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  • Sobe para 4 número de crianças mortas por influenza

    Todas as pessoas acima de seis meses devem ser vacinadas contra influenza, alertam os médicos BOSTON - As autoridades de saúde de Massachusetts atualizaram nesta terça-feira, 6, para quatro o número de crianças mortas em consequência de influenza (flu), duas delas tinham menos de dois anos de idade. De acordo com os dados do Departamento de Saúde, os óbitos aconteceram nas últimas semanas e podem ser um reflexo da baixa procura por vacinas contra a gripe viral. "Essas viroses são sérias, perigosas e colocam a vida em risco. Nós estamos vendo crianças adoecendo seriamente, famílias sofrendo e os hospitais operando em capacidade máxima", avisa o comissário de saúde, Robbie Goldstein. Segundo as informações divulgadas por Massachusetts, 1 a cada 3 residentes se vacinaram contra a influenza nessa temporada. "Todos, a partir dos 6 meses de idade, devem se vacinar", diz o diretor médico do Departamento de Doenças infeciosas. A baixa procura pela vacina reflete no crescimento de 126% de diagnósticos e o triplo de hospitalizações entre 14 e 27 de dezembro só em Boston. Leia mais: EUA reduzem recomendação de vacinas infantis Na contramão da orientação das autoridades estaduais, os Estados Unidos deixaram de recomendar essa semana que todas as crianças recebam imunizações contra seis doenças, entre elas gripe.

  • Trump diz que Venezuela vai entregar até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA

    WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 6, que o governo interino da Venezuela entregará até 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos e que os lucros serão controlados por ele como presidente. "As Autoridades Interinas na Venezuela entregarão entre 30 e 50 MILHÕES de barris de petróleo de alta qualidade, sancionado, aos Estados Unidos da América", publicou Trump em sua plataforma Truth Social. Os EUA consomem cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. "Este petróleo será vendido ao seu preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como Presidente dos Estados Unidos da América, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos." Trump ainda disse que pediu ao secretário de Energia, Chris Wright, para executar o plano imediatamente. Segundo o presidente, o petróleo será carregado nos petroleiros e levados diretamente para portos dos Estados Unidos. O barril WTI (West Texas Intermediate), referencial usado nos EUA, chegou a cair até 2,4% após a declaração de Trump. Se o volume for confirmado, ele representaria de 30 a 50 dias da produção venezuelana antes do bloqueio parcial imposto ao país. Na cotação atual, o volume valeria US$ 2,8 bilhões (R$ 15 bilhões). Segundo o jornal Financial Times, uma frota de petroleiros dos Estados Unidos deve começar carregar petróleo venezuelano nos próximos dias. A Chevron, a mais proeminente empresa americana em operação na Venezuela, está em conversas com a estatal PDVSA e com autoridades dos EUA para enviar parte do petróleo encalhado a refinarias americanas, a fim de aliviar a pressão sobre a deteriorada infraestrutura petrolífera do país, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto. Eimear Bonner, diretora financeira da Chevron, e outros executivos seniores do setor de petróleo dos EUA devem se reunir com Chris Wright à margem de uma conferência do setor em Miami na quarta-feira (7) para discutir a estratégia da Casa Branca em relação à Venezuela. Trump também afirmou nesta terça-feira (6) que pretende "se reunir com empresas de petróleo". **Com AF**

  • Sexta morte em complexo da Disney nos EUA assusta fãs

    Mortes em território da fantasia causam perplexidade entre visitantes ORLANDO - Um homem foi encontrado morto em um estacionamento da Disney Springs em Orlando, na Flórida, na sexta-feira, 2. Essa é a sexta morte registrada nas dependências do complexo de entretenimento dos Estados Unidos nos últimos seis meses.  De acordo com a polícia do condado de Orange, policiais foram acionados para uma ocorrência no estacionamento localizado na rodovia East Buena Vista e, por volta das 21h encontraram o corpo de um homem. O estacionamento fica em uma área destinada para compras e restaurantes no complexo. Ainda segundo o comunicado, as autoridades investigam o caso como um possível suicídio. O caso marca a sexta morte registrada em instalações da Disney nos últimos seis meses. Na primeira da série, em 8 de outubro, uma mulher de 60 anos morreu após ser encontrada inconsciente na atração Mansão Mal-Assombrada, em Anaheim, na Califórnia. Ainda em outubro, outras duas mortes foram registradas e estão sendo investigadas como suicídio, uma de uma mulher de 31 anos no Contemporary Resort, na Flórida, e a outra de um homem de 28 anos em um hotel na unidade de Los Angeles.  No mesmo mês, um homem de cerca de 60 anos morreu por um ‘problema de saúde’ em uma área de camping, na Flórida. Em novembro, uma hóspede do Pop Century Resort morreu após ser levada ao hospital. Na última semana de 2025, um funcionário ficou ferido após tentar segurar uma bola de borracha de cerca de 180 quilos que escapou de um show do filme ‘Indiana Jones’. **Com Agências**

  • ONU afirma que operação dos EUA na Venezuela 'violou princípio fundamental do direito internacional'

    ONU destaca que ação dos EUA piora situação na Venezuela NOVA YORK - As Nações Unidas (ONU) expressaram nesta terça-feira, 6, profunda preocupação com a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, classificando a operação como uma violação de princípios fundamentais. Em coletiva de imprensa em Genebra, Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, enfatizou que nenhum Estado possui o direito de usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outra nação, conforme as normas globais. A captura do presidente deposto Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, realizada no último sábado sob apoio de bombardeios em Caracas, foi justificada por Washington como uma resposta ao histórico de abusos cometidos pelo regime chavista. No entanto, Shamdasani rejeitou o argumento, afirmando que a responsabilização por violações de direitos humanos não legitima intervenções militares unilaterais. Para a ONU, a busca por justiça deve ocorrer dentro dos marcos legais internacionais, e não por meio da força. Riscos de militarização e agravamento da crise Embora o Escritório do Alto Comissariado venha denunciando a deterioração democrática na Venezuela há uma década, a organização agora teme que a presença militar estrangeira piore o cenário. Segundo a porta-voz, a instabilidade gerada pela incursão dos EUA e a consequente militarização do país podem aprofundar a crise humanitária e dificultar ainda mais a proteção dos direitos fundamentais da população venezuelana. **Com AFP**

  • Um terço dos norte-americanos apoia ataque dos EUA à Venezuela, diz pesquisa

    WASHINGTON - Um em cada três norte-americanos aprova o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela. Ao mesmo tempo, 72% dizem temer que a Casa Branca se envolva demais no país sul-americano. Os dados são de uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira, 5. O levantamento, feito ao longo de dois dias, mostra forte divisão partidária. Entre os republicanos, partido de Donald Trump, 65% apoiam a operação militar. Já entre os democratas, de oposição ao governo, o apoio cai para 11%. Para os eleitores independentes, o índice é de 23%. Forças dos EUA entraram em Caracas antes do amanhecer de sábado (3). A ação resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que foi entregue depois a autoridades federais dos EUA para responder a acusações relacionadas a suposto tráfico de drogas. A incursão e a declaração de Trump de que os Estados Unidos passariam a “governar” a Venezuela representam uma mudança de posição do presidente, que costumava criticar o envolvimento externo de governos anteriores. A pesquisa aponta apoio entre republicanos a uma política externa mais intervencionista. Ao todo, 43% concordam com a afirmação de que os EUA devem exercer domínio sobre os assuntos do Hemisfério Ocidental. Outros 19% discordam, e o restante não soube responder. No sábado, Trump afirmou que os EUA poderiam enviar tropas terrestres à Venezuela. No domingo (4), disse que o país precisa de “acesso total” aos campos de petróleo venezuelanos e prometeu reformar o setor. Segundo a pesquisa, apenas 30% dos norte-americanos apoiam o envio de tropas à Venezuela. Entre republicanos, 59% defendem que os EUA assumam o controle dos campos de petróleo do país. Ainda não está claro como Trump pretende cumprir a promessa de administrar a Venezuela. No domingo, o presidente indicou que o controle poderia ocorrer por meio de pressão sobre líderes venezuelanos, sem ocupação direta. “Se eles não se comportarem, faremos um segundo ataque”, disse Trump. Os republicanos estão mais divididos em suas preocupações sobre como o envolvimento dos EUA poderia evoluir. Cerca de 54% dos republicanos disseram que temem que os EUA se envolvam demais na Venezuela. A mesma porcentagem expressou preocupação com os custos financeiros. Além disso, 64% dos republicanos temem que o envolvimento dos EUA colocasse em risco a vida de militares na Venezuela. A pesquisa ouviu 1.248 adultos em todo o país. O levantamento mostrou ainda que o índice de aprovação de Trump é de 42%, o melhor desde outubro. Em dezembro, era de 39%. A margem de erro é de cerca de três pontos percentuais. **Com Reuters**

  • EUA reduzem recomendação de vacinas infantis

    EUA reduziram vacinação infantil obrigatória para seis doenças WASHINGTON - O governo Trump reformulou nesta segunda-feira, 5, o calendário federal de vacinação pediátrica dos Estados Unidos, revertendo anos de recomendações científicas que reduziram doenças por meio da aplicação rotineira de vacinas. A mudança drástica — anunciada pelo Departamento de Saúde dos EUA, comandado pelo cético em relação às vacinas Robert F. Kennedy Jr. — significa que o país deixará de recomendar que todas as crianças recebam imunizações contra seis doenças, entre elas rotavírus, influenza (gripe), meningite meningocócica e hepatite A. A cobertura para 11 doenças consideradas mais graves, como sarampo, poliomielite e catapora, permanece na lista principal de imunizações recomendadas para todas as crianças. A revisão inclui ainda a recomendação de uma dose única da vacina contra HPV, em vez das duas anteriores. A medida gerou forte debate entre profissionais de saúde, que alertam sobre potenciais impactos negativos caso a adesão à vacinação diminua. Críticos afirmam que a redução nas recomendações pode minar a confiança em vacinas essenciais e contribuir para o retorno de doenças preveníveis, especialmente em um momento em que o país enfrenta surtos de sarampo e outros agravos. “Vacinas salvam vidas, permitindo que indivíduos, famílias, comunidades, economias e nações prosperem”, disse o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ao divulgar dados que apontavam um progresso contínuo dos países em proteger as crianças, mesmo diante de desafios crescentes. O relatório apontou, em julho do ano passado, que apesar da ampliação de cobertura vacinal, quase 20 milhões de crianças não tomaram alguma das doses necessárias da vacina DTP (contra difteria, tétano e coqueluche) em 2023. Isso inclui 14,3 milhões de crianças “zero-dose”, que nunca receberam nenhuma dose de qualquer vacina – 4 milhões a mais do que a meta de 2024 necessária para manter o ritmo com os objetivos da Agenda de Imunização 2030, e 1,4 milhão a mais do que em 2019, o ano base para medir o progresso. **Com Agência Globo**

  • Maduro se declara inocente em tribunal de Nova York

    Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, negaram as acusações em tribunal de Nova York NOVA YORK - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente nesta segunda-feira, 05, em um tribunal federal de Nova York. O mandatário é acusado pelo governo dos Estados Unidos de chefiar um cartel de drogas e de cometer atos de terrorismo. O líder chavista se identificou ao magistrado Alvin Hellerstein em espanhol e afirmou que foi "sequestrado". "Fui capturado em minha casa, em Caracas. Sou inocente, não sou culpado", disse Maduro, acrescentando que é o presidente da Venezuela e um homem "decente". A esposa e primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, seguiu os mesmos passos do marido ao garantir que é "completamente inocente". O casal foi capturado por forças especiais do Exército dos EUA em uma operação militar ocorrida na madrugada do último sábado (3), em Caracas. Ambos foram levados ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, e participaram da primeira audiência em Nova York. Maduro e Flores, de acordo com o Departamento de Justiça de Washington, serão formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, para tráfico de cocaína e para posse de metralhadoras para uso do narcotráfico, além de posse de armas e explosivos. Presidente e primeira-dama venezuelanos foram capturados na madrugada de sábado O venezuelano também é acusado em Washington de liderar uma organização criminosa chamada Cartel de los Soles, que atua no tráfico de drogas da América do Sul para os EUA e foi classificada como um grupo terrorista. Barry Pollack, advogado do mandatário venezuelano, afirmou que não solicitará o pagamento de fiança para seu cliente neste momento, mas que poderá fazer o pedido em um futuro próximo. O americano acrescentou que Maduro e sua mulher possuem "problemas de saúde", acrescentando que Flores corre sérios riscos de sofrer uma fratura em decorrência da operação militar americana. O juiz Hellerstein determinou que a próxima audiência de Maduro foi agendada para acontecer no dia 17 de março. **Com ANSA**

  • Líder interina da Venezuela pede a Trump relação equilibrada e respeitosa

    Delcy Rodríguez mudou o tom após novas ameaças dos EUA CARACAS - A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu a Donald Trump, na noite deste domingo, 4, que Venezuela e EUA tenham uma relação equilibrada e respeitosa. No Telegram, em texto intitulado "uma mensagem da Venezuela para o mundo e para os EUA", ela afirmou que o país sul-americano "reafirma seu compromisso com a paz e a coexistência pacífica." "Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem respeito e diálogo, não guerra. Essa sempre foi a mensagem do presidente Nicolás Maduro, e é a mensagem de toda a Venezuela agora. Essa é a Venezuela em que acredito e à qual dedico minha vida. Sonho com uma Venezuela em que todos os bons venezuelanos se unam", escreveu. A líder interina afirmou ainda que o país quer viver sem ameaças externas, num ambiente de respeito e cooperação internacional. "Priorizamos uma relação respeitosa e equilibrada entre EUA, Venezuela e todos os países da região, baseada em soberania, igualdade e não interferência. Esses princípios guiam nossa diplomacia", afirmou, pedindo que os EUA colaborem com essa agenda. O governo Donald Trump demonstrou ter aceitado, por ora, a permanência de Delcy no Palácio de Miraflores. O secretário de Estado americano e principal voz a favor de uma intervenção, Marco Rubio, se disse aberto a negociar com a vice de Maduro e outros líderes chavistas desde que tomem "boas decisões". Trump, por sua vez, foi mais duro e ameaçou Delcy. "Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro", disse o republicano no domingo à revista The Atlantic. "Reconstruir o país e mudar o regime, como quiser chamar, é bem melhor do que acontece agora, porque [a situação na Venezuela] não tem como piorar." Neste domingo, Delcy recebeu o aval das Forças Armadas da Venezuela para governar o país. Ainda na noite de sábado (3), a Câmara Constitucional do Supremo Tribunal da Venezuela havia ordenado que Delcy assumisse o comando interino do país. **Com Agências**

  • Número de brasileiros deportados dos EUA dobra em um ano

    Os EUA enviaram 37 aviões com deportados para o Brasil em 2025 NOVA YORK - O número de brasileiros deportados dos Estados Unidos bateu recorde em 2025. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam para mais de 3 mil repatriados no período, número que representa um aumento de 99,8% quando comparado ao registrado em 2024 (1,6 mil). O último voo de imigrantes expulsos do território norte-americano chegou na última quarta-feira (31), no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Minas Gerais, com 124 deportados. Entre os passageiros estavam pessoas com até 60 anos, além de adolescentes e crianças. Ao todo, 37 voos de repatriação foram realizados no ano. A deportação em massa foi uma das promessas do presidente Donald Trump, que vem pregando uma política de tolerância zero com imigrantes ilegais nos Estados Unidos. Além das retiradas forçadas, o republicano criou um programa de “autodeportação”, visando incentivar a saída voluntária de imigrantes do país. A iniciativa conta passagem aérea e uma assistência financeira de cerca de US$ 1.000. Inicialmente, a deportação gerou tensão entre Brasil e EUA, uma vez que os primeiros brasileiros deportados desembarcaram no país, em janeiro, algemados e com os pés acorrentados. A ação gerou críticas e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou que os deportados fossem transportados pela Força Aérea Brasileira (FAB), em vez de voos fretados por Washington. Um posto de acolhimento também foi instalado nos aeroportos, ofertando atendimento médico e alimentação aos repatriados, além de orientações sobre assistência social, trabalho e documentação. **Com Agências**

  • Trump confirma ataque à Venezuela e diz que Maduro foi capturado

    WASHINGTON/ CARACAS - O presidente Donald Trump afirmou em sua rede social Truth Social no início da manhã deste sábado, 3, que os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado, junto com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Segundo Trump, a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança americanas. Ele disse ainda que mais detalhes seriam divulgados posteriormente e anunciou uma coletiva de imprensa para as 11h, em Mar-a-Lago, propriedade do presidente no estado da Flórida. As explosões começaram a ser ouvidas pouco depois das 2h deste sábado em locais como a base aérea de La Carlota, em Caracas, e em áreas próximas. Antes do post de Trump afirmando a 'captura' de Maduro, o governo da Venezuela havia denunciado o ocorrido como uma "agressão militar" dos EUA. "A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos, nas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados Miranda, Aragua e La Guaira." "Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, em especial da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", acrescentou o governo em comunicado. "A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma mudança de regime, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores." O governo convocou "todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista". O presidente Nicolás Maduro, segundo o governo, assinou e decretou o "estado de comoção externa em todo o território nacional". "Em estrita observância ao artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela se reserva o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência." Segundo a rede americana CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, "o presidente Trump ordenou os ataques em várias partes da Venezuela, incluindo instalações militares". Os ataques ocorrem em meio a um período de forte tensão entre os dois países. Os EUA vinham aumentando a presença militar no Caribe nos últimos meses e deixaram claro que poderia haver um ataque à Venezuela contra o governo liderado por Nicolás Maduro, a quem consideram um presidente ilegítimo e que vinculam ao narcotráfico. A jornalista Vanessa Silva, que vive em Caracas, viu uma explosão da janela de sua casa. Disse que foi enorme, "mais forte que um raio", e que fez tremer o prédio onde mora. "O coração disparou e minhas pernas tremiam", contou Silva sobre a proximidade das explosões, que pareceram ser muito precisas. Poucos detalhes sobre a captura de Maduro Os EUA há muito acusam Nicolás Maduro de liderar uma organização internacional de tráfico de drogas — algo que Maduro nega. Trump não deu mais detalhes sobre como Maduro teria sido capturado nem para onde foi levado. O governo venezuelano ainda não confirmou a informação. Os EUA haviam oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. Isso, somado ao grande aumento da presença militar na região nos últimos meses, foi interpretado na região como um incentivo para que alguém dentro do país se voltasse contra ele. Na quinta-feira, Nicolás Maduro, afirmou estar aberto a negociações com os Estados Unidos sobre tráfico de drogas e petróleo, "onde e quando quiserem". Na entrevista à TV estatal venezuelana, Maduro também evitou responder a uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo a qual os Estados Unidos teriam atacado uma instalação de atracação na Venezuela — o que marcaria o primeiro ataque desse tipo dentro do país, supostamente realizado pela CIA. Alguns dias antes da entrevista de Maduro, Trump disse que os EUA haviam realizado um ataque a uma "área portuária" ligada a supostos barcos venezuelanos usados no tráfico de drogas, acrescentando que houve uma "grande explosão" no local "onde eles carregam os barcos com drogas". O episódio ocorre após semanas de aumento da pressão de Trump sobre Maduro, a quem ele acusa de "esvaziar suas prisões e hospitais psiquiátricos" e de "forçar" detentos a migrarem para os EUA, além de usar dinheiro do petróleo para financiar crimes relacionados ao tráfico de drogas. Desde setembro, os Estados Unidos lançaram 30 ataques contra o que dizem ser embarcações usadas para o tráfico de drogas, mirando navios no Pacífico e no Caribe. Mais de 110 pessoas morreram desde que os EUA realizaram seu primeiro ataque contra uma embarcação em águas internacionais, em 2 de setembro. **Com BBC**

  • Trabalhadores federais contestam política de Trump sobre cuidados de afirmação de gênero

    A ação argumenta que a política é discriminatória com base no sexo WASHINGTON - Um grupo de funcionários do governo federal entrou nesta quinta-feira, 1, com uma ação coletiva contra a administração do presidente Donald Trump por causa de uma nova política ‌que eliminará a cobertura de cuidados de afirmação de gênero em programas federais ‌de seguro saúde. A Fundação da Campanha de Direitos Humanos entrou com a ação contra o Escritório de Gestão de Pessoal dos EUA (OPM) em nome dos funcionários federais, já que a nova política entrou em vigor no início ‍do novo ano. Em uma carta de agosto, o OPM declarou que, em 2026, "a modificação química e cirúrgica dos traços sexuais de um indivíduo por meio de intervenções médicas" não será mais coberta pelos programas ‌de seguro de saúde para funcionários federais e funcionários ‌dos correios dos EUA. Os funcionários da OPM não puderam ser contatados para comentários imediatos. A ação argumenta que a política é discriminatória com base no sexo. Ela pede que a política seja rescindida e busca pagamento por danos econômicos e outras medidas. Se a questão não for resolvida com o OPM, a fundação disse que os autores da ação buscarão reivindicações coletivas perante a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego e, potencialmente, uma ação coletiva em um tribunal federal. No mês passado, um grupo de procuradores-gerais estaduais democratas processou o governo Trump para bloquear as regras propostas que reduziriam o acesso de crianças a cuidados de afirmação de gênero, a mais recente batalha judicial sobre os esforços de Trump para eliminar as proteções legais para pessoas transgênero. O secretário de Saúde e Serviços Humanos ‌dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., propôs regras que impediriam os hospitais que fornecem atendimento de afirmação de gênero a crianças do Medicaid e do Medicare e proibiriam o Programa de Seguro de Saúde Infantil de pagar por isso. **Com Reuters**

  • Salário mínimo tem reajuste em 19 estados americanos

    WASHINGTON - Dezenove estados americanos promoveram alta no piso salarial nesta quinta-feira, 1, beneficiando mais de 8,3 milhões de pessoas. O Havaí representa o maior salto salarial, saindo de US$ 14 para US$ 16. Cidades e municípios também apresentam reajustes próprios. Em Seattle, capital de Washington, por exemplo, o salário mínimo passa a ser US$ 21,30 a hora. Já o piso nacional permanece a US$ 7,25 desde 2009. Segundo a lei dos Estados Unidos, governos locais podem estabeceler os seus mínimos, mas não podem pagar menos do que o estabelecido pela administração federal. Confira os novos valores do salário mínimo nesses 19 estados válidos a partir de 1 de janeiro de 2026 (encontre entra parênteses os valores anteriores ao aumento): Arizona $15,15 (era $14,70) Com gorjeta: $12.15 ($11,70) Califórnia $16,90 ($16,50) Colorado $15,16 ($14,81) Com gorjeta: $12,14 ($11,79) Connecticut $16,94 ($16,35) Com gorjeta: $6,38 (sem alteração) Havaí $16 ($14) Com gorjeta: $14,75 ($12,75) Maine $15,10 ($14,65) Com gorjeta: $7,55 ($7,33) Michigan $13,73 ($12,48) Com gorjeta: $5,49 ($4,74) Minnesota $11,41 ($11,13) Missouri $15 ($13,75) Com gorjeta: $7,50 ($6,88) Montana $10,85 ($10,55) Nebraska $15 ($13,50) Com gorjeta: $2,13 (sem alteração) Nova Jersey $15.92 ($15,49) Com gorjeta: $6,05 ($5,62) Nova York NYC, Long Island e Westchester: $17 ($16,50) Com gorjeta: $11,35 ($11) Estadual: $16 ($15,50) Com gorjeta: $10,65 ($10,35) Ohio $11 ($10,70) Com gorjeta: $5,50 ($5,35) Rhode Island $16 ($15) Com gorjeta: $3,89 (sem alteração) Dakota do Sul $11,85 ($11,50) Com gorjeta: $5,93 ($5,75) Vermont $14,42 ($14,01) Com gorjeta: $7,21 ($7,01) Virgínia $12,77 ($12,41) Com gorjeta: $2,13 (sem alteração) Washington $17,13 ($16,66) É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

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