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  • Quatro ouvintes acertam o ‘bolão’ na rádio Manchete USA

    Brasil lançou seu segundo uniforme, destacando o azul e com Vini usando a 10   BOSTON – A derrota por 2 a 1 da Seleção Brasileira para a França na tarde desta quinta-feira, 26, no Gillette  Stadium, em Foxboro, não desanimou o treinador Carlo Ancelotti e ainda fez a alegria de pelo menos quatro ouvintes da rádio Manchete USA, vencedores de um bolão realizado durante o programa Bom Dia Manchete. Wesley (Geórgia), Adão (Massachusetts), Elba (Flórida) e Cris (Massachusetts) acertaram o resultado. “O Brasil não tem time para ganhar”, disse Wesley. “Sem Neymar não dá”, afirmou Gilcimar que cravou um placar de 7 a 1 para os franceses. Defesa sem entrosamento não conseguiu parar o ataque francês Inicialmente o bolão foi proposto pelo jornalista Beto Moraes, apresentador do Bom Dia Manchete, só como uma brincadeira e sem prêmio. Mas dois ouvintes, Roberto e Evaristo, ofereceram $25 cada para dividir entre os vencedores. “O valor era simbólico, o que valia era a interação e a brincadeira”, disse Beto Moraes. NO ESTÁDIO Mais de 66 mil pessoas lotaram as arquibancadas do Gillette Stadium para assistir ao primeiro jogo do time de Ancelotti contra uma seleção de primeira linha do futebol. “Jogamos contra uma equipe muito forte, que tem muita qualidade. Estou convencido de que vamos brigar pelo título da Copa do Mundo com toda nossa energia”, avaliou o treinador italiano. Os brasileiros se prepararam para o jogo desde as primeiras horas da manhã. Em Boston, na loja da Nike, percussionistas mostravam seu gingado acompanhados da cantora e radialista Nina Torres. Mais tarde o grupo foi para Foxboro mostrar o drible no um contra um. A torcida do Brasil levou o samba para o entorno do estádio com o reforço do cantor Dilsinho, surpreendendo com um show no estacionamento. Cantando seus principais sucessos, a apresentação serviu de aquecimento para o público. Da Redação

  • Deputados aprovam projeto para limitar ação do ICE em Massachusetts

    Projeto aguarda aval do senado para ser sancionado pela governadora e se tornar lei BOSTON - A Câmara dos Deputados de Massachusetts aprovou nesta quarta-feira, 25, um projeto de lei que proíbe a colaboração entre a polícia local e o ICE. O texto agora segue para o Senado e conta com o apoio da governadora Maura Healey. O PROTECT Act, dos democratas Andy Vargas, de Haverhill, e Judith Garcia, de Chelsea, busca proteger o acesso de imigrantes às Cortes sem correr o risco de serem detidos por agentes federais sem um mandado judicial. O texto aprovado por 134 deputados, todos os democratas e quatro republicanos, incluindo o líder da minoria, Brad Jones, de North Reading, impede os policiais de questionarem o status imigratório de um indivíduo, a menos que seja necessário em uma investigação criminal. Pelo menos 21 parlamentares foram contra. A proposta também proíbe o uso de recursos locais para a fiscalização civil de imigração e limita o compartilhamento de informações não públicas e notificações de liberação antecipada para agentes federais. Outras previsões são: Proíbe as autoridades policiais estaduais e locais, incluindo xerifes, de executar, renovar ou expandir substancialmente o acordo 287(g) — que confere aos policiais a autoridade de agentes do ICE; Exige que os empregadores comuniquem por escrito aos funcionários no prazo de 48 horas após receberem um aviso de inspeção federal de imigração, tal como uma auditoria I-9; Reforça as proteções para indivíduos sob custódia do ICE - exige a notificação dos direitos legais no idioma principal da pessoa no momento da admissão, garante a comunicação confidencial entre advogado e cliente, torna obrigatório o rastreamento oportuno do status de custódia e das transferências com notificação à defesa e aos contatos designados e fornece serviços de interprete para interações fundamentais, além de assegurar o acesso aos procedimentos judiciais; Reforma o processo de certificação para vítimas de crimes e de tráfico humano, a fim de remover obstáculos à obtenção de vistos das categorias U ou T; Autoriza o governador a restringir a fiscalização civil de imigração em áreas restritas de instalações estaduais e exige a disponibilização de orientações multilíngues para agências, entidades privadas, escolas, autoridades policiais e o público em geral. Em um comunicado, organizações que formam a Protecting Massachusetts Communities Coalition descrevem a votação como “um passo crucial” para enfrentar o que batizaram como práticas federais prejudiciais de fiscalização da imigração. “Estamos fartos de ver o ICE agir de forma desenfreada em nossas comunidades, separando famílias, amigos e vizinhos, e desestabilizando nossa economia e nossa força de trabalho", ressalta a nota. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Casa Branca rejeita proposta de Elon Musk para pagar salários de funcionários da TSA durante paralisação no governo dos EUA

    Regra atual proíbe que indivíduos externos paguem diretamente funcionários públicos WASHINGTON - A Casa Branca rejeitou a proposta do empresário Elon Musk de custear os salários de funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA) durante a paralisação parcial do governo dos Estados Unidos, que afeta aeroportos em todo o país. A sugestão chegou a ser avaliada por integrantes do governo, mas foi descartada por entraves legais e pela expectativa de resolução do impasse, segundo informações exclusivas divulgadas pela emissora CBS. Em publicação nas redes sociais, Musk afirmou: “Gostaria de me oferecer para pagar os salários do pessoal da TSA durante esse impasse de financiamento que está afetando negativamente a vida de tantos americanos em aeroportos por todo o país”. Segundo fontes, o fato de Musk manter contratos com o governo federal poderia gerar impedimentos legais, mesmo em caso de pagamento indireto. Regras do Escritório de Ética Governamental dos EUA também proíbem que indivíduos externos paguem diretamente funcionários públicos. Uma alternativa discutida seria a doação de recursos ao fundo geral do governo, por meio da conta de doações “Gifts to the U.S. Government”, administrada pelo Tesouro. Ainda assim, a viabilidade do modelo permanece incerta. Musk co-fundou a X.com em 1999, empresa de pagamento de serviços financeiros on-line e de e-mail. O negócio se fundiu com a Confinity, uma instituição de operações financeiras. Fusão entre as duas companhias deu origem ao Paypal, depois vendido para o Ebay por US$ 1,5 bilhão em 2002. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, atribuiu a paralisação aos democratas e defendeu a liberação de recursos para o Departamento de Segurança Interna (DHS). “Foram os democratas que levaram a esse impasse nas últimas seis semanas”, afirmou. “A posição do presidente e dos republicanos tem sido muito clara — financiar o Departamento de Segurança Interna.” A porta-voz Abigail Jackson reconheceu a proposta, mas reforçou os obstáculos. “Agradecemos muito a generosa oferta de Elon”, disse. “Isso representaria grandes desafios legais devido ao seu envolvimento com contratos do governo federal.” Ela acrescentou: “A maneira mais rápida de garantir que os funcionários da TSA — e todos os funcionários do DHS — recebam seus salários é que os democratas financiem o Departamento de Segurança Interna”. O DHS não comentou o caso, e Musk não voltou a se pronunciar além da publicação inicial. Enquanto o impasse persiste, funcionários da TSA acumulam perdas financeiras. Eles estão prestes a ficar sem o segundo salário integral desde o início da paralisação, após receberem apenas metade de um pagamento no começo do período. Segundo o chefe interino da agência, até sexta-feira as perdas devem chegar a cerca de US$ 1 bilhão, considerando a paralisação atual, de 40 dias, e outra anterior, de 43 dias no outono passado. ** Com Agências **

  • Nicolás Maduro volta a tribunal em Nova York

    Nicolás Madura está preso há quase três meses em Nova York após ser capturado na Venezuela NOVA YORK - O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro comparece nesta quinta-feira, 26, a um tribunal de Nova York pela segunda vez desde sua captura em 3 de janeiro em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas. Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, de 69, estão detidos há quase três meses em uma prisão federal no Brooklyn. Desde a prisão, ele deixou a unidade apenas uma vez, em 5 de janeiro, quando participou da primeira audiência e se declarou "prisioneiro de guerra" e "não culpado". Ele responde a acusações de narcotráfico e tenta anular o processo por razões processuais. O ex-mandatário governou a Venezuela desde março de 2013. Após sua queda, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente e promoveu mudanças na relação com os EUA. Contra Maduro pesam acusações de conspiração por "narcoterrorismo", conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de conspiração para a posse dessas armas. Na audiência, prevista para às 11h, a defesa deve pressionar pelo arquivamento do caso, enquanto discute com o tribunal quem arcará com os honorários advocatícios. O governo venezuelano tenta custear a defesa, mas, devido às sanções impostas por Washington, o advogado Barry Pollack precisa obter uma licença específica para receber os pagamentos. Em petição, ele argumenta que a exigência viola o direito constitucional de Maduro de escolher sua representação legal e pede a anulação do processo. Há expectativa de reforço na segurança nos arredores do tribunal. Condições de detenção e operação militar Preso no Centro Metropolitano de Detenção de Brooklyn, conhecido por condições severas, Maduro estaria isolado, sem acesso à internet ou jornais. Segundo uma fonte próxima ao governo venezuelano, ele lê a Bíblia e é chamado de "presidente" por outros detentos. O ex-presidente pode falar com familiares e advogados por telefone por até 15 minutos. "Estão muito bem, fortes, muito bem, com muito ânimo, com muita força", afirmou na segunda-feira Nicolás Maduro Guerra, filho do deposto líder. Maduro e Cilia Flores foram capturados por forças dos Estados Unidos em 3 de janeiro, em uma operação que incluiu ataques aéreos em Caracas e mobilização naval. Segundo autoridades venezuelanas, ao menos 83 pessoas morreram e mais de 112 ficaram feridas. Nenhum militar americano morreu. Pressão dos EUA e mudanças na Venezuela Na primeira audiência, Maduro adotou tom desafiador e voltou a se declarar presidente da Venezuela. Enquanto isso, Delcy Rodríguez enfrenta dificuldades para governar o país, que possui grandes reservas de petróleo, mas vive crise econômica. Ela promoveu uma lei de anistia para libertar presos políticos e reformou a legislação de hidrocarbonetos, em linha com exigências dos Estados Unidos. Neste mês, Washington e Caracas restabeleceram relações diplomáticas após sete anos de ruptura. O caso é conduzido pelo juiz Alvin Hellerstein, de 92 anos, conhecido por sua longa atuação no Judiciário. ** Com AFP **

  • Candidata da oposição vence eleição em distrito onde fica resort de luxo de Trump na Flórida

    Emily Gregory considera que sua vitória é um indício de que os eleitores não estão satisfeitos com o cenário político PALM BEACH - A democrata Emily Gregory venceu nesta terça-feira, 24, uma eleição especial para a Câmara de Representantes da Flórida em um distrito que abriga Mar-a-Lago, propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A vitória da candidata progressista impõe um revés a Trump, que havia declarado apoio ao rival de Gregory, o republicano Jon Maples, incentivando os eleitores a comparecer às urnas e afirmando que seu aliado era o preferido de "muitos dos meus amigos do Condado de Palm Beach". O resultado não altera o controle da maioria republicana na Câmara estadual, mas é visto como um impulso simbólico para o Partido Democrata em ano de eleições de meio de mandato. Em sua primeira candidatura a um cargo público, Gregory - que tem experiência em saúde pública e saúde mental e administra um centro de bem-estar voltado para mães no pós-parto - destacou que a eleição representa um desejo de mudança por parte dos eleitores locais. "Os resultados enviam uma mensagem clara: as pessoas na Flórida querem seguir em uma nova direção, uma em que os líderes se concentrem em reduzir custos e ajudar as famílias trabalhadoras", afirmou Gregory. Em discurso a apoiadores, ela acrescentou que muitos duvidavam da possibilidade de vitória no início da campanha, mas que a comunidade "merece uma líder que lute". A democrata substituirá o republicano Mike Caruso, que renunciou em agosto para assumir um cargo no Condado de Palm Beach. ** Com Ansa **

  • Popularidade de Trump cai ao nível mais baixo, mostra pesquisa

    Guerra contra o Irã e alto custo de vida estão minando a aprovação da administração Trump WASHINGTON - O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu nos últimos dias para o seu ponto mais baixo desde que ele retornou à Casa Branca, atingido por um aumento nos preços dos combustíveis e pela desaprovação generalizada da guerra que ele lançou contra o Irã, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada na segunda-feira, 24. O levantamento mostrou que 36% dos americanos aprovam o desempenho de Trump no trabalho, abaixo do resultado anterior que chegou a 40% na semana passada. A opinião dos americanos sobre o republicano piorou significativamente em relação à economia já que os preços da gasolina subiram desde que os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã em 28 de fevereiro. Apenas 25% dos entrevistados aprovavam a maneira como Trump tem lidado com o custo de vida, uma questão que esteve no centro de sua campanha para a eleição presidencial de 2024. Somente 29% do país aprova a administração econômica de Trump, índice mais baixo nas duas administrações presidenciais do magnata e mais baixo do que qualquer índice de aprovação de seu antecessor, o democrata Joe Biden, nesse setor. Para analistas, a pesquisa aponta para um presidente que enfrenta uma oposição pública significativa. PREOCUPAÇÕES COM A GUERRA A posição de Trump dentro do Partido Republicano continua majoritariamente forte. Apenas cerca de um em cada cinco republicanos desaprova seu desempenho geral na Casa Branca, em comparação com cerca de um em cada sete na semana passada. Mas a parcela desse eleitorado que desaprovam a maneira como ele lida com o custo de vida aumentou de 27% na semana passada para 34%. O índice de aprovação de Trump era de 47% nos primeiros dias de seu mandato e, desde o verão passado, vinha se mantendo em torno de 40%. Ele permanece acima do ponto mais baixo de seu primeiro governo, de 33%, e um pouco acima do ponto mais baixo de Biden, de 35%. A guerra contra o Irã pode estar mudando isso para um presidente que assumiu o cargo prometendo evitar "guerras estúpidas". A pesquisa revelou que 35% dos americanos aprovam os ataques dos EUA ao Irã, abaixo dos 37% de uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada na semana passada. Cerca de 61% desaprovaram os ataques, em comparação com 59% da investigação anterior realizada logo após os primeiros ataques americanos e israelenses, quando muito ainda estavam se informando sobre a situação, e os entrevistados tinham a opção de dizer que não tinham certeza de suas opiniões. Uma pesquisa Reuters/Ipsos de 28 de fevereiro a 1º de março revelou que 27% aprovavam os ataques, 43% desaprovavam e 29% não tinham certeza. As pesquisas mais recentes não dão a opção de não ter certeza, embora 5% dos entrevistados da última pesquisa tenham se recusado a responder à pergunta sobre sua opinião a respeito da guerra. MAIS TROPAS Cerca de 46% dos entrevistados responderam que a guerra no Irã tornará os EUA menos seguros no longo prazo, de acordo com a pesquisa. Apenas 26% disseram que isso tornará o país mais seguro e o restante avaliou que não haverá muito efeito de qualquer maneira. Embora Trump tenha sugerido nos últimos dias que a guerra pode acabar em breve, o Irã contestou as alegações de Trump de que as negociações estavam em andamento e a Reuters informou nesta terça-feira que Washington deve enviar milhares de soldados adicionais para o Oriente Médio. O preço médio da gasolina no país aumentou cerca de um dólar por galão desde o início da guerra, já que o conflito reduziu severamente as remessas de petróleo do Oriente Médio para o resto do mundo. Especialistas alertam que a persistência do aumento dos preços dos combustíveis acabará por afetar a economia em geral. Cerca de 63% dos americanos já consideram a economia dos EUA "um pouco fraca" ou "muito fraca", segundo a pesquisa. Isso inclui 40% dos republicanos, 66% dos independentes e 84% dos democratas. "Isso oferece uma grandes oportunidade para que os democratas façam grandes avanços nas eleições de meio de mandato, concentrando-se em questões que tradicionalmente são mais republicanas, como segurança nacional, economia e imigração", disse Doug Farrar, estrategista democrata. Houve poucos sinais de que o declínio da popularidade de Trump também estivesse prejudicando seus aliados republicanos que buscam manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro. Cerca de 38% dos eleitores registrados disseram que os republicanos são os melhores administradores da economia dos EUA, em comparação com 34% que escolheram os democratas para essa questão. A pesquisa, que foi realizada online e em todo o país, reuniu respostas de 1.272 adultos norte-americanos e teve uma margem de erro de 3 pontos percentuais. ** Com Reuters **

  • Nova Zelândia aceita enfrentar Irã fora dos EUA na Copa do Mundo

    WASHINGTON - Jogadores da seleção da Nova Zelândia afirmaram que estariam dispostos a enfrentar o Irã fora dos Estados Unidos na partida de estreia das equipes na Copa do Mundo de 2026, diante das incertezas que cercam o confronto em meio às tensões geopolíticas. O Irã foi uma das primeiras seleções a garantir vaga no Mundial, mas sua participação passou a ser questionada após o início do conflito envolvendo EUA e Israel contra a República Islâmica, no fim de fevereiro. A equipe iraniana, conhecida como Team Melli, está programada para disputar todos os três jogos da fase de grupos no país. A estreia está marcada para o dia 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, na Califórnia. No entanto, a federação iraniana ameaçou boicotar partidas realizadas nos EUA. A seleção neozelandesa mantém a preparação considerando a realização do jogo em Los Angeles, mas jogadores indicaram, nesta quarta-feira, que uma eventual mudança de local não seria um problema. O meio-campista Ryan Thomas, que atua no futebol holandês, destacou que o Irã conquistou legitimamente sua vaga no torneio e afirmou que a equipe está preparada para lidar com a atenção extra em torno do confronto. Segundo ele, “eles merecem estar lá por terem se classificado” e, caso seja necessário atuar no México ou no Canadá, isso não representaria um grande obstáculo. Durante a Copa do Mundo, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, a Nova Zelândia ficará baseada em San Diego, no sul da Califórnia, cidade próxima à fronteira com o México. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou na semana passada que o país está aberto a receber os jogos do Irã no Mundial, embora a decisão final sobre qualquer alteração de sede caiba à Fifa. O atacante Kosta Barbarouses, que atua na Austrália, afirmou que a definição sobre o local da partida deve ficar a cargo das autoridades responsáveis, mas avaliou que uma eventual mudança não prejudicaria a campanha neozelandesa. De acordo com o jogador, a equipe já contará com uma base antes da estreia, o que minimizaria impactos logísticos. Preocupações com segurança A Fifa evitou comentar diretamente a possibilidade de mudança de sede para os jogos do Irã, mas informou que mantém contato com a federação iraniana e espera que as partidas ocorram conforme o cronograma atual. Além da Nova Zelândia, o Irã enfrentará Bélgica, também em Los Angeles, e Egito, em Seattle, pela fase de grupos. Barbarouses, de 36 anos e pai de dois filhos, reconheceu que há preocupações em relação à segurança para o duelo contra o Irã em Los Angeles, mas afirmou confiar nas autoridades para garantir a proteção de jogadores e familiares. A Nova Zelândia disputará sua primeira Copa do Mundo desde a edição de 2010. Ele destacou que compreende os receios, mas ressaltou que, pela magnitude do evento, gostaria de ter a família presente e se sentiria seguro com isso. Ryan Thomas também comentou que o nervosismo antes da estreia deve ser elevado, algo considerado normal em partidas iniciais de grandes competições. Segundo o meio-campista, a expectativa é grande antes do primeiro jogo, mas he demonstrou confiança na capacidade do grupo de lidar com a pressão dentro de campo. ** Com Reuters **

  • Americanos vendem sangue para complementar renda

    Voluntários chegam a ganhar US$ 600 por mês com doações de plasma NOVA YORK - O mercado de fluidos corporais nos Estados Unidos atingiu um patamar sem precedentes, transformando o que antes era visto como um ato de caridade em uma estratégia para completar a renda de milhares de famílias. Atualmente, a venda de plasma sanguíneo se tornou uma alternativa cada vez mais comum entre os americanos e imigrantes, inclusive brasileiros. Segundo reportagem do jornal "The New York Times", cerca de 215 mil pessoas vendem plasma todos os dias no país. Embora o termo mais utilizado pelas empresas do setor seja "doação", na prática, os participantes recebem pagamentos diretos que variam, em média, entre US$ 60 e US$ 70 por cada sessão realizada. Como a legislação americana permite que o procedimento seja feito até duas vezes por semana, muitos indivíduos conseguem faturar até US$ 600 mensais. Para muitos brasileiros e americanos, esse valor representa um alívio imediato no orçamento doméstico. Em muitos casos, há bônus agressivos para novos doadores ou incentivos financeiros para aqueles que mantêm uma frequência rigorosa nas clínicas de coleta. Para a maioria dessas pessoas, o dinheiro já tem destino certo antes mesmo de ser depositado no cartão pré-pago: o pagamento de gasolina, a compra do mês no supermercado, a quitação de contas médicas atrasadas ou até mesmo a prestação da casa própria. O plasma, a parte líquida e amarelada do sangue, é um componente vital para a fabricação de medicamentos que tratam imunodeficiências, doenças hepáticas e distúrbios de coagulação, tornando-se uma matéria-prima cobiçada pela indústria farmacêutica. De acordo com o NYT, os EUA respondem por cerca de 70% de todo o plasma coletado no mundo hoje. Um dos principais motivos para essa hegemonia é que o país permite o pagamento direto aos doadores, uma prática que é desencorajada pela Organização Mundial da Saúde, mas que sustenta um setor altamente lucrativo. Só em 2024, os EUA exportaram US$ 6,2 bilhões em plasma para outros países. Em 2025, os doadores americanos produziram a marca impressionante de 62,5 milhões de litros de plasma, o maior volume já registrado na história do setor. A imagem de que apenas pessoas em situação de vulnerabilidade extrema recorrem a esse tipo de renda já não reflete a realidade das filas. A reportagem do NYT encontrou perfis diversificados, como profissionais de tecnologia tentando economizar para comprar um imóvel, professores buscando cobrir custos de saúde e enfermeiros lidando com as altas despesas de creches para seus filhos. Muitos se consideram classe média e afirmam que, até pouco tempo atrás, não imaginavam precisar comercializar o próprio sangue. Um dos casos citados pela reportagem é o de Joseph Briseño, de 59 anos. Ele trabalha como supervisor em uma empresa de resíduos e possui um rendimento anual de cerca de US$ 50 mil. Mesmo com um emprego estável, ele passou a vender plasma duas vezes por semana para reforçar o orçamento familiar. Ele descreve a atividade como um "segundo trabalho" necessário para a manutenção do seu padrão de vida. "Isso pode ser dinheiro para gasolina, supermercado ou para guardar para emergências", disse ao NYT. ** Com NYT**

  • Juiz impede governo Trump de deter milhares de refugiados

    BOSTON - Um juiz federal impediu, nesta segunda-feira, o governo do presidente dos Estados ⁠Unidos, Donald ‌Trump, de aplicar uma nova ‌política ‌que sujeitaria ⁠milhares de refugiados à prisão e à detenção se após um ano no país ainda não tivessem ⁠obtido o ‌green ‌card. O magistrado Richard Stearns, em Boston, ⁠atendeu pedido de seis refugiados e dois grupos ‌de defesa de direitos dos imigrantes que argumentaram ⁠que a nova política do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, sigla em inglês) representa um desvio ilegal de décadas de prática. **Com Agências**

  • Trump pede que republicanos aprovem projeto eleitoral "por Jesus

    Embora seja minoria, oposição atrapalha planos da administração Trump WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald ‌Trump, evocou Jesus nesta segunda-feira, 23, para pedir aos republicanos no Congresso que trabalhem durante o feriado da Páscoa em uma tentativa de aprovar um projeto de lei de identificação de eleitores ao qual os democratas se opõem fortemente. Trump defendeu que o projeto de lei de votação seja ⁠incluído em qualquer acordo para financiar o Departamento de Segurança Interna (DHS, na ‌sigla em inglês), parcialmente paralisado desde 13 de fevereiro, após os democratas exigirem reformas na fiscalização da imigração. "Estou solicitando que os senadores ‌republicanos façam isso imediatamente. Não é preciso ‌fazer uma votação rápida. Não se preocupem com a Páscoa, ⁠com a volta para casa. Na verdade, façam isso por Jesus", disse Trump em um evento de mesa redonda em Memphis, Tennessee. Os parlamentares devem entrar em um recesso de Páscoa de cerca de 15 dias a partir do final desta semana. Mas o líder da maioria no Senado, ‌o republicano John Thune, rejeitou a ideia de combinar o financiamento do ‌DHS ⁠com o projeto ⁠de lei de identificação do eleitor. "Acho que todos vocês sabem que isso não é ⁠realista", disse Thune a jornalistas, ‌referindo-se ao fato de haver ‌oposição suficiente no Senado ao projeto de lei para rejeitá-lo. Em vez disso, Thune disse esperar que possa haver um caminho para a aprovação da medida do DHS antes do final da semana. O ⁠líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou em um discurso que Trump está "tentando sabotar as negociações, exigindo que as conversas parem completamente até que o Congresso aprove a Lei Save". Ainda havia questões espinhosas a serem resolvidas no projeto de financiamento ‌do DHS. Os democratas têm pressionado, exigindo que os agentes do ICE obtenham mandados judiciais antes ⁠de entrar em propriedades privadas. A falta de verbas do DHS já levou dezenas de milhares de servidores da Administração de Segurança dos Transportes (TSA) a trabalharem sem remuneração por cinco semanas, levando alguns funcionários da segurança dos aeroportos a pedir auxílio-doença ou a se demitir completamente. O projeto de lei eleitoral exige que os eleitores apresentem prova de cidadania norte-americana para se registrar para votar, além de um documento de identidade com foto no momento do voto. Atualmente, o projeto de lei não tem os 60 votos necessários para superar a oposição democrata no Senado de 100 membros, onde os republicanos têm 53 cadeiras. ** Com Reuters **

  • EUA vão de mínimas recordes para temperaturas acima de 32,8°C em menos de uma semana

    Mudanças bruscas de temperatura indicam desequilíbrio ambiental, avisam especialistas WASHINGTON - Uma onda de calor recorde que afetou o oeste dos Estados Unidos chegou à região central do país neste fim de semana, trazendo temperaturas excepcionalmente altas para locais que estavam abaixo de zero há menos de sete dias. Diversas cidades, da Califórnia ao Colorado, registraram suas temperaturas mais altas de todos os tempos para o mês de março, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS). Entre as áreas que estabeleceram novos recordes de temperatura máxima para março neste sábado, estavam Kansas City, Missouri, e North Platte, Nebraska, com 33,3°C. Além das máximas mensais absolutas, a onda de calor atingiu vários outros marcos. Por exemplo, em Chanute, no estado do Kansas, as temperaturas saltaram de uma mínima recorde de -10,5°C em 16 de março para uma máxima recorde de 32,8°C apenas quatro dias depois. Em Phoenix, no Arizona, uma das cidades mais quentes dos EUA, a temperatura mínima diária foi de 21,1°C neste sábado, 21, a data mais precoce do ano em que esse nível foi atingido, informou a agência meteorológica. Na sexta-feira, a onda de calor elevou as temperaturas para 44,4°C em diversas regiões ao longo da fronteira sul entre a Califórnia e o Arizona (sudoeste), outro recorde nacional dos EUA para o mês de março. O NWS emitiu um alerta de calor extremo neste sábado para essas mesmas áreas desérticas, bem como um alerta de alto risco de incêndios florestais para grande parte dos estados das Grandes Planícies, Nebraska, Kansas e Oklahoma. Cientistas afirmam que há evidências esmagadoras de que as atuais ondas de calor são um claro indicador do aquecimento global, um processo impulsionado principalmente pela queima de combustíveis fósseis. ** Com AFP **

  • Trump celebra morte de ex-diretor do FBI que investigou ação da Rússia em eleição dos EUA

    Robert Mueller morreu na sexta-feira aos 81 anos WASHINGTON - Robert S. Mueller III, o diretor do FBI que transformou a principal agência de aplicação da lei dos Estados Unidos em uma força de combate ao terrorismo após os ataques de 11 de setembro de 2001 e que mais tarde se tornou conselheiro especial encarregado de investigar os laços entre a Rússia e a campanha presidencial de Donald Trump, morreu aos 81 anos. “Com profunda tristeza, estamos compartilhando a notícia de que Bob faleceu” na noite de sexta-feira, 20, disse sua família em um comunicado neste sábado, 21. “Sua família pede que sua privacidade seja respeitada.” Trump postou nas redes sociais sobre a morte de Mueller: “Robert Mueller acabou de morrer. Bom, estou feliz que ele esteja morto.” O presidente republicano acrescentou: “Ele não pode mais machucar pessoas inocentes!” O FBI não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. No FBI, Mueller começou quase imediatamente a reformular a missão do órgão para atender às necessidades de aplicação da lei do século 21, iniciando seu mandato de 12 anos apenas uma semana antes dos ataques de 11 de setembro e servindo sob presidentes de ambos os partidos políticos. Ele foi nomeado pelo presidente republicano George W. Bush. O evento cataclísmico - 11 de setembro - mudou instantaneamente a principal prioridade do FBI de resolver crimes domésticos para prevenir o terrorismo, uma mudança que impôs um padrão quase impossivelmente difícil a Mueller e ao restante do governo federal: prevenir 99 de cada 100 planos terroristas não era bom o suficiente. Mais tarde, ele foi conselheiro especial na investigação do Departamento de Justiça sobre se a campanha de Trump coordenou ilegalmente com a Rússia para influenciar o resultado da corrida presidencial de 2016. ** Com AE **

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