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  • ICE libera família de adolescente brasileiro preso por engano em Milford

    População reagiu imediatamente à prisão de adolescente brasileiro no centro de Milford MILFORD - A família do brasileiro de 16 anos detido por engano pelo ICE na sexta-feira, 12, em Milford, Massachusetts, foi liberada após comparecer a uma audiência na agência federal na manhã desta terça-feira, 16. Os pais de Gustavo Henrique de Oliveira temiam ficar sob custódia do ICE ainda que estejam em "um processo de asilo e cumprindo todas as exigências judiciais", de acordo com a advogada Jill Seeber. Ela não explicou quais são os próximos trâmites. Em entrevista à NBC, Itamar de Oliveira, pai de Gustavo, reclamou que os imigrantes estão sendo tratados como animais. "Não somos criminosos. Nós trabalhamos, pagamos impostos e somos bons cidadãos. Não somos um problema", afirmou. Gustavo foi surpreendido por vários carros do ICE ao parar para conversar com um conhecido na saída de uma padaria. Segundo a advogada, o jovem se assustou e correu. Os agentes então o perseguiram e disseram que "iriam atirar se ele não parasse". Em seguida, jogaram o jovem no chão e o algemaram, relatou Jill Seeber. O carro em que o adolescente havia chegado no local de carona também foi interceptado por dezenas de agentes mascarados. O amigo de Gustavo, porém, era americano. As cenas viralizaram na internet e causaram a revolta dos residentes da cidade que foi palco de uma ação do ICE em maio que manteve outro brasileiro, Marcelo Silva, de 18 anos, preso por mais de uma semana. Coincidentemente, os dois são alunos da Milford High School. Vídeo mostra Gustavo algemado sendo conduzido por um agente do ICE mascarado Não sabiam que eram menor O Departamento de Segurança Interna (DHS) reconheceu que Gustavo não era o alvo da operação de sexta-feira. Em nota, a agência afirma que os agentes procuravam "duas pessoas de interesse" quando abordaram o brasileiro. O órgão afirma que "não tinha ideia que tratava-se de um menor de idade". Após reconhecer o equívoco, o ICE ligou para os pais de Gustavo irem buscar o jovem, mas eles se recusaram. Os agentes, então, levaram o garoto para casa e a família foi intimada a comparecer no escritório da agência hoje. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Trump anuncia processo de US$ 15 bilhões por difamação contra NYT

    Trump acusa NYT de difamação no caso de Jeffrey Epstein WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira que iniciou um processo de US$ 15 bilhões contra o jornal The New York Times por difamação e calúnia. Em seu novo mandato na Casa Branca, o presidente republicano de 79 anos intensificou sua habitual hostilidade em relação aos meios de comunicação tradicionais, atacando repetidamente jornalistas críticos, restringindo seu acesso ou processando profissionais da imprensa. O jornal de Nova York informou na semana passada que Trump havia ameaçado iniciar ações legais pela publicação de artigos sobre uma carta de aniversário supostamente enviada por ele ao financista e criminoso sexual falecido Jeffrey Epstein. A carta contém uma mensagem datilografada inserida no contorno desenhado de uma mulher nua. O presidente dos Estados Unidos nega que a assinatura que acompanha o texto seja dele. "O New York Times teve permissão para mentir, caluniar e me difamar livremente por muito tempo, e isso acaba AGORA!", escreveu em sua plataforma Truth Social. "Hoje, tenho a grande honra de apresentar uma ação por difamação e calúnia de 15 bilhões de dólares contra o The New York Times", afirmou o presidente americano. A ação também é direcionada contra quatro repórteres do jornal e à editora Penguin Random House, segundo a demanda de 85 páginas apresentada em um tribunal distrital da Flórida. "Décadas de difamação" O documento cita três artigos publicados entre setembro e outubro do ano passado e um livro dos jornalistas Russ Buettner e Susanne Craig. "O livro e os artigos fazem parte de um padrão de décadas de difamação intencional e maliciosa do New York Times contra o presidente Trump", afirma a ação, com data de 15 de setembro de 2025. O jornal não respondeu imediatamente ao pedido de comentário. Em sua mensagem, Trump classificou o prestigioso jornal como "um dos piores e mais degenerados jornais da história" do país. Ele acusa o NYT de ser "um verdadeiro 'porta-voz' do Partido Democrata de esquerda radical" e de ter apoiado Kamala Harris durante a última campanha presidencial. O New York Times "está há décadas mentindo sobre seu presidente favorito (EU!), minha família, meus negócios", acrescentou. A ação apresentada na Flórida solicita 15 bilhões de dólares em compensação por danos, além de uma indenização punitiva adicional "por um valor que será determinado no julgamento". Esta não é a primeira vez que o magnata republicano apresenta um processo contra grupos de imprensa que considera hostis. Em julho, ele reivindicou pelo menos 10 bilhões de dólares (53 bilhões de reais na cotação atual) por difamação ao Wall Street Journal após a publicação de um artigo que atribuiu ao presidente uma carta obscena enviada a Epstein. No mesmo mês, o grupo Paramount concordou em pagar 16 milhões de dólares (85 milhões de reais na cotação atual) para encerrar uma ação movida por Trump devido à cobertura eleitoral da CBS News, que pertence à corporação. O presidente argumentou que o popular programa "60 Minutes" editou uma entrevista com sua rival nas eleições presidenciais de 2024, Kamala Harris, para favorecer a democrata. ** Com AFP **

  • Senado dos EUA aprova aliado de Trump para diretoria do Fed

    Stephen Miran pode aumentar a influência de Trump no Fed WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira, 15, o nome de Stephen Miran, aliado de Donald Trump, para a diretoria Federal Reserve (Fed), o banco central americano. O aval dos parlamentares, após votação apertada (48 a 47), amplia a influência de Trump sobre a instituição. A decisão encerrou um processo rápido, iniciado em agosto, quando Adriana Kugler renunciou ao cargo no Fed. A saída dela abriu uma vaga no conselho de sete membros, permitindo a Trump nomear alguém favorável a cortes de juros — medida que ele vem defendendo ao longo do ano. A senadora republicana Lisa Murkowski, do Alasca, foi a única a votar contra Miran entre os membros de seu partido. Normalmente, a confirmação de um indicado ao Fed pelo Senado leva meses, mas, no caso do conselheiro econômico de Trump, o processo durou menos de seis semanas. Após a conclusão da papelada e da posse, Miran participará da reunião de dois dias de política monetária do banco central, que começa já nesta terça-feira (16). A expectativa é que o Fed aprove na quarta-feira (17) uma redução de 0,25 ponto percentual nos juros, em resposta aos sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho no país. Analistas avaliam que Miran pode divergir da decisão, defendendo um corte maior — embora não tão profundo quanto os vários pontos percentuais exigidos por Trump. Ao liderar o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, Miran afirmou diversas vezes que o tarifaço Trump não provocará inflação. Defendeu ainda que outras políticas do presidente — como a repressão à imigração — vão diminuir a demanda por moradia e ajudarão a conter pressões mais amplas sobre os preços. Funções no Fed e vínculo com a Casa Branca Como novo integrante do Fed, Miran terá funções que vão além da definição dos juros. Os diretores também atuam em comitês de supervisão e regulação financeira, acompanham bancos comunitários e participam de decisões sobre pessoal e orçamento do sistema e de seus 12 bancos regionais. Miran manterá o cargo na Casa Branca, mas ficará em licença não remunerada enquanto durar seu mandato no Fed, que termina em 31 de janeiro. Ele, porém, poderá permanecer no posto indefinidamente caso um sucessor não seja nomeado e confirmado a tempo. Miran manterá seu cargo na Casa Branca, mas ficará em licença não remunerada enquanto estiver no Fed, com mandato até 31 de janeiro de 2026. Ele, no entanto, poderá permanecer indefinidamente se um sucessor para sua vaga ainda não tiver sido escolhido e confirmado. Democratas criticam a nomeação, dizendo que Miran seria um "fantoche" de Trump — acusação que ele nega. Outros dois diretores do Fed, nomeados por Trump em seu primeiro mandato — Michelle Bowman e Christopher Waller — discordaram da política monetária na reunião de 29 e 30 de julho, defendendo medidas mais brandas. Analistas dizem que dados do mercado de trabalho mais fracos do que o esperado desde então podem levá-los a discordar novamente em setembro, defendendo um corte maior que o de 0,25 ponto percentual já precificado pelos mercados. Uma discordância tripla de governadores do Fed não ocorre desde 1988, no início do mandato do ex-presidente do Fed, Alan Greenspan. 'Trump está tentando reduzir a independência do FED', afirma Fabio Kanczuk ** Com Reuters **

  • Um em cada seis pais nos EUA rejeita plano de vacina

    WASHINGTON - Um em cada seis pais nos Estados Unidos evita ou adia o programa padrão de vacinação infantil, segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira, 15. Os entrevistados apontam falta de confiança nas imunizações e nas autoridades de saúde. A pesquisa, realizada pelo jornal The Washington Post e pela ONG KFF com mais de 2.500 pais, destaca a crescente desconfiança dos americanos em relação às vacinas desde a pandemia de covid-19. O levantamento indicou que cerca de 9% decidiram não imunizar seus filhos contra poliomielite ou sarampo, caxumba e rubéola. Especialistas em saúde pública alertam que essa tendência corre o risco de desencadear o retorno de doenças potencialmente fatais que a vacinação infantil rotineira eliminou em grande parte. Os EUA experimentaram em 2025 o pior surto de sarampo em mais de 30 anos, com mais de 1.400 casos confirmados no total e três mortes. A pesquisa também revelou que os pais que adiaram ou evitaram a vacinação de seus filhos tendem a ser brancos, conservadores, muito religiosos e, em alguns casos, educam seus filhos em casa. A resistência às vacinas cresceu no país nos últimos anos, alimentada em grande parte por afirmações desmentidas que vinculam as vacinas ao autismo. Segundo a pesquisa, os pais mostraram-se ainda menos propensos a imunizar seus filhos contra doenças respiratórias: aproximadamente metade disse não ter vacinado seus filhos contra a gripe no ano passado, e 56% indicaram que não confiavam na segurança das vacinas contra a covid-19 para crianças. O secretário de Saúde, o cético em vacinas Robert Kennedy Jr., iniciou uma profunda reforma na política de imunização do país. Ainda assim, a pesquisa mostrou que a maioria dos pais americanos apoia o programa de vacinação; 81% disseram que as escolas públicas deveriam continuar exigindo vacinas contra sarampo e poliomielite. ** Com AFP **

  • Apresentador da Fox News recebe críticas após sugerir 'injeção letal' para pessoas em situação de rua

    Apresentador foi criticado até por seus colegas da emissora (Foto: Reprodução Fox TV) NOVA YORK - O apresentador americano Brian Kilmeade, da Fox News, provocou uma onda de reações negativas após sugerir a execução de pessoas em situação de rua durante o programa Fox & Friends, na última quarta-feira. O comentário ocorreu em meio à discussão sobre o assassinato de Iryna Zarutska, jovem ucraniana de 23 anos morta dentro de um trem em Charlotte, na Carolina do Norte.   Ao lado dos colegas Lawrence Jones e Ainsley Earhardt, Kilmeade reagiu à fala de Jones, que defendia a prisão de quem recusasse ajuda pública.   "Ou injeção letal involuntária, ou algo assim. Só mata eles", disse o apresentador.   A declaração, imediatamente considerada insensível e desumana, ganhou repercussão nas redes sociais ao longo do fim de semana.  Retratação Diante da pressão, Kilmeade voltou ao ar no domingo e pediu desculpas. Admitiu que sua fala foi “extremamente insensível” e reconheceu que estava errado ao propor o uso de injeção letal.  "Estou obviamente ciente de que nem todas as pessoas sem-teto com doenças mentais agem como o agressor na Carolina do Norte e que muitas pessoas em situação de rua merecem nossa empatia e compaixão", afirmou.  A reação de organizações de apoio à população vulnerável foi imediata. Christine Quinn, presidente da Win, que acolhe famílias sem-teto em Nova York, classificou o comentário como “totalmente desprovido de humanidade” e chegou a convidar o apresentador para trabalhar como voluntário em um abrigo. A Fox News não se pronunciou oficialmente sobre o caso.  O episódio reacendeu debates sobre a responsabilidade da mídia em relação a discursos extremistas. No mesmo dia, em Utah, o ativista conservador Charlie Kirk foi assassinado, o que reforçou as preocupações sobre a ligação entre falas de ódio e violência. Paralelamente, a MSNBC demitiu o comentarista Matthew Dowd após associar explicitamente esse tipo de retórica a ações violentas.  O crime que motivou a discussão envolveu Decarlos Brown Jr., homem em situação de rua diagnosticado com esquizofrenia e com histórico de violência. Sua mãe havia solicitado recentemente internação involuntária. A vítima, Iryna Zarutska, havia fugido da guerra na Ucrânia e se mudado para os Estados Unidos em busca de segurança. ** Com Agência Globo **

  • EUA pedem revogação de visto de médico brasileiro que comentou morte de Charlie Kirk

    WASHINGTON - O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou no sábado, 13, que ordenou a revogação do visto americano do médico brasileiro Ricardo Barbosa após o neurocirurgião comemorar a morte do ativista conservador Charlie Kirk. Barbosa comentou em uma publicação nas redes sociais aplaudindo a mira do atirador que assassinou Kirk: “Um salve a este companheiro de mira impecável. Coluna cervical”, ele escreveu. Após a postagem, o vereador Thiago Medina (PL) denunciou o neurocirurgião em uma publicação do vice-secretário de Estado americano em que a autoridade americana pedia informações de estrangeiros que “glorificassem a violência e o ódio” pois funcionários consulares adotariam “medidas cabíveis” contra comentários “elogiando, racionalizando ou menosprezando” o ocorrido. Lamb então respondeu que “de todo o conteúdo online” que havia visto, o de Barbosa era “o mais assustador”. “Este é um NEUROCIRURGIÃO do Brasil. Ele não apenas elogia o assassino de Charlie Kirk por sua pontaria impecável, mas também, com precisão cirúrgica, específica “coluna cervical”. Este é um profissional licenciado que fez o Juramento de Hipócrates?“, escreveu. O vice-secretário de Estado afirmou que ordenou pessoalmente que o visto do médico brasileiro fosse revogado: “Eu pessoalmente ordenei ao chefe de Assuntos Consulares que revogasse seu visto americano, se ele tivesse um, e que colocasse um alerta nele para garantir que nunca o recebesse”. Ele também publicou uma foto do símbolo do Departamento de Estado acompanhado da expressão em espanhol “El Quitavisas” -- um dos apelidos que ele recebeu nas redes sociais e que significa “o removedor de vistos”. Por fim, Lamb pediu a autoridades brasileiras que se interessassem e tomassem providências sobre o caso. A publicação de Lamb pedindo por informações de estrangeiros comemorando a morte de Kirk já ultrapassa 12 mil comentários. Ele não detalhou quais seriam as punições nem como seria feita a avaliação dos relatos. Após a repercussão, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco disse ter recebido uma denúncia “envolvendo a conduta de um médico inscrito neste Conselho” e que seguirá “o rito processual previsto para a devida apuração do caso”, sem citar diretamente o nome de Barbosa na nota. Já a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) repudiou o caso no sábado e disse estar adotando as medidas cabíveis. “A SBN reafirma, de forma categórica, que não compactua com quaisquer atos que se afastem dos princípios fundamentais da medicina: o cuidado, a preservação da vida e o respeito incondicional à dignidade humana.” No domingo, o médico pediu desculpas para à família de Kirk: “Trata-se de uma colocação infeliz, fora de contexto e divulgada por pessoas alheias ao meu círculo. Peço desculpas à família enlutada e registro que montagens e sobreposições de imagens distorceram o conteúdo original, em nada condizendo com os princípios que sempre nortearam minha conduta pessoal e profissional: o respeito à vida e à ética”. De acordo com Barbosa, ele e a família, incluindo esposa e irmãos, estão sendo ameaçados após a publicação. Kirk era CEO e cofundador da organização política de direita Turning Point USA. Ele liderou uma iniciativa para reformular a campanha do Partido Republicano e incentivar o voto nas eleições de 2024, com base na teoria de que havia milhares de apoiadores do presidente Donald Trump que raramente votavam, mas poderiam ser persuadidos a votar. O influenciador foi morto com um tiro no pescoço enquanto discursava no campus da Universidade de Utah Valley, na quarta-feira, 10. O estudante Tyler Robinson foi preso na noite desta quinta-feira, na cidade de St. George, em Utah, a cerca de 400 quilômetros do campus da Utah Valley -- por suspeita de ser o autor do disparo fatal. ** Com Agências **

  • Trump pede que empresas levem capital humano aos EUA para treinar mão de obra local

    Trump reconhece que americanos não estão aptos a ocupar as vagas de emprego gerada por empresas estrangeiras WASHINGTON - Em meio aos esforços para reindustrializar a economia norte-americana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou empresas estrangeiras que investem no país a trazer também seu capital humano por um período, além de recursos financeiros. "Quando empresas estrangeiras que estão construindo produtos extremamente complexos, máquinas e várias outras 'coisas', entram nos Estados Unidos com investimentos massivos, quero que elas tragam suas pessoas de expertise por um período de tempo para ensinar e treinar nosso pessoal a fabricar esses produtos tão únicos e complexos", afirmou Trump neste domingo, 14, em post na sua rede Truth Social. Como exemplo de itens cuja fabricação nos EUA pode ser aprimorada com ajuda de fora, o republicano mencionou chips, semicondutores, computadores, navios e trens, entre outros. "Precisamos aprender com os outros como fazer, ou, em muitos casos, reaprender, porque costumávamos ser ótimos nisso, mas não mais", disse. "Na construção naval, por exemplo, o país construía um navio por dia e, agora, mal constrói um por ano", acrescentou. Para o republicano, o objetivo do pedido de intercâmbio de mão de obra não é afastar ou desestimular o investimento de outros países e empresas na América. "Nós os recebemos [as empresas], recebemos seus funcionários, e estamos dispostos a dizer com orgulho que aprenderemos com eles e faremos ainda melhor do que eles, em um futuro não muito distante!", concluiu. ** Com AE **

  • ICE prende brasileiros em frente à casa que foi cenário de curta sobre imigrantes

    Agentes esperaram segundo homem chegar ao local para prender os dois brasileiros MARLBOROUGH - A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida. A frase de Oscar Wilde descreve bem a cena da prisão de dois brasileiros na manhã de quinta-feira, 11, em Massachusetts. O vídeo que flagra o momento em que agentes do ICE capturam dois trabalhadores foi divulgada por Lyria Garcia, a cineasta que escreveu e produziu Waysland, curta sobre uma brasileira indocumentada. Os homens foram presos em frente à casa em Marlborough que foi cenário de Waysland que já acumula oito prêmios. A personagem principal, Teresa, interpretada por Daniela Escobar, também temeu a chegada do ICE. Desde que o presidente Donald Trump reassumiu a presidência em janeiro, as operações se tornaram mais frequentes. O republicano prometeu uma deportação em massa, embora muitos tenham interpretado que só seriam expulsos "os piores". Segundo pessoas com conhecimento do caso, um dos homens presos na quinta-feira chegou aos Estados Unidos há poucos meses. Ele aguardava o colega para seguir ao trabalho como faziam todos os dias. Uma vizinha contou que enquanto o brasileiro esperava a carona, os carros do ICE transitavam de um lado para o outro até que o segundo homem chegou. Nesse momento, os agentes interceptaram o veículo e prenderam os dois trabalhadores. A identidade dos imigrantes não foi divulgada e eles também não foram localizados por conhecidos. De acordo com informações do próprio ICE, pode demorar até três dias para que as informações dos detidos sejam inseridas no sistema. Nos finais de semana a espera é maior. Ao comentar a ação, Lyria pede por uma reforma imigratória. "Durante décadas, os EUA sabiam que precisavam dessa força de trabalho. E durante décadas, ambos os partidos não fizeram nada para adaptar o sistema a essa realidade". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Lula acusa EUA de visar 'impunidade' para Bolsonaro em artigo para NYT

    Artigo de Lula é publicado às vésperas da conferência da ONU em Nova York NOVA YORK - Em um artigo publicado neste domingo, 14, no site do jornal americano The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusa o governo dos Estados Unidos de tentar garantir "impunidade" para o ex-presidente Jair Bolsonaro por meio da aplicação de tarifas contra produtos brasileiros e de sanções da Lei Magnitsky. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão na última quinta-feira, 11, por tentativa de golpe de Estado. "O governo dos Estados Unidos está usando as tarifas e a Lei Magnitsky para buscar impunidade para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que orquestrou um golpe de Estado malsucedido em 8 de janeiro de 2023, em um esforço para subverter a vontade popular expressa nas urnas", diz o artigo. "Estou orgulhoso da Suprema Corte brasileira pela sua decisão histórica de quinta-feira, que salvaguarda nossas instituições e o Estado democrático de direito." Dirigindo-se diretamente ao presidente dos EUA, Donald Trump, Lula diz que o país está aberto a negociar quaisquer coisas que tragam benefícios mútuos para os países. "Mas a democracia e a soberania brasileira não estão na mesa", escreve Lula, repetindo que não há razões econômicas para impor tarifas contra o Brasil. O brasileiro ainda endereça diversos pontos levantados pelas autoridades americanas na aplicação das sanções e no lançamento de uma investigação sobre práticas comerciais do País. Lula nega que o julgamento de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tenha sido uma "caça às bruxas", termo usado pelo presidente americano, Donald Trump, na carta que anunciou as tarifas de 50%. Na quinta-feira, após o STF formar maioria para condenar Bolsonaro, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, usou o mesmo termo ao dizer que os EUA responderão adequadamente a "essa caça às bruxas". O presidente brasileiro lembra que as investigações sobre a tentativa de golpe no País revelaram um plano para assassinar a ele, ao vice-presidente Geraldo Alckmin e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Lula também diz que alegações de que o Brasil teria práticas injustas no comércio digital e em serviços de pagamentos eletrônicos, por supostamente priorizar o Pix, não têm base. "Ao contrário de ser injusto com os operadores financeiros dos EUA, o sistema digital de pagamentos brasileiro, conhecido como Pix, permitiu a inclusão financeiras de milhões de cidadãos e empresas. Não podemos ser penalizados por criar um mecanismo rápido, gratuito e seguro que facilita as transações e estimula a economia", diz o brasileiro. "O governo Trump também acusou o sistema judiciário brasileiro de mirar e censurar empresas de tecnologia americanas. Essas alegações são falsas. Todas as plataformas digitais, domésticas ou estrangeiras, estão sujeitas às mesmas leis no Brasil. É desonesto chamar a regulação de censura, especialmente quando o que está em jogo é a proteção das nossas famílias contra fraudes, desinformação e discurso de ódio", escreve o presidente, lembrando também da redução do desmatamento no seu mandato. ** Com Estadão **

  • Operações anti-imigração assustam funcionários e clientes de restaurantes no Texas

    Restaurantes enfrentam dificuldades em manter funcionamento sem funcionários disponíveis HOUSTON - As operações anti-imigração no Texas estão afetando o restaurante de Oscar García Santaella. Uma de suas funcionárias tem medo de ir trabalhar, enquanto a clientela, a maioria latina, evita sair de casa para reduzir os riscos de detenção. Com 54 anos e originário do México, García é um empresário da gastronomia. Um de seus negócios é a taqueria Los Primos, em Houston, com pratos mexicanos como tacos ou quesadillas, que já fazem parte do cardápio convencional texano. Neste estado conservador do sul dos Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump tem amplo apoio, 40% da população é latina. Seu dinheiro movimenta a economia. Como parte das políticas de deportação em massa de imigrantes sem permanência legal no país, os agentes do ICE — a Polícia de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos — têm realizado buscas nas ruas, muitas delas registradas e divulgadas nas redes sociais. O ICE também esteve em um complexo de apartamentos próximo ao restaurante do Oscar. "Eles ficaram uma semana. E tanto naquela semana quanto na semana seguinte não tivemos vendas. Foi muito ruim, porque as pessoas tinham medo" de sair, acrescentou. "E uma funcionária que mora lá nos ligou para dizer que não poderia ir trabalhar porque a imigração chegou e levou um de seus primos. Então, sim, isso está nos afetando diretamente", contou. "Isso afetou de forma geral os restaurantes nos Estados Unidos, pois tenho amigos em várias cidades que possuem restaurantes, converso com eles. No nosso caso, nossas vendas caíram 40%", comentou. De acordo com a Associação de Restaurantes do Texas, durante o segundo trimestre do ano, 23% dos seus associados perderam funcionários, 21% relataram ter recebido menos pedidos de emprego e 16% afirmaram ter perdido clientes. Até 2022, viviam nos Estados Unidos pelo menos 11 milhões de imigrantes considerados ilegais, segundo dados oficiais. Um número que pode ter subido para quase 14 milhões, de acordo com a ONG Instituto de Políticas Migratórias. Com seu trabalho, os imigrantes sem documentos pagaram quase US$ 97 bilhões em impostos somente em 2022, de acordo com a organização Americans for Tax Fairness. De acordo com dados de 2024 do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, quase metade da força de trabalho estrangeira é latina ou hispânica. Uma solução O Texas é um território em constante desenvolvimento imobiliário e industrial, com pessoas até mesmo se mudando de outros estados. "Parte disso se deve ao fato de sermos vítimas do nosso próprio sucesso. Somos o maior empregador do setor privado no Texas, e muitos restaurantes não têm funcionários suficientes. O mesmo acontece com as fazendas, os ranchos, os frigoríficos, toda a cadeia produtiva. E o resultado é que os alimentos ficam mais caros", explicou Kelsey Erickson Streufert, porta-voz da Associação de Restaurantes do Texas. Ele informou que se uniram a líderes do setor em todo o país para pedir ao presidente Trump "que faça exatamente o que sugeriu, que é criar permissões de trabalho temporárias para imigrantes em todo o sistema alimentar americano". "Não estamos falando de anistia. Não estamos falando necessariamente de cidadania, mas da possibilidade de ocupar uma vaga de emprego, pagar impostos e cumprir a lei. Essa medida beneficiará todos os americanos em termos de acesso a alimentos e serviços acessíveis", explicou. "Posso garantir que 95% das pessoas que conheci na indústria de restaurantes são pessoas honradas (...) São pessoas que vão da casa para o trabalho e do trabalho para casa", afirma Oscar. ** Com AFP **

  • Viúva de Charlie Kirk faz primeira declaração após assassinato do ativista conservador

    Erika convidou os jovens a se juntarem ao movimento iniciado por Charlie Kirk OREM - Erika Kirk, viúva do ativista conservador Charlie Kirk, falou publicamente pela primeira vez nesta sexta-feira, 12, após o assassinato do marido na quarta (10). "Vocês não têm ideia do fogo que acenderam dentro desta esposa. Os gritos de dor desta viúva vão ecoar pelo mundo como um grito de guerra", declarou Erika em um vídeo, aparentemente transmitido ao vivo. "Todos devem saber disso: se vocês achavam que a missão do meu marido já era poderosa antes, não fazem ideia, não fazem ideia do que acabaram de desencadear por todo este país e pelo mundo. Vocês realmente não fazem ideia." Segurando as lágrimas em alguns momentos, Erika Kirk falou ao lado da cadeira que Charlie Kirk usava para fazer transmissões, agora vazia. Na bancada que ela usou para discursar, havia uma mensagem estampada: "Que Charlie seja recebido nos braços misericordiosos de Jesus, nosso salvador amoroso". Ela usava um colar com crucifixo. Charlie Kirk, um aliado do presidente Donald Trump e ligado ao bolsonarismo no Brasil, foi morto com um tiro enquanto participava de um evento na Universidade Utah Valley (UVU). Nesta sexta-feira, as autoridades anunciaram que prenderam um suspeito pelo crime, Tyler Robinson. Kirk era conhecido por conduzir debates ao ar livre em universidades dos EUA. Ele liderava o grupo de estudantes conservadores Turning Point USA e tinha um podcast, além de milhões de seguidores nas redes sociais. A viúva agradeceu a Trump pelo apoio que recebeu após o assassinato. "Sr. Presidente, meu marido o amava. E ele sabia que o senhor também o amava. Ele amava. Sua amizade era incrível. O senhor o apoiou muito, assim como ele a apoiou", disse ela. Antes de iniciar sua fala, a viúva fez uma oração silenciosa. Depois, começou agradecendo às equipes de resgate que "lutaram heroicamente para salvar a vida de Charles" e à polícia por agir "bravamente para garantir que não houvesse outras vítimas naquela tarde terrível". "Mataram Charlie porque ele pregou uma mensagem de patriotismo, fé e amor misericordioso de Deus", disse a empresária. "Charlie disse que, se um dia concorresse [à presidência], sua maior prioridade seria revitalizar a família americana. Essa era a prioridade dele", disse Erika sobre o marido, a quem chamou de pai "perfeito". "Charlie amava seus filhos. E ele me amava. De todo o coração. E ele fazia questão de que eu soubesse disso todos os dias." "Charlie amava a vida. Ele amava a vida dele. Ele amava a América." Ex-Miss Arizona, hoje Erika tem forte atuação no segmento religioso. Ela cursa doutorado em estudos bíblicos, apresenta o podcast religioso Midweek Rise Up e lançou uma linha de roupas chamada Proclaim — que, segundo o site da marca, "reflete sua visão de empoderar indivíduos a usarem sua fé com confiança". O casal tem um filho de um ano e uma filha de três anos. Segundo a viúva, a menina perguntou recentemente: "Cadê o papai?" "O que você diz a uma criança de três anos?", indagou a empresária, emendando na resposta que deu. "Querida, o papai te ama muito. Não se preocupe. Ele está viajando a trabalho com Jesus." Erika Kirk afirmou não se lembrar da última vez que dormiu desde a morte do marido. A empresária assegurou que o trabalho da Turning Point e os eventos em campi universitários continuarão. Ela estimulou que mais jovens se juntem ao movimento conservador e que as pessoas se aproximem das igrejas. "Em um mundo cheio de caos, dúvida e incerteza, a voz do meu marido permanecerá", disse, prometendo que não deixaria o legado do marido morrer. A viúva terminou sua declaração se dirigindo a Charlie Kirk: "Mal posso esperar para te ver novamente um dia." E concluiu: "Deus abençoe a todos vocês, e que Deus abençoe a América." ** Com BBC **

  • Governo Trump retira taxa de celulose e ferro-níquel importados do Brasil aos EUA

    WASHINGTON/ BRASÍLIA - Responsável por movimentar US$ 1,84 bilhão, o que equivale a 4,6% do total exportado pelo Brasil para os Estados Unidos em 2024, o grupo formado por celulose e ferro-níquel ficou livre das tarifas adicionais impostas pela Casa Branca à maior dos produtos brasileiros. A mudança ocorre a partir da ordem executiva nº 14.346, divulgada pelo governo de Donald Trump em 5 de setembro. Com a nova exclusão, no total, chega a 25,1% o montante das exportações brasileiras aos EUA livre da alíquota de 10% e da sobretaxa de 40% impostas pelo governo estadunidense aos produtos brasileiros. "O governo segue empenhado em diminuir a incidência de tarifas dos EUA sobre os produtos brasileiros. A mais recente ordem executiva dos EUA representa um avanço sobretudo para o setor de celulose do Brasil. Mas ainda há muito a ser feito e seguimos trabalhando para isso", afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. Dados do MDIC, divulgados na quinta-feira (11), mostram que, do total de exportações brasileiras aos Estados Unidos, que soma US$ 40 bilhões, 34,9% (US$ 14,1 bilhões) estão sujeitas às tarifas adicionais de 10% e 40% (totalizando 50%); 16,7% (US$ 6,8 bilhões) a 10%; 25,1% (US$ 10,1 bilhões) estão livres de tarifas adicionais; e 23,3% ou US$ 9,4 bilhões, sujeitas a tarifas específicas, aplicadas a todos os países. ** Com Agência Brasil **

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