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  • EUA suspendem taxa extra de US$ 250 sobre o preço do visto

    WASHINGTON - A Visa Integrity Fee, taxa extra no valor de US$ 250 sobre o preço do visto americano, que entraria em vigor em outubro, foi suspensa temporariamente. A afirmação foi confirmada nesta terça-feira, 23, pela U.S. Travel Association, que representa o setor de turismo nos Estados Unidos. A decisão foi tomada em negociação com o Congresso americano, mas é temporária. De acordo com a entidade, “a associação agora pressiona os legisladores e o governo para adiar indefinidamente a implementação da taxa”. A cobrança do valor extra recebeu o aval do presidente Donald Trump em julho e faz parte de uma série de medidas aprovadas dentro do megaprojeto fiscal One Big Beautiful Bill (algo como “Um grande e belo projeto”), de autoria do executivo. Hoje, o visto custa US$ 185 (o equivalente a cerca de R$ 1.029). E com a taxa adicional de US$ 250 a permissão para entrar nos EUA sobe para US$ 435, cerca de R$ 2.367. “A U.S. Travel envolveu diretamente a liderança do Congresso promovendo também soluções para reduzir os atrasos nas entrevistas de visto. Esses esforços incluíram a obtenção de US$ 517 milhões para o processamento de vistos e passaportes, com o objetivo de acelerar as aprovações por meio de turnos de trabalho estendidos e novas tecnologias”, afirmou a U.S. Travel Association em nota. ** Com AE **

  • Governo Trump propõe novo processo de visto H-1B para trabalhador qualificado

    Governo afirma que mudanças vão proteger trabalhadores americanos WASHINGTON - O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS, sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira, 23, uma proposta para reformular o processo de seleção de vistos H-1B, para favorecer trabalhadores mais qualificados e mais bem pagos após anunciar uma alta de 100% na taxa de emissão. O novo processo, se finalizado, dará maior peso aos pedidos de empregadores que pagam altos salários caso os requerimentos excedam limite anual de 85 mil vistos, uma iniciativa para proteger os norte-americanos da concorrência salarial desleal de trabalhadores estrangeiros, segundo o aviso. O regulamento quer mudar o sistema de loteria existente para obter vistos se a demanda superar a oferta em um determinado ano, criando níveis salariais em que empregos com salários mais altos teriam mais chances de serem selecionados. O texto está disponível no Federal Reserve para avaliação do público nos próximos 30 dias a partir desta quarta-feira, 24. A mudança pode levar meses ou até anos, mas o comunicado do governo federal sugeriu que as novas regras poderiam estar em vigor para a loteria de 2026, ou seja, antes do período de inscrições em março. O total de salários pagos aos trabalhadores H-1B aumentaria para US$502 milhões no ano fiscal de 2026, que começa em 1º de outubro, justifica a administração Trump, citando estimativas do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês). Os salários aumentariam em US$1 bilhão no ano fiscal de 2027, US$1,5 bilhão no ano fiscal de 2028 e US$2 bilhões no ano fiscal de 2029-2035. Estima-se que 5.200 pequenas empresas que atualmente recebem vistos H-1B sofreriam um impacto econômico significativo devido à perda de mão de obra, avalia o DHS. Nos últimos dias, o governo intensificou o foco no programa H-1B, popular entre empresas de tecnologia e de terceirização para a contratação de trabalhadores estrangeiros qualificados. A administração Trump anunciou na sexta-feira que cobraria das empresas o pagamento de US$100 mil por ano pelos vistos H-1B. Algumas grandes empresas de tecnologia alertaram os portadores de visto para que permanecessem nos EUA ou retornassem rapidamente, desencadeando uma corrida caótica para retornar ao país. A Casa Branca esclareceu posteriormente que a taxa se aplicaria apenas a novos vistos. * * Com Reuters **

  • Jimmy Kimmel volta ao ar e esclarece comentários sobre Charlie Kirk

    NOVA YORK - O talk-show comandado pelo humorista Jimmy Kimmel voltou ao ar nos Estados Unidos nesta terça-feira, 23, após uma suspensão de uma semana provocada pelas críticas aos comentários do apresentador sobre a morte do ativista conservador Charlie Kirk e as subsequentes ameaças do governo às emissoras, o que, segundo os críticos, representou um freio à liberdade de expressão. Durante o monólogo de abertura do programa, no qual se esperava que Kimmel falasse sobre o ocorrido, o apresentador mencionou o assassinato de Charlie Kirk e explicou que não estava fazendo piadas com a tragédia. "Vocês entendem que nunca foi minha intenção zombar do assassinato de um jovem. Não acho que haja nada de engraçado nisso", o apresentador disse. "Eu entendo que, para alguns, isso pareceu inoportuno ou pouco claro, ou talvez ambos, e para aqueles que acham que eu apontei o dedo, eu entendo por que estão chateados." Kimmel disse que não concorda com a decisão da Disney de cancelar seu programa, mas agradece à empresa por defender seu direito de zombar dos poderosos e por permitir que ele volte ao ar esta noite. "Infelizmente, e acho que injustamente, isso os coloca em risco", acrescenta. "O presidente dos Estados Unidos deixou bem claro que quer que eu e as centenas de pessoas que trabalham aqui sejamos demitidos. Nosso líder celebra os americanos que perdem seus meios de subsistência porque ele não aceita brincadeiras.", afirmou o apresentador durante o monólogo de abertura do programa. Walter Bates, um membro da plateia disse em uma entrevista após a gravação do programa à Associated Press que Kimmel também elogiou a esposa de Kirk por demonstrar valores cristãos ao perdoar o assassino do marido. "Foi um momento muito comovente", afirmou. "Então ele voltou a atacar a administração (governo Trump)", Bates acrescentou. A audiência de Kimmel foi mais limitada do que o normal. O programa noturno não foi transmitido em todo o país. Duas companhias proprietárias de dezenas de emissoras afiliadas à rede ABC, que exibe "Jimmy Kimmel Live!", anunciaram que vão continuar boicotando o espaço. A Disney, dona da ABC, retirou do ar o programa de Kimmel em 17 de setembro, horas depois que o governo de Donald Trump ameaçou cancelar as licenças de transmissão devido a comentários do comediante sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. "Tomamos a decisão de suspender a produção do programa para evitar agravar ainda mais a situação tensa em um momento emotivo para nosso país", disse a Disney em comunicado, no qual considerou que alguns dos comentários de Kimmel foram "inoportunos" e "insensíveis". A companhia afirmou que, após manter "profundas conversas com Jimmy", resolveu retomar o programa. Kimmel provocou criticas de muitos conservadores ao afirmar que os partidários de Trump estavam tentando explorar politicamente o assassinato de Kirk, que faleceu após ser baleado em um campus universitário em 10 de setembro. O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), órgão que regula o setor, Brendan Carr, aproveitou a polêmica para insinuar que poderia revogar as licenças dos canais que transmitissem o programa. Nexstar e Sinclair, duas companhias que controlam mais de 50 desses canais nos Estados Unidos, anunciaram então que retirariam o programa de sua grade. Depois disso, a ABC o suspendeu em todo o país. A Sinclair, que na semana passada exigiu que Kimmel se desculpasse com a família de Kirk e que fizesse uma doação em dinheiro ao grupo Turning Point USA, anunciou na segunda-feira que não exibiria novamente o programa. A Nexstar fez o mesmo nesta terça. A suspensão abrupta do programa de Kimmel provocou indignação nos Estados Unidos, onde vários a interpretaram como um ataque pelas frequentes críticas do comediante a Trump. Contudo, o presidente americano a classificou de imediato como uma "grande notícia para Estados Unidos" e exigiu que outras figuras da indústria do entretenimento, como Jimmy Fallon e Seth Meyers, fossem retiradas do ar. Trump também criticou o retorno do programa de Kimmel nesta terça-feira. Em uma postagem no Truth Social, o presidente americano acusou a ABC de "favorecer 99% do LIXO Democrata" e afirmou que Kimmel é "mais um braço do Comitê Nacional Democrata". "Acho que vamos testar a ABC nisso. Vamos ver como nos saímos. Da última vez, eles tiveram que me pagar US$ 16 milhões", escreveu Trump, referindo-se a um processo civil por difamação que a ABC resolveu. "Este parece ainda mais lucrativo". ** Com AE **

  • Trump diz que teve "ótima química" com Lula em encontro rápido na ONU

    Lula e Trump devem conversar por telefone na próxima semana, segundo interlocutores NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou, em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que "sentiu uma ótima química" ao encontrar brevemente o seu par brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, nos corredores do órgão em Nova York. O republicano disse que eles se abraçaram e concordaram em se reunir na próxima semana. "Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem", disse Trump. "Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos (...). Mas ele pareceu um homem muito legal. Ele gostou de mim, e eu gostei dele", disse Trump. Apesar do gesto diplomático, Trump fez críticas ao Brasil. Ele afirmou que o país "enfrenta grandes tarifas por tentar censurar cidadãos americanos" e acusou o governo brasileiro de "perseguir opositores políticos nos EUA". Trump reiterou que seu governo busca "acordos comerciais justos e recíprocos com todos os países do mundo", mas deixou claro que continuará a usar tarifas como instrumento de pressão quando considerar os interesses dos EUA ameaçados. Mais cedo, porém, no discurso de abertura, Lula não poupou críticas ao governo americano, sem citá-lo nominalmente, e defendeu a soberania do Brasil. ** Com AE **

  • Homem é condenado por tentar assassinar Trump e pode pegar prisão perpétua

    PALM BEACH - O homem que foi encontrado armado perto de um campo de golfe de Donald Trump, na Flórida, no ano passado, foi condenado por tentativa de assassinato nesta terça-feira,23. Ryan Routh, de 59 anos, pode enfrentar uma pena máxima de prisão perpétua. Um júri concluiu que o homem pretendia matar Trump, então ex-presidente dos Estados Unidos e candidato republicano à Casa Branca, quando apontou um rifle atrás de uma cerca enquanto ele jogava golfe no Trump International Golf Club, em West Palm Beach. Em uma rede social, Trump comemorou a condenação e afirmou que Routh era "um homem mau" e tinha "uma intenção maligna”. No dia do crime, Routh fugiu sem disparar após um agente do Serviço Secreto, que fazia a segurança do campo de golfe, perceber Routh e atirar contra ele, segundo testemunhas no julgamento. Promotores afirmaram que o condenado passou semanas planejando matar Trump. “Esse plano foi cuidadosamente elaborado e era mortalmente sério”, disse o promotor John Shipley na abertura do julgamento, acrescentando que, sem a intervenção do agente do Serviço Secreto, “Donald Trump não estaria vivo”. Após a condenação, Ryan Routh tentou esfaquear o próprio pescoço com uma caneta, mas foi contido rapidamente por agentes de segurança e retirado do tribunal. Routh, que havia se declarado inocente de todas as acusações, optou por demitir seus advogados e se defender sozinho no julgamento. Na audiência, ele contestou pouco as acusações, enquanto uma sucessão de testemunhas das forças de segurança detalhava as provas do caso. A procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, disse em uma rede social que a condenação "ilustra o compromisso do Departamento de Justiça em punir aqueles que recorrem à violência política”. "Essa tentativa de assassinato não foi apenas um ataque ao nosso presidente, mas uma afronta à nossa própria nação.” ** Com Agências **

  • Trump assina decreto visando o movimento Antifa como uma "organização terrorista"

    Decreto deve liberar autoridades e poderes de investigação e vigilância amplos WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta segunda-feira, 22, designando o movimento Antifa como "organização terrorista", informou a Casa Branca, em meio à promessa de ações contra grupos de esquerda após o assassinato de Charlie Kirk. Antifa, abreviação de antifascista, é um "movimento descentralizado e sem liderança composto de grupos, redes e indivíduos soltos", de acordo com a Liga Antidifamação, que rastreia extremistas. "Embora alguns agentes extremistas que afirmam ser afiliados ao Antifa se envolvam em violência ou vandalismo em comícios e eventos, essa não é a norma", diz a Liga em seu site. O decreto de 370 palavras de Trump orienta "todos os departamentos e agências executivas relevantes" a "investigar, interromper e desmantelar toda e qualquer operação ilegal" conduzida pelo Antifa ou por qualquer pessoa que financie tais ações, de acordo com a Casa Branca. "Indivíduos associados ao Antifa e que agem em seu nome coordenam ainda mais com outras organizações e entidades com o objetivo de disseminar, fomentar e promover a violência política e suprimir o discurso político legal", diz o documento. Um funcionário do Departamento de Justiça com conhecimento das discussões sobre o assunto disse que o decreto de Trump deve liberar autoridades e poderes de investigação e vigilância amplos. A pessoa, que não quis ser identificada, disse que a designação vai autorizar o governo dos EUA a rastrear mais de perto finanças e movimentos dos cidadãos norte-americanos e investigar quaisquer vínculos estrangeiros da rede informal de grupos e organizações sem fins lucrativos que o governo Trump considera como Antifa. Críticos do governo advertiram que ele pode estar buscando um ataque à liberdade de expressão e aos oponentes do presidente republicano. ** Com Reuters **

  • Sem adversário, prefeita Michelle Wu caminha para reeleição em Boston

    Prefeita Michelle Wu diz que agora segue em campanha para incentivar o voto em novembro BOSTON - A prefeita de Boston, Michelle Wu, não terá um opositor nas eleições de novembro e deve seguir tranquilamente para o segundo mandato, anunciou o departamento eleitoral da cidade nesta segunda-feira, 22. Domingos DaRosa, que ficou em terceiro lugar nas primárias, não conseguiu os 3 mil votos necessários para entrar na disputa, segundo uma recontagem da junta eleitoral da capital de Massachusetts. Dias antes Josh Kraft, filho do dono do time de futebol americano Patriots, desistiu da campanha após ser derrotado por Wu na disputa do partido. A democrata agradeceu aos votos e disse que vai passar as próximas semanas em campanha para que os eleitores votem e escolham os seus vereadores. "Estou honrada com o apoio esmagador em todos os bairros e distritos para continuarmos nosso trabalho de fazer de Boston um lar para todos", disse Wu que enfrenta um embate com o governo sobre imigração. A última vez que um prefeito concorreu sem oposição em Boston foi Thomas Menino em 1997. ** Com Assessorias **

  • Trump relaciona autismo ao Tylenol e às vacinas sem apresentar evidências científicas

    Trump disse que FDA vai orientar médicos sobre a prescrição da medicação para grávidas WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, associou o autismo às vacinas infantis e também ao uso do popular analgésico Tylenol por mulheres grávidas e crianças, alegações que não são respaldadas por décadas de ciência. O conselho de Trump durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 22, vai contra as sociedades médicas, que citam dados de vários estudos que mostram que o paracetamol desempenha um papel seguro no bem-estar das mulheres grávidas. "Quero dizer as coisas como elas são: não tomem Tylenol. Não tomem. Lutem como o inferno para não tomá-lo. Pode ser que haja um momento em que você precise tomar, e isso você terá que resolver consigo mesma, portanto, não tome Tylenol", insistiu Trump. Ao lado do secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., um crítico de vacinas que tem argumentado que os imunizantes não são seguros, Trump pediu um reavaliação da ligação entre vacinas e autismo. "Acreditamos que a ciência independente e sólida mostra claramente que tomar paracetamol não causa autismo. Discordamos veementemente de qualquer sugestão em contrário e estamos profundamente preocupados com o risco à saúde que isso representa para as gestantes", disse a Kenvue, fabricante do Tylenol, em um comunicado antes do anúncio. As ações da Kenvue caíram mais de 7% durante o pregão desta segunda-feira, enquanto os investidores se preparavam para o anúncio de Trump. No entanto, as ações se recuperaram em 5% no pós-mercado. Trump disse que acredita muito em vacinas, tendo liderado em seu primeiro mandato a iniciativa pandêmica para acelerar o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19. Ainda assim, ele pediu a remoção do mercúrio das vacinas e disse que as crianças não devem tomar a vacina contra a hepatite B antes dos 12 anos de idade. Ela é administrada nas primeiras 24 horas após o nascimento. O presidente também avaliou que a vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola deveria ser dividida em três vacinas separadas. Nos últimos 50 anos, estima-se que as vacinas essenciais tenham salvado pelo menos 154 milhões de vidas, disse o presidente-executivo do Unicef USA, Michael J. Nyenhuis. Apenas um em cada quatro norte-americanos acredita que as recentes recomendações do governo Trump para a redução do número de vacinas foram baseadas em fatos e evidências científicas, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada este mês. "Não posso dizer que já tenha experimentado algo parecido com isso em vacinas", disse o dr. Norman Baylor, ex-diretor do Escritório de Pesquisa e Revisão de Vacinas da (FDA, na sigla em inglês). FALTA DE EVIDÊNCIAS Os cientistas afirmam que não há evidências sólidas de uma ligação entre o uso do Tylenol e o autismo. Um estudo realizado em 2024 com quase 2,5 milhões de crianças na Suécia não encontrou nenhuma ligação causal entre a exposição in utero ao paracetamol e os distúrbios do desenvolvimento neurológico. Uma revisão de 2025 de 46 estudos anteriores sugeriu uma relação entre a exposição pré-natal ao paracetamol e o aumento dos riscos dessas condições, mas os pesquisadores da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, da Universidade de Harvard e outros disseram que o estudo não prova que o medicamento causou os resultados. Eles aconselharam que as mulheres grávidas continuem a usar o paracetamol conforme necessário, na menor dose possível e pelo menor período possível. O Tylenol é fabricado pela empresa Kenvue, que foi desmembrada da Johnson & Johnson em 2023, e versões genéricas do paracetamol também estão disponíveis. Em nota, a empresa disse discordar da afirmação de Trump e destacou que "não há base científica". ** Com Reuters **

  • Worcester se tranforma em NYC e fecha ruas

    Worcerster é cenário de Walking Dead pelo segundo ano consecutivo (Foto: Divulgação Polícia de Worcester) WORCESTER - Desde ontem o centro de Worcester, em Massachusetts, se transformou em uma Nova York deserta para ser cenário das filmagens da terceira temporada do "The Walking Dead: Dead City’s". De segunda a quarta-feira, algumas ruas estarão fechadas, avisou o Departamento de Polícia da cidade. Na terça-feira, 23, a Main Street vai estar bloqueada entre as ruas Foster e Exchange, de 6 às 19 horas. O estacionamento também ficará restrito neste período na Main Street, na altura das ruas Exchange e Waldo. Presença intensa da Políca de Worcester chama a atenção nas ruas vazias (Foto: Divulgação Polícia de Worcester) Na quarta-feira, as ruas Norwich e Mechanic fecham das 6 às 19 horas. Neste intervalo, a passagem pela Foster Street poderá ser barrada em alguns momentos. O estaciomento fica proibido nas ruas Mechanic, Commercial e Foster. A segunda temporada da série foi gravada em Worcester no ano passado. ** Com Assessorias **

  • Tarifas de Trump atingem agronegócio americano: 'Muitos vão quebrar'

    Agricultores em dificuldade acreditam que Trump pode reverter a situação (Foto: Ilustração) WASHINGTON - Em um dia escaldante no meio-oeste americano, Tim Maxwell expressava seus medos sobre o futuro da produção agropecuária nos Estados Unidos. Ele tem 65 anos e trabalha no campo desde a adolescência. Agora, Maxwell tem uma fazenda de produção de grãos e criação de porcos perto da cidade de Moscow, noEM Iowa. Mas ele tem dúvidas sobre suas perspectivas de futuro. "Estou um pouco preocupado", afirmou Maxwell, que usava um boné com o logotipo de uma empresa de produção de milho. Sua preocupação é que os fazendeiros americanos não consigam vender sua produção para o mercado internacional, como fizeram nos últimos anos. Parte do receio vem da reação mundial às tarifas de importação do presidente Donald Trump. "Nossa produção, nossa safra e o clima estão bons, mas o [interesse dos] nossos mercados, agora, está em baixa", disse ele. "Isso irá causar tensão entre alguns produtores." Maxwell não é o único a temer. Grupos de produtores agrícolas dos Estados Unidos alertam que os agricultores americanos enfrentam dificuldades generalizadas neste ano, principalmente devido às tensões econômicas com a China. Desde abril, os dois países travam uma guerra comercial, que causa grave queda das importações chinesas de produtos agrícolas americanos. O resultado é que os fazendeiros dos Estados Unidos estão sendo prejudicados, segundo os economistas. O número de pedidos de falência por parte dos produtores agrícolas atingiu o nível mais alto dos últimos cinco anos, segundo dados compilados em julho pela agência Bloomberg. Com todas essas dificuldades econômicas, as áreas rurais poderiam muito bem ter se voltado contra Trump. Mas não é o que parece estar acontecendo. Os americanos que vivem na zona rural do país foram um dos grupos de eleitores mais leais ao presidente nas eleições do ano passado. Trump venceu Kamala Harris neste grupo por mais de 40 pontos percentuais, superando suas próprias margens em 2020 e 2016, segundo análise do centro de pesquisa e debates Pew Research Center. Especialistas em pesquisas afirmam que Trump ainda é muito popular no interior do país. Maxwell afirma que continua apoiando Trump, mesmo com suas preocupações financeiras. "Nosso presidente disse que irá levar um tempo para que todas essas tarifas entrem em vigor", diz. "Vou ser paciente. Acredito no nosso presidente." Mas por que tantos agricultores e outros americanos da zona rural continuam apoiando Trump, mesmo com as pressões econômicas causadas, em parte, pelas tarifas de importação, uma das políticas mais emblemáticas do presidente dos Estados Unidos? Agricultores à beira de um 'precipício comercial e financeiro' Se você quiser observar como é a zona rural dos Estados Unidos, a Feira Estadual de Iowa é um bom lugar para começar. A exposição agrícola dura dez dias e atrai mais de um milhão de visitantes. Você pode comer algodão-doce ou salsichas fritas no palito, à venda por US$ 7. Há também uma exposição de tratores antigos e uma competição para eleger o maior javali. Mas, quando a BBC visitou a feira, no mês passado, o tema das conversas era outro: as tarifas. "Muitas pessoas dizem que ele está usando as tarifas apenas como moeda de troca, como blefe", afirma Gil Gullickson, que possui uma fazenda no Estado americano de Dakota do Sul e edita uma revista agrícola. "Mas posso dizer: a história comprova que as tarifas não terminam bem." Em abril, no chamado "dia da libertação", Trump impôs altas tarifas sobre produtos originários da maior parte dos países, incluindo uma tarifa de importação de 145% sobre produtos chineses. Em resposta, a China impôs uma tarifa retaliatória de 125% sobre os produtos americanos. Foi um duro golpe para os produtores agrícolas do meio-oeste americano, às vezes chamado de "cinturão do milho". Muitos deles vendem sua produção para a China. No ano passado, as empresas chinesas compraram US$12,7 bilhões em soja dos EUA, principalmente para alimentar seus animais de criação. A estação da colheita ocorre em setembro e a Associação Americana da Soja (ASA, na sigla em inglês) alertou que os pedidos de soja da China estão muito abaixo do nível esperado para esta época do ano. As tarifas de importação apresentaram enormes flutuações desde sua criação e esta incerteza está criando dificuldades para os produtores agrícolas, segundo o professor de Economia Agrícola Christopher Wolf, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos. "A China simplesmente é tão grande que, quando faz compras, faz diferença — e, quando não faz, também", afirma ele. O custo do fertilizante também disparou, em parte, devido às disputas comerciais com o Canadá, que fizeram com quem aumentasse o custo do hidróxido de potássio, um sal que os agricultores importam do Canadá para uso como fertilizante. O ex-senador democrata Jon Tester, do Estado de Montana, é a terceira geração de uma família de produtores agrícolas. Ele declarou à imprensa americana no início do mês que, "com todas essas tarifas impostas pelo presidente, ele interrompeu nossa cadeia de abastecimento... aumentou o custo de novos equipamentos... e, devido ao comércio e às tarifas, muitos clientes disseram 'vão para o inferno, Estados Unidos'..." "As pessoas que são novas na agricultura, os jovens agricultores que não têm dinheiro guardado para tempos como este, enfrentarão problemas e muitos deles irão quebrar", prossegue Tester. "E, se isso continuar, muitas pessoas como eu, também irão falir." Os agricultores norte-americanos já sofrem normalmente altos níveis de tensão. Eles têm três vezes mais propensão de morrer de suicídio do que a média, segundo um estudo da Associação Nacional para a Saúde Rural, uma organização beneficente que analisou um período antes que Donald Trump assumisse a presidência. Em correspondência enviada à Casa Branca, o presidente da ASA, Caleb Ragland, alertou sobre um ponto fundamental: "Os produtores de soja dos Estados Unidos estão em um precipício comercial e financeiro." Trump: 'Nossos agricultores irão se divertir' Os apoiadores do presidente Trump afirmam que suas tarifas irão ajudar os produtores agrícolas dos Estados Unidos no longo prazo, forçando países como a China a virem à mesa de negociações para firmar novos acordos agrícolas com os Estados Unidos. Eles também indicam outras formas em que o governo atual auxiliou os agricultores. No verão do hemisfério norte, como parte da lei de gastos e impostos de Trump, seu governo ampliou os subsídios federais para os agricultores em US$ 60 bilhões (cerca de R$ 319 bilhões) e impulsionou o financiamento do seguro federal da produção agrícola. No seu discurso anual no Congresso, em março, Trump alertou os produtores agrícolas sobre um "pequeno período de ajuste" após as tarifas. "Nossos agricultores irão se divertir", declarou Trump. "Para os nossos agricultores, divirtam-se muito, amo vocês." O chefe do Departamento de Agricultura do Estado do Texas, Sid Miller, faz parte do grupo que vem elogiando Trump pelo seu "apoio vital". "Finalmente, temos um governo que prioriza os agricultores e pecuaristas", escreveu ele em declaração, no início deste ano. "Eles defendem os agricultores, desafiam a China... e garantem que os produtores americanos recebam tratamento justo." É possível que a estratégia de tarifas de importação do presidente eventualmente funcione, segundo o professor de Economia Agrícola Michael Langemeier, da Universidade Purdue, no Estado americano de Indiana. Mas ele também receia que as incertezas inflijam danos de longo prazo. "O nosso parceiro comercial não sabe ao certo qual será a nossa posição no ano que vem, pois parece que estamos mudando as traves do gol", explica ele. "Isso é um problema." 'As tarifas irão nos tornar grandes novamente' Um velho provérbio da política americana diz que as pessoas "votam com o bolso" e se voltam contra os políticos se parecer que eles estão prejudicando suas finanças. Mas, apesar das pressões financeiras, os americanos da zona rural com quem conversamos apoiam firmemente o presidente Donald Trump. Especialistas afirmam não terem visto nenhuma evidência de mudanças significativas no apoio entre os eleitores rurais desde o ano passado. Uma pesquisa realizada no mês passado pelo Pew Research Center concluiu que 53% dos americanos da zona rural apoiam o trabalho sendo desenvolvido por Trump, muito mais do que os 38% do país como um todo. Mas uma pesquisa do instituto ActiVote, no início deste mês, encontrou um pequeno declínio da aprovação de Trump entre os eleitores rurais, de 59% em agosto para 54%, em setembro.   Os analistas alertam para não dar importância excessiva a estas mudanças, pois o número de eleitores rurais que participam destas pesquisas é muito pequeno. "Os dados que observei indicam que Trump ainda detém forte apoio nas comunidades rurais", afirma o professor de Ciências Políticas Michael Shepherd, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Ele é especializado na política da zona rural. Para alguns produtores que participaram da Feira Estadual de Iowa, a explicação é simples. Eles acreditam no presidente americano, quando ele diz que as tarifas irão ajudá-los no longo prazo. "Acho que as tarifas, eventualmente, irão nos tornar grandes novamente", afirma o criador de gado leiteiro e produtor de queijo de Iowa, John Maxwell. "Estávamos dando muito à China e [antes] pagávamos tarifas quando vendíamos para eles. Vamos ser justos. O que é bom para eles, é bom para nós, também." Alguns podem também manter a esperança de que o presidente irá socorrer os fazendeiros. Durante seu primeiro mandato (2017-2021), Trump concedeu aos agricultores um subsídio de US$ 28 bilhões (cerca de R$ 149 bilhões) em meio a uma disputa tarifária com a China. Atribuição seletiva de culpa? O professor de Política Nicholas Jacobs, do Colby College, no Estado americano do Maine, é o autor do livro The Rural Voter ("O eleitor rural", em tradução livre). Para ele, existe uma razão mais profunda em jogo. "É fácil para alguém de fora perguntar 'por que diabos vocês ainda apoiam esse cara?'", afirma ele. "Mas você precisa entender que, em toda a zona rural americana, a mudança em favor dos republicanos é muito anterior a Donald Trump." Desde os anos 1980, segundo Jacobs, os americanos da zona rural começaram a se sentir alienados e deixados para trás, enquanto as cidades se beneficiavam da globalização e das mudanças tecnológicas. Formou-se então o que ele chama de "identidade rural", baseada em queixas comuns e na oposição aos liberais urbanos. Os republicanos pareciam ser seus líderes naturais, enquanto os democratas, segundo Jacobs, se tornaram "o partido da elite, tecnocratas, pessoas com formação, os urbanos". Alguns participantes da Feira Estadual de Iowa refletiam este sentimento. A pecuarista de leite Joan Maxwell, de Davenport, em Iowa, afirma que sua região é frequentemente considerada "local de passagem". "Não somos considerados de forma muito positiva pela maior parte da imprensa", segundo ela. "Fomos chamados de sem educação, deploráveis." Sua declaração faz referência à descrição feita por Hillary Clinton, que definiu metade dos apoiadores de Trump como "cesto de deploráveis". Maxwell destaca que "muitas vezes, eles nos ignoram para nos ridicularizar". Shepherd acredita que existe também outro fator. Para ele, os Estados Unidos ficaram tão polarizados, com eleitores dos dois lados entrincheirados nos seus campos, que muitos estão dispostos a perdoar muito mais do que fariam anteriormente, desde que seja uma política implementada pelo seu lado do espectro político. Ele chama este fenômeno de "atribuição seletiva de culpa... eles podem realmente estar furiosos com alguns acontecimentos, mas ficam reticentes para culpar Trump por eles". Christopher Wolf tem sua própria visão do "cenário de melhor caso" a partir daqui. "O que espero é que ele [Trump] simplesmente declare vitória ou abandone [as tarifas]." Mas ele alerta que, mesmo se a política for abandonada, os danos aos produtores americanos podem ser de longo prazo, devido à mudança das cadeias de abastecimento. Algumas empresas chinesas, agora, compram soja do Brasil e não dos Estados Unidos. E, segundo ele, elas podem não retornar rapidamente. Muitos analistas consultados pela BBC acreditam que o apoio a Trump na zona rural dos Estados Unidos não é um cheque em branco, apesar do seu apoio atual. Michael Shepherd relembra a Grande Depressão e as tempestades de areia na zona rural, ocorridas nos anos 1930. Os dois eventos forçaram milhões de agricultores a migrar para as cidades americanas, causando um realinhamento duradouro na política. Mas ninguém espera que, desta vez, a situação fique tão grave quanto naquela época. A crise rural dos anos 1980 também presenciou a falência de milhares de fazendas. De volta à Feira Estadual de Iowa, Joan Maxwell deixa muito claro este ponto. "Estamos dando a ele [Trump] a chance se prosseguir com as tarifas, mas é melhor que dê resultado", destaca ele. "Acho que precisamos ver algo, no máximo, em 18 meses." "Entendemos os riscos e é melhor que eles deem frutos." ** Com BBC **

  • Mulher ganha US$ 150 mil em Powerball com ajuda de ChatGPT

    Carrie vai doar todo o prêmio para instituições de caridade (Foto: Divulgação) MIDLOTHIAN - Uma mulher da Virgínia faturou US$ 150 mil após recorrer ao ChatGPT para escolher seus “números da sorte”. Carrie Edwards, de Midlothian, na Virgínia, acertou quatro dos cinco primeiros números mais o Powerball no sorteio de 8 de setembro. Carrie disse que nunca havia jogado online antes e decidiu pedir ajuda ao chatbot para selecionar os números. Ao gastar um dólar extra pelo recurso Power Play (bola extra que permite aumentar os ganhos de um jogador), conseguiu triplicar o valor do prêmio. "Olhei para o meu celular e ele dizia 'por favor, retire seu prêmio da loteria'. Pensei que fosse um golpe. Então, quando fui para casa, entrei na minha conta e vi que havia ganhado US$ 50 mil no sorteio com o multiplicador de 3x”, disse. Com o dinheiro em mãos, Carrie decidiu doar todo o prêmio recebido a três entidades: a Associação para Degeneração Frontotemporal (AFTD), que apoia pesquisas sobre a doença que tirou a vida de seu marido bombeiro; a Shalom Farms, que combate a insegurança alimentar; e a Sociedade de Socorro da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais, que apoia militares e suas famílias. "Essas três organizações representam cura, serviço e comunidade", avaliou. ** Com Agências **

  • Golden Card: Trump cria visto de residência de US$ 1 milhão

    Republicano aposta que terão muitos interessados no Gold Card milionário (Foto: Divulgação) WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, firmou nesta sexta-feira, 19, uma ordem executiva que cria o programa de residência "Gold Card" (Cartão de Ouro) que custará US$ 1 milhão para indivíduos e US$ 2 milhões caso seja patrocinado por uma empresa e o "Platinum Card" (Cartão de Platina) vai custar US$ 5 milhões para estrangeiros temporários no país. "Acredito que vai ser tremendamente bem-sucedido", disse Trump aos jornalistas no Salão Oval, em alusão ao "Gold Card", que faz parte de sua política para incentivar a geração de empregos de qualidade nos EUA. "Mediante um pagamento de US$ 1 milhão ao Tesouro dos Estados Unidos,ou se uma corporação estiver patrocinando, US$ 2 milhões, [esses aspirantes] terão acesso a um trâmite acelerado de visto como parte deste novo programa Cartão de Ouro", disse Will Scharf, assistente de Trump. Já o "Platinum Card" custa ainda mais caro. Após pagar US$ 5 mil, o beneficiário poderá passar "até 270 dias nos EUA sem estarem sujeitos a impostos sobre renda obtida fora do país". Leia também: Trump vai impor taxa de US$100 mil para vistos H-1B No mesmo dia, o republicano anunciou também que as companhias que desejam contratar trabalhadores estrangeiros muito qualificados com o visto H-1B, como no setor de alta tecnologia, deverão desembolsar US$ 100 mil ao invés de US$ 1 mil, como é hoje. ** Com AFP **

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