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  • Sobe para 49 número de mortos por passagem do furacão Melissa no Caribe

    MIAMI - Subiu para 49 o número de mortos por conta da passagem do furacão Melissa por países do Caribe, segundo balanço dos governos locais desta sexta-feira, 31. O fenômeno deixou 30 mortos no Haiti e 19 na Jamaica, além de devastar partes de Cuba. Na quinta enquanto avançava pelo Caribe em direção às Bermudas na quinta-feira (30). As autoridades do Haiti -- que não foi atingido diretamente, mas sofreu dias de chuvas torrenciais causadas pela tempestade de movimento lento -- relataram ao menos 30 mortes e mais 20 desaparecidos. Ao menos 23 pessoas, incluindo 10 crianças, morreram na cidade de Petit-Goâve, no sul do Haiti, quando um rio transbordou. Estradas, casas e plantações também foram danificadas pelas chuvas. A ministra da Informação da Jamaica confirmou pelo menos 19 mortes, mas disse que as equipes de busca e resgate continuam trabalhando. A tempestade deixou centenas de milhares sem energia elétrica, arrancou telhados de prédios e espalhou destroços pelos campos. As Forças Armadas da Jamaica convocaram reservistas para ajudar nas operações de socorro e resgate. Melissa atingiu o sudoeste da Jamaica na terça-feira (28) como um furacão de categoria 5, o mais forte da história a atingir diretamente o país caribenho, e o primeiro grande furacão a fazê-lo desde 1988. A velocidade dos ventos superou com folga o mínimo exigido para a categoria mais alta de furacões. Meteorologistas da AccuWeather disseram que Melissa ficou empatada em segundo lugar entre os furacões mais fortes já registrados no Atlântico, em termos de velocidade do vento, no momento em que atingiu a terra. A empresa estimou entre US$ 48 bilhões e US$ 52 bilhões em danos e perdas econômicas em toda a região oeste do Caribe. Melissa também atingiu o leste de Cuba, onde cerca de 735 mil pessoas foram evacuadas; até quinta-feira, não havia registro de mortes, apesar de grandes danos a casas e plantações. À meia-noite desta sexta (31), Melissa era um furacão de categoria 2, a 264 km a oeste de Bermuda, com ventos máximos sustentados de 161 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA. Os moradores de Bermuda permaneceram calmos, já que a tempestade não passaria muito perto da ilha. As autoridades informaram que fechariam a ponte principal na noite de quinta-feira e suspenderiam as aulas e os serviços de balsa na sexta, “por precaução”. Nas Bahamas, que Melissa atravessou na noite de quarta-feira, os alertas de tempestade foram suspensos, mas ainda não foi dado o “tudo limpo”. Um funcionário disse que as autoridades decidiriam até sábado se seria seguro para os evacuados voltarem para casa. Ajuda humanitária imediata Cientistas afirmam que furacões estão se intensificando mais rapidamente e com maior frequência devido ao aquecimento das águas oceânicas causado pelas emissões de gases de efeito estufa. Muitos líderes caribenhos têm pedido que nações ricas e grandes poluidoras ofereçam reparações na forma de ajuda financeira ou alívio da dívida. Apesar de a ONU ter criado em 2023 um fundo para que países em desenvolvimento tenham acesso rápido a recursos de emergência diante de eventos climáticos extremos, as doações ainda estão muito abaixo do necessário. A AccuWeather afirmou que Melissa foi o terceiro furacão mais intenso já observado no Caribe, além de ser o mais lento, o que ampliou os danos nas áreas atingidas. Equipes de busca e resgate dos EUA estavam a caminho da Jamaica nesta quinta-feira para ajudar nos esforços de recuperação, informaram as autoridades jamaicanas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que os Estados Unidos estavam prontos para oferecer “ajuda humanitária imediata” ao povo de Cuba, um antigo adversário político de Washington. As autoridades cubanas, que enfrentaram o impacto de Melissa como furacão de categoria 3 durante a noite, disseram estar “aguardando esclarecimentos sobre como e de que forma os EUA pretendem oferecer ajuda”. Pelo menos 241 comunidades cubanas permaneciam isoladas e sem comunicação na quarta-feira, após a passagem da tempestade pela província de Santiago, afetando cerca de 140 mil moradores. Os habitantes de Santiago, segunda maior cidade de Cuba, começaram a voltar para reparar suas casas. As autoridades haviam evacuado 735 mil pessoas para abrigos fora da rota do furacão e transferido turistas dos cayos do norte para hotéis no interior. ** Com Reuters **

  • Trump ordena retomada de testes nucleares nos EUA

    WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 29, que determinou a retomada "imediata" dos testes de armas nucleares, sem oferecer mais detalhes. A medida tomada pelo dirigente americano chega após o presidente russo Vladimir Putin revelar nesta quarta que Moscou havia testado com sucesso um drone submarino de propulsão e com capacidade nucleares, desafiando as advertências de Washington. "Por causa dos programas de testes de outros países, instrui o Departamento da Guerra a iniciar testes com nossas armas nucleares em igualdade de condições", publicou Trump na plataforma Truth Social, onde mencionou que os EUA possuem mais armas nucleares do que qualquer outro país e elogiou seus próprios esforços para realizar "uma atualização e renovação completa das armas existentes". O presidente americano acrescentou que "a Rússia está em segundo lugar e a China está muito atrás, mas vai se igualar em cinco anos". Além de anunciar o teste do drone submarino, Putin comemorou no último domingo o teste final bem-sucedido de um míssil de cruzeiro de propulsão nuclear Burevestnik, de "alcance ilimitado" e capaz, segundo ele, de escapar de praticamente todos os sistemas de interceptação. Putin havia revelado em 2018 o desenvolvimento pelo Exército russo de armas ultramodernas, entre elas os mísseis Burevestnik e os drones Poseidon, destinadas, segundo Moscou, a enfrentar as ameaças dos EUA. ** Com AFP **

  • Acordo EUA-China pode ser assinado na próxima semana e inclui compra de 12 milhões de toneladas de soja

    Presidentes dos EUA e da China tiveram reunião positiva, mas países ainda não assinaram acordo WASHINGTON - Horas após o encontro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o líder chinês Xi Jinping, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent afirmou em entrevista à Fox Business Network esperar que a assinatura do acordo entre os dois países aconteça “já na próxima semana”. Ele também anunciou que Pequim concordou em comprar 12 milhões de toneladas de soja ainda neste ano e novos volumes do grão nos próximos anos. " O acordo de Kuala Lumpur foi concluído no meio da noite de ontem, então espero que possamos trocar assinaturas já na próxima semana", disse Bessent à Fox, referindo-se à estrutura de acordo que havia sido esboçada pelas delegações chinesa e americana na Malásia. Ontem, Trump e Xi se reuniram em Busan, na Coreia do Sul e debateram diferentes assuntos tratados nessa estrutura de acordo. Trump saiu da reunião dizendo que os dois líderes haviam chegado a um consenso sobre diversos pontos, incluindo terras-raras, tarifas, fentanil e soja. No caso da soja a China se comprometeu a adquirir um mínimo de 25 milhões de toneladas anuais nos próximos três anos, segundo Bessent, além da quantidade acertada para este ano. O anúncio traz alívio aos agricultores americanos, que aguardavam ansiosamente a retomada das exportações para o país asiático. A China é uma das maiores compradoras de soja dos EUA. Em setembro, em retaliação às medidas protecionistas adotadas pelo governo Trump, Pequim não fez uma encomenda sequer do grão. Após as declarações de Bessent, o cotação da soja em contratos futuros anulpou as perdas iniciais e e passou a subir 1,7%, a US$ 10,9875 por bushel, unidade de medida de usada nos EUA para produtos agrícolas, às 7h13 em Chicago. Trump havia dito mais cedo que a China compraria uma quantidade “tremenda” de soja americana, após a reunião para avançar em um amplo acordo comercial com o líder chinês Xi Jinping. O republicano afirmou que as compras começariam imediatamente, mas não apresentou detalhes adicionais. Alívio a agricultores O acordo abre caminho para a retomada de um comércio que movimentou mais de US$ 12 bilhões no ano passado e é crucial para agricultores dos EUA, que enfrentam pressão financeira prolongada. O compromisso de 12 milhões de toneladas para esta temporada está em linha com as previsões de muitos analistas. A China tem pouca necessidade de volumes adicionais no momento, após acumular estoques robustos com embarques recordes da América do Sul. " O volume representa uma redução considerável do ponto de vista histórico", disse Brian Grete, analista sênior de grãos e pecuária da Commstock. Grete acrescentou que, no longo prazo, compras de 25 milhões de toneladas por ano significariam “basicamente voltar ao normal”, o que pode auxiliar os produtores a projetar a demanda de exportação e organizar seus balanços para os próximos anos. No ano passado, os EUA exportaram cerca de 27 milhões de toneladas para a China, segundo dados do Departamento de Agricultura americano. Ainda assim, o compromisso é inferior ao registrado após a guerra comercial no primeiro mandato de Trump. Depois do chamado acordo da Fase Um, em 2020, os embarques aos chineses saltaram para 34,2 milhões de toneladas na época. Lista de empresas proibidas Durante a entrevista, Bessent acrescentou que ficou acertado com Pequim que os EUA vão suspender, por um ano, a norma que restringe o comércio com subsidiárias de empresas incluídas na lista proibida do governo americano. No fim de setembro, passou a vigorar uma norma nos EUA, segundo a qual subsidiárias controladas - participação igual ou superior a 50% - por empresas presentes naquela lista passariam a ser sujeitas às mesmas barreiras impostas às matrizes sancionadas. Na prática, isso ampliaria o alcance das restrições para cerca de 20 mil empresas, aumentando em 15 vezes o “raio de ação” das limitações ao acesso de companhias chinesas a exportações americanas, segundo análise publicada na segunda-feira pelo pesquisador sênior Martin Chorzempa, do Peterson Institute for International Economics, em Washington. A questão do TikTok Uma das questões que ficaram em aberto após o encontro dos líderes foi o que os dois países acordaram em relação à rede social TikTok. Indagado, Bessent afirmou que a China aprovou o acordo de transferência do TikTok. Os termos idealizados por Trump preveem a criação de uma nova empresa que assumiria o negócio do TikTok nos EUA, controlada majoritariamente por investidores americanos, com a participação da ByteDance reduzida a menos de 20%, conforme exigido por uma lei de segurança nacional. "Finalizamos o acordo do TikTok em termos de obter a aprovação chinesa, e espero que isso avance nas próximas semanas e meses, para que finalmente tenhamos uma resolução", disse Bessent à Fox Business Network sem fornecer mais detalhes. O Ministério do Comércio da China, no entanto, limitou-se a dizer nesta que está comprometido em resolver adequadamente as questões relacionadas ao TikTok, sem mencionar detalhes. **Com Agências **

  • Trump estabelece limite de 7.500 refugiados para admissão nos EUA no ano fiscal de 2026

    Ao assumir o cargo em janeiro, Trump suspendeu todas as admissões de refugiados nos EUA WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu o limite de admissão de refugiados em 7.500 para o ano fiscal de 2026, o menor já registrado, segundo documento da Casa Branca publicado nesta quinta-feira, 30. A medida faz parte de um esforço mais amplo de Trump para reformular as políticas de refugiados nos EUA e no restante do mundo. O ano fiscal de 2026 abarca o período de 1º de outubro de 2025 a 30 de setembro do próximo ano. Em uma declaração anual sobre refugiados datada de 30 de setembro, Trump afirmou que as admissões seriam focadas principalmente em sul-africanos da minoria étnica branca africâner. Ele afirmou que os africâneres enfrentam perseguição com base em sua raça no país de maioria negra -- uma alegação que o governo sul-africano negou. Ao assumir o cargo em janeiro, Trump suspendeu todas as admissões de refugiados nos EUA, afirmando que elas só poderiam ser retomadas se fosse comprovado que atendiam aos melhores interesses do país. Semanas depois, ele lançou uma iniciativa para trazer africâneres, o que gerou críticas de apoiadores de refugiados. Apenas 138 sul-africanos haviam entrado nos EUA até o início de setembro, informou a Reuters na época. Na decisão publicada nesta quinta-feira, Trump afirmou que seu governo consideraria trazer "outras vítimas de discriminação ilegal ou injusta em seus respectivos países". Um documento interno elaborado por funcionários do governo dos EUA em abril sugeriu que a administração também poderia priorizar a entrada de europeus como refugiados, caso fossem alvo de perseguição por expressarem certas opiniões, como oposição à imigração em massa ou apoio a partidos políticos populistas. Europeus e outros grupos não foram mencionados no plano público de refugiados de Trump. Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, altos funcionários do governo Trump estimularam outras nações a se juntarem a uma campanha global para revogar as proteções de asilo, uma mudança importante que buscaria reformular o quadro migratório do pós-Segunda Guerra Mundial. Em uma medida relacionada, a Casa Branca afirmou que transferiria a supervisão dos programas de apoio a refugiados do Departamento de Estado para o Departamento de Saúde e Serviços Humanos. ** Com Reuters **

  • Deputados brasileiros querem criar comissão para visitar prisões do ICE

    Um dos grupos de brasileiros deportados no início do ano sendo acolhidos pelo MDHC BRASÍLIA - Parlamentares sugeriram a criação de uma comissão  pluripartidária para visitar brasileiros presos em centros de detenção imigratórios nos Estados Unidos após o tema ser discutido na Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados em Brasília nesta terça-feira, 28. O deputado Rui Falcão (PT-SP) considera avaliar as condições dos brasileiros deportados. “Essa política migratória alimenta a indústria de deportações, porque cada pessoa presa representa mais lucro para os presídios”, afirmou. Vale destacar que organizações de direitos humanos e parlamentares americanos têm acesso limitado aos presos do ICE, o que coloca em dúvida se a iniciativa de políticos estrangeiros iria funcionar. Em setembro, deputados democratas de Nova York foram presos em protesto contra as ações da agência federal enquanto outros foram impedidos de entrar ou tiveram entrada restrita nos presídios de imigração. Consulados O representante do Itamaraty, Aloysio Mares Dias Gomide Filho, informou que os consulados brasileiros nos Estados Unidos receberam orientação para visitar as prisões onde estão os deportados e cobrar reparações em casos de violações de direitos. “Os consulados atuam com as autoridades locais e contam com apoio da rede de associações de brasileiras e brasileiros no exterior, composta por profissionais, advogados e entidades de direitos humanos”, destacou Gomide Filho, diretor do Departamento de Comunidades Brasileiras e Assuntos Consulares. Entretanto, famílias entrevistadas pela MANCHETE USA em Massachusetts, Flórida e Nova York dizem que os parentes não receberam assistência nem visita dos agentes consulares. "Notifiquei o consulado sobre a prisão do meu filho e avisei que ele estava sem acesso à medicação. Nada foi feito. Eles jogam a responsabilidade de uma representação para a outra porque os imigrantes são transferidos para unidades do ICE em Estados diferentes", contou um pai que não quis se identificar. Gomide Filho acrescentou que os consulados estão agilizando a emissão de documentos de viagem para reduzir o tempo de detenção. Compromisso do governo Durante os depoimentos na Câmara, representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) reafirmaram que a prioridade do governo em assegurar acolhimento humanizado aos deportados dos EUA. Em janeiro, o primeiro grupo de brasileiros deportados relatou condições degradantes durante o voo de repatriação, como o uso de algemas e correntes e longa espera em aeronaves sem ventilação adequada. O governo brasileiro considerou o episódio uma violação de direitos humanos e um desrespeito a acordos bilaterais. Segundo Ana Maria Gomes Raietparvar, do MDHC, 2.230 brasileiros deportados já foram acolhidos até o momento – 83% homens e 17% mulheres. Ela explica que predominância masculina "deve-se à estratégia do governo norte-americano de deportar pais de família, com a expectativa de que o restante do grupo retorne voluntariamente". “São histórias muito comuns de famílias separadas pela deportação, com pessoas em tratamento de saúde nos Estados Unidos, sem que isso seja levado em conta pelos agentes imigratórios”, relatou Ana, que chefia o setor de promoção dos direitos de migrantes, refugiados e apátridas. Segundo Ana, 40% dos deportados cursaram o ensino médio e 9% têm ensino superior completo. “Nos Estados Unidos, 79% relataram trabalhar oito horas por dia ou mais, geralmente em empregos precarizados”, afirmou. A maioria dos repatriados tem entre 18 e 29 anos, faixa etária em que se concentram os casos mais graves de abalo emocional e saúde mental. O atendimento é realizado pelo programa "Aqui é Brasil", que "acompanha os deportados desde a chegada ao aeroporto até a reintegração social". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Estados processam governo Trump por corte de ajuda alimentar

    42 milhões de pessoas devem ficar sem auxílio-alimentação a partir de novembro NOVA YORK - Vinte e cinco Estados entraram na Justiça contra a administração de Donald Trump para impedir o corte no programa de combate à fome mais extenso dos Estados Unidos. Com a paralisação do governo americano entrando em sua quarta semana, cerca de 42 milhões de americanos, aproximadamente uma em cada dez pessoas no país, enfrentam a possibilidade de perder o acesso ao auxílio-alimentação no próximo mês. O Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP, na sigla em inglês), comumente referido como food stamps deve ficar sem dinheiro em 1º de novembro, de acordo com a Secretária de Agricultura Brooke Rollins, que alertou que “milhões e milhões de famílias vulneráveis” podem passar fome em breve. A administração Trump e os democratas trocaram acusações no Congresso, e, no fogo cruzado, estão as famílias mais vulneráveis do país. O fundo de contingência de emergência do SNAP atualmente detém cerca de US$ 6 bilhões, mas o programa precisa de US$ 8,1 bilhões para cobrir os benefícios de novembro. Sem novo financiamento, o USDA diz que terá que suspender todos os pagamentos inteiramente. Dezessete Estados já pararam de aceitar novas inscrições. Os vinte e cinco Estados - entre eles Massacusetts, Nova York e Pensilvância - que integram a ação contra o governo anunciaram na semana que os pagamentos do SNAP de novembro podem não ser emitidos, criando ansiedade entre as famílias de baixa renda que dependem de seus depósitos mensais para alimentação. Outros programas de segurança social, como o WIC, um provedor chave de alimentos para mulheres grávidas e bebês, evitaram por pouco o colapso no início do mês, mas foram redirecionados US$ 300 milhões em receita de tarifas. O SNAP apoia seis vezes mais pessoas. Uma vez que a crise de financiamento seja resolvida, o SNAP, que apoia seis vezes mais pessoas que o WIC, virá com novas restrições. Adultos entre 18 e 64 anos sem crianças pequenas devem trabalhar, ser voluntários ou participar de pelo menos 20 horas de programas de educação ou treinamento por semana ou arriscam perder os benefícios após três meses. As novas regras também encerram as isenções para veteranos. O que é o SNAP, o maior programa de combate à fome dos EUA O SNAP existe desde 1961 e há muito tempo é um dos programas de combate à pobreza mais eficientes e eficazes na América, com quase metade de todos os beneficiários menores de 18 anos, e mais de 70% dos benefícios vão para famílias com idosos ou pessoas com deficiência. ** Com Agências **

  • Popularidade de Trump cai e parte dos americanos desaprova custo de vida, aponta pesquisa

    Aprovação de Trump caiu 2 pontos percentuais em relação à última pesquisa WASHINGTON - A taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu nos últimos dias, igualando o nível mais baixo de seu mandato, e mais americanos desaprovam sua forma de lidar com o custo de vida, segundo uma nova pesquisa Reuters/Ipsos. O levantamento, realizado ao longo de três dias e concluído no domingo (26), mostrou que 40% dos americanos aprovam o desempenho do líder republicano, em comparação com 42% em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 15 e 20 de outubro. A popularidade de Trump tem se mantido dentro de um ou dois pontos percentuais do nível atual em todas as pesquisas Reuters/Ipsos desde meados de maio. A parcela de pessoas que dizem desaprovar seu desempenho aumentou, de 52% em uma pesquisa de 16 a 18 de maio para 57% na mais recente. O presidente venceu a eleição do ano passado com promessas de combater o aumento da inflação que prejudicou seu antecessor, o democrata Joe Biden. No entanto, os americanos avaliam Trump muito mal quanto à forma como tem administrado os custos que pesam sobre os lares dos EUA — o dobro de pessoas desaprova sua gestão do custo de vida em relação às que a aprovam. O ritmo da inflação aumentou desde que Trump assumiu o cargo em janeiro, mesmo com o enfraquecimento do mercado de trabalho, o que levou o banco central do país a reduzir as taxas de juros. Reação pública ao "shutdown" Os resultados da pesquisa sugerem que muitos americanos têm apenas preocupações moderadas com a paralisação do parcial do governo (“shutdown”), a segunda mais longo da história dos Estados Unidos, que deixou milhares de funcionários federais temporariamente afastados. Cerca de 29% disseram que não se importavam ou ficaram satisfeitos com o teve pouco ou nenhum impacto em suas vidas. Embora os republicanos de Trump controlem a maioria em ambas as Casas do Congresso, os democratas têm bloqueado projetos de lei de gastos no Senado dos EUA, prometendo manter sua posição até que os republicanos concordem em prorrogar os subsídios de seguro de saúde que expiram no final do ano. A posição do Partido Democrata parece contar com apoio significativo: 73% dos americanos entrevistados querem que os subsídios continuem, apesar dos argumentos de que isso aumentará o déficit orçamentário federal — número praticamente inalterado em relação a uma pesquisa realizada no início do mês. A pesquisa, conduzida on-line, entrevistou 1.018 eleitores americanos em todo o país, com margem de erro de 3 pontos percentuais para as opiniões do público em geral e 6 pontos percentuais para as opiniões de republicanos e democratas. ** Com Reuters **

  • Senado dos EUA aprova medida que bloqueia tarifas de Trump para o Brasil

    Cinco republicanos votaram com os democratas para colocar fim ao tarifaço contra produtos brasileiros WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos votou por 52 a 48 para aprovar uma medida que bloqueia as tarifas do presidente Donald Trump sobre o Brasil, com um punhado de republicanos se aliando aos democratas na reprovação de uma peça central da agenda econômica da Casa Branca. Cinco senadores republicanos votaram a favor da resolução: Lisa Murkowski, do Alasca; Susan Collins, do Maine; Rand Paul e Mitch McConnell, do Kentucky; e Thom Tillis, da Carolina do Norte. Todos os democratas votaram a favor. A resolução sobre o Brasil agora segue para a Câmara, onde os líderes republicanos endureceram as regras processuais para bloquear as votações em plenário sobre contestações tarifárias até março do ano que vem A medida, liderada pelo senador Tim Kaine, do Partido Democrata, encerraria a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros por Trump sob uma lei de poderes emergenciais. Ainda esta semana, espera-se que o Senado considere medidas semelhantes para bloquear as tarifas de 35% de Trump sobre produtos canadenses e suas tarifas de 10% a 50% sobre importações de outros países. A votação ocorreu após um tenso almoço a portas fechadas na tarde de terça-feira, 28, no qual o vice-presidente JD Vance enfrentou resistência de senadores republicanos em relação às novas propostas que o governo vem considerando para quadruplicar as importações de carne bovina argentina. Vance havia comparecido para pedir união em relação ao comércio e manter os senadores alinhados antes da votação sobre as tarifas, mas, em vez disso, enfrentou uma enxurrada de reclamações de legisladores de estados agrícolas que disseram que o plano já estava causando preocupação entre os produtores de gado em seus distritos. Muitos republicanos expressaram reservas sobre as tarifas de Trump, e a Suprema Corte deve ouvir em breve os argumentos sobre se Trump extrapolou seus poderes ao impor tarifas para o mundo todo. Paul, um dos coautores da medida sobre o Brasil, disse que Trump estava invadindo o poder do Congresso sobre a tributação ao reivindicar o "direito unilateral de cobrar impostos de importação" e afirmou que as tarifas do presidente estavam se baseando em uma "emergência fabricada". Em declarações à imprensa sobre seus colegas republicanos, ele disse: "É uma meta muito difícil de alcançar até que eles votem contra o presidente". ** Com AE **

  • Furacão Melissa chega em Cuba após deixar rastro de destruição na Jamaica

    Autoridades jamaicanas não têm dados oficial sobre vítimas do Melissa MIAMI - O furacão Melissa enfraqueceu para a categoria 3 pouco antes de atingir, nesta quarta-feira, 29, a costa leste de Cuba após deixar um lastro de destruição ao passar pela Jamaica na categoria 5 como a maior tempestade da história. De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), o fenômeno se aproxima da província de Santiago de Cuba com ventos máximos sustentados de cerca de 205 km/h e rajadas ainda mais fortes. O Melissa deve manter a intensidade ao se deslocar por Cuba, pelas Bahamas e nas proximidades de Bermudas, indicou o último boletim. A passagem prolongada por terra enfraqueceu parte da força da tempestade, que foi rebaixado para categoria 4 quando começou a se afastar da costa norte da Jamaica, ainda na tarde de terça-feira. Antes de se enfraquecer, Melissa provocou dez mortes: três na Jamaica, três no Haiti, três no Panamá e uma na República Dominicana. A extensão dos danos na Jamaica ainda não é conhecida, já que muitas áreas permanecem isoladas. O ministro Desmond McKenzie afirmou que a paróquia de St. Elizabeth está "submersa" e que o governo ainda não tem dados oficiais sobre mortes relacionadas à tempestade. Mais de 500 mil pessoas, cerca de um sexto da população, ficaram sem energia elétrica, e 15 mil buscavam abrigo em centros de emergência, segundo autoridades jamaicanas. ** Com Agências **

  • Imprensa internacional repercute operação policial no Rio: 'Pior dia de violência'

    Civis e policiais morreram na operação contra o tráfico em duas comunidades do Rio de Janeiro NOVA YORK - Vários veículos da imprensa internacional destacaram a megaoperação das Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro contra a facção Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, que matou pelo menos 64 pessoas, incluindo quatro policiais. O jornal britânico The Guardian disse que se trata do "pior dia de violência da história do Rio". "A operação policial realizada antes do amanhecer [de terça-feira (28/10)] — a mais sangrenta da história do Rio — desencadeou intensos tiroteios dentro e ao redor das favelas do Alemão e da Penha, que abrigam cerca de 300 mil pessoas", afirmou o jornal. O Guardian também afirmou que pela primeira vez o Comando Vermelho teria usado drones armados para lançar explosivos contra equipes das forças especiais. E destacou que o número de armas apreendidas sinaliza que o grupo está fortemente armado. "Mais de 80 pessoas foram presas e pelo menos 93 fuzis automáticos foram apreendidos. As armas são um sinal do poderoso arsenal que os traficantes de drogas do Rio acumularam desde que começaram a dominar as favelas no final da década de 1980", afirma a reportagem. O jornal britânico Financial Times também destacou a operação "mais letal da história da cidade" em uma reportagem. "A operação nos complexos de favelas do Alemão e da Penha, na zona norte da cidade, evidencia o crescente problema do crime organizado no Brasil e em toda a região", afirma o texto. "A ação ocorreu dias antes de o Rio de Janeiro sediar eventos relacionados à COP30, a cúpula climática que acontecerá no porto amazônico de Belém no próximo mês." O jornal também destacou que "o aumento do consumo de cocaína na Europa e nos EUA impulsionou a expansão dos cartéis de narcotráfico sul-americanos, cujas conexões transnacionais alarmaram as autoridades". A reportagem também lembra que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, priorizou o combate ao fluxo de narcóticos da América Latina, com ataques a barcos no litoral do continente. "Autoridades do governo Trump informaram seus homólogos brasileiros no início deste ano que Washington estava considerando designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) de São Paulo como organizações terroristas", diz o Financial Times. O jornal americano The New York Times destacou a declaração do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, de que a operação foi contra "narcoterroristas". "A declaração do governador ecoou um termo que se tornou central na campanha contínua do presidente Trump contra o narcotráfico na América Latina", diz a reportagem do New York Times. "No Brasil, isso foi visto por alguns como uma tentativa de Castro, um aliado de extrema-direita do ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de obter vantagens políticas com a questão do crime organizado, um importante tema de debate entre os conservadores." O jornal também lembrou que EUA e Brasil estão em um processo de negociação do tarifaço imposto pelo governo Trump, e que essas conversas são lideradas pelo secretário de Estado, Marco Rubio — a mesma autoridade americana encarregada de lidar com as operações contra traficantes na América Latina. O New York Times também destacou os amplos efeitos da operação no cotidiano da cidade. "A violência de terça-feira se espalhou para outras áreas da periferia operária do Rio; membros de gangues retaliaram usando ônibus para bloquear ruas. Universidades cancelaram aulas, empresas de ônibus retiraram suas frotas e importantes vias, incluindo uma que leva ao aeroporto internacional da cidade, foram fechadas", noticiou. O jornal espanhol El País destacou que a violência foi grande até mesmo para uma cidade que já está "acostumada à violência". "O Rio de Janeiro, destino turístico, antiga capital e lar de seis milhões de pessoas, é simultaneamente uma cidade de grande desigualdade e acostumada à violência, mas os níveis de força empregados na terça-feira foram extraordinários até mesmo para os moradores locais", escreveu o jornal espanhol. "O enorme contingente policial foi recebido com intenso tiroteio por membros do Comando Vermelho, que chegaram a lançar granadas de drones contra os policiais." O jornal afirma que "o derramamento de sangue no Rio ocorreu justamente quando o Brasil se prepara para sediar a COP30, a cúpula global sobre mudanças climáticas, que começa na próxima semana em Belém, na Amazônia, a mais de 3 mil quilômetros de distância". O El País também afirma em sua reportagem que "a polícia brasileira é considerada uma das mais letais do mundo". "Cerca de 10% das mortes violentas são atribuídas a policiais. A polícia do Rio, tanto municipal quanto estadual, destaca-se nacionalmente há anos por seu alto índice de mortalidade. O uso crescente de câmeras corporais tem contribuído para a redução de mortes em confrontos armados com criminosos", afirma a reportagem. ** Com BBC **

  • Governo Trump deporta 500 mil imigrantes

    Saldo é bem inferior ao estipulado pela administração republicana WASHINGTON - O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) anunciou nesta segunda-feira, 27, que deportou mais de meio milhão de imigrantes sem documentação desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump, em janeiro. Os dados incluem deportações realizadas por diversas agências, abrangendo também pessoas que foram barradas na fronteira ou em portos de entrada e que nunca chegaram a residir nos Estados Unidos. Internamente, autoridades do governo continuam frustradas com o ritmo das prisões e deportações de imigrantes, que ficam aquém da meta imposta pela Casa Branca de um milhão de deportações por ano. “Diante de um número histórico de liminares emitidas por juízes ativistas e de ameaças às forças de segurança, o DHS, o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) e a CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA) não apenas fecharam a fronteira, mas alcançaram avanços históricos para cumprir a promessa do presidente Trump de prender e deportar estrangeiros ilegais que invadiram nosso país”, disse a porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, em comunicado. O DHS também tem destacado repetidamente seus esforços para incentivar pessoas a deixarem o país voluntariamente — veiculando campanhas publicitárias multimilionárias e oferecendo incentivos financeiros. ** Com Agências **

  • Controladores de voo dos EUA buscam empregos secundários em meio a ‘shutdown’

    Falta de pessoal nos aeroportos causa atrasos e cancelamentos de voos WASHINGTON - A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) está com cerca de 3,5 mil controladores de tráfego aéreo abaixo dos níveis de pessoal desejados, com muitos já cumprindo horas extras obrigatórias e semanas de seis dias mesmo antes da paralisação. A escassez de pessoal durante a paralisação do governo, que já dura 28 dias, tem repetidamente prejudicado a indústria da aviação, com quase 7 mil voos atrasados na segunda-feira e 8,8 mil no domingo. Cerca de 13 mil controladores de tráfego aéreo e 50 mil agentes da Administração de Segurança de Transportes (TSA) precisam trabalhar sem pagamento após um impasse orçamentário entre republicanos e democratas no Congresso, que provocou a paralisação. O secretário de Transportes, Sean Duffy, afirmou que os controladores estão conseguindo empregos como entregadores ou motoristas de Uber para conseguir se manter financeiramente. Daniels disse que a falta de pagamento é uma distração perigosa e que “a cada dia que essa paralisação se arrasta, o sistema se torna menos seguro.” Em 2019, durante uma paralisação de 35 dias, durante o primeiro mandato de Donald Trump, o número de ausências de controladores e agentes da TSA aumentou à medida que os trabalhadores não recebiam salários, estendendo os tempos de espera em alguns pontos de verificação dos aeroportos. As autoridades foram obrigadas a reduzir o tráfego aéreo em Nova York e Washington. ** Com Reuters **

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