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- Faxineira é morta com tiro na cabeça após entrar por engano em casa nos EUA
Maria tentava abrir a porta com uma chave quando foi baleada na cabeça WHITESTOWN - A guatemalteca Maria Florida Rios Peres foi morta ao chegar no endereço errado para fazer uma faxina na quarta-feira, 5, em Whitestown, Indiana. A mulher de 32 anos teria tentando abrir a porta do local usando as chaves que carregava consigo quando foi atingida na cabeça por um tiro. Ela caiu nos braços do marido que também era funcionário da companhia de limpeza. O proprietário da casa teria disparado contra ela, acreditando ser um assalto, diz o Boletim de Ocorrência. A Polícia de Whitestown informou que recebeu nas primeiras horas do dia uma chamada de emergência relatando uma possível invasão residencial, foram até o local e encontraram Maria morta. Policiais constataram que o casal era de uma equipe de limpeza e havia ido ao endereço errado. "As investigações até o momento não indicam que tenha ocorrido uma invasão domiciliar. Queremos tranquilizar a comunidade de que este parece ser um incidente isolado", informou a corporação nas redes sociais. A polícia afirmou que está investigando todas as pessoas envolvidas e coletando evidências para compreender o que aconteceu. "Estamos comprometidos em conduzir uma investigação completa e imparcial", acrescentou. Ninguém foi indiciado até o momento. O irmão da vítima chamou o incidente de "injusto". "Ela só estava tentando trazer o pão de cada dia para sustentar Ela não estava fazendo ameaça, não tinha nada nas mãos, apenas aquelas chaves. Ele não deveria ter tirado a vida dela", falou Rudy Rios à NBC. Maria deixa quatro filhos, de idades entre um e 17 anos. ** Com Agências **
- Várias pessoas adoecem após abrirem pacote 'suspeito' em base aérea dos EUA usada por Trump
Base é frequentemente usada para voos presidenciais WASHINGTON - Várias pessoas adoeceram na quinta-feira, 6, após a entrega de um pacote suspeito em uma base militar perto de Washington D.C., nos Estados Unidos, utilizada pelo presidente Donald Trump em voos oficiais. A Base Aérea de Andrews confirmou em um comunicado que partes da instalação em Maryland foram evacuadas após a abertura do pacote "suspeito". A base é usada regularmente como base para voos presidenciais. Como medida de precaução, duas áreas da base foram evacuadas, segundo a rede americana "CNN", que cita o comunicado. Segundo o veículo, o pacote continha um pó branco "desconhecido" e "propaganda política", com base no relato de duas fontes não identificadas. A Base Aérea de Andrews afirmou que, após descartar inicialmente uma ameaça imediata, encaminhou o caso ao Gabinete de Investigações Especiais. Autoridades americanas estão investigando a substância do pacote e as circunstâncias de seu envio. Segundo o site americano "Axios", um porta-voz militar afirmou em um comunicado que "várias pessoas se sentiram mal" depois que o pacote foi aberto. Elas foram atendidas e liberadas. Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, qual era a substância que estava no pacote nem possíveis responsáveis pelo envio. A base fica a uma curta distância da capital dos EUA e é frequentemente usada para voos de autoridades governamentais de alto escalão. O último pouso do presidente Trump na base aconteceu na quarta-feira, em um voo do Air Force One procedente da Flórida, onde participou de um fórum empresarial. ** Com AFP **
- Crítica do papa Leão a Trump encoraja católicos dos EUA a ajudar imigranteshttps://www.terra.com.br/noticias/mundo/critica-do-papa-leao-a-trump-encoraja-catolicos-dos-eua-a-ajudar-imigrantes,2392cbe
Papa Leão 14 subiu o tom contra políticas anti-imigrantes de Trump (Foto: Arquivo) CIDADE DO VATICANO - As recentes críticas do papa Leão 14 às políticas anti-imigração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estão encorajando os esforços católicos para ajudar os imigrantes apanhados na repressão do governo, segundo líderes seniores da Igreja no país. Depois que Leão pediu na terça-feira uma "reflexão profunda" nos EUA sobre o tratamento dado pelo governo aos imigrantes, vários bispos importantes, bem como a principal rede de freiras católicas do país e sua federação nacional de caridade, disseram que intensificariam seu trabalho. "Os comentários do papa Leão reforçam a determinação daqueles de nós nos Estados Unidos que permanecem profundamente comprometidos em acolher o estrangeiro", disse Kerry Alys Robinson, presidente da Catholic Charities USA, uma federação nacional de 168 agências de caridade católicas. Leão, o primeiro papa dos EUA, tem aumentado sua desaprovação em relação ao tratamento dado pelo governo Trump aos imigrantes. "Há uma profunda reflexão que precisa ser feita em termos do que está acontecendo", disse o pontífice na terça-feira, quando perguntado sobre a condição dos imigrantes detidos em uma instalação federal em Broadview, Illinois, perto de Chicago. "Sei o quanto significa para os detentos e suas famílias o fato de o papa Leão estar prestando muita atenção ao sofrimento dos imigrantes e de suas famílias aqui", declarou o cardeal Blase Cupich, de Chicago, à Reuters. Cupich, que lidera uma arquidiocese com cerca de 2 milhões de católicos, disse que os ensinamentos da Igreja sobre ajudar os imigrantes não podem ser desconsiderados. "Esse não é um valor abstrato que as pessoas que se dizem cristãs podem facilmente ignorar", afirmou o cardeal. "Não, esse é o tipo de imperativo moral que é testado no aqui e agora." O Departamento de Segurança Interna dos EUA, que supervisiona as instalações do Departamento de Imigração e Alfândega em Broadview, disse em um comunicado na quarta-feira que os detentos são mantidos em condições humanas e recebem três refeições por dia. A porta-voz da Casa Branca Abigail Jackson afirmou que o presidente Trump foi eleito com base em compromissos com os eleitores norte-americanos que incluíam a deportação de "estrangeiros ilegais criminosos". "Ele está cumprindo sua promessa ao povo norte-americano", disse Jackson. ** Com Reuters **
- Agentes do ICE invadem creche e centro de idosos em Chicago
Agentes do ICE entraram na creche e prenderam professora de forma truculenta na frente das crianças CHICAGO - Agentes do ICE invadiram uma creche de em um bairro residencial na zona norte de Chicago, em Illinois, e levaram uma professora, deixando em pânico os administradores da escola e os pais dos alunos. Imagens obtidas pela WGN-TV local mostraram dois homens, um deles usando uma balaclava, arrastando uma mulher para fora da creche de imersão espanhola, Rayito de Sol, enquanto ela gritava. Os homens usavam coletes que diziam "Police", mas nenhuma outra marca de agência era visível. A mulher, que foi identificada em um grupo de trocas de mensagem de pais como Diana Santillana, que pode ser ouvida dizendo em espanhol: "Eu tenho documentos". Os agentes agarraram a uma professora colombiana na frente das crianças, observou em comunicado o deputado democrata, Mike Quigley. Pais chocados, que disseram terem recebido da escola a informação de que todos os professores estavam legalmente autorizados a trabalhar, ficaram no estacionamento do Rayito de Sol após a batida da imigração. "As crianças estavam chorando, os pais estavam chorando", disse Tara Goodarzi, uma advogada que estava deixando seu filho de 3 anos na Rayito de Sol quando três agentes entraram no prédio. "Essa é uma cena que não vamos esquecer", completou . Laura Tober, mãe de uma criança da turma de Santillana, descreveu-a como gentil e atenciosa. "Na segunda-feira, minha filha andou pela primeira vez para ela e ela mal podia esperar para me contar", relatou. No X, a porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, disse que os agentes do ICE perseguiram uma mulher colombiana e um homem na área de entrada da creche depois que eles fugiram de uma "blitz de trânsito direcionada". O carro está registrado em nome de Diana Patricia Santillana Galeano. “As autoridades perseguiram o veículo antes que o agressor acelerasse em direção a uma praça de compras, onde ele e a passageira fugiram do veículo. Eles correram para um centro de cuidados infantis e tentaram se trancar dentro do local — colocando os filhos em risco de forma imprudente.” Em nota, o DHS afrma que Diana entrou ilegalmente no país pela fronteira sul em 2023 e ter uma autorização de trabalho confere status legal para estar nos EUA. ** Com Reuters **
- Trump anuncia acordo para reduzir preço de medicamentos contra obesidade
Trump está usando tarifaço para negociar preços dos remédios WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 6, acordos com os gigantes farmacêuticos Eli Lilly e Novo Nordisk para reduzir os preços dos medicamentos mais populares para perda de peso, em troca de vantagens tarifárias e outros benefícios. Ambas as empresas "concordaram em oferecer seu medicamento para perda de peso GLP-1 mais popular com descontos drásticos", disse Trump a jornalistas na Casa Branca. "É uma vitória para os pacientes americanos que salvará vidas e melhorará a saúde de milhões e milhões de cidadãos", declarou. Entre a nova geração de medicamentos supressores de apetite que utilizam a molécula GLP-1 estão marcas muito conhecidas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. O preço do tratamento com esses medicamentos nos Estados Unidos pode facilmente ultrapassar US$ 1 mil por mês. O acordo promovido pela Casa Branca reduzirá o custo das doses orais iniciais de GLP-1 para cerca de US$ 150 mensais para certos grupos de pessoas. Esse preço se aplicará àqueles que participam do Medicare, o programa de saúde para aposentados, do programa de assistência social Medicaid, ou por meio do site TrumpRx, uma plataforma recém-lançada para consumidores, acrescentou o funcionário. Trump fez dos esforços para reduzir o preço dos medicamentos um dos pilares centrais de seu segundo mandato. Meses atrás, ele enviou cartas a 17 fabricantes de medicamentos pedindo que reduzissem os preços ou enfrentassem sanções ? uma medida destinada a aliviar os americanos dos altos custos dos medicamentos em comparação com outras partes do mundo. A partir de meados do próximo ano, a cobertura do Medicare e do Medicaid para os medicamentos injetáveis de perda de peso começará em 245 dólares (R$ 1.300) para aqueles que cumprirem os critérios médicos. Em contrapartida, as empresas obterão tratamento favorável em questões tarifárias e acesso a beneficiários que, de outra forma, não seriam cobertos pelo Medicare para problemas de obesidade. Trump também convidou as empresas farmacêuticas a investir nos Estados Unidos ou enfrentar tarifas de até 100% sobre seus principais medicamentos. Em outubro, ele apresentou outros acordos históricos com a Pfizer e a AstraZeneca para reduzir o custo dos medicamentos em troca de alívio tarifário. Seu governo concedeu um período de carência de três anos nas tarifas previstas para ambas as empresas. ** Com AFP **
- EUA ordenam corte de 10% dos voos nos principais aeroportos do país devido à paralisação do governo
Reduções drásticas devem acontecer na próximas 36 horas WASHINGTON - O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, disse na quarta-feira, 5, que ordenará um corte de 10% nos voos em 40 grandes aeroportos do país, citando preocupações com a segurança do controle de tráfego aéreo, no dia em que a paralisação do governo atingiu o recorde de 36 dias. O plano drástico fez com que as companhias aéreas se apressassem para fazer reduções significativas nos voos em apenas 36 horas e os passageiros inundaram as centrais de atendimento ao cliente das companhias aéreas com preocupações sobre as viagens aéreas nos próximos dias. Duffy disse que os cortes podem ser revertidos se os democratas concordassem em reabrir o governo. A paralisação, a mais longa da história dos EUA, forçou 13.000 controladores de tráfego aéreo e 50 mil agentes da Administração de Segurança dos Transportes (TSA) a trabalhar sem remuneração. O governo Trump tem procurado aumentar a pressão sobre os democratas para que encerrem a paralisação e tem levantado cada vez mais o espectro de interrupções drásticas na aviação para forçá-los a votar a favor da reabertura do governo. Os democratas afirmam que os republicanos são os culpados por se recusarem a negociar sobre os principais subsídios para a saúde. ** Com Reuters **
- Paralisação do governo dos EUA atinge recorde de duração nesta quarta
Governo americano está paralisado há 36 dias e coloca serviços essencias em risco WASHINGTON - A paralisação do governo dos Estados Unidos atinge, nesta quarta-feira, 5, recorde de duração, diante da falta de acordo entre republicanos e democratas sobre o orçamento nacional. O ‘shutdown‘ entra no 36º dia e supera a marca de 2019, durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump. Nas últimas seis semanas, a paralisação orçamentária deixou cerca de 1,4 milhão de funcionários públicos sem receber seu salário. Aqueles que exercem funções “essenciais”, como controladores de tráfego aéreo ou forças de segurança, foram obrigados a continuar trabalhando sem pagamento. Nos aeroportos, a situação se torna cada vez mais crítica. O secretário de Transporte, Sean Duffy, alertou que poderia ser obrigado a fechar parcialmente o espaço aéreo por falta de funcionários. Os programas de assistência social também foram gravemente afetados. Trump afirmou nesta terça-feira que a ajuda alimentar da qual dependem milhões de americanos será distribuída somente depois que o governo reabrir, embora sua administração tenha indicado, um dia antes, que seriam concedidos benefícios parciais após uma decisão judicial. Exigências O governo está parcialmente paralisado desde que o Congresso não conseguiu aprovar um projeto de lei para manter o financiamento dos departamentos e agências federais após 1º de outubro, quando começou o novo ano fiscal. Os republicanos, que contam com maiorias muito estreitas em ambas as câmaras, queriam, em 30 de setembro, que cinco senadores democratas apoiassem sua resolução legislativa para manter os fundos até o final de novembro e, nesse período, discutir os temas orçamentários de fundo. Mas a oposição, que observa com preocupação como Trump utiliza todo o poder ao seu alcance para impor sua agenda, mantém-se unida. A exigência dos democratas é que todo o tema da reforma sanitária republicana seja interrompido imediatamente e discutido novamente, desde o zero — o que significaria desmantelar boa parte da gigantesca lei que Trump conseguiu aprovar há menos de seis meses. Moderados dão sinais de negociação Embora os líderes de ambos os lados tenham demonstrado pouco interesse em chegar a um compromisso, houve sinais de negociação entre os moderados. Um grupo bipartidário de quatro membros centristas da Câmara dos Representantes apresentou na segunda-feira uma proposta de compromisso para reduzir os custos do seguro de saúde. Os democratas acreditam que os milhões de americanos que veem os custos dispararem ao se inscreverem em programas de seguro médico para o próximo ano pressionarão os republicanos a buscar um acordo. Mas Trump continua firme em sua recusa a negociar, afirmando, em uma entrevista transmitida pela CBS News no domingo, que não se deixaria “extorquir”. Na terça-feira, o presidente pediu explicitamente aos republicanos que usem a “arma nuclear” legislativa: eliminar a barreira mínima de 60 votos no Senado para contornar a oposição democrata. “Acabem com o obstrucionismo agora, ponham fim a este ridículo fechamento e, mais importante, aprovem todas as maravilhosas políticas republicanas com as quais sonhamos durante anos, mas que nunca conseguimos concretizar”, disparou Trump em uma publicação nas redes sociais. Acabar com o obstrucionismo é uma arma de dois gumes: o limite de 60 votos no Senado foi estabelecido justamente pelos democratas em 2013 para impedir o obstrucionismo dos republicanos. Se o Congresso voltasse a eliminá-lo, os democratas poderiam ser tentados, no futuro, a usá-lo, por exemplo, para tentar fazer com que Porto Rico ou Washington adquiram o status de estado da União. A ideia de Trump foi recebida com reservas pelos líderes do partido. “Não temos os votos”, disse o republicano John Thune, líder da maioria no Senado, a jornalistas na segunda-feira. ** Com AFP **
- ICE prende nove trabalhadores em lava-jato de Boston
Gerente diz que 22 agentes mascarados não deram tempo para trabalhadores mostrarem documentos WASHINGTON - No dia em que Boston reelegeu a prefeita pró-imigrante, Michelle Wu, o ICE prendeu pelo menos nove imigrantes com autorização de trabalho nos Estados Unidos em um lava-jato de Allston, subúrbio da capital de Massachusetts. Segundo o gerente da Allston Car Walsh, Jose Barrera, cerca de 22 agentes federais chegaram mascarados na manhã de terça-feira, 4, e algemaram os funcionários antes que eles tivessem tempo de pegar a documentação para provar que estão regulares no país. Apenas dois conseguiram ser liberados. "Eles chegaram de uma forma muito intimidadora e os trabalhadores não tiveram chance de mostrar os documentos", afirmou Barrera que destaca a falta de fluencia em inglês dos imigrantes para se comunicar com os agentes do ICE. Ainda não há informações disponíveis sobre os detidos na lava-jato da Cambridge Street. O ICE não respondeu ao pedido de comentário da Manchete USA. A vereadora, Liz Breadon, definiu a operação como "um sequestro de trabalhadores" e diz estar trabalhando com os senadores federais Elizabeth Warren e Ed Markey para esclarecer o caso. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Democratas vencem primeiras eleições importantes dos EUA no segundo mandato de Trump
NOVA YORK - Os democratas venceram um trio de eleições na terça-feira, 4, nas primeiras disputas importantes desde que Donald Trump reconquistou a Presidência, elevando uma nova geração de líderes e dando ao partido uma injeção de ânimo antes das eleições para o Congresso no ano que vem. Na cidade de Nova York, Zohran Mamdani, um socialista democrático de 34 anos, venceu a eleição para prefeito, coroando uma ascensão meteórica e improvável de um parlamentar estadual anônimo a uma das figuras democratas mais visíveis do país. E na Virgínia e em Nova Jersey, as democratas moderadas Abigail Spanberger, 46 anos, e Mikie Sherrill, 53 anos, venceram suas eleições para governadora, respectivamente. "Se alguém pode mostrar a uma nação traída por Donald Trump como derrotá-lo, é a cidade que o criou. E se há alguma maneira de aterrorizar um déspota, é desmantelando as próprias condições que lhe permitiram acumular poder", disse Mamdani a uma multidão estridente de apoiadores. "Então, Donald Trump, como sei que está assistindo, tenho quatro palavras para você: aperte aumentar o volume." As disputas de terça-feira ofereceram um barômetro de como os norte-americanos estão reagindo aos nove meses tumultuados de Trump no cargo. As disputas também serviram como um teste dos diferentes manuais de campanha dos democratas antes de 2026, com o partido fora do poder em Washington e ainda tentando forjar um caminho para sair do deserto político. Dito isso, a eleição de meio de mandato está a um ano de distância, uma eternidade na era Trump, e as pesquisas de opinião mostram que a marca democrata continua amplamente impopular, mesmo com a queda do índice de aprovação do próprio Trump. As disputas mais observadas na terça-feira também ocorreram em regiões de tendência democrata que não apoiaram Trump na eleição presidencial do ano passado. Talvez o maior impulso prático para os democratas na terça-feira tenha vindo da Califórnia, onde os eleitores aprovaram um plano para redesenhar o mapa dos distritos eleitorais do Estado em favor do partido, expandindo uma batalha nacional sobre o redistritamento que moldará a corrida para a Câmara dos Deputados dos EUA. Os candidatos vencedores na terça-feira poderão reenergizar e inspirar mais engajamento dos eleitores democratas, muitos dos quais têm clamado por novos rostos na vanguarda do partido. A participação na corrida para prefeito da cidade de Nova York foi a mais alta desde, pelo menos, 1969. Todos os três candidatos democratas enfatizaram as questões econômicas, especialmente a acessibilidade, uma questão que continua sendo a principal preocupação da maioria dos eleitores. Mas Spanberger e Sherrill pertencem à ala moderada do partido, enquanto Mamdani usou uma campanha insurgente alimentada por vídeos virais para se apresentar como um progressista sem pudor nos moldes do senador norte-americano Bernie Sanders e da deputada norte-americana Alexandria Ocasio-Cortez. Mamdani, que se tornará o primeiro prefeito muçulmano da maior cidade dos EUA, superou o ex-governador democrata Andrew Cuomo, 67 anos, que concorreu como independente depois de perder a indicação para Mamdani no início deste ano. Cuomo, que renunciou ao cargo de governador há quatro anos após alegações de assédio sexual que ele negou, retratou Mamdani como um esquerdista radical cujas propostas eram impraticáveis e perigosas. Mamdani pediu o aumento de impostos sobre as empresas e os ricos para pagar por políticas ambiciosas de esquerda, como aluguéis congelados, creches gratuitas e ônibus urbanos gratuitos. Os executivos de Wall Street expressaram preocupação com a possibilidade de colocar um socialista democrático no comando da capital financeira do mundo. Os republicanos já sinalizaram que pretendem apresentar Mamdani como o rosto do Partido Democrata. Trump rotulou incorretamente Mamdani de "comunista" e prometeu cortar o financiamento da cidade em resposta à ascensão de Mamdani. Em uma publicação nas redes sociais na noite de terça-feira, Trump atribuiu as perdas ao fato de seu nome não estar na cédula e à paralisação do governo federal. Spanberger, que venceu a vice-governadora republicana Winsome Earle-Sears, assumirá o lugar do governador republicano Glenn Youngkin na Virgínia. Sherrill, de Nova Jersey, derrotou o republicano Jack Ciattarelli e sucederá o governador democrata Phil Murphy. Tanto Sherrill quanto Spanberger procuraram vincular seus oponentes a Trump em um esforço para aproveitar a frustração entre os eleitores democratas e independentes em relação ao seu mandato caótico. "Enviamos uma mensagem ao mundo de que em 2025 a Virgínia escolheu o pragmatismo em vez do partidarismo", disse Spanb ** Com Reuters **
- Pelo menos sete pessoas morreram em queda de avião de carga em
LOUISVILLE - Pelo menos sete pessoas morreram e várias outras ficaram feridas após um avião de carga da UPS cair na terça-feira, pouco depois de decolar do Aeroporto Internacional de Louisville, no Kentucky. O avião pegou fogo ao atingir empresas próximas ao aeroporto, lançando uma enorme coluna de fumaça preta no ar. "As notícias de Louisville são sombrias esta noite, já que o número de mortos chegou a pelo menos sete, e espera-se que esse número aumente", escreveu o governador do Kentucky, Andy Beshear, no Facebook. Em um comunicado, A UPS informou que três tripulantes estavam a bordo da aeronave, sem confirmar mortes ou feridos. A Administração Federal de Aviação (FAA) indicou que o voo 2976 da UPS caiu por volta das 17h15. O acidente ocorreu às 17h00, horário local, identificando a aeronave como um McDonnell Douglas MD-11 em rota do Kentucky para o Havaí. Gravações do local do acidente mostraram um excesso de destroços enquanto os bombeiros combatiam o incêndio. Um prédio próximo parece ter sofrido alguns danos, possivelmente devido à queda. A causa do acidente está sendo investigada pela FAA (Administração Federal de Aviação) e pelo NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes). O acidente ocorre em meio a uma das paralisações governamentais mais longas da história dos Estados Unidos. O Secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, alertou, na terça-feira, sobre um "caos generalizado" devido à escassez de controladores de tráfego aéreo. "Vocês verão cancelamentos em massa e talvez tenhamos que fechar certas partes do espaço aéreo, porque simplesmente não conseguimos gerenciar a situação por falta de controladores de tráfego aéreo", disse Duffy a repórteres. Em declaração no X (antigo Twitter), Duffy classificou as imagens do acidente como "de partir o coração" e acrescentou: "Por favor, juntem-se a mim em oração pela comunidade de Louisville e pela tripulação afetada por este terrível acidente". No mês passado, outro avião de carga saiu da pista durante o pouso em Hong Kong, matando duas pessoas no aeroporto. ** Com AFP **
- Brasileira que vive na Carolina Sul luta contra câncer de mama e faz alerta
Ana Cristina alerta para que mulheres não eperem por um ano em caso de suspeita de câncer CHARLESTON - A brasileira Ana Cristina Barreto enfrenta uma batalha contra o câncer de mama e alerta para a necessidade da prevenção através do diagnóstico precoce. A housecleaner de 45 anos, residente na Carolina do Sul desde 2021, chama a atenção ao problema justamente no mês de conscientização sobre a doença. Ana conta que fez a primeira visita ao médico no ano passado e a mamografia apontou um nódulo que deveria ser observado, segundo o profissional. "Um ano depois eu percebi um caroço na minha axila e logo marquei a consulta", diz. Além do nódulo palpável, outros malígnos foram identificados na mamografia e confirmados na ultrassonografia mamária após uma biópsia. "Eu falo para as meninas se cuidarem. A gente tem que ir ao médico todos os anos, não pode ignorar os sinais e não tenha medo de pedir para investigar uma suspeita", acrescenta Ana, ativa em muitos eventos do Outubro Rosa. Ela se questiona sobre o tempo de espera antes de exames mais profundos no ano passado e se sua situação hoje seria diferente. "Errei em não ir mais a fundo. Ou talvez o médico tenha errado em não investigar mais. Porém, agora é só um 'se' e eu tenho que focar no tratamento para me curar", observa. Vida melhor Ana migrou do Rio de Janeiro na esperança de proporcionar uma vida melhor para as filhas, hoje com 22 e 23 anos. "Minha intenção é ajudá-las a fazer faculdade", conta. Para isso, a carioca atravessou a fronteira perigosa do México com os EUA, passou um mês presa e, desde então, se dispõe a trabalhar sete dias por semana para realizar o 'sonho americano'. "Quando finalmente eu consegui pagar a dívida da travessia e iria começar a juntar um dinheiro, veio o diagnóstico", diz Ana que até agora realiza o tratamento pelo sistema particular. "Não sei qual é a minha dívida ainda, mas já fui avisada que é alta. O hospital me encaminhou para ter ajuda do governo estadual e aguardo a resposta", conta. A carioca teve que parar de trabalhar em agosto quando a médica fechou o diagnóstico de câncer nas duas mamas. "Ela disse que que a doença é extremamente agressiva, mas responde bem ao tratamento." Ana completou a terceira sessão de quimioterapia e tem pelo menos outras três pela frente antes de ser submetida à mastectomia das duas mamas. A brasileira teria uma corte de imigração no próximo mês, mas já foi avisada pela advogada que o seu caso foi suspenso por tempo indeterminado por conta da doença. "Minha prioridade é a cura", diz determinada. SERVIÇO: Sem trabalhar, Ana Cristina criou uma campanha para ajudar com os custos do tratamento. Clique aqui para contribuir. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Advogado faz acordo com DHS para deportar brasileiro de 13 anos
Defesa pede deportação voluntária para Athur enquanto família aguarda processo de asilo nos EUA EVERETT - O brasileiro de 13 anos preso pela polícia de Everett, em Massachusetts, no início do mês e transferido para a custódia do ICE vai pedir a deportação voluntária, informou a defesa do menor nesta quinta-feira, 30. Segundo o advogado Andrew Lattarulo, um casal de tios vai levar Arthur para o Brasil, onde deve esperar o resultado do processo de asilo em que se encontra com os pais e um irmão. A expectativa é que ele retorne legalmente aos Estados Unidos. Lattarulo afirma que o Departamento de Segurança Interna (DHS) concordou com a saída do menino, mas é necessária a assinatura de um juiz para dar andamento ao acordo. A próxima audiência do caso está marcada para o dia 5 de novembro. "Eu não quero que ele espere em uma cela pelo caso do asilo dos pais que pode levar anos. É melhor ele esperar com a família e se os pais venceram ele volta legalmente." Arthur está em processo de asilo com a família, usufruindo de uma autorização para estar nos EUA provisoriamente. Segundo informações do ICE, eles entraram no país por San Luis, Arizona, no dia 24 de setembro de 2021, quando o jovem tinha 9 anos. Mantido preso Arthur está preso desde 9 de outubro quando, segundo o Boletim de Ocorrência da Polícia de Everett, divulgado pelo DHS, uma denúncia dizia que ele mostrou uma arma de fogo para uma colega e teria dito que a usaria para matar outro aluno. Os policiais foram acionados e prenderam o brasileiro no ponto de ônibus com uma faca, mas não encontraram arma de fogo. Leia também: Juiz mantém brasileiro de 13 anos preso na Virgínia Tanto o chefe de polícia, Paul Strong, quanto o prefeito, Carlo de Maria, negam ter ajudado ao ICE e afirmam que a agência federal foi até a delegacia após as informações e impressões digitais de Arhtur serem inseridas no sistema. Já o ICE afirma que foi notificado pela polícia local. Durante audiência na quarta-feira, 22, um juiz de imigração decidiu manter o brasileiro Arthur, de 13 anos, preso em um centro de detenção na Virgínia, a 800 km de Everett, onde a família mora. Em Corte, o menor pediu desculpas mas não conseguiu a liberdade. O advogado Andrew Lattarulo apresentou uma linha de defesa que não foi atendida. "a decisão já havia sido tomada", disse ele em entrevista. O DHS alegou que Artur é membro da gangue 33, uma organização criminosa brasileira em Everett. Um porta-voz do governo afirmou que o jovem de 13 anos tem um longo histórico criminal, incluindo 11 queixas policiais anteriores sobre furtos "flash mob" em loja, consumo de álcool por menores de idade, arrombamentos, vandalismo, furto e brigas. A polícia de Everett não comenta nem divulga informações sobre Arthur. O prefeito também diz que não pode dar detalhes mas descreveu o brasileiro como um “menino problema”. "Por mais problemático que pareça, crianças se metem em encrencas. Talvez ele tenha feito algumas coisas tolas, mas não deveria ter que pagar com a vida por isso", defende Lattarulo. "No fim das contas, é sobre uma criança de 13 anos que estamos falando." É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
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