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  • Equador denuncia tentativa de invasão de agente do ICE em consulado

    MINNEAPOLIS - O Ministério das Relações Exteriores do Equador denunciou na terça-feira, 27, a tentativa de invasão de um agente do ICE em seu consulado em Minneapolis, em meio à escalada das tensões na operação anti-imigração ordenada pelo presidente Donald Trump. O governo de Daniel Noboa, um dos aliados mais próximos de Washington na América Latina, enviou uma nota de protesto à Embaixada dos EUA em Quito sobre o incidente. Funcionários da sede consular "impediram a entrada do agente do ICE" na manhã de terça para proteger "os equatorianos que estavam no local naquele momento", afirmou o ministério. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um homem mascarado tentando acessar o prédio, enquanto um membro da equipe do país sul-americano o adverte de que ele não está autorizado a entrar. Quito solicitou que "atos dessa natureza não se repitam em nenhum dos consulados do Equador nos Estados Unidos" Ainda na terça, Trump anunciou uma "pequena desescalada" em Minneapolis após a chegada de um enviado para amenizar as tensões relacionadas à operação anti-imigração, que resultou na morte de dois civis americanos baleados por agentes federais. **Com Ansa**

  • Justiça dos EUA bloqueia expulsão de menino de 5 anos detido pelo ICE

    A imagem do menino sendo detido viralizou e causou comoção nacional MINNEAPOLIS - Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou, temporariamente, a expulsão de um menino de 5 anos que foi detido junto com o pai na semana passada, em Minnesota, por agentes do ICE. Liam Conejo Ramos e seu pai, Adrian Conejo Arias, dois solicitantes de asilo originários do Equador, foram detidos em 20 de janeiro e o caso se tornou um símbolo da indignação dos manifestantes, que denunciam os métodos da polícia de imigração como brutais. Qualquer "expulsão ou transferência" do menino e de seu pai está proibida "até nova ordem [...] enquanto contestam sua detenção", decidiu, na segunda-feira, o juiz Fred Biery do Tribunal Federal de San Antonio, no Texas, onde estão detidos. Há versões contraditórias sobre as ações dos integrantes do ICE nesse caso: Washington alega que o pai fugiu e deixou o menino sozinho. O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, explicou que os agentes tentaram protegê-lo depois que o pai "escapou" de uma batida. "Supõe-se que deveriam deixar que um menino de 5 anos morresse de frio?", questionou Vance, tentando desviar a atenção do problema central. Por outro lado, autoridades escolares alegam que o menor foi usado como "isca" para bater à porta de sua residência e tentar fazer com que outras pessoas saíssem, incluindo sua mãe grávida. A Chancelaria equatoriana confirmou que Conejo e seu pai estão em um Centro de Processamento de Imigração no Texas. "Um menino de 5 anos, na realidade, não cometeu nenhum crime [...] estão abusando das pessoas migrantes", disse na sexta-feira à emissora CNN o tio do menor, Luis Conejo. O presidente Donald Trump anunciou nessa terça que vai "desescalar um pouco" a situação em Minnesota após a chegada ao estado de seu assessor Tom Homan, enviado para reduzir as tensões em torno da operação anti-imigração. Os protestos ganharam força com as mortes, nas últimas semanas, dos manifestantes Alex Pretti e Renee Good, atingidos por disparos de agentes federais. **Com AFP**

  • Americana denuncia sumiço do marido em sistema prisional do ICE

    Hannah observa que marido desapareceu da noite para o dia (Foto: Redes Sociais) SAN DIEGO - A mulher do brasileiro Matheus Silveira, preso pelo ICE há mais de dois meses na Califórnia, disse que o marido está incomunicável desde a noite de domingo e que a agência de imigração não sabe informar onde ele está. Em um vídeo divulgado nas redes sociais na segunda-feira, 26, Hannah conta que conversou com Silveira na noite anterior pelo aplicativo usado para a comunicação com a família e que, ao tentar acessar a conta do imigrante na manhã seguinte, a plataforma indicava que o contato não estava mais disponível. Segundo Hannah, ao procurar o Centro de Detenção de Otay Mesa, em San Diego, ela foi informada de que Silveira não estava mais no sistema e que poderia estar em processo de liberação. Mas um colega que dividia a cela com Silveira conseguiu avisar Hannah que o marido havia sido transferido no meio da noite para uma prisão na Lousiana. “O ICE simplesmente não consegue encontrar meu marido. Meu marido teve concedida a saída voluntária dos Estados Unidos, e um juiz determinou que ele poderia embarcar em um voo comercial, um voo regular saindo de San Diego, para ser transferido ao Brasil, onde nós vamos começar nossa nova vida”, explicou Hannah em post nas redes sociais. Entrevista para o green card Silveira , que completa nesta terça-feira, 27, 34 anos, foi detido pelo ICE no dia 24 de novembro no prédio do Serviço e Imigração e Naturalização (USCIS), minutos após ter o pedido de green card através do casamento aprovado. Uma policial se levantou e disse que "pessoas no corredor" esperavam o casal e o advogado deles para conversar. Na sequência, descreveu Hannah, quatro agentes do ICE entraram no escritório, colocaram o brasileiro contra a parede e o prenderam. Os oficiais tinham um mandado de prisão contra Silveira que fazia referência à permanência do homem no país após o vencimento do visto de estudante. Silveira chegou ao país em 2019 com o F-1 que expirou no ano seguinte. Ele e Hannah se casaram em agosto de 2024. Leia também: Casal vai recomeçar vida no RJ após brasileiro ser preso em entrevista de green card Hannah conta que o marido assinou sua saída voluntária dos EUA em vez de ser deportado e a finalização do acordo levaria "algumas semanas". Por isso, o casal decidiu retomar a vida no Rio de Janeiro, onde mora a família de Silveira. O brasileiro fica impedido de voltar aos EUA por dez anos. A secretária adjunta do Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que Matheus seguirá sob custódia do ICE enquanto aguarda a saída dos EUA. Tricia McLaughlin declarou que o homem era um "imigrante ilegal brasileiro com antecedentes criminais que permaneceu nos Estados Unidos após o vencimento de seu visto de estudante F-1". Ela acrescentou que "ele já havia sido preso anteriormente por dirigir sob a influência de álcool e que a solicitação de um green card não garante o status de residente permanente". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Repercursão negativa de morte de americanos pelo ICE força saída do chefe anti-imigração de Minnesota

    Bovino é considerado como homem de confiança de Donald Trump MINNEAPOLIS - A administração de Donald Trump mudou de tom em relação às ações do ICE após a repercussão negativa do segundo americano assassinado pelos agentes de imigração em Minneapolis e anunciou nesta segunda-feira, 26, a retirada chefe da Patrulha da Fronteira (CBP), Gregory Bovino, e alguns de seus agentes da cidade mais populosa de Minnesota. Em seu lugar, o presidente enviou o "czar da fronteira", Tom Homan, para se reunir com as autoridades locais e liderar as operações em Minnesota. Em uma publicação nas redes sociais na noite desta segunda-feira, Tricia McLaughlin, secretária-adjunta do DHS, disse que Gregory Bovino não foi exonerado de suas funções e que ele é "uma peça fundamental" da equipe do governo. A saída de Bovino ocorre em um momento em que a Casa Branca mudou a forma como está lidando com as consequências da morte do enfermeiro Alex Pretti no sábado. A resposta inicial foi retratar a vítima como um "terrorista doméstico" determinado a derramar sangue, versão que recebeu críticas não apenas de oponentes políticos do presidente, mas também de membros das forças de segurança e de seu próprio partido. Imediatamente após o tiroteio, Bovino afirmou que parecia que Pretti "queria causar o máximo de danos e massacrar policiais". Seus agentes rapidamente divulgaram uma fotografia da arma do enfermeiro, insinuando que isso justificava o uso de força letal. Já a secretária de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, disse que Pretti queria "causar danos" e estava "empunhando" uma arma, o que foi claramente refutado pelos vídeos que registraram a execução do americano com pelo menos cinco tiros. A resposta inicial repetiu a estratégia adotada pelo governo Trump três semanas antes, quando agentes federais mataram a tiros outra moradora de Minneapolis, Renee Good. As autoridades disseram que Good era uma terrorista que havia "usado" seu veículo como arma em uma tentativa de ferir agentes do ICE. Assim como no caso de Good, a versão dos fatos apresentada pelo governo Trump foi contestada por autoridades locais, testemunhas e pela família da vítima. Em um comunicado divulgado no domingo (25), os pais de Pretti pediram que a verdade viesse à tona e acrescentaram: "As mentiras repugnantes contadas sobre nosso filho pelo governo são repreensíveis e nojentas." Em publicações nas redes sociais e em uma entrevista ao The Wall Street Journal, Trump se recusou a atacar Pretti, e também se absteve de endossar as ações dos agentes envolvidos. Em uma mensagem publicada em seu perfil no Truth Social, ele descreveu a morte como "trágica" e culpou o ocorrido "no caos provocado pelos democratas", mensagem que foi endossada pelo vice-presidente JD Vance. Trump também confirmou a presença de Homan em Minnesota e disse que o czar da fronteira vai se reportar diretamente a ele. Quem é Gregory Bovino Postura de Bovina é comparada à dos oficiais nazistas Gregory Bovino é a figura pública da campanha do governo Trump para deter e deportar milhares de imigrantes indocumentados dos EUA — um dos poucos agentes que aparecem em frente às câmeras sem máscara. Apelidado de "comandante-chefe" da Patrulha da Fronteira pela secretária Kristi Noem, Bovino ganhou destaque ao liderar as operações em Los Angeles, Califórnia, em junho do ano passado. Ele também dirigiu a controversa Operação Midway Blitz em Chicago, Illinois, em setembro, bem como outras ações polêmicas em Charlotte, Carolina do Norte, e Nova Orleans, Louisiana. Desde o início do ano, ele tem sido visto percorrendo a região metropolitana que engloba Minneapolis e a vizinha St. Paul, Minnesota — onde, diante da rejeição das autoridades locais e estaduais ao envio de centenas de agentes do ICE, Trump ameaçou invocar a Lei da Insurreição. À sua imagem, Bovino acrescentou na semana passada um longo casaco de estilo militar com lapelas largas e insígnias nos braços e ombros, gerando uma onda de indignação nas redes sociais. Mas seus críticos não culpam Bovino apenas por sua escolha deliberada de roupas e um corte de cabelo que lembra oficiais nazistas. Eles também o responsabilizam pelas táticas brutais do ICE durante as batidas e contra aqueles que protestam contra elas. Durante as operações em Los Angeles, ele compartilhou um vídeo promocional mostrando as unidades realizando suas operações ao som de heavy metal. Em outro vídeo postado nas redes sociais na época, ele pode ser ouvido dizendo: "Estamos tornando Los Angeles um lugar mais seguro, já que não temos políticos cuidando disso." Em Chicago, ele liderou uma operação que durou um mês e resultou em mais de 3.200 prisões, conforme relatado na época pela CBS News, parceira da BBC nos EUA. Agentes federais sob seu comando patrulharam bairros predominantemente hispânicos, subúrbios inteiros e centros de transporte, onde foram filmados quebrando janelas de carros e dispersando manifestantes com gás lacrimogêneo. Bovino celebrou publicamente os resultados da operação e defendeu as táticas dos funcionários sob seu comando como 'exemplares', diante das críticas de líderes locais e especialistas que afirmavam que tais ações violam ordens judiciais sobre o uso da força. Seu liderança tem sido examinada por diversos tribunais federais e, em novembro, a juíza Sara Ellis emitiu uma ordem para limitar como os agentes do ICE podiam usar a força durante operações em Chicago. Em sua decisão, Ellis afirmou que Bovino havia mentido ao afirmar que uma pedra lhe foi atirada na cabeça antes de ele usar gás lacrimogêneo contra uma multidão. A magistrada qualificou seu testemunho como "simplesmente não crível". Ao ser questionado sobre o episódio, Bovino reafirmou sua posição, destacando que suas equipes usam sempre "a menor força necessária", e acrescentou: "Se eu tivesse mais gás, teria usado". Ele manteve essa postura também ao ser entrevistado após a morte de Renee Nichole Good, baleada por um agente do ICE em Minneapolis no dia 7 de janeiro. "Meus respeitos para o agente", disse Bovino, reiterando o argumento previamente dado pela secretária Noem, de que o agente atuou em legítima defesa. Durante uma coletiva de imprensa nas semana passada, ele rejeitou a ideia de que os presos nas operações estejam no alvo do ICE "por razões políticas", enfatizando que o objetivo continua sendo a "eliminação de criminosos violentos" e que lacunas nas ações policiais locais e estaduais tornaram necessária a presença de agentes federais na cidade. "A segurança pública em Minneapolis não é negociável", acrescentou.

  • ICE confirma atuação em segurança nas Olimpíadas de Inverno na Itália

    MILÃO - Agentes da controverso serviço de imigração dos Estados Unidos - o ICE - vão atuar nas operações de segurança americanas durante as Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d'Ampezzo, na Itália, em fevereiro. "Nos Jogos Olímpicos, a divisão de Investigações de Segurança Interna do ICE está apoiando o Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado dos EUA e o país anfitrião na avaliação e mitigação de riscos provenientes de organizações criminosas transnacionais", disse o ICE em um comunicado. O serviço de Investigações de Segurança Interna (HSI) "é responsável por apurar possíveis ameaças globais envolvendo movimentação de pessoas, bens, dinheiro, contrabando, armas e tecnologia sensível". Por outro lado, a agência reconhece que "todas as operações de segurança permanecem sob autoridade italiana". "Obviamente, o ICE não conduz ações de controle de imigração em países estrangeiros", acrescentou. A possível presença de agentes do ICE na Itália 6 e 22 de fevereiro se tornou uma dor de cabeça para a premiê Giorgia Meloni, cada vez mais pressionada internamente a adotar uma postura mais firme contra as ações do presidente Donald Trump, com quem sempre reivindicou ter uma relação privilegiada. O ICE virou alvo de críticas no mundo inteiro após suas operações para rastrear e prender imigrantes supostamente em situação irregular nos EUA, que culminaram no assassinato de dois cidadãos americanos por agentes apenas em janeiro: a poeta Renée Good e o enfermeiro Alex Pretti. "Após violências e assassinatos nos EUA, agora ficamos sabendo que os agentes do ICE virão à Itália para a segurança nas Olimpíadas de Milão-Cortina. Não podemos permitir isso", disse nesta terça, 27, o ex-premiê Giuseppe Conte, líder do Movimento 5 Estrelas (M5S). Já o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmou que o ICE "não é bem-vindo" na cidade. "É uma milícia que entra nas casas das pessoas. Eu me pergunto se não podemos dizer 'não' a Trump pelo menos uma vez. Os agentes do ICE não devem vir à Itália porque não estão alinhados ao nosso modo democrático de garantir a segurança", observou. Na última segunda-feira (26), o ministro italiano do Interior, Matteo Piantedosi, havia garantido que o ICE não operaria no país e que a controvérsia se dava em torno de "nada". **Com Ansa**

  • Milhões de pessoas enfrentam frio intenso após nevasca mortal nos EUA

    Pessoas passeiam no Central Park nesta segunda-fria sob frio intenso NOVA YORK - Dezenas de milhões de pessoas estão se recuperando de um frio intenso nesta segunda-feira, após uma tempestade de inverno monstruosa que despejou 30 centímetros de neve do Novo México à Nova Inglaterra, paralisou grande parte do leste dos Estados Unidos, causou pelo menos 30 mortes e cancelou milhares de voos. De Nova York e Massachusetts, no nordeste, até o Texas e a Carolina ‌do Norte, no sul, as estradas estavam congeladas e escorregadias, muitas vezes cobertas por mais de 30 centímetros de neve. Pelo menos 25 governadores declararam estado de emergência. Em alguns Estados do ‌sul, os moradores enfrentaram condições climáticas de inverno nunca vistas em décadas, com gelo de quase três centímetros de espessura derrubando árvores e linhas de energia. A tempestade foi responsável por pelo menos 30 mortes em vários Estados. Em Frisco, Texas, uma jovem de 16 anos morreu em um acidente de trenó no domingo. Outro jovem morreu no Condado de Saline, Arkansas, enquanto era puxado por um quadriciclo sobre a neve e o gelo quando o veículo bateu em uma árvore, disseram as autoridades. Na Pensilvânia, três pessoas morreram enquanto limpavam a ‍neve com pás. Em Austin, no Texas, uma pessoa morreu de aparente hipotermia enquanto tentava se abrigar em um posto de gasolina abandonado, disseram as autoridades. Pelo menos oito pessoas morreram na cidade de Nova York devido à exposição ao frio, disse o prefeito Zohran Mamdani, pedindo aos moradores que liguem para pedir ajuda caso vejam alguém na rua precisando de assistência. Enquanto o sistema de tempestades se afastava da Costa Leste em direção ao Atlântico nesta ‌segunda-feira, uma massa de ar ártico vinda do Canadá chegava em seguida, prolongando as temperaturas abaixo de zero por mais alguns ‌dias, informou o Serviço Nacional de Meteorologia. "Esta tempestade está deixando a Costa Leste agora, com algumas rajadas de neve isoladas", disse Allison Santorelli, meteorologista do Centro de Previsão do Tempo do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS). "Mas o principal destaque é o frio extremo, que deve persistir até o início de fevereiro." Quase 200 milhões de norte-americanos estavam sob algum tipo de alerta de frio extremo, desde a fronteira com o Canadá até o Golfo do México, disseram os meteorologistas. Lubbock, no Texas, registrou mínima de -20 graus Celsius nesta segunda-feira. Quase 800 mil clientes, incluindo residências e empresas, em todo o sudeste dos EUA, estavam enfrentando o frio sem energia, de acordo com o site de monitoramento PowerOutage.us, incluindo 246 mil no Tennessee. A tempestade causou transtornos no tráfego aéreo, com mais de 12.500 voos cancelados nos EUA no domingo -- o maior número em um único dia desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020. ESCOLAS FECHADAS A mistura de neve, gelo e chuva congelante da tempestade tornou muitas estradas e rodovias perigosamente escorregadias. Em Tulsa, Oklahoma, Ryan DuVal passou parte do domingo dirigindo seu caminhão de bombeiros antigo pelas ruas geladas da cidade, procurando por quem precisasse de ajuda. "Eu simplesmente percebi a necessidade de tirar as pessoas do frio", disse ele. "Sabe, dar uma volta pelas ruas, ver alguém, oferecer uma carona. Se aceitarem, ótimo. Se não, pelo menos posso aquecê-los na caminhonete e dar-lhes água, comida, alguma coisa." Em Bonito Lake, Novo México, os moradores estavam limpando a neve após uma nevasca de 79 centímetros. O Central Park, em Nova York, recebeu 29 centímetros, enquanto o Aeroporto Logan, em Boston, registrou 47 centímetros, disse Santorelli. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, disse que mobilizou tropas da Guarda Nacional na cidade de Nova York, em Long Island e no Vale do Hudson para auxiliar na resposta de emergência à tempestade no Estado. Ao anunciar que as escolas estariam fechadas para um dia de aulas remotas, Mamdani brincou: "Sei que ‌isso pode decepcionar alguns alunos, então, se vocês me virem, fiquem à vontade para jogar uma bola de neve em mim." *Matéria atualizada em 27/01 às 6h30* ** Com Reuters **

  • Aliados de Trump pressionam governo após agente do ICE matar americano

    Republicanos começam a questionar ações do ICE após assassinato de dois americanos WASHINGTON - A morte do segundo americano em menos de um mês por agentes do ICE em Minneapolis, no Minessota, intensificou a pressão contra ações desastrosas para caçar imigrantes nos Estados Unidos, inclusive de aliados e grupos próximos ao presidente Donald Trump, e pode levar a uma nova paralisação do governo. Enquanto a administração republicana tenta justificar o assassinato de Alex Jeffrey Pretti, enfermeiro de UTI no Centro Médico de Veteranos, como legítima defesa ao afirmar que o homem de 37 anos estava armado, vídeos mostram que ele segurava apenas um celular no momento que foi atacado por agentes do ICE. As imagens de Alex Jeffrey Pretti sendo alvejado por pelo menos cinco tiros quando já estava imobilizado levaram parlamentares do partido de Trump a pedir uma investigação mais profunda sobre as táticas usadas por oficiais federais de imigração. O incidente aconteceu a menos de duas semanas após um agente do ICE atirar e matar a americana Renee Good na mesma cidade. Leia também: Agente do ICE mata americana em operação em Minneapolis O presidente da Comissão de Segurança Interna da Câmara, o republicano Andrew Garbarino, solicitou depoimentos de dirigentes do ICE e da Patrulha de Fronteira (CBP), afirmando que a prioridade deve ser manter os americanos seguros. Além de Garbarino, o deputado do Texas e ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Michael McCaul, também levantou o questionamento. No Senado, os republicanos Thom Tillis, da Carolina do Norte, Bill Cassidy, da Louisiana, Susan Collins, do Maine, e Lisa Murkowski, do Alasca, devem somar votos com os democratas para barrar o projeto de lei que prevê a injeção de US$64,4 bilhões no Departamento de Segurança Interna (DHS), US$ 10 bilhões especificamente para o ICE, levando a uma paralisação parcial do governo até o fim do mês, quando expira o prazo para a aprovação do orçamento. O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que não fornecerá os votos necessários para que o plano orçamentário siga adiante se a parte que financia o DHS estiver incluída, classificando os acontecimentos em Minnesota como "terríveis" e "inaceitáveis em qualquer cidade americana". Reação Inesperada A reação mais inesperada veio da Associação Nacional do Rifle, a NRA, uma das organizações mais próximas de Trump. A entidade se uniu a outros grupos de defesa das armas e pediu uma investigação completa sobre a morte de Alex Pretti. A NRA criticou declarações do procurador da Califórnia Bill Essayli, indicado por Trump, que sugeriu que agentes estariam quase sempre justificados ao atirar em pessoas armadas. Segundo a associação, esse tipo de discurso é perigoso e criminaliza cidadãos que possuem armas legalmente. O Gun Owners of America, uma organização sem fins lucrativos que faz lobby em defesa do direito às armas, também criticou o comentário do procurador. O grupo afirmou que agentes federais não estão "altamente propensos" a estar "legalmente justificados" a atirar em pessoas com licença para portar arma oculta que se aproximem enquanto estão legalmente armadas. A ong acrescentou que a Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos protege o direito dos americanos de portar armas durante protestos. Disputa no Judiciário O governo de Minnesota e as prefeituras de Minneapolis e St. Paul entraram com um pedido urgente na Justiça para que a administração Trump interrompa a operação da polícia migratória, argumentando que a forma como os agentes estão atuando coloca moradores em risco e pode provocar novas mortes. O Estado também solicitou uma medida para garantir que nenhuma prova do local do tiroteio seja destruída ou alterada por agentes federais. O pedido foi aceito imediatamente pela juíza Kate Menendez, que determinou que todas as evidências sejam preservadas. Levante democrata Após um longo período de silêncio, os ex-presidentes democratas Barack Obama e Bill Clinton divulgaram notas duras sobre as ações truculentas do ICE que culminaram na morte de dois americanos até o momento. Em comunicado, Barack e Michelle Obama classificaram a morte como uma tragédia e disseram que o episódio é um alerta de que valores fundamentais dos EUA estão sob ataque, afirmando que agentes federais não estariam atuando de forma legal ou responsável em Minnesota. Bill Clinton afirmou que cenas vistas em Minneapolis são algo que ele jamais imaginou ver no país e pediu que os americanos se manifestem em defesa da democracia. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Milhares protestam e dezenas são presos após agente do ICE matar americana

    Manifestantes afirmam que ICE traz insegurança para as cidades e cobram investigação do assassinato de Renee MINNEAPOLIS - Milhares de pessoas participaram de protestos nos Estados Unidos no sábado, 10, após a morte da americana Renee Nicole Good baleada no rosto por um agente do ICE em Minneapolis, no Minnesota. Autoridades municipais disseram que 30 pessoas foram presas na cidade que foi palco do crime durante as manifestações do fim de semana e um policial ficou ferido após um "pedaço de gelo ter sido atirado contra eles". Os protestos contra a aplicação das leis de imigração se intesificaram depois que o oficial do ICE disparou três tiros à queima-roupa que atingiram a cabeça da mãe de 37 anos que estava em seu carro na quarta-feira (7). A administração Donald Trump afirmou que o agente que atirou agiu em legítima defesa. Autoridades locais insistem que a mulher não representava perigo. Uma multidão se reuniu em Minneapolis na noite de sábado, apesar do frio intenso. Protestos contra o ICE também ocorreram em outras cidades americanas, incluindo Austin, Seattle, Nova York e Los Angeles. A prefeitura de Minneapolis afirmou no sábado que a "grande maioria dos membros da comunidade se manifestou pacificamente". Na noite de sexta-feira, a polícia local declarou uma reunião ilegal, pois manifestantes se reuniram em frente ao Canopy Hotel, na cidade, onde se acreditava que alguns agentes do ICE estivessem hospedados. Em comunicado, a delegacia afirmou que "centenas de pessoas" compareceram e que "alguns indivíduos forçaram a entrada no hotel por uma entrada lateral". Vídeos publicados online mostraram manifestantes apontando luzes fortes para a área, soprando apitos e batendo tambores. A polícia disse que alguns atiraram gelo, neve e pedras contra policiais, viaturas e outros veículos, mas não houve relatos de ferimentos graves. Um policial sofreu ferimentos leves, mas não precisou de atendimento médico, de acordo com a rede americana CBS News. Autoridades disseram que outro hotel na cidade também foi alvo de protestos e teve janelas danificadas e pichações. Em uma entrevista coletiva de imprensa no sábado, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, elogiou a maioria dos manifestantes, que, segundo ele, têm se comportado pacificamente, mas observou que indivíduos que causarem danos à propriedade ou colocarem outras pessoas em perigo seriam presos. Os presos na noite de sexta-feira foram posteriormente liberados, disse o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O'Hara. Frustração Muitos moradores de Minnesota estão frustrados com a presença do ICE no Estado, e O'Hara disse que seu departamento estava recebendo dezenas de telefonemas todos os dias sobre as operações da agência federal. No sábado, três congressistas de Minnesota também tentaram visitar uma instalação do ICE em Minneapolis. As mulheres disseram que inicialmente tiveram permissão para entrar, mas depois foram informadas de que precisavam sair. As parlamentares democratas Ilhan Omar, Kelly Morrison e Angie Craig disseram que o ICE e o Departamento de Segurança Interna estavam obstruindo membros do Congresso de cumprirem seu dever de supervisionar as operações no local. "Eles não se importam de estar violando a lei federal", disse Craig. "O público merece saber o que está acontecendo nas instalações do ICE", publicou Omar no X. Revolta Good foi baleada e morta dentro de seu carro na quarta-feira. Vídeos do incidente mostram agentes do ICE se aproximando de um carro parado no meio da rua e ordenando que a mulher ao volante saísse do veículo. Um dos agentes puxa a maçaneta da porta do motorista. Enquanto o veículo tenta arrancar, um dos agentes na frente do carro aponta a arma para a motorista e vários tiros são ouvidos. O carro então continua se afastando do agente e bate na lateral da rua. A esposa de Good disse à mídia local que o casal havia ido ao local da operação de imigração para apoiar os vizinhos. O agente que atirou em Good é Jonathan Ross, um veterano do ICE que já havia sido ferido em serviço ao ser atropelado por um carro. A Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o agente do ICE atirou em Good várias vezes porque ela estava tentando atropelá-lo com seu carro. Mas o prefeito democrata de Minneapolis, Frey, disse que essa versão dos fatos é uma narrativa falsa. Para ele, Good estava tentando sair do local, e não atacar um agente. O FBI está investigando o incidente. Na sexta-feira, autoridades de Minnesota disseram que abririam um inquérito sobre o incidente depois de afirmarem que haviam sido excluídas da investigação federal. O anúncio veio um dia depois de o Departamento de Investigação Criminal de Minnesota ter dito que o FBI havia inicialmente prometido uma investigação conjunta, mas depois mudou de ideia. O vice-presidente dos EUA disse que a investigação era uma questão federal. **Com BBC**

  • Bagagens suspeitas levam à evacuação de passageiros no aeroporto de Miami por mais de duas horas

    MIAMI - A detecção de um objeto suspeito na área de embarque do terminal sul do Aeroporto Internacional de Miami (MIA) forçou a evacuação de  milhares de passageiros por mais de duas horas na tarde do domingo, 25. A ocorrência levou à mobilização de um amplo esquema de segurança, em um momento já crítico para o transporte aéreo nos Estados Unidos devido aos impactos de uma intensa tempestade de inverno. A investigação se concentrou na área próxima ao Portão 21, onde foi identificada a presença de bagagens desacompanhadas por volta das 17h40. Por medida preventiva, o Departamento do Xerife de Miami-Dade determinou a evacuação imediata do local e acionou o esquadrão antibombas para avaliar o material. As autoridades informaram que não houve feridos durante a operação. Em comunicado oficial, a administração do aeroporto informou que os postos de controle da Administração de Segurança de Transporte (TSA) nos terminais G, H e J foram temporariamente fechados, assim como a via de acesso para veículos naquela área. “Os terminais H e J estão passando por um processo temporário de inspeção de segurança. Os viajantes podem enfrentar breves atrasos”, afirmou a gestão do MIA. A evacuação provocou cenas de confusão entre os passageiros. Testemunhas relataram que milhares de pessoas foram orientadas a deixar os terminais sem informações sobre a natureza do incidente. “Disseram-nos para sair imediatamente, sem qualquer explicação”, disse um passageiro que aguardava embarque em um voo internacional. Outros viajantes mencionaram ter ouvido um barulho alto na área de segurança, o que gerou pânico momentâneo, embora as autoridades não tenham confirmado qualquer ato violento. Alguns voos que já estavam em processo de embarque ou mesmo na pista foram afetados, levando companhias aéreas a suspender temporariamente as operações no terminal sul. A administração do aeroporto recomendou que os passageiros verificassem o status de seus voos e chegassem com antecedência, diante da possibilidade de novos atrasos enquanto as atividades fossem gradualmente normalizadas a partir das 19 horas. Tempestade de inverno amplia impacto O episódio ocorreu em meio a um dos períodos mais desafiadores para a aviação americana desde a pandemia. Uma forte tempestade de inverno, que se estendeu do Texas à Nova Inglaterra, provocou alertas para evitar deslocamentos, cancelamentos em massa de voos. No domingo, mais de 11 mil operações aéreas foram canceladas em todo o país, somando-se aos milhares de cancelamentos registrados no dia anterior. **Com Agências**

  • Casal vai recomeçar vida no RJ após brasileiro ser preso em entrevista de green card

    Casal vai recomeçar a vida no Rio de Janeiro após prisão de brasiel SAN DIEGO - O brasileiro Matheus Silveira, 33 anos, aguarda a deportação após ser preso pelo ICE durante uma entrevista no escritório do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) em San Diego, na Califórnia, para viver com a mulher americana no Rio de Janeiro. De acordo com Hannah Silveira, eles tinham acabado de ter o pedido de green card através do casamento aprovado quando uma policial se levantou e disse que "pessoas no corredor" esperavam o casal e o advogado deles para conversar. Na sequência, quatro agentes do ICE entraram no escritório, colocaram o brasileiro contra a parede e o prenderam. Os oficiais tinham um mandado de prisão contra Silveira que fazia referência à permanência do homem no país após o vencimento do visto de estudante. Silveira chegou ao país em 2019 com o F-1 que expirou no ano seguinte. Ele e Hannah se casaram em agosto de 2024. "Estamos casados há um ano e meio e sob qualquer governo isso de certa forma resolveria a questão civil", acrescentou a mulher que é advogada e ex-médica das Forças Armadas Americanas. O brasileiro está preso desde 24 de novembro sob custódia no Centro de Detenção de Otay Mesa, em San Diego. Hannah conta que o marido assinou sua saída voluntária dos EUA em vez de ser deportado, mas o acordo impede que ele retorne ao território aos EUA por dez anos. Por isso, o casal decidiu retomar a vida no Rio de Janeiro, onde mora a família de Silveira. A secretária adjunta do Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que Matheus seguirá sob custódia do ICE enquanto aguarda a saída dos EUA. Tricia McLaughlin declarou que o homem era um "imigrante ilegal brasileiro com antecedentes criminais que permaneceu nos Estados Unidos após o vencimento de seu visto de estudante F-1". Ela acrescentou que "ele já havia sido preso anteriormente por dirigir sob a influência de álcool e que a solicitação de um green card não garante o status de residente permanente". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Nevascas provocam mortes e caos de Norte a Sul dos EUA

    Em Nova York, o domingo teve poucas pessoas nas ruas devido ao estado de emergência Foto: AFP NOVA YORK - Grande parte dos Estados Unidos passou este fim de semana sob uma das maiores tempestades de neve dos últimos 40 anos, colocando cerca de 185 milhões de pessoas diante de alertas meteorológicos e levando 23 estados, do Sul ao Nordeste, a decretarem situação de emergência. O frio extremo já provocou ao menos duas mortes e causou impactos severos no transporte aéreo e no fornecimento de energia. De acordo com o Departamento de Saúde da Louisiana, dois homens do condado de Caddo morreram de hipotermia, mortes atribuídas diretamente às condições climáticas extremas provocadas pela tempestade. A tempestade também deixou mais de 1 milhão de consumidores sem energia elétrica em todo o país, aumentando a preocupação com o risco de novos casos de hipotermia, especialmente entre populações vulneráveis. Até a manhã deste domingo, o site de monitoramento PowerOutage.us mostrava mais de 900 mil clientes sem energia elétrica, principalmente no sul, onde a tempestade começou no sábado. Outros 250 mil clientes residenciais e comerciais ficaram sem energia no Tennessee, enquanto Texas, Mississippi e Louisiana, onde esse tipo de tempestade é raro, registraram cerca de 100 mil cortes de energia cada. Dezenas de milhares de casas também foram afetadas no Kentucky (centro-leste) e na Geórgia (sudeste). Os impactos se estendem ao setor aéreo. Mais de 10 mil voos programados para este sábado foram cancelados, além de outros 2 mil do domingo, segundo dados do setor, afetando milhões de passageiros. Grande parte das regiões central e leste do país enfrenta sensações térmicas entre –20 °C e –30 °C e temperaturas de 10 a 40 graus abaixo da média histórica. Meteorologistas alertam que o vento intenso agrava ainda mais o risco à saúde. Considerada pelos meteorologistas como um dos piores episódios de inverno das últimas décadas nos Estados Unidos, a tempestade causou intensa queda de neve e acúmulo de gelo com consequências potencialmente "catastróficas", de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês). Autoridades do Texas, Nova York e Massachusetts pediram aos moradores que permanecessem em casa devido às condições perigosas. Nevou também em toda a região central dos Estados Unidos, incluindo Kansas, Oklahoma e Missouri, onde algumas áreas já registravam 20 centímetros de neve acumulada na noite de sábado, segundo o NWS. Voos cancelados e supermercados vazios Os moradores de Washington acordaram com uma camada de vários centímetros de neve nas calçadas e ruas, com previsão de granizo durante o dia. O presidente Donald Trump disse no sábado em sua plataforma Truth Social: "Continuaremos monitorando e em contato com todos os estados na trajetória desta tempestade. Mantenham-se seguros e abrigados!". Os escritórios federais permanecerão fechados por precaução na segunda-feira. Os aeroportos em Washington, Filadélfia e Nova York tiveram quase todos os seus voos cancelados para o dia. Mais de 15 mil voos de e para os Estados Unidos foram cancelados durante o fim de semana, e milhares de outros sofreram atrasos, de acordo com o site FlightAware. A tempestade, descrita como "excepcionalmente grande e duradoura" pelo NWS, é causada pela chegada de uma massa de ar ártico vinda do Canadá. Cientistas observam que as perturbações no vórtice polar, que enviam essas massas de ar ártico em direção ao resto da América do Norte, tornaram-se mais frequentes nos últimos 20 anos. Isso pode ser devido ao aquecimento relativamente rápido do Ártico, que enfraquece a faixa de ventos que normalmente isola a atmosfera sobre essa zona polar. As temperaturas congelantes esperadas após a tempestade podem durar até uma semana, com sensação térmica prevista para cair abaixo de -45°C em algumas áreas. Da Redação com agências

  • Senado pode provocar nova paralisação do governo após morte de americano pelo ICE

    Agente do ICE aponta arma para manifestante em Minnessota no sábado, 24 WASHINGTON – Tomados pela comoção nacional após a morte de mais um americano provocada pelo ICE, vários senadores dos Estados Unidos disseram no sábado que votariam contra um projeto de lei orçamentária na próxima semana, aumentando a probabilidade de uma nova paralisação do governo. O financiamento para o governo federal, incluindo o Departamento de Segurança Interna (DHS), órgão ao qual o ICE é subordinado, expira em 31 de janeiro. No fim do ano passado, os EUA viveram o  shutdown  (paralisação governamental) mais longo de sua história. Durante 43 dias, centenas de milhares de funcionários federais foram colocados em licença não remunerada, com exceção daqueles considerados essenciais, prejudicando o funcionamento de diversos serviços no país. A Câmara dos Deputados americana, controlada pelos republicanos, aprovou o financiamento do governo até setembro, mas ele ainda precisa da aprovação do Senado, e a situação em Minneapolis alterou drasticamente o cenário político. O Partido Republicano do presidente Trump controla por uma pequena margem o Senado, composto por 100 membros, mas não possui os votos necessários para aprovar projetos de lei de gastos sem o apoio dos democratas. A legislação precisa de 60 votos para ser avançar no Senado e evitar uma obstrução. A medida inclui US$ 64,4 bilhões para o Departamento de Segurança Interna, incluindo US$ 10 bilhões para o ICE. Conduta 'inaceitável', 'opressiva' e 'brutal'' O democrata de Nova York e líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, disse em um comunicado no sábado que o Senado “não dará os votos necessários para avançar com o projeto de lei de dotações orçamentárias se ele incluir o projeto de financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS)”, classificando o que está acontecendo em Minnesota como “terrível” e “inaceitável em qualquer cidade americana”. A senadora democrata Catherine Cortez Masto também retirou seu apoio, afirmando em comunicado que "não apoiará o atual projeto de lei de financiamento do Departamento de Segurança Interna”, e desferiu duras críticas ao governo e à atuação dos agentes federais. Mark Warner, um democrata da Virgínia, disse em uma postagem no X, reagindo à morte de Pretti no sábado, que não pode votar a favor do "financiamento do DHS enquanto este governo continuar com essas tomadas de poder federais violentas em nossas cidades". Reconhecendo a profundidade da indignação democrata, os senadores republicanos começaram imediatamente a examinar se poderiam separar o financiamento da segurança interna do restante do pacote e preservar a maior parte do que havia sido um acordo bipartidário para financiar uma grande parcela do governo. A medida em análise também financia o Pentágono e o Departamento de Estado, bem como programas de saúde, educação, trabalho e transporte. Da Redação com agências

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