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- Mulher é solta após ficar 22 anos presa no Texas e enfrenta risco de deportação
Carmem ao sair da prisão na madrugada desta quarta-feira ( Foto: Divulgação/Montinique Monroe via Innocence Project) HOUSTON - A hondurenha Carmen Mejia, de 54 anos, foi libertada na primeira hora desta quarta-feira, 11, após passar 22 anos presa pela morte de um bebê de 10 meses que agora os tribunais do Texas reconhecem ter sido resultado de um acidente doméstico. As informações são do Innocence Project, organização que atuou na revisão do caso. Embora sua inocência tenha sido reconhecida dois dias antes, ela permaneceu detida temporariamente devido a um pedido de custódia do ICE emitida em razão da antiga condenação. Em 10 de março, porém, a agência informou que revogaria a ordem após a decisão judicial, permitindo sua libertação. “Nunca perdi a fé e a esperança — nunca as perdi em 22 anos”, afirmou Carmem ao deixar o Complexo Correcional do Condado de Travis. A exoneração ocorreu depois que o juiz P. David Wahlberg, do Tribunal Distrital do Condado de Travis, rejeitou formalmente a acusação de homicídio apresentada contra ela em 2003. A decisão foi baseada em um parecer do Tribunal de Apelações Criminais do Texas que concluiu que novas evidências demonstravam que Carmen era “de fato inocente”. Reinterpretação da Justiça O caso teve origem em julho de 2003, quando a mulher cuidava de um bebê de dez meses em casa, enquanto também estava com seus quatro filhos. Segundo a reconstrução feita anos depois, a filha mais velha tentou dar banho na criança enquanto a mãe amamentava outro filho. O aquecedor da casa, uma residência antiga sem dispositivos modernos de segurança, permitia que a água atingisse temperaturas extremamente altas. Em poucos segundos, a água chegou a cerca de 64 °C, causando queimaduras graves no bebê, que morreu no hospital no mesmo dia. Na época, investigadores e peritos sustentaram que as lesões só poderiam ter sido provocadas intencionalmente por um adulto, tese que levou à condenação de Carmen por homicídio e lesão corporal contra uma criança. Ela recebeu pena de prisão perpétua. Décadas depois, especialistas em queimaduras e segurança doméstica apresentaram novos pareceres afirmando que os ferimentos eram compatíveis com um acidente causado por água excessivamente quente. A própria médica legista responsável pela autópsia revisou sua avaliação e alterou a causa da morte para acidental em 2025. Além disso, depoimentos gravados dos filhos de Carmem — que corroboravam a versão de acidente — haviam desaparecido antes do julgamento original, impedindo que o júri tivesse acesso às imagens. Com base nas novas evidências, especialistas do próprio Estado retiraram depoimentos que sustentavam a hipótese de crime. O tribunal concluiu então que nenhum delito havia ocorrido. Separação Familiar A condenação teve impactos profundos na vida de Carmen. Quando foi presa, seus quatro filhos tinham menos de oito anos. Eles foram adotados em um processo fechado e passaram mais de duas décadas sem contato com a mãe. Apenas durante as audiências de revisão do caso, a partir de 2024, três das filhas voltaram a encontrá-la. Agora em liberdade, a hondurenha afirma esperar reconstruir o vínculo familiar após anos de separação. Apesar da libertação, seu futuro ainda depende de decisões das autoridades migratórias. Nascida em Honduras, Mejia chegou aos Estados Unidos em 1995 e possuía Status de Proteção Temporária (TPS), que lhe permitia trabalhar legalmente no país até sua prisão. ** Com Agências **
- Irã desiste de participar da Copa do Mundo em meio a guerra com EUA e Israel
O primeiro jogo do Irã na Copa do Mundo 2026 seria em Inglewood, na Califórnia TEERÃ/ WASHINGTON - O Irã desistiu de participar da Copa do Mundo da Fifa, que acontecerá conjuntamente nos Estados Unidos, México e Canadá entre 11 de junho a 19 de julho. A informação foi dada pelo ministro do Esporte do país Ahmad Donyamali à TV estatal iraniana, na manhã desta quarta-feira, 11. “Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder [Ali Khamenei], sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, disse o ministro à televisão estatal. A declaração do Irã acontece após o presidente da Fifa Gianni Infantino afirmou que a seleção nacional iraniana teria permissão do governo Trump para vir para os EUA, mesmo com a guerra em curso entre os países. Grupo Pelo sorteio dos grupos da Copa, o Irã caiu no G e teria jogos marcados em Inglewood, na Califórnia, contra a Nova Zelândia em 15 de junho e contra a Bélgica em 21 de junho. Antes de encerrar a fase de grupo, o Irã ainda enfrentaria o Egito em Seattle, Washington. O Irã havia garantido vaga em sua quarta Copa do Mundo consecutiva ao terminar na liderança do Grupo A na terceira fase das eliminatórias asiáticas no ano passado. ** Com Assessorias **
- Consumidores dos EUA sentem impactos econômicos da guerra no Irã
Especialistas dizem que efeitos da guerra no Irã vão ser sentidos nas prateleiras dos mercados NOVA YORK - Menos de duas semanas após o ataque de forças dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, os americanos já estão sentindo os efeitos do conflito no outro lado do oceano. Os preços da gasolina subiram e dos alimentos provavelmente vão aumentar, enquanto a volatilidade no mercado de ações pode ameaçar economias para a aposentadoria. O presidente Donald Trump disse inicialmente que a guerra duraria de "quatro a cinco semanas", mas recentemente tem dado sinais contraditórios, às vezes sugerindo que poderia se tornar um conflito prolongado. Se isso acontecer, as consequências para os americanos podem se acumular, alertaram alguns especialistas. Os consumidores podem reduzir os gastos e as empresas podem parar de contratar ou recorrer a demissões, ameaçando a economia como um todo. PREÇOS DO PETRÓLEO E DA GASOLINA O preço médio da gasolina nos EUA atingiu US$ 3,48 por galão nesta segunda-feira (9), de acordo com a Associação Americana de Automóveis (AAA). Isso representa um aumento de quase 17% desde os primeiros ataques americano-israelenses ao Irã em 28 de fevereiro. A gasolina não era tão cara desde 2024. Os preços do diesel subiram 24% desde o início da guerra, para quase US$ 4,66 por galão. Esses valores podem elevar o custo de tudo o que é transportado por caminhão, incluindo pacotes da Amazon e alimentos, exemplifica Mark Zandi, economista-chefe da Moody's Analytics. As altas dos combustíveis refletem o aumento do custo do petróleo. O preço de referência internacional do petróleo saltou brevemente para quase US$ 120 nesta segunda, antes de encerrar o dia abaixo de US$ 90, após Trump fazer declarações sugerindo um conflito mais curto. Zandi projeta que, se o preço se estabilizar em torno de US$ 95 por barril, o galão de gasolina comum pode chegar a US$ 3,75 ou US$ 4 na próxima semana. Os preços da energia têm disparado à medida que a guerra estrangulou o tráfego de navios no estreito de Hormuz, a via navegável na costa sul do Irã por onde cerca de um quinto do petróleo mundial é transportado. Várias refinarias na região também fecharam ou reduziram o processamento, algumas após sofrerem danos, de acordo com a empresa de pesquisa Kpler. Isso significa que estão transformando menos petróleo em combustíveis como gasolina, diesel e querosene de aviação. Trump, que prometeu reduzir o custo da energia durante a campanha presidencial, escreveu no Truth Social no domingo que os preços mais altos do petróleo eram "de curto prazo" e "um preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo". PREÇOS DOS ALIMENTOS O aumento dos preços do petróleo e da gasolina pode levar a aumentos modestos nos valores dos alimentos, diz Miguel Gómez, diretor do Programa de Gestão da Indústria Alimentícia da Universidade Cornell. "É difícil dizer quanto, mas vai haver um impacto", diz ele, acrescentando que frutas e verduras serão mais caras de importar. Gómez explica que o Golfo Pérsico é uma importante fonte de fertilizantes para o mundo. Se os navios não conseguirem levar fertilizantes ao mercado, os agricultores podem usar menos, se conseguirem usar. Como resultado, o mundo terá menos alimentos, e eles serão mais caros. Com o plantio de primavera começando nos EUA, Zippy Duvall, presidente da Federação Americana de Associações Agrícolas, alertou em uma carta a Trump nesta segunda-feira (9) que os agricultores estavam se preparando para interrupções no fornecimento de fertilizantes e aumento de preços. Se os EUA não priorizarem o fornecimento de fertilizantes, o país "corre o risco de ter uma escassez de safras", escreveu Duvall. "Isso não é apenas uma ameaça à nossa segurança alimentar —e, por extensão, à nossa segurança nacional—, tal choque de produção pode contribuir para pressões inflacionárias em toda a economia dos EUA." PASSAGENS AÉREAS As viagens aéreas podem ficar mais caras por causa do aumento do preço do querosene de aviação, disse Scott Kirby, presidente-executivo da United Airlines, na semana passada. Embora a demanda por viagens continue forte, o preço do combustível, um dos maiores custos operacionais das companhias aéreas, subiu 58% desde o início da guerra, disse Kirby. "Está ficando muito mais caro comprar uma passagem e muito mais difícil encontrar uma tarifa com desconto a preço acessível", avaliou Henry Harteveldt, analista do setor aéreo do Atmosphere Research Group em San Francisco, nesta segunda. Se a guerra continuar a elevar o valor das passagens, o choque de preços pode levar alguns americanos a não voar nos próximos meses, disse Harteveldt. "As companhias aéreas também sabem que, se elevarem demais as tarifas, a demanda cairá, então estão tentando encontrar um equilíbrio." PREVISÕES ECONÔMICAS O aumento nos custos de energia também abalou os mercados financeiros, tornando o S&P 500 e outros importantes índices de ações muito voláteis. Se o conflito "se arrastar, então o dano se torna muito mais sério", diz Zandi. As empresas podem reduzir as contratações se houver menos demanda. E se as empresas recorrerem a demissões, uma recessão se torna uma ameaça maior, avalia. Daron Acemoglu, economista do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), também alertou que os aumentos nos preços do petróleo e a maior incerteza global podem prejudicar a economia americana. "Como os EUA não parecem ter uma estratégia clara de saída do Irã", disse ele em um e-mail, os efeitos podem ser "duradouros". ** Com NYT **
- Escultura de Trump e Jeffrey Epstein em cena do Titanic é instalada em frente ao Congresso
Escultura é uma crítica ao governo federal sobre a divulgação dos arquivos judiciais do caso Epstein WASHINGTON - Uma estátua chamou a atenção de quem passava nesta terça-feira, 10, em frente ao Congresso dos Estados Unidos. A escultura, de autoria coletivo anônimo Secret Handshake, retrata o presidente Donald Trump e o financista condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein em uma encenação inspirada em uma cena famosa do filme Titanic. Intitulada "Rei do Mundo", a instalação mostra as duas figuras em uma recriação do momento em que os protagonistas do longa aparecem na proa do navio. Uma placa explicativa diz: "A trágica história de amor entre Jack e Rose foi construída sobre viagens luxuosas, festas agitadas e esboços secretos de nus. Este monumento homenageia o vínculo entre Donald Trump e Jeffrey Epstein, uma amizade aparentemente construída sobre viagens luxuosas, festas agitadas e esboços de nus". A intervenção artística também inclui uma sequência de grandes outdoors com imagens reais dos dois homens juntos. Instalação chamou a atenção de turistas O episódio - seis meses após a instalação de outra estátuta que retratava a amizade dos magnatas - ocorre em meio à repercussão de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 sobre a investigação envolvendo Epstein. Entre os arquivos tornados públicos, ganhou destaque uma carta atribuída a Trump que incluía um desenho do torso de uma mulher nua acompanhado de frases misteriosas. Por outro lado, o governo federal é acusado de revelar informações confidenciais das vítimas enquanto protege dados que ligam o Trump à Epstein. O financista morreu em 2019, pouco depois de ser preso sob acusações de comandar um esquema de abuso sexual que, segundo investigações, atendia a figuras influentes do mundo político, empresarial e financeiro. Epstein e Trump mantiveram amizade ao longo das décadas de 1990 e 2000, mas o presidente nega qualquer envolvimento em abusos contra mulheres e meninas. ** Com Agências **
- Governo Lula tenta evitar que EUA classifiquem facções criminosas como terroristas
Brasil quer ampliar cooperação concreta da cooperação bilateral em segurança WASHINGTON - O governo brasileiro se movimenta para convencer os Estados Unidos a ampliar a cooperação policial e de inteligência no combate ao crime organizado transnacional, numa tentativa de evitar que a administração de Donald Trump avance para a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Nos bastidores, a avaliação em Brasília é que uma eventual adoção dessa medida pode produzir consequências sensíveis sobre a soberania nacional e sobre a forma de atuação bilateral em segurança. Esse será um dos principais temas a serem tratados no encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Trump, ainda sem data definida, em Washington. Os preparativos da reunião foram tema de conversa telefônica na noite de domingo entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A iniciativa teria partido do chanceler de Lula, mas o Itamaraty não revelou se os dois chefes da diplomacia de seus respectivos países falaram especificamente sobre a classificação desses grupos como terroristas. Em Washington, interlocutores ligados ao governo americano afirmam que a medida vai sair em algum momento, assim como já aconteceu com organizações criminosas de outros países. No entanto, ainda não há definição sobre quando a denominação para facções brasileiras será enviada ao Congresso dos EUA para ratificação. A decisão final será tomada por Trump. Segundo diplomatas ouvidos pelo GLOBO, não houve qualquer comunicação oficial da Casa Branca sobre isso ao governo brasileiro. "Primeiro, é preciso ver se isso de fato vai acontecer e, em seguida, avaliar o conteúdo e suas possíveis implicações. Não cabe queimar a largada em assuntos dessa relevância", disse um importante interlocutor do governo brasileiro. A preferência em Brasília é que os dois presidentes possam anunciar uma ampliação concreta da cooperação bilateral em segurança, com medidas mais operacionais e aprofundamento do intercâmbio de inteligência, sem que isso venha associado à classificação das facções como grupos terroristas. Segundo um importante interlocutor do governo brasileiro, o assunto está sendo tratado em mais alto escalão e, até o momento, a Casa Branca não enviou ao Itamaraty qualquer comunicado a respeito do assunto. A principal preocupação do governo Lula não está relacionada às organizações criminosas em si, mas aos efeitos jurídicos, diplomáticos e institucionais que uma designação dessa natureza poderia desencadear. A avaliação é que, embora se trate de uma prerrogativa legal americana, a medida pode introduzir riscos ao relacionamento bilateral, abrir espaço para consequências jurídicas ainda imprevisíveis e atingir diretamente a percepção brasileira sobre preservação de soberania. Segundo integrantes do governo, o movimento diplomático em curso busca demonstrar que já existe uma estrutura robusta de cooperação entre os dois países e que esse caminho seria mais eficaz do que a adoção de uma nova tipificação legal. Hoje, a articulação entre órgãos de aplicação da lei envolve a Polícia Federal, autoridades alfandegárias brasileiras e agências americanas como a Administração Reguladora de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês). De acordo com esses interlocutores, boa parte das informações hoje em poder das autoridades americanas sobre facções como PCC e Comando Vermelho tem origem em dados produzidos no próprio Brasil e compartilhados por canais oficiais de cooperação. A intenção brasileira é ampliar essa troca também em frentes como lavagem de dinheiro e rastreamento de fluxos financeiros com passagem pelo sistema americano, reforçando que o aprofundamento operacional da cooperação é o caminho mais produtivo. A leitura do governo é que, ao contrário de alguns vizinhos da região, o Brasil não aceita qualquer flexibilização de prerrogativas nacionais no combate ao crime organizado e procura manter integralmente sob controle nacional os instrumentos de repressão e inteligência. A preocupação central é que, caso os EUA alterem a classificação jurídica desses grupos, deixará de valer o enquadramento atual de organizações criminosas transnacionais e passará a incidir a legislação americana voltada ao terrorismo, mais rígida e com potencial de gerar sanções adicionais. Segundo essa avaliação, a mudança pode produzir efeitos indiretos sobre instituições financeiras e operações econômicas, inclusive em situações nas quais não haja vínculo direto conhecido com atividades ilícitas. Dependendo da forma como a legislação venha a ser aplicada, haveria inclusive margem para medidas de alcance extraterritorial, ainda que isso dependa da interpretação das autoridades americanas e não ocorra de forma automática. Reservadamente, a estratégia brasileira é reforçar a interlocução política e técnica para sustentar que o enfrentamento ao crime organizado pode avançar por meio de cooperação bilateral mais intensa, sem necessidade de medidas com potencial de repercussão diplomática mais ampla. No Brasil, facções como PCC e Comando Vermelho são enquadradas juridicamente como organizações criminosas, e não como grupos terroristas, porque a legislação brasileira reserva a tipificação de terrorismo a atos motivados por razões de xenofobia, discriminação, preconceito ou com objetivo de provocar terror social ou generalizado por motivação ideológica, religiosa ou política. Como essas facções atuam principalmente com fins econômicos, ligados ao tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e controle territorial, o entendimento predominante é que elas se enquadram no campo do crime organizado, regido pela Lei de Organizações Criminosas. Cartéis A preocupação brasileira é reforçada por precedentes recentes na região. Os EUA já classificaram como organizações terroristas estrangeiras grupos ligados ao narcotráfico na Venezuela, como a gangue Tren de Aragua, incluída nessa categoria em fevereiro de 2025, e o chamado Cartel de los Soles, designado em novembro do mesmo ano. A partir desse enquadramento, Washington passou a aplicar instrumentos legais mais amplos, com sanções financeiras, restrições migratórias e maior capacidade de ação operacional, inclusive com uso intensificado de inteligência e recursos militares em operações ligadas ao combate ao narcotráfico. Em 3 de janeiro deste ano, forças americanas realizaram uma operação militar de grande escala em território venezuelano e capturaram o então presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Dois dias depois, ele foi levado a julgamento em Nova York, acusado de narcoterrorismo, conspiração para tráfico de drogas, posse de armas e explosivos. Na audiência inicial, declarou-se inocente. O juiz responsável marcou para 17 de março a próxima etapa do processo, quando Maduro e sua mulher deverão prestar depoimento. Outro precedente recente ocorreu no México, com a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, em fevereiro de 2026,durante uma operação das forças armadas mexicanas que contou com apoio de inteligência dos Estados Unidos. O episódio evidenciou o nível de cooperação entre os dois países no combate ao narcotráfico, mas também reacendeu debates sobre os limites da participação americana em ações de segurança envolvendo organizações criminosas na região. O que muda com a classificação de organização terrorista nos EUA: Permite ao governo americano adotar medidas legais, financeiras e operacionais específicas contra o grupo enquadrado. Autoriza bloqueio de ativos financeiros, proibição de transações e restrições migratórias contra integrantes ou associados. Torna crime, nos EUA, qualquer forma de apoio material ao grupo, incluindo dinheiro, treinamento, serviços ou fornecimento de equipamentos. Amplia o uso de instrumentos de inteligência e das capacidades operacionais do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, inclusive em ações unilaterais, dependendo da forma de aplicação da legislação. Para receber essa designação, segundo o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o grupo precisa: Ser uma organização estrangeira. Estar envolvido em atividade terrorista, ou ter capacidade e intenção de praticá-la. Representar ameaça à segurança de cidadãos americanos ou aos interesses nacionais dos EUA. A designação também altera o tipo de legislação aplicada, substituindo o enquadramento de crime organizado transnacional por regras mais rígidas ligadas ao combate ao terrorismo. ** Com O Globo **
- Diretor do ICE responde com ironia questionamento de governadora sobre operações do ICE
Resposta de Lyons não revela os dados exigidos pela governadora BOSTON - O diretor interino do ICE, Todd Lyons, respondeu imediatamente ao pedido da governadora Maura Healey sobre o perfil dos imigrantes presos em Massachusetts nos últimos meses sem dar informações. "Não é irônico que a mesma governadora que se recusa a compartilhar informações com as autoridades federais agora exija detalhes sobre prisões feitas pelo ICE? Ela se esquece de que estar ilegalmente no país é, de fato, ilegal", pontua Lyons em comunicado à imprensa. A carta da democrata enviada na sexta-feira (6) ao ICE e ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) requer que, em uma semana, as agências divulguem dados detalhados, incluindo identidade dos presos, base legal da detenção e o local das prisões. Healey afirma que, de acordo com as próprias declarações públicas do ICE, a "Operação Patriota" de maio resultou em 1.461 prisões em Massachusetts, mas 46% dos detidos não tinham acusações ou condenações criminais. Em setembro, a "Operação Patriota 2.0" somou 1.406 prisões, com aproximadamente 57% dos detidos sem antecedentes criminais. O ICE divulgou informações limitadas sobre uma pequena fração desses indivíduos. Sem apresentar estatísticas, o diretor interino do ICE defende que "todos os imigrantes ilegais presos durante as operações estavam violando a lei de imigração". Lyons afirma que a maioria deles havia cometido crimes graves nos EUA ou em seus países de origem e grande parte foi liberada porque as jurisdições locais e estaduais se recusaram a cooperar com os agentes federais. Healey coloca em xeque a afirmação do governo federal de que prende os piores dos piores ao citar que dados do ICE revelam que a grande maioria dos presos em Massachusetts não tem recorde criminal. “Muitos que foram detidos são membros de longa data da nossa comunidade, pais, provedores e trabalhadores que foram arrancados repentinamente de suas rotinas e colocaram suas famílias em crise", destaca a governadora. Entre os exemplos, a democrata cita o brasileiro de 18 anos Marcelo Gomes que foi preso a caminho de um treino de vôlei na Milford High School em maio do ano passado. ** Com Assessorias **
- Guerra contra o Irã custa quase US$ 1 bilhão por dia aos EUA
Centenas de civis estão morrendo nos bombardeios contra o Irã WASHINGTON - O ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã iniciou um conflito Sem prazo para terminar que gera um custo de US$ 890 milhões por dia ao país americano. A Casa Branca apresentou numerosas justificativas, desde a queda do regime dos aiatolás - o que não aconteceu - passando pelo risco de Teerã ter uma arma nuclear a argumentos de cunho religioso. Embora os republicanos no Congresso endossem essa guerra, 56% dos americanos se opõem à iniciativa, segundo pesquisa PBS News/NPR/Marist. Trump diz que só negocia um acordo se os iranianos se renderem de maneira incondicional. O bombardeio matou o líder supremo Ali Khamenei no sábado (28) e atingiu instalações do governo do Irã e áreas civis, como uma escola em Minab, onde mais de 170 pessoas morreram. No Líbano, o fantasma da guerra voltou a bater à porta, com bombardeios e uma invasão terrestre de Israel. A maior parte dos mortos vivia no Irã, mas há vítimas em outros sete países, além de seis militares americanos. Em resposta, os iranianos atacaram Israel, instalações usadas pelos EUA e países da região, causando estragos e mortes também em locais que acreditavam ser ilhas de prosperidade. Mais de 23 mil voos foram cancelados, e centenas de petroleiros estão parados na entrada do Estreito de Ormuz. O petróleo disparou, e pode chegar aos US$ 100 por barril. Trump diz que só negocia um acordo se os iranianos se renderem de maneira incondicional. Os objetivos mutáveis dos EUA Os objetivos dos EUA são difusos. Trump já mencionou desde a destruição das capacidades nuclear e militar do Irã até a possibilidade de forçar uma rendição da liderança e provocar uma mudança de regime. O risco aqui é entrar em uma guerra prolongada e cara, que pode impactar sua popularidade em ano de eleição para o Congresso, além dos impactos econômicos pelo bloqueio no Estreito de Ormuz. Por outro lado, o objetivo principal do Irã é a sobrevivência do regime. Para isso, uma semana depois do início dos bombardeios, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido líder supremo, foi escolhido como seu sucessor, segundo a mídia estatal iraniana. Além disso, estratégia iraniana tem sido ampliar o custo da guerra para os adversários, atingindo Israel, bases americanas no Golfo e ameaçando o tráfego no Estreito de Ormuz, enquanto pressiona por um recuo. O risco, porém, é a escalada levar à destruição de parte significativa de suas capacidades militares, maior isolamento internacional e a desestabilização interna. ** Com Agências **
- Coiote brasileiro é sentenciado a 30 meses de prisão
Ronaldo ao sair de uma empresa de remessa de dinheiro BOSTON - O brasileiro Flavio Alexandre Alves, o Ronaldo, foi condenado a 30 meses de prisão por tráfico humano, lavagem de dinheiro e reentrada ilegal nos Estados Unidos, informou o Departamento de Justiça. A pena imposta pela juíza Margaret Guzman no dia 27 de fevereiro é bem menor do que a máxima prevista de 50 anos. Ronaldo está preso desde o fim de março do ano passado e confessou no dia 22 de outubro ser um dos nomes por trás do esquema que trouxe centenas de brasileiros aos EUA. Ele deve ser deportado em setembro após cumprir a sentença de reclusão. A prisão do coiote em Massachusetts foi resultado de uma investigação do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) em parceria com a Polícia Federal do Brasil (PF) que começou em 2022. Outras quatro pessoas do grupo criminoso foram presas nos EUA, informou o DOJ na época. Leia também: Brasileiro é condenado por tráfico humano No Brasil, a PF também cumpriu mandados de prisão e apreensão no Maranhão, Minas Gerais, Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal. Uma pessoa não identificada foi presa. Esquema De acordo com o processo, Ronaldo conspirava com outras pessoas para trazer brasileiros para os EUA através do México. Quando os imigrantes chegavam no país, ele comprava passagens aéreas para diferentes Estados. Ronaldo também enviava pagamentos para o país vizinho com o objetivo de cobrir as despesas associadas à travessia. As vítimas incluem crianças e adolescentes - a maioria do Maranhão - e pagavam valores elevados para realizar a travessia, muitas vezes com juros abusivos. Em 2004, Ronaldo já havia sido condenado por tráfico de pessoas na Califórnia. Ele foi deportado para o Brasil em fevereiro do ano seguinte e retornou ilegalmente para os EUA. Pena máxima Ao todo, o brasileiro poderia pegar 50 anos de prisão. A acusação de tráfico humano pode levar a uma sentença de até 10 anos de reclusão e mais três de liberdade condicional. Já a pena por lavagem de dinheiro chega a 20 anos de prisão. Como ele também confessou ter entrado ilegalmente nos EUA poderia ter sido sentenciado a outros 20 anos. Somadas, as multas associadas às condenações podem atingir US$ 750 mil. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Grupo de 24 estados americanos entra na Justiça contra tarifas de Trump
Estados alegam que são prejudicados com tarifas extras impostas aos parceiros comerciais estrangeiros WASHINGTON - Um grupo de 24 estados americanos entrou na Justiça contra o governo de Donald Trump, no primeiro desafio legal às suas recém-impostas tarifas globais de 10%, alegando que o presidente americano não pode ignorar uma recente decisão da Suprema Corte dos EUA que invalidou a maioria de suas tarifas anteriores sobre bens importados, citando uma nova base legal. Estados liderados pelos democratas, incluindo Nova York, Califórnia e Oregon, argumentam que as novas tarifas, anunciadas por Trump pouco depois da decisão da Suprema Corte em 20 de fevereiro, também são ilegais. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte americana impôs a Trump uma derrota contundente ao derrubar uma grande parte das tarifas recíprocas que ele havia aplicado em abril do ano passado com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), decidindo que a lei não lhe concedia o poder que ele afirmava ter. As novas tarifas foram impostas por 150 dias com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que se destina a lidar com emergências monetárias de curto prazo, e não com déficits comerciais que surgem quando uma nação rica como os Estados Unidos importa mais do que exporta, segundo o processo apresentado pelos estados no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, sediado em Nova York, informou a agência Reuters. "O foco agora deveria ser reembolsar as pessoas, e não duplicar as tarifas ilegais", disse o procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, durante uma coletiva de imprensa, acrescentando que as mais recentes tarifas de Trump são uma tentativa de contornar a necessidade de trabalhar com o Congresso, como exige a Constituição dos EUA. E agora, vão rever os acordos? Eles fizeram negócios com Trump para conseguir tarifas mais baixas. "Que não haja dúvida: a principal política econômica do presidente Trump é historicamente impopular e está custando aos americanos, às nossas empresas e a nós, como estados, centenas de bilhões de dólares", afirmou Rayfield. "Isso não pode continuar apenas porque alguns advogados de Trump encontraram uma maneira de distorcer palavras e elaborar um argumento jurídico." A ordem executiva de Trump de 20 de fevereiro impôs uma tarifa de 10% sobre as importações, mas o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na quarta-feira que essas taxas provavelmente aumentariam para 15% ainda esta semana. Em comunicado, o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, disse que o governo defenderá vigorosamente a ação do presidente no tribunal. ** Com Agências **
- Brasileiro é morto pela polícia na Geórgia
Gustavo enfrentava problemas mentais e estava a caminho de um tratamento de saúde, segundo a família POWDER SPRINGS - O Departamento de Investigação da Geórgia (GBI) investiga as circustâncias da abordagem policial que matou o brasileiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, em Powder Springs. A família rebate as afirmações de que o homem estava armado. De acordo com o Boletim de Ocorrência, a polícia foi acionada na última terça-feira (3) para atender uma ocorrência relacionada à saúde mental no quarteirão 3000 da New MacLand Road, onde fica um Publix. Ainda conforme a polícia, durante a abordagem, o mineiro sacou uma arma. Os policiais, então, atiraram várias vezes contra Guimarães. A família, contudo, nega que o mineiro de Belo Horizonte - que vivia legalmente nos Estados Unidos há mais de 20 anos - estivesse com uma arma no momento da abordagem. Um parente disse à rádio Itatiaia que o homem tinha ido ao encontro da mãe e de outras duas mulheres, profissionais da área da saúde, no estacionamento de um supermercado para dar início a um tratamento. Tudo estava conforme o previsto até que sete policiais chegaram no local após receberem a denúncia de que um homem estaria em surto. Diante da agitação, a mãe do mineiro começou a passar mal, e uma ambulância foi acionada. A princípio, a mulher não queria deixar o filho sozinho com os policiais, mas foi convencida pelos militares a ir ao hospital. A notícia da morte de Gustavo chegou para ela cerca de 30 minutos depois, quando já havia sido socorrida. De acordo com o familiar, os tiros atingiram a nuca e o peito do mineiro. “A polícia falou que ele já estava em surto e que teve que reagir e atirar nele porque ele estava armado, quando na realidade ele não estava armado. (...) Essas incongruências da polícia estão deixando a gente bem desconfortável”, contou. A Polícia de Powder Springs lamentou o ocorrido. "Reconhecemos que situações envolvendo crises de saúde mental são extremamente difíceis para todos os envolvidos. Nossos pensamentos estão com a família e os entes queridos da vítima neste momento difícil", escreveu a corporação em sua página do Facebook. Após a conclusão da investigação do GBI, o processo será encaminhado ao Ministério Público do Condado de Cobb para análise. Este é o 16º tiroteio envolvendo policiais na Geórgia este ano. Destes, oito foram fatais. ** Com Agências **
- Juiz ordena que EUA emitam reembolsos sobre tarifas ilegais de Trump
Governo tem que ressarcir prejuízo de importadores enquanto tarifaço esteve em vigor NOVA YORK - Um juiz do tribunal comercial dos Estados Unidos determinou na quarta-feira, 4, que o governo comece a pagar bilhões de dólares em reembolsos a importadores que foram obrigados a pagar tarifas consideradas ilegais pela Suprema Corte no mês passado. Richard Eaton, do Tribunal de Comércio Internacional, em Manhattan, ordenou que o governo finalize o cálculo do custo de milhões de remessas que entraram no país sem a cobrança das tarifas, segundo documentos do processo. Ele também determinou que os valores devolvidos incluam juros. Quando uma mercadoria chega aos EUA, o importador paga inicialmente um valor estimado de tributos. O cálculo final costuma ser concluído cerca de 314 dias depois, em um procedimento chamado de liquidação. Eaton instruiu a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) a concluir esse processo sem considerar as tarifas, o que deve resultar na devolução dos valores pagos. Segundo o juiz, a agência tem capacidade de ajustar seu sistema para emitir os reembolsos — algo que já ocorre quando um importador paga impostos acima do valor devido. “Eles fazem isso todos os dias. Finalizam entradas e realizam reembolsos”, disse. Eaton também marcou uma nova audiência para sexta-feira (6), quando solicitou atualizações sobre o plano da CBP para efetuar os pagamentos. Na decisão, o magistrado afirmou ainda que o juiz-chefe do tribunal indicou que ele será o responsável por conduzir os casos relacionados aos reembolsos das tarifas. Em documentos apresentados à Justiça, o CBP afirmou que recalcular os custos das remessas sem aplicar as tarifas é uma tarefa “sem precedentes” pela escala e pode exigir a revisão manual de mais de 70 milhões de registros. Em manifestações anteriores, a agência havia solicitado até quatro meses para avaliar as alternativas para realizar os pagamentos. Procurada, a Alfândega não respondeu ao pedido de comentário. “A redação da decisão sugere com bastante clareza uma abordagem ampla, indicando que os importadores têm direito ao reembolso das tarifas impostas sob a IEEPA”, afirmou Ryan Majerus, ex-alto funcionário do Departamento de Comércio dos EUA e atualmente sócio do escritório King & Spalding. “O governo pode contestar o alcance da decisão ou, ao menos, pedir mais tempo para que a Alfândega consiga executar o que certamente será uma tarefa monumental.” US$ 130 bilhões em tarifas O governo dos Estados Unidos arrecadou mais de US$ 130 bilhões com tarifas consideradas ilegais, que foram centrais na política comercial do ex-presidente Donald Trump. A Suprema Corte, no entanto, não estabeleceu orientações claras sobre como os reembolsos devem ser realizados, o que gerou incertezas sobre o processo. A decisão de Eaton foi tomada em um processo movido pela Atmus Filtration, que afirmou em documentos judiciais ter pago cerca de US$ 11 milhões em tarifas consideradas ilegais. Os advogados da Atmus não responderam a um pedido de comentário. **Com Reuters**
- Senado dos EUA apoia Trump sobre ataques ao Irã e bloqueia tentativa de restringir poderes de guerra
Republicanos no Senado apoiam ataque dos EUA contra o Irã WASHINGTON - Os republicanos do Senado dos Estados Unidos apoiaram nesta quarta-feira, 4, a campanha militar do presidente Donald Trump contra o Irã, votando para bloquear uma resolução bipartidária que visava impedir a guerra aérea e exigir que quaisquer hostilidades contra o Irã fossem autorizadas pelo Congresso. O placar no Senado foi de 53 a 47 contra o avanço da resolução, em grande parte seguindo as linhas partidárias, com todos os republicanos, exceto um, votando contra a moção processual e todos os democratas, exceto um, votando a favor. Na mais recente tentativa de democratas e de alguns republicanos de conter as repetidas mobilizações de forças militares norte-americanas no exterior pelo presidente Donald Trump, os patrocinadores descreveram a resolução sobre os poderes de guerra como uma tentativa de retomar a responsabilidade do Congresso de declarar guerra, conforme estabelecido na Constituição dos EUA. Os oponentes rejeitaram isso, insistindo que a ação de Trump era legal e estava dentro de seu direito como comandante-chefe de proteger os EUA, ordenando ataques limitados. "Esta não é uma guerra para sempre, na verdade nem mesmo perto disso. Isso vai acabar muito rapidamente", disse o senador republicano Jim Risch, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, em um discurso contra a resolução. Não se esperava que a medida fosse aprovada. Os pares republicanos de Trump detêm uma pequena maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados e bloquearam resoluções anteriores que buscavam restringir seus poderes de guerra. **Com Reuters**
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