens de ninguém, enquanto seguidores de seu antecessor de extrema direita foram às ruas para pedir que Donald Trump endurecesse contra o governo e o judiciário do Brasil na véspera do julgamento de Jair Bolsonaro por supostamente planejar um golpe", diz o Guardian. "Nas manifestações de domingo, os apoiadores de Bolsonaro pediram a Trump que fizesse mais para ajudar seu líder de 70 anos, que vive em prisão domiciliar desde o início de agosto após violar uma ordem judicial que o proibia de usar as redes sociais. Se condenado esta semana, ele pode pegar uma pena de até 43 anos", afirma o jornal britânico. "No Rio, milhares de manifestantes se reuniram na praia de Copacabana para mostrar seu apoio a Bolsonaro, que mantém o apoio de milhões de brasileiros, apesar das alegações de que ele orquestrou um golpe fracassado." O Guardian afirma também que "a alegria da esquerda com a condenação antecipada de um político que, segundo promotores, tentou levar o Brasil de volta a um regime autoritário foi esfriada pela raiva com a intervenção de Trump e pelos temores de que o Congresso do país, dominado pelos conservadores, possa eventualmente aprovar uma anistia para Bolsonaro". As manifestações de domingo também foram destaque em outros veículos internacionais. ** Com BBC **

  • Trump nega guerra com Chicago e afirma que os EUA vão 'limpar' suas cidades

    Trump tem enviado mensagens confusas sobre interferência federal em cidades (Foto: Arquivo) WASHINGTON - O presidente americano, Donald Trump, assegurou neste domingo, 7, que os Estados Unidos "vão limpar" suas cidades e negou que haverá uma "guerra" com Chicago, após ter ameaçado a cidade em uma publicação em suas redes sociais. "Não vamos para a guerra. Vamos limpar nossas cidades", afirmou o republicano em declarações à imprensa antes de deixar a Casa Branca e seguir para Nova York, onde assistiu à final do Aberto de Tênis dos EUA. Neste sábado, Trump publicou em sua rede social própria, a Truth Social, uma imagem que fazia referência ao filme “Apocalypse Now” na qual aparece retratado sobre um fundo com os arranha-céus de Chicago, vários helicópteros e labaredas de fogo. "Eu adoro o cheiro de deportações pela manhã... Chicago vai descobrir por que é chamado de DEPARTAMENTO DE GUERRA", escreveu Trump na publicação, fazendo referência à recente mudança de nome do Departamento de Defesa. Por sua vez, o czar da fronteira dos EUA, Tom Homan, assegurou hoje em uma entrevista no programa 'State of the Union', da emissora “CNN”, que a publicação de Trump foi "tirada de contexto". Segundo Homan, o presidente se referia ao fato que seu governo "vai entrar em guerra com os cartéis criminosos, os imigrantes ilegais e as ameaças à segurança pública". Além disso, antecipou que a mobilização da Guarda Nacional em Chicago poderia ocorrer ainda nesta semana, embora não tenha dado mais detalhes, já que se trata de "informação sensível para as forças de ordem". No último dia 11 de agosto, Trump tomou o controle da segurança de Washington, por 30 dias inicialmente, amparando-se na lei que permite intervir na cidade justificando que existe uma "emergência" pela alta criminalidade, apesar de os números de homicídios da polícia local serem os mais baixos das últimas três décadas. Na quinta-feira, a Guarda Nacional de Washington estendeu seu serviço para permanecer na capital americana de forma ativa até 30 de novembro, em meio a uma nova ação judicial da cidade contra a administração Trump pela mobilização militar que iniciou em agosto. O presidente americano planeja estender a militarização a outras cidades governadas por democratas como Chicago, Nova Orleans e Baltimore, ignorando a rejeição de prefeitos e governadores locais. ** Com EFE **

  • Dois apostadores ganham prêmio de US$1,8 bilhão da Powerball

    Os dois sortudos do Powerball ainda não foram identificados HOUSTON - Dois apostadores da Powerball no Missouri e no Texas ganharam um prêmio combinado de quase US$1,8 bilhão, o segundo maior da história da loteria dos Estados Unidos, informou o site da loteria neste domingo, 7. Os números vencedores sorteados no sábado foram as bolas brancas 11, 23, 44, 61, 62 e a Powerball vermelha 17. O prêmio será dividido entre os dois apostadores, cujas identidades não foram divulgadas. Cada ganhador pode escolher entre um pagamento em dinheiro de US$893,5 milhões, dividido em parcelas ao longo de 30 anos, ou uma quantia única de US$410,3 milhões. O prêmio pago em quantia única oferece um pagamento único e reduzido, antes da dedução de impostos. O sorteio de sábado foi o 42º desde que o último prêmio acumulado fem 31 saiu em maio, um novo recorde para a mais longa sequência na história da Powerball. A probabilidade de ganhar o prêmio principal é de 1 em 292,2 milhões, e a loteria é sorteada três vezes por semana. O prêmio de US$1,787 bilhão fica um pouco abaixo do jackpot recorde de US$2,04 bilhões contemplado por um único bilhete na Califórnia em novembro de 2022. Os bilhetes da Powerball, que custam US$2, são vendidos em 45 Estados, no Distrito de Colúmbia, em Porto Rico e nas Ilhas Virgens Americanas. ** Com Reuters **

  • Trump pede que empresas estrangeiras respeitem leis de imigração após prisão na Hyundai

    Pelo menos 300 dos 475 trabalhadores presos pelo em uma fábrica da Hyundai na Geórgia WASHINGTON - O presidente Donald Trump usou a Truth Social neste domingo, 7, para reforçar sua política migratória após a megaoperação na fábrica de baterias da Hyundai, na Geórgia, que resultou na prisão de 475 trabalhadores estrangeiros, pelo menos 300 sul-coreanos. O republicano conclamou "que todas as empresas estrangeiras que investem nos Estados Unidos a, por favor, respeitar as leis de imigração da nossa Nação". Na publicação, Trump destacou que os investimentos internacionais continuam a ser bem-vindos, mas condicionou essa abertura ao cumprimento das regras locais. "Incentivamos que tragam LEGALMENTE suas pessoas muito inteligentes, com grande talento técnico, para construir produtos de classe mundial. E tornaremos isso possível, de forma rápida e legal." O presidente também deixou claro o que espera em contrapartida. "O que pedimos em troca é que contratem e treinem trabalhadores americanos", pontuou. O recado ocorre dias após a maior operação de imigração já realizada em um único lugar nos EUA. Cerca de 475 pessoas foram detidas em um canteiro de obras de US$ 7,6 bilhões da Hyundai e da LG Energy Solution. O czar de fronteira de Trump, Tom Homan, já havia antecipado que outras iniciativas semelhantes estão a caminho. Em entrevista à CNN, ele afirmou que "a resposta curta é sim, vamos fazer mais operações de fiscalização em locais de trabalho". Reação Coreana A Coreia do Sul recebeu a operação com críticas e fretou um avião para repatriar pelo menos 300 coreanos detidos pelo ICE. A tensão aumentou com a divulgação do vídeo dos trabalhadores sendo algemados nos tornozelos, pulsos e cintura durante a operação, que envolveu helicópteros, veículos blindados e agentes fortemente armados O país destacou que "as atividades comerciais de nossas empresas e os direitos de nossos trabalhadores não devem ser injustamente violados no processo de aplicação da lei dos EUA", disse Kang Hoon-sik, o chefe de gabinete do presidente sul-coreano Lee Jae Myung. A LG Energy Solution informou no sábado (6) que, do total de detidos, 47 pessoas (46 sul-coreanos e um indonésio) são funcionários seniores da empresa, e cerca de 250 são funcionários de empresas subcontratadas, a maioria sul-coreana. A Hyundai afirmou na sexta-feira (5) que não tinha conhecimento de que nenhum dos detidos fosse "empregado direto" da empresa. O ataque ocorreu menos de duas semanas depois de Lee ter reiterado a promessa de seu país de centenas de bilhões de dólares em investimentos privados e apoiados pelo Estado americano, em uma tentativa de evitar altas "tarifas recíprocas" de Trump. ** Com Agências **

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