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- Trump anuncia tarifa de 25% sobre países que têm negócios com o Irã
Anúncio de Trump não detalha o que é fazer negócios com o Irã WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 12, que impôs uma tarifa de 25% sobre produtos de países com laços comerciais com o Irã. A medida pode pressionar ainda mais o governo iraniano, alvo de amplos protestos que estão entrando agora na terceira semana. Segundo Trump, essa tarifa entra em vigor "imediatamente". Entretanto, ele não detalhou o que exatamente seria "fazer negócios" com o Irã. "Qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todos os negócios realizados com os Estados Unidos da América", escreveu Trump nesta segunda nas redes sociais. "Esta ordem é final e conclusiva", acrescentou. A China é o maior parceiro comercial do Irã, seguida pelo Iraque, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Índia. O Brasil tem trocas comerciais com o Irã, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. De janeiro a dezembro de 2025, as exportações para o Irã totalizaram US$ 2,9 bilhões — o 31º país no ranking das exportações brasileiras, com destaque para milho não moído (68% do valor exportado) e soja (19%). As importações vindas do Irã tiveram menor valor, de US$ 84,6 milhões no ano passado, colocando-o na 82ª posição dos países dos quais o Brasil mais importou. A maior parte (79%) desse volume é composta por adubos e fertilizantes químicos. A reportagem pediu posicionamento do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços sobre os impactos para o Brasil e aguarda retorno. Ameaças de ação militar no Irã A nova tarifa americana surge depois de Trump ameaçar intervir militarmente se o Irã matasse manifestantes. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse na segunda-feira que as opções militares, incluindo ataques aéreos, ainda estavam "sobre a mesa". A Casa Branca não divulgou informações adicionais sobre as tarifas e nem quais países seriam mais afetados. A indignação com a queda vertiginosa do valor da moeda iraniana, o rial, desencadeou protestos no final de dezembro, que se transformaram em uma crise de legitimidade para o Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. A agência de notícias HRANA (Human Rights Activist News Agency), sediada nos EUA, afirmou ter checado e confirmado a morte de quase 500 manifestantes e 48 membros das forças de segurança iranianas. Entretanto, fontes disseram que o número de mortos pode ser muito maior. Milhares de pessoas teriam sido presas. Um apagão nacional na internet desde a noite de quinta-feira (08) dificultou a obtenção e a verificação de informações. As organizações internacionais de notícias não conseguem reportar de dentro do Irã. Trump ameaçou intervir e disse no domingo (11/01) que autoridades iranianas o ligaram "para negociar", mas acrescentou: "Talvez tenhamos que agir antes de uma reunião". As sanções internacionais contra o programa nuclear iraniano tiveram um impacto severo na economia do país, que também foi enfraquecida pela má gestão e corrupção do governo. Em 28 de dezembro, lojistas foram às ruas de Teerã para expressar sua indignação com mais uma forte queda no valor do rial em relação ao dólar americano no mercado paralelo. A moeda iraniana atingiu uma mínima histórica no último ano, enquanto a inflação disparou para mais de 40%, resultando em grandes aumentos nos preços de itens do dia a dia, como óleo de cozinha e carne **Com BBC**
- Juiz determina soltura imediata de empresário brasileiro
Gil está preso desde 4 de dezembro quando foi abordado por agentes do ICE em Marlboro BOSTON – O empresário Gildázio Martins de Oliveira, conhecido como Gil, proprietário do Tropical Café, conquistou a sua liberdade provisória, atendendo a uma determinação expedida na sexta-feira, 9, pelo juiz federal F. Dennis Saylor, de Boston. O brasileiro é casado com uma cidadã americana e sua fiança estabelecida em US$ 8 mil já havia sido paga. Gil vive nos Estados Unidos desde 1999 e estava detido pelo ICE com base em uma interpretação controversa da lei imigratória, sobretudo para casos com fianças pagas. A decisão reforça uma série de sentenças recentes que rejeitam a aplicação de normas destinadas a imigrantes “recém-chegados” para pessoas que residem no país há muitos anos. A prisão de Gil ganhou grande repercussão no início do mês passado. Ele é proprietário do Tropical Café de Marlboro e Framingham há 18 anos, casa de shows e eventos com artistas brasileiros. O empresário foi detido no dia 4 de dezembro e mantido em cárcere no presídio de Plymouth mas a razão para sua abordagem na rua ainda não está clara. A MANCHETE USA teve acesso aos documentos da Corte onde advogados do governo argumentaram que o brasileiro não poderia ingressar com uma ação individual pela própria libertação, já que há ações coletivas em curso, tanto na Califórnia quanto em Boston, questionando práticas não legais do ICE. Segundo essa tese, integrantes de uma ação coletiva não poderiam mover processos individuais. O juiz Dennis Saylor rejeitou o argumento, apontando uma contradição na posição do governo. Em outras ocasiões, os próprios advogados federais sustentaram que a lei migratória não permite ações coletivas e que apenas processos individuais seriam cabíveis - exatamente como o apresentado por Gil. De acordo com o resumo do caso feito pelo magistrado, um juiz de imigração havia autorizado o ICE a aplicar a regra dos “imigrantes em chegada”, mas estabeleceu que, caso essa interpretação fosse considerada incorreta, a fiança deveria ser fixada em US$ 8 mil. Após questionar formalmente os advogados do governo no mês passado, Saylor observou que eles próprios reconheceram que os tribunais de Boston têm rejeitado a aplicação dessa norma a casos semelhantes. A partir dessa posição, o juiz concedeu o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa e ordenou ao superintendente da Cadeia do Condado de Plymouth, Antone Moniz, que liberte o brasileiro assim que for comprovado o pagamento da fiança por sua família. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- O Agente Secreto faz história no Globo de Ouro
Wagner Moura agradeceu em português o público brasileiro LOS ANGELES - O cinema brasileiro viveu uma noite histórica neste domingo, 11, no Globo de Ouro, realizado no The Beverly Hilton, em Los Angeles, na Califórnia. O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, venceu duas das principais categorias da cerimônia: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura. Apesar do desempenho expressivo, o longa brasileiro não levou o prêmio de Melhor Filme de Drama, principal categoria da noite, que ficou com Hamnet. Ainda assim, a chamada “noite do Brasil” consolidou a presença do país entre os destaques da premiação. O anúncio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa foi feito pelos atores Orlando Bloom e Minnie Driver. Ao revelar o vencedor, Driver saudou o público brasileiro com um “Parabéns”, dito em português. Na categoria, O Agente Secreto superou produções de cinco países: Valor Sentimental (Noruega), Sirât (Espanha), A Única Saída (Coreia do Sul), A Voz de Hind Rajab (Tunísia) e Foi Apenas um Acidente (França). Ao receber a estatueta, Kleber Mendonça Filho iniciou o discurso saudando o país. “Eu quero dar um alô ao Brasil: alô, Brasil”, disse. Em seguida, agradeceu à distribuidora brasileira Vitrine Filmes, à produtora e companheira Emilie, à equipe e ao elenco. “Obrigado, Wagner Moura. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento”, afirmou o diretor. A vitória coroou um percurso internacional iniciado no Festival de Cannes, onde o filme teve estreia concorrendo à Palma de Ouro. Na ocasião, uma apresentação de frevo tomou a Avenida Croisette e se tornou um dos momentos mais comentados da edição. Melhor ator Já Wagner Moura fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama. Em seu discurso, falou em português e celebrou a cultura brasileira. “Viva a cultura brasileira”, disse o ator, ao destacar a parceria com Kleber Mendonça Filho, a quem definiu como “um gênio”, e a amizade construída ao longo do projeto. Além de Wagner Moura, concorriam à categoria Joel Edgerton (Sonhos de Trem), Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (Coração de Lutador: The Smashing Machine), Michael B. Jordan (Pecadores) e Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido). A vitória de O Agente Secreto resgata uma tradição brasileira na premiação: Central do Brasil venceu a mesma categoria em 1999, e, no ano passado, Fernanda Torres conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama. Entre os demais vencedores do Globo de Ouro, o prêmio de Melhor Direção em Filme ficou com Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra. Já Melhor Ator em Filme de Musical ou Comédia foi conquistado por Timothée Chalamet, por Marty Supreme. Na televisão, a série Adolescência saiu com dois prêmios de atuação: Owen Cooper venceu como Melhor Ator Coadjuvante em Série, e Stephen Graham foi premiado pela atuação como protagonista, além de também assinar a direção da produção. Com duas estatuetas e forte repercussão internacional, O Agente Secreto consolida o Brasil como um dos grandes protagonistas da atual temporada de premiações do cinema mundial. **Com AB**
- Groenlândia rejeita plano de Trump: ‘não queremos ser americanos’
WASHINGTON - Os partidos políticos da Groenlândia disseram que não queriam ficar sob Washington após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, novamente sugerir usar a força para apoderar-se do território autônomo dinamarquês rico em minerais, gerando preocupação mundial. "Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses. O futuro da Groenlândia deve ser decidido pelos groenlandeses", disseram os líderes de cinco partidos no parlamento da Groenlândia em um comunicado conjunto. Nesta sexta-feira (9), Trump disse que Washington iria “fazer algo sobre a Groenlândia por bem ou por mal”. A coalizão atualmente no poder não é a favor de uma independência precipitada. O único partido de oposição, Naleraq, que ganhou 24,5% dos votos nas eleições legislativas de 2025, quer cortar laços o mais rápido possível, mas também é signatário da declaração conjunta. "É hora de começarmos a preparar para a independência pela qual lutamos durante tantos anos", disse o deputado Juno Berthelsen em uma postagem no Facebook. Nesta quinta (8), a agência Reuters revelou que as autoridades dos Estados Unidos avaliam oferecer até 100 mil dólares (R$ 537,18 mil) por habitante da Groenlândia para convencê-los a se separar da Dinamarca e anexar a ilha aos EUA. Segundo a agência, embora o valor exato e a logística de pagamento não estejam claros, autoridades americanas, incluindo assessores da Casa Branca, discutiram cifras que variam de 10 mil (R$ 53,7 mil) a 100 mil por pessoa. Autoridades em Copenhague e Nuuk já disseram que o território não está à venda. A Dinamarca e outros aliados europeus expressaram choque com as ameaças de Trump de assumir o controle da Groenlândia, onde os Estados Unidos já possuem uma base militar. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou na segunda-feira (5), que uma tomada de poder pelos Estados Unidos na Groenlândia equivaleria ao fim da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Trump fez pouco caso das preocupações da Dinamarca, um aliado que se juntou aos Estados Unidos na controversa invasão do Iraque em 2003. "Sou fã da Dinamarca, também, tenho que dizer. E você sabe, eles foram muito simpáticos comigo. Mas sabe, o fato de eles terem um barco que aterrissou lá há 500 anos não significa que eles possuam a terra," disse Trump. O Secretário de Estado, Marco Rubio, deverá se reunir na próxima semana com o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca e representantes da Groenlândia. **Com AE**
- EUA lançam ataques 'em larga escala' contra Estado Islâmico na Síria
Secretário de Defesa (ou da Guerra) dos EUA, Pete Hegseth WASHINGTON - Os Estados Unidos e forças aliadas lançaram uma série de ataques "em larga escala" contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria, uma nova represália após uma ataque em dezembro que matou três americanos nesse país, informou o comando militar central (Centcom) americano. Washington afirmou que um agressor solitário do Estado Islâmico realizou um ataque em 13 de dezembro em Palmira, um sítio histórico devastado que chegou para ficar sob controle de combatentes jihadistas, no qual morreram dois soldados e um intérprete civil americano. “Os ataques de hoje tiveram como alvo o Estado Islâmico em toda a Síria” e fizeram parte da operação Hawkeye, lançada em “resposta direta ao ataque mortal do EI contra forças dos Estados Unidos e da Síria em Palmira”, em 13 de dezembro, indicou o Centcom na rede social X. Estados Unidos e Jordânia realizaram uma rodada prévia de bombardeios como parte da mesma operação no mês passado, atingindo cerca de 70 alvos do Estado Islâmico. O ataque contra americanos em Palmira foi o primeiro incidente deste tipo desde a derrubada, em dezembro de 2024, do líder sírio Bashar al Assad. O pessoal americano apoiou a operação Inherent Resolve, uma coalizão internacional para combater o Estado Islâmico, que se apoderou de amplos territórios na Síria e no Iraque em 2014. Embora os jihadistas tenham sido derrotados por forças terrestres locais, com apoio de bombardeios internacionais, o Estado Islâmico ainda mantém presença na Síria, especialmente em seu vasto deserto. **Com AFP**
- Justiça dos EUA reconhece processo de liquidação do Master e bloqueia ativos do banco no país
O juiz negou os pedidos feitos nos autos por Daniel Vorcaco, o controlador do Master até a liquidação MIAMI - O juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, concedeu nesta quinta-feira, 8, o reconhecimento da liquidação do Banco Master nos Estados Unidos, a pedido da EFB Regimes Especiais de Empresas, liquidante do Master nomeada pelo Banco Central (BC). A Justiça americana também bloqueou os ativos do Master e de suas controladas no país. “Todas as pessoas e entidades ficam proibidas de transferir, onerar ou de qualquer outra forma dispor de quaisquer ativos dos devedores (Master e controladas) localizados nos Estados Unidos”, diz trecho da decisão. Além do Master, estão inclusas no processo americano o Banco LetsBank S.A., o Banco Master de Investimento S.A. e a Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores. Juiz negou pedidos de Vorcaro Em sua decisão, o magistrado americano negou os pedidos feitos nos autos por Daniel Vorcaco, o controlador do Master até a liquidação, que levantavam dúvida sobre o processo no Brasil. Grossman diz que "o processo de liquidação no Brasil é reconhecido como um 'processo estrangeiro principal' (pela lei dos Estados Unidos), e o liquidante (do Master) é reconhecido como o representante estrangeiro devidamente autorizado" da instituição financeira. O juiz também dá à EFB a autorização para ouvir testemunhas, produzir provas ou requerer a prestação de informações relativas aos ativos, negócios, direitos, obrigações ou passivos do Master e controladas. A pressão agora é sobre o Banco Central Com o reconhecimento, todas as eventuais ações judiciais nos EUA relacionadas aos ativos estão suspensas, bem como as eventuais execuções de dívidas do Master e de suas controladas citadas na decisão. O objetivo é preservar os ativos para que a liquidação da instituição financeira seja realizada nos EUA. Com isso, o juiz indeferiu todos os pedidos de Daniel Vorcaro. O principal argumento do banqueiro era de que o reconhecimento nos EUA da liquidação decretada no Brasil pelo BC seria prematura e que poderia ser revertida. Sua petição, revelada pelo GLOBO, citada recentes e controversos despachos do Ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU) que questionavam a decisão do BC. Mais cedo nesta quinta, próprio ministro Jhonatan de Jesus suspendeu a inspeção presencial no Banco Central , determinada anteriormente por ele para apurar os procedimentos adotados na liquidação extrajudicial do Banco Master, ocorrida em novembro. O ministro ainda submeteu o caso ao plenário, em decisão assinada nesta quinta-feira. **Com Agências**
- Com tensão elevada em Minnesota, agente de fronteira atira em duas pessoas no Oregon
Americanos reclamam da presença "militar" ostensiva para buscar imigrantes ilegais em bairros pacatos dos EUA PORTLAND - As tensões em torno da repressão à imigração do presidente Donald Trump, aumentaram em todo os Estados Unidos na quinta-feira, 8, após o segundo tiroteio envolvendo operações do ICE em dois dias, aprofundando as divergências entre autoridades estaduais e federais sobre como e por que os incidentes ocorreram. Enquanto os protestos se intensificaram em Minnesota após o tiroteio fatal de quarta-feira contra uma mãe de 37 anos de idade por um agente. As autoridades estaduais e federais apresentaram relatos totalmente diferentes sobre a morte em Minneapolis e os investigadores do estado reclamaram que foram excluídos da investigação federal. Em seguida, no Oregon, um agente da Patrulha de Fronteira dos EUA (CBP) atirou e feriu um homem e uma mulher em Portland na tarde de quinta-feira. Novamente, as autoridades locais, que imediatamente pediram calma, disseram que não podiam confirmar a versão do governo federal sobre o incidente. O DHS disse que o caso ocorreu às 14h19 no horário local (17h19 em Nova York), durante a abordagem ao membro de uma gangue venezuelana, que teria tentado atropelar os agentes com seu carro. "O passageiro do veículo e alvo é um imigrante ilegal venezuelano ligado à rede transnacional de prostituição Tren de Aragua e envolvido em um tiroteio recente em Portland", disse o DHS em um comunicado publicado no Facebook. "Quando os agentes se identificaram para os ocupantes do veículo, o motorista mobilizou seu carro e tentou atropelar os agentes. Temendo por sua vida e segurança, um agente disparou um tiro em legítima defesa. O motorista fugiu com o passageiro, escapando do local", acrescentou a agência federal. A Polícia de Portland afirmou em um comunicado que seus agentes não estavam envolvidos no incidente e que foram acionados após receberem relatos de um tiroteio. Em ambos os casos, prefeitos e governadores democratas exigiram que a administração Trump retirasse os agentes federais, que foram enviados principalmente para cidades lideradas por democratas, em uma medida aprovada por muitos dos apoiadores do presidente depois que o republicano fez campanha com a promessa de deportar imigrantes indocumentados. Os democratas e os ativistas dos direitos civis condenaram as operações agressivas de fiscalização como uma provocação desnecessária. "Quando um presidente endossa a separação de famílias e tenta governar por meio do medo e do ódio, em vez de valores compartilhados, você promove um ambiente de ilegalidade e imprudência", disse a governadora do Oregon, Tina Kotek. Tanto no tiroteio de Minneapolis quanto no de Portland, autoridades afirmam que os incidentes fazem parte de uma tendência crescente de suspeitos criminais e ativistas anti-Trump usarem seus carros como armas, embora as imagens de vídeo às vezes contradigam essas alegações. Em Minnesota, um agente do ICE matou a tiros a americana Renee Nicole Good. A secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, alega que a vítima de atropelar o agente no que definiu o caso como um ataque terrorista doméstico. Por outro lado, os defensores da mulher afirmaram acreditar que o vídeo mostrava que ela desviou do agente. No incidente de Portland, o DHS afirma que o motorista, suspeito de ser membro de uma gangue venezuelana, também tentou usar seu veículo como arma e atropelar os agentes. Em resposta, "um agente disparou um tiro defensivo" e o motorista e o passageiro fugiram. A polícia de Portland afirmou que duas vítimas de tiros foram encontradas mais tarde a cerca de três quilômetros de distância e levadas ao hospital. Centenas de manifestantes se reuniram em Minneapolis na quinta-feira, gritando "vergonha" e "assassinato" contra policiais federais armados e mascarados. Diante da possibilidade de distúrbios civis, o governador de Minnesota, Tim Walz, colocou a Guarda Nacional do estado em alerta. "Sinto que estamos em um momento decisivo. Não me canso de repetir, mas as coisas precisam mudar", disse Rachel Hoppei, 52, manifestante de Minneapolis. "Nós não queremos vocês", disse ela sobre os policiais federais. "Vocês não têm o direito de estar aqui. Estão destruindo nossas comunidades." Autoridades de Minnesota reclamaram que lhes foi negado acesso às provas da cena do crime, aos materiais do caso e aos depoimentos, sendo forçados a se retirar da investigação. A secretária do DHS, Kristi Noem, disse a repórteres em Nova York que Minnesota simplesmente não tinha jurisdição. **Com Reuters**
- Senado avança com medida que proíbe novas ações de Trump na Venezuela
Cinco republicanos se uniram aos democratas para proibir ações militares na Venezuela WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos avançou nesta quinta-feira,8, com uma resolução que proibiria o presidente Donald Trump de realizar novas ações militares contra a Venezuela sem autorização do Congresso, uma rara repreensão ao líder republicano. O placar da votação de uma medida processual para avançar a resolução de poderes de guerra foi de 52 a 47, com cinco senadores do Partido Republicano, de Trump, votando com todos os democratas a favor do avanço. Um senador republicano não votou. A decisão ocorreu dias depois que forças dos EUA capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em um dramático ataque militar em Caracas no sábado. A repreensão a Trump, um dia depois que importantes integrantes do gabinete informaram todos os membros do Congresso sobre sua política para a Venezuela, marcou uma mudança no Senado de 100 membros. Foi uma vitória significativa para os parlamentares que têm argumentado que o Congresso, e não o presidente, deve ter o poder de enviar tropas para a guerra, conforme explicitado na Constituição. Entretanto, a resolução enfrenta grandes obstáculos antes de entrar em vigor. Mesmo que seja aprovada no Senado, a resolução também deverá ser aprovada na Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, e obter maioria de dois terços na Câmara e no Senado para sobreviver a um esperado veto de Trump. Os republicanos bloquearam duas tentativas anteriores de aprovar resoluções semelhantes no Senado no ano passado, enquanto o governo aumentava a pressão militar sobre a Venezuela com ataques a embarcações no sul do Caribe e no leste do Pacífico. Entretanto, a votação que bloqueou a última resolução em novembro foi de apenas 51-49, logo após os principais assessores de Trump terem dito aos parlamentares que não planejavam mudar o governo ou realizar ataques em território venezuelano. Após a captura de Maduro, alguns parlamentares acusaram o governo de enganar o Congresso, inclusive os democratas publicamente e alguns republicanos nos bastidores. A captura de Maduro e a retórica de Trump também levantaram preocupações quanto a uma ação militar para tomar a Groenlândia, uma ilha do Ártico que é um território autônomo da Dinamarca, ou contra Colômbia, Cuba ou Irã. A votação desta quinta-feira abriu caminho para o debate no Senado e uma votação sobre a aprovação final no Senado na próxima semana. QUESTIONAMENTOS DOS REPUBLICANOS O senador Rand Paul, um republicano do Kentucky que co-patrocinou a resolução, disse que alguns de seus pares republicanos estavam considerando apoiar a medida. "Não posso garantir como eles votarão, mas pelo menos dois estão pensando nisso, e alguns deles estão falando publicamente sobre suas dúvidas em relação a isso", disse Paul em uma coletiva de imprensa na quarta-feira com o senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, outro copatrocinador. Ambos os senadores são membros do Comitê de Relações Exteriores. Após a votação, Kaine afirmou que foi uma "grande vitória", dizendo aos repórteres: "Nenhum de nós deveria querer que este presidente, ou qualquer presidente, leve nossos filhos e filhas para a guerra sem aviso prévio, consulta, debate e votação no Congresso". Os cinco republicanos que votaram a favor do avanço foram Paul, Susan Collins, do Maine, Josh Hawley, do Missouri, Lisa Murkowski, do Alasca, e Todd Young, de Indiana. O partido de Trump detém uma maioria de 53 a 47 no Senado. Trump disse que os cinco "jamais deveriam ser eleitos para um cargo novamente". Ele disse em seu site Truth Social: "Os republicanos deveriam se envergonhar dos senadores que acabaram de votar com os democratas na tentativa de tirar nossos poderes de lutar e defender os Estados Unidos da América". "GUERRA SEM FIM" Os apoiadores reconhecem os obstáculos enfrentados pela medida, mas disseram que muitos republicanos podem desconfiar de uma campanha prolongada e cara de mudança de governo na Venezuela, à medida que os EUA enfrentam grandes déficits orçamentários. Na quarta-feira, Trump pediu um grande aumento nos gastos militares dos EUA, de US$1 trilhão para US$1,5 trilhão. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, de Nova York, mencionou meses de ataques dos EUA a barcos venezuelanos e a declaração de Trump em uma entrevista ao New York Times de que os EUA estariam envolvidos na Venezuela por mais de um ano. "O presidente está sinalizando abertamente um compromisso militar e financeiro de longo prazo no exterior, sem autorização, sem plano, outra guerra sem fim", disse Schumer em uma coletiva de imprensa. Os senadores que se opuseram à resolução disseram que a captura de Maduro foi uma operação de aplicação da lei, não uma ação militar. Maduro enfrenta um julgamento em um tribunal dos EUA por acusações de porte de drogas e armas, das quais ele se declarou inocente. Os oponentes também disseram que Trump está dentro de seus direitos como comandante-em-chefe para lançar ações militares limitadas. "O objetivo dessa resolução é dar um tapa na cara do presidente. Ela não fará nada do que pretende fazer porque não pode impedir algo que não está acontecendo agora", disse o senador Jim Risch, de Idaho, o republicano que preside o Comitê de Relações Exteriores, em um discurso no Senado antes da votação. ** Com Reuters **
- Agente do ICE mata americana em operação em Minneapolis
Renee morreu no local e deixa um filho de seis anos MINNEAPOLIS - Um agente do ICE matou a tiros uma americana de 37 anos durante uma operação em Minneapolis nesta quarta-feira, 7, confirmaram as autoridades locais. O Departamento de Segurança Interna (DHS) alega que Renee Good tentou atropelar os oficiais de imigração, mas relatos de testemunhas e imagens do incidente divergem da versão oficial. A secretária do DHS, Kristi Noem, saiu em defesa dos agentes e classificou a ação da mulher como um ato de “terrorismo doméstico”. Segundo ela, os agentes foram atacados enquanto tentavam retirar um veículo que havia ficado preso na neve. "Não acho que ela estava tentando atropelar ninguém. Tinha bastante espaço entre o carro e os agentes. Parecia que ela estava tentando sair dali", descreveu Aidan Perzana, 31, que mora em frente ao local do crime. Ele conta que acordou com o barulho de gritos e buzinas e viu quando homens com coletes de 'Polícia' tentavam abrir um carro. "O veículo deu ré e iria arrancar quando foi atingido", afirmou . Com a motorista baleada, o carro avançou alguns metros e bateu contra um poste. Perzana disse ainda que a ambulância chegou em dez minutos, mas os socorristas tiveram que caminhar até a mulher porque os veículos dos agentes federais estavam atravessados obstruindo o trânsito. Em um vídeo é possível ver um homem se identificar como médico e pedir para socorrer Renee. Os agentes negaram. Fontes disseram que Renee deixa três filhos, de 6, 12 e 15 anos. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou a atuação do ICE. Ele também observou que as imagens do incidente não apontam que a mulher tinha intenção de atropelar os agentes. “Agentes de imigração estão causando caos”, afirmou o líder do maior cidade de Minessota. “Exigimos que o ICE deixe a cidade e o estado imediatamente. Estamos ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados.” Após a morte, dezenas de manifestantes se reuniram no local e protestaram contra a atuação de agentes federais e locais. Os manifestantes gritaram palavras de ordem como “Vergonha! Vergonha!” e “ICE fora de Minnesota!”. O caso representa uma escalada nas operações de imigração realizadas pelo governo Trump em grandes cidades americanas. Segundo autoridades, esta é ao menos a quinta morte registrada em ações desse tipo em diferentes estados desde 2024. Minneapolis e a vizinha St. Paul estão em estado de alerta desde que o DHS anunciou, na terça-feira (6), o início de uma grande ofensiva migratória na região. Cerca de 2 mil agentes e oficiais devem participar da operação, que está ligada, em parte, a investigações sobre supostas fraudes envolvendo creches dirigidas por residentes de origem somali denunciadas por uma ativista da MAGA, Nick Shirley. Uma investigação preliminar do Departamento de Crianças e Famílias de Minessota não encontrou nenhuma irregularidade. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Mãe descreve americana assassinada pelo ICE como a pessoa mais gentil
MINNEAPOLIS - A mulher morta por um agente do ICE nesta quarta-feira, 7, em Minneapolis, foi identificada como a americana Renee Nicole Macklin Good, de 37 anos. Membros da comunidade em que ela vivia lembraram como uma pessoa compassiva e generosa. Nas redes sociais, Renee dizia ser “poeta, escritora, esposa e mãe”, originária do Colorado, mas “vivendo em Minnesota”. A foto do perfil mostra ela sorrindo e segurando uma criança pequena contra o rosto. Em entrevista ao jornal The Minnesota Star Tribune, a mãe da vítima, Donna Ganger, contou que a filha morava com a parceira e com o filho de seis anos em Minneapolis. A criança era fruto do relacionamento com o veterano Timmy Ray Macklin Jr., que morreu aos 36 anos em 2023. Fontes dizem que ela tinha mais dois filhos adolescentes, de 12 e 15 anos, de outro relacionamento. "É uma grande estupidez. Ela provavelmente estava apavorada. Não tem absolutamente nada a ver com isso [protestos]. Renee era uma das pessoas mais gentis que já conheci. Cuidou das pessoas a vida toda. Era amorosa, compreensiva e carinhosa. Era um ser humano incrível”, disse a mãe. Enquanto Donna afirma que Renee não tinha envolvimento com grupos de vigilância contra as operações do ICE, outros dizem que ela usava o carro para impedir pacificamente a passagem dos agentes federais. Autoridades do governo de Donald Trump defendem que um agente do ICE atirou e matou a mulher em legítima defesa e a acusam de tentar usar seu veículo para atropelar policiais. Mas imagens e dopoimentos contestam essa versão. Em um dos vídeos do momento do tiro, é possível ver que o carro de Renee atravessado na via entre algumas viaturas do ICE que tentavam passar e outra que estava emperrada no gelo. Um carro passa enquanto um agente se aproxima do veículo da vítima e tenta abrir a porta. Nesse instante, a motorista dá ré e parece tentar sair do local quando um terceiro oficial se aproxima e dispara três tiros a queima-roupa através do vidro dianteiro do carro. O carro arranca - provavelmente porque Renee pisou no acelerador com o impacto das balas - e bate em um poste poucos metros adiante. A parceira e o cachorro da vítima estavam com ela no momento do incidente. Ativistas e vizinhos que estavam no local dizem que os agentes davam instruções contrárias. Enquanto um mandava ela "manobrar o carro", outro ordenava que ela saísse do carro.
- Trump retira EUA de dezenas de entidades internacionais
WASHINGTON - O presidente Donald Trump disse na quarta-feira, 7, que os Estados Unidos vão se retirar de dezenas de entidades internacionais, algumas delas ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo um importante tratado climático e uma agência que promove a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres, porque elas "operam de forma contrária aos interesses nacionais dos EUA". Entre 31 entidades da ONU e 35 grupos independentes que Trump listou em um memorando para funcionários do alto escalão do governo está a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança Climática -- descrita por muitos como o tratado climático "fundamental" que é o acordo que serviu de base para o acordo climático de Paris de 2015. Os EUA não participaram da cúpula climática internacional anual da ONU no ano passado, pela primeira vez em três décadas. "Os Estados Unidos seriam o primeiro país a se afastar da UNFCCC", disse Manish Bapna, presidente e presidente-executivo do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. "Todas as outras nações são membros, em parte porque reconhecem que, mesmo além do imperativo moral de lidar com a mudança climática, ter um assento à mesa nessas negociações representa a capacidade de moldar políticas e oportunidades econômicas maciças", acrescentou Bapna. Os EUA também deixarão a ONU Mulheres, que trabalha para a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres, e o Fundo de População da ONU (UNFPA), a agência do órgão internacional voltada para o planejamento familiar, bem como para a saúde materno-infantil em mais de 150 países. O país já havia cortado o financiamento para o UNFPA no ano passado. "Para as entidades das Nações Unidas, a retirada significa cessar a participação ou o financiamento a essas entidades na medida permitida por lei", destaca o memorando. Trump já encerrou grande parte o financiamento voluntário para a maioria das agências da ONU. Um porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A medida reflete a desconfiança de longa data de Trump em relação às instituições multilaterais, especialmente as Nações Unidas. Ele tem questionado repetidamente a eficácia, o custo e a responsabilidade dos órgãos internacionais, argumentando que muitas vezes eles não atendem aos interesses dos EUA. Desde o início de seu segundo mandato, há um ano, Trump procurou reduzir o financiamento dos EUA para as Nações Unidas, interrompeu o envolvimento dos EUA com o Conselho de Direitos Humanos da ONU, suspendeu o financiamento para a agência de assistência palestina UNRWA e abandonou a agência cultural da ONU, a Unesco. Ele também anunciou planos para deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o acordo climático de Paris. Outras entidades na lista dos EUA são a Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, o Fórum Internacional de Energia, o Registro de Armas Convencionais da ONU e a Comissão de Construção da Paz da ONU. A Casa Branca disse que as dezenas de entidades das quais Washington está tentando se afastar o mais rápido possível promovem "políticas climáticas radicais, governança global e programas ideológicos que entram em conflito com a soberania e a força econômica dos EUA". O governo defende que a medida faz parte de uma revisão de todas as organizações intergovernamentais, convenções e tratados internacionais. "Essas retiradas acabarão com o financiamento e o envolvimento do contribuinte norte-americano em entidades que promovem agendas globalistas em detrimento das prioridades dos EUA, ou que abordam questões importantes de forma ineficiente ou ineficaz, de modo que os dólares do contribuinte norte-americano são melhor alocados de outras maneiras para apoiar as missões relevantes", enfatiza a Casa Branca em um comunicado. **Com Reuters**
- Trump prevê impeachment caso republicanos sejam derrotados nas eleições de meio de mandato
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira, 6, aos deputados republicanos, em um retiro do partido, que eles devem manter o controle da Câmara nas eleições intermediárias, afirmando que espera enfrentar um terceiro impeachment se o Partido Democrata retomar a maioria. "É preciso vencer as eleições de meio de mandato, porque, se não vencermos as eleições de meio de mandato, será simples - quero dizer, eles encontrarão um motivo para me destituir", disse Trump. "Vou sofrer um impeachment", acrescentou. A capacidade de Donald Trump de levar adiante sua agenda política estará diretamente ligada ao resultado das eleições legislativas de novembro, quando estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço do Senado americano. Caso seu partido saia enfraquecido das urnas, o presidente poderá enfrentar maior resistência no Congresso, que passaria a ter mais instrumentos para bloquear iniciativas do governo, abrir frentes de investigação e até avaliar a possibilidade de um processo de impeachment. "Dizem que quando você ganha a presidência, você perde as eleições de meio de mandato. Eu gostaria que vocês pudessem me explicar o que diabos está acontecendo com a cabeça do público, porque nós temos a política certa ", afirmou o magnata. Para Trump, divulgar as políticas de seu governo, como suas propostas sobre gênero, saúde e integridade eleitoral, é um “roteiro para a vitória”. Mapas Eleitorais Trump tem pressionado Estados controlados por republicanos a aprovarem novos mapas de distritos eleitorais para o Congresso que favoreçam o partido de direita — uma estratégia conhecida como gerrymandering, que os críticos consideram inerentemente antidemocrática. Texas, Missouri e Carolina do Norte aprovaram recentemente novos desenhos de distritos que ampliam as chances de vitória de candidatos republicanos nas próximas disputas legislativas. Em reação, democratas recorreram à mesma estratégia na Califórnia, onde a redefinição do mapa — também vista como favorável ao partido — foi aprovada por meio de uma iniciativa popular. Segundo diversas pesquisas, Trump chega às eleições de meio de mandato com um índice de aprovação em torno de 42 a 45%. ** Com Agências**
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