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- Desaparecimento de brasileira em NJ completa seis meses
Brasileira foi vista pela última vez no 10 dia de março em Elizabeth ELIZABETH - O desaparecimento da brasileira Janaína Freire Gonçalves, de 48 anos, em Nova Jersey, completa nesta quarta-feira, 10, seis meses e nenhuma prisão ou resposta sobre o caso foi oficializada até agora. O filho de Janaína, Eduardo Moreira, que mora no Rio Grande do Sul, afirma em entrevista a MANCHETE USA que está em contato com as autoridades através do Consulado de Nova York e lamenta a falta de informações. "Ligamos de tempo em tempo para saber se há notícias. A polícia fala que está coletando provas para prender o responsável, mas não especifica quais são as evidências." A promotoria do Condado de Union e o Departamento de Polícia da cidade confirmaram à MANCHETE USA que continuam investigando o caso, mas não compartilham detalhes. Janaína, que morava sozinha nos Estados Unidos há quatro anos, foi vista pela última vez na noite de 10 de março, em Elizabelth, ao deixar a academia onde trabalhava como personal trainner. O ex-marido, Brendan Trivisonno, chegou a ser apontado como o responsável pelo sumiço da brasileira, mas não foi indiciado. Eduardo viajou de Caxias do Sul para acompanhar o início das investigações e forneceu uma amostra de DNA, mas voltou para o Brasil apenas com os pertences da mãe e com muitas perguntas sem respostas. Desaparecimento Geanne Assi, responsável por reportar o desaparecimento à polícia, trocou mensagem de texto com a amiga na noite de 10 de março e disse que "tudo parecia bem". No dia seguinte ela não conseguiu contato com Janaína nem com Trivisonno. Em 12 de março, Geanne falou com o americano por telefone, como ele disse não saber de Janaína, ela tomou a iniciativa de acionar a polícia. Trivisonno chegou a ser detido na época e forneceu uma amostra de DNA. Ele também teve o celular e o carro apreendidos, mas se recusou a dar esclarecimentos sem a presença de um advogado. O americano garantiu que estava colaborando com as autoridades e que planejava prestar depoimento embora tenha ficado ausente por alguns dias após o episódio. Vida Dupla Janaína e Trivisonno estavam vivendo uma crise. Geanne contou que a amiga descobriu três dias antes do Dia de Ação de Graças que o americano tinha outra mulher e uma filha que morava na casa da avó materna. Segundo Geanne, Trivisonno insistiu para manter o relacionamento com Janaína, dizendo que a mãe da filha tinha problemas com drogas e que ele apenas cuidava da criança. Ao falar com Geanne na semana do desaparecimento, porém, o americano disse que ele e Janaína haviam brigado e ele saiu de casa. Imagens de câmeras de segurança mostram Trevissono entrando e saindo do apartamento do casal diversas vezes na noite de 10 de março. Janaína não é vista. Vizinhos teriam dito à polícia que ouviram uma briga naquela noite. Polícia oferece recompensa Investigadores divulgaram documento oficial e afirmaram estar em busca de qualquer informação que auxilie na localização de Janaína. Em nota, a promotoria reforçou que qualquer pista pode ser crucial. Dicas que levarem à prisão e acusação de envolvidos podem ser recompensadas com até US$ 10 mil, por meio do programa Union County Crime Stoppers. SERVIÇO: Pessoas com informações devem ligar para o detetive da Promotoria Scott Chertoff no telefone (908) 358-9162, sargento Nicholas Falcicchio no (908) 721-8186 ou para o investigador da Polícia de Elizabeth Victor Arena no (908) 384-0303. As pistas também podem ser fornecidas para 908-654-TIPS (8477) ou através do www.uctip.org. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Suspeito de matar Charlie Kirk é preso
Familiares acionaram a polícia sobre a suspeita de Robinson ser o assassino de Kirk OREM - Tyler Robinson, suspeito de atirar em Charlie Kirk, foi preso na noite da quinta-feira, informaram as autoridades de Utah na sexta-feira, 12. O governador Spencer Cox disse em uma coletiva de imprensa que o pai de Robinson procurou um amigo, que então contatou um xerife com informações de que o suspeito havia "confessado ou insinuado" o crime. Segundo a CBS News, duas fontes contaram que o pai de Robinson percebeu que o suspeito era seu filho pelas imagens divulgadas pelo FBI após o crime. Antes, um colega de quarto do suspeito mostrou à polícia mensagens trocadas com um "Tyler" no Discord, popular plataforma de jogos e de chats em grupos de difícil rastreamento. As mensagens de "Tyler" mencionavam a necessidade de recuperar um rifle de um ponto de entrega e deixar o rifle em um arbusto. As mensagens também indicavam que ele estava vigiando o local onde o rifle foi deixado e como a arma estava enrolada em uma toalha. Esse rifle foi apreendido pela polícia numa área de mata. O governador Cox afirmou que os investigadores analisaram imagens de vídeo na universidade onde ocorreu o crime e identificaram Robinson em um veículo Dodge Challenger ainda em 10 de setembro, data do assassinato. Na madrugada de sexta (noite de quinta em Utah), quando ele foi abordado pessoalmente pelos investigadores no condado de Washington, Robinson usava roupas compatíveis com as das imagens, incluindo "uma camiseta lisa cor vinho, shorts claros, um boné preto com um logotipo branco e tênis claros" Cox relatou a jornalistas que segundo depoimento de um membro da família a autoridades policiais, Robinson havia mencionado a aparição de Kirk na Utah Valley University, onde ele foi baleado na terça-feira, em um jantar recente. "Eles conversaram sobre por que não gostavam dele e sobre os pontos de vista que ele tinha", disse Cox. Robinson também havia se tornado mais interessado na política nos últimos anos, disse o membro da família aos investigadores. No momento de sua prisão, ele estava morando na casa da família no Condado de Washington, no sudoeste de Utah, perto da fronteira com Nevada, disse Cox. Quem é o suspeito Robinson não parece ter qualquer histórico criminal, de acordo com os registros estaduais analisados. Ele era um eleitor registrado, mas não era filiado a um partido político. Os dados eleitorais revelam que ele era um eleitor "inativo", o que significa que ele não havia votado em eleições recentes e não havia respondido a uma correspondência do escritório do condado. Ele frequentou brevemente a Universidade Estadual de Utah em Logan por um semestre em 2021, confirmou a instituição. Não ficou imediatamente claro por que ele deixou a faculdade. Em um vídeo postado por sua mãe no Facebook, Robinson pode ser visto lendo em voz alta uma carta que lhe oferecia uma bolsa de estudos de quatro anos da Universidade Estadual de Utah, enquanto ela aplaudia. Outra postagem dizia que Robinson havia obtido uma pontuação de 34 no exame de admissão à faculdade ACT, o que o colocaria no grupo de 1% dos melhores colocados no teste, de acordo com a empresa de preparação para testes Princeton Review. Ele tem dois irmãos mais novos, segundo postagens dos pais no Facebook. A mãe é assistente social em uma empresa de saúde sem fins lucrativos, enquanto a ocupação de seu pai não ficou imediatamente clara. As publicações de sua mãe no Facebook ao longo dos anos -- a maioria das quais excluída nesta sexta-feira -- tratavam principalmente da família: documentando viagens ao Alasca, ao Caribe e à Disneylândia; comemorando peças escolares, fantasias de Halloween e coelhos de estimação adotados; expressando orgulho quando os três meninos evoluíam na escola. Nenhuma das postagens parecia ser política de forma alguma. Outras publicações mostram Robinson e seus irmãos ocasionalmente com armas, embora isso não seja incomum em um Estado com leis permissivas para armas de fogo. "Sair de casa sem ele foi uma das coisas mais difíceis que tive de fazer em muito tempo", escreveu sua mãe em uma postagem sobre como ajudá-lo a se mudar para a faculdade em 2021. "Ele está muito animado para começar sua jornada e vai ser incrível para ele!" Robinson foi registrado na cadeia do condado de Utah em Spanish Fork, cerca de 19km ao sul da universidade onde Kirk foi baleado. Ele ainda não foi formalmente acusado. ** Com Reuters **
- Trabalhadores detidos pelo ICE chegam à Coreia do Sul após rejeitarem convite de Trump
Sul-coreanos chegam ao Aeroporto Internacional de Incheon WASHINGTON - Um voo fretado especialmente para transportar centenas de trabalhadores sul-coreanos detidos em uma operação do ICE na Geórgia pousou nesta sexta-feira, 12, no principal aeroporto da Coreia do Sul, após recusarem o convite do presidente Donald Trump para permanecerem país. A oferta do republicano buscou incentivar os trabalhadores a permanecerem e treinarem os norte-americanos, de acordo com as autoridades sul coneanas. Apenas um aceitou. Isso resultou em um atraso de um dia na partida de um avião fretado para levar os trabalhadores para casa. Os sul-coreanos formaram a maioria das 475 pessoas presas em 4 de setembro em uma fábrica de baterias Hyundai-LG na semana passada. O Boeing 747-8I da Korean Air, com mais de 310 sul-coreanos a bordo, decolou de Atlanta e pousou na pista do principal aeroporto do país, em Incheon. "Tudo correu bem em Atlanta", declarou nesta sexta um funcionário do Ministério das Relações Exteriores à AFP, antes da chegada dos trabalhadores pela manhã. "O avião decolou conforme o previsto com o número de passageiros previsto", precisou. A quarta maior economia da Ásia, aliada de Washington, tem várias fábricas no país norte-americano. Nos últimos meses, após as ameaças tarifárias do presidente americano Donald Trump, comprometeu-se a investir US$ 350 bilhões nos Estados Unidos. A operação na Geórgia foi a maior ação realizada em um único local desde que Trump lançou uma ampla campanha de repressão migratória, uma de suas principais prioridades políticas desde que retornou ao cargo em janeiro. No aeroporto de Incheon, foram vistas pessoas com cartazes satíricos nos quais aparecia Trump vestido com um uniforme do ICE, portando uma arma, junto com as palavras: "Somos amigos, não é?". Um idoso, sem relação com os trabalhadores, também mostrou sua indignação diante da operação, com um cartaz no qual se lia: "Nos disseram para investir só para nos prender! É assim que tratam um aliado?". ** Com Agências **
- Busca pelo assassino de Charlie Kirk entra no terceiro dia nos EUA
FBI está oferencendo recompensa de US$ 100 mil por pistas que levem ao suspeito de matar Kirk OREM - A operação de busca pelo assassido do ativista de direita Charlie Kirk entrou no terceiro dia nesta sexta-feira, 12, depois que as autoridades americanas pediram a ajuda da opinião pública para identificar o homem registrado por câmeras de segurança. O FBI está oferecendo US$ 100 mil de recompensa por pistas que levem ao suspeito. Kirk, um influenciador republicano de 31 anos aliado do presidente Donald Trump, morreu na quarta-feira (10) após ser baleado enquanto falava em um evento na Utah Valley University, na pequena localidade de Orem. O suspeito do assassinato continua foragido. Sem novas informações, o diretor do FBI, Kash Patel, permaneceu em silêncio durante uma entrevista coletiva na noite de quinta-feira, durante a qual as autoridades não aceitaram perguntas e reforçaram o pedido de ajuda ao público. “Precisamos de toda a ajuda que possamos ter. Qualquer vídeo ou foto que tenham, devem ser enviados para nossa página de pistas”, disse o governador de Utah, Spencer Cox. Quase 20 agências federais, estaduais e locais estão trabalhando no caso: já entrevistaram mais de 200 pessoas e coletaram mais de 7 mil pistas. Contudo, a identidade do suspeito, as possíveis motivações ou paradeiro permanecem desconhecidos. O FBI divulgou imagens de um homem considerado “o potencial atirador” na quinta-feira e anunciou uma recompensa de US$ 100 mil por informações que levem à sua identificação e captura. As imagens mostram um homem com um boné preto, óculos escuros, tênis esportivos e uma camisa preta com uma estampa que parece ser a bandeira americana. Durante a noite, as autoridades divulgaram um vídeo em que ele aparece correndo em um telhado e depois saltando em direção ao chão, antes de seguir em direção a uma área vizinha. Em um cenário de incerteza, as teorias da conspiração começaram a inundar as redes sociais. “Contra a violência” Kirk foi atingido por um tiro no pescoço quando debatia com estudantes no campus. As autoridades acreditam que um único tiro foi disparado de um telhado a quase 200 metros de distância. Uma arma foi localizada em uma área arborizada que se acredita ter sido a rota de fuga do suspeito: um rifle de alta potência que os investigadores acreditam ser a arma do homicídio. Os investigadores coletaram uma marca de calçado, uma marca de palma da mão e marcas do antebraço. Embora a identidade do suspeito ou a motivação do crime não sejam conhecidas, Trump inicialmente responsabilizou a esquerda, mas na quinta-feira foi mais comedido. “Ele defendia a não violência. É dessa maneira que quero que as pessoas respondam”, disse o presidente sobre o assassinato de um de seus mais importantes aliados, considerado responsável por impulsionar sua vitória presidencial ao conquistar o eleitorado jovem. Quando um jornalista perguntou sobre os possíveis motivos do crime, Trump limitou-se a responder: “Tenho uma pista, sim, mas contarei mais tarde”. O corpo de Kirk foi levado na quinta-feira para Phoenix, Arizona, no avião do vice-presidente JD Vance, que ajudou a carregar o caixão. A viúva, Erika Kirk, também estava a bordo da aeronave. “Mudou o clima político” O crime foi condenado por ambos os lados do espectro político, em uma rara demonstração de consenso na extremamente polarizada opinião pública americana. No entanto, teorias conspiratórias e mensagens confrontadoras proliferam nas redes sociais. “Eles estão em guerra contra nós”, reagiu na quarta-feira o jornalista Jesse Watters, da Fox News. Kirk foi assassinado justamente enquanto respondia à pergunta de um jovem sobre os tiroteios nos Estados Unidos. Trump foi quem anunciou oficialmente a morte de Kirk, a quem concederá a Medalha Presidencial da Liberdade, a principal honraria civil dos Estados Unidos. Pai de dois filhos e defensor apaixonado de valores conservadores e cristãos, Kirk era muito conhecido no cenário político americano por cofundar a organização ‘Turning Point USA’ em 2012, cuja missão era promover ideias conservadoras entre os jovens. Ele tinha uma imensa audiência nas redes sociais e comparecia regularmente a universidades para debater em pleno campus, sob uma tenda, com os estudantes. “Ele realmente mudou o clima político nos campi americanos, levando os jovens a considerarem as ideias conservadoras de maneira diferente”, disse Dave Sanchez, que participava do evento de quarta-feira. O crime chocou o país, que registrou um aumento da violência política nos últimos anos. Trump foi vítima de duas tentativas de assassinato durante a campanha eleitoral de 2024. Este ano, a congressista democrata Melissa Hortman e seu marido foram assassinados, e a casa do governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, foi incendiada. ** Com AFP **
- EUA ameaçam cancelar vistos por publicações sobre assassinato do ativista Charlie Kirk
Estrangeiros que vivem nos EUA e façam comentários "ofensivos" também estão na mira WASHINGTON - O número dois da diplomacia dos Estados Unidos ameaçou, nesta quinta-feira, 11, revogar vistos por manifestações de apoio na internet ao assassinato do influenciador e ativista de direita Charlie Kirk, e pediu aos usuários das redes que denunciem publicações de estrangeiros. "À luz do horrível assassinato de ontem de uma figura política de destaque, quero frisar que os estrangeiros que glorificam a violência e o ódio não são visitantes bem-vindos em nosso país", escreveu o subsecretário de Estado Christopher Landau na rede social X. "Fiquei horrorizado ao ver alguns nas redes sociais elogiando, racionalizando ou minimizando o evento, e instruí nossos funcionários consulares a tomarem as medidas apropriadas", escreveu, sem mencionar publicações específicas. Landau não demorou a receber respostas que indicavam comentários específicos on-line e que o incentivavam a cancelar vistos que supostamente pertencem a residentes estrangeiros nos EUA. O subsecretário, por sua vez, respondeu pedindo aos usuários do X que continuassem compartilhando suas mensagens e o respondendo on-line. Prometeu pedir ao Departamento de Estado que investigue as publicações. Kirk, de 31 anos, era um aliado do presidente Donald Trump e o ajudou a capitalizar o apoio conservador entre os jovens. Foi assassinado por um disparo enquanto palestrava em um evento público na quarta-feira em uma universidade no estado de Utah. O governo Trump tem se movimentado agressivamente para revogar ou negar vistos como parte de uma repressão mais ampla contra a imigração. ** Com AFP **
- Rubio promete resposta dos EUA após condenação de Bolsonaro pelo STF
STF condenou Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão WASHINGTON - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta quinta-feira, 11, que o país "responderá adequadamente a essa caça às bruxas" no Brasil depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por planejar um golpe de Estado para permanecer no poder. "As perseguições políticas do sancionado como violador de direitos humanos Alexandre de Moraes continuam, pois ele e outros membros da Suprema Corte do Brasil decidiram injustamente prender o ex-presidente Jair Bolsonaro", escreveu Rubio no X. Em resposta à publicação do secretário de Estado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil defendeu que o julgamento de Bolsonaro ocorreu de forma independente e com pleno direito de defesa para o ex-presidente, acrescentando que os comentários de Rubio não intimidarão o país. "Ameaças como a feita hoje pelo Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em manifestação que ataca autoridade brasileira e ignora os fatos e as contundentes provas dos autos, não intimidarão a nossa democracia", disse o Itamaraty no X. Mais cedo, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime de cumprimento inicialmente fechado pela condenação por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. A administração de Donald Trump tem criticado repetidamente o julgamento de Bolsonaro. No mês passado, o país impôs uma tarifa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros como uma punição ao tratamento que o ex-presidente vinha recebendo, entre outros pontos. O ministro Alexandre de Moraes, que foi o relator do julgamento de Bolsonaro junto com outros sete réus, recebeu sanções econômicas sob a Lei Magnitsky, enquanto ele e outros sete ministros do STF, além de outras autoridades, tiveram seus vistos para os EUA revogados. Trump, que também já enfrentou uma série de acusações criminais e se tornou o primeiro ex-presidente dos EUA condenado por um crime no ano passado, disse mais cedo ter ficado surpreso com a condenação de Bolsonaro, um aliado durante o primeiro mandato do presidente norte-americano. "É muito surpreendente que isso tenha acontecido, assim como tentaram fazer comigo", disse Trump a repórteres. "Mas posso sempre dizer: eu o conheci como presidente do Brasil. Ele era um bom homem." Os outros condenados pelo STF foram: Alexandre Ramagem: 16 anos, 1 mês e 15 dias de privação de liberdade em regime inicial fechado e 50 dias-multa Almir Garnier: 24 anos de privação de liberdade em regime inicial fechado e 100 dias-multa Anderson Torres: 24 anos de privação de liberdade em regime inicial fechado e 100 dias-multa Augusto Heleno: 21 anos de privação de liberdade em regime inicial fechado e 84 dias-multa Jair Bolsonaro: 27 anos e 3 meses de privação de liberdade em regime inicial fechado e 124 dias-multa Mauro Cid: 2 anos de reclusão em regime aberto Paulo Sérgio Nogueira: 19 anos de privação de liberdade em regime inicial fechado e 84 dias-multa Walter Braga Netto: 26 anos de privação de liberdade em regime inicial fechado e 100 dias-multa ** Com Reuters **
- Trump vai a restaurante em Washington após intervenção federal e é chamado de Hitler
Ao lado do vice-presidente e de secretários de Estado, Trump mandou afastar manifestantes WASHINGTON - Manifestantes chamaram o presidente Donald Trump de "Hitler dos nossos tempos" enquanto ele visitava um restaurante em Washington, na noite da terça-feira, 9, depois de ele ter declarado que a capital do país estava segura graças a sua intervenção na cidade. Trump, que raramente sai da Casa Branca para frequentar as ruas de Washington, esteve no restaurante Joe’s Seafood, Prime Steak & Stone Crab —que fica na esquina do perímetro da residência oficial da Presidência americana. "D. C. livre, Palestina livre, Trump é o Hitler dos nossos tempos", gritavam manifestantes, uma frase que rima em inglês, diante do presidente, que estava ao lado de membros do governo, como o vice-presidente J. D. Vance, Marco Rubio (Estado) e Pete Hegseth (Defesa, agora Guerra). Trump parou em frente ao protesto, sorriu, e alguns segundos depois, ordenou aos seguranças que retirassem os manifestantes. O comboio que levou o presidente ao restaurante demorou cerca de três minutos para percorrer o trajeto de não mais que um quarteirão ao local, que oferece ostras e filés. O republicano costumava jantar no Trump International Hotel durante seu primeiro mandato, hotel que é hoje um Waldorf Astoria, segundo o jornal The Washington Post . No segundo mandato, Trump tem feito refeições na Casa Branca. "Estamos no meio de D. C., onde, como vocês sabem, ao longo ano passado era um lugar muito inseguro —ao longo dos últimos 20 anos. E agora, praticamente, não tem crime", afirmou Trump a jornalistas antes de entrar no restaurante. No início de agosto, o presidente americano anunciou o envio de tropas da Guarda Nacional a Washington e a tomada de controle da polícia local, com o argumento de combate ao crime na capital. A Lei de Autonomia de 1973 do Distrito de Columbia, onde fica Washington, prevê a possibilidade desse tipo de intervenção federal, mas restrito a 30 dias, período superior so pode acontecer se o Congresso der o aval. Além disso, embora o presidente do país tenha autoridade sobre a Guarda Nacional na capital (algo dividido com governadores no caso dos estados), esse tipo de intervenção costuma partir de diálogo entre o governo local e a Casa Branca, o que não foi o caso. Washington, governado pela prefeita democrata Muriel Bowser, processou o governo Trump pela intervenção e o procurador-geral do Distrito de Columbia chamou de ‘ocupação militar’. Os dados sobre crimes violentos usados pelo republicano para embasar a medida são, ainda, defasados. Embora com pico recente em 2023, indicadores de violência na capital estão em queda há 30 anos. O presidente afirmou ainda nesta terça que anunciará nesta semana uma nova cidade para receber tropas da Guarda Nacional, embora não esteja claro sob qual autoridade ele fará isso. Da Redação com agências internacionais
- Suspeito de matar casal de idosos dentro de casa em Nova York percorreu vizinhança e bateu 'de porta em porta' antes do crime
NOVA YORK - Na manhã de segunda-feira, 8, um homem foi de porta em porta em Bellerose, bairro do Queens, em Nova York, pedindo para carregar o celular. Recusado em uma das residências, seguiu para a casa seguinte: o imóvel de dois andares onde viviam Frank e Maureen Olton, encontrados mortos horas depois. Segundo a polícia, ele entrou pelo quintal e pela porta dos fundos. Permaneceu no local por cerca de cinco horas e saiu pouco depois das 15h, levando duas bolsas. Quinze minutos depois, a casa estava em chamas. Equipes de emergência encontraram Frank amarrado no porão, com ferimentos de faca, e Maureen morta no primeiro andar, com queimaduras graves. Na terça-feira, a polícia identificou o suspeito: Jamel McGriff, de 42 anos, com “um longo histórico de crimes violentos que remonta a 30 anos”, disse a comissária Jessica Tisch. — A mensagem para o público é clara — afirmou: — O modo de agir do suspeito é ir de porta em porta pedindo algum tipo de ajuda até conseguir entrar. Portanto, não permitam a entrada de alguém que vocês não conheçam ou não estejam esperando em suas casas. McGriff estava em liberdade condicional após cumprir 16 anos de prisão por roubo em primeiro grau. Em novembro, foi acusado de não se registrar como agressor sexual e é investigado por assaltos a duas lojas em Manhattan. Ele foi identificado após ser visto em vídeo perto da cena do crime. A confirmação veio de seu agente de condicional. De acordo com a polícia, a violência aconteceu pouco depois das 10h, quando McGriff se aproximou da casa dos Olton. Câmeras registraram sua entrada na residência e, horas depois, sua saída, carregando bolsas. Às 15h22, o alarme de incêndio disparou. O filho do casal, técnico de emergência médica, acionou o Corpo de Bombeiros, que apagou as chamas. Os corpos foram encontrados dentro do imóvel. Segundo a polícia, Frank estava preso com cordas elásticas e fio metálico, enquanto Maureen sofreu queimaduras. Vizinhos disseram que o casal vivia ali há décadas. A vereadora Linda Lee afirmou ter recebido relatos de que McGriff vinha batendo em portas do bairro pedindo carregadores. Após o crime, ele foi visto no Bronx penhorando dois celulares. A polícia não encontrou ligação entre o suspeito e as vítimas. O Corpo de Bombeiros confirmou que o incêndio foi criminoso. A tragédia abalou a vizinhança. — Eles eram pessoas incríveis. Não mereciam isso — disse Sean Kelly, sobrinho do casal. A vizinha Sarah Roslonowski, de 27 anos, lembrou que, quando criança, os Olton cuidavam dela e das outras crianças da rua. Recentemente, contou, eles a ajudaram a procurar um ninho para um filhote de pássaro ferido. — Foram muito gentis — disse. Na terça-feira, policiais mantinham guarda diante da casa destruída, cercada por fitas da cena do crime. No gramado, restavam destroços, pedaços de janela e uma poltrona chamuscada. Moradores deixaram flores e castiçais no local. — Isso parece coisa de programa de crimes reais, um verdadeiro filme de terror — disse o vizinho Jamar Williams. Com informações no NYT
- Ativista de extrema-direita morre após atentado em evento em universidade de Utah
Charlie Kirk era conhecido por conduzir eventos polêmicos em universidades OREM - O ativista conservador Charlie Kirk, aliado do presidente Donald Trump, morreu nesta quarta-feira, 10,após um atentado em um evento na universidade de Utah Valley, em Orem. "Um único tiro foi disparado no pátio perto da praça de alimentação do campus de Orem da Universidade Utah Valley quando o Sr. Charlie Kirk começou a falar no evento planejado", disse a universidade. Um homem chegou a ser preso, mas a polícia admitiu que ele não era o atirador e o liberou. O ativista era conhecido por conduzir debates ao ar livre em universidades dos Estados Unidos. Ele liderava o grupo de estudantes conservadores Turning Point USA e tinha um podcast, além de milhões de seguidores nas redes sociais. “O grande, e até legendário, Charlie Kirk, está morto. Ninguém entendia o ou tinha o coração da juventude dos Estados Unidos da América melhor que o Charlie”, publicou o presidente Donald Trump em sua rede social Truth Social. “Ele era amado e admirado por todos, especialmente por mim, e agora, ele não está mais conosco. Eu e Melania prestamos nossas condolências para sua linda esposa Erika, e família. Charlie, nós te amamos!”, Kirk mantinha vínculos com o bolsonarismo. O ativista entrevistou o ex-presidente Jair Bolsonaro em seu podcast, em 2023, e organizou um evento em que Bolsonaro deu uma palestra, em Miami, no mesmo ano. No X, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se pronunciou sobre o ataque, ainda antes do anúncio da morte: "Nossas orações pela saúde de @charliekirk11 covardemente atingido por um tiro em seu pescoço hoje numa universidade." Segundo Mike Wendling, jornalista da BBC News, Kirk era um dos maiores influenciadores conservadores nos EUA. Wendling afirma que o ativista era um apoiador "fervoroso" de Trump e teve um papel fundamental no movimento MAGA (em referência ao slogan "Make America Great Again"), base de apoio do presidente americano. "O Turning Point investiu com dinheiro e pessoas nos estados indecisos durante a eleição presidencial do ano passado. Ele [Kirk] discursou em convenções republicanas e, no ano passado, Donald Trump retribuiu o favor com um grande discurso em uma conferência no Turning Point no Arizona", relata o Wendling. A religião evangélica e a família de Kirk — ele era casado com uma ex-Miss Arizona, com quem tem dois filhos — tinham bastante destaque em sua atuação. Ele era visto como o futuro do ativismo conservador e, ao mesmo, é alguém fortemente controverso. O repórter da BBC News Bernd Debusmann Jr. estava na Casa Branca quando a notícia do ataque começou a circular e relata que o clima ali foi de choque. "Eu fiquei sabendo que o atentado havia ocorrido quando uma jovem funcionária ofegante exclamou 'meu Deus, Charlie Kirk foi baleado', enquanto eu estava do lado de fora do escritório de um funcionário de alto escalão da Casa Branca. Isso provocou ainda mais exclamações de outros funcionários da Casa Branca que estavam por perto", conta Bernd Debusmann Jr. ** Com BBC **
- Polícia oferece recompensa para localizar brasileira desaparecida em Nova Jersey
I magens divulgadas pela polícia pedem qualquer informação sobre paradeiro de Janaína ELIZABETH - A promotoria do Condado de Union, em conjunto com o Departamento de Polícia da cidade de Elizabeth, em Nova Jersey, buscam informações sobre o paradeiro da brasileira Janaína Freire Gonçalves, de 48 anos, que está desaparecida há mais de sete semanas. O marido dela, o americano Brendan Trivisonno, também sumiu. De acordo com as autoridades, Janaina foi vista pela última vez na noite do dia 10 de março, em Elizabeth, ao deixar a academia onde trabalhava como personal trainner. Geanne Assi conta que trocou mensagem de texto com Janaína naquela noite e "tudo parecia bem". No dia seguinte ela não conseguiu contato com a amiga nem com Trivisonno. Um dia depois, 13 de março, Geanne falou com o americano por telefone que disse não saber de Janaína. Foi quando a amiga acionou a polícia. De acordo com o NJ Advance Media, Trivisonno foi detido e chegou a fornecer uma amostra de DNA. Ele também teve o celular e o carro apreendidos, mas se recusou a dar esclarecimentos sem a presença de um advogado. Ao jornal, o americano confirmou que estava colaborando com a polícia e que planejava prestar depoimento na segunda-feira, acompanhado do advogado. Mas agora ele também está desaparecido. Janaína descobriu vida dupla de Trivisonno em novembro, dizem amigas (Foto: Redes Sociais) Geanne disse, em entrevista à TV Record, que Janaína descobriu três dias antes do Dia de Ação de Graças que Trivisonno tinha outra mulher e uma filha que morava na casa da avó materna. Segundo a amiga, Trivisonno insistiu para manter o relacionamento com Janaína, dizendo que a mãe da filha tinha problemas com drogas e que ele apenas cuidava da criança. Ao falar com Geanne na semana do desaparecimento, porém, o americano disse que ele e Janaína haviam brigado e ele saiu de casa. Imagens de câmeras de segurança mostram Trevissono entrando e saindo do apartamento do casal diversas vezes na noite de 10 de março. Janaína não é vista. Vizinhos teriam dito à polícia, segundo a reportagem da TV Record, que ouviram uma briga naquela noite. Em nota, a polícia de Elizabeth apenas reforça que o caso está sob investigação. O filho de Janaína, Eduardo, está vindo de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, para fornecer uma amostra de DNA. A gaúcha morava sozinha nos Estados Unidos. Polícia oferece recompensa Investigadores divulgaram documento oficial e afirmaram estar em busca de qualquer informação que auxilie na localização de Janaína. Em nota, a promotoria reforçou que qualquer pista pode ser crucial. Dicas que levarem à prisão e acusação de envolvidos podem ser recompensadas com até US$ 10 mil, por meio do programa Union County Crime Stoppers. SERVIÇO: Pessoas com informações devem ligar para o detetive da Promotoria Scott Chertoff no (908) 358-9162, sargento Nicholas Falcicchio no (908) 721-8186 ou para o investigador a Polícia de Elizabeth Victor Arena no (908) 384-0303. As pistas também podem ser fornecidas para 908-654-TIPS (8477) ou através do www.uctip.org . É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- EUA apresentam novo plano de saúde para combate de doenças crônicas
WASHINGTON - O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., apresentou nesta terça-feira, 9, um plano para abordar doenças crônicas, que propõe uma melhor nutrição, um escrutínio mais rigoroso da publicidade médica e até mesmo um novo esforço para aumentar a fertilidade. A iniciativa deixa de lado, por ora, as propostas de restringir diretamente os alimentos ultraprocessados ou os pesticidas, prioridades de longa data do movimento Make America Healthy Again (Faça os EUA saudáveis novamente, MAHA na sigla em inglês) de Kennedy. Essas omissões são vistas como uma vitória para as indústrias de alimentos e de agricultura. No mesmo dia, o presidente Donald Trump assinou um memorando que ordena às agências ampliar a vigilância sobre as regras já existentes na publicidade de produtos farmacêuticos online, a fim de conter afirmações enganosas. Kennedy havia pedido anteriormente a proibição total do marketing de medicamentos. O relatório de 20 páginas destaca muitas das causas emblemáticas de Kennedy: revisar o nível de flúor na água potável, repensar os calendários de vacinação infantil ampliando as isenções parentais e semear dúvidas sobre os antidepressivos. Muitas dessas posições estão muito distantes da medicina convencional, em particular no que se refere às vacinas. Outras ideias chamativas do relatório incluem uma campanha educativa sobre fertilidade do MAHA — que reflete as preocupações da direita com a queda das taxas de natalidade — e um chamado para investigar a "radiação eletromagnética", aparentemente uma referência ao uso de telefones celulares. Os críticos disseram que o relatório carecia de detalhes, mesmo em áreas que contam com amplo consenso, como enfrentar a dependência dos EUA da comida industrializada. Outra seção pede uma definição, em nível governamental, de alimentos ultraprocessados, mas não especifica quais passos deveriam ser seguidos. O documento afirma ainda que o governo quer aumentar as taxas de amamentação, reduzir os testes em animais e promover a inovação no mercado de protetores solares, no qual os EUA estão atrasados em relação a outros países. Sobre o uso de pesticidas, o relatório, por um lado, evoca o possível uso de "tecnologia de precisão" para "reduzir os volumes de pesticidas", enquanto em outros trechos pede desregulamentação para ajudar a levar mais rapidamente ao mercado "produtos químicos e biológicos para proteger contra ervas daninhas, pragas e doenças". ** Com Agências **
- Tribunal dos EUA mantém Cook como diretora do Fed em meio a disputa com Trump
WASHINGTON - Um tribunal federal de Washington decidiu nesta terça-feira, 9, que a diretora do Banco Central (FED) dos Estados Unidos, Lisa Cook, pode permanecer no cargo enquanto luta contra os esforços do presidente Donald Trump para demiti-la. A juíza Jia M. Cobb determinou que o presidente do Fed, Jerome Powell, e o Conselho de Diretores da instituição "sejam preliminarmente proibidos de efetivar de qualquer forma a remoção da autora [Cook] de sua posição como membro do Conselho de Diretores com base nos motivos declarados na carta do presidente [Trump] de 25 de agosto de 2025, incluindo tratá-la como se tivesse sido removida e negar ou obstruir seu acesso a quaisquer dos benefícios ou recursos de seu cargo, até a resolução deste litígio". No dia 25 do mês passado, Trump publicou uma carta de demissão de Cook na sua rede social Truth Social, sob a acusação - sem provas - de que a dirigente cometeu fraude hipotecária na aquisição de duas propriedades em 2021, antes de ingressar no Fed. Os advogados de Cook argumentaram que a demissão era ilegal porque presidentes do país só podem demitir diretores do Fed "por justa causa" - o que significa ineficiência, negligência no cumprimento do dever ou má conduta no cargo. ** Com AE **
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