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- EUA suspendem vistos de imigração a partir de hoje para o Brasil e 74 países
Visto de imigrantes para brasileiros está suspenso por tempo indeterminado WASHINGTON - A partir desta quarta-feira, 21, os Estados Unidos vão suspender por tempo indeterminado a emissão de vistos de imigrante para cidadãos do Brasil e de outros 74 países descritos pelo Departamento de Estado americano como de "alto risco de uso de benefícios públicos". Até o momento, segundo uma porta-voz do Departamento de Estado, não há expectativa de revisão da inclusão do Brasil no grupo de países afetados e não estão previstas exceções, nem mesmo para solicitantes que possam comprovar ter recursos financeiros para se manter no país. "O Brasil é um dos 75 países que foram identificados pelos altos riscos de as pessoas utilizarem benefícios públicos", confirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson. Ela disse que não tem detalhes sobre os motivos da inclusão do Brasil nem dados específicos por país "Mas sabemos que a medida foi tomada com base em informações de que imigrantes dos países que estão na lista apresentam um risco elevado de receber benefícios públicos nos Estados Unidos", observou. A mudança é específica para solicitantes de vistos de imigrante, que pretendem residir permanentemente nos EUA. Leia também: EUA suspendem emissão de vistos de imigrantes para Brasil e outros 74 países (veja quais serão os permitidos) Na semana passada, ao anunciar a mudança, o Departamento de Estado disse estar "realizando uma revisão completa de todas as políticas, regulamentos e diretrizes para garantir que imigrantes desses países de alto risco não utilizem benefícios de programas de assistência social nos Estados Unidos ou se tornem um encargo público". "O presidente Trump tem deixado claro que imigrantes devem ser financeiramente autossuficientes e não representar um fardo financeiro para os americanos", ressaltou o órgão em nota. Com isso, a suspensão atinge todos os solicitantes do Brasil, mesmo aqueles que possam demonstrar ser financeiramente autossuficientes. De acordo com a porta-voz, "até agora, a única exceção é para cidadãos com dupla nacionalidade". "Ou seja, pessoas que têm dois passaportes, mais de uma nacionalidade, e que solicitarem o visto americano (de imigrante) com o passaporte válido de outro país, que não esteja listado na lista de suspensões", afirmou. Nos outros casos, "as restrições são aplicadas a todos os diferentes tipos de vistos de imigrante", sem exceções. Roberson disse que não tem estimativas de quantos brasileiros serão afetados, e lembrou que as restrições não são retroativas e não se aplicam a pessoas que já têm o visto. "Quero destacar também que, se a pessoa tem, por exemplo, uma solicitação já aberta, uma entrevista agendada num consulado, ainda pode comparecer à entrevista, pode continuar com o processo de visto de imigrante", disse. "Só que nenhum visto vai ser entregue ou processado até que as novas regras mudem. A emissão dos vistos está pausada no momento." Política de imigração As novas regras fazem parte de um esforço mais amplo do governo Trump para endurecer a política de imigração no país. Medidas para impedir a imigração de pessoas que possam se tornar "um encargo público" existem nos EUA desde o século 19 e esses riscos são levados em conta pelos funcionários consulares na avaliação de pedidos de vistos de imigrante. Ao longo de diferentes governos, houve mudanças no tipo de benefícios de assistência pública cujo uso seria considerado um encargo público. Em seu primeiro mandato (2017-2021), Donald Trump ampliou a lista de benefícios enquadrados na definição — e cujo uso, portanto, poderia justificar a rejeição de um pedido de imigração por conta do risco de "encargo público". O democrata Joe Biden (2021-2025) reduziu essa lista. Agora, em seu segundo mandato, o governo Trump voltou a orientar funcionários consulares a serem rigorosos na avaliação e a considerarem uma série de fatores ao analisar os riscos de que candidatos a imigração possam se transformar em "encargo público". "Já vamos fazer essa revisão, vamos melhorar, aprimorar os nossos procedimentos internos. Mas não tem previsão que vai ser em algum tempo definido, realmente depende do processo interno que vamos fazer", destacou. "O governo do presidente Trump está deixando muito claro que o visto americano é um privilégio, não é um direito", disse Roberson. "Está administrando as operações de visto de forma a priorizar a segurança do povo americano e os nossos interesses nacionais." "Tudo é parte da visão do presidente Trump de colocar os interesses nacionais dos Estados Unidos acima de tudo." Países afetados Os 75 países afetados pela suspensão de vistos para imigrantes nos EUA são: Afeganistão, Albânia, Argélia, Antígua e Barbuda, Armênia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Belarus, Belize, Bósnia, Brasil, Butão, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Cazaquistão, Colômbia, Costa do Marfim, Cuba, Dominica, Egito, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Gana, Geórgia, Granada, Guatemala, Guiné, Haiti, Iêmen, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Macedônia do Norte, Marrocos, Mianmar, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, Quirguistão, República Democrática do Congo, República do Congo, Ruanda, Rússia, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Síria, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Tailândia, Tanzânia, Togo, Tunísia, Uganda, Uruguai e Uzbequistão. **Com BBC**
- Trump abre balanço de segundo mandato com fotos de imigrantes ilegais presos
Trump distribuiu uma cartilha com 365 feitos do seu governo, um para cada dia (Foto: Divulgação Casa Branca) WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou nesta terça-feira, 20, um ano desde seu retorno à Casa Branca com um longo discurso no qual abordou as principais ações de seu governo. Logo no início, o republicano mostrou fotos de imigrantes ilegais que foram presos e afirmou que eles fazem americanos criminosos "parecerem bebês". Trump também exaltou a segurança nas fronteiras e disse que assassinos e traficantes são o foco das deportações. O republicano classificou os manifestantes contrários às ações do ICE como "agitadores profissionais", mas amenizou o tom ao admitir que a agência "às vezes comete erros". "Às vezes, eles são muito severos, mas estão lidando com pessoas difíceis. Fiquei devastado com a morte daquela jovem mulher. Foi uma tragédia, uma coisa horrível", disse Trump, ao mencionar a descoberta de que os pais de Renee Good, assassinada por um agente, são seus apoiadores. . O republicano também declarou que o tráfico internacional de drogas pelo mar caiu em 97%. Defendeu a operação militar no Caribe e citou a Venezuela, ao relembrar a captura de quem ele classificou como ditador fora da lei, em referência ao presidente venezuelano Nicolás Maduro. Antes disso, Trump já havia afirmado que está amando a Venezuela após a operação em Caracas, elogiado a líder opositora venezuelana Maria Corina Machado e dito que gostaria de envolvê-la num possível novo governo no país sul-americano. "Empresas americanas de energia estão prontas para fazer investimentos maciços no país, que tem mais petróleo do que a Arábia Saudita. Talvez possamos envolvê-lo de alguma forma. Eu adoraria poder fazer isso", disse Trump. Trump também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e garantiu que fez mais pela aliança militar "do que qualquer outra pessoa viva ou morta". Segundo ele, o grupo "não é muito forte" sem a presença dos EUA. Em relação às crescentes ameaças à Groenlândia, Trump se esquivou de responder até onde estaria disposto a ir para comprar a ilha ártica ao ser questionado por jornalistas. "Vocês vão descobrir", declarou. **Com Agências**
- EUA fazem recall de frango contaminado
Lote contaminado da Suzanna's Kitchen foi processado em 25 de outubro NOVA YORK - O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) emitiu um alerta nesta segunda-feira, 19, para que mais de 6 mil Kg de peito de frango prontos para o consumo da Suzanna's Kitchen, da Georgia, podem estar contaminados com listeria. Os filés de peito de frango grelhados com recheio de carne da costela, lote 60104P13822875J14, foram distribuídos para os Estados do Alabama, Flórida, Geórgia, Missouri, Nova Hampshire, Carolina do Norte e Ohio. O recall "Classe I" - classificação mais grave que traz risco de morte - foi determinado em 16 de janeiro quando um laboratório independente relatou ter encontrado a bactéria em uma amostra do produto que foi processado em 14 de outubro de 2025. A listeria “pode causar infecções graves e, às vezes, fatais em crianças pequenas, pessoas frágeis ou idosas e outras com sistema imunológico enfraquecido”, de acordo com a Agência Reguladora de Alimentos e drogas (FDA) do país. “Embora indivíduos saudáveis possam apresentar apenas sintomas de curta duração como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, dor abdominal e diarreia, a infecção por listeria pode causar abortos espontâneos e natimortos em mulheres grávidas", destaca o comunicado. Não há relatos de vítimas até o momento, mas as autoridades avisam que as pessoas que acreditam ter consumido o produto contaminado devem entrar em contato com um profissional de saúde. O USDA avisa que clientes com dúvidas sobre segurança alimentar podem ligar para 888-674-6854 ou enviar uma pergunta para MPHotline@usda.gov . **Com Agências **
- Tempestade de radiação solar severa atinge nível mais intenso em 20 anos
Visibilidade da aurora boreal pode ser vista nos EUA, Canadá e partes de Europa NOVA YORK - Uma tempestade de radiação solar em andamento desde segunda-feira, 19, atingiu um nível considerado raro, segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC, na sigla em inglês) e deve permanecer até a noite dessa terça-feira, 20. Esse grau de severidade não era observado desde outubro de 2003. O evento aumentou a visibilidade da aurora boreal nos Estados Unidos, no Canadá e em partes da Europa. Em novembro do ano passado, quando o fenômeno foi registrado com menor intensidade, moradores de parte do continente europeu também conseguiram observar as luzes distintas. Em tempo: Tempestades de radiação solar ocorrem quando partículas e plasma em alta velocidade atingem o campo magnético da Terra. Medições de satélites indicam que a tempestade se intensificou para o nível S4 na escala da NOAA, que vai até o nível S5, e continua aumentando. A NOAA é a agência do governo dos EUA responsável pelo monitoramento do clima, dos oceanos e da atmosfera. O evento incomum também pode trazer impactos relevantes. Entre os principais efeitos estão o aumento do risco de exposição à radiação para astronautas e para voos que utilizam rotas polares, além de riscos maiores para satélites e para sistemas de lançamento espacial. Também há possibilidade de provocar interrupções temporárias na rede elétrica e interferir em comunicações por rádio. O SWPC informou que notificou companhias aéreas, a Administração Federal de Aviação (FAA), a NASA, a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), a Corporação Norte-Americana de Confiabilidade Elétrica (NERC) e outras partes interessadas para apoiar ações de preparação à medida que as condições evoluem. A previsão de tempestades solares não pode ser feita com muita antecedência. Diante dessa limitação, especialistas em clima espacial alertam os setores envolvidos apenas poucos dias antes do fenômeno atingir a Terra, permitindo a adoção de medidas de preparação. **Com Agências**
- EUA descartam investigar ação letal do ICE em Minneapolis e acusam democratas e viúva
MINNEAPOLIS - Na contramão dos pedidos de organizações internacionais e de direitos humanos, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) afirma que não vai investigar o ação do ICE que matou a americana Renee Nicole Good no. Ao contrário, abriu um inquérito contra o governador de Minnesota, Tim Walz, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e a viúva Rebecca Good sobre uma possível obstrução da aplicação da lei federal. A investigação, que representa uma escalada no confronto entre o presidente americano, Donald Trump, e os líderes democratas da região, é fruto de declarações de Walz e Frey sobre os milhares de oficiais do ICE e da patrulha de fronteira dos EUA que atuam na região desde as últimas semanas. Trump chegou a sugerir que poderia invocar a Lei de Insurreição e enviar tropas para a cidade para conter qualquer violência. Quase 3 mil agentes federais de imigração foram enviados para Minneapolis, segundo o órgão, com o objetivo de prender pessoas suspeitas de estarem nos EUA ilegalmente e investigar alegações de fraude no estado. O Departamento de Segurança Interna (DHS) chamou a implantação massiva de a maior operação de sua história. A presença em larga escala de agentes federais na região desencadeou uma reação local generalizada, provocando protestos e confrontos, especialmente após o assassinato de Good no dia 7 de janeiro. "A única pessoa que não está sendo investigada pelo tiroteio de Renee Good é o agente do ICE que atirou nela", declarou o governador, fazendo referência à investigação federal sobre a morte da mulher de 37 anos. Tanto Walz quanto Frey repreenderam abertamente o aumento da atividade federal em Minneapolis. O prefeito chegou a entregar uma mensagem pública para os agentes federais deixarem a cidade. Walz não confirmou a investigação, mas acusou o governo federal de “armar o sistema de justiça e ameaçar oponentes políticos”, o que ele chamou de “tática perigosa e autoritária”. O vice-procurador-geral Todd Blanche na quarta-feira culpou os dois democratas pela agitação em seu estado e prometeu tomar medidas contra eles. “A insurreição de Minnesota é o resultado direto de um governador fracassado e um prefeito terrível, encorajando a violência contra a aplicação da lei”, escreveu Blanche em um post no X. “É nojento. Walz e Frey — Estou focado em impedir seu terrorismo por qualquer meio necessário. Isso não é uma ameaça. É uma promessa." Já o foco da investigação sobre Rebecca recai sobre os laços da viúva com grupos ativistas e sobre sua atuação no protesto do qual o casal participava como observador legal. Vídeos mostram a mulher pedindo ao agente do ICE para tirar a máscara e dizendo para ele ir comer alguma coisa. Ela filmou toda a ação até Ross disparar à queima-roupa contra Renee. O advogado da família, no entanto, afirmou que não houve qualquer contato do FBI ou de autoridades federais indicando que Rebecca seja formalmente alvo da investigação. A condução do caso provocou uma crise interna no Ministério Público. Pelo menos seis procuradores federais em Minnesota pediram demissão após receberem ordens para investigar Rebecca Good. Enquanto isso, Blanche afirmou que “no momento não há fundamento” para investigar o agente Jonathan Ross. Fontes ouvidas pelo The New York Times indicam que a divisão de direitos civis do DOJ não abriu inquérito para apurar eventual violação de direitos federais no caso, tornando “cada vez menos provável” que Ross enfrente acusações criminais. ALVEJADA E SEM SOCORRO O laudo necroscópico feito no corpo de Renee ainda não foi divulgado, mas a avaliação médica registrada na ocorrência do dia 7 de janeiro constatou que quando os socorristas chegaram no local Renee "não respirava, estava inconsciente e com pulso fraco". A mulher de 37 anos, mãe de três filhos, foi atingida por dois disparos no lado direito do tórax, um no antebraço esquerdo e outro possivelmente no lado esquerdo da cabeça na altura da orelha., afirma o legista da maior cidade de Minessota. Nos documentos, os socorristas detalham que chegaram ao local cinco minutos depois da primeira denúncia e a vítima foi retirada do veículo e colocada, inicialmente, em um banco de neve próximo. Na sequência, ela foi encaminhada a uma calçada próxima para os socorristas terem um ambiente mais adequado para o trabalho, facilitar o acesso de ambulâncias e separar a vítima "de uma situação que estava se agravando, envolvendo policiais e curiosos", destaca o boletim. Vídeos da ação mostram que agentes do ICE não deixaram um morador que se identificou como médico se aproximar de Renee nem socorreram a vítima. Os oficiais recebem treinamento para prestar os primeiros socorros. Testemunhas disseram que os carros do ICE impediram a aproximação da ambulância e os paramédicos chegaram à pé até Renee. Os médicos tentaram reanimá-la a caminho do hospital, mas ela não resistiu. DEZENAS DE CHAMADAS PARA O 911 O relatório do Corpo de Bombeiros de Minneapolis divulgado na sexta-feira, 16, descreve dezenas de chamadas para o Serviço de Emergência e mostra contradições entre a versão do público e do DHS. As dezenas de ligações para o Serviço e Emergência começaram às 9h39. Um deles declarou que viu "um agente do ICE disparar dois tiros em direção ao para-brisa do lado da motorista". Essa pessoa afirmou que Renee "tentou fugir, mas bateu no veículo estacionado mais próximo", destacando que viu "sangue por todo o [corpo da] motorista e depois na parceira dela que estava tentando prestar socorro". "Ela está morta. Eles atiraram nela", disse outra pessoa que ligou para o socorro. Ela acrescentou que havia 15 agentes de imigração no local e eles atiraram porque a mulher não abriu a porta do carro. Um terceiro solicitante, que disse telefonar em nome dos agentes de segurança interna, destacou que os policiais estavam presos em um carro e havia "agitadores no local", havendo disparos feitos por moradores. Outra ligação dizia que havia pelo menos 15 homens do ICE e uma mulher foi baleada "porque não quis abrir a porta". Uma das chamadas o interlocutor dizia ser um representante do Departamento de Segurança Interna (DHS) e que alguns de seus homens ficaram presos em um veículo e "tiros foram disparados por seus agentes". Segundo depoimentos, três pessoas observavam a ação do ICE, uma delas pode ser Rebecca. Renne chegou mais tarde e ficou apenas alguns minutos com o carro atravessado na via até tentar sair e ser alvejada. Da Redação
- Trump diz à Noruega que não sente mais obrigação de pensar apenas na paz
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma mensagem direcionada neste domingo, 1o, ao primeiro-ministro da Noruega, que não se sente mais obrigado a "pensar puramente na paz" por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, e reiterou sua exigência de controle da Groenlândia. A mensagem, amplamente compartilhada com outras nações pelo governo americano foi uma resposta a uma breve mensagem enviada a Trump pelo primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, e pelo presidente finlandês, Alexander Stubb, opondo-se à sua decisão de impor tarifas a aliados europeus pela recusa em permitir que os EUA assumam o controle da Groenlândia, afirmou Stoere em um comunicado. Stoere e Stubb apontaram para a necessidade de reduzir a tensão e solicitaram uma conversa telefônica com Trump, segundo comunicado do premiê norueguês. A reação de Trump veio pouco tempo depois. "Caro Jonas: Considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido mais de 8 guerras, não me sinto mais obrigado a pensar apenas na paz, embora ela sempre seja predominante, mas agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América", escreveu Trump. O republicano fez campanha abertamente pelo Prêmio Nobel da Paz, que no ano passado foi concedido à líder da oposição venezuelana María Corina Machado. "Expliquei diversas vezes claramente a Trump o fato notório de que é um Comitê Nobel independente, e não o governo norueguês, que concede o prêmio", disse Stoere. Corina Machado entregou sua medalha de ouro a Trump durante uma reunião na Casa Branca na semana passada, embora o Comitê Nobel Norueguês tenha afirmado que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado. O Comitê Nobel não respondeu imediatamente a um pedido de comentário na segunda-feira. A soberania dinamarquesa sobre a vasta ilha rica em minerais está documentada em uma série de instrumentos legais vinculativos, incluindo um tratado firmado em 1814. Os EUA reconheceram repetidamente que a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca. **Com Reuters**
- Trump anuncia tarifas de 10% a países europeus contra anexação da Groenlândia
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 10%, a partir de 1º de fevereiro, contra a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido e Finlândia. "A partir de 1º de junho de 2026, essas tarifas subirão para 25%", afirmou Trump no Truth neste sábado, 17, ressaltando que os impostos serão pagos "até que se chegue a um acordo para a compra completa e total da Groenlândia". A medida do mandatário de Washington é uma retaliação aos países europeus que no início da semana enviaram tropas para a ilha ártica a fim de defender o território contra uma possível invasão americana. Todas as nações citadas, assim como os EUA, integram a Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan), um pacto que estabelece a defesa coletiva de qualquer um de seus membros. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, que está no Paraguai, onde ocorreu hoje a assinatura do acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, comentou a decisão do líder americano. "Em relação ao anúncio de Trump, posso afirmar que a UE sempre será muito firme na defesa do direito internacional, em todos os lugares e, sobretudo, em seu próprio território. Nesse sentido, estou coordenando uma resposta conjunta entre os Estados-membros sobre essa questão", disse Costa. Ainda neste sábado, milhares de pessoas se manifestaram em Copenhague, capital da Dinamarca, contra as ameaças de Trump de anexar a Groenlândia. **Com Ansa**
- Juíza limita poderes do ICE em Minnesota
População reclama da violência e da presença de agentes fortemente armados nas ruas MINNEAPOLIS - Uma juíza federal de Minnesota impôs, nesta sexta-feira, 16, restrições severas às operações do ICE, ordenando o fim de "táticas agressivas" contra manifestantes. A decisão da juíza Katherine Menendez proíbe o uso de gás pimenta e a detenção de pessoas em veículos que não obstruam a atividade policial. O Departamento de Segurança Interna (DHS) tem 72 horas para cumprir a determinação, que surge após a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, baleada por um agente federal em 7 de janeiro. A tensão em Minneapolis escalou para um enfrentamento direto entre as autoridades locais e a Casa Branca. O Departamento de Justiça iniciou uma investigação contra o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, acusando-os de obstruir o trabalho dos agentes federais durante os protestos. Frey classificou a manobra como uma tentativa de intimidação por sua defesa da cidade contra o "caos" trazido pela administração federal, enquanto Walz criticou o fato de o agente que atirou em Good não estar sob investigação. Trump recua sobre a Lei de Insurreição Apesar do tom agressivo da procuradora-geral Pam Bondi, que afirmou que "ninguém está acima da lei", o presidente Donald Trump recuou na intenção de invocar a Lei de Insurreição. Após considerar a mobilização de tropas em território americano para conter as manifestações migratórias, Trump declarou que não vê razões para usá-la neste momento. A crise em Minnesota é agravada por novos incidentes, como o ferimento de um cidadão venezuelano por tiros federais e a morte de um mexicano sob custódia do ICE na Geórgia. **Com AFP**
- Trump revela plano de saúde com pagamentos diretos em vez de subsídios a seguros
Trump promete baratear medicamentos, mas críticos temem efeito contrário WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 15, um plano de saúde que substituiria os subsídios do governo para seguros por pagamentos diretos em contas de poupança para os consumidores, uma ideia que, segundo alguns especialistas, prejudicaria os americanos de baixa renda. A Casa Branca afirma que o plano vai reduzir os preços dos medicamentos e os prêmios de seguro, tornaria os custos mais transparentes e responsabilizaria as seguradoras. "Em vez de apenas encobrir os problemas, incluímos nesse grande plano de saúde uma estrutura que acreditamos que ajudará o Congresso a criar uma legislação que abordará os desafios que o povo americano tem desejado", defendeu Mehmet Oz, administrador dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid dos EUA. A Casa Branca não forneceu um cronograma para a implementação, mas é improvável que um Congresso profundamente dividido aprove rapidamente uma legislação importante para o setor de saúde. O plano, que o governo está pedindo ao Congresso para aprovar como legislação, codificaria os acordos de preços de medicamentos e visa disponibilizar mais remédicos para compra sem receita. Trump tem pressionado as farmacêuticas a reduzirem seus preços de acordo com o que os pacientes pagam em nações igualmente ricas e fechou acordos com 14 fabricantes de medicamentos sobre os valores de alguns de seus produtos para o Medicaid, programa público para pessoas de baixa renda, e para consumidores sem plano de saúde.. A estrutura de Trump, apelidada de "O Grande Plano de Saúde" e descrita em um informativo da Casa Branca, inclui um programa de redução de custos compartilhados de seguros que poderia reduzir os prêmios mais comuns do plano Obamacare em mais de 10%. Além disso, substitui os subsídios do governo para o seguro por pagamentos diretos aos americanos em contas de poupança específica, o que os críticos dizem que poderia forçar as pessoas de baixa renda a optar por planos de seguro de curto prazo ou de alta franquia. ENCERRAMENTO DAS INSCRIÇÕES PARA OBAMACARE O anúncio ocorre em um momento em que milhões de americanos enfrentam custos de saúde mais altos este ano, com o encerramento das inscrições abertas para a maioria dos planos Obamacare subsidiados pelo governo federal na quinta-feira (15). Em média, os custos dos prêmios aumentarão de US$888 em 2025 para US$1.904 em 2026, de acordo com a empresa de políticas de saúde KFF, um salto muito maior do que a economia prometida no plano de Trump. O Congresso continua dividido sobre se e como deve restabelecer os generosos créditos tributários da era da Covid que ele permitiu que expirassem no final do ano passado. Subsídios federais expandidos retroativos ainda são possíveis e há um grupo bipartidário de parlamentares negociando uma possível extensão, mas os republicanos continuam divididos sobre se devem fazê-lo. O governo Trump quer que o financiamento vá diretamente para os consumidores que usam contas de poupança de saúde e não para as seguradoras, uma posição também adotada pelos republicanos do Congresso que se opõem à extensão dos subsídios do Obamacare. **Com Reuters**
- Trump agradece a Corina Machado por presenteá-lo com Nobel da Paz
ONU afirmou que prêmio é irrevogável e intransferível para outra pessoa WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu à líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, por tê-lo presenteado com a medalha do Nobel da Paz conquistada por ela em 2025. Os dois se reuniram na quinta-feira, 15, na Casa Branca, em meio aos rumores de que Trump teria escanteado Machado no processo de transição em Caracas pelo fato de a opositora ter vencido um prêmio cobiçado pelo republicano. "Foi uma grande honra conhecer María Corina Machado, da Venezuela, hoje. Ela é uma mulher maravilhosa que passou por muitas dificuldades. María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que realizei. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María", escreveu o presidente na plataforma Truth Social. Trump fez campanha aberta para ganhar o Nobel da Paz em 2025 e disse no início de janeiro que Machado não deveria ter sido laureada, porém negou que isso tenha influenciado em sua decisão de aceitar a chavista Delcy Rodríguez como líder do processo de transição na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas. A opositora, por sua vez, chegou a dizer, após a queda de Maduro, que gostaria de "compartilhar" o Nobel com o presidente dos EUA, porém o instituto responsável pela premiação explicou que ele não pode ser "revogado nem transferido" para outra pessoa. . **Com Ansa**
- Influenciador próximo de Trump compara ICE à polícia nazista da Alemanha
Rogan critica abordagem de americanos que andam sem documentos nas ruas WASHINGTON - Um dos apresentadores de podcast mais populares dos Estados Unidos, principalmente entre homens jovens e o público que se identifica com o presidente dos Estados Unidos, criticou as ações do ICE e comparou os agentes aos homens da Gestapo, polícia nazista da Alemanha. Joe Rogan, que tem mais de 14 milhões de assinantes no Spotify e 17 milhões no YouTube, diz compreender que o republicano esteja colocando em prática o plano de perseguição a imigrantes para o qual foi eleito, mas contestou os métodos adotados. "Não queremos militares armados circulando pelas ruas, prendendo pessoas aleatoriamente, muitas das quais acabam sendo cidadãos norte-americanos que simplesmente não estão com seus documentos no momento. Vamos realmente nos transformar na Gestapo? 'Mostre seus documentos'. É isso mesmo que está acontecendo agora?", questionou o influenciador. Esse distanciamento de Rogan - frequentemente descrito como "o eleitor indeciso mais famoso da América" - não é um bom sinal para Trump, que continua defendendo a polícia de imigração no incidente que matou Renee Nicole Good em Minneapolis na semana passada. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Trump ameaça usar Lei de Insurreição em meio a protestos em Minneapolis
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou invocar a chamada Lei de Insurreição para conter os protestos em Minneapolis, que se intensificaram após uma mulher ter sido morta por um agente do ICE. "Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e não impedirem que agitadores e insurgentes profissionais ataquem agentes patriotas do ICE que estão simplesmente tentando fazer seu trabalho, eu acionarei a Lei de Insurreição, como muitos presidentes já fizeram antes de mim", escreveu Trump nas mídias sociais. A secretária de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, afirmou ter discutido a Lei de Insurreição com o magnata e que "é seu direito constitucional usá-la". No entanto, ela não descreveu a situação em Minneapolis como uma "insurreição", mas sim como "violenta e com violações da lei em muitos lugares". "Eu sei que vocês estão com raiva. Eu também estou. O que Trump quer é violência nas ruas. Mas Minnesota continuará sendo um oásis de decência, justiça, comunidade e paz. Não deem a ele o que ele quer", reagiu o governador de Minnesota, Tim Walz. A tensão permanece altíssima na cidade americana. Um agente do ICE atirou e feriu um homem em Minneapolis, segundo as autoridades federais. O Departamento de Segurança Interna afirmou que o episódio ocorreu quando os agentes tentavam deter um venezuelano que teria resistido. Os protestos no município começaram após a morte de Renée Nicole Good, uma americana de 37 anos, que foi assassinada a tiros por um agente durante uma operação em Minneapolis no início do mês. . **Com Ansa**
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