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  • Queda na imigração ilegal retarda crescimento do emprego nos EUA

    Pesquisa aponta o setor da construção como o mais afetado pelas políticas restritivas de imigração SAN FRANCISCO - A queda recente na imigração não autorizada para os Estados Unidos desacelerou o crescimento do emprego, particularmente na construção civil e na manufatura, e essas tendências provavelmente continuarão, mostra uma nova pesquisa do Federal Reserve de San Francisco, na Califórnia, publicada nesta terça-feira, 17. O estudo analisou o rápido aumento de imigrantes não autorizados a partir de 2021 e a desaceleração que começou em março de 2024 e descobriu que o crescimento do emprego local aumentou e depois diminuiu, acompanhando as ações anti-imigração. As conclusões podem ter implicações importantes para as perspectivas do mercado de trabalho e para a acessibilidade da habitação, dada a repressão contínua à imigração durante o segundo mandato presidencial de Donald Trump. A revisão sobre os empregos publicados na semana passada mostraram que a economia dos EUA adicionou apenas 181 mil empregos em 2025, uma fração dos 1,459 milhão de empregos adicionados em 2024, o último ano completo do mandato do ex-presidente Joe Biden. Economistas relacionaram a desaceleração à queda acentuada na imigração não autorizada, mas este último estudo ajuda a concretizar essa relação por meio de sua análise detalhada do influxo de trabalhadores não autorizados e do impacto nos mercados de trabalho locais. “Em média, os locais que experimentaram as maiores desacelerações na imigração não autorizada viram as maiores desacelerações no crescimento do emprego na construção, manufatura e outros serviços”, escreveram os economistas do Fed Daniel Wilson e Xiaoqing Zhou. “O efeito para o setor de construção é particularmente notável porque sugere que a queda no fluxo de trabalhadores imigrantes não autorizados nos últimos meses pode estar desacelerando as obras residenciais e, portanto, desacelerando o crescimento da oferta de moradias.” O governo Trump afirma que a redução da imigração não autorizada beneficiará os trabalhadores americanos e ajudará a tornar a habitação mais acessível, reduzindo a demanda por casas. “O crescimento do emprego nos EUA provavelmente enfrentará uma pressão descendente contínua, enquanto continuar a diminuição do fluxo de trabalhadores imigrantes não autorizados”, escreveram os autores do estudo. A presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, afirmou que o Fed nacional deve analisar profundamente os dados para avaliar se a inteligência artificial está impulsionando o crescimento da produtividade e permitindo um crescimento econômico mais rápido sem provocar inflação, o que exigiria que ele acionasse os freios com uma política mais restritiva. O governo Trump afirma que alguns economistas dizem que o aumento dos investimentos em IA impulsionará ainda mais o crescimento da produtividade, criando uma economia que, como na década de 1990 com a adoção de computadores e software, poderá crescer mais rapidamente do que antes, mesmo com a inflação permanecendo moderada. Daly discorda. Em comentários preparados para um evento na Universidade Estadual de San Jose, organizado pelo Silicon Valley Leadership Group, ela defende que “a maioria dos estudos macroeconômicos sobre o crescimento da produtividade encontra evidências limitadas de um efeito significativo da IA”. Isso pode ser porque ainda é muito cedo para ver os resultados das melhorias decorrentes dos investimentos de empresas individuais em alguns setores da indústria. A econominsta observa que “também pode ser que simplesmente ainda não tenhamos chegado lá” e que seja necessário muito mais tempo para que ocorram transformações em toda a economia. Para descobrir como o Fed deve responder — se o crescimento econômico mais rápido pode ser um sinal precoce de inflação futura ou se pode ser benigno no que diz respeito às pressões sobre os preços –, o banco central precisará fazer o que fez na década de 1990, sob o comando do então presidente Alan Greenspan, disse Daly. Naquela época, Greenspan achava que os dados de produtividade não refletiam com precisão os investimentos em computadores e software que estavam impulsionando a produtividade e decolando nos bastidores da economia. Ele defendeu a manutenção das taxas estáveis em vez de aumentá-las para conter a inflação, e acabou tendo razão, disse Daly. Para avaliar se algo semelhante está acontecendo com a IA, o Fed precisará examinar os dados nacionais, conversar com as empresas e avaliar para onde a economia está indo. “A disposição de confrontar o que sabemos e o que não sabemos é essencial para formular políticas adequadas e duradouras que atendam a todos os americanos”, disse Daly. **Com Reuters**

  • Morre líder dos direitos civis Jesse Jackson aos 84 anos

    Jesse Jackson foi colaborador próximo à Martin Luther King CHICAGO - Jesse Jackson, líder dos direitos civis nos Estados Unidos e um eloquente pastor batista criado no Sul segregado do país, morreu aos 84 anos, informou a família em um comunicado nesta terça-feira, 17. "Nosso pai foi um líder servidor — não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os esquecidos ao redor do mundo", destaca a nota. O pastor foi um colaborador próximo de Martin Luther King e concorreu duas vezes à indicação presidencial pelo Partido Democrata. Hábil no trato com a mídia, ele defendeu os direitos dos negros americanos e de outras comunidades marginalizadas desde o turbulento movimento pelos direitos civis dos anos 1960, liderado por seu mentor King. Jackson enfrentou uma série de controvérsias, mas permaneceu como a principal figura dos direitos civis nos EUA por décadas. Ele concorreu à indicação presidencial pelo Partido Democrata em 1984 e 1988, atraindo eleitores negros e muitos liberais brancos em campanhas surpreendentemente fortes, mas não conseguiu se tornar o primeiro candidato negro à Casa Branca por um grande partido. No fim das contas, nunca ocupou um cargo eletivo. O ativista fundou os grupos de direitos civis Operação Push e a Coalizão Nacional Arco-Íris, ambos sediados em Chicago, onde morava. Ele ainda serviu como enviado especial do presidente democrata Bill Clinton para a África nos anos 1990 e foi fundamental para garantir a libertação de vários americanos e outras pessoas mantidas no exterior em lugares como Síria, Cuba, Iraque e Sérvia. Em 1984, Jackson conquistou 3,3 milhões de votos nas prévias democratas, cerca de 18% do total, e terminou em terceiro lugar, atrás de indicado Walter Mondale e de Gary Hart, na disputa pelo direito de enfrentar o republicano Ronald Reagan, então presidente. Sua candidatura perdeu força depois que veio a público que havia chamado, em conversas privadas, os judeus de "Hymies" e Nova York de "Hymietown". Em 1988, Jackson era o candidato mais refinado e alinhado ao mainstream, ficando em segundo lugar na disputa democrata para enfrentar o republicano George W. Bush. Ele deu trabalho ao eventual indicado democrata Michael Dukakis, vencendo 11 primárias estaduais. Jackson se apresentou como alguém que quebrava barreiras para pessoas negras, pobres e sem poder. Ele eletrificou a convenção democrata de 1988 com um discurso contando sua história de vida. "A América não é um cobertor tecido com um único fio, uma única cor, um único tecido", disse aos delegados em Atlanta. "Onde quer que você esteja esta noite, você consegue. Mantenha a cabeça erguida, estufe o peito. Você consegue. Às vezes escurece, mas a manhã chega. Não se renda. O sofrimento gera caráter, o caráter gera fé. No final, a fé não vai decepcionar", acrescentou. Jackson anunciou em 2017, aos 76 anos, que havia sido diagnosticado com doença de Parkinson, um distúrbio de movimento caracterizado por tremores, rigidez e problemas de equilíbrio e coordenação, após apresentar sintomas por três anos. Nascido em 8 de outubro de 1941, em Greenville, na Carolina do Sul, sua mãe era uma estudante do ensino médio de 16 anos e seu pai era um homem casado de 33 anos que morava na casa ao lado. A mãe mais tarde se casou com outro homem, que adotou Jackson. Ele cresceu durante a era de leis e práticas racistas frequentemente aplicadas de forma brutal. Jackson conseguiu uma bolsa de estudos para jogar futebol americano na Universidade de Illinois, mas se transferiu para uma faculdade historicamente negra porque disse ter sofrido discriminação. Ele começou seu ativismo pelos direitos civis enquanto era estudante na North Carolina Agricultural & Technical College e foi preso quando tentou entrar em uma biblioteca pública "somente para brancos" na Carolina do Sul. Ele frequentou o Seminário Teológico de Chicago e foi ordenado ministro batista em 1968, apesar de não ter se formado. O pastor tornou-se um braço direito do líder dos direitos civis Martin Luther King Jr. e às vezes viajava com ele. No dia em que King foi assassinado por um homem branco chamado James Earl Ray na varanda do Lorraine Motel, em Memphis, Jackson estava um andar abaixo. Ele irritou aliados de King quando disse a repórteres que havia segurado o amigo em seus braços e foi a última pessoa com quem King falou, relato contestado por outras testemunhas. King, que comandava a Conferência de Liderança Cristã do Sul, havia colocado o enérgico Jackson em um cargo de liderança para ajudar a criar oportunidades econômicas nas comunidades negras. Jackson rompeu com o sucessor de King, Ralph Abernathy, e fundou sua própria organização de direitos civis em Chicago, a Operação Push, no início dos anos 1970. Em 1984, criou a Coalizão Nacional Arco-Íris, cuja missão mais ampla também incluía os direitos das mulheres e direitos LGBTQ+. As duas organizações se fundiram em 1996. Ele deixou a presidência da coalizão em 2023, após mais de cinco décadas de liderança e ativismo. O ativista conheceu a esposa, Jacqueline Brown, durante a faculdade. Eles se casaram em 1962 e tiveram cinco filhos. Seu filho Jesse Jackson Jr. foi eleito para a Câmara dos Representantes dos EUA, mas renunciou e cumpriu pena de prisão por fraude. Jackson teve uma filha fora do casamento em 1999, com uma mulher que trabalhava em seus grupos de direitos civis, o que se tornou um escândalo. Ele era conhecido por sua diplomacia. Depois de conseguir em 1984 a libertação pela Síria do aviador naval americano Robert Goodman Jr., o presidente Ronald Reagan o convidou à Casa Branca e expressou gratidão pela "missão de misericórdia". Em 1984, ele conseguiu a libertação de dezenas de prisioneiros cubanos e americanos de prisões em Cuba. Jackson se reuniu em 1990 com o líder iraquiano Saddam Hussein para conseguir a libertação de centenas de americanos e outras pessoas após a invasão do Kuwait pelo Iraque. Nove anos depois, ele intermediou a libertação de três aviadores americanos detidos na Sérvia. O ativista também apresentou um programa semanal na CNN de 1992 a 2000, pressionou corporações pelo empoderamento econômico negro e recebeu a mais alta honraria civil dos EUA, a Medalha Presidencial da Liberdade, concedida por Clinton em 2000. Continuou seu ativismo, condenando o assassinato pela polícia de George Floyd e de outros americanos negros em 2020, em meio ao movimento global por justiça racial. ** Com Reuters **

  • Americana reencontra marido no RJ após quase três meses separados pelo ICE

    Hannah e Matheus ao se reencontrarem no aeroporto do Rio de Janeiro na manhã de segunga-feira RIO DE JANEIRO - A americana Hannah Silveira desembarcou na manhã desta segunda-feira, 16 no aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro e reencontrou o marido Matheus Silveira que passou quase três meses preso pelo ICE nos Estados Unidos após ser detido durante uma entrevista para obter o green card através do casamento na Califórnia. O brasileiro desembarcou em Belo Horizonte quatro dias antes, no 5º voo de deportados só esse ano, e foi recebido pelo programa "Aqui é Brasil" do governo federal. Silveira comemorou a chegada da mulher e diz estar aliviado. “É bom, muito alívio, né? Porque tem dois meses lá que eu ficava sem saber o que vai acontecer. Fui mandado de um lugar para o outro, sempre algemado. Comida ruim também.” O brasileiro está proibido de reentrar nos EUA nos próximos dez anos. Já Hannah diz que não se sente segura no próprio país e está disposta a recomeçar do zero, já que seus diplomas de direito e de paramedicina não são válidos no Brasil. “Olhar para trás, nem pensar. Agora virou passado, virou história. Só aproveitar aí com a família, com os amigos e com a minha esposa também”, afirmou Mateus. Prisão Silveira foi detido pelo ICE no dia 24 de novembro no prédio do Serviço e Imigração e Naturalização (USCIS) em San Diego, minutos após ter o pedido de green card através do casamento aprovado. Leia também: Carioca preso pelo ICE em entrevista do green card chega ao Brasil Uma policial se levantou e disse que "pessoas no corredor" esperavam o casal e o advogado deles para conversar. Na sequência, descreveu Hannah, quatro agentes do ICE entraram no escritório, colocaram o brasileiro contra a parede e o prenderam. Os oficiais tinham um mandado de prisão contra Silveira que fazia referência à permanência do homem no país após o vencimento do visto de estudante. Silveira chegou ao país em 2019 com o F-1 que expirou no ano seguinte. Ele e Hannah se casaram em agosto de 2024. Na época, a secretária-assistente do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, confirmou ao Newsweek que Matheus Silveira permaneceria sob custódia do ICE enquanto aguardava os procedimentos de remoção. Na nota, enviada ao portal da Newsweek, McLaughlin descreveu Matheus como um "estrangeiro ilegal criminoso do Brasil que permaneceu no país após o vencimento do visto de estudante F-1”. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Epstein usava vistos de estudante, cursos de inglês e casamentos de fachada para ludibriar mulheres

    Documentos mostram que Epstein recorria a casamentos falsons para manter status imigratório de mulheres NOVA YORK - Os arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostram como Jeffrey Epstein usou vistos de estudante, cursos de inglês e casamentos de fachada para garantir que as mulheres em sua órbita permanecessem no país. No início de 2013, a namorada do milionário, Karyna Shuliak, estava preocupada com seu status imigratório. Mais tarde naquele ano, ela se casou com uma cidadã americana e conseguiu o green card que permite a residência permanente nos EUA. Cinco anos depois ela se tornou cidadã. Shuliak se divorciou de sua esposa: uma mulher chamada Jennifer, que havia tido um relacionamento com Kimbal Musk depois que Epstein os apresentou. "Agora que ela é americana, você deveria dar uma grande festa para ela", escreveu um dos advogados de imigração preferidos de Epstein no dia da entrevista de naturalização de Shuliak. "Com um touro mecânico, balões vermelhos, brancos e azuis e barras de Snickers fritas em palitos de dente com a bandeira americana." O criminoso sexual condenado havia providenciado a admissão de Shuliak na faculdade de odontologia da Universidade Columbia, como aluna transferida da Bielorrússia que não havia concluído sua graduação, por meio de um processo complexo que começou em 2011. Depois de ser admitida, as comunicações entre ela e membros do escritório de estudantes internacionais da universidade mostram que seu caso de imigração era mais um obstáculo a ser superado. Epstein, aparentemente, queria ter certeza do status imigratório de Shuliak. Ele contatou sua rede de contatos em busca de ajuda para restaurar discretamente seu visto de estudante. "Não quero perguntar, pois prefiro que ela não faça parte do meu dossiê", escreveu Epstein no final de 2012 para Ian Osborne, um investidor britânico que aparece várias vezes nos arquivos. "Lembro-me de que você tinha um bom amigo advogado especializado em imigração em Washington." Osborne disse que tinha alguém com ligações com os altos escalões do Serviço de Imigração e Naturalização (USCIS). Essa pessoa, segundo Osborne, era Greg Craig, então sócio da Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom e ex-conselheiro da Casa Branca do presidente Barack Obama. Craig "utiliza um excelente escritório de advocacia especializado em imigração e avisa Ali Mayorkas, do USCIS", escreveu Osborne, mencionando o então chefe da agência de imigração dos EUA, que mais tarde se tornou Secretário de Segurança Interna do presidente Joe Biden. "Ligarei para você ainda hoje para coordenar." O e-mail levou os advogados da Skadden a se encontrarem com Epstein e Osborne em uma teleconferência e a solicitarem a ajuda de um escritório de advocacia de imigração que eles contrataram. Craig, de acordo com uma das mensagens, também estava programado para participar da chamada. Não está claro se ele compareceu. Mayorkas não é mencionado novamente nas mensagens, e não há indicação de que ele estivesse ciente do assunto. Ele não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. "Lamento profundamente ter conhecido Epstein ou ter tido qualquer tipo de associação com ele", disse Osborne em um comunicado, acrescentando que não tinha conhecimento do comportamento ilegal de Epstein. Craig, agora em outro escritório de advocacia, não respondeu aos pedidos de comentário. Após algumas trocas de mensagens, o feedback que Epstein recebeu estava longe de ser claro: Shuliak havia excedido o prazo de seu visto de estudante — o que dificultava a reintegração — e mesmo que ela deixasse o país e solicitasse um novo visto, este poderia não ser concedido, relatou um dos advogados. Ela também tinha um pedido de asilo pendente, o que o advogado considerou "diretamente inconsistente com a intenção temporária de permanecer nos EUA e retornar ao seu país de origem após os estudos". Epstein tinha uma decisão a tomar. "Precisamos decidir se insistir no pedido de asilo e refazê-lo é um caminho mais provável para o sucesso do que a decisão sobre a reintegração", respondeu Epstein. O escritório Skadden recusou-se a comentar. Uma pessoa familiarizada com a situação disse que o advogado nunca foi contratado para representar Epstein que foi encaminhado para outro advogado. Não está claro exatamente quando Epstein parou de se comunicar com o Skadden, mas as mensagens cessaram. Em agosto de 2013, Epstein trocou e-mails diretamente com outra advogada de imigração: Arda Beskardes. "Também precisamos conversar sobre o casamento o mais rápido possível. Você está em Nova York?", escreveu Beskardes para Epstein e para um endereço de e-mail oculto naquele mês. Trinta dias depois, Shuliak entrou em contato: "Podemos nos encontrar amanhã? Seremos eu e Jen", escreveu ela para a advogada. Em 9 de outubro de 2013, Shuliak se casou. O nome da pessoa com quem ela se casou foi omitido da certidão de casamento divulgada pelo DOJ, mas ambos constavam como residentes no endereço 301 East 66th Street, em Nova York, um endereço que aparece repetidamente nos arquivos como um local onde muitas mulheres e convidados ilustres associados a Epstein se hospedavam. No dia seguinte, Shuliak contatou Beskardes e solicitou uma reunião. Pouco mais de uma semana depois, Beskardes entrou em contato novamente: "Então, vamos prosseguir?". "Sim, Arda, desculpe a demora, estou aguardando o restante das informações da Jen", respondeu Shuliak. Registros do final daquele ano mostram que Shuliak e Jennifer tinham uma conta bancária conjunta. (A Bloomberg News está omitindo o sobrenome de Jennifer por motivos de privacidade.) Em meados de 2014, Shuliak solicitou um Green Card baseado em laços familiares e, em dezembro, uma entrevista foi agendada. "Recebi meu Green Card!! Muito obrigada por toda a sua ajuda!!!", escreveu Shuliak para Beskardes em janeiro de 2015. Escolas de inglês Quase uma década antes, Shuliak havia dado um passo importante em sua jornada de imigração. Em novembro de 2010, conforme mostra um histórico escolar, ela se matriculou no Spanish American Institute, uma escola de inglês localizada no centro de Manhattan. O curso, e outros semelhantes, parecem ser um primeiro passo comum que Epstein dava para garantir o status legal nos EUA para mulheres estrangeiras. Em muitos casos, a matrícula garantia às mulheres a documentação necessária para obter um visto de estudante — desde que pudessem comprovar a disponibilidade de fundos suficientes (até US$ 20 mil em valores atuais) — seja em suas contas bancárias ou por meio de um patrocinador financeiro. ** Com Bloomberg **

  • Czar da fronteira de Trump rejeita exigências democratas para reforma do ICE

    Tom Homan garantiu que operações do ICE vão continuar mesmo sem financiamento WASHINGTON - O czar da fronteira da ‌Casa Branca, Tom Homan, rejeitou neste domingo, 15, as exigências democratas para reformar  o ICE em meio a uma crescente reação da população dos Estados Unidos contra as táticas da agência e um impasse partidário sobre o financiamento da segurança ⁠interna do país. Parlamentares da oposição redobraram cobranças por mudanças na agência, mesmo ‌com os republicanos acusando-os de se exibirem ao se recusarem a apoiar um projeto de lei de financiamento para o Departamento ‌de Segurança Interna (DHS). No programa "Face the Nation" ‌da CBS News, Homan chamou as exigências dos parlamentares democratas ⁠em relação ao ICE de "irracionais", ao mesmo tempo em que enfatizou que ele pessoalmente não participou das discussões sobre um projeto de lei para financiar o DHS em troca de mudanças no ICE. No início deste mês, a oposição apresentou uma ‌lista de dez exigências aos principais parlamentares republicanos no Congresso, que ‌incluía a suspensão do ⁠perfil racial pela ⁠ICE em suas atividades, o fim do uso de máscaras e ⁠a proibição de policiais entrarem ‌em residências particulares sem ‌um mandado judicial. Homan negou que os policiais do ICE se envolvam em discriminação racial, dizendo que eles fazem abordagens com base em "suspeitas razoáveis". Uma decisão da Suprema Corte no ano ⁠passado permitiu que os policiais usassem fatores como pele morena ou falar espanhol como motivos para uma abordagem. Homan disse que os policiais do ICE precisam de máscaras para esconder suas identidades por proteção, embora os oponentes observem ‌que a grande maioria dos policiais dos EUA trabalha sem elas. O DHS entrou em paralisação parcial ⁠no sábado, mas continua operando em grande parte, já que a maioria de suas funções é considerada essencial. No programa "Fox News Sunday", o senador Chris Coons, democrata de Delaware, creditou a "indignação dos americanos" por convencer a Casa Branca a negociar com o ICE agora, embora o departamento ainda tenha financiamento por algum tempo. Já o senador republicano Markwayne Mullin, de Oklahoma, disse ao programa "State of the Union" da CNN que os democratas estão se envolvendo em "teatro político" e não estão negociando de boa fé. As negociações entre democratas e republicanos podem permanecer paralisadas, já que ambas as câmaras do Congresso estarão em recesso esta semana. **Com Reuters**

  • Brasileira é assassinada pelo ex-marido em NY dias após conseguir medida protetiva

    Uma filha do casal ficou ferida durante o ataque na noite de quinta-feira FARMINGVILLE - A brasileira Adriana Barbosa, 46, que morreu após ser esfaqueada pelo ex-marido, Marcos Marques-Leal, 57, tinha uma medida protetiva contra o assassino, revelam os dados do Boletim de Ocorrência da polícia de Farmingville, em Nova York. Agentes foram chamados para atender a uma ocorrência de violência doméstica por volta das 20h15, da quinta-feira, 12, em uma casa na Granny Road, de acordo com a delegacia do Condado de Suffolk. "Ao chegar, os policiais encontraram Adriana Barbosa com ferimentos de faca", informou o comunicado oficial. A vítima foi levada ao Hospital Universitário de Stony Brook, onde morreu. Uma adolescente, uma das duas filhas do casal, que estava na residência também ficou ferida. Segundo a polícia, "ela sofreu um corte na mão" e foi encaminhado ao hospital, mas não corre risco de morte. Marcos foi encontrado na casa com ferimentos graves que, de acordo com o comunicado, parecem ter sido provocados por ele mesmo após o ataque. Ele também foi socorrido e permanece hospitalizado. A polícia informou que ele foi acusado de homicídio em segundo grau, além de desacato à Justiça e de colocar em risco o bem-estar de um menor. A reportagem não conseguiu acesso à defesa de Marcos até a publicação dessa matéria. Segundo uma entrevista de uma amiga, Pollyana Belo, à Folha de S. Paulo, poucos dias antes de ser morta, Adriana havia obtido na Justiça a proteção após relatar episódios recorrentes de intimidação. A separação teria ocorrido há cerca de dois anos após uma traição de Marcos, mas ele não aceitava o fim do casamento. Durante o processo de divórcio, as disputas se intensificaram, sobretudo em torno da divisão de bens do ex-casal, incluindo a casa onde Adriana vivia com as filhas. De acordo com Pollyana, mesmo após ser retirado do imóvel por ordem judicial, Marcos continuava a frequentar o local e a ameaçar a ex-mulher. "Ela me disse que tinha medo de ele matá-la", afirmou a amiga. Ela conta que tentou alertá-la sobre os riscos, mesmo após a concessão da medida judicial. "Ele ficava o tempo todo ali, brigando, xingando, ameaçando." Segundo Pollyana, Adriana demonstrava alívio nos dias anteriores ao crime por ter conseguido a ordem judicial, mas ainda temia possíveis represálias. "Ela achava que, com a decisão da Justiça, as coisas poderiam se acalmar", recorda. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Obama fala em falta de decoro e vergonha em 1ª declaração sobre vídeo racista de Trump

    WASHINGTON - O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chamou de falta de vergonha na política americana ao comentar pela primeira vez uma publicação do atual mandatário, Donald Trump, nas redes sociais que o retratava, juntamente com sua esposa, Michelle, como um macaco. Questionado sobre o vídeo no podcast do apresentador Brian Tyler Cohen, Obama respondeu, sem mencionar Trump, que a maioria dos americanos "considera esse comportamento profundamente perturbador". "Há uma espécie de espetáculo circense acontecendo nas redes sociais e na televisão e a verdade é que não parece haver nenhuma vergonha nisso entre as pessoas que costumavam sentir que deveria haver um certo decoro, um senso de propriedade e respeito pelo cargo. Isso se perdeu", afirmou o democrata. Obama disse ainda que esse tipo de mensagem prejudicará os republicanos nas eleições de meio de mandato em novembro e que, "no fim das contas, a resposta virá do povo americano". O vídeo, compartilhado no dia 5 de fevereiro na plataforma de Trump, a Truth Social, foi condenado por políticos de todos os espectros devido ao seu teor racista. Inicialmente, a Casa Branca minimizou a "indignação falsa", mas depois atribuiu a publicação a um erro de um assessor e a deletou. Ao final do clipe de um minuto que promovia teorias da conspiração sobre a derrota de Trump para o democrata Joe Biden nas eleições de 2020, Obama e sua esposa —o primeiro presidente e a primeira primeira-dama negros da história dos EUA— apareceram com seus rostos sobrepostos a corpos de macacos por cerca de um segundo. Na ocasião, Trump disse a repórteres que mantinha as alegações do vídeo sobre a suposta fraude eleitoral, mas que não tinha visto as imagens ofensivas do final e que não tinha por que se desculpar. Durante o podcast, Obama também criticou a repressão à imigração em Minnesota. O ex-presidente descreveu o comportamento dos agentes federais —que incluiu dois tiroteios fatais— como o tipo de conduta "que vimos no passado em países autoritários e ditaduras". Milhares de agentes federais, incluindo os do ICE, a agência federal dos EUA responsável por fiscalizar a imigração, realizaram semanas de batidas e prisões em massa no que o governo Trump chamou de missões direcionadas contra criminosos. "O comportamento negligente dos agentes do governo federal é profundamente preocupante e perigoso", disse Obama. No entanto, ele acrescentou que encontrou esperança nas comunidades que se opõem a essas operações. "Não apenas aleatoriamente, mas de forma sistemática e organizada, há cidadãos que dizem: 'Este não é o país em que acreditamos, e vamos lutar, e vamos responder com a verdade, com câmeras e com protestos pacíficos'", disse ele. "Esse tipo de comportamento heroico e persistente em temperaturas abaixo de zero por pessoas comuns é o que deve nos dar esperança. Enquanto tivermos pessoas fazendo isso, acredito que superaremos isso." A agressiva operação anti-imigração em Minnesota provocou protestos generalizados e indignação em todo o país. O DHS (Departamento de Segurança Interna) foi afetado por uma paralisação parcial do governo no sábado, enquanto legisladores americanos debatiam o financiamento da agência, responsável por grande parte da campanha anti-imigração de Trump. Os democratas se opõem a qualquer novo financiamento para o DHS até que mudanças significativas sejam implementadas na forma como o ICE conduz suas operações. ** Com Agências **

  • Babá brasileira é condenada a dez anos de prisão por assassinato na Virgínia

    Juliana pouco antes da leitura da sentença no tribunal nesta sexta-feira RESTON - A brasileira Juliana Peres Magalhães não conseguiu escapar da pena máxima e foi condenada nesta sexta-feira, 13, a dez anos de prisão pelo assassinato de um homem na Virgínia. A babá só deve sair da cadeia em 2033 mesmo após um acordo para testemunhar contra o ex-amante. A juíza Penney Azcarate disse que embora a babá tenha sido fundamental no processo contra Brendan Banfield - que arquitetou o duplo homícidio que resultou na morte da própria mulher, Christine Banfield, e do desconhecido Joseph Ryan, "não merecia nada mais que a prisão e refletir a dor que causou". Juliana - que foi contratada através do programa Au Pair em 2021 e se envolveu com o patrão no ano seguinte - confessou que disparou o segundo tiro que matou Ryan e contou detalhes do plano para se livrar da muher. Entre as dez razões que a juíza listou para condenar Juliana à pena máxima, estão a falta de empatia pelas vítimas durante o julgamento, o uso da filha de 4 anos do casal na cena do crime, a omissão de socorro aos pedidos de Christine e a criminalização da vítima. Confissão Juliana foi presa em outubro de 2023, acusada de matar Joseph Ryan em fevereiro daquele ano. Em 2024, firmou um acordo com a promotoria, declarou-se culpada por homicídio culposo para se livrar da pena máxima de dez anos de prisão. Em troca de uma sentença mais branda, comprometeu-se a colaborar com a investigação e a testemunhar contra Banfield. Leia também: Babá brasileira acusa ex-amante de duplo assassinato e pode se livrar da cadeia Apenas depois deste acordo entre Juliana e o Estado, Banfield foi preso pelo duplo assassinato, isso já mais de um ano depois, em setembro . Ele é acusado de esfaquear a própria mulher a atirar contra Ryan. Segundo a brasileira, ela e o amante usaram um site de fetiches para atrair Ryan até a casa. O desconhecido acreditava que teria um encontro sexual consensual com Christine, no qual a amarraria e usaria uma faca para cortar as roupas da mulher. Os dispositivos eram da própria vítima e usados para enviar as mensagens enquanto ela estava em casa para não levantar dúvidas sobre a autoria, contou Juliana. A babá teria se passado pela patroa em uma conversa por áudio com Ryan no aplicativo de relacionamento. Na manhã do crime, Banfield saiu de casa enquanto a mulher dormia. Juliana também deixou a residência com a criança e esperou dentro do carro a chegada de Ryan, afimou a paulista no tribunal. A brasileira avisou o amante, que aguardava em uma lanchonete perto dali, quando a vítima chegou. Banfield abriu a porta para Ryan usando o aplicativo que acessava o celular da mulher e voltou para casa. Juliana e Banfield entraram com a criança e a levaram para o porão antes de subir para o quarto onde estava Christine. Ao entrar, Juliana descreveu que a patroa estava no chão e Ryan estava sobre ela com uma faca. O marido então atirou em Ryan enquanto Christine gritava para Juliana chamar a polícia. A babá ligou para o 911, mas o patrão mandou que desligasse. Leia também: Homem é condenado por matar a esposa em caso que envolve babá brasileira na Virgínia Nesse momento, Banfield estava esfaqueando a mulher. Segundo Juliana, foi então que Ryan se levantou e ela o acertou com um segundo tiro. O inquérito descreve que Juliana ligou para a polícia pouco antes das 7h50 no dia 24 de fevereiro de 2023 e desligou rapidamente. Três minutos depois, a babá voltou a ligar e disse que "sua amiga foi ferida". Banfield, que era agente da Receita Federal, pegou o telefone e relatou que havia atirado contra um homem que invadiu sua casa e esfaqueou sua mulher. De acordo com as as autoridades do Condado de Fairfax, o marido esfregou o sangue de Christine em Ryan para simular que o desconhecido havia a matado. No início do mês, um júri já condenou Brendan Banfield pelo assassinato de sua esposa, Christine, e de um inocente desconhecido, Ryan, em um plano complexo que envolveu o uso de um site de fetiches para atrair Ryan e simular uma invasão domiciliar. A condenação por homicídio qualificado acarreta automaticamente uma sentença de prisão perpétua. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Desaprovação de Trump atinge 62% em nova pesquisa

    Ações anti-imigrante de governo Trump passaram a pesar contra o republicano WASHINGTON - Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 12, aponta que 62% dos eleitores desaprovam o desempenho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; a aprovação caiu para 36%. No levantamento de janeiro da Associate Press e doo grupo Norca (ligado à Universidade de Chicago), 59% não estavam contentes Trump e 40% aprovavam o trabalho do mandatário. Imigração As ações anti-imigração que antes sustentavam os altos índices de aprovação agora pesam contra o republicano. Segundo a sondagem, 62% dos entrevistados entendem que Trump foi longe demais ao enviar agentes do ICE a "determinadas cidades" e 61% afirmam que ele extrapolou seus poderes ao reprimir de forma violenta os protestos contra a perseguição aos imigrantes. A AP-Norca fez 1.156 entrevistas online e por telefone, realizadas entre 5 e 8 de fevereiro. A margem de erro é de 3,9 pontos percentuais para mais ou para menos.

  • Governo Trump encerra operação especial contra imigrantes em Minnesota

    Presença do ICE em Minnesota causou a revolta da população e resultou na morte de dois americanos WASHNGTON - O governo de Donald Trump deu por encerrada a operação especial contra a imigração ilegal em Minnesota, anunciou nesta quinta-feira, 12, o czar de fronteira, Tom Homan, após semanas de protestos contra a presença massiva no ICE nas ruas. Milhares de agentes federais chegaram ao Estado em dezembro para realizar grandes fiscalizações contra imigrantes em situação irregular. Essas operações provocaram a reação de moradores e ativistas, incidentes diários e a morte de dois americanos por disparos de agentes federais. "Propus e o presidente Trump concordou, que esta operação especial seja concluída" no Minnesota , disse Homan em coletiva de imprensa na capital Minneapolis. "Já foi iniciada uma redução significativa esta semana e continuará na próxima semana", acrescentou. Homan sugeriu que as operações poderiam ocorrer em outra cidade. "Na próxima semana, vamos deslocar os agentes que estão aqui de volta aos seus locais de origem, ou para outras áreas do país onde sejam necessários. Mas vamos continuar fazendo com que as leis de imigração sejam cumpridas", disse. Os democratas pedem reformas profundas nas operações do ICE, como proibir que os agentes ocultem o rosto, exigir mandados judiciais e o fim das patrulhas móveis. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) alega que os oficiais cobrem o rosto para evitar que os ativistas os identifiquem e que o assédio se traduza em ameaças às suas famílias. As divergências entre democratas e republicanos, que precisam chegar a um acordo sobre o orçamento do DHS no Congresso, podem provocar uma paralisação parcial do governo a partir de sexta-feira. Minneapolis, governada pelos democratas, é uma cidade "santuário", ou seja, a polícia local não colabora com as agências federais de imigração. O prefeito da cidade, Jacob Frey, reagiu ao anúncio de Homan com as mesmas críticas. A operação do ICE, disse ele, “tem sido catastrófica para nossos moradores e negócios, e agora é hora de um grande retorno". Por sua vez, o governador, Tim Walz, também democrata, declarou estar "cautelosamente otimista". Operações violentas As fiscalizações em Minneapolis logo se tornaram violentas, com confrontos nas ruas entre agentes mascarados e ativistas. Um dos incidentes que comoveram os Estados Unidos foi o caso do menino equatoriano Liam Conejo, de 5 anos, que foi detido, junto ao pai, pelo ICE. A família está em processo de asilo no país. Ambos foram levados para um centro de detenção no Texas e ficaram em liberdade provisória por ordem de um juiz, à espera de julgamento. A indignação provocada pela morte dos ativistas Renee Good e Alex Pretti em janeiro levou à viagem urgente de Homan a Minneapolis. Veterano do DHS, Homan negociou com as autoridades estaduais medidas para suavizar o impacto das operações. O governo Trump afirma que seu principal objetivo com esse tipo de operação é localizar sobretudo imigrantes irregulares que também cometeram outros tipos de delitos. Os democratas e organizações de defesa dos migrantes apontam que as ações são excessivamente indiscriminadas e que até pessoas com nacionalidade americana foram detidas. Homan assegurou que, após as negociações com as autoridades estaduais, "agora podemos manter estrangeiros criminosos dentro da segurança das prisões em todo o Estado no momento em que estiverem prestes a ser libertados, como já fizemos em outros Estados". **Com AFP **

  • ICE mata mais um americano em Minnesota

    Imagens do incidente mostram Pretti com um celular na mão durante uma interação com os agentes do ICE MINNEAPOLIS - O assassinato do segundo americano por um agente do ICE em menos de um mês em Minnesota na manhã deste sábado, 24, inflamou ainda mais as tensões entre as forças federais que executam a agenda anti-imigração do presidente Donald Trump e a resistência civil. Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, questionou a movimentação dos oficiais e filmava a ação com o seu celular quando dezenas de agentes do ICE tentaram imobilizá-lo. O incidente acontece pouco mais de duas semanas após a morte de Renee Good na mesma cidade. Vídeos compartilhados nas redes sociais que mostram o momento que um homem foi baleado por agentes federais em Minneapolis contradizem a versão do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês) O DHS afirmou que o episódio começou depois que um homem abordou agentes da Patrulha da Fronteira com uma arma de fogo, e que eles tentaram desarmá-lo. No entanto, imagens do local mostram que o homem segurava um telefone na mão enquanto se aproximava dos agentes. Ele também não parece ter tentado sacar a arma enquanto era imobilizado, embora não esteja claro de onde partiram o primeiro disparo. Algumas das gravações circulam nas redes. Pretti era um enfermeiro "que se importava com as pessoas" Uma análise feita quadro a quadro de uma das gravações analisadas pelo jornal americano mostram que vários agentes lutando com o homem antes de o derrubarem. O homem parece resistir enquanto os agentes agarram suas pernas, pressionam suas costas e o golpeiam repetidamente. Este vídeo em particular não mostra o que levou ao episódio. As imagens mostram um agente se aproximando e agarrando o homem enquanto os outros o imobilizam. O agente parece retirar uma arma do meio do grupo. Simultaneamente, outro agente desembainha sua arma. O agente mira nas costas do homem e parece disparar um tiro à queima-roupa. Em seguida, parece continuar atirando no homem já rendido. Um terceiro agente desembainha sua arma. Ambos os agentes parecem disparar tiros adicionais contra o homem enquanto ele permanece imóvel no chão. No total, pelo menos dez tiros parecem ter sido disparados em cinco segundos. Pretti era enfermeiro em uma unidade de terapia intensiva. “Ele sentia que protestar era uma forma de expressar sua preocupaçã com os outros”, disse o pai da vítima, Michel Pretti, descrevendo o filho como alguém que “se importava profundamente com as pessoas e estava muito chateado com o que está acontecendo no país com o ICE". Da Redação

  • IRS vaza dados fiscais de milhares de pessoas para o ICE, diz jornal

    IRS compartilhou dados de 47 mil contribuintes com o DHS WASHINGTON - A Receita Federal dos Estados Unidos (IRS, na sigla em inglês) divulgou de forma indevida informações fiscais confidenciais de milhares de pessoas com autoridades federais de imigração, de acordo com reportagem do jornal Washington Post publicada nesta quarta-feira, 11. A reportagem, que ouviu três pessoas a par do caso, aponta que o episódio aparentemente ultrapassa limites legais estabelecidos para proteger os dados dos contribuintes. Ainda segundo o Post, a agência responsável pela arrecadação de impostos identificou o compartilhamento das informações recentemente e trabalha com outros órgãos federais para definir uma resposta. Procurados, o IRS e porta-vozes do governo não se manifestaram. Em abril, o Departamento do Tesouro, o IRS e o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) firmaram um acordo que permitia o compartilhamento de dados de contribuintes com autoridades para ajudar na localização de migrantes. A iniciativa motivou a renúncia de funcionários da agência tributária. O entendimento representou uma ruptura com uma política histórica do IRS, que incentivava imigrantes a pagar impostos ao garantir que suas informações pessoais seriam protegidas. Na semana passada, um juiz federal anulou o acordo. Antes da decisão, porém, o DHS havia solicitado os endereços de 1,2 milhão de pessoas ao IRS, que respondeu com dados de cerca de 47 mil indivíduos, segundo registros judiciais citados pelo Washington Post. Ainda de acordo com as autoridades ouvidas pelo jornal, ao compartilhar os endereços com o DHS, a agência tributária acabou divulgando informações privadas de milhares de contribuintes que não deveriam ter sido incluídas. Ainda não há detalhes sobre quais dados foram expostos nem sobre possíveis medidas para reparar o erro. Em comunicado mencionado pelo jornal, um porta-voz do DHS afirmou que a troca de informações entre agências é fundamental para identificar quem está no país, incluindo criminosos violentos; avaliar possíveis ameaças à segurança pública e ao terrorismo; removê-los dos registros eleitorais e verificar quais benefícios públicos estariam sendo utilizados por estrangeiros às custas dos contribuintes. ** Com AF **

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