Resultados de busca
Search this site
1694 resultados encontrados com uma busca vazia
- Massachusetts lança portal para residente denunciar ações violentas do ICE
Healey diz que ferramenta vai facilitar monitoramento de operações do ICE em Massachusetts BOSTON - O governo de Massachusetts lançou nesta segunda-feira, 16, um portal para denunciar operações violentas do ICE. A página na internet pode receber fotos, vídeos e descrições detalhadas sobre os incidentes. "Esse portal vai nos ajudar a reunir informações, apoiar os residentes e assegurar que os agentes federais estão agindo conforme a lei", enfatizou a governadora Maura Healey em comunicado. Além disso, a procuradoria geral do Estado atualizou o material sobre os direitos e recursos dos imigrantes para incluir informações "sobre como responsabilizar os funcionários federais da imigração". As iniciativas se somam a outras ações como a ordem executiva para limitar a cooperação entre agências locais de polícia e o ICE. As ações do Estado ganham reforço com outra iniciativa da administração da capital. Na semana passada, a prefeita de Boston, Michelle Wu, anunciou a liberação de US$ 4,5 milhões para projetos de apoio aos imigrantes, incluindo serviços jurídicos e educação. SERVIÇO: Para acessar a página para denunciar operações do ICE , clique aqui .
- Brasileira é acusada de prática ilegal de odontologia em NJ
OLD BRIDGE - A brasileira Ana Cristina Amato, de 49 anos, volta à Corte no dia 24 de março após ser acusada de exercício ilegal da odontologia, agressão qualificada e facilitação financeira de atividade criminosa. De acordo com a denúncia, Ana mantia um consultório odontológico no centro de Old Bridge, em Nova Jersey, onde realizava os procedimentos odontológicos que anunciava em grupos do WhatsApp. A investigação começou no dia 27 de setembro quando um paciente procurou a delegacia. O homem estava com um gaze na boca e sangrando, observa o relatório. Cinco dias antes, o denunciante havia começado um tratatamento de canal que lhe custaria US$ 1 mil, dentro da média de valores cobrados por clínicas particulares que varia entre US$700 e US$1.500. Entretanto, a falsa dentista perfurou o dente do paciente. Ana chegou a pedir que o paciente retornasse no dia seguinte, mas poucas horas depois foi informado de que deveria procurar outro profissional porque "ela não conseguiria terminar o tratamento". O paciente voltou ao consultório para reaver os US$ 300 que havia pagado adiantado, o que foi recusado pela brasileira. A investigação culminou na prisão de Ana em 19 de fevereiro. À imprensa local, um amigo da brasileira falou que a brasileira tem apenas um curso de assistente de cirurgião-dentista, feito nos Estados Unidos. A fonte, que pediu anonimato, disse que a mulher migrou de São Paulo em 200 e viveu a maior parte do tempo em Queens, Nova York. Casada com um americano e mãe e dois filhos, Ana trabalhou por muitos anos com um dentista e apenas recentemente surgiu a ideia da clínica. “Eu não desconfiava que ela estivesse exercendo ilegalmente a odontologia porque ela dizia que iria fazer apenas limpeza ou clareamento. Ela falava que o consultório dela era para ajudar a comunidade, pessoas carentes. Ela foi em várias clínicas falar com dentistas para fazer parceria, a ideia dela era iniciar o tratamento e depois encaminhar as pessoas para esses dentistas”, contou o amigo. No Instagram, Ana se definia como “empreendedora, mãe, esposa e nerd registrada da odontologia”. Ela oferecia especialmente o serviço de clareamento de dentes. A conta foi apagada. A Manchete USA não conseguiu contato com a brasileira até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- DHS acusa brasileiros de ser membros de gangue para justificar detenção de menor
MARLBOROUGH - Após a repercursão da detenção da brasileira de 14 anos em Marlborough, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, em inglês) justificou que a medida foi adotada para proteger a menor. Segundo o órgão, ela estava acompanhada por "dois imigrantes ilegais do Brasil e suspeitos de pertencer à gangue Primeiro Comando de Massachusetts", mas não lista crimes associados aos indivíduos. Em nota, o DHS afirma que os alvos da operação da tarde de terça-feira, 10, eram , Igor José Cordeiro Ferreira, 28 anos, e Lucas da Silva Senes de Almeida, 25. “O ICE não prendeu uma menina de 14 anos — nossos agentes a [RESGATARAM] de supostos membros de gangue”, escreveu a secretária adjunta do DHS, Lauren Bis. Leia também: Justiça manda o ICE soltar brasileira de 14 anos O governo federal afirma que agentes do ICE levaram a criança até a delegacia da cidade com a intenção de localizar o pai de B.E.S, como ela foi identificada pelas autoridades. Sem sucusso, a menor foi levada para o JFK Building, escritório do ICE em Boston, e em seguida transferida para o Escritório de Reassentamento de Refugiados em Nova York, onde permaneceu detida até a quinta-feira, 12, quando foi entregue à guarda dos tios para obedecer uma ordem judicial . A defesa da menor alega que os suspeitos são amigos dos irmãos com quem a menina estava morando desde que o pai teve problemas com a Justiça. B.E.S migrou para os EUA em 2019, quatro anos antes da mãe morrer. Abordagem Segundo o ICE, os agentes estavam atrás de Ferreira e Almeida que estariam ligados ao Primeiro Comando de Massachusetts, um braço da organização criminosa paulista Primeiro Comando da Capital. Não há informações dos crimes pelos quais eles seriam acusados. Uma busca no sistema de dados da Justiça de Massachusetts mostra apenas três casos por infrações no trânsito, todos fechados, em nome de Ferreira. Nada consta sobre Almeida. Entretanto, o ICE alega que o veículo em que os imigrantes estavam é ligado a uma suposta tentativa de invasão domiciliar ocorrida no início do mês em Walpole. A polícia da cidade diz que o crime está sob investigação e não fornece detalhes. Informações do DHS revelam que Cordeiro Ferreira entrou ilegalmente nos EUA em 2022. Após ser detido pela Patrulha de Fronteira no setor de San Diego, na Califórnia, ele foi liberado sob compromisso de comparecimento na corte. Já Da Silva Senes de Almeida não deixou o país em 2024, como exigido pelas condições de seu visto. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- EUA propõem que Brasil receba estrangeiros presos em território americano e plano para eliminar PCC e CV
WASHINGTON - Uma proposta dos Estados Unidos para ampliar a cooperação com o Brasil no combate a organizações criminosas transnacionais inclui a possibilidade de o país receber em prisões brasileiras estrangeiros capturados em território americano, em modelo semelhante ao adotado por El Salvador no Terrorism Confinement Center. Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartam a possibilidade de aceitar receber criminosos de terceiros países. O documento enviado pela gestão de Donald Trump ainda requer que o governo brasileiro apresente medidas voltadas ao combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), ao Comando Vermelho (CV), ao Hezbollah e a organizações criminosas chinesas em atuação no país. A informação sobre a proposta enviada pelos EUA, antecipada pela "Folha de S.Paulo", foi confirmada junto a interlocutores que acompanham as negociações entre os dois governos. Outro ponto apresentado pelos americanos é o compartilhamento de informações com autoridades dos EUA, incluindo dados biométricos de estrangeiros em busca de refúgio e refugiados no Brasil, dentro de medidas voltadas ao combate ao crime transnacional e ao controle migratório por portos e fronteiras. As demandas americanas integram a contraproposta apresentada pelo governo de Donald Trump ao plano de cooperação sugerido anteriormente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em telefonema realizado no ano passado, quando também foi construída a trégua diplomática após o tarifaço. No governo brasileiro, a avaliação é de que o enfrentamento ao crime organizado deve continuar baseado em cooperação operacional já existente. Um importante interlocutor afirmou: “Não acreditamos em soluções mágicas do tipo ‘plano’ ou ‘designação como terrorista’, mas em trabalho contínuo e detalhado de cooperação, troca de informações e coordenação operacional.” A expectativa no governo brasileiro é que um entendimento — formal ou político — possa ser anunciado em conjunto pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em um próximo encontro entre os dois mandatários, ainda sem data definida. Um acordo entre Brasil e EUA é tido como fundamental pelo governo Lula para evitar que Washington classifique facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como terroristas. Preocupadas com a soberania nacional e o alcance da medida, autoridades brasileiras argumentam que esses grupos visam ao lucro, e não agem por razões ideológicas. Segundo um importante negociador brasileiro, há um esforço em Brasília para transformar em avanços concretos uma cooperação já existente entre os dois países, hoje concentrada em áreas como narcotráfico, lavagem de dinheiro, tráfico de armas e inteligência policial. Ele lembra que já havia um trabalho conjunto, considerado positivo, e ressalta que a ideia é ir além do que já existe, com outras áreas nesse sistema de troca de informação, de atuação recíproca e em outros temas em que já há colaboração. Entre os exemplos citados nas negociações estão mecanismos para rastrear peças de armas enviadas ilegalmente em cargas comerciais, reforçar a identificação de fluxos financeiros ilícitos e ampliar a articulação em segurança digital. Conforme integrantes do governo brasileiro, uma das preocupações é acompanhar novas rotas e métodos usados por organizações criminosas. Há discussões ainda mais específicas sobre sistemas de troca de informação, cooperação na área de cibersegurança e controle do contrabando de armamentos, além de acompanhar as novas formas que esse tráfico de mercadorias ilegais tem assumido — feito não necessariamente com armas inteiras, mas com partes de armas contrabandeadas dentro de contêineres regulares. “É esse tipo de cooperação real, não fictícia, sem palavras mágicas”, resumiu um interlocutor envolvido nas discussões. ** Com Agência Globo **
- EUA incluem Brasil em investigação sobre trabalho forçado
WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil em uma investigação comercial sobre possíveis práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado na produção de bens exportados ou importados, medida que pode resultar em novas tarifas sobre produtos brasileiros, especialmente os do setor agrícola. A iniciativa foi anunciada na noite da última quinta-feira (12) pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA e faz parte de um inquérito mais amplo que envolve cerca de 60 economias. Segundo o governo de Donald Trump, o objetivo é verificar se países estão falhando em impedir a circulação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, o que, segundo Washington, poderia gerar concorrência desleal para produtos norte-americanos. "Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo obtida por meio do flagelo do trabalho forçado", diz o comunicado. O escritório argumenta que o governo brasileiro e os dos outros países da lista "deixaram de impor medidas" contra a venda de mercadorias fabricadas com mão de obra submetida a condições de trabalho irregulares. Caso os Estados Unidos concluam que o Brasil não cumpre adequadamente normas para impedir esse tipo de prática, o país poderá sofrer aumento nas tarifas aplicadas às exportações destinadas ao mercado norte-americano. A investigação ocorre em meio a tensões comerciais entre os dois países. Em julho de 2025, Trump aumentou para 50% as tarifas sobre determinados produtos brasileiros. Parte dessas medidas foi suspensa em setembro, após o início de negociações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o governo dos EUA, o processo foi aberto com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelo país para investigar práticas comerciais consideradas injustas ou discriminatórias que possam prejudicar empresas americanas. Além do Brasil, a investigação inclui economias como União Europeia, China, Japão, Coreia do Sul, Canadá, México, Índia, Taiwan e Reino Unido, além da Rússia. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o objetivo é determinar "se os atos, políticas e práticas de cada uma dessas economias - relacionados à falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado - são irracionais ou discriminatórios e se oneram ou restringem o comércio" do país. Para Greer, apesar do consenso internacional contra o trabalho forçado, "os governos não conseguiram impor e aplicar efetivamente medidas que proíbam a entrada de bens produzidos com trabalho forçado em seus mercados". O Escritório do Representante Comercial dos EUA informou ainda que deve realizar uma audiência pública sobre o tema em 28 de abril de 2026, em Washington. Governos, empresas e outras partes interessadas poderão enviar comentários e solicitar participação até 15 de abril. O processo, que provavelmente levará a uma nova rodada de tarifas, preocupa, entre outros, a UE, o México e a China, consideradas "economias com excesso estrutural de capacidade e produção em vários setores industriais, por exemplo, através de excedentes comerciais persistentes ou capacidade subutilizada ou ociosa", acrescenta. Enquanto isso, o governo brasileiro negocia uma possível visita de Lula aos Estados Unidos entre março e abril, agenda que ainda está sendo discutida pelos ministérios das Relações Exteriores dos dois países. ** Com Ansa **
- Sinagoga é alvo de ataque em Michigan
Autor de ataque à sinagoga foi morto logo após o ataque BLOOMFIELD - Um templo judaico foi alvo de um ataque a tiros e atropelamento na cidade de West Bloomfield, no Michigan, nesta quinta-feira, 12. Pelas redes sociais, a governadora Gretchen Whitmer afirma que está acompanhando relatos do ataque contra a Temple Israel. De acordo com as autoridades, o autor do ataque foi morto. A sinagoga fica a cerca de 40 quilômetros de Detroit e também abriga uma escola —nenhuma criança foi ferida. Em entrevista a jornalistas no local, o xerife do condado de Oakland, MIke Bouchard, afirmou que um homem tentou invadir o templo ao dirigir seu carro através das portas do prédio antes de iniciar disparos perto da área de segurança. Na sequência, o carro pegou fogo, detalhou o xerife. Bouchard afirmou que um funcionário da equipe de segurança do local foi atingido pelo carro e levado para o hospital. Durante um evento na Casa Branca, o presidente Donald Trump comentou sobre o ataque, que caracterizou como "uma coisa horrível, mas continua acontecendo". "É inacreditável que coisas deste tipo aconteçam." "Estamos trabalhando com a Polícia Estadual de Michigan para obter mais informações", disse a governadora. "Isso é devastador. A comunidade judaica de Michigan deve poder viver e praticar sua fé em paz. O antissemitismo e a violência não têm lugar em Michigan. Espero que todos estejam seguros", completou a democrata. A secretária de Justiça, Pam Bondi, afirmou que agentes federais estão prestando apoio às autoridades da região. "Por favor, orem", disse ela. Já Kash Patel, diretor do FBI, a polícia federal dos EUA, disse que os agentes estão no local com parceiros em Michigan, respondendo "à aparente colisão de veículos e situação de atirador ativo na sinagoga". A senadora Elissa Slotkin, de Michigan, observou que este é "mais um evento assustador que ainda está sendo investigado". "Todas as comunidades merecem o direito de praticar sua fé em segurança. E os atos de terror e antissemitismo devem ser condenados e punidos com todo o rigor da lei", afirmou. ** Agência Folha **
- Ataque a tiros em universidade da Virgínia deixa dois feridos e o atirador morto
NORFOLK - Duas pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira, 12, em um ataque a tiros em uma universidade na Virgínia n qual o atirador morreu, informou a instituição. A Universidade Old Dominion afirmou em um comunicado que um homem armado abriu fogo em um edifício no campus em Norfolk, momento em que feriu duas pessoas. As vítimas foram levadas ao hospital. A universidade indicou que a polícia e a equipe de emergência "responderam imediatamente" e "o atirador morreu". As aulas foram suspensas pelo resto do dia. Os ataques a tiros em escolas são frequentes nos Estados Unidos, onde o número de armas supera o de pessoas e as normas, inclusive para comprar fuzis de estilo militar, são brandas. ** Com AP **
- Mojtaba Khamenei promete 'vingança' contra inimigos em primeira declaração
TEERÃ - O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez nesta quinta-feira, 12, sua primeira declaração desde que foi escolhido para suceder seu pai, Ali Khamenei, e prometeu "vingança" contra Estados Unidos e Israel, além de cobrar que os países da região fechem todas as bases militares americanas. A mensagem foi lida por um jornalista na emissora de TV estatal iraniana, já que o clérigo continua sob cuidados médicos em um local secreto devido aos ferimentos sofridos no bombardeio que matou o antigo guia supremo, em 28 de fevereiro. "Nunca vamos recuar. Vingaremos o sangue de nossos mártires, vingaremos o sangue de todos os nossos cidadãos. Os nossos inimigos pagarão o preço porque haverá uma vingança", assegurou Mojtaba em seu comunicado, enquanto seu real estado de saúde continua cercado de mistério. "Prometemos ao finado líder supremo que seguiremos seu caminho e faremos o nosso melhor para prosseguir no que foi feito no passado. Peço a todos os diversos líderes políticos do Irã que façam seu melhor para demonstrar união", acrescentou o clérigo xiita. Mojtaba também pediu que o Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, continue fechado. "A estratégia do bloqueio do Estreito de Ormuz deve ser usada, sem dúvida", disse ele. O líder supremo ainda cobrou que os países da região fechem todas as bases militares dos Estados Unidos, mas defendeu que o Irã mantenha "boas relações com os vizinhos". "Eu recomendo que eles fechem essas bases o quanto antes, porque eles já devem ter percebido que a alegação dos Estados Unidos de estabelecer segurança e paz não passa de uma mentira", afirmou. Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi escolhido como líder supremo no último dia 8 de março e não aparece em público desde a eclosão da guerra. Segundo múltiplos relatos da imprensa internacional, o clérigo sofreu diversos ferimentos no corpo e no rosto, mas sobreviveu ao bombardeio de 28 de fevereiro. **Com Ansa **
- Justiça manda o ICE soltar brasileira de 14 anos
Advogado do governo afirma que ICE não tinha a intenção de deportar a menina MARLBOROUGH - A Corte Federal de Boston ordenou nesta quarta-feira, 11, que o ICE solte uma brasileira de 14 anos presa uma dia antes durante uma abordagem em Marlborough, Massachusetts, após uma denúncia de tráfico humano. "A adolescente deve estar com o tio até amanhã de manhã", esclarece o escritório de advocacia que representa a menina. Segundo o Georges Cote Law, a brasileira estava morando com dois irmãos adultos, que são cidadãos americanos, depois que o pai teve problemas com a Justiça. A mãe morreu em 2023, quatro anos depois de a menina entrar nos Estados Unidos com visto de turista. Agora ela deve viver com o tio que é casado com uma americana e portador do green card. No momento da prisão, a menina - identificada com as iniciais B.E.S. - estava em um carro próximo de casa com os amigos dos irmãos. Todos eram indocumentados e foram levados pelo ICE. Em nota, a secretária adjunta do Departamento de Segurança Interna (DHS), Lauren Bis, disse que os homens presos junto à brasileira têm aproximadamente 20 anos e antecedentes criminais — indivíduos que B.E.S. não identificou como seus responsáveis. “O ICE não prendeu uma menina de 14 anos — nossos agentes a [RESGATARAM] de supostos membros de gangue”, escreveu Bis. Segundo a defesa da menor, a polícia local recebeu uma denúncia de tráfico humano e acionou o ICE, "mas tudo não passou de um mal entendido". Ela então foi levada para o JFK Building, escritório do ICE em Boston, e em seguida transferida para o Escritório de Reassentamento de Refugiados em Nova York, onde permanece detida. O juiz Leo Sorokin questionou por que ela havia sido transferida para outro Estado ou mesmo detida. "Esta não é uma situação — pelo que entendi — em que o governo esteja mantendo essa pessoa detida com a intenção de removê-la do país", respondeu Rayford Farquhar, advogado que representa o governo federal. Farquhar alegou inicialmente no tribunal que "as autoridades locais acionaram o ICE e a detenção da menor acabou sendo efetuada porque ela não estava acompanhada de um responsável". “Havia preocupação sobre quem ela era, a razão pela qual estava com essas pessoas, além do fato de ela não estar em local adequado para aquele horário — e essa é a razão pela qual B.E.S. foi detida”, disse Farquhar. Segundo o advogado do governo, a menina foi levada à delegacia de Marlborough e os agentes tentaram contato com o pai que não respondeu. Mas o juiz insistiu. “Obviamente, ela não foi presa porque não estava na escola. Presumo que ela foi presa porque na visão dos agentes federais seu visto de visitante havia expirado." É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Ajuda popular consegue US$ 50 mil para pagamento da fiança de brasileiro com câncer
Imagem de Marcelo durante vídeo-chamada da prisão (Foto: Divulgação Go Fund Me) BOSTON - Um juiz de imigração de Nova York estabeleceu nesta sexta-feira, 9, a fiança de US$ 50 mil para dar a Marcelo Ribeiro Santos a liberdade provisória. Seu caso adquiriu requintes desumanos já que o brasileiro enfrenta um câncer desde junho e está há quase um mês sem atendimento médico. Populares doaram o valor e a expectativa é soltá-lo já na próxima semana para que ele possa retomar o tratamento. Mesmo com as informações médicas, o juiz Eric Schultz, da Corte de Imigração de Batavia, relutou em emitir a fiança porque Santos "não se encaixa em um processo de legalização". O brasileiro migrou para os Estados Unidos há cinco anos e está no país com o visto de turista expirado. O magistrado também questionou o motivo que levou o brasileiros de 47 anos estar tão próximo ao Canadá no momento em que foi detido por um agente de patrulha [CBP]. "A audiência de fiança durou mais de uma hora e o juiz levantou a possibilidade de tráfico de pessoas por conta do local onde ele foi preso por estar indocumentado", conta Nair freitas, assistente do escritório de advocacia que defende Santos. O brasileiro mora em Hudson, Massachusetts, e sua versão diz que foi a York, em Nova York, para fazer a estimativa de um trabalho na pintura e se perdeu. "Ele errou o caminho e teve um pequeno acidente de carro a 13 milhas do Canadá", explica Nair, do Georges Cote Law. Ele tinha completado a nona sessão de quimioterapia quando foi detido por um agente da patrulha (CBP) no dia 13 de dezembro. O brasileiro, pai de três filhos adultos no Brasil e nenhum familiar nos EUA, deveria completar 12 ciclos das aplicações químicas para fazer uma cirurgia e, assim, controlar o câncer no reto diagnosticado em estágio 4, mas a interrupção na tratamento pode alterar o plano médico. "A saúde dele se deteriorou mais na prisão e ele vai precisar de ajuda para se recuperar", avalia Nair. A campanha para arrecadar fundos para Marcelo, mesmo após reunir o dinheiro suficiente para a fiança, continua para arcar com outros custos do tratamento oncológico. Segundo o policial Maycon Macdowel, que começou o movimento para ajudar Santos, durante todo esse tempo o brasileiro não recebeu atendimento médico. Ele foi levado no início de semana para um hospital e recebeu apenas medicamentos para dor. Mcdowel também denuncia que não foi designado a Santos um agente de imigração, o que o impossibilita de enviar dinheiro para o preso para questões básicas. SERVIÇO: A página de arrecadação de fundos para ajudar Santos está disponível aqui . É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Mulher é solta após ficar 22 anos presa no Texas e enfrenta risco de deportação
Carmem ao sair da prisão na madrugada desta quarta-feira ( Foto: Divulgação/Montinique Monroe via Innocence Project) HOUSTON - A hondurenha Carmen Mejia, de 54 anos, foi libertada na primeira hora desta quarta-feira, 11, após passar 22 anos presa pela morte de um bebê de 10 meses que agora os tribunais do Texas reconhecem ter sido resultado de um acidente doméstico. As informações são do Innocence Project, organização que atuou na revisão do caso. Embora sua inocência tenha sido reconhecida dois dias antes, ela permaneceu detida temporariamente devido a um pedido de custódia do ICE emitida em razão da antiga condenação. Em 10 de março, porém, a agência informou que revogaria a ordem após a decisão judicial, permitindo sua libertação. “Nunca perdi a fé e a esperança — nunca as perdi em 22 anos”, afirmou Carmem ao deixar o Complexo Correcional do Condado de Travis. A exoneração ocorreu depois que o juiz P. David Wahlberg, do Tribunal Distrital do Condado de Travis, rejeitou formalmente a acusação de homicídio apresentada contra ela em 2003. A decisão foi baseada em um parecer do Tribunal de Apelações Criminais do Texas que concluiu que novas evidências demonstravam que Carmen era “de fato inocente”. Reinterpretação da Justiça O caso teve origem em julho de 2003, quando a mulher cuidava de um bebê de dez meses em casa, enquanto também estava com seus quatro filhos. Segundo a reconstrução feita anos depois, a filha mais velha tentou dar banho na criança enquanto a mãe amamentava outro filho. O aquecedor da casa, uma residência antiga sem dispositivos modernos de segurança, permitia que a água atingisse temperaturas extremamente altas. Em poucos segundos, a água chegou a cerca de 64 °C, causando queimaduras graves no bebê, que morreu no hospital no mesmo dia. Na época, investigadores e peritos sustentaram que as lesões só poderiam ter sido provocadas intencionalmente por um adulto, tese que levou à condenação de Carmen por homicídio e lesão corporal contra uma criança. Ela recebeu pena de prisão perpétua. Décadas depois, especialistas em queimaduras e segurança doméstica apresentaram novos pareceres afirmando que os ferimentos eram compatíveis com um acidente causado por água excessivamente quente. A própria médica legista responsável pela autópsia revisou sua avaliação e alterou a causa da morte para acidental em 2025. Além disso, depoimentos gravados dos filhos de Carmem — que corroboravam a versão de acidente — haviam desaparecido antes do julgamento original, impedindo que o júri tivesse acesso às imagens. Com base nas novas evidências, especialistas do próprio Estado retiraram depoimentos que sustentavam a hipótese de crime. O tribunal concluiu então que nenhum delito havia ocorrido. Separação Familiar A condenação teve impactos profundos na vida de Carmen. Quando foi presa, seus quatro filhos tinham menos de oito anos. Eles foram adotados em um processo fechado e passaram mais de duas décadas sem contato com a mãe. Apenas durante as audiências de revisão do caso, a partir de 2024, três das filhas voltaram a encontrá-la. Agora em liberdade, a hondurenha afirma esperar reconstruir o vínculo familiar após anos de separação. Apesar da libertação, seu futuro ainda depende de decisões das autoridades migratórias. Nascida em Honduras, Mejia chegou aos Estados Unidos em 1995 e possuía Status de Proteção Temporária (TPS), que lhe permitia trabalhar legalmente no país até sua prisão. ** Com Agências **
- Irã desiste de participar da Copa do Mundo em meio a guerra com EUA e Israel
O primeiro jogo do Irã na Copa do Mundo 2026 seria em Inglewood, na Califórnia TEERÃ/ WASHINGTON - O Irã desistiu de participar da Copa do Mundo da Fifa, que acontecerá conjuntamente nos Estados Unidos, México e Canadá entre 11 de junho a 19 de julho. A informação foi dada pelo ministro do Esporte do país Ahmad Donyamali à TV estatal iraniana, na manhã desta quarta-feira, 11. “Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder [Ali Khamenei], sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, disse o ministro à televisão estatal. A declaração do Irã acontece após o presidente da Fifa Gianni Infantino afirmou que a seleção nacional iraniana teria permissão do governo Trump para vir para os EUA, mesmo com a guerra em curso entre os países. Grupo Pelo sorteio dos grupos da Copa, o Irã caiu no G e teria jogos marcados em Inglewood, na Califórnia, contra a Nova Zelândia em 15 de junho e contra a Bélgica em 21 de junho. Antes de encerrar a fase de grupo, o Irã ainda enfrentaria o Egito em Seattle, Washington. O Irã havia garantido vaga em sua quarta Copa do Mundo consecutiva ao terminar na liderança do Grupo A na terceira fase das eliminatórias asiáticas no ano passado. ** Com Assessorias **
.png)











