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- Senado dos EUA aprova projeto de lei para encurtar paralisação do governo após acordo entre democratas e Casa Branca
Serviços federais não essenciais deixaram de funcionar durante o fim de semana WASHINGTON - O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira, 30, um projeto de lei orçamentária que deve encurtar a iminente paralisação do governo. O projeto de lei é resultado de um acordo, fruto de uma intensa rodada de negociações, entre o presidente Donald Trump e os senadores democratas, que exigem reformas na ofensiva contra a imigração do governo após os recentes acontecimentos em Minneapolis. Mesmo com essa votação, a paralisação parcial começará à meia-noite de sexta-feira porque a Câmara dos Deputados está em recesso até segunda-feira, tornando inevitável a interrupção do financiamento do governo durante o fim de semana. O pacote bipartidário de gastos aprovado esta noite vai financiar a maior parte do governo e manter o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) — agência que coordena a atuação de agentes de imigração — em funcionamento por duas semanas, enquanto democratas e o presidente americano negociam restrições à política de imigração do governo. Após o assassinato de Alex Pretti no último fim de semana por um agente federal de imigração em Minneapolis, os democratas afirmaram que não votariam a favor de nenhum financiamento adicional para o DHS, a menos que limites rigorosos fossem adicionados para restringir as táticas dos agentes de imigração. Eles exigiram que a parte referente à segurança interna fosse separada do restante do pacote de gastos e bloquearam a votação enquanto tentavam chegar a um acordo com o Trump e os republicanos para novas restrições à repressão à imigração promovida pelo presidente. As negociações começaram na noite de quarta-feira para resolver a disputa e, na tarde de quinta-feira, o presidente e os republicanos concordaram em retirar a maior parte do financiamento da segurança interna e fornecer apenas duas semanas de financiamento contínuo nos níveis atuais, enquanto discutem possíveis medidas para restringir as operações de deportação do departamento. Ainda que não haja até o momento uma data definida para a votação na Câmara, a aprovação no Senado já representou um grande avanço nas negociações entre a Casa Branca e os legisladores democratas. O pacto foi impulsionado por uma mudança brusca de postura do presidente e dos republicanos no Congresso, que se apressaram nos últimos dias em se distanciar do caos e da violência causados pelos agentes federais que executam a campanha de deportação de Trump. "Não temos muitas ferramentas de negociação no Senado, mas obviamente o financiamento é uma delas", disse o senador Chuck Schumer, democrata de Nova York e líder da minoria que intermediou o acordo com Trump. "Percebemos que precisávamos reformar e realmente controlar o ICE". A declaração veio após os assassinatos de dois cidadãos americanos por agentes federais de imigração em Minneapolis neste mês, que cristalizaram o que as pesquisas já indicavam: uma ampla rejeição às táticas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), uma potencial área de vulnerabilidade para o Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato deste ano. "Nunca vi um partido político transformar seu melhor tema em seu pior tema em um período tão curto como o que aconteceu nas últimas semanas", afirmou o senador John Kennedy, republicano da Louisiana, a repórteres antes da votação do acordo na noite de sexta-feira. A votação terminou com 71 votos a favor e 29 contra o pacote de financiamento do governo, com 24 democratas e cinco republicanos votando contra. Como a Câmara não conseguiu aprová-lo antes de segunda-feira, o financiamento para o Departamento de Segurança Interna e uma série de outros órgãos, incluindo o Pentágono e programas de saúde e transporte, estava prestes a expirar após a meia-noite de hoje. "Podemos inevitavelmente enfrentar uma breve paralisação do governo", disse o presidente da Câmara, Mike Johnson, a repórteres na noite de quinta-feira, durante uma exibição do filme “Melania” no Kennedy Center. Os líderes republicanos esperavam que o apoio de Trump facilitasse a aprovação do acordo na Câmara, onde vários conservadores haviam se oposto anteriormente aos apelos dos democratas para separar o projeto de lei de segurança interna do pacote de gastos e expressavam indignação com a situação. A aprovação da legislação ocorreu um dia depois de os democratas bloquearem um pacote de gastos mais amplo que incluía US$ 64,4 bilhões para o Departamento de Segurança Interna, bem como verbas para financiar diversas outras agências pelo restante do ano fiscal. Segunda rodada de negociações A próxima fase da negociação, que discutirá restrições à política anti-imigração de Trump e à atuação dos agentes federais, promete ser intensa e difícil. Os democratas pressionam para proibir que os agentes de imigração usem máscaras e exigem que usem câmeras corporais e identificação visível. Eles também querem o fim das batidas policiais aleatórias, a exigência de mandados judiciais para abordagens e buscas e que os agentes de imigração sejam submetidos aos mesmos padrões de uso da força que as forças policiais locais. Além disso, os democratas pediram uma investigação independente dos dois tiroteios fatais em Minneapolis, que provocaram as mortes de Alex Pretti e Renee Good, algo que muitos republicanos também defendem. Vários republicanos disseram estar abertos a algumas dessas restrições, mas também exigiram que a medida tenha como alvo estados e municípios que se recusem a cooperar com as autoridades federais de imigração. **Com Agências **
- Milhares de pessoas vão às ruas nos EUA contra o ICE
Manifestantes querem pressionar Trump para que ele não volte atrás no relaxamento das ações do ICE MINNEAPOLIS - Milhares de pessoas foram às ruas dos Estados Unidos nesta sexta-feira, 30, para exigir que os agentes do ICE se retirem de Minnesota, onde as mortes de dois cidadãos norte-americanos provocaram indignação pública. O dia nacional de protestos, que viu estudantes e professores saindo das escolas do Arizona à Geórgia, ocorreu em meio a mensagens contraditórias do governo Trump sobre o futuro da Operação Metro Surge, que enviou cerca de 3 mil agentes federais à área de Minneapolis em uma repressão à imigração. Os disparos fatais de agentes federais contra os cidadãos Alex Pretti, no sábado, e Renee Good, em 7 de janeiro, em Minneapolis, durante operações da ICE, provocaram indignação pública e alimentaram a demanda por mais protestos. Em um bairro próximo aos locais onde Good e Pretti morreram, cerca de 50 professores e funcionários de escolas locais marcharam segurando cartazes contra o ICE, usando megafones e pedindo que os agentes federais de imigração deixem sua cidade. Um professor, que pediu para não ser identificado, disse que eles estavam marchando "para enviar uma mensagem ao resto do país para se organizar e resistir, porque a invasão agressiva dos agentes federais pode se voltar para eles em seguida". Os protestos se estenderam muito além de Minnesota. "Sem trabalho. Sem escola. Sem compras. Parem de financiar o ICE", dizia um slogan no site dos organizadores, nationalshutdown.org, que listava 250 locais para os protestos desta sexta-feira em 46 Estados e em grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e Washington. Na Geórgia, alunos de 90 escolas de Ensino Médio, de Atlanta a Savannah, planejaram sair das aulas nesta sexta-feira. "Estamos dizendo que não haverá normalidade enquanto o ICE puder aterrorizar nossas comunidades", disse Claudia Andrade, organizadora dos direitos dos imigrantes do Partido pelo Socialismo e Libertação de Atlanta. Em Aurora, Colorado, escolas públicas fecharam as portas nesta sexta-feira devido à grande ausência prevista de professores e alunos. O subúrbio de Denver foi alvo de intensas batidas de imigração no ano passado, após o presidente Donald Trump acusar a área de ser uma "zona de guerra" invadida por gangues venezuelanas. E em Tucson, Arizona, pelo menos 20 escolas cancelaram as aulas em antecipação à ausência em massa de alunos e funcionários. Enquanto isso, a reação contra a política de imigração ameaçou provocar uma paralisação parcial do governo dos EUA. Os democratas no Congresso anunciaram na semana passada que se recusavam a aprovar um pacote de gastos que incluía financiamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), que supervisiona o ICE. Um acordo anunciado pelos democratas do Senado e pelo presidente Donald Trump na quinta-feira à noite permitiria ao Congresso aprovar o pacote de gastos que cobre uma ampla gama de operações governamentais, excluindo o DHS, enquanto negociam novos limites para a repressão à imigração. Mas as chances de os parlamentares chegarem a um acordo imediato diminuíram nesta sexta-feira, com a oposição de alguns membros do Congresso. O financiamento expira à meia-noite. Em outro desdobramento da política de imigração de Trump, o Departamento de Justiça prendeu o ex-âncora da CNN Don Lemon nesta sexta-feira e o acusou de violar a lei federal durante um protesto dentro de uma igreja em St. Paul, Minnesota, no início do mês. Crítico frequente de Trump, Lemon afirmou que estava cobrindo o protesto como jornalista, não participando dele. Seu advogado, Abbe Lowell, chamou a prisão de "ataque sem precedentes à Primeira Emenda". O Departamento de Justiça já havia acusado outras três pessoas em conexão com o protesto, mas um juiz rejeitou as tentativas anteriores da agência de acusar Lemon e vários outros, alegando falta de provas. OPINIÃO PÚBLICA Semanas de vídeos virais mostrando as táticas agressivas de agentes fortemente armados e mascarados nas ruas de Minneapolis, assim como os tiros contra Good e Pretti, levaram a aprovação pública da política de imigração de Trump ao nível mais baixo de seu segundo mandato, mostrou uma pesquisa recente da Reuters/Ipsos. À medida que crescia a comoção sobre as operações do ICE, o chamado czar da fronteira de Trump, Tom Homan, foi enviado a Minneapolis após a morte de Pretti provocar protestos em todo os EUA. Em suas primeiras declarações públicas na quinta-feira, Homan disse que os agentes voltariam a operações mais direcionadas, em vez das amplas varreduras nas ruas que levaram a confrontos caóticos com manifestantes, e sugeriu que o governo buscaria reduzir o número de agentes na cidade. Os organizadores dos protestos desta sexta-feira disseram que queriam aumentar a pressão sobre Trump para que ele cumpra suas palavras do início da semana, quando declarou sua intenção de "diminuir um pouco a tensão". Mas Trump levantou dúvidas na quinta-feira quando disse a jornalistas que seu governo "de forma alguma" estava recuando em sua mobilização. Em uma publicação em redes sociais tarde da noite, ele chamou Pretti de "agitador e, talvez, insurrecionista", em referência a um vídeo recém-descoberto que mostra o enfermeiro tendo um confronto com outros agentes 11 dias antes de ser morto, no qual o americano quebrou a luz traseira de um veículo com um chute. **Com Reuters**
- Governadora anuncia medidas anti-ICE em Massachusetts
Governadora estava acompanhada por legisladores e ativistas ao anunciar medidas para proteger imigrantes BOSTON - A governadora Maura Healey anunciou nesta quinta-feira, 29, medidas para inibir as ações do ICE em Massachusetts e apresentou um projeto de lei para restringir prisões em prédios estaduais. Com efeito imediato, a ordem executiva da democrata proíbe acordos de colaboração entre agências estaduais e a polícia de imigração em programas como o 287 (g), exceto quando a segurança pública esteja em risco. Isso significa que delegacias e outros prédios estaduais não podem ser usados como centros de processamento do ICE e impede a prisão de pessoas nesses locais sem uma ordem judicial. Proposta de lei No texto enviado ao Congresso, Healey busca expandir as proteções e lista igrejas, escolas, creches, hospitais e clínicas de saúde como locais "onde as pessoas vão e esperam estar seguras" e, portanto, restritos à entrada dos oficiais do ICE. A proposta legislativa de Healey também proibe prisões em tribunais a menos que apresentem um mandado assinado por um juiz. Em tempo: Projeto semelhante já tramita no Congresso, o PROTECT Act, dos deputados, Andy Vargas, de Haverhill, e Judith Garcia, de Chelsea, busca proteger o acesso de imigrantes às Cortes sem correr o risco de serem detidos por agentes do ICE sem um mandado judicial. Esses locais sempre foram considerados "áreas protegidas", mas desde que o presidente Donald Trump assumiu a Casa Branca em 20 de janeiro de 2025, o ICE passou a ter entrada livre. Além disso, uma diretiva do ICE, assinada pelo diretor interino Toddy Lyons, em maio, autoriza, inclusive, os agentes federais a entrar em residências mesmo sem mandado assinado por um juiz e usar a força em busca de pessoas de interesse. O projeto de lei também impede o envio da Guarda Nacional de outros Estados sem a autorização do governo de Massachusetts, além de facilitar o processo de autorização de guarda para os filhos de imigrantes que são detidos ou deportados. A democrata afirma que se a sua proposta for aprovada, as autoridades de Massachusetts "farão tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que a lei seja cumprida e que as pessoas estejam protegidas". "Vou fazer tudo o que estiver sob minha jurisdição e autoridade, mas espero sinceramente que a mensagem seja ouvida: isso [o modos operandis do ICE] não está funcionando", enfatizou a governadora. A presidente do Senado, Karen Spilka, estava ao lado de Healey durante o pronunciamento e garantiu que os parlamentares vão fazer de tudo para passar essas e outras provisões para proteger os residentes de Massachusetts. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Acordo bipartidário não deve impedir paralisação nos EUA
Deputados estão em recesso e só voltam ao Congresso na segunda-feira WASHINGTON - Republicanos e democratas podem não ter tempo hábil para evitar a segunda paralisação do governo Trump. Isso significa que grande parte dos serviços federais pode fechar pelo menos durante o fim de semana a partir da meia-noite. Os senadores tentam um acordo para separar o debate sobre táticas agressivas de imigração de um amplo pacote de financiamento que os parlamentares para garantir que agências como o Pentágono e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos pudessem operar sem interrupção. A sessão de ontem terminou sem consenso e vai ser retomada às 11 horas dessa sexta-feira, 30, horas antes de um provável shutdown nos Estados Unidos. Os democratas do Senado, irritados com ataque a tiros de um segundo cidadão americano por agentes do ICE em Minneapolis no fim de semana passado, ameaçaram atrasar o pacote de financiamento, em um esforço para forçar o presidente Donald Trump a controlar o Departamento de Segurança Interna (DHS), que supervisiona a aplicação da lei federal de imigração. O acordo retiraria o DHS do projeto de lei orçamentária, permitindo que o Congresso aprovasse o pacote geral de projetos de lei prontamente. O financiamento do DHS seria prorrogado por duas semanas, dando tempo aos negociadores para chegarem a um acordo sobre as táticas de imigração. Os democratas do Senado exigem novas restrições aos agentes federais de imigração, incluindo o fim das patrulhas móveis, a proibição do uso de máscaras faciais e a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais. “Esperamos que tanto os republicanos quanto os democratas deem um voto bipartidário ‘SIM’ muito necessário”, escreveu o presidente Donald Trump Trump em uma postagem nas redes sociais. Mas presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, indicou na quinta-feira que poderia ser difícil fazer com que os membros, que estão em um recesso programado, voltem a Washington antes que a Câmara retome seus trabalhos regulares na segunda-feira. ** Com Agências **
- Trump anuncia Kevin Warsh como próximo presidente do FED
Os indicadores econômicos se mantiveram estáveis após anúncio de Warsh para o Fed WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou Kevin Warsh como o próximo presidente do Federal Reserve (Fed) em sua rede social Truth Social nesta sexta-feira, 30. O republicano havia dito na noite anterior que a escolha não seria muito surpreendente e que será alguém conhecido por “todos” no mundo financeiro. "Muita gente acha que esse é alguém que poderia ter estado lá alguns anos atrás", observou Trump. Os títulos do Tesouro dos EUA e um indicador do dólar da Bloomberg ficaram estáveis depois que Trump anunciou que Warsh vai suceder Jerome Powell na presidência do banco central americano em maio. Visto como uma escolha relativamente hawkish (mais inclinada ao aperto monetário), Warsh terá de lidar com um presidente que, em seu segundo mandato, criticou duramente autoridades do Fed por não afrouxarem a política monetária de forma tão agressiva quanto ele gostaria. Isso reacendeu preocupações sobre a independência do banco central na definição das taxas básicas de juros que moldam o custo do crédito em mercados ao redor do mundo. Observadores do mercado em Wall Street destacaram que o novo presidente do Fed precisará construir um consenso sobre a política de juros entre os 12 membros votantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). Nos últimos meses, Warsh alinhou-se ao presidente ao defender publicamente juros mais baixos, contrariando sua reputação de longa data como um “falcão” da inflação. No início desta semana, o Fed manteve as taxas inalteradas após reduzi-las três vezes no fim de 2025. Powell, que Trump nomeou presidente em 2017, deixará o cargo de presidente em 15 de maio, embora seu mandato como diretor do Conselho do Federal Reserve vá até 2028. Warsh integrou a diretoria do banco central dos EUA de 2006 a 2011 e assessorou Trump em política econômica. Será uma volta por cima para Warsh, de 55 anos, que foi preterido pelo presidente para o cargo máximo em 2017, quando Trump escolheu Powell. A escolha de Trump pode enfrentar um caminho complicado para a confirmação no Senado dos EUA. É provável que Warsh seja bem aceito por uma ampla parcela de senadores republicanos, com Bill Hagerty, do Tennessee, chamando-o de “uma escolha muito clara que os mercados aceitariam e apreciariam”. Mas um senador-chave, Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte e membro do Comitê Bancário, prometeu bloquear qualquer indicado de Trump para o Fed até que o Departamento de Justiça dos EUA conclua uma investigação sobre a reforma da sede do banco central em Washington. Essa investigação, que também gira em torno do depoimento de Powell ao Congresso, intensificou ainda mais as preocupações sobre ameaças à independência do Fed. "As indicações para o Fed não vão mudar até que a investigação e a possível denúncia contra o presidente Powell sejam concluídas", disse Tillis a repórteres no Capitólio na quinta-feira. "Cabe ao Departamento de Justiça decidir quando eu retiro esses bloqueios. Eles são retirados no dia em que o caso for julgado ou arquivado." **Com Agências **
- Trump nega retirada de ICE de Minnesota e chama Pretti de 'agitador'
Trump voltou a mudar o tom após ver imagens de outro incidente com o ICE envolvendo Pretti MINNEAPOLIS - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou a retirada do ICE de Minnesota, ao mesmo tempo que chamou Alex Pretti, um dos dois civis assassinados por tais agentes, de "agitador". "Não iremos retirar a equipe de imigração de Minnesota de jeito nenhum", afirmou Trump à imprensa ainda na quinta-feira, 29. Já nesta sexta, 30, ele usou o Truth para criticar o enfermeiro americano de 37 anos que foi morto em cinco segundos com dez tiros pelo ICE enquanto protestava em Minnesota contra sua política anti-imigração. "Agitador e, talvez, insurgente: a reputação de Alex Pretti caiu drasticamente com o vídeo recém-divulgado em que ele aparece gritando e cuspindo no rosto de um agente do ICE que se mantinha calmo e controlado", escreveu Trump sobre o vídeo gravado uma semana antes da execução do americano, ocorrida no dia 24 de janeiro. Nas imagens, Pretti também chuta o veículo governamental, sendo controlado pelas forças federais na sequência. Além do enfermeiro, uma outra americana, Renee Good, também de 37 anos, foi morta pelo ICE em Minnesota durante uma abordagem no início do mês - no caso, um membro do serviço de imigração atirou contra seu carro. ** Com Ansa **
- Criança de 5 anos detida por agentes de imigração nos EUA está 'deprimida e triste'
Pai relata que Liam pergunta quando vai voltar para casa e para a escola MINNEAPOLIS - O menino equatoriano de cinco anos que foi detido em Minneapolis por agentes do ICE está "deprimido e triste", informou na quarta-feira, 28, o deputado democrata Joaquín Castro após visitá-lo em um centro de detenção no Texas. Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e seu pai, Adrian Conejo Arias, foram detidos em 20 de janeiro na porta de casa, na cidade mais populosa de Minnesota, quando o menino voltava da escola. As imagens da detenção, em que a criança usava um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha, rodaram o mundo. Deputado afirma que pai e filho estão em processo de asilo Pai e filho foram levados a um centro de detenção para famílias migrantes de Dilley, no Texas, a mais de 1.800 km de Minneapolis. Joaquín Castro, que é deputado pelo Texas, visitou os dois e disse estar preocupado com a saúde mental de Liam. "O pai diz que (o menino) não é o mesmo, que está dormindo muito porque está deprimido e triste", afirmou o representante democrata pelo Texas em um vídeo publicado nas redes sociais. Ainda segundo Castro, Liam não está se sentindo bem, dorme apenas no colo do pai e está resfriado. (Assista o depoimento de Castro na íntegra ao clicar no vídeo) Castro disse que econtrou dezenas de crianças detidas, incluindo um bebê de dois meses O congressista, que estava acompanhado da deputada Jasmine Crockett, argumenta que a família está no país em situação legal e que ambos deveriam ser liberados. "Estou preocupado com a saúde mental dele", acrescentou Castro. Na terça-feira, um juiz federal bloqueou temporariamente a possibilidade de deportação de Liam e seu pai. Segundo a imprensa local, ambos têm um processo pendente em um tribunal de imigração. O magistrado também impediu a transferência dos dois do centro de detenção de Dilley, local para onde são levadas famílias migrantes com filhos menores de idade detidas sob acusações de violação das leis de entrada no país. Mais de cem pessoas protestaram na quarta-feira diante do prédio de Dilley, mas a manifestação foi dispersada com gás lacrimogêneo pelas forças de segurança. **Com AFP **
- ICE encerra operações de fiscalização reforçada no Maine
Pressão da população forçou o relaxamento das operações do ICE no Maine AUGUSTA - O ICE encerrou suas operações reforçadas no estado do Maine, informou nesta quinta-feira, 29, a senadora republicana Susan Collins, após uma conversa com a chefe do Departamento de Segurança Interna (DHS). “Posso informar que a secretária (Kristi) Noem me comunicou que o ICE encerrou suas atividades reforçadas no estado do Maine. No momento, não há operações de grande escala do ICE em andamento ou planejadas aqui”, escreveu Collins em uma publicação na rede X, acrescentando que o ICE e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) continuarão com as operações normais. Nos últimos dias, o trabalho dos agentes de imigração tem sido questionado em todo o território americano. Principalmente depois da morte do segundo cidadão americano em Minneapolis. No início de janeiro, a poetisa e mãe de três crianças Renee Nicole Good, 37, foi morta a tiros por um agente do ICE. No último sábado (24), o enfermeiro Alex Jeffrey Pretti, também de 37 anos, foi morto por um agente de imigração do DHS. Ambos estavam em protestos contra a política migratória do presidente Donald Trump. Desde esta segunda morte, os protestos contra a política migratória na segunda gestão de Trump ganharam mais corpo. Americanos, inclusive, republicanos como o presidente americano, têm se posicionado a favor da redução do que muitos acreditam ser truculência. ** Com Reuters **
- Onda de frio extremo fecha parques aquáticos da Disney e da Universal na Flórida
Previsão é que Volcano Bay reabra na sexta-feira, 30 ORLANDO - Uma intensa tempestade de inverno que avança pelos Estados Unidos derrubou as temperaturas em boa parte do país e provocou efeitos incomuns na Flórida. A Disney World e a Universal Studios anunciaram o fechamento temporário de parques aquáticos diante do frio persistente, que deve continuar ao longo da semana, segundo previsões meteorológicas. O parque aquático Typhoon Lagoon, da Disney, está com as atividades suspensas desde terça-feira (27) de janeiro. A previsão é de reabertura em 30 de janeiro, com novo fechamento programado entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro. Já a Universal informou nas redes sociais que o Volcano Bay não vai funcionar nos dias 28 e 29 de janeiro. Os principais parques temáticos seguem abertos. Impacto do frio nas operações Apesar da manutenção das atividades regulares, o clima extremo tem gerado incertezas entre visitantes. Nas redes sociais, turistas questionam possíveis fechamentos de atrações e cancelamentos de shows e desfiles, especialmente com previsões entre 30 e 40 graus Fahrenheit (de –1°C a 4°C). Há dúvidas, sobretudo, sobre o funcionamento de montanhas-russas em temperaturas próximas ao congelamento. Em declaração ao Daily Mail, um porta-voz da Disney afirmou que “a segurança e o conforto de visitantes, funcionários e animais são sempre prioridade, independentemente do clima”. Segundo a empresa, em períodos mais frios, artistas utilizam figurinos com camadas adicionais, animais têm acesso a áreas internas climatizadas e as equipes monitoram continuamente as condições para fazer ajustes quando necessário. Até o momento, não houve anúncio de fechamento de atrações além dos parques aquáticos. De acordo com o site Inside the Magic, em episódios anteriores de frio intenso, a Disney já modificou desfiles, cancelou fogos de artifício e atrasou a abertura matinal dos parques. A publicação destaca que atrações com trilhos expostos, como Big Thunder Mountain Railroad, Expedition Everest e Test Track, são mais sensíveis a baixas temperaturas e ventos fortes. O alerta vai além do conforto dos visitantes. Com termômetros próximos de 0°C, há riscos para tubulações, sistemas mecânicos dos brinquedos e até para o paisagismo dos complexos. Um alerta de geada foi emitido em Orlando, com mínimas entre –7°C e –1°C. Segundo o serviço meteorológico, a região central da Flórida deve registrar uma das sensações térmicas mais baixas já observadas neste fim de semana. Em orientação publicada anteriormente, o site oficial de planejamento da Disney recomenda o uso de roupas em camadas e sugere priorizar atrações em ambientes fechados durante dias extremamente frios. A empresa também lembra que lojas espalhadas pelos parques vendem casacos e moletons para quem precisar se proteger do frio durante a visita. ** Com Agências **
- Expectativa de vida da população dos EUA sobe para 79 anos
Com a pandemia da Covid-19, expectativa de vida tinha caído para pouco mais de 76 anos WASHINGTON - A expectativa de vida nos Estados Unidos subiu para 79 anos em 2024, a maior marca da história do país, de acordo com os dado publicados nesta quinta-feira, 29 pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). As informações preliminares mostram que a trajetória positiva continuou no ano passado. O fim da pandemia de covid-19 e a redução das taxas de mortalidade de doenças cardíacas, do câncer e de overdoses de drogas, entre outras condições, são os principais fatores para a melhora do indicador, destaca o órgão. Durante décadas, a expectativa de vida aumentou continuamente nos EUA e chegou ao pico em 2014, próxima dos 79 anos. A situação permaneceu estável até a eclosão da pandemia de covid-19, quando o indicador caiu para menos de 76 anos e meio, em 2021. Desde então, o número tem se recuperado. As doenças cardíacas continuam sendo a principal causa de morte no país, mas as ocorrências caíram cerca de 3% pelo segundo ano seguido. ** Com Agências **
- Nova diretriz orienta ICE a focar em criminosos e evitar confrontos
Após mortes de americanos, orientação é abordar apenas imigrantes com antecendentes criminais MINNEAPOLIS - Após a repercursão da morte de dois americanos em Minnesota, os agentes do ICE que atuam naquele Estado receberam instruções para evitar confrontos com "agitadores". A nova diretriz que passou a circular na quarta-feira, 28, ordena ainda que os oficiais abordem apenas imigrantes que tenham antecedentes criminais ou condenações. Isso representaria uma mudança em relação às operações de busca e apreensão em larga escala que provocaram reações negativas e contestações judiciais em Minneapolis e outras cidades dos Estados Unidos. "NÃO SE COMUNIQUE NEM INTERAJA COM AGITADORES", dizia um e-mail divulgado por um alto funcionário do ICE. "Isso não serve para nada além de inflamar a situação. Ninguém vai convencer o outro. A única comunicação deve ser entre os agentes que emitem ordens." O Departamento de Segurança Interna (DHS), que supervisiona o ICE, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A mudança operacional ocorre depois que o presidente Donald Trump afirmou esta semana que pretendia "reduzir" a tensão em Minneapolis e St. Paul, após agentes federais de imigração terem matado dois cidadãos americanos neste mês. Nos dois casos, autoridades do governo Trump rapidamente descreveram as vítimas como agressores, uma afirmação contestada por evidências em vídeo. Trump incumbiu o czar da fronteira, Tom Homan, de assumir as operações em Minnesota, numa mudança para uma abordagem mais "direcionada" à fiscalização, segundo um alto funcionário em declaração à Reuters. O comandante da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, que liderou operações de confronto em Los Angeles, Chicago e outras cidades, foi rebaixado e se aposentará em breve, informou a Reuters. Segundo as novas diretrizes descritas no e-mail, os agentes do ICE receberão megafones para que possam dar ordens ao público e "precisam verbalizar cada etapa do processo de prisão". As diretrizes não descrevem que tipo de ações desencadeariam as ordens ou o que os agentes devem fazer caso as ordens não sejam cumpridas. Patrulha da Fronteira apoiará ICE A orientação atualizada veio de Marcos Charles, o principal funcionário da divisão de Operações de Execução e Remoção do ICE, segundo o e-mail. Conforme o documento, os agentes só podem visar imigrantes com antecedentes criminais. "Estamos passando a aplicar medidas direcionadas a estrangeiros com antecedentes criminais", dizia o texto. "Isso inclui prisões, não apenas condenações. TODOS OS ALVOS DEVEM TER VÍNCULO COM CRIMES." Sob o governo do ex-presidente Joe Biden, os agentes do ICE eram obrigados a se concentrar em criminosos perigosos, mas o governo Trump revogou essa política, permitindo que os agentes prendessem pessoas sem antecedentes criminais sem restrições. Os agentes do ICE podem consultar placas de veículos para identificar possíveis alvos e devem efetuar prisões se o proprietário registrado do veículo for um imigrante com histórico criminal, segundo as diretrizes. O ICE conduzirá a operação em Minnesota com o apoio da Patrulha da Fronteira, segundo informações divulgadas, uma mudança de posição após meses de confrontos liderados por Bovino nas ruas da cidade. As diretrizes afirmam que a polícia migratória tem recebido maior cooperação de autoridades estaduais e locais em Minnesota e que a agência poderá ter mais oportunidades de deter imigrantes liberados em liberdade condicional ou condicional. **Com Agências **
- Trump anuncia contas bancárias com US$ 1 mil para crianças nascidas sob o seu governo
Para o bebê receber o benefício, um dos pais tem que abrir uma conta bancária WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 28, o lançamento de um programa de contas bancárias para recém-nascidos. A iniciativa é parte de medidas chamadas de "Trump accounts", uma abertura para acessibilidade e economia do país por meio do Departamento do Tesouro. Essa medida tem o objetivo de dar US$ 1 mil a cada bebê, desde que seus pais abram uma conta. Esse dinheiro é então investido no mercado de ações por empresas privadas e a criança pode ter acesso ao valor ao completar 18 anos para propósitos específicos como pagar mensalidades de universidades, iniciar um negócio ou dar entrada em uma casa. Para ter direito, o bebê deve nascer nos EUA entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2028 e ter número de Seguro Social. Qualquer um dos pais pode abrir uma conta para a criança elegível, independentemente do status migratório do responsável. Bancos e corretoras privadas vão administrar o dinheiro, que deve ser investido em fundos de índice dos EUA que acompanham o mercado de ações e podem cobrar no máximo taxas anuais de 0,10%. Os pais podem contribuir com até US$ 2.500 anuais, como já ocorre com contas de aposentadoria. Já empregadores dos pais, parentes, amigos podem fazer doações que, somadas, cheguem a US$ 5 mil em um ano. Governos e instituições de caridade também estão autorizados a colocar dinheiro. Cerca de 58% das famílias americanas possuíam ações ou títulos em 2022, segundo a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, embora o 1% da população mais rica detivesse quase metade do valor das ações nesse mesmo ano. Outras iniciativas Antes de Trump criar as contas, Califórnia, Connecticut e o Distrito de Columbia estavam testando os “baby bonds” (títulos para bebês, em tradução literal) que são semelhantes às Trump Accounts em alguns aspectos. Vários outros Estados, incluindo Maryland, estão analisando iniciativas similares. Mas esses programas são voltados para jovens que crescem na pobreza ou em lares adotivos, além de crianças que perderam um dos pais para a covid-19. O dinheiro é gerenciado pelo Estado e não por empresas privadas de investimento. ** Com AFP **
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