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  • Família deixa EUA e reencontra Fabíola após dois meses

    A família ao lado de Fabíola quando ela ainda estava internada em um hospital de Orlando (Foto: Arquivo família) ORLANDO - A família de Fabíola da Costa chegou ao Brasil na terça-feira, 30, para reencontrar a brasileira de 32 anos que está em estado vegetativo há mais de um ano após sofrer um mal súbito em Orlando, na Flórida. A brasileira havia retornado dois meses atrás graças a uma mobilização social. Leia também: Empresário confirma empréstimo de avião para transporte de Fabíola “Foi muito forte entrar naquele quarto de novo. A gente fica com o coração apertado, mas também com esperança. Poder segurar a mão dela novamente não tem explicação”, disse o marido Ubiratan Rodrigues em entrevista ao portal de notícias da Globo. Fabíola está internada no hospital Ana Nery desde que retornou a Juiz de Fora em 20 de outubro no avião particular de um empresário mineiro. Agora, ela está sendo tratada também de uma infeção urinária e ainda não há previsão de alta. Enquanto isso, uma casa está sendo preparada na cidade para recebê-la. O imóvel foi adquirido com recursos arrecadados por meio de campanhas solidárias e passa por adaptações para garantir acessibilidade e conforto para a mulher. Leia também: Anônimos proporcionam volta de brasileira em estado vegetativo ao Brasil Rodrigues disse em outro momento que a intenção era buscar assistência no hospital Sarah Kubitcsheck, referência em tratamento neurológico, mas é preciso passar por uma triagem. O atendimento nessa instituição é pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O pai e os três filhos ficaram em Orlando por um período mais longo para organizar a mudança e obter a documentação brasileira da caçula que nasceu nos Estados Unidos. Mal súbito A vida da família de Fabíola que migrou para os EUA em 2019 mudou após ela passar mal em setembro de 2024 em Orlando. A manicure foi socorrida pelo enteado, de 17 anos, e pelo filho, de 14, mas os médicos americanos afirmaram que o quadro é irreversível. Desde então, Rodrigues, que era caminhoneiro e estava viajando no dia do incidente, parou de trabalhar e passou a cuidar integralmente da mulher e da filha de 5 anos. Durante esse tempo o drama da família comoveu milhares de brasileiros que se mobilizaram para ajudar a custear as despesas diárias e tentar angariar recursos para o transporte para o Brasil. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Pela primeira vez em 400 anos, brasileira conquista a maior nota de Harvard

    Sarah Borges cursava a Harvard com bolsa de estudos integral e alcançou a nota mais alta entre 1.960 formandos   BOSTON – A performance exemplar de uma estudante brasileira deveria fazer a Casa Branca repensar sobre a forma como estão descartando imigrantes dos Estados Unidos. Pela primeira vez em 400 anos de história da Universidade de Harvard, uma estrangeira se formou com a maior nota da turma. O trunfo é da goiana Sarah Borges, jovem cientista da área de Psicologia, que obteve a mais alta média geral entre os 1.960 formandos de 94 países que integraram a turma de 2025 da instituição de Massachusetts.   A vitória da goiana é um feito inédito não só para o Brasil, mas também para o grupo de países latino-americanos. A conquista lhe valeu o prêmio Sophia Freund e foi seu cartão de entrada para o doutorado em psiquiatria na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.   Formada com bolsa integral, a brasileira se destacou não somente pelo desempenho acadêmico, mas também pela relevância de sua pesquisa científica.   Sarah se dedica a estudar estratégias para melhorar o acesso à saúde mental infantil no Brasil. Seu trabalho examina métodos mais eficazes, escaláveis e baseados em evidências para garantir que crianças em situação de vulnerabilidade recebam o suporte psicológico de que precisam.   O projeto, que já lhe rendeu reconhecimento internacional, também foi destacado pela Gates Cambridge, instituição ligada à Universidade de Cambridge, no Reino Unido. A organização divulgou um perfil da jovem pesquisadora, enfatizando seu compromisso em transformar políticas públicas e tornar os serviços de saúde mental mais eficazes e acessíveis.   “Meu objetivo é ajudar a construir sistemas que realmente funcionem para crianças em risco”, afirmou Sarah à fundação. **Com informações de agências internacionais

  • Brasileiro é preso na fronteira com o Canadá após tentar matar ex-mulher

    Brasileiro está preso sob fiança de US$ 1 milhão (Foto: Divulgação Polícia) BRIDGEPORT - O brasileiro João Victor Borges De Queiroz está preso em Connecticut sob fiança de US$ 1 milhão após ser acusado de tentar matar a ex-mulher na véspera de Natal. O homem de 33 anos foi detido na fronteira entre brasileiro de 33 anos, entre os Estados Unidos e o Canadá menos de 24 horas, informou o Departamento de Polícia de Bridgeport. Segundo a investigação, Queiroz se escondeu no porta-malas do carro da vítima e disparou quando ela entrou no veículo para ir ao trabalho no dia 24 de dezembro. O tiro atravessou o para-brisa e quase atingiu a mulher. Em seguida, ele teria passado do porta-malas para o interior do carro e a estrangulado por trás enquanto ela dirigia. A mulher conseguiu desarmar o ex-marido e jogar a arma pela janela, segundo a polícia. A vítima conseguiu sair do carro na região das ruas Orange e Central e correu para pedir ajuda em uma casa próxima. Parte do episódio foi registrada em vídeo; o veículo e a arma foram recuperados. Borges De Queiroz foi interceptado por agentes canadenses na fronteira, em Vermont, e entregue à Patrulha de Fronteira dos EUA, que o prendeu com base em um mandado de Bridgeport. Ele enfrenta várias acusações, incluindo tentativa de homicídio, sequestro com arma de fogo, agressão e porte ilegal de arma. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • EUA podem bloquear asilo por motivos de saúde pública

    WASHINGTON - Os Estados Unidos poderão negar o acesso de imigrantes ao asilo com base no argumento de que eles representam um risco à saúde pública, de acordo com uma ‌regulamentação recém-finalizada, elaborada durante a pandemia de Covid-19 no primeiro mandato do presidente Donald Trump. O ‌regulamento, que entra em vigor na quarta-feira, permite que as autoridades dos EUA impeçam o asilo com base em "preocupações emergenciais de saúde pública geradas por uma doença transmissível", segundo uma cópia publicada no Registro Federal nesta segunda-feira. As restrições não teriam nenhum efeito ‍imediato, mas forneceriam ao governo Trump outra ferramenta para recusar possíveis solicitantes de asilo na fronteira entre os EUA e o México. O número de imigrantes pegos atravessando ilegalmente a fronteira caiu para os níveis mais baixos em décadas ‌depois que Trump assumiu o cargo em janeiro e implementou ‌uma ampla proibição de asilo na fronteira. Quando a Covid-19 se alastrou em 2020 durante o primeiro mandato de Trump, seu governo usou uma autoridade de saúde dos EUA conhecida como Título 42 para enviar rapidamente os imigrantes pegos cruzando a fronteira de volta ao México, dizendo que era necessário limitar a propagação do vírus. O ex-presidente Joe Biden, um democrata que sucedeu Trump em 2021, manteve as restrições do Título 42 em vigor até 2023, em parte devido a desafios legais que paralisaram as tentativas de acabar com elas. Ativistas criticaram o uso de emergências de saúde para negar amplamente o acesso ao asilo, dizendo que a lei dos EUA foi distorcida para cumprir a meta de Trump de recusar imigrantes. "Considerando o grande poder discricionário que a regulamentação concede ao governo e a obsessão do presidente na fiscalização da imigração, podemos esperar que essa nova autoridade seja usada em excesso", afirmou Sarah Pierce, ‌diretora de política social do grupo de centro-esquerda Third Way. O governo Biden adiou a data de vigência da regulamentação cinco vezes, mas não tomou medidas para encerrá-la. Além do asilo, a medida também permite que agências federais neguem outra forma de proteção conhecida como "suspensão da deportação". **Com Reuters**

  • 'Trump descartou Bolsonaro porque não suporta perdedores', diz ex-embaixador dos EUA

    Feeley afirma que Trump se afastou de Bolsonaro porque detesta perdedores WASHINGTON - O recuo dos Estados Unidos nas ações tomadas contra o Brasil e autoridades do Judiciário brasileiro está mais relacionado ao comportamento errático de Donald Trump e a uma mudança na sua percepção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro do que a qualquer conquista do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as negociações com Washington. Essa é visão de John Feeley, ex-embaixador dos EUA no Panamá que já foi considerado um dos maiores especialistas em América Latina do Departamento de Estado americano. O diplomata deixou o governo em 2018, durante o primeiro mandato de Trump, por discordar das decisões do republicano. Desde então atua como diretor executivo do Centro para a Integridade da Mídia das Américas (CMIA, na sigla em inglês). Em entrevista à BBC News Brasil, Feeley afirma que, após a prisão de Jair Bolsonaro, o presidente americano passou a ver o aliado político como "perdedor" e o descartou. "Assim que Bolsonaro perdeu, ou seja, assim que foi condenado e preso, Donald Trump o viu como um perdedor, e se há algo que Donald Trump não tolera são perdedores", diz. "Não acho que Donald Trump saiba muito sobre Bolsonaro. Posso quase garantir que ele não acorda todos os dias pensando no Brasil. E assim que Bolsonaro deixou de ser uma referência na política brasileira e o Estado de Direito e a justiça democrática prevaleceram no Brasil, Donald Trump simplesmente o descartou." Também segundo Feeley, Trump é extremamente imprevisível e "narcisista", o que torna quase impossível negociar com ele. Por isso, diz o diplomata, o resultado das tratativas entre o Brasil e os EUA nos últimos meses pode ser considerado sorte. "Acho que Lula, francamente, teve sorte", afirma. "E eu encorajaria tanto Lula quanto praticamente qualquer líder a se manterem fora da órbita de Trump, na medida do possível." Os EUA impuseram, em julho, tarifas de 40% sobre diversos produtos agrícolas importados do Brasil. Posteriormente, incluíram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Tudo aconteceu em meio a pressões do governo de Donald Trump para tentar influenciar o julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Mas em 20 de novembro, o presidente americano assinou um decreto suspendendo as tarifas e, há cerca de duas semanas, retirou Moraes e a esposa da lista usada para punir estrangeiros autores de graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção. "Acho que a reação inicial dos Estados Unidos, ou da administração Trump, ao julgamento de Bolsonaro foi resultado direto do lobby de Eduardo Bolsonaro, seu filho, em Washington", avalia John Feeley sobre a imposição das tarifas e sanções. Em sua entrevista à BBC News Brasil, o diplomata também comentou os últimos acontecimentos em torno da tensão entre Estados Unidos e Venezuela, com a imposição por Washington de um "bloqueio total" a navios-petroleiros sancionados que entrem ou saiam do país sul-americano. Para Feeley, o bloqueio é muito mais eficaz em ferir o governo de Nicolás Maduro do que as operações realizadas anteriormente pelo governo Trump contra embarcações acusadas de envolvimento com o narcotráfico. O ex-embaixador dos EUA no Panamá afirma ainda que a execução das sanções por meio do cumprimento dos mandados de apreensão deve causar efeitos secundários na população, mas não deve ser apontada como a causa principal do sofrimento dos venezuelanos. "É sempre um erro criticar qualquer embargo ou bloqueio a um país que tem sido sistematicamente abusado pelos seus próprios líderes nas últimas duas décadas, atribuindo-o como a principal causa da miséria da população", diz. "Não podemos nos enganar: a razão pela qual os venezuelanos estão vivendo na miséria, a razão pela qual existem 7 a 8 milhões de caminantes, venezuelanos que literalmente abandonaram o seu próprio país, é o desastroso modelo econômico de Nicolás Maduro." **Com BBC**

  • Tempestades de inverno deixam 30 milhões de pessoas sob alerta nos EUA

    À medida que o sistema avança de segunda para terça-feira o frio se deslocará para o norte e para o leste NOVA YORK - Mais de 30 milhões de pessoas estão sob alertas climáticos de inverno do centro-oeste ao nordeste dos Estados Unidos. Longos trechos da Interestadual 35 – uma importante rodovia que vai do Texas a Minnesota – foram fechados ou considerados inseguros para viajar, atrapalhando os deslocamentos de final de ano. De acordo com a PowerOutage.US , mais de 125 mil clientes, mais da metade deles em Michigan, ficaram sem energia na manhã desta segunda-feira, 29. Partes do estado registraram quase trinta centímetros de neve. As viagens aéreas também foram impactadas, com milhares de voos atrasados ​​ou cancelados no domingo (29), incluindo interrupções no Aeroporto Internacional O’Hare de Chicago, onde tempestades provocaram uma parada temporária. Mais ao sul e ao leste, a frente fria provocou uma série de fortes tempestades no domingo à tarde e à noite, com ventos devastadores e alguns tornados em partes de Illinois. Em Springfield, Illinois, as temperaturas caíram de 21°C para 4°C em apenas algumas horas, destacou o Serviço Meteorológico Nacional relatou neve e temperaturas negativas. Os piores impactos climáticos de inverno em todo o centro-oeste continuaram durante a noite de domingo, até o início desta segunda-feira. As autoridades pediram às pessoas que evitem viagens desnecessárias, especialmente em áreas sob avisos de nevasca, onde a visibilidade pode ser prejudicada. À medida que o sistema avança de segunda para terça-feira (30), o frio se deslocará para o norte e para o leste, enquanto grande parte do Vale do Ohio e do corredor I-95 registrará chuva. Partes da Nova Inglaterra podem enfrentar chuvas congelantes, aumentando o risco de acúmulo de gelo nas estradas e cortes de energia. Após a tempestade, uma queda brusca de temperatura atinge grande parte do centro e do sul dos EUA de segunda para terça-feira, marcando um retorno às condições mais frias após o período de calor. A tempestade contribui para um período de viagens já desafiador, com a expectativa de que mais de 100 milhões de pessoas peguem as estradas para viagens de final de ano. **Com Agências **

  • ICE usa Papai Noel em campanha para incentivar autodeportação de imigrantes nos EUA

    Governo Trump promete uma explosão de deportações em 2026 WASHINGTON - O ICE recorreu à figura de Papai Noel uma campanha publicitária de Natal para defender a repressão contra imigrantes em situação irregular. Com estética típica das festas de fim de ano, mas linguagem intimidatória, o vídeo incentiva a autodeportação imediata, oferecendo dinheiro, passagem aérea gratuita e a alternativa explícita entre deixar o país voluntariamente ou ser preso e removido à força. A peça mostra um homem caracterizado como Papai Noel, inicialmente sorridente, que em seguida veste um colete à prova de balas, empunha uma arma e passa a atuar como agente do ICE, participando de abordagens nas ruas, processando imigrantes em instalações do governo e conduzindo deportações até aeronaves. A mensagem central é evitar “a lista do Papai Noel” por meio da autodeportação registrada no aplicativo CBP Home, relançado em março pelo governo de Donald Trump. A ferramenta, que na gestão anterior era utilizada para facilitar entradas legais, passou a ser apresentada como um canal para formalizar a saída voluntária de imigrantes sem status legal. Na legenda do anúncio, o governo afirma que imigrantes indocumentados que optarem por sair do país até o fim de 2025 receberão US$ 3 mil, além de transporte gratuito para o país de origem. Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), o valor do incentivo foi triplicado especificamente para o período natalino. Desde janeiro, o governo Trump já deportou cerca de 622 mil pessoas em 2025, abaixo da meta de um milhão anunciada durante a campanha, mas com uma parcela relevante de saídas voluntárias. Ainda assim, integrantes do governo afirmam que a política migratória deve se tornar mais dura em 2026, com a ampliação de operações e do orçamento destinado à repressão. **Com Agências**

  • Aposta única fatura US$ 1,81 bilhão na Powerball

    Sortudo levou o segundo maior prêmio da história das loterias dos EUA CABOT - Uma única aposta faturou o prêmio principal de US$ 1,81 bilhão da loteria Powerball nos Estados Unidos, após o sorteio realizado na véspera de Natal, informou a organização responsável pela loteria. O bilhete vencedor foi vendido na cidade de Cabot, no Arkansas, e corresponde ao segundo maior prêmio já pago na história das loterias norte-americanas. Os números sorteados foram 4, 25, 31, 52 e 59, com a Powerball 19. O ganhador poderá optar entre um pagamento único de US$ 834,9 milhões ou o recebimento do valor total em parcelas ao longo de cerca de 30 anos. Ambas as modalidades estão sujeitas à incidência de impostos. O maior prêmio já registrado na loteria dos Estados Unidos foi de US$ 2,04 bilhões, sorteado em novembro de 2022, para um bilhete vendido no estado da Califórnia. As chances de acertar o prêmio máximo da Powerball são de 1 em 292,2 milhões. Para o próximo sorteio, marcado para sábado (27) à noite, o jackpot será reiniciado em US$ 20 milhões. **Com AFP**

  • EUA atacam EI no Natal por "matança de cristãos" da Nigéria

    Destroços são vistos dentro da mesquita Al-Adum Jumaat um dia após explosão no local (Foto: Reuters) WASHINGTON - Os Estados Unidos lançaram na quinta-feira, 25, um ataque aéreo contra forças do Estado Islâmico na Nigéria após o presidente Donald Trump acusar por semanas o governo do país africano de não conter o que interpreta como uma perseguição aos cristãos. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, publicou na rede social X: “O presidente foi claro no mês passado: a matança de cristãos inocentes na Nigéria (e em outros lugares) precisa acabar”, destacando que o ataque aconteceu no dia de Natal. Já Trump declarou que os ataques aéreos foram direcionados contra militantes do Estado Islâmico “que têm como alvo e matado brutalmente, principalmente, cristãos inocentes”. A crise de segurança na Nigéria afeta tanto cristãos, predominantes no Sul, quanto muçulmanos, maioria no Norte. O governo nigeriano já criticou os EUA por enquadrar a crise de segurança como uma ameaça específica aos cristãos. Múltiplos desafios de segurança O Ministério das Relações Exteriores da Nigéria afirmou que os ataques aéreos no Estado de Sokoto.feira foram uma operação conjunta contra o terrorismo. A cooperação incluiu troca de inteligência e coordenação estratégica de maneira “consistente com o direito internacional, respeito mútuo à soberania e compromissos compartilhados com a segurança regional e global”, segundo um porta-voz. Nesta semana, homens armados invadiram uma escola católica e capturaram 303 estudantes e 12 professores, em mais um sequestro em massa de alunos no país. Tanto os EUA quanto a Nigéria sinalizaram que poderá haver novos ataques. O país abriga múltiplos grupos armados, incluindo pelo menos dois afiliados ao Estado Islâmico — um braço do grupo extremista Boko Haram conhecido como Província do Estado Islâmico da África Ocidental, no nordeste, e o menos conhecido grupo Lakurawa, presente nos estados do noroeste, como Sokoto. Estes grupos usam vastas áreas de florestas que conectam estados como esconderijos. Analistas de segurança acreditam que o alvo dos ataques dos EUA tenha sido o Lakurawa, que no último ano se tornou cada vez mais letal na região, frequentemente atacando comunidades remotas e forças de segurança. A incursão de extremistas no noroeste nigeriano é atribuída por especialistas à quase ausência do Estado e das forças de segurança, permitindo a estes grupos armados exercer controle de fato sobre o território. País de “preocupação especial” O presidente americano já ordenara ao Pentágono no mês passado que começasse a planejar uma possível ação militar na Nigéria. O Departamento de Estado anunciou recentemente que restringiria vistos para nigerianos e seus familiares envolvidos na morte de cristãos. Os EUA também designaram recentemente a Nigéria como “país de preocupação especial” sob a Lei Internacional de Liberdade Religiosa. A população da Nigéria, de 220 milhões de pessoas, é quase igualmente dividida entre cristãos e muçulmanos, e ambos sofrem com ataques de motivação religiosa. O grupo extremista Boko Haram, por exemplo, busca estabelecer sua interpretação radical da lei islâmica e tem também como alvo muçulmanos que considera insuficientemente religiosos. Já agricultores e pastores travam conflitos por recursos escassos, somando-se a rivalidades comunitárias, ações de grupos separatistas e tensões étnicas. Com presença hoje reduzida na África, forças militares dos EUA provavelmente teriam que ser deslocadas de outras partes do mundo para uma eventual intervenção de maior escala na Nigéria. **Com Agências**

  • Suprema Corte dos EUA bloqueia envio da Guarda Nacional a Chicago

    Governo Trump insiste que administrações democratas falham em proteger agentes federais e a população WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos bloqueou nesta terça-feira, 23, os esforços do governo de Donald Trump para enviar tropas da Guarda Nacional à região de Chicago, em Illinois, enquanto o presidente republicano expande o uso de militares para fins domésticos em um número crescente de cidades lideradas por democratas, uma política que críticos chamam de tentativa de punir adversários e reprimir dissidência. "Nesta fase preliminar, o governo não conseguiu identificar uma fonte de autoridade que permitiria aos militares executar as leis em Illinois", escreveu em comunicado a maioria dos juízes. O Departamento de Justiça buscava permitir a mobilização enquanto o caso está em andamento. Três juízes conservadores da Suprema Corte disseram que discordaram da ordem: Samuel Alito, Clarence Thomas e Neil Gorsuch. Foi um revés raro para o governo Trump na Suprema Corte, que tem maioria conservadora de 6 a 3 e que, com frequência, apoia suas suas medidas desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro. Procurada, a Casa Branca não respondeu imediatamente a pedidos de comentários. Ações militares Trump ordenou tropas para Chicago, a terceira maior cidade dos EUA, e para Portland, Oregon, após envios anteriores para Los Angeles, Memphis e Washington. Trump e seus aliados descreveram cidades lideradas pelo Partido Democrata como sem lei, devastadas pelo crime e atormentadas por protestos vastos e violentos. Seu governo afirmou que as tropas são necessárias para proteger propriedades e funcionários federais. Prefeitos e governadores democratas, junto com outros críticos de Trump, disseram que essas afirmações são um relato falso da situação e um pretexto para enviar tropas, acusando Trump de abusar de seu poder. Trump usou como base uma lei que permite ao presidente mobilizar tropas da Guarda Nacional estadual para suprimir uma rebelião, repelir uma invasão ou se ele estiver "incapaz, com as forças regulares, de executar as leis dos Estados Unidos". Reação Illinois e Chicago foram à Justiça após o governo federalizar 300 tropas da Guarda Nacional de Illinois e também ordenar tropas do Texas para o Estado, chamando as ações de ilegais. Autoridades anunciaram desde então que a administração estava enviando de volta centenas soldados que foram enviadas a Portland da Califórnia, e a Chicago do Texas. A juíza distrital dos EUA April Perry, de Chicago, bloqueou temporariamente a medida em 9 de outubro, concluindo que as afirmações de violência durante protestos em uma instalação de imigração no subúrbio de Broadview, Illinois, onde um pequeno grupo de manifestantes se reunia diariamente por semanas, não eram confiáveis. Perry, uma nomeada do ex-presidente democrata Joe Biden, descobriu que não havia evidências de rebelião ou de que a lei não estava sendo aplicada, criticando autoridades por "equiparar protestos a motins e falta de apreciação pelo amplo espectro que existe entre cidadãos que estão observando, questionando e criticando seu governo, e aqueles que estão obstruindo, agredindo ou praticando violência". O envio da Guarda Nacional "só adicionaria combustível ao fogo", disse Perry. Um painel de três juízes do 7º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA, com sede em Chicago, recusou-se a suspender a ordem de Perry bloqueando o envio, concluindo que "os fatos não justificam as ações do presidente em Illinois". Dois dos três juízes foram nomeados por presidentes republicanos, incluindo um por Trump. O Departamento de Justiça disse à Suprema Corte que a avaliação dos protestos por autoridades locais era "implausivamente otimista", e que agentes federais "foram forçados a operar sob a constante ameaça de violência de multidões". Advogados de Illinois e Chicago disseram aos juízes que os protestos locais "nunca impediram a operação contínua" da instalação de Broadview, e que autoridades estaduais e locais responderam a todos os pedidos de assistência e contiveram qualquer perturbação esporádica. Autoridades de Portland e Oregon estão buscando um desafio legal separado ao envio planejado de Trump para aquela cidade. A juíza distrital dos EUA Karin Immergut, nomeada por Trump, bloqueou permanentemente esse envio em uma decisão de 7 de novembro. O governo federal apelou dessa decisão. Em outubro, a Suprema Corte pediu ao governo Trump, bem como a Illinois e Chicago, que fornecessem argumentos escritos sobre como interpretar as palavras "forças regulares" na lei em questão no caso. Em uma decisão escrita em 10 de outubro, Perry disse que fontes históricas indicam que "forças regulares" significam apenas membros regularmente alistados nas forças armadas, incluindo o Exército e a Marinha, em oposição à Guarda Nacional. A administração de Trump "não fez nenhuma tentativa de confiar nas forças regulares antes de recorrer à federalização da Guarda Nacional", disse Perry, acrescentando que existem outros limites ao uso dos militares para fins de aplicação da lei doméstica. O governo repetidamente buscou a intervenção da Suprema Corte para permitir a implementação de políticas de Trump impedidas por tribunais inferiores. A Suprema Corte, que tem uma maioria conservadora de 6-3, ficou do lado da administração em quase todos os casos que foi chamada a revisar desde que Trump retornou à Presidência em janeiro. **Com Reuters**

  • Explosão em lar de idosos deixa mortos e desaparecidos na Pensilvânia

    Prédio passou por inspeção no dia 10 e um plano de adequações estava sendo elaborado FILADÉLFIA - Pelo menos duas pessoas morreram e outras seguem desaparecidas após uma explosão que provocou o desabamento parcial de um lar de idosos no estado da Pensilvânia nesta terça-feira, 23. Segundo autoridades do condado de Bucks, ao norte da Filadélfia, a principal suspeita é de que um vazamento de gás tenha causado a explosão na Silver Lake Nursing Home. Parte do prédio ruiu, deixando moradores presos sob os escombros. “Até o momento, há pelo menos dois mortos e sabemos que ainda há pessoas desaparecidas”, afirmou governador Josh ShapirO em entrevista coletiva. O chefe dos bombeiros de Bristol, município onde fica a instituição, disse que ao menos cinco pessoas são consideradas desaparecidas, número ainda preliminar. De acordo com os bombeiros, havia forte cheiro de gás quando as equipes chegaram ao local. A explosão ocorreu por volta das 14h19 no horário local e causou um colapso estrutural significativo, com o desabamento de parte do primeiro andar. Moradores ficaram presos em escadas e elevadores. O governador elogiou a atuação das equipes de resgate, que retiraram idosos do prédio carregando alguns deles nas costas. Shapiro também informou que o edifício havia mudado de proprietários neste mês e que inspetores estaduais de saúde realizaram uma vistoria no local em dez de dezembro, com a definição de um plano para adequar as instalações às normas vigentes. **Com Agências**

  • Trump triplica 'bônus' para imigrantes ilegais deixarem os EUA voluntariamente até 2026

    WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos decidiu triplicar o valor oferecido a imigrantes em situação irregular que aceitarem deixar o país de forma voluntária até o fim do ano. O Departamento de Segurança Interna (DHS) anunciou o benefício como um gesto de “generosidade”. “Durante a temporada de Natal, o contribuinte americano está generosamente triplicando o incentivo para deixar voluntariamente o país aqueles que estão aqui ilegalmente — oferecendo um bônus de saída de US$ 3.000, mas apenas até o fim do ano”, afirmou a secretária Kristi Noem. Apesar de apresentar a medida como uma vantagem, Noem voltou a adotar um tom de ameaça ao se dirigir aos imigrantes sem documentação. Segundo ela, eles “devem aproveitar esse presente e se autodeportar, porque, se não o fizerem, nós os encontraremos, nós os prenderemos e eles nunca retornarão”. Nas redes sociais, o DHS divulgou a iniciativa como uma “oferta de tempo limitado” e um “bônus para ir para casa para as festas”, sugerindo que o país de origem seria o verdadeiro lar dos imigrantes ilegais. A publicação também traz um aviso em tom intimidatório: “Estamos riscando nomes da lista dos mal-criados. Não seja o próximo.” De acordo com as regras estabelecidas pelo governo Trump, os imigrantes interessados no incentivo precisam aderir ao programa por meio do aplicativo CBP Home, desenvolvido pelo Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. A ferramenta reúne serviços migratórios, incluindo a opção de autodeportação. A gestão Trump planeja reforçar ainda mais a política anti-imigração em 2026, mesmo diante da queda de popularidade do presidente. O chamado czar da fronteira, Tom Homan, afirmou que os números de prisões de imigrantes ilegais e de deportações “vão explodir” no próximo ano. Ainda assim, as deportações já alcançaram níveis recordes em 2025. **Com Agências**

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