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  • Trump ameaça América Latina em discurso na ONU

    Presidente Trump acredita que Washington e Teerã vão chegar a acordo (Foto: Reprodução TV) NOVA YORK - O presidente Donald Trump usou seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta terça-feira, 22, para ameaçar uso de força militar nas Américas, ressaltar a importância da guerra do Irã e dirigir criticas a ONU. Se no ano passado, o presidente falou da vontade de conquistar um prêmio Nobel e se gabou de, supostamente, encerrar guerras, Trump usou o plenário para aumentar pressões na América Latina. Afirmou que os cartéis são como o "Isis do Hemisfério Ocidental" —comparação com o grupo terrorista Estado Islâmico que já vinha sido feita pelo governo americano. "Eles são inimigos em guerra com a civilização, usando assassinato, estupro, tortura e extorsão como instrumentos de terror", disse Trump. "Os Estados Unidos não permitirão mais que ameaças ao país ganhem espaço em qualquer parte do Hemisfério Ocidental. E, se necessário, usaremos nosso poderio militar incomparável para proteger os interesses nacionais vitais dos Estados Unidos", acrescentou. Trump dobrou a aposta ao dizer que Venezuela também tinha um aparato militar de ponta, mas nada disso deteve os Estados Unidos. Também falou que como objetivo de encerrar o tráfico de drogas na região designou os cartéis como terroristas —em nenhum momento Trump citou o Brasil ou o presidente Lula. O discurso acontece um ano depois de Trump usar sua primeira participação na Assembleia Geral desde o retorno à Casa Branca para apresentar um amplo balanço de seu governo, atacar a atuação da ONU e defender políticas mais rígidas de imigração, maior produção de combustíveis fósseis e o uso de tarifas comerciais como instrumento da política externa americana. ** Com agências **

  • Goiano é preso ao tentar entrar nos EUA pelo México

    Matheus tem parentes radicados em Massachusetts e decidiu tentar atravessar a fronteira NOVA YORK - O goiano Matheus Fernandes Machado está preso nos Estados Unidos após tentar atravessar a fronteira com o México no início do mês em um momento em que a administração Trump comemora o índice zero de entrada ilegal de estrangeiros. Morador de Goiânia, o jovem é conhecido pelo perfil "Ugoianin" e publica vídeos de humor e relacionados ao Vila Nova. Com mais de 30 mil seguidores no Instagram, ele publicou pela última vez nas redes sociais em 31 de agosto. “Ele foi preso tentando uma vida melhor aqui nos Estados Unidos. O pessoal do México tentou afogar ele no rio, não conseguiu e o entregou para a imigração”, relatou a prima Ludmilla Machado que mora nos EUA. Segundo ela, Matheus está detido desde o dia 5 de setembro. Na semana seguinte à detenção, o secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, celebrou "16 meses consecutivos sem liberações na fronteira". Para Mullin, as estatísticas “provam que as políticas do presidente Trump estão funcionando”. “A prática de ‘capturar e liberar’ acabou, as consequências estão de volta e as travessias ilegais caíram para níveis historicamente baixos. É assim que se parece uma fronteira segura", acrescentou. Um comunicado da Polícia de Fronteira (CBP, na sigla em inglês) de 16 de setembro também destaca que "a queda sustentada nas travessias ilegais de fronteira e nas detenções — agora em níveis não vistos há mais de três décadas — demonstra o profundo impacto de políticas rigorosas de fiscalização. Com uma redução de 94% nas detenções diárias em relação à administração anterior, a fronteira permanece mais segura do que em qualquer outro momento da história". Segundo a CBP, 8.870 estrangeiros foram presos na fronteira sul em agosto, uma queda de 5% em relação ao mês anterior. A intenção é chegar a zero. Dias difícieis Nas redes sociais, Ludmilla relata que conversa diariamente com Matheus e que ele está abalado com a situação. “Tem dia que ele chora, ele conversa comigo, e aí eu tento passar força pra ele. Mas assim não é fácil, não está sendo fácil pra mim, não está sendo fácil para ele. O desejo dele sempre foi de vir para cá tentar uma vida melhor e, infelizmente, aconteceu tudo isso”, contou. "Nessa cadeia, ele não está bem porque passa necessidade de comida. No telefone, eu consegui colocar crédito mas para a comida tem que esperar praticamednte uma semana para que o crédito entre na conta", disse Ludmila sem citar a prisão em que Matheus está. A prima também afirma que o goiano está detido em um local onde, segundo o relato dele, há outros presos além de imigrantes. “Ele está com dez homens na prisão, porque são várias celas, pelo que ele me contou. Lá não é preso só do ICE, pela imigração. Tem ladrão, tem estuprador, tem matador, tudo junto com o Matheus", relatou. “Ele me falou : "Prima, isso aqui é o inferno. Eu não tô aguentando isso, pelo amor de Deus!" Esses dias ele me ligou, estava chorando tanto. Eu chorando de um lado e ele do outro." Ajuda A MANCHETE USA tentou contato com Ludmilla - que mora na cidade de Marlborough, em Massachusetts, e trabalha na loja de móveis do irmão - uma empresa com mais de uma década de atuação no Estado - para entender o caminho feito pelo goiano. Ela não respondeu até a publicação dessa reportagem se o primo entrou em contato com a família nos EUA antes de tentar a travessia. Mas na rede social, Ludimilla diz que um advogado vai defender o primo sem cobrar. Mesmo assim há uma ''vaquinha" em curso no Brasil para arrecadar dinheiro para Matheus recomeçar a vida após uma possível deportação. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • Mamdani e Lula conversam sobre problemas sociais em NY

    NOVA YORK - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniu nesta segunda-feira, 21, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani e trocaram presentes. No primeiro encontro dos políticos eles falaram sobre problemas socias. “A primeira pergunta que eu fiz foi se Nova York tem os problemas sociais que outras cidades do mundo têm”, disse Lula. “Eu não sei se Nova York tem periferia.” O nova-iorquino respondeu que o tema prioritário é o custo de vida. “Vivemos na cidade mais cara dos Estados Unidos e a terceira mais cara do mundo. Um em cada quatro nova-iorquinos vive na pobreza”, disse Mamdani. O democrata também chamou Lula de inspiração. “Foi uma honra mostrar a ele como ele foi uma inspiração para muitos de nós para defender os trabalhadores, os que vivem em dificuldade”, afirmou. E recebeu elogios em troca. O petista mencionou sua juventude (Mamdani tem 34 anos) e pediu que o prefeito não esqueça seu discurso que o levou a ganhar a eleição: combater as desigualdades sociais. Ao fim do encontro, Lula deu a Mamdani uma camiseta do Corinthians, enquanto o socialista democrata presenteou o brasileiro com uma camiseta personalizada de Nova York, criada para a Copa do Mundo. Mamdani chegou por volta das 11h40 à residência do representante do Brasil na ONU, o embaixador Sérgio Danese. Lula está na cidade para a Assembleia-Geral da ONU, onde por tradição, o Brasil é o primeiro país a discurso. O prefeito estava acompanhado de assessores e do vice, Dean Fuleihan. Mais cedo, Lula recebeu o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. Segundo o governo uruguaio, entre os temas de interesse com Lula estavam o multilateralismo, a ONU, a próxima Secretaria-Geral da organização, a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e o Mercosul. Nas redes sociais, Lula agradeceu o uruguaio, afirmou que eles trataram sobre infraestrutura e comércio agrícola, agradeceu a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China e manifestou interesse em conhecer mais sobre a regulamentação das bets do Uruguai (as empresas de aposta online privadas são proibidas no país vizinho). No fim da tarde, Lula também tem uma reunião prevista com o senador independente Bernie Sanders, de Vermont, um dos principais nomes da esquerda americana. Já Mamdani recebe o presidente dos EUA, Donald Trump, na sua residência no fim da tarde desta segunda-feira. Trump fica até terça-feira e parte de volta para Washington receber o líder chinês, Xi Jinping, que vem para os EUA para uma visita de Estado. ** Da Redação **

  • Emissoras abandonam cobertura de Trump após CNN ser barrada da Casa Branca

    Trump diz que medidas contra órgãos de imprensa visam conter as fake news WASHINGTON - O grupo de emissoras de televisão que se reveza na cobertura dos eventos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu nesta segunda-feira, 21, deixar de acompanhar o mandatário após a proibição de acesso imposta à CNN. A CNN - que integra o chamado pool de TV ao lado de NBC, ABC, CBS e Fox - informou que foi impedida de cobrir Trump na condição de emissora designada, justamente no dia em que o presidente está em Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU. Em resposta à medida, as outras quatro emissoras decidiram interromper a participação na cobertura de Trump por meio do sistema de revezamento. A iniciativa ocorre pouco depois de CNN, MSNBC e Politico acionarem a Justiça para tentar recuperar as credenciais revogadas pelo republicano. O pedido de medida de urgência deverá ser analisado por um juiz federal do Tribunal Distrital de Washington e pode resultar em audiências ainda nesta semana. "Esta manhã, informamos ao governo que entraríamos com uma ação para proteger nossos direitos garantidos pela Primeira Emenda e defender o princípio de que o governo não decide o que a imprensa noticia ou publica", declararam os três veículos. Após a iniciativa judicial, Trump negou que há uma ofensiva contra a imprensa. "A Casa Branca não está lançando um ataque contra a imprensa livre, um valor que prezo muito. Em vez disso, está atacando as 'fake news', um fenômeno que se espalhou como um câncer", escreveu o presidente em sua rede social Truth Social. ** Com Ansa **

  • Aprovação de Trump cai a 32%, menor nível da carreira, aponta pesquisa

    Insatisfação de republicanos piora índices de Trump em última pesquisa da Reuters WASHINGTON - A aprovação do presidente Donald Trump caiu para 32%, o menor nível de sua carreira política, à medida que seus aliados republicanos passaram a desaprovar sua condução do custo de vida em meio à impopular guerra com o Irã, aponta uma nova pesquisa Reuters/Ipsos. O levantamento, realizado ao longo de quatro dias e encerrada no domingo (20), mostra que 73% dos republicanos aprovavam o desempenho de Trump no cargo, ante 82% em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada uma semana antes. Naquela semana, sua aprovação geral era de 35%. Trump voltou à Casa Branca em janeiro de 2025 prometendo conter a inflação e pôr fim às guerras no exterior. Em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada nas horas seguintes à sua primeira posse, ele tinha 47% de aprovação. Agora, apenas 17% dos entrevistados aprovamm sua condução do custo de vida — a principal questão que os americanos dizem que determinará seu voto nas eleições legislativas de meio de mandato de 3 de novembro, quando os republicanos de Trump tentarão manter suas estreitas maiorias no Congresso. A insatisfação entre os republicanos com relação ao tema vem crescendo desde que Trump iniciou a guerra contra o Irã, em fevereiro, o que fez os preços da gasolina e do diesel subirem acentuadamente. Agora, pela primeira vez, os partidários que desaprovam a condução de Trump sobre o custo de vida são maioria em relação aos que a aprovam — 51% contra 44%. A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada pela internet e reuniu 1.277 respostas de adultos de todo os Estados Unidos. A margem de erro foi de 3 pontos percentuais. ** Com Reuters **

  • Tribunal suspende as deportações de imigrantes para países diferentes da sua origem

    Imigrantes precisam ser notificados sobre país de destino e podem recorrer BOSTON - O Tribunal Federal de Apelações para o Primeiro Circuito, em Boston, confirmou parcialmente nesta sexta-feira, 18, uma decisão de instância inferior que restringe uma política do governo de Donald Trump de deportar imigrantes sem documentos para países que não são os de origem. O painel de três juízes destacou que as pessoas que enfrentam deportação para um “país terceiro” devem receber uma notificação efetiva com antecedência suficiente sobre o local para o qual serão enviadas, para que possam levantar preocupações sobre uma possível perseguição. O Congresso estabeleceu como política dos Estados Unidos não deportar pessoas para países onde suas vidas estariam em perigo ou onde poderiam ser submetidas a tortura. “O direito de uma pessoa de contestar sua expulsão para um país com base no temor de perseguição nesse país significa pouco se ela não receber aviso prévio sobre o destino previsto para sua expulsão e uma oportunidade significativa de contestar esse destino”, escreveu o juiz Seth Aframe em nome do painel unânime deste tribunal de apelações. A política do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) “negaria acesso a essa proteção a um amplo grupo de não cidadãos que são enviados a países terceiros sem aviso prévio sobre seu destino”, observou o juiz. As deportações fazem parte da controversa campanha do presidente Donald Trump contra a imigração ilegal. Centenas de migrantes latino-americanos foram deportados para países africanos. Espera-se que o governo de Trump recorra do caso à Suprema Corte, de maioria conservadora. O governo Trump defende as deportações para países terceiros como necessárias, uma vez que os países de origem de algumas das pessoas sujeitas à expulsão às vezes se recusam a aceitá-las. ** Da Redação **

  • Passageiro é preso ao tentar embarcar em avião com faca camuflada como lanterna

    Passageiro negou que tinha conhecimento sobre o objeto em um primeiro momento TAMPA - Um passageiro foi preso após tentar passar pelo controle de segurança do Aeroporto Internacional de Tampa, na Flórida, com uma faca de lâmina dupla de cerca de 10 centímetros escondida dentro de uma lanterna em formato de taco de beisebol. O incidente aconteceu no dia 10 de setembro, mas só foi divulgado essa semana. A descoberta ocorreu quando um agente da Administração de Segurança dos Transportes dos Estados Unidos (TSA) que trabalhava no equipamento de raio-X identificou um objeto considerado incomum dentro da mala de mão. Ele chamou o supervisor, que examinou a bagagem e encontrou uma espécie de volume escondido sob o forro. "Abri o forro da bolsa e encontrei um kit de higiene junto com a lanterna em formato de taco de beisebol", relatou o funcionário. Ao observar uma linha na haste da lanterna, o agente girou o cabo. A peça se soltou e revelou uma faca de lâmina dupla de aproximadamente quatro polegadas integrada ao equipamento. A TSA divulgou imagens da lanterna e da faca nas redes sociais. Segundo a agência, o passageiro, que não teve seu nome, idade ou gênero divulgados, inicialmente afirmou que não sabia que o objeto estava na bagagem, mas mudou sua versão depois que a polícia do aeroporto de Tampa chegou ao local, admitindo ter colocado a faca sob o forro da mala para "economizar espaço". O passageiro foi preso e impedido de continuar a viagem. A TSA explica que, em situações envolvendo facas, alguns viajantes podem simplesmente entregar o objeto aos agentes e seguir viagem. A decisão sobre uma eventual prisão, no entanto, cabe às autoridades policiais e considera as circunstâncias do caso, as declarações e o comportamento do passageiro e as leis locais. De acordo com as regras de segurança nos aeroportos, facas — incluindo canivetes, facas suíças e facas utilitárias — não podem ser transportadas na cabine. Elas devem ser colocadas na bagagem despachada e protegidas para evitar ferimentos durante o manuseio das malas. Passageiros que tentam levar itens proibidos pelo controle de segurança podem receber multas civis de até US$ 17.062 por violação, segundo a agência. ** Com Agências **

  • Trump anuncia acordo com Dinamarca para controlar segurança da Groenlândia

    Trump comemorou o acordo, mas autoridades dinamarquesas não confirmam os detalhes NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 18, um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia que, segundo ele, concede a Washington "o controle permanente sobre a segurança e qualquer outra necessidade" na ilha ártica. A assinatura do documento está prevista para a próxima semana, em Nova York, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas. "Estou feliz em anunciar que os Estados Unidos firmaram um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia, que confere aos EUA o controle permanente sobre a segurança e qualquer outra necessidade na Groenlândia, respondendo plenamente a todas as nossas numerosas preocupações", escreveu Trump em sua rede social, Truth, assegurando que a iniciativa é "vitalícia" e não prevê custos para o governo americano. "Garantimos que os Estados Unidos tenham, para sempre, plena faculdade de agir na Groenlândia conforme necessário para tutelar e defender a segurança da própria Groenlândia e dos Estados Unidos", acrescentou. Segundo o republicano, o acordo impede que potências rivais atuem na região. "A partir de agora, nenhum adversário dos Estados Unidos poderá jamais estabelecer uma base ou presença militar na ilha nem realizar investimentos sensíveis na área sem nossa expressa aprovação por escrito", declarou. O presidente, que fez diversas ameaças de tomar o território à força desde que voltou ao poder, também anunciou que iniciará "imediatamente o processo para desenvolver uma presença militar significativa em uma zona apropriada". "Colaboraremos com a população groenlandesa para sua realização e construção", salientou o republicano. O governo dinamarquês, por sua vez, confirmou que as três partes planejam assinar o acordo nos próximos dias. "Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos preveem firmar, ao longo da próxima semana, um acordo voltado a reforçar a segurança no Ártico e na região do Atlântico Norte", informou Copenhague em comunicado, sem dar detalhes sobre o teor da iniciativa. O texto esclarece que, uma vez assinado, o tratado deverá seguir os trâmites parlamentares necessários para entrar em vigor. A Groenlândia, território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca, é considerada um ponto estratégico no Ártico. Com o derretimento do gelo e a abertura de novas rotas marítimas devido à crise climática, a região vem ganhando importância geopolítica crescente, com EUA, Rússia e China tentando aumentar sua influência na região. ** Com Ansa **

  • Ações do ICE podem custar o emprego de milhares de americanos

    Operações do ICE podem eliminar 6 milhões de empregos nos EUA NOVA YORK - A política de repressão da Casa Branca contra imigrantes indocumentados pode custar o emprego de milhares de americanos, alerta um estudo divulgado essa semana. Segundo os cálculos da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e da Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO), as táticas de deportação em massa e a retirada de autorizações de trabalho colocam cerca de 6 milhões de empregos em xeque. O relatório afirma que - ao contrário do que defende o governo Trump - metade desse total — cerca de 2,6 milhões de vagas — afetará diretamente trabalhadores nascidos nos EUA. "Quando as empresas perdem funcionários devido à perda de autorizações de trabalho ou à deportação, os empregadores podem reduzir operações, atrasar projetos ou diminuir as contratações." O texto destaca que um em cada cinco trabalhadores do país é estrangeiro. "Mirar esse segmento amplo e vital da força de trabalho reduz drasticamente a oferta de mão de obra, ameaçando a capacidade dos empregadores de gerar receita e arcar com as despesas operacionais, incluindo os salários dos trabalhadores remanescentes", explica. As indústrias mais afetadas pela escassez da mão de obra são da construção, agricultura, manufatura e hotelaria, aponta o levantamento. O texto cita relatos de produtores rurais que não conseguem operar nem cumprir contratos por falta de funcionários e, por isso, suspenderam investimentos que levariam a novas contratações. A publicação reforça uma avaliação do Brookings Institution, que monitora o mercado econômico, de que as batidas do ICE custaram pelo menos 668 mil empregos em 2025. Cidades chegaram a registrar "30 empregos perdidos para cada prisão realizada". É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)

  • EUA acusam Brasil de falhar no combate ao CV e PCC; governo brasileiro refuta

    WASHINGTON - A Casa Branca acusou o governo brasileiro de "falhar" no combate às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — que os Estados Unidos classificam como organizações terroristas -, embora não liste o Brasil entre os "principais países de rotas de drogas ou principais países produtores de drogas ilícitas". A declaração está contida em um texto assinado pelo presidente Donald Trump, enviado ao Congresso americano e divulgado nesta quarta-feira, 16, pelo Departamento de Estado. A manifestação do governo Trump faz parte de um documento que a Casa Branca precisa enviar anualmente ao Congresso americano, identificando os "principais países de rotas de drogas ou principais países produtores de drogas ilícitas" para orientar a política externa para segurança dos EUA e o envio de verbas para o combate ao narcotráfico. Esse ano, os países listados foram Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Mianmar, Nicarágua, Paquistão, Panamá e Peru. No texto, o presidente faz comentários sobre a política de segurança de outros países — e foi aí que o Brasil apareceu, mesmo não tendo sido listado. "Enquanto muitos governos do Hemisfério Ocidental estão tomando medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar cartéis, o governo do Brasil tem falhado em enfrentar as designadas organizações terroristas estrangeiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o país em um ponto central para o fluxo global de cocaína", diz o documento. Horas depois, o Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil afirmou em nota que "o governo brasileiro refuta quaisquer alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional". O órgão ressaltou as iniciativas como a sanção da Lei Antifacção, "que prevê penas mais severas para líderes de facções e cria mecanismos que asfixiam suas operações". A pasta também menciona "as dezenas de milhares de operações de combate ao crime por forças federais, com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos". O governo brasileiro afirma ainda aguardar resposta da Casa Branca sobre uma proposta apresentada em 7 de maio pelo presidente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Washington. Nela, o Brasil detalhou "medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas", destaca o ministério. No início de junho, o PCC e o Comando Vermelho foram classificados como organizações terroristas pelos EUA. A ausência do Brasil na lista de países que são rota ou produtores de drogas foi um ponto criticado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública: "O Brasil não foi incluído na relação de países formalmente classificados pelos EUA como principais rotas de trânsito ou de produção ilícita de drogas. A alusão registrada no texto não corresponde à categoria jurídica de descumprimento formal prevista na legislação norte-americana que rege esse mecanismo anual. Trata-se, portanto, de manifestação circunstancial inserida na parte narrativa do documento, sem respaldo em sua parte dispositiva." Elogios à Venezuela De acordo com o texto assinado por Trump, a presença de um país na lista "não reflete necessariamente os atuais esforços de seu governo no combate às drogas ou a sua coordenação com os Estados Unidos". O comunicado elogia, por exemplo, governos de aliados de Trump cujos países estão listados. "Saúdo três dos maiores aliados dos Estados Unidos em nosso hemisfério — Argentina, Equador e El Salvador — por sua liderança, determinação e sucesso no combate ao narcoterrorismo", diz o texto. O governo interino de Delcy Rodríguez na Venezuela também é elogiado. Ela assumiu o poder no início de janeiro após os EUA capturarem Nicolás Maduro. Segundo Trump, "graças à prisão e a retirada" de Maduro pelos EUA, "já estamos observando os resultados da crescente cooperação com o governo interino do país no combate aos cartéis, incluindo a eliminação de Niño Guerrero, líder do Tren de Aragua". No documento anual, a Casa Branca também lista os países que "comprovadamente falharam, ao longo dos últimos 12 meses, em fazer esforços substanciais para cumprir suas obrigações decorrentes de acordos internacionais de combate aos narcóticos e em adotar as medidas de combate aos narcóticos". Neste ano, os EUA registraram nesta lista Afeganistão, Bolívia, Colômbia e Mianmar — e decidiram retirar a Venezuela. "Diante dos avanços positivos alcançados sob a gestão da presidente interina Delcy Rodríguez, determinei que a Venezuela não deve mais ser classificada como um país que comprovadamente falhou em cumprir seus compromissos de controle de drogas", defende Trump. ** Da Redação **

  • Deputados aprovam lei para conter impacto econômico do boom dos data centers

    WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, 16, um projeto de lei que visa proteger as famílias dos aumentos nos custos de energia elétrica decorrentes da expansão dos data centers, uma ação inédita em relação às preocupações econômicas relacionadas ao crescimento do setor. A Câmara, de maioria ‌republicana, votou por 417 a três a favor da Lei de Proteção ao Consumidor de Energia que exige que os ‌órgãos reguladores estaduais de serviços públicos avaliem ‌se os grandes consumidores de eletricidade, incluindo os ⁠data centers, deveriam arcar com os custos incrementais da infraestrutura de energia construída para atendê-los. O presidente Donald Trump apoia fortemente o desenvolvimento de data centers como ‌fator essencial para a liderança em inteligência artificial. No início desta ‌semana, ele afirmou que ⁠a iniciativa enriquece as pessoas e os Estados, chamando-a de "o petróleo dos próximos 20, ⁠25 anos". Ao mesmo tempo, parlamentares ‌de ambos os partidos ‌têm enfrentado as preocupações crescentes dos eleitores em relação ao aumento dos custos de eletricidade associados à crescente demanda de energia do setor. Os líderes republicanos da Câmara dos Deputados apresentaram ⁠o projeto de lei antes que os parlamentares deixassem Washington, em vista das eleições de meio de mandato de 3 de novembro. O deputado Robert Garcia, democrata da Califórnia, disse antes da votação que a medida ‌não vai longe o suficiente, mas que receberia apoio significativo de membros que esperam que mais reformas venham a seguir. "É claro ⁠que eles estão tentando se antecipar à questão dos data centers, mas a realidade é que, na verdade, não fizeram nada a respeito", disse ele sobre os republicanos da Câmara. "Acho que muitos de seus eleitores na base estão realmente irritados. É preciso que haja proteções reais e concretas para as pessoas, e esse não é o caso." Apenas 11% dos americanos apoiariam a construção de um data center de IA em sua comunidade, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Massachusetts Amherst publicada nesta semana. ** Com Reuters **

  • Vítimas de Epstein processam espólio dele por causa da coleção de pornografia infantil

    NOVA YORK - AS mulheres cujas ‌imagens, quando eram meninas, foram encontradas em material pornográfico apreendido de Jeffrey Epstein entraram com uma ação coletiva nesta quarta-feira, 16, buscando indenização do espólio do falecido criminoso sexual para pessoas que aparecem em sua coleção de ⁠milhares de fotos e vídeos de material de abuso ‌sexual infantil. A ação busca pelo menos US$6 milhões em nome de mais de 40 pessoas, algumas das ‌quais constavam no chamado "álbum de modelos" ‌de Epstein, uma coleção de imagens sexualizadas de ⁠crianças apreendida por investigadores federais em 2019 em sua residência em Nova York, de acordo com o processo apresentado no Tribunal Federal de Manhattan. Outras pessoas apareceram em mais de dez mil vídeos e imagens baixados de ‌material de abuso sexual infantil e de outros conteúdos ‌pornográficos apreendidos nas ⁠propriedades do ⁠falecido financista, de acordo com a ação. Epstein foi condenado por solicitar ⁠sexo a uma menor ‌em 2008 e acusado ‌de tráfico sexual de menores em 2019. Ele nunca foi processado por criar, obter e distribuir material de abuso sexual infantil para si mesmo e ⁠para outros. A ação foi movida contra o ex-advogado de Epstein Darren Indyke e seu ex-contador Richard Kahn, os coexecutores do espólio de Epstein. Daniel Weiner, advogado que representa Indyke, se recusou a ‌comentar. Um advogado de Kahn não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Uma das autoras, identificada como Jane ⁠Doe, alega que Epstein roubou fotografias dela parcialmente nua, tiradas quando ela tinha 12 anos. A outra, que usa o pseudônimo "Amy", afirma que aparece em material de abuso sexual infantil apreendido nas propriedades de Epstein em 2019 e que ainda está sendo comercializado. A ação pede que o tribunal crie um programa para notificar as pessoas que aparecem na coleção de Epstein e ordene que seu espólio pague aos membros da ação coletiva US$150 mil cada, além de outras penalidades financeiras. ** Com Reuters **

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