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  • 'Ciclone-bomba' causa toque de recolher no Nordeste EUA pode trazer até 70cm de neve

    Prefeito de Nova York decretou toque de recolher diante dos riscos da tempestade NOVA YORK - O poderoso ciclone-bomba deve provocar uma das mais intensas tempestades de inverno dos últimos anos no Nordeste dos Estados Unidos, colocando dezenas de milhões de pessoas em alerta ao longo do corredor próximo à fronteira com o Canadá. O sistema, que se intensifica rapidamente sobre o Atlântico atinge com força cidades como Nova York, Boston e Filadélfia. O fenômeno é classificado como “bombogênese”, quando a pressão atmosférica do ciclone cai de forma explosiva em poucas horas, fortalecendo os ventos e intensificando as áreas de precipitação. O resultado é uma tempestade extremamente organizada, com características comparáveis às de um furacão de inverno. O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês) emitiu alertas de nevasca para grandes centros como Nova York e Boston, além de áreas dos Estados de Nova Jersey e Connecticut. Para que haja caracterização oficial de nevasca, são necessários ventos acima de 56 km/h por pelo menos três horas e visibilidade inferior a 400 metros — critérios que devem ser amplamente superados durante o pico do sistema. Por conta da previsão, a prefeitura de Nova York ordenou o fechamento das escolas e recomendou que os motoristas evitem as estradas nesta segunda-feira Os acumulados de neve podem ultrapassar 70 centímetros em partes do litoral de Nova Jersey, em Long Island e no leste de Massachusetts. Em cidades como Nova York, Filadélfia e Boston, os volumes previstos variam entre 30 e 60 centímetros, com possibilidade de totais ainda maiores em faixas estreitas onde se formarem bandas intensas de neve. Essas formações, conhecidas como “mesoscale bands” ou bandas de mesoescala, podem produzir taxas de precipitação de 5 a 8 centímetros por hora, tornando ruas e rodovias completamente intransitáveis em poucas horas. A combinação de vento forte e neve intensa deve gerar condições de “whiteout”, ou visibilidade quase zero, quando é impossível enxergar além de poucos metros. As rajadas podem atingir entre 80 km/h e 110 km/h na costa, com picos ainda mais elevados em áreas expostas como Cape Cod e ilhas de Massachusetts. Além de agravar a sensação térmica, os ventos levantam a neve já acumulada, formando grandes montes e bloqueando estradas. Outro fator de preocupação é o risco elevado de falta de energia. A neve inicial tende a ser úmida e pesada, aderindo a árvores e redes elétricas. Com a chegada das rajadas mais intensas, galhos e postes podem ceder sob o peso combinado da neve e da força do vento, aumentando a probabilidade de apagões prolongados. Governadores de Massachusetts, Nova York e Nova Jersey já decretaram estado de emergência. Prefeituras mobilizaram milhares de trabalhadores, espalharam sal nas vias e posicionaram caminhões limpa-neve em pontos estratégicos. As autoridades pedem que a população evite deslocamentos desnecessários, especialmente entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira. O impacto no transporte aéreo começou antes mesmo da chegada do pior da tempestade. De acordo com a plataforma FlightAware, milhares de voos foram cancelados preventivamente. Companhias como Delta Air Lines, American Airlines e United Airlines flexibilizaram remarcações para evitar que aeronaves e tripulações fiquem retidas nas áreas mais afetadas. Além da neve e do vento, há risco de inundações costeiras moderadas a localmente severas. A combinação de maré alta, ventos persistentes de nordeste e ondas fortes pode provocar ressaca significativa, erosão de praias e alagamentos em áreas baixas próximas ao litoral. Meteorologistas destacam que pequenas variações na trajetória do ciclone podem alterar drasticamente os acumulados finais de neve em determinadas cidades. Ainda assim, a avaliação é de que se trata de um evento de grande magnitude, com potencial para entrar na lista das tempestades mais marcantes da última década no Nordeste americano. Se as projeções se confirmarem, o ciclone-bomba não apenas deve paralisar o transporte e as atividades econômicas por vários dias, como também deixar uma paisagem típica de inverno extremo, com montes de neve que podem ultrapassar um metro em áreas de maior acúmulo e exigir uma longa e difícil operação de limpeza nas principais metrópoles da região. ** Com Agências **

  • EUA revertem decisão e mantêm PreCheck nos aeroportos

    Sistema acelera triagem de passageiros nos aeroportos dos Estados Unidos WASHINGTON - O governo ‌dos Estados Unidos mudou de ideia neste domingo, 22, em relação ao PreCheck que permite que milhões de passageiros aéreos passem por uma triagem de segurança acelerada, afirmando que o programa ⁠permanecerá em operação horas depois de ter anunciado ‌que o sistema seria temporariamente suspenso. O anúncio anterior do Departamento de Segurança Interna (DHS) ‌de que o PreCheck seria ‌interrompido causou grande alarme entre grupos ⁠de viagem e companhias aéreas no momento em que a movimentada temporada de férias começa nos EUA. Mais de 20 milhões de pessoas estão ativamente inscritas ‌no sistema da Administração de Segurança de ‌Transportes (TSA), que ⁠ajuda a ⁠gerenciar o volume de viagens nos aeroportos. A suspensão seria motivada ‌pela mais recente paralisação do governo, embora a ação não tenha sido tomada durante do shutdown de ⁠43 dias no ano passado. O DHS iniciou uma paralisação parcial neste mês, depois que republicanos e democratas não chegaram a um acordo sobre ‌as reformas na aplicação da lei de imigração. Mais cedo, a TSA informou que o programa "continua operacional, sem alterações para o público viajante. À medida que surgirem restrições de pessoal, a administração avaliará caso a caso e ajustará as operações de acordo". O PreCheck permite que passageiros aprovados passem por uma fila de segurança dedicada e mais rápida nos aeroportos dos EUA e foi projetado para reduzir o tempo de espera e agilizar a triagem. **Com Assessorias**

  • Dólar cai após derrota de Trump na Suprema Corte e nova tarifa dos EUA

    Dólar começou a semana em queda de 0,2% diante de reviravolta de política comercial WASHINGTON - O dólar opera em queda na manhã desta segunda-feira, 23, frente às principais divisas globais, no primeiro dia útil após uma reviravolta na política comercial dos Estados Unidos. O Bitcoin também está em queda, já o ouro voltou a subir. O Índice Bloomberg Dollar Spot, que mede a variação da moeda americana em relação a divisas internacionais, está em queda de 0,2% após ter recuado na mesma proporção na sexta-feira. Os contratos futuros de ações dos EUA caíram nas primeiras negociações desta segunda-feira, com o índice S&P 500 recuando 0,2% e o Nasdaq 100 caindo 0,4%, O ouro avançou após uma sequência de três semanas de ganhos. O metal precioso subiu até 1,4%, aproximando-se de US$ 5.180 a onça. A prata subiu 1,4%, para US$ 85,81. O bitcoin, por sua vez, caiu um pouco abaixo de US$ 65 mil hoje pela segunda vez neste mês. O presidente Donald Trump afirmou no sábado que imporia uma taxa global de 15% sobre todos os seus parceiros comerciais, após a Suprema Corte americana ter decido, na sexta-feira, que as chamadas "tarifas recíprocas" aplicadas pelos EUA em abril são ilegais. O poder da moeda e a democracia A decisão judicial, assim como a reação de Trump, criaram uma grande incerteza sobre como será a política comercial da maior economia do planeta nos próximos meses. Além disso, pode deixar em suspenso vários acordos comerciais que os EUA estava negociando com outros países desde o chamado "Dia da Libertação", quando Trump elevou as tarifas comerciais americanas sobre todos os países do mundo. As ações europeias oscilaram, com a Bolsa de Londres ficando praticamente estável, com queda de 0,01%, e a de Frankfurt caindo 0,48%. A Bolsa de Paris apresentava alta de 0,05%. Na Ásia, a Bolsa de Tóquio fechou com queda de 1,12% e a de Hong Kong subiu 2,53%. Na China, a Bolsa fechou em baixa de 1,25%. Petróleo em queda O Brent registrava queda de 0,61%, com o barril sendo negociado a US$ 71,32, depois de saltar quase 6% na semana passada, quando Trump afirmou que estava considerando um ataque militar limitado contra o Irã. A próxima rodada de negociações em Genebra está prevista para quinta-feira. Já o petróleo tipo Texas, referência nos EUA, recuava 0,60%, a US$ 66,08. **Com Bloomberg**

  • Foxborough ameaça cancelar jogos a menos de 4 meses da Copa

    Autoridades alegam falta de verba para garantir a segurança do público FOXBOROUGH - A cidade de Foxborough, em Massachusetts, considera rejeitar ser a casa de jogos da Copa do Mundo da Fifa caso não consiga mas de US$ 7 milhões para garantir a segurança do evento que começa em junho. O Conselho Municipal solicitou US$ 7,7 milhões à Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) para cobrir os custos de segurança pública, considerando a expectativa da passagem de 450 mil pessoas em Foxborough nos próximos meses. O órgão tem até 17 de março para liberar a verba. Sem o recurso, as autoridades de Foxborough afirmam que não vão aprovar as licenças que a Fifa e o Comitê Organizador de Boston precisam para organizar os sete jogos previstos para acontecer no Gillette Stadium, incluindo duas partidas mata-mata. “É provável que o pedido de financiamento que fizemos — cerca de US$ 7,7 milhões — não seja totalmente aprovado”, disse o presidente do Conselho de Administração, Bill Yukna, durante uma reunião do conselho esta semana. “No entanto, a cidade vai manter o pedido tanto para mão de obra quanto para algumas despesas de capital, e se essas necessidades não forem atendidas, as licenças não serão concedidas.” A governadora de Massachusetts, Maura Healey, disse a jornalistas na quarta-feira que está confiante de que a cidade vai ter o dinheiro suficiente para receber os jogos. "Ainda estamos aguardando a liberação de verbas federais. Já há recursos estaduais disponíveis e outros a caminho. Além disso, há contribuições de empresas e filantropia. Portanto, estou confiante de que, trabalhando juntos, conseguiremos resolver tudo isso", garantiu a democrata sem precisar os valores. Confira os jogos previstos para o Gillette Stadium, segundo o calendário da Fifa: Fase de grupos: 5 jogos Jogo 5 | Sábado, 13 de junho Grupo C: Haiti x Escócia Jogo 18 | Terça-feira, 16 de junho Grupo I: Bolívia/Iraque/Suriname x Noruega Jogo 30 | Sexta-feira, 19 de junho Grupo C: Escócia x Marrocos Jogo 45 | Terça-feira, 23 de junho Grupo L: Inglaterra x Gana Jogo 61 | Sexta-feira, 26 de junho Grupo I: Noruega x França Fase de 32 avos: 1 jogo Jogo 74 | Segunda-feira, 29 de junho Vencedor do Grupo E x Terceiro colocado dos Grupos A/B/C/D/F Quartas de final: 1 jogo Jogo 97 | Quinta-feira, 9 de julho Vencedor do jogo 89 x Vencedor do jogo 90 A Copa do Mundo da Fifa 2026 conta com 104 jogos envolvendo 48 seleções em 16 cidades de três países: Canadá, México e Estados Unidos.

  • Suprema Corte dos EUA derruba tarifas Globais de Trump

    Trump recorreu ao plano B de mais tarifas logo após veredito da Suprema Corte WASHINGTON - A Suprema Corte Federal dos Estados Unidos derrubou nesta sexta-feira, 20, as tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump em abril de 2025 sobre produtos importados de diversos países. A reação de Trump foi imediata. Ele anunciou a imposição de uma tarifa global de 10% sobre importações. Em uma postagem na Truth Social, o republicano se disse 'envergonhado por alguns membros da Suprema Corte' e afirmou estar 'desapontado' com a decisão dos magistrados de horas antes. Por 6 votos a 3, a Suprema Corte decidiu que Trump excedeu sua autoridade ao impor taxas por meio de uma lei reservada para emergências nacionais. Três juízes considerados liberais — Ketanji Brown Jackson, Elena Kagan e Sonia Sotomayor — votaram a favor da derrubada das tarifas, acompanhados por três juízes conservadores: Amy Coney Barrett, Neil Gorsuch e John Roberts. Os juízes Brett Kavanaugh, Samuel Alito e Clarence Thomas discordaram. A decisão se aplica às chamadas tarifas do "Dia da Libertação", mas não às taxas individuais que o americano impôs a países ou produtos específicos. Trump argumenta que os impostos sobre bens importados pelos EUA impulsionariam a indústria manufatureira americana. Mas o mercado financeiro americano reagiu de forma rápida e positiva à decisão do tribunal, com as principais bolsas do país em alta logo após o veredito. A decisão centra-se na utilização por Trump, de uma lei de 1977, a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), que confere ao presidente o poder de "regular" o comércio em resposta a uma emergência. Trump invocou-a pela primeira vez em fevereiro de 2025 para taxar produtos da China, México e Canadá, alegando que o tráfico de drogas desses países constituía uma emergência. Ele a utilizou novamente em abril, ordenando taxas de 10% a 50% sobre produtos de quase todos os países do mundo. O republicano afirmou então que o déficit comercial dos EUA – quando a importação supera a exportação – representava uma "ameaça extraordinária e incomum". Não são afetadas pelas decisão dessa sexta-feira as tarifas específicas para os setores de aço, alumínio, madeira e automotivo, que foram implementadas sob a Lei de Expansão Comercial de 1962, que Trump utilizou alegando preocupações com a segurança nacional. E como isso impacta o Brasil? Em abril de 2025, ao anunciar o que chamou de "tarifas recíprocas" no que batizou de "Dia da Libertação", Trump aplicou uma taxa de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA — então o menor patamar aplicado aos países afetados. Em julho, no entanto, o republicano impôs ao Brasil um novo tarifaço de 40%, elevando a alíquota total para 50%, numa tentativa de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado. A medida, no entanto, veio acompanhada de uma extensa lista de exceções, que deixou de fora da alíquota adicional de 40% itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. A taxação entrou em vigor em 6 de agosto. Em novembro, após Bolsonaro ter sido condenado em setembro a 27 anos de prisão em regime inicial fechado, os EUA retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas. A decisão foi tomada após Trump iniciar negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), meses após elogiar o brasileiro em discurso na ONU. Na prática, a decisão da Suprema Corte nesta sexta-feira derruba as tarifas de 10% ou mais que vinham sendo aplicadas desde abril de 2025 à maioria dos parceiros comerciais dos EUA — incluindo os 10% impostos então ao Brasil. No entanto, não são afetadas as tarifas específicas sobre importações de aço e alumínio, que também incluem produtos brasileiros. **Com Agências **

  • Governo Trump amplia autoridade do ICE para deter refugiados

    WASHINGTON - O ICE passa a ter mais poder para deter refugiados legais que aguardam um green card a fim de garantir que eles sejam "reavaliados", uma aparente expansão da ampla repressão do presidente à imigração legal e ilegal nos Estados Unidos, de acordo com um memorando do governo. O Departamento de Segurança Interna (DHS), em um memorando datado de 18 de fevereiro e apresentado em ‌um processo judicial federal, disse que os refugiados devem retornar à custódia do governo para "inspeção e exame" um ano após sua admissão no país. "Essa exigência de detenção e inspeção garante que ‌os refugiados sejam reavaliados após um ano, alinha a avaliação pós-admissão ⁠com a aplicada a outros candidatos à admissão e promove a segurança pública", defende o DHS. De acordo com a lei dos EUA, os refugiados precisam solicitar status de residente permanente legal até um ano após sua chegada ao país. O novo memorando autoriza os agentes do ICE a deter ‌indivíduos durante o processo de reinspeção. A nova política é uma mudança em relação ‌à diretiva anterior de 2010, ⁠que afirmava que ⁠a não obtenção do status de residente permanente legal não era uma "base" para a ⁠remoção do país e não era ‌uma "base adequada" para a detenção. O ‌DHS não respondeu a um pedido de comentário até a publicação dessa matéria. ** Com Reuters **

  • Trump apresenta plano econômico na Geórgia enquanto preços altos frustram eleitores

    Americanos reclamam da alta persistentes em produtos básicos e moradia ROME - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu ‌nesta quinta-feira, 19, que suas políticas estavam amenizando os preços altos, buscando persuadir os eleitores frustrados com o custo de vida de que ele e seus pares republicanos têm um plano econômico eficaz antes das eleições de novembro. Em discurso em uma distribuidora de aço em Rome, na Geórgia, Trump saudou o crescimento do mercado de ações, sua política tarifária sobre produtos estrangeiros e o aumento do investimento estrangeiro na economia dos EUA. "Que palavra vocês não ouviram nas últimas duas ⁠semanas? Acessibilidade. Porque eu venci. Eu conquistei a acessibilidade", disse o presidente. "Eu tive que sair e falar sobre isso." Trump foi reeleito em 2024 ‌em grande parte devido à sua promessa de reduzir a inflação, mas tem tido dificuldades para convencer os norte-americanos de que está conseguindo reduzir os preços altos, segundo as pesquisas de opinião pública. A ansiedade dos eleitores em relação ao custo de vida persistente surgiu como uma ameaça ao controle dos republicanos no Congresso antes das ‌eleições de meio de mandato. Embora Trump não esteja na cédula eleitoral em novembro, ele se tornou o principal porta-voz de seu ⁠partido sobre a economia. Mas os discursos têm sido, às vezes, confusos, fora do contexto e raramente reconhecem a tensão que muitos norte-americanos dizem ainda sentir no supermercado. A agência de notícias Reuters analisou cinco falas de Trump sobre o assunto desde dezembro e apontou que o republicano afirmou que a inflação havia sido vencida ou estava em queda acentuada quase 20 vezes e disse que os preços estavam caindo quase 30 vezes, afirmações que contradizem os dados econômicos e as ‌experiências diárias dos eleitores. Na Geórgia, nesta quinta-feira, Trump voltou a enfatizar a mensagem de que havia colocado o país de volta nos trilhos. "Herdamos uma ‌bagunça com preços altos e inflação alta, ⁠e revertemos a situação e a ⁠tornamos ótima", disse ele. "Passagens aéreas, hotéis, prestações de carros, aluguel, eventos esportivos, mantimentos, tudo está mais barato." A taxa de inflação anual geral em ⁠janeiro foi de 2,4%, abaixo dos 2,7% em dezembro. Mas em relação ‌aos alimentos foi de quase 3% no ‌último ano, o que significa que americanos estão pagando mais pelos produtos básicos, enquanto os custos de moradia também aumentaram. A criação de empregos sob o governo Trump também diminuiu substancialmente, e pesquisas mostram que os norte-americanos estão cada vez mais pessimistas em relação às perspectivas de emprego e segurança no trabalho. No discurso de ontem, Trump saudou seus cortes de impostos, que entraram em vigor no mês passado e proporcionarão maiores economias para dezenas de milhões de famílias, bem como a eliminação de impostos sobre gorjetas, horas extras e pagamentos da Previdência Social. Ele também tem apresentado planos para reduzir as taxas de juros hipotecárias e os preços das moradias, além de negociar com seguradoras de saúde para reduzir os preços dos medicamentos. Estrategistas republicanos disseram que ⁠as mensagens contraditórias de Trump sobre uma questão que está irritando os eleitores correm o risco de criar um problema de credibilidade para ele e para o partido antes das eleições desse anos. Os republicanos detêm uma maioria estreita na Câmara dos Deputados e correm o risco de perdê-la, enquanto os democratas precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras para retomar o Senado, uma tarefa mais desafiadora, dado o número de ‌cadeiras que estão defendendo. Trump fez seu discurso em um distrito profundamente conservador, representado por Marjorie Taylor Greene, que renunciou ao seu cargo no Congresso em janeiro após uma amarga ruptura com o presidente. Uma eleição especial para preencher a vaga de Greene será realizada em 10 de março. Trump apoiou Clay Fuller, um promotor local, na tentativa de limpar o campo republicano. Mas isso não impediu que outros 14 republicanos entrassem na disputa, transformando a competição em um teste eleitoral do domínio do presidente sobre seu movimento Make America Great Again (tornar os Estados Unidos grandes novamente). "É melhor você ganhar essa eleição", disse Trump a Fuller, que estava na plateia. **Com Reuters**

  • Trump inaugura Conselho de Paz e anuncia US$ 10 bi para Gaza

    Trump acredita que mais nações vão aderir ao seu Conselho de Paz WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou nesta quinta-feira, 19, o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, em evento realizado em Washington. Ele anunciou que seu governo irá contribuir com US$ 10 bilhões para a iniciativa. "Acho que nunca houve nada mais potente e prestigioso", declarou Trump na abertura de seu projeto, acrescentando em seguida: "O que estamos fazendo é muito simples: paz. Chama-se 'Conselho de Paz' e baseia-se em uma palavra fácil de dizer, mas difícil de concretizar". O republicano comunicou que os EUA irão doar US$ 10 bilhões para a reconstrução de Gaza, ao mesmo tempo que diversos países se comprometeram a contribuir com mais de US$ 7 bilhões. "Quem ainda não se juntou, irá se juntar. Alguns tentam dar uma de espertos, mas ninguém pode fazer isso comigo", falou Trump, segundo o qual, os governos que não abraçaram o projeto "estão jogando um pouco". "Mas todos têm aderido, a maior parte, imediatamente", prosseguiu o americano, acreditando que tanto a China quando a Rússia "irão se envolver com o conselho". A Itália esteve entre os países convidados para integrar o colegiado da iniciativa, mas decidiu participar como "observadora" no momento, enviando o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, para o evento de abertura. "Países como Alemanha, Reino Unido, Noruega e muitos outros europeus participam como observadores nesta reunião onde se discute o futuro de Gaza. Trabalhamos pela paz, não se trata de tomar partido ou de nos opormos", afirmou Tajani em Washington. Em situação semelhante está a União Europeia, que conta com 14 Estados-membros na abertura. "A Comissão Europeia foi convidada a participar da reunião, e é importante para nós estarmos presentes na discussão. É uma forma de demonstrar, mais uma vez, o apoio que oferecemos ao povo palestino e ao processo de paz, em conformidade com a resolução da ONU", explicou um porta-voz do bloco. Já o Brasil não respondeu oficialmente ao convite dos EUA. Entre os que aceitaram está o presidente da Argentina, Javier Milei, admirador de Trump. Enquanto ele participa da cerimônia em Washington, seu país foi tomado por uma greve geral nesta quinta. Outra presença é a do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que, segundo o anfitrião, irá arrecadar US$ 75 milhões para projetos ligados ao futebol em Gaza. Hoje, o jornal The Guardian publicou que o governo Trump planeja "construir uma base militar para 5 mil soldados no sul de Gaza", local que deve abrigar a sede da Força Internacional de Estabilização (ISF). **Com Ansa**

  • Zuckerberg lamenta demora na proteção de menores em redes sociais

    Mark Zuckerberg reconheceu que Meta podia ter feito para controlar acesso por idade LOS ANGELES - Em um julgamento histórico sobre vício em redes sociais em Los Angeles, na Califórnia, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, lamentou o lento progresso da empresa na identificação de usuários menores de idade no Instagram. Questionado sobre reclamações internas de que não estava sendo feito o suficiente para verificar se crianças abaixo de 13 anos utilizavam a plataforma, o cabeça da Meta, que também é proprietária do Facebook e do WhatsApp, afirmou que melhorias foram implementadas, mas disse que "gostaria que tivessem sido realizadas antes". Zuckerberg, de 41 anos, foi a testemunha mais aguardada no julgamento na Califórnia, o primeiro de uma série de casos que podem estabelecer precedentes legais para milhares de processos movidos por famílias americanas contra plataformas de redes sociais. O julgamento deverá durar até o fim de março, quando o júri decidirá se o YouTube, de propriedade da Google, e o Instagram, da Meta, são responsáveis pelos problemas de saúde mental sofridos por uma jovem de 20 anos que utiliza as plataformas com frequência desde a infância nos Estados Unidos. O empresário defendeu que a Meta "está no caminho certo agora" em relação à verificação de idade e afirmou que novas ferramentas e métodos serão adicionados gradualmente. Zuckerberg também admitiu que "costumava ter metas relacionadas ao tempo", mas ressaltou que o objetivo da empresa sempre foi "construir serviços úteis que ajudem as pessoas a se conectar com quem gostam e a aprender sobre o mundo". Os processos em Los Angeles ocorrem paralelamente a um caso semelhante em âmbito nacional, conduzido por um juiz federal em Oakland, que pode resultar em outro julgamento em 2026. A Meta enfrenta ainda ação judicial no Novo México, onde promotores acusam a empresa de priorizar o lucro em detrimento da proteção de menores contra predadores sexuais.. **Com Reuters**

  • Cidade em NJ resiste aos planos de Trump de encarcerar imigrantes em armazéns

    Ativistas argumentam que governo trata imigrantes como mercadorias ROXBURY - Os moradores de Roxbury, subúrbio de Nova Jersey, manifestaram revolta com os planos de transformar um enorme armazém em um centro de detenção de imigrantes, uma medida para atender a demanda da campanha de deportações em massa do governo de Donald Trump. "Isso é um armazém. Ele foi projetado para guardar pacotes e mercadorias, não seres humanos", disse um dos líderes do movimento, William Angus, em frente a um grande prédio branco. Com quase 46.500 metros quadrados de área, a estrutura tem vários portões de carga para caminhões e fica ao lado de outro armazém em funcionamento. A prefeitura republicana chegou a aprovar uma resolução contra uma possível instalação do ICE, mas tem apenas efeito simbólico. Do Texas à Pensilvânia, o governo federal já comprou ou alugou pelo menos oito instalações desse tipo para convertê-las em centros de detenção. No entanto, a agência federal encarregada da ofensiva migratória recuou em alguns locais diante da rejeição da população. "Não somos uma cidade carcerária" Com a esperança de dissuadir o ICE de se instalar na cidade, cerca de 500 pessoas em Roxbury - um subúrbio com baixa criminalidade que votou em Trump em 2024 - foram às ruas protestar na quarta-feira, 18. "Não somos uma cidade carcerária", dizia nos cartazes dos manifestantes. "ICE, fora do nosso bairro", mostravam outros. Alguns lembraram a morte de dois manifestantes pelas mãos de agentes federais em Minneapolis, em janeiro, que provocou indignação em todo o país. A manifestação recebeu o apoio de motoristas que buzinavam ao passar. "Não quero campos de concentração desumanos no meu país, e muito menos aqui mesmo em Nova Jersey", disse Heidi, uma enfermeira de 50 anos que preferiu não divulgar seu sobrenome. Mas um pequeno grupo se mostrou contrário à manifestação. "Acho que é uma oportunidade de limpar esta área de Nova Jersey. Há muita gente que provavelmente está aqui ilegalmente", declarou Gordon Taylor, um gerente de fábrica aposentado, de 71 anos. Número dobrou Desde que Trump iniciou seu segundo mandato presidencial em janeiro de 2025, o número de centros de detenção de imigrantes nos Estados Unidos quase dobrou. Segundo a ONG Conselho de Imigração dos EUA, o número passou de 114 para 218 até o final de novembro. A organização também documentou pelo menos 30 mortes de detidos em prisões do ICE em 2025 e denunciou problemas de superlotação e de saúde nesses centros. "A administração Trump trata as pessoas como pacotes", disse Nayna Gupta, diretora de políticas dessa ONG. ** Com AFP **

  • Ex-príncipe Andrew é preso em investigação ligada ao caso Epstein

    LONDRES - 0 ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta quinta-feira, 19, sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. Em um comunicado oficial, a polícia de Thames Valley, que conduz a operação, afirmou que "um homem de sessenta e poucos anos de Norfolk" estaria sob custódia policial e que agentes realizavam buscas em endereços nas regiões de Berkshire e Norfolk. Imagens mostram carros chegando à propriedade onde Andrew estava vivendo em Sandringham, no condado de Norfolk, no início da manhã. A prisão ocorre após a polícia ter informado que está avaliando uma denúncia sobre o suposto compartilhamento de material confidencial pelo ex-príncipe com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Andrew, que completa 66 anos hoje, tem negado veementemente e consistentemente qualquer irregularidade. Anteriormente conhecido como Duque de York, Andrew é filho da rainha Elizabeth 2ª e irmão mais novo do rei Charles 3º, que afirmou em comunicado oficial ter recebido "com profunda preocupação a notícia" e que "a lei deve seguir seu curso". "O que acontecerá agora será um completo, justo e apropriado processo por meio do qual esta questão será investigada da forma devida e pelas autoridades competentes", diz o texto. "Neste sentido, como já afirmei, [elas] contam com o nosso total e irrestrito apoio e cooperação." Há uma série de informações ainda não esclarecidas sobre o episódio, entre elas quais alegações específicas estariam sendo investigadas pela polícia e qual fato teria levado as autoridades a prender Andrew. Também não se sabe onde ele está detido nem se já teria prestado depoimento. Os vínculos entre Andrew e Epstein estão há anos sob escrutínio. As polêmicas envolvendo a amizade entre os dois levou o terceiro filho da rainha Elizabeth 2ª a anunciar o afastamento das funções reais ainda em 2019, meses após a morte de Epstein. Imagens publicadas pela imprensa na época mostravam Andrew na mansão de Epstein em Nova York em 2010 ao lado de uma jovem, dando origem a uma série de questionamentos sobre o quanto o então príncipe sabia a respeito dos crimes cometidos pelo bilionário americano. Em comunicado sobre a decisão de se distanciar dos deveres reais, Andrew disse que a amizade havia se tornado um "grande problema" para a família real. Ele afirmou ter rompido todos os laços com Epstein após 2010, mas e-mails trocados entre os dois que posteriormente vieram a público indicaram que a relação entre os dois poderia ter continuado após essa data. Andrew foi destituído dos títulos reais em outubro de 2025. Mais recentemente, na esteira da pressão pela divulgação dos arquivos de Epstein nos Estados Unidos, novas evidências sobre o vínculo entre o bilionário e o ex-príncipe vieram à tona. Em janeiro, imagens divulgadas pelo governo americano mostravam Andrew de quatro sobre uma mulher não identificada, totalmente vestida, deitada no chão. Em duas delas ele parecia a estar tocando na barriga. Outra imagem o mostrava olhando diretamente para a câmera. Na ocasião, o Departamento de Justiça também publicou emails que sugeriam que Epstein havia convidado Andrew para jantar com uma mulher russa de 26 anos. As mensagens haviam sido trocadas em agosto de 2010, dois anos depois de Epstein se declarar culpado de aliciar uma menor de idade. As fotos foram divulgadas pelo governo americano sem mais explicações sobre o contexto, e não ficou claro quando e onde foram tiradas. Tanto as imagens quanto as trocas de emails divulgadas faziam parte dos mais de 3 milhões de novos arquivos publicados no âmbito das investigações sobre Epstein, que morreu na prisão em 2019. Outras imagens divulgadas mostram fotos editadas de mulheres não identificadas e o que parecem ser apartamentos de luxo, quartos de hotel e uma casa com piscina. Emails de 11 e 12 de agosto de 2010 entre Epstein e uma pessoa chamada "O Duque" — que acredita-se ser Andrew Mountbatten-Windsor — sugerem que o americano queria apresentar "A" a uma mulher russa de 26 anos. Na mensagem, Epstein sugere que ele "poderia gostar de jantar" com a mulher, que estaria em Londres em agosto de 2010. "O Duque" responde que estaria em Genebra "até a manhã do dia 22, mas ficaria encantado em vê-la" antes de perguntar: "Ela trará uma mensagem sua? Por favor, dê a ela meus dados de contato para que ela entre em contato." Ele pergunta a Epstein se há "alguma outra informação que você possa saber sobre ela que seja útil?" Epstein responde que "ela tem 26 anos, é russa, inteligente, bonita, confiável e sim, ela tem seu e-mail." Epstein foi condenado em 2008 por aliciar sexualmente uma menina de 14 anos na Flórida e cumpriu sua pena em julho de 2010, um mês antes da troca de e-mails. A BBC não conseguiu verificar os e-mails de forma independente. Entre o último lote de documentos também está uma troca de e-mails datada de 27 de setembro de 2010 entre Epstein e a conta intitulada "O Duque". Nela, eles discutem um jantar no Palácio de Buckingham, onde há "muita privacidade". Os e-mails não indicam qualquer irregularidade. A BBC entrou em contato com Mountbatten-Windsor para que ele comentasse o caso. Outro documento divulgado pelo Departamento de Justiça, de 2020, é um pedido formal de assistência das autoridades americanas solicitando uma entrevista com Mountbatten-Windsor. Na mensagem, as autoridades diziam acreditar que "o príncipe Andrew pode ter sido testemunha e/ou participante de certos eventos relevantes para a investigação em curso". O texto afirma que evidências documentais teriam revelado que Andrew tinha conhecimento de que Ghislaine Maxwell, associada de Epstein que foi condenada por ajudá-lo no tráfico de meninas menores de idade, recrutava mulheres "para praticar atos sexuais com Epstein e outros homens". O documento também aponta "evidências de que o príncipe Andrew se envolveu em conduta sexual com uma das vítimas de Epstein". Mountbatten-Windsor negou repetidamente qualquer irregularidade em relação a Epstein e disse que não "viu, testemunhou ou suspeitou de qualquer comportamento do tipo que posteriormente levou à sua prisão e condenação". Em 2022, Andrew fechou um acordo com a americana Virginia Giuffre para encerrar um processo aberto contra ele por acusação de abuso sexual. Giuffre estava processando Andrew, alegando que ele a agrediu sexualmente em três ocasiões quando ela tinha 17 anos, em 2001. Ela afirmou que, naquele ano, Epstein a levou para Londres e a apresentou ao príncipe Andrew. Andrew também nega as acusações relacionadas a Giuffre. Emails que parecem ter sido trocados entre Sarah Ferguson, ex-mulher de Andrew, e Epstein também estão entre os arquivos divulgados recentemente. Uma mensagem de 4 de abril de 2009 — assinada "Com amor, Sarah, a ruiva!!" —dizia: "Olá, Jeffrey. Estou aterrissando em Palm Beach em algumas horas. Há alguma chance de eu conseguir tomar uma xícara de chá durante minha rápida escala...?" O email continua discutindo ideias para a empresa de Ferguson, chamada Mother's Army. A ex-Duquesa de York se refere a Epstein como "Meu querido, espetacular e especial amigo Jeffrey. Você é uma lenda e eu tenho muito orgulho de você." Epstein ainda estava em prisão domiciliar quando a mensagem foi enviada. Em outra troca de emails, de agosto de 2009, Ferguson escreve para Epstein novamente para discutir "minha marca Sarah Ferguson" e agradece ao bilionário "por ser o irmão que eu sempre desejei". Os emails não indicam nenhuma irregularidade. A reportagem entrou em contato com Ferguson para comentar a divulgação, mas não obteve resposta. **Com BBC **

  • Atirador matou ex-mulher e filho em ataque a pista de hóquei em Rhode Island

    Atirador não conversou com ninguém antes de abrir fogo durante jogo de hóquei PAWTUCKET - As autoridades de Pawtucket, em Rhode Island, identificaram nesta terça-feira, 17, Robert Dorgan, também conhecido como Roberta Esposito, como a pessoa que abriu fogo durante um jogo de hóquei em uma pista de gelo no fim de semana. A chefe de polícia, Tina Goncalves, disse que as vítimas eram a ex-esposa do atirador, Rhonda Dorgan, e o filho adulto, Aidan Dorgan. Três outras pessoas ficaram feridas: os pais de Rhonda e um amigo da família. Investigadores informaram logo após o incidente que um espectador abriu fogo contra o homem e o impediu de atirar contra outras pessoas, mas a investigação apurou que Dorgan se matou. A chefe de polícia disse que o atirador não conversou com parentes antes do ataque acontecer na Arena Dennis M. Lynch em Pawtucket, a poucos quilômetros de Providence. O jogo de hóquei estava sendo transmitido ao vivo pela LiveBarn, uma plataforma de streaming para eventos esportivos juvenis, cujos vídeos foram compartilhados nas redes sociais mostrando jogadores no gelo enquanto sons de estalos são ouvidos. As imagens revelam que jogadores nos bancos mergulham para se proteger, enquanto atletas no gelo patinam freneticamente em direção às saídas e pessoas que assistiam ao jogo fogem de seus assentos. Atirador O atirador era funcionário da General Dynamics Bath Iron Works, uma instalação de construção naval em Bath, Maine, que tem contratos com a Marinha dos EUA, disse David Hench, um porta-voz do estaleiro, na terça-feira. Hench não respondeu a perguntas sobre o cargo dele ou quanto tempo trabalharam no estaleiro. Uma colega, Destiny Mackenzie, lembrou que os dois frequentemente conversavam sobre família. Mackenzie disse que a ex-esposa nunca foi citada por ele, mas que um filho que jogava hóquei era um tópico frequente. “Famílias e crianças agora têm que viver com as imagens dessa tragédia. É para essas famílias que envio minhas condolências. A realidade de nossas leis sobre armas precisa de uma grande reconsideração e é lamentável que armas caiam nas mãos de indivíduos tão doentes”, ela escreveu em uma mensagem para a Associated Press Mackenzie disse que o atirador tinha um temperamento ruim que às vezes levava a discussões acaloradas com colegas. Vestia-se de mulher e gostava de ser chamado por nome feminino, contou ela. Outro colega de trabalho disse que ele parecia estar dividido sobre a questão da aceitação transgênero: em algumas vezes, mostrava-se orgulhoso da transição e em outro momento, envergonhado. Esse colega de trabalho, que falou sob condição de anonimato por medo de represálias no local de trabalho, disse que sabia que o atirador possuía armas, mas não tinha certeza de quantas. Dorgan serviu brevemente no Corpo de Fuzileiros Navais, alistando-se em 26 de abril de 1988, de acordo com registros militares. Menos de três meses depois, em 13 de julho, ele deixou a coorporação com a menor patente militar. O major Jacoby Getty, disse que a rápida dispensa indicava “que o caráter de seu serviço era incongruente com as expectativas e padrões do Corpo de Fuzileiros Navais.” Getty recusou-se a fornecer mais detalhes. A tragédia de segunda-feira ocorreu quase dois meses depois que o estado foi abalado por um tiroteio na Universidade Brown que deixou dois estudantes mortos e feriu outros nove, além de um professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. As autoridades mais tarde encontraram um homem de 48 anos, morto por um ferimento de bala autoinfligido em uma instalação de armazenamento em New Hampshire. “Nosso estado está de luto novamente”, disse o governador de Rhode Island, Dan McKee, em um comunicado. “Como governador, pai e ex-treinador, meu coração se parte pelas vítimas, famílias, estudantes e todos impactados pelo devastador tiroteio na Lynch Arena em Pawtucket.” ** Com Agências **

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