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  • Bad Bunny exalta "América" em show no Super Bowl e é criticado por Trump

    Bad Bunny exaltou países da América sem mencionar política anti-imigrante de Trump LOS ANGELES - O show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl neste domingo, 8, que marcou a vitória do Seattle Seahwaks sobre o New England Patriots por 29 a 13, exaltou o continente americano e levantou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Como era de se esperar, o porto-riquenho trouxe um show politizado para o público que estava no Levi’s Stadium, na Califórnia. Diferentemente do Grammy, onde o artista foi mais direto nas críticas ao governo de Donald Trump, Bad Bunny preferiu usar o cenário e o repertório para abordar a história de Porto Rico e a relação com a diáspora latina no país. Lady Gaga foi um dos pontos altos do show Artistas como Pedro Pascal, Becky G, Cardi B e Jessica Alba apareceram em alguns momentos, além das apresentações de Lady Gaga e Ricky Martin que deram um tom especial. Ao final, no ápice da apresentação, Bad Bunny recebeu os dançarinos carregando as bandeiras dos países da América pedindo para que "Deus abençoe a América" (God bless América) e citou todos as nações que compõem o continente. O show gerou revolta na Casa Branca. Trump, que havia se manifestado contra o evento, afirmou em sua rede social, sem citar o nome do artista, que o show foi uma afronta à grandeza da América. Por outro lado artistas publicaram mensagens de apoio ao astro. Katy Perry, que se apresentou no intervalo do Super Bowl de 2015, destacou o caráter político do show ao publicar: “Você consegue, Bad Bunny, mostre ao mundo como é o verdadeiro sonho americano”. Bunny se recusou a fazer shows nos EUA em 2025 por temer a segurança de seu público diante das incursões contra os imigrantes do governo Trump. A Casa Branca havia dito que os agentes de imigração estariam no Super Bowl, mas a chefe de segurança da NFL, organização à frente da liga americana de futebol, afirmou que o ICE não teria nenhuma participação no evento. **Com Agências**

  • EUA recolhem mais de 6 mil pacotes de M&M’s por ingredientes perigosos

    Eles podem ser identificados pela frase “Make your mark” e pelo número de lote M1823200 ATLANTA - Mais de 6 mil pacotes de M&M’s estão sendo recolhidos nos Estados Unidos por um erro de rotulagem que pode colocar pessoas alérgicas em risco. O recall aconteceu depois que o produto foi reembalado pela empresa Beacon Promotions Inc, que deixou de incluir no rótulo os avisos obrigatórios de ingredientes alergênicos. Os produtos afetados são sachês de 37g de dois produtos da linha M&M’s: o clássico e o Peanut, com amendoim. Os confeitos contêm leite, soja e amendoim, três ingredientes que podem provocar alergias, em alguns casos severas. Eles foram distribuídos em 20 estados dos EUA, como Texas, Flórida e Califórnia. Os itens promocionais personalizados ganharam novas embalagens para serem distribuídos por empresas e organizações e não serão vendidos livremente no mercado. Eles podem ser identificados pela frase “Make your mark” e pelo número de lote M1823200, com validade de 30 abril de 2026. A empresa iniciou o recall dos produtos em 26 de janeiro, em uma ação classificada como Classe II pela FDA, a agência reguladora de remédios e alimentos dos EUA. Essa classificação indica produtos cujo uso pode provocar consequências adversas temporárias ou clinicamente reversíveis, com a possibilidade de danos graves. Os três itens apontados põem em risco milhões de pessoas nos EUA. Estima-se que seis milhões de americanos sejam alérgicos a amendoim, mesmo número de indivíduos sensíveis ao leite. A alergia à soja afeta 1,9 milhão no país. As reações vão de urticária e inchaço a anafilaxia, com risco de morte, quando as vias aéreas se fecham e o corpo entra em choque. A alergia ao amendoim é considerada uma das mais graves, na qual a proteína do alimento desencadeia uma reação alérgica poderosa. Em algumas pessoas, mesmo o contato com a pele ou a inalação pode provocar choque anafilático. Indivíduos mais sensíveis chegam a carregar um autoinjetor de epinefrina para o caso de ingestão involuntária. No caso da alergia ao leite, o organismo confunde proteínas do leite, que são inofensivas, com invasores perigosos e libera histamina e outras substâncias químicas para combatê-las. A alergia à soja também envolve uma reação exagerada do sistema imunológico às proteínas presentes na leguminosa e em produtos derivados. Nesse caso, a onipresença do ingrediente em produtos ultraprocessados é um desafio a mais, já que ele é utilizado em diversas formas para compor a lista de alimentos variados. **Com Agências **

  • Famílias denunciam condições insalubres em prisão onde aguardam asilo no Texas

    Lugar é o mesmo que manteve preso pai e filho de 5 anos após prisão em Minneapolis DILLEY - O lugar é chamado de centro residencial familiar, mas se trata de um recinto em Dilley, no Texas, onde famílias de imigrantes passam meses detidas em condições insalubres, enquanto aguardam uma resposta ao seu pedido de asilo. No mês passado, o equatoriano Liam Conejo, 5, e seu pai, Adrián, detidos durante operações contra imigrantes em Minneapolis passaram 20 dias nesse centro antes de serem liberados por um juiz, mas ainda podem ser deportados. "O exemplo de Liam é o caso típico de muitas famílias. Estavam em processo de asilo, compareciam às audiências judiciais, mas isso não adiantou, foram detidas da mesma forma", descreveu Javier Hidalgo, diretor jurídico da organização humanitária Raices. Historicamente, os solicitantes de asilo aguardam a tramitação dos seus casos em liberdade. Por meio da organização, a reportagem teve acesso a depoimentos de pessoas que permanecem em Dilley. O Texas abriga os dois centros de detenção para famílias de imigrantes nos Estados Unidos. O outro fica no condado de Karnes. A unidade de Dilley tem capacidade para cerca de 2 mil pessoas. No começo deste mês, autoridades de saúde admitiram possíveis surtos de sarampo no local, e informaram que haviam colocado as pessoas afetadas em quarentena. 'Estamos na prisão' A haitiana W., 34, e seu filho, 2, entraram no país pela fronteira sul, por uma rota regular habilitada pelo governo anterior, e solicitaram asilo. Instalaram-se em Ohio, mas foram detidos por agentes do ICE durante uma viagem a Nova York e transferidos para Dilley em outubro de 2025. "Meu filho e eu estamos na prisão, não temos privacidade. As luzes ficam acesas noite e dia, mesmo quando estamos dormindo. Não temos acesso a água engarrafada ou a atendimento médico", declarou W. à Raíces em novembro. "Certa vez reclamaram porque serviram brócolis com insetos dentro. A segurança teve que intervir para acalmar as pessoas", contou a haitiana. Já a colombiana Diana, mãe de uma menina de 10 anos que sofre da doença de Hirschsprung, foi detida em outubro de 2025, após viver com um monitor GPS no Alabama desde 2024. Em Dilley, a dieta inadequada agrava as condições da criança. Muitas vezes, servem apenas frituras, o que o corpo da menina não tolera e a faz vomitar. "A médica me disse que eles não estavam ali para me dar conforto, que eu estava detida, e que a única responsabilidade deles era garantir que não passássemos fome", contou Diana. A haitiana Crislane, por sua vez, foi detida em agosto de 2025 com seus três filhos em Nova York, apesar de ter permissão de trabalho, pagar impostos e de as crianças frequentarem a escola. "É muito difícil dormir aqui. As luzes nunca se apagam e o barulho nunca termina", descreveu a imigrante, de 40 anos. Dilley também abriga famílias procedentes de Azerbaijão, Quirguistão, China, Camarões, Rússia, Honduras e Venezuela que tentaram cruzar a fronteira em 2025. Este centro do ICE é administrado pela empresa privada CoreCivic, sob o nome de Centro de Processamento de Imigração de Dilley. "A saúde e a segurança daqueles sob nossos cuidados são nossa maior prioridade. Nossos parceiros no ICE compartilham esse compromisso, e trabalhamos estreitamente com eles para garantir o bem-estar de todos", ressaltou a empresa à AFP. Mas, segundo Javier Hidalgo, "desde que uma criança entra ela já está sendo prejudicada, e a intenção é forçar as famílias a desistir do processo de asilo" e aceitar a deportação. Oito meses Uma mãe egípcia e seus cinco filhos (de 5 a 18 anos) estão em Dilley há oito meses, depois que o pai das crianças foi preso, acusado de atacar uma manifestação pró-Israel no Colorado. Autoridades investigam se a família, que entrou no país em 2022, em busca de asilo, estava envolvida. "Gostaríamos de ter sabido do plano horrível [de seu pai], para tentar impedi-lo e evitar que ele machucasse outras pessoas", escreveu Habiba, 18, em carta divulgada pelo advogado Eric Lee. Um dos irmãos da jovem "teve apendicite, e levou dias para ser atendido", disse o advogado Chris Godshall-Bennett. "A comida é terrível, não há comida adequada para crianças. Não vão à escola. Este não é um lugar para crianças", acrescentou. A haitiana W. contou que acorda angustiada todas as manhãs. "Choro o tempo todo e meu filho enxuga minhas lágrimas. Oficiais do ICE vieram e me pediram que assinasse minha deportação, mas quero lutar pelo meu caso. Ainda não sei por que estou aqui." **Com AFP**

  • Prefeita de Boston anuncia medidas anti-ICE

    BOSTON - A prefeita Michelle Wu anunciou nesta quinta-feira, 5, uma ordem executiva para "Proteger Moradores de Boston de Operações Federais Inconstitucionais e Violentas" que prevê a responsabilização de qualquer pessoa que cometa atos violentos, danos à propriedade ou tenha qualquer conduta criminosas, inclusive agentes do ICE. “Boston se solidariza com as comunidades de toda a região para proteger nossos moradores em meio aos ataques de uma administração federal imprudente e perigosa”, disse Wu. A democrata estava acompanhada pelo administrador municipal de Cambridge, Yi-An Huang, pelo administrador municipal de Chelsea, Fidel Maltez, pelo prefeito de Lynn, Jared Nicholson, pelo prefeito de Newton, Marc C. Laredo, e pelo prefeito de Somerville, Jake Wilson, locais que também devem seguir orientações para desencadear operações anti-imigração violentas. Leia também: Governadora anuncia medidas anti-ICE em Massachusetts Durante o discurso, Wu criticou as táticas do ICE "destinadas a criar medo e aumentar a tensão", incluindo a discriminação racial ilegal de moradores, o uso de máscaras para ocultar suas identidades, a recusa em se identificar, a entrada em residências privadas sem mandado e a não utilização de câmeras corporais. O decreto da democrata reafirmou que os alvos de operações federais ilegais - como repressão à manifestação pacífica e buscas sem mandado - devem acionar o Serviço de Emergência (911) e a Polícia de Boston "vai seguir as práticas estabelecidas para garantir a segurança pública e investigar todos os crimes cometidos na capital — incluindo aqueles cometidos por agentes federais — e, se apropriado, encaminhará os casos aos parceiros locais de aplicação da lei da cidade, ao Ministério Público, e à Procuradoria-Geral de Massachusetts". Imagens de câmeras de segurança e dos uniformes dos policiais locais também vão estar disponíveis para a investigação em conformidade com a Lei de Registros Públicos do Estado. Além disso, o decreto proíbe que agentes de imigração utilizem prédios, estacionamentos e parques de Boston para suas operações e instrui o Departamento Jurídico da Cidade a utilizar todos os meios legais para confrontar os ataques coercitivos da administração federal, inclusive por meio de litígios, em caso de uma ação ilegal e inconstitucional. O pronunciamento de Wu acontece dias após a governadora de Massachusetts, Maura Healey, apresentar um projeto de lei para aumentar a proteção contra operações truculentas e emitir uma ordem executiva para barrar as polícias de colaborar com o ICE exceto em casos onde o imigrante represente risco à segurança pública. A iniciativa das democratas acompanha as reações de outros governos durante as operações do ICE em todo os Estados Unidos, especialmente após a morte de dos americanos Renee Nicole Good e Alex Pretti em Minnessota. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Trump lança site de remédios mais baratos para amenizar alta do custo de vida nos EUA

    TrumpRx.gov foi lançado com mais de 40 medicamentos a preços populares WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou um novo site para ajudar os americanos a comprar diretamente alguns medicamentos com desconto, numa tentativa de enfrentar as preocupações com o custo de vida e a inflação que ameaçam seu partido nas eleições legislativas de novembro. "A partir desta noite, dezenas dos medicamentos prescritos mais usados estarão disponíveis com descontos expressivos para todos os consumidores por meio de um novo site, TrumpRx.gov", disse Trump em um evento na Casa Branca, na quinta-feira, 5. Ele estava acompanhado do administrador dos Centros de Serviços de Medicare e Medicaid, Mehmet Oz, do chefe de design do governo, Joe Gebbia, e do seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr. O governo tem destacado seus esforços para reduzir o custo dos medicamentos, incluindo a negociação de acordos com mais de uma dezena das maiores farmacêuticas do mundo, como Eli Lilly, Novo Nordisk e Pfizer, muitas vezes em troca da redução de tarifas que estavam sendo ameaçadas. Ozempic a US$ 199 Trump afirmou que os mais de 40 medicamentos disponíveis na plataforma batizada pelo sobrenome do presidente, incluem remédios para perda de peso, como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, que, segundo ele, serão oferecidos diretamente aos consumidores por US$ 199. O presidente também disse que a EMD Serono “vai reduzir drasticamente o custo de seu principal medicamento de fertilização in vitro”: "Uma única dose do medicamento de fertilização in vitro mais usado no país, o Gonal-F, vai despencar do preço mais alto do mundo desenvolvido, que pagávamos, os Estados Unidos estavam subsidiando todo mundo", destacou o republicano. Driblar inflação O site faz parte de uma campanha mais ampla para responder às preocupações dos americanos com o custo de vida, que prejudicaram a percepção dos eleitores sobre a agenda econômica do presidente. A iniciativa foi anunciada inicialmente em setembro, como parte dos esforços do governo para reduzir os preços dos medicamentos. Ela permite que os pacientes busquem um remédio específico e sejam direcionados às plataformas das farmacêuticas, onde podem comprá-lo com desconto. Oz e Gebbia apresentaram uma demonstração do site, explicando como os consumidores podem pesquisar medicamentos e encontrar informações sobre preços. As plataformas de venda direta contornam os administradores de benefícios farmacêuticos (PBMs), intermediários entre seguradoras e fabricantes. Esses agentes ajudam a definir quais remédios são cobertos e quanto as seguradoras — e, no fim, os pacientes — devem pagar. As farmacêuticas afirmam que esse sistema força preços mais altos e prejudica o acesso dos pacientes. As opções de pagamento direto em dinheiro nos site de Trump podem ser úteis para pessoas com coparticipações ou franquias elevadas, ou cujos planos não cobrem determinados medicamentos. Esse modelo tem sido especialmente popular para remédios da classe GLP-1 usados no tratamento da obesidade, frequentemente excluídos da cobertura. Ainda não está claro se o site conseguirá reduzir de forma significativa os custos e atrair muitos americanos a pagar diretamente pelos medicamentos, sem usar o seguro. Além disso, a ideia de permitir compras diretas com promessa de maior transparência não é nova. As próprias empresas vêm lançando plataformas desse tipo. Os custos com saúde são uma fonte constante de frustração para as famílias americanas. Os democratas exploraram o fim de subsídios importantes para planos de saúde no início do ano para criticar o governo. Em resposta, Trump apresentou no mês passado um “marco” para a área de saúde com o objetivo de reduzir preços de medicamentos e prêmios de seguros, mas a proposta ainda carece de detalhes e enfrenta um caminho incerto no Congresso. **Com Bloomberg**

  • Embaixada dos EUA alerta americanos para perigos no carnaval

    Embaixada dos EUA orienta americanos a evitar as favelas mesmo quando estiverem em blocos WASHINGTON - A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou uma cartilha com orientações de segurança para cidadãos americanos que vierem passar o carnaval em cidades brasileiras. Uma das recomendações é que os turistas norte-americanos não frequentem favelas, nem mesmo durante blocos de rua. "Evite favelas (comunidades) em todos os momentos, mesmo durante os blocos", diz a orientação da embaixada. A cartilha destaca outras orientações como não ir a blocos desacompanhados, não carregar objetos de valor nas festas de rua, beber água para evitar a desidratação e estar atento ao redor e a possíveis golpes, como roubos de celulares. "Não use joias nem carregue grandes quantias em dinheiro. Crimes oportunistas, incluindo roubo de celular, são comuns durante o carnaval", diz a cartilha. A embaixada ainda alertou para o risco de reagir a assaltos, pois os criminosos podem estar armados. Caso algum cidadão americano seja vítima de golpe ou crime, a Embaixada orienta que seja registrada uma queixa com a polícia por meio do 190 e se coloca à disposição para prestar assistência. Por fim, a Embaixada ainda alertou que o carnaval é mais famoso em algumas cidades, mas que festas e aglomerações podem acontecer em todo o território brasileiro. "A celebração anual do Carnaval acontecerá entre sábado, 14 de fevereiro, e quarta-feira, 18 de fevereiro. Embora os eventos mais famosos ocorram no Rio de Janeiro, Salvador e Recife, é possível encontrar grandes aglomerações e desfiles, também conhecidos como 'blocos', em todo o Brasil." **Com Assessoria**

  • Governo Trump investiga Nike por 'discriminação contra pessoas brancas'

    WASHINGTON - O governo Trump solicitou, nesta quarta-feira, 4, a um tribunal do Missouri que obrigue a Nike a cumprir uma intimação ligada a acusações de que as práticas de contratação da empresa discriminam pessoas brancas. Segundo a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC), a companhia pode ter violado a lei "ao adotar um padrão ou prática de tratamento discriminatório contra funcionários, candidatos e participantes de programas de treinamento brancos". A Nike havia estabelecido a meta de que 30% da equipe de gestão fosse composta por minorias raciais e étnicas. O processo cita alegações feitas em 2024 pela comissária da EEOC, Andrea Lucas. Ainda segundo a comissão, a empresa "não forneceu todas as informações solicitadas". A Nike diz que a ação é uma "escalada surpreendente e incomum" e afirma ter mantido uma cooperação "ampla e de boa-fé" na investigação. "Estamos comprometidos com as práticas trabalhistas justas e legais e cumprimos todas as leis aplicáveis, incluindo aquelas que proíbem a discriminação", declarou a empresa. A companhia já se posicionou sobre questões sociais e políticas em diversas ocasiões, mas foi criticada pelo presidente Donald Trump e outras figuras conservadoras. **Com AFP**

  • Agentes do ICE não podem efetuar prisões sem mandado no Oregon, define juiz

    Exceção para agir sem mandado judicial é quando há risco de fuga PORTLAND - Agentes do ICE devem parar de prender pessoas sem mandado no Oregon, a menos que haja probabilidade de fuga, afirma uma ordem judicial da última quarta-feira, 4. O juiz distrital dos Estados Unidos, Mustafa Kasubhai, emitiu uma liminar em uma ação coletiva proposta contra o Departamento de Segurança Interna (DHS) por sua prática de prender imigrantes que encontram pelo caminho durante operações de fiscalização intensificadas — prática que os críticos descreveram como “prender primeiro, justificar depois”. Ações semelhantes, incluindo agentes de imigração entrando em propriedades privadas sem um mandado judicial, têm gerado preocupação entre grupos de direitos civis em todo o país, em meio aos esforços de deportação em massa do presidente Donald Trump. Tribunais no Colorado e em Washington, D.C., emitiram decisões semelhantes à de Kasubhai, e o governo recorreu contra todas. Em um memorando divulgado na semana passada, Todd Lyons, chefe interino do ICE, enfatizou que os agentes não devem efetuar prisões sem um mandado de prisão administrativo emitido por um supervisor, a menos que tenham indícios suficientes para acreditar que a pessoa está nos EUA ilegalmente e que provavelmente fugirá do local antes que o mandado possa ser obtido. Apesar disso, o juiz ouviu depoimentos de que agentes no Oregon prenderam pessoas em operações de imigração sem mandados judiciais ou sem determinar que a fuga era provável. Kasubhai afirmou que as ações dos agentes no Oregon — incluindo sacar armas contra pessoas durante a detenção por violações civis das leis de imigração — foram “violentas e brutais”, e expressou preocupação com a possibilidade de o governo negar o devido processo legal àqueles detidos em operações de imigração. O processo foi movido pela organização sem fins lucrativos Innovation Law Lab, cujo diretor executivo, Stephen Manning, disse estar confiante de que o caso será um “catalisador de mudanças aqui no Oregon”. “É fundamentalmente disso que se trata este caso: pedir ao governo que cumpra a lei”, disse ele durante a audiência. A liminar permanecerá em vigor enquanto o processo judicial estiver em andamento. **Com AP**

  • FDA classifica recall do sensor de glicose da Abbott como o mais grave após sete mortes

    A Abbott está recolhendo lotes específicos dos sensores FreeStyle Libre 3 e FreeStyle Libre 3 WASHINGTON - A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) classificou ‌nesta quarta-feira, 4, o recall da Abbott de ‌determinados sensores de monitoramento de glicose como o mais grave, após relatos que associaram os dispositivos a sete ‍mortes. A Abbott está recolhendo lotes específicos dos sensores FreeStyle Libre 3 e FreeStyle Libre 3 Plus devido ‌a leituras defeituosas, que mostram ‌níveis de açúcar no sangue mais baixos do que realmente são. Até 7 de janeiro, a empresa havia relatado sete mortes e 860 casos graves associados ao problema nos aparelhos, segundo a FDA. A Abbott afirmou que os sensores podem fornecer leituras incorretas de glicose por longos períodos. Se os usuários não detectarem os erros, eles podem tomar decisões de tratamento perigosas, incluindo comer carboidratos acima do indicado ou ‌pular ou adiar doses de insulina, o que pode levar a sérios riscos à saúde. **Com Agências**

  • Tratado nuclear expira e remove restrições importantes para Rússia e EUA

    Putin e Trump em encontro no ano passado quando discutiram guerra contra a Ucrânia WASHINGTON - Rússia e Estados Unidos não estão mais sujeitos a quaisquer limites quanto ao tamanho de seus arsenais nucleares estratégicos após seu último tratado de controle de armas expirar, nesta quinta-feira, 5, sem que haja um acordo entre eles sobre o que deve acontecer a ‌seguir. O tratado Novo START, que estabelecia limites para os mísseis, lançadores e ogivas estratégicas de cada lado, era o último de uma série ‌de acordos nucleares que remontam a mais de meio século, ao auge da Guerra Fria. Especialistas em segurança dizem que sua expiração corre o risco de dar início a uma nova corrida armamentista, que também será alimentada pelo rápido aumento nuclear da China. O presidente russo, Vladimir Putin, propôs que Moscou e Washington concordassem em aderir às principais disposições do tratado por mais um ano, mas o presidente dos EUA, ‍Donald Trump, não deu nenhuma resposta formal. Trump afirma que deseja um acordo melhor, que também inclua a China. Mas Pequim se recusa a negociar com os outros dois países porque possui apenas uma fração do número de ogivas deles — cerca de 600, em comparação com cerca de 4.000 da Rússia e dos EUA. Em uma declaração na noite de quarta-feira, horas antes ‌de o Novo START expirar, a Rússia criticou o que chamou de abordagem "errada e lamentável" dos EUA. Afirmou ‌que a suposição de Moscou agora era que o tratado não se aplicava mais e que ambos os lados estavam livres para escolher seus próximos passos. A Rússia "continua preparada para tomar contramedidas militares e técnicas decisivas para mitigar potenciais ameaças adicionais à segurança nacional". Mas agirá de forma responsável e está aberta à diplomacia para buscar uma "estabilização abrangente da situação estratégica", informou o comunicado, buscando um equilíbrio entre assertividade e moderação. Trump não fez nenhuma declaração quando o tratado expirou. A Casa Branca disse esta semana que Trump decidiria o caminho a seguir no controle de armas nucleares, o que ele "esclareceria em seu próprio cronograma". Armas nucleares estratégicas são os sistemas de longo alcance que cada lado usaria para atacar a capital, os centros militares e industriais do outro em caso de uma guerra nuclear. Elas diferem das chamadas armas nucleares táticas, que têm menor potência e são projetadas para ataques limitados ou uso em campo de batalha. Na ausência de uma estrutura de tratado que proporcione estabilidade e previsibilidade, analistas afirmam que cada lado terá mais dificuldade em interpretar as intenções do outro. Isso poderia levar a uma espiral em que cada um sinta a necessidade de continuar aumentando seu arsenal, com base nas piores hipóteses sobre os planos do outro. Em poucos anos, cada um poderia implantar centenas de ogivas além do limite de 1.550 estabelecido pelo Novo START, afirmam os especialistas. "Transparência e previsibilidade estão entre os benefícios mais intangíveis do controle de armas e ‌sustentam a dissuasão e a estabilidade estratégica", disse Karim Haggag, diretor do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo. "Sem elas, as relações entre os Estados com armas nucleares provavelmente serão mais propensas a crises — especialmente com a inteligência artificial e outras novas tecnologias adicionando complexidade e imprevisibilidade à dinâmica de escalada e uma preocupante falta de canais de comunicação diplomática e militar entre os EUA e China e Rússia." **Com Reuters**

  • Homem acusado de tentar matar Trump na Flórida é condenado à prisão perpétua

    Durante o julgamento, Ryan Routh se definiu como um bom cidadão FORT PIERCE - A Justiça dos Estados Unidos condenou nesta quarta-feira, 4, à prisão perpétua o homem acusado de tentar assassinar Donald Trump em seu campo de golfe na Flórida em 2024, dois meses antes das eleições presidenciais vencidas pelo republicano. Ryan Routh, de 59 anos, compareceu ao tribunal federal de Fort Pierce para ouvir sua sentença. Em setembro, um júri o havia declarado culpado de cinco acusações, entre elas a de tentativa de assassinato de um candidato presidencial. Ao ouvir o veredicto, o acusado tentou então se ferir no pescoço com uma caneta, mas foi impedido por agentes de segurança. A juíza Aileen Cannon atendeu nesta quarta-feira ao pedido da promotoria e aplicou a Routh a pena máxima possível "para proteger as pessoas de futuros crimes cometidos por ele". Routh também foi considerado culpado de posse ilegal de arma devido a seus antecedentes criminais, posse de arma com o número de série raspado, posse de arma de fogo com a finalidade de cometer um crime violento e agressão a um agente federal. Em 15 de setembro de 2024, um agente do Serviço Secreto dos EUA — responsável por proteger as principais autoridades políticas do país — viu o cano de um rifle aparecendo entre arbustos do campo de golfe de West Palm Beach, onde Trump jogava uma partida. Routh ao ser preso na Flórida após tentativa frustrada de matar Trump O agente abriu fogo e Routh, que fugiu em um veículo, foi detido pouco depois pela polícia. A polícia encontrou no local um rifle semiautomático carregado, equipado com mira telescópica e um carregador com munição adicional. "Uma casca vazia" Após permanecer em silêncio, com o semblante franzido e sem demonstrar qualquer emoção aparente durante a audiência, Routh tomou a palavra. Colocou óculos pretos grossos e começou a ler um discurso de 20 páginas que havia preparado. "Minha sentença é totalmente insignificante. Diante de vocês não há nada; não sou mais do que uma casca vazia", declarou, antes de se definir como uma boa pessoa, trabalhadora e dedicada ao seu país. A juíza Cannon o interrompeu várias vezes e pediu que encurtasse um discurso que considerou irrelevante para o caso. Routh chegou a dizer, por exemplo, que trocaria sua vida pela de palestinos vítimas do conflito com Israel. O condenado voltou a demonstrar sua fixação pela invasão russa da Ucrânia, para onde havia viajado a fim de se juntar a voluntários estrangeiros e lamentou a passividade do mundo diante dessa guerra. À sua frente, o promotor John Shipley tentou desmontar a imagem de bom cidadão defendida por Routh e por seu advogado, Martin Roth. "Ele tentou realizar um massacre a sangue-frio", com o "objetivo de subverter a democracia americana" ao matar o então candidato republicano e atual presidente, Donald Trump, afirmou Shipley. "Lamento muito ter falhado com vocês" Durante o julgamento, uma testemunha declarou que Routh havia deixado uma caixa em sua residência que incluía uma carta manuscrita com a mensagem: "Querido mundo. Esta foi uma tentativa de assassinato contra Donald Trump, mas lamento muito ter falhado com vocês". Este foi o segundo atentado contra o candidato republicano, que acabou vencendo as eleições presidenciais de 2024. Trump havia escapado por pouco de um ataque em 13 de julho de 2024, durante um comício em Butler, na Pensilvânia. Naquela ocasião, Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, conseguiu disparar várias vezes antes de ser abatido pelo Serviço Secreto. Trump foi atingido na orelha. As imagens dele com o rosto ensanguentado e o punho erguido correram o mundo, e o episódio foi considerado um momento-chave da campanha que o levou de volta à Casa Branca. ** Com AFP **

  • Governo Trump retira 700 agentes do ICE de Minnesota

    Agentes do ICE e do CBP responderam com truculência protestos de americanos contra operação anti-imigração MINNEAPOLIS - O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira, 4, a retirada de cerca de 700 agentes federais destacados no estado de Minnesota, em meio a uma onda de protestos e após a morte de dois cidadãos americanos durante operações do ICE. O anúncio foi feito pelo chamado "czar da fronteira" da Casa Branca, Tom Homan, durante uma coletiva de imprensa em Minneapolis, onde o enfermeiro Alex Pretti perdeu a vida após ser alvejado por agentes do ICE. "Meu objetivo, com o apoio do presidente Trump, é realizar uma retirada completa e encerrar esse destacamento o mais rápido possível", declarou Homan, embora tenha esclarecido que a retirada total dependerá do progresso da operação de fiscalização da imigração. Nos últimos dois meses, mais de 3 mil agentes federais foram enviados a Minneapolis, número muito superior aos cerca de 600 policiais locais alocados na cidade. De acordo com o Departamento de Segurança Interna (DHS), aproximadamente 3 mil imigrantes indocumentados foram presos desde o início da operação. O endurecimento da política de imigração gerou forte indignação nacional após as mortes de Renee Good, de 37 anos, e Pretti, também de 37, ambos cidadãos americanos, em incidentes envolvendo agentes federais. As mortes desencadearam protestos em massa em diversas cidades dos Estados Unidos e intensificaram a pressão política sobre a Casa Branca. Pouco depois da morte de Pretti e antes da divulgação de conclusões de uma investigação formal, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e o assessor presidencial Stephen Miller classificaram publicamente o enfermeiro como um "terrorista doméstico", alegando que ele portava uma arma. A acusação foi contestada por familiares e testemunhas. Na sequência, o governo afastou o comandante nacional da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, da operação em Minnesota. Ele, frequentemente visto em confrontos com manifestantes e durante prisões de imigrantes, foi transferido de volta para seu antigo posto em El Centro, na Califórnia. Com a chegada de Homan a Minneapolis, o governo passou a sinalizar que a situação "poderia melhorar", abrindo espaço para uma possível retirada de tropas. Durante a coletiva de imprensa de hoje, Homan também anunciou mudanças na estrutura operacional, com a criação de um comando único em Minneapolis, substituindo os dois existentes até então, em uma tentativa de reduzir tensões e melhorar a coordenação das ações federais. Apesar disso, as mensagens da Casa Branca permaneceram contraditórias. Após as declarações iniciais de Homan, Trump pareceu se distanciar de uma desescalada completa, embora tenha classificado a morte de Pretti como "muito lamentável" e afirmado querer "diminuir a tensão" na região. Posteriormente, contudo, o presidente voltou a endurecer o discurso e chamou Pretti de "agitador e, talvez, insurgente" em uma publicação na rede Truth Social. A mudança de tom ocorreu após a divulgação de um vídeo que mostra Pretti chutando um veículo da imigração e em meio à pressão da ala mais linha-dura do governo. O ex-conselheiro Stephen Bannon declarou em seu podcast War Room que "não pode haver desescalada". Embora esteja em discussão uma retirada parcial de agentes, a tensão segue elevada. Recentemente, autoridades federais prenderam o ex-âncora da CNN Don Lemon por suposto envolvimento em um protesto, cujos manifestantes interromperam um culto religioso liderado por um pastor que, segundo alegações, também atua como agente de imigração. Vídeos de confrontos entre agentes federais e moradores de Minneapolis e Saint Paul continuam a circular amplamente nas redes sociais, alimentando o debate nacional sobre o uso da força, a política de imigração do governo Trump e os limites das operações federais em jurisdições locais. ** Com ANSA **

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