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  • Governo Trump retira 700 agentes do ICE de Minnesota

    Agentes do ICE e do CBP responderam com truculência protestos de americanos contra operação anti-imigração MINNEAPOLIS - O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira, 4, a retirada de cerca de 700 agentes federais destacados no estado de Minnesota, em meio a uma onda de protestos e após a morte de dois cidadãos americanos durante operações do ICE. O anúncio foi feito pelo chamado "czar da fronteira" da Casa Branca, Tom Homan, durante uma coletiva de imprensa em Minneapolis, onde o enfermeiro Alex Pretti perdeu a vida após ser alvejado por agentes do ICE. "Meu objetivo, com o apoio do presidente Trump, é realizar uma retirada completa e encerrar esse destacamento o mais rápido possível", declarou Homan, embora tenha esclarecido que a retirada total dependerá do progresso da operação de fiscalização da imigração. Nos últimos dois meses, mais de 3 mil agentes federais foram enviados a Minneapolis, número muito superior aos cerca de 600 policiais locais alocados na cidade. De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), aproximadamente 3 mil imigrantes indocumentados foram presos desde o início da operação. O endurecimento da política de imigração gerou forte indignação nacional após as mortes de Renee Good, de 37 anos, e Pretti, também de 37, ambos cidadãos americanos, em incidentes envolvendo agentes federais. As mortes desencadearam protestos em massa em diversas cidades dos Estados Unidos e intensificaram a pressão política sobre a Casa Branca. Pouco depois da morte de Pretti e antes da divulgação de conclusões de uma investigação formal, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e o assessor presidencial Stephen Miller classificaram publicamente o enfermeiro como um "terrorista doméstico", alegando que ele portava uma arma. A acusação foi contestada por familiares e testemunhas. Na sequência, o governo afastou o comandante nacional da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, da operação em Minnesota. Ele, frequentemente visto em confrontos com manifestantes e durante prisões de imigrantes, foi transferido de volta para seu antigo posto em El Centro, na Califórnia. Com a chegada de Homan a Minneapolis, o governo passou a sinalizar que a situação "poderia melhorar", abrindo espaço para uma possível retirada de tropas. Durante a coletiva de imprensa de hoje, Homan também anunciou mudanças na estrutura operacional, com a criação de um comando único em Minneapolis, substituindo os dois existentes até então, em uma tentativa de reduzir tensões e melhorar a coordenação das ações federais. Apesar disso, as mensagens da Casa Branca permaneceram contraditórias. Após as declarações iniciais de Homan, Trump pareceu se distanciar de uma desescalada completa, embora tenha classificado a morte de Pretti como "muito lamentável" e afirmado querer "diminuir a tensão" na região. Posteriormente, contudo, o presidente voltou a endurecer o discurso e chamou Pretti de "agitador e, talvez, insurgente" em uma publicação na rede Truth Social. A mudança de tom ocorreu após a divulgação de um vídeo que mostra Pretti chutando um veículo da imigração e em meio à pressão da ala mais linha-dura do governo. O ex-conselheiro Stephen Bannon declarou em seu podcast War Room que "não pode haver desescalada". Embora esteja em discussão uma retirada parcial de agentes, a tensão segue elevada. Recentemente, autoridades federais prenderam o ex-âncora da CNN Don Lemon por suposto envolvimento em um protesto, cujos manifestantes interromperam um culto religioso liderado por um pastor que, segundo alegações, também atua como agente de imigração. Vídeos de confrontos entre agentes federais e moradores de Minneapolis e Saint Paul continuam a circular amplamente nas redes sociais, alimentando o debate nacional sobre o uso da força, a política de imigração do governo Trump e os limites das operações federais em jurisdições locais. ** Com ANSA **

  • Mulher do cantor sertanejo Henrique, da dupla com Juliano, é solta após passar por audiência em Orlando

    Amanda alegou que não entendeu que os sinais do policial eram para ela ORLANDO - Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, mulher do cantor sertanejo Henrique, da dupla Henrique & Juliano, foi liberada nesta terça-feira, 3, após passar uma noite detida em Orlando, na Flórida. Ela foi presa por cometer infrações de trânsito e desobedecer a uma ordem de parada policial. A empresária teve uma audiência no Tribunal do Condado de Orange que a liberou sob "Termo de Compromisso", modalidade que permite responder ao processo em liberdade, e fiança de US$ 500. Como condições, ela deverá informar qualquer mudança de endereço e comparecer às futuras audiências, sob risco de mandado de prisão em caso de ausência. O sistema de detentos do condado já registra a empresária como em liberdade. Acusações De acordo com o registro da ocorrência, policiais observaram o veículo conduzido por Amanda realizando mudança irregular de faixa ao cruzar uma área pontilhada que separa pistas, além de apresentar sinalização incoerente ao indicar conversão à esquerda enquanto o carro se deslocava para a direita. Após consulta à placa, os agentes identificaram que o proprietário do veículo não possuía carteira de habilitação válida, o que motivou a tentativa de abordagem. Leia também: Testes de motorista na Flórida passam a ser exclusivamente em inglês Os policiais acionaram luzes e sirene para que o carro parasse, mas a motorista seguiu por outra avenida. Depois, os agentes foram até o endereço vinculado ao veículo. No local, Amanda afirmou ter acreditado que a ordem de parada não era destinada a ela, mas acabou sendo algemada e presa. Após a detenção, a empresária declarou possuir carteira de habilitação brasileira, apresentando cópia digital, e informou estar nos Estados Unidos para duas semanas de férias. Ela também pediu desculpas aos policiais. As autoridades verificaram que Amanda tem visto válido, sem especificar a modalidade, até 2032 e residência no país, mas não possui carteira de motorista emitida pela Flórida — documento exigido para residentes —, o que levou à formalização da prisão. Em tempo: Vale ressaltar que se o visto da brasileira for de turista, ela não tem direito a adquirir a habilitação no Estado. Entre as acusações registradas estão fuga e evasão da polícia com viatura sinalizada, considerada crime grave pela legislação local, além de dirigir sem carteira válida, classificada como contravenção de segundo grau, e a infração por mudança irregular de faixa. As assessorias de Amanda e Henrique não se pronunciaram sobre o assunto até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Apelo de Trump por nacionalização das eleições gera reação furiosa de democratas

    Trump quer limitar voto pelo correio e exigir identificação de eleitores WASHINGTON - O apelo do presidente Donald Trump para que os republicanos "nacionalizem" as eleições gerou reações negativas nesta terça-feira, 3, por parte de parlamentares, incluindo alguns republicanos, enquanto os democratas expressaram uma nova preocupação de que ele pretenda interferir no pleito de meio de mandato de novembro, que determinará o controle do Congresso. Em uma entrevista em podcast com ‌o ex-vice-diretor do FBI Dan Bongino divulgada um dia antes, Trump repetiu as alegações de que a eleição de 2020 foi fraudada e opinou que seu partido deveria "assumir o controle" ‌e "nacionalizar" a votação em pelo menos 15 locais, sem detalhar o que quis dizer. De acordo com a Constituição dos Estados Unidos, os governos estaduais supervisionam as eleições, não o governo federal, e a maioria das disputas é administrada por autoridades municipais e locais. Democratas e defensores do direito ao voto disseram que os comentários do presidente, poucos dias após o FBI vasculhar o escritório eleitoral do condado de Fulton, na Geórgia, em busca de cédulas de 2020, mostram que ele planeja tentar ou talvez até manipular os resultados das eleições deste ‍ano. "Não se trata das eleições de 2020", disse o senador democrata Mark Warner, da Virgínia, em uma coletiva de imprensa. "Trata-se, francamente, do que virá a seguir." Controle da Câmara O partido do presidente historicamente perde cadeiras nas eleições de meio de mandato e os democratas precisam conquistar apenas três distritos controlados pelos republicanos em novembro para obter o controle da Câmara dos Deputados dos EUA. Uma autoridade de alto escalão da campanha republicana disse que não parecia haver uma estratégia ‌abrangente por trás dos comentários de Trump, além do esforço contínuo do Departamento de Justiça para obter listas de eleitores de ‌muitos Estados de tendência democrata. Parlamentares e especialistas em eleições, no entanto, mostram menos otimismo. "A última vez que ele começou a falar assim, seus aliados minimizaram os riscos e acabamos com o 6 de janeiro", escreveu Brendan Nyhan, professor de Ciências Políticas do Dartmouth College, no X, referindo-se ao ataque ao Capitólio dos EUA em 2021 por uma multidão de apoiadores de Trump. Trump tem frequentemente expressado o desejo de reformular as eleições do país, com base em alegações de que sua derrota em 2020 para o democrata Joe Biden foi motivada por fraude. Ele pediu que as cédulas enviadas pelo correio fossem proibidas, questionou a segurança das urnas eletrônicas e afirmou que milhões de não cidadãos votam regularmente. Os dois principais republicanos do Congresso, o presidente da Câmara, Mike Johnson, e o líder da maioria no Senado, John Thune, não ofereceram apoio à tomada das eleições, mas defenderam as exigências de Trump de que os eleitores apresentem prova de cidadania e identificação com foto. Thune disse a jornalistas nesta terça-feira que "não era a favor da federalização das eleições". "Acredito firmemente no poder descentralizado e distribuído", disse ele. "É mais difícil hackear 50 sistemas eleitorais do que hackear um." Johnson disse que era desnecessário assumir o controle das eleições em alguns estados, mas argumentou que as preocupações de Trump sobre a integridade das eleições eram justificadas. Alguns republicanos ameaçaram brevemente nesta terça-feira bloquear um acordo para encerrar a paralisação parcial do governo, a menos que o projeto de lei incluísse disposições sobre cidadania e identificação do eleitor. Save Act A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a intenção de Trump é que o Congresso aprove um projeto de lei separado, de autoria republicana, o Save Act, que inclui esses novos requisitos de votação. "O presidente acredita na Constituição dos Estados Unidos", ressaltou a assessora. "No entanto, ele acredita que obviamente houve muitas fraudes e irregularidades nas eleições ‌americanas." Aliados de Trump em estados com disputas acirradas disseram acreditar que Trump pode ameaçar reter o financiamento federal relacionado às eleições para Estados que resistirem às novas medidas eleitorais como requisitos de identificação ou limites para o voto por correspondência. O governo fornece centenas de milhões de dólares em assistência aos Estados todos os anos para ajudar na administração das eleições, incluindo equipamentos de votação, atualizações de segurança cibernética e treinamento de mesários. **Com Reuters**

  • Nova York vai monitorar esforços de deportação de Trump com observadores jurídicos

    Letitia James vai analisar relatórios de observadores para avaliar se vai processar o ICE ALBANY - Nova York está criando uma equipe de observadores jurídicos que usarão coletes roxos para monitorar e registrar os agentes do ICE enquanto eles atuam para deter e deportar migrantes, disse a procuradora-geral do Estado nesta terça-feira, 3. O anúncio ocorre na ‌esteira de semanas de tumultos, por vezes violentos, em Minnesota, para onde o presidente Donald Trump enviou milhares de ‌agentes armados e mascarados, na tentativa de deportar mais migrantes do que qualquer um dos seus antecessores. Letitia James explicou que os novos observadores jurídicos serão funcionários voluntários de seu gabinete, treinados para conferir, sem interferir, se a aplicação da lei de imigração de Trump "permanece dentro dos limites da lei". "Tenho orgulho de proteger os direitos constitucionais dos ‍nova-iorquinos de se expressarem livremente, protestarem pacificamente e viverem suas vidas sem medo de ações federais ilegais", disse a democrata em comunicado. "Vimos em Minnesota como as operações federais podem se intensificar de forma rápida e trágica na ausência de transparência e responsabilidade." O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês), que supervisiona o ICE, afirmou que James estava colocando os nova-iorquinos em perigo ‌ao não trabalhar com o ICE. "A polícia da ICE não precisaria estar em campo em Nova York se tivéssemos cooperação estadual e local", disse Tricia McLaughlin, porta-voz do DHS. DEPORTAÇÕES E CRIMINALIDADE Trump reservou suas medidas mais agressivas de fiscalização da imigração para Estados governados por seus oponentes políticos, particularmente Califórnia, Illinois e Minnesota. Nova York abriga um dos maiores e mais movimentados escritórios regionais do DHS, mas Trump não anunciou nenhuma medida significativa de fiscalização no Estado. Para o republicano, as deportações de muitos migrantes, incluindo alguns que foram admitidos legalmente nos EUA, são necessárias para reduzir a criminalidade, embora o argumento seja frequentemente contradito pelos dados sobre violência no país. Em Minneapolis, os residentes saíram em protesto, muitos soprando apitos e gravando vídeos enquanto agentes de imigração em trajes militares percorriam as ruas. A repressão por parte do ICE resultou na morte dos americanos Renee Good e Alex Pretti. Os líderes de Minnesota acusam o governo Trump de ir longe demais e violar os direitos constitucionais dos migrantes e dos cidadãos americanos, incluindo seus direitos de observar e protestar contra as ações governamentais. Em Nova York, pequenos grupos de observadores jurídicos são comuns em protestos de rua, às vezes usando os chapéus verdes brilhantes da National Lawyers Guild, focados em verificar se a polícia local está violando direitos ou leis ‌que protegem a liberdade de expressão. Mas um esforço formal organizado pelo Estado para monitorar a aplicação da lei federal parece ser algo novo. James, uma adversária declarada de Trump que processou com sucesso ele e sua imobiliária por fraude financeira, diz que usará as informações coletadas pelos observadores para decidir se entrará com ações judiciais. **Com Reuters **

  • Câmara dos EUA aprova orçamento e encerra segundo 'shutdown' enquanto negocia repasses ao ICE

    Paralisação do fim de semana não causou impacto negativo nos serviços não essenciais WASHINGTON - A Câmara dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira, 3, uma série de leis orçamentárias que estavam pendentes, encerrando o segundo "shutdown" do atual governo de Donald Trump após congressistas adiarem as negociações sobre o financiamento do ICE. Controlada pelo partido do presidente, a Câmara aprovou a proposta por 217 votos a 214, com 21 republicanos votando contra e 21 democratas votando a favor. O serviços federais estavam paralisados desde o último sábado (31), apenas três meses após o mais longo da história do país, que aconteceu em outubro e novembro do ano passado. Leia também: Senado dos EUA aprova projeto de lei para encurtar paralisação do governo após acordo entre democratas e Casa Branca Desta vez, o cerne do problema foi uma desavença entre a gestão Trump e os democratas sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), que administra o ICE após as mortes a tiros de dois americanos durante as operações anti-imigração em Minnesota. A oposição aceitou aprovar cinco dos seis projetos do texto orçamentário, enquanto a parte correspondente ao DHS será objeto de novas negociações nas próximas duas semanas. O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, enumerou na sexta as demandas democratas, afirmando querer "frear o ICE e pôr fim à violência". **Com Agências **

  • Homem é condenado por matar a esposa em caso que envolve babá brasileira na Virgínia

    Banfield negou o crime e sustentou versão de que "tentou salvar a sua mulher" RESTON - O americano Brendan Banfield foi considerado nesta segunda-feira, 2, culpado pelo assassinato da esposa, Christine Banfield, e de um homem, Joseph Ryan, em 2023. O caso envolve a brasileira Juliana Peres Magalhães, que trabalhava na residência do casal em Reston, na Virgínia, como babá da filha do casal. Banfield ainda aguarda a sentença, prevista para maio, quando poderá receber a pena máxima prevista em lei. Ele também foi condenado por uso de arma de fogo e por colocar uma criança em perigo — a filha que tinha quatro anos à época, estava na casa no momento dos assassinatos. Na fase final do julgamento, os promotores afirmaram que Banfield e Juliana, que mantinham uma relação extraconjugal, conspiraram para atrair um homem até a residência. O plano, segundo a acusação, era incriminá-lo pelo assassinato de Christine Banfield. De acordo com a investigação, o homem não tinha qualquer relação com a família e foi encontrado por Banfield e pela babá por meio de um site fetichista. A audiência, iniciada em 12 de janeiro, ouviu mais de 20 testemunhas. Após o veredito, o promotor do condado de Fairfax, Steve Descano, afirmou a jornalistas que Banfield teve uma conduta "monstruosa", sobretudo por cometer os crimes e depois mentir no banco das testemunhas. Christine (ao centro) foi surpreendida enquanto dormia por desconhecido atraído pelo marido e Juliana Segundo a promotoria, Banfield desejava construir uma vida com Juliana e não via outra forma de fazê-lo sem matar a esposa. Questionado se teria alguma mensagem para a filha do casal, Descano respondeu: "Não sei se tenho uma mensagem para ela, mas espero que ela passe a vida cercada de pessoas que a amem". Babá brasileira A brasileira Juliana Peres Magalhães foi presa em 2023, acusada de matar Joseph Ryan. Em 2024, firmou um acordo com a promotoria, declarou-se culpada por homicídio culposo e pode ser sentenciada a até dez anos de prisão. Em troca de uma pena mais branda, comprometeu-se a colaborar com a investigação e a testemunhar contra Banfield. Juliana fez acordo com a promotoria para delação que pode reduzir a sua pena pelo assassinato de Ryan Após o julgamento, a promotora Jenna Sands afirmou que a redução da pena foi necessária para incentivar Juliana a dizer a verdade e que o acordo reflete sua cooperação com o caso. Ela afirmou durante audiência que a morte foi planejada por semanas e que Banfield teria afirmado que o divórcio não era uma opção pois envolveria dinheiro e a disputa da guarda da criança. Leia também: Babá brasileira acusa ex-amante de duplo assassinato e pode se livrar da cadeia Ao ser questionada sobre o motivo de ter testemunhado contra Banfield, Juliana disse que fez "a coisa certa". A defesa, no entanto, atacou sua credibilidade e pediu que os jurados considerassem as circunstâncias do acordo firmado com os promotores. "Quando se mente e se manipula para levar alguém a fazer uma declaração, isso não é buscar a verdade", afirmou o advogado na alegação final, na sexta-feira (30). "Isso é plantar a verdade." Carroll também alegou que Juliana teria iniciado conversas com um jornalista interessado em comprar sua história. De acordo com mensagens apresentadas no tribunal, o plano seria produzir um documentário para a Netflix. A promotora Jenna Sands reconheceu que o tempo de prisão "certamente nunca compensará as vidas pelas quais ela foi responsável por tirar", mas afirmou que o acordo permitirá que a juíza aplique uma punição proporcional e mensurável. **Com Agências**

  • Investimento do ICE em tecnologias de monitoramento desafia limites da legalidade

    Ferramentas incluem reconhecimento facial, identificação de placas de carro e monitoramento de celulares WASHINGTON - A operação anti-imigração de Donald Trump, liderada pelo ICE, tem desafiado os limites da legalidade para além das disputas sobre as apreensões e deportações. As agências vinculadas ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) investiram milhões de dólares em ferramentas tecnológicas no último ano, incluindo sistemas de reconhecimento facial e de monitoramento, que estão sendo usados nas ruas do país não apenas contra indivíduos sem documentação e suspeitos de crime, mas também contra cidadãos americanos que protestam contra o governo — levantando preocupações sobre o uso de informações sensíveis para reprimir a oposição. Os casos de uso dos novos recursos contra cidadãos americanos estão sendo mapeados por grupos da sociedade civil e veículos de imprensa, enquanto documentos públicos do DHS mostram o aumento dos investimentos em tecnologias de monitoramento e identificação. Uma revisão realizada pelo Washington Post de um relatório anual divulgado na quarta-feira (28) pelo órgão oferece um panorama dos meios que os agentes já são capazes de desempenhar. Entre as ferramentas tecnológicas adquiridas para uso dos agentes federais estão programas de reconhecimento facial, de identificação de placas de carro, monitoramento de aparelhos celulares, bases de dados para localização de aparelhos eletrônicos, drones e mesmo serviços de perícia digital que potencialmente são capazes de entrar de forma remota em dispositivos privados. "As tecnologias estão sendo implantadas, ou aparentam estar sendo implantadas, de uma forma muito mais agressiva do que vimos no passado", disse Nathan Freed Wessler, advogado da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), em entrevista ao New York Times. "A combinação de todas essas tecnologias está dando ao governo capacidades sem precedentes." Reconhecimento facial Voluntária de um grupo que monitora o trabalho dos agentes de imigração, Nicole Cleland, de 56 anos, foi surpreendida na manhã de 10 de janeiro, quando seguia uma viatura do ICE. O veículo e bloqueou a passagem de seu carro, e um homem desceu e a abordou, chamando-a pelo nome. "Ele disse que tinha reconhecimento facial e que sua câmera corporal estava ligada", contou a mulher, que nunca havia encontrado o agente antes. Há pelo menos sete casos registrados de cidadãos americanos submetidos a reconhecimento facial neste mês em Minneapolis. Ativistas ouvidos pelo New York Times dizem que as pessoas não deram autorização para terem seus rostos gravados — o que não impediu os agentes. Duas ferramentas de reconhecimento parecem estar em uso. Uma delas é o aplicativo Mobility Fortify, desenvolvido pela empresa NEC, que permite aos agentes compararem as digitalizações faciais e de impressões digitais com bancos de dados que contêm o status imigratório e outras informações dos indivíduos — que o DHS afirma estarem limitadas a dados disponíveis para a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Outra é o Clearview AI, um programa de reconhecimento facial que o DHS já disse ter utilizado para investigações de exploração infantil, que consulta bancos de dados públicos. A revisão realizada pelo Washington Post lista mais uma tecnologia que teria sido adquirida pelo ICE, desenvolvida pela empresa BI2 Technologies, especializada no escaneamento da íris de eventuais suspeitos. O grupo afirma que o programa é capaz de obter uma leitura identificadora do olho de uma pessoa em segundos a uma distância de quase 40 centímetros. Investimentos milionários O ICE expandiu consideravelmente suas ferramentas tecnológicas no último ano após um aporte financeiro significativo. Em julho, o presidente Trump sancionou uma lei que aumentou o orçamento anual do ICE de US$ 8 bilhões para aproximadamente US$ 28 bilhões, o que elevou a agência ao patamar de mais rica do governo. Parte dos recursos foi empregada em formas tecnológicas de vigilância. Em abril, o DHS fechou um contrato de quase US$ 30 milhões com a empresa de tecnologia Palantir, para o desenvolvimento de um sistema baseado em inteligência artificial que ajudaria a encontrar e rastrear indivíduos para deportação. Fontes no departamento disseram que o sistema — um banco de dados que integra diferentes informações — já está em uso. Em setembro, o órgão também gastou quase US$ 10 milhões na aquisição de pelo menos três ferramentas e serviços de monitoramento de mídias sociais, que permitem acessar informações de celulares, de acordo com registros de compras e contratos públicos. Uma dessas ferramentas foi desenvolvida pela Paragon, uma empresa israelense, que permitiria que as pessoas controlem telefones ou os acessem remotamente para ler mensagens ou rastrear as suas localizações. As outras foram criadas pela Penlink, uma empresa de software sediada no Nebraska, e usam dados de redes sociais coletados da internet e informações de corretores de dados para ajudar a construir dossiês de qualquer pessoa que tenha uma conta em redes sociais. "Pelo que podemos ver nos pedidos públicos de propostas, o ICE está aumentando o uso de tecnologia de reconhecimento facial tanto na fronteira quanto no interior do país e contratando empresas como a Palantir para coletar o máximo de dados possível, criando verdadeiros dossiês sobre as pessoas, com base em seus registros educacionais, financeiros, contas de redes sociais, serviços públicos e etc", afirmou a jornalista Caitlin Dickerson, repórter do The Atlantic que cobre a política imigratória de Trump, em entrevista ao "The Ezra Klein Show". "Acho que, no fim das contas, trata-se de coletar uma quantidade enorme de informações sobre as pessoas que podem ser usadas para rastreá-las mais facilmente, mas também para monitorar seus comportamentos e atividades." Temores de represália Ainda de acordo com a jornalista, uma preocupação adicional à extensão das ferramentas de monitoramento é a ampliação do conceito de "terrorismo doméstico" pela administração Trump, que inclui na definição pessoas que defendem pontos de vista como anticapitalismo, anticristianismo, visões contrárias à família americana tradicional e até mesmo extremismo em relação à imigração. Em Richfield, cidade de Minnesota, Nicole contou que três dias após a abordagem pelo agente do ICE que a chamou pelo nome, ela recebeu um e-mail do DHS informando que seu benefício do programa Global Entry, que permite a entrada rápida pela alfândega para viajantes pré-aprovados e de baixo risco, havia sido revogada, sem qualquer explicação. "Não sei até onde o ICE pode chegar", disse Cleland, relatando que a raiva inicial se converteu em medo do Estado. "Estou tentando descobrir o que posso fazer sem me colocar em maior risco ou colocar outras pessoas em risco. Sou uma americana completamente comum e não posso tolerar o que está acontecendo agora", acrescentou. O DHS não especifica quais tecnologias os agentes de imigração estão usando em Minneapolis. Uma porta-voz afirmou que a agência não detalharia seus métodos. "Há anos, as forças policiais de todo o país têm utilizado a inovação tecnológica para combater o crime. Com o ICE não é diferente", pontuou. Previsão de investimento O ICE continua buscando mais tecnologia. Na semana passada, a agência publicou uma solicitação de informações sobre maneiras de adquirir e integrar melhor as chamadas tecnologias de big data e publicidade em suas operações, afirmando que estava "trabalhando com volumes crescentes de documentação administrativa criminal, civil e regulatória de diversas fontes internas e externas". O questionário pedia aos fornecedores que descrevessem os tipos de dados que poderiam fornecer sobre "pessoas, empresas, dispositivos, locais, transações e registros públicos". Também perguntava como seus sistemas poderiam ajudar a "identificar indivíduos, entidades ou locais de interesse" e se as pessoas poderiam ser pesquisadas por identificadores, incluindo "nome, telefone, dispositivo, conta e localização". Justin Sherman, pesquisador sênior do Centro de Privacidade e Tecnologia da Faculdade de Direito de Georgetown, disse que essa solicitação demonstrava que o ICE está "redobrando seus esforços" para a compra de dados sensíveis. ** Com Agências **

  • Casos de sarampo levam à quarentena e outras medidas em instalações do ICE no Texas

    Doentes detentos estão isolados para evitar o alastramento da doença na prisão do Texas HOUSTON - Imigrantes do Centro de Detenção de Dilley, no Texas, estão em quarentena e foram suspensos "todos os movimentos" após a confirmação de dois casos de sarampo entre os detidos, informou o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) nesta segunda-feira, 2. Os diagnósticos no sul do Texas foram confirmados pelo Departamento de Saúde do Estado no sábado e "todos os ‌detidos estão recebendo cuidados médicos adequados", garantiu o DHS em nota. "O Corpo de Serviços de Saúde do ICE tomou medidas imediatas para colocar em quarentena e controlar a propagação e a infecção, suspendendo todos os movimentos dentro das instalações e colocando em quarentena todos os indivíduos suspeitos de terem entrado em contato com os infectados", afirmou o órgão. Os dois casos no Texas ocorrem em meio ao aumento dos casos de sarampo em todo os Estados Unidos. Em 2025 foi o maior surto desde que a doença foi declarada eliminada no país em 2000. O Texas registrou 762 infecções, atrás apenas da Carolina Sul com 800 pessoas doentes. O deputado Joaquin Castro, democrata do Texas, disse que ‌a instalação deveria ser fechada imediatamente. "Devido às condições de confinamento em Dilley, à falta ‌de resposta médica imediata e capacidade e à falta de experiência com doenças como o sarampo, Dilley não está equipada para combater qualquer propagação", disse ele. A instalação do ICE em Dilley, operada pela empresa privada CoreCivic, foi inaugurada em 2014 para abrigar famílias de migrantes flagradas cruzando ilegalmente a fronteira entre os EUA e o México. Ela deveria ter sido fechada durante o governo Biden, mas foi contratada novamente no ano passado pelo presidente Donald Trump como parte de sua repressão à imigração. A instalação tem sido palco de vários casos de imigração de grande repercussão, incluindo a recente detenção de um menino de 5 anos e seu pai, que foram libertados e devolvidos à sua casa nos subúrbios de Minneapolis após uma ordem judicial. O porta-voz de Castro disse anteriormente que os dois passaram por um exame médico completo ao deixar Dilley no sábado à noite e que Castro e sua equipe do Congresso, que visitaram a instalação na semana passada, foram vacinados contra o sarampo. "Há acesso pouco confiável a ‌cuidados médicos e uma negligência em relação a bebês, crianças, mulheres e homens quando estão doentes e sofrendo. Sejamos claros: o ICE é totalmente responsável por essas condições", disse o porta-voz do congressista **Com Reuters**

  • Testes de motorista na Flórida passam a ser exclusivamente em inglês

    Nova regra também proíbe auxílio de intérprete nos testes teóricos e de rua TALLAHASSE - A partir de sexta-feira, 6, todos os exames teóricos e práticos para carteira de motorista serão realizados exclusivamente em inglês, anunciou o Departamento de Segurança Rodoviária e Veículos Motorizados da Flórida (FLHSMV). Anteriormente, os exames teóricos para a maioria das categorias de habilitação não comercial eram oferecidos em vários idiomas, enquanto os exames teóricos para Permissão de Aprendizagem Comercial (CLP) e Carteira de Habilitação Comercial (CDL) estavam disponíveis em inglês e espanhol. Os serviços de tradução também não serão mais permitidos para os exames teóricos ou práticos e "quaisquer provas impressas em idiomas diferentes do inglês serão descartadas". "O FLHSMV permanece comprometido em garantir estradas seguras para todos os floridianos e visitantes, promovendo comunicação clara, compreensão das leis de trânsito e comportamento responsável ao volante", afirma o comunicado publicado na sexta-feira (30). A Flórida começou a revisar as políticas de trânsito após um acidente fatal em agosto. O indiano Harjinder Singh, que vive ilegalmente no país desde 2018, dirigia um caminhão na Florida Turnpike e fez uma conversão ilegal. Segundo a Patrulha Rodoviária da Flórida, o imigrante "utilizou uma área de acesso restrito, destinada apenas a veículos oficiais, para realizar uma manobra proibida" e bloqueou completamente as duas faixas da rodovia. Em seguida, uma minivan que trafegava na via não conseguiu parar ou desviar e colidiu fortemente com o veículo de carga. Três mulheres morreram. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Secretária de Segurança Interna diz que agentes terão câmeras corporais em Minneapolis

    Noem garantir expansão do monitoramento assim que Congresso liberar recursos MINNEAPOLIS - A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), Kristi Noem, disse nesta segunda-feira, 2, que seus agentes ‌em campo em Minneapolis, vão usar câmeras corporais, com efeito imediato, e que o programa de vigilância vai ser implementado em todo o país assim que o financiamento estivesse disponível. "Com efeito imediato, estamos implantando câmeras corporais em todos os agentes em campo em Minneapolis. À medida que o financiamento estiver disponível, o programa de câmeras corporais será expandido para ‍todo o país", disse Noem no X. As políticas de imigração do governo do presidente Donald Trump estão sob escrutínio após o assassinato de dois cidadãos norte-americanos em Minnesota no mês passado por agentes do ICE, que faz parte do DHS. Os ‌assassinatos levaram a protestos em todo o país. Defensores dos direitos humanos têm condenado amplamente as políticas de imigração de Trump por carecerem do devido processo legal e tornarem o ambiente hostil para as comunidades de imigrantes. Trump apresentou suas ações como tendo o objetivo de melhorar a segurança interna. Trump também comentou o anúncio de Noem nesta segunda-feira, dizendo aos repórteres que as câmeras corporais "geralmente tendem a ser boas para a aplicação da lei, porque as pessoas não podem mentir sobre o que está acontecendo". "Então, de modo geral, acho que 80% são boas para a aplicação da lei. Mas se ela quer fazer isso, eu concordo", disse Trump, acrescentando que a decisão foi tomada por Noem e não por ele. O anúncio de Noem veio após uma ligação que ela teve com o comissário da agência Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), Rodney Scott, o ‌czar da fronteira de Trump, Tom Homan, que foi encarregado de assumir as operações em Minnesota, e o diretor interino do ICE, Todd Lyons. **Com Reuters**

  • Influenciador brasileiro é preso pelo ICE em NJ

    Pena defendia que Trump não deportaria quem estivesse em dia com as obrigações fiscais NEWARK - O influenciador digital Junior Pena foi preso pelo ICE nesse sábado, 31, horas depois de postar um vídeo convidando brasileiros para encontrá-lo em um comércio em Nova Jersey, onde gravaria um comercial e entrevistaria compatriotas. Considerado por muitos contraditório, o brasileiro é conhecido nas redes sociais por publicar conteúdo sobre migrar para os Estados Unidos, compartilhar seu olhar sobre a vida no país e fazer campanhas por pessoas que passam por dificuldades. Por outro lado, ele é fã declarado do presidente Donald Trump. Segundo o policial Maycon MacDowel, amigo pessoal de Junior, o influenciador está em Delaney Hall, um centro de detenção de imigrantes em Nova Jersey, após ser preso pelo ICE por não ter comparecido a uma audiência de trânsito. Em vídeo publicado no Instagram, McDowel afirma que Pena tinha uma Corte por dirigir com o registro do carro expirado. "A advogada adiou a Corte, mas não foi alterado no sistema." O policial brasileiro diz que a advogada é a mesma que estava à frente do processo imigratório de Pena. O influenciador entrou ilegalmente nos EUA pelo México em 2009, foi preso e liberado com a condição de responder ao processo de deportação em liberdade em um esquema conhecido como "cai-cai". McDowel disse que a justiça migratória concedeu o perdão a Junior Pena e que ele não tem carta de deportação, " tendo apenas que voltar ao Brasil para conseguir o benefício imigratório" sem dar detalhes sobre qual seria a via disponível para o influenciador. Entretanto, a administração de Donald Trump tem repetido que "estar em processo imigratório não garante proteção contra a prisão nem contra a deportação". De acordo com o policial, uma nova advogada vai dar entrada a um pedido de fiança assim que um juiz assumir o caso de Pena ainda nesta segunda-feira. O ICE não respodeu ao nosso pedido de comentário até a publicação dessa matéria. Com mais de 480 mil seguidores no Instagram, Pena já declarou apoio a Trump e disse que os trabalhadores não precisavam se preocupar porque só criminosos seriam expulsos. “Eu estou andando na linha, pagando taxas e tentando me legalizar, assim como muitos imigrantes que querem ficar em ordem. Ele vai deportar quem estiver irregular, os bandidos e as pessoas que estão fazendo coisa errada. Você acha que ele vai deportar quem está querendo ajudar o país? De jeito nenhum”, garantiu em um dos vídeos. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Menino de 5 anos detido pelo ICE volta para casa

    MINNEAPOLIS - O menino de 5 anos que estava mantido há duas semanas em um centro de detenção do ICE no Texas voltou para casa em Minnesota após ser libertado neste sábado, 31. A informação foi compartilhada na rede social X pelo deputado democrata Joaquín Castro. “Liam e seu pai saíram do centro de detenção de Dilley ontem à noite. Eles nunca deveriam ter estado lá. Graças às suas vozes e à sua indignação, eles agora estão livres”, escreveu o representante do Texas em uma publicação com fotos da criança e seu pai juntos. Em 20 de janeiro, Liam Conejo Ramos e seu pai, Adrian Conejo Arias, foram detidos na frente da casa da família em Minneapolis quando chegavam da escola. A foto do menino de 5 anos no momento de sua detenção, na qual aparece assustado, usando um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila, enquanto é segurado por um agente vestido de preto, comoveu o mundo. Leia também: Criança de 5 anos detida por agentes de imigração nos EUA está 'deprimida e triste' O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, alegou que o menino havia sido detido depois que seu pai, supostamente um imigrante ilegal, tentou fugir para evitar a prisão. Mas testemunhas e dirigentes da escola de Liam contam outra história. O órgão federal está no centro de polêmicas pela ampla margem de atuação em suas operações desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, especialmente após a morte de dois manifestantes por agentes do ICE em janeiro, também em Minneapolis. Adrian e Liam passaram 12 dias em um centro de detenção para famílias migrantes no Texas, a 1,8 mil quilômetros de Minneapolis. Neste sábado, um juiz federal ordenou a libertação de ambos. O magistrado afirmou, em sua decisão, que “este assunto tem origem na implementação, mal concebida e mal executada pelo governo, de cotas diárias de deportações, ainda que isso implique traumatizar crianças”. “Também parece que o governo ignora um documento histórico americano chamado Declaração de Independência”, continuou o juiz do Texas. Após a decisão do magistrado, os dois foram libertados no mesmo dia. Segundo o deputado Joaquín Castro, o próprio parlamentar os levou de volta, neste domingo pela manhã, para Minneapolis. “Não vamos parar até que todas as famílias, todas as crianças, estejam de volta a seus lares”, assegurou no X. **Com Agências**

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