Resultados de busca
Search this site
1694 resultados encontrados com uma busca vazia
- Justiça da Califórnia condena brasileiro por assassinato da namorada
Akay pode pegar prisão perpétua pelo assassinato da namorada em 2022 LOS ANGELES - O juri da Corte de Los Angeles, na Califórnia, condenou por unanimidade na sexta-feira, 3, o brasileiro Luis Antônio Gomes Akay por homicídio em primeiro grau pela morte de Anna Laura Costa Porsborg e pode pegar prisão perpétua. A sentença do assassino confesso vai ser anunciada no dia 27 de abril. Durante 20 dias de julgamento, provas e depoimentos embasaram a decisão dos jurados sobre o crime ocorrido em 27 de dezembro de 2022. O corpo da vítima, que também é brasileira, nunca foi encontrado. Akay, 39, admitiu que matou a jovem de 22 anos por estrangulamento e escondeu o corpo dentro de uma mala durante dois dias no hotel onde estavam hospedados em El Segundo. Ele "a manteve no quarto até decidir como faria para se livrar da vítima sem levantar suspeitas", descreveu em depoimento. O assassino disse que após uma discussão, Anna bateu duas vezes em seu rosto e, por isso, ele a imobilizou e estrangulou até a morte. Akay confessou que colocou a vítima em uma mala azul no dia 29 de dezembro e a levou até uma região montanhosa da Angeles National Forest, onde enterrou e cobriu com pedras o corpo da brasileira. Em tempo: Nos autos da Corte, as imagens das câmeras de segurança do hotel mostram o momento em que o brasileiro carrega a mala com dificuldade pelos corredores. Akay e Anna durante passeio na Califórnia O brasileiro afirmou não lembrar o local exato. A polícia rastreou os dados de localização do telefone celular do acusado, mas os restos mortais de Anna nunca foram encontrados A ausência de seu corpo não impediu os promotores de acusá-lo de homicídio. No Brasil, Akay já era suspeito em um caso de desaparecimento de uma mulher com quem se relacionou em 2017. Desaparecimento A mãe de Anna, Erbena Costa, foi quem acionou as autoridades sobre o desaparecimento da vítima. Depois de dois dias sem falar com a filha, ela procurou a Polícia Federal no Brasil que entrou em contato com o FBI. Na véspera de Ano Novo, o detetive Jeremy Glunt, do Departamento de Polícia de El Segundo, foi até o quarto do casal no 638 do Doubletree. Akay conversou com o investigador por quase três horas. O brasileiro contou a viu Anna pela última vez na noite de 27 de dezembro quando foram jogar boliche. Na primeira versão, Akay explicou que eles beberam e discutiram no carro. "A briga continuou no hotel até que a namorada anunciou que estava indo embora e disse a ele para nunca mais procurá-la. Antes de sair, ela deixou o anel de noivado no criado-mudo", revela a investigação. Akay afirmou que foi procurar Anna na Angeles National Forest no dia seguinte porque eles tinham planejado de caminhar nas montanhas naquela data, de acordo com o intinerários de viagem do casal. Mas quando o acusado mostrou as anotações a Glunt, o detetive percebeu que o combinado era viajar para Napa Valley em 28 de dezembro, contrariando a narrativa do réu. Glunt disse que notou “pequenas escoriações que pareciam ser recentes” nas mãos de Luís Akay. Após entrevistar o suspeito, Glunt revisou as câmeras de vigilância de um prédio próximo e confirmou que o casal voltou ao hotel na noite de 27 de dezembro. Não há imagens de Anna após essas cenas. Akay foi preso por suspeita de assassinato em 1º de janeiro e confessou o crime. Um ano antes Anna morava em um quartel das Forças Armadas Anna e Akay se conheceram cerca de um antes em Elizabeth, New Jersey, e viajaram para Los Angeles na véspera de Natal para passar férias. A paraense de Santarém se mudou para os Estados Unidos há cinco anos quando participou de um intercâmbio no Ensino Médio em uma escola particular em Everett, Massachusetts. Anna se formou em Administração de Empresas e Marketing na Johnson & Wales University em Providence, Rhode Island, e se alistou no Exército americano. Na época de sua morte, ela morava em um quartel na Virgínia. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Juíza federal concede liberdade para Junior Pena
Junior Pena em imagem de vídeo gravado logo após deixar a prisão na sexta-feira, 3 NEWARK - O influenciador digital Eustáquio da Silva Pena Junior - conhecido com Junior Pena- foi solto de um centro de detenção do ICE em Nova Jersey horas depois de ter optado pela deportação voluntária. Em uma audiência na quinta-feira, 2, o brasileiro concordou em pagar a própria passagem e deixar os Estados Unidos após ter dois pedidos de fiança negados. Mas no mesmo dia os advogados do brasileiro destacaram em um requerimento para o Terceiro Circuito que o detido “apresentou provas da sua necessidade urgente de tratamento de saúde mental, medicação e medidas de segurança”, apontando divergências significativas nas alegações relativas ao seu histórico de saúde. Leia também: Junior Pena opta por deportação voluntária Na sexta-feira, 3, a a juíza federal Katharine S. Hayden atendeu ao pedido da defesa e concedeu o habeas corpus para a soltura imediata do influenciador. Junior Pena gravou um vídeo no fim da noite de ontem dizendo que já estava em casa , mas não explicou as circunstâncias do caso que o deixou detido por mais de dois meses. Ele deve responder o processo imigratório em liberdade, ainda que não esteja claro quais são as vias de legalização disponíveis. A Manchete USA tentou contato com o brasileiro e seus advogados, mas não obteve resposta até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- 90 brasileiros deportados dos EUA chegam em Minas
Dos 90 deportados essa semana, 3 eram foragidos da Justiça do Brasil BELO HORIZONTE - Noventa brasileiros deportados dos Estados Unidos desembarcaram no Aeroporto de Confins na madrugada de quinta-feira, 2, e reforçam o perfil de que a maioria dos expulsos do país norte-americano não são criminosos. Do total dos extraditados essa semana, 83 são homens e 7 mulheres, sendo que duas pessoas eram procuradas pela Justiça do Brasil e foram detidas ao chegar no país. Segundo dados da Polícia Federal, 255 deportados chegaram mensalmente em Minas Gerais em voos fretados pelo governo norte-americano em 2025 . Do total de 3.170 deportados, apenas 34 possuíam alerta de “difusão vermelha” da Interpol, sendo detidas no momento da repatriação por crimes graves como homicídio ou tráfico de drogas. Nos últimos cinco anos, o aeroporto de Belo Horizonte recebeu 12.642 brasileiros expulsos dos EUA, informou a PF. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- ICE detém presidente da Sociedade Islâmica de Milwaukee, diz mesquita
MILWAUKEE - O presidente da Sociedade Islâmica de Milwaukee (ISM, na sigla em inglês), Salah Sarsour, que é palestino-americano, foi detido pelo ICE, informou a mesquita nesta quinta-feira, 2. Maior mesquita de Wisconsin, a ISM disse que Sarsour, de 53 anos, é um residente permanente legal que vive nos EUA há mais de três décadas e foi detido na segunda-feira. Ele cresceu na Cisjordânia ocupada por Israel. "Ele foi parado enquanto dirigia por mais de 10 agentes do ICE sem motivo", disse uma página no site da mesquita, acrescentando que ele foi levado para fora do Estado a um centro de detenção em Chicago antes de ser transferido para um centro de detenção em Indiana. O ICE e o Departamento de Segurança Interna, do qual o ICE faz parte, não responderam a um pedido de comentário. O Milwaukee Journal Sentinel citou Othman Atta, diretor-executivo da mesquita, dizendo que os documentos de deportação tomaram como base a prisão de Sarsour pelas autoridades israelenses quando ele era adolescente e morava na Cisjordânia, sob a acusação de ter fornecido apoio material a extremistas. Atta disse que Sarsour foi condenado quando adolescente em um tribunal militar israelense, de acordo com o Milwaukee Journal Sentinel. Embora Israel tenha ratificado a convenção da Onu contra a tortura, o grupo de direitos israelenses B'Tselem afirma que os tribunais militares na Cisjordânia, onde os palestinos são julgados por supostos crimes, têm uma taxa de condenação de 96% e um histórico de extração de confissões por meio de tortura. Atta negou que Sarsour apoie o grupo militante Hamas. Sarsour está "sendo alvo com base em sua origem palestina e muçulmana e em sua defesa dos direitos palestinos", disse a mesquita. O governo do presidente Donald Trump tem implementado uma repressão à imigração condenada por grupos de direitos, que a consideram uma violação do devido processo legal e da liberdade de expressão. Grupos de defesa afirmam foi criado um ambiente inseguro para as minorias. Trump reprimiu especialmente as vozes pró-palestinas ao tentar deportar manifestantes estrangeiros, ameaçando congelar o financiamento de universidades onde protestos foram realizados e ordenando a triagem dos comentários online dos imigrantes. A repressão tem enfrentado obstáculos judiciais. Muitos dos manifestantes que foram alvo de deportação foram liberados da detenção por ordens judiciais enquanto seus casos prosseguiam. Os juízes também bloquearam algumas das tentativas de Trump de congelar fundos para universidades. Trump acusa os manifestantes de serem antissemitas e de apoiarem extremistas. Os manifestantes, incluindo alguns grupos judeus, dizem que ele confunde erroneamente a crítica ao ataque de Israel a Gaza com antissemitismo e a defesa dos direitos palestinos com apoio ao extremismo. ** Com Reuters **
- Trump impõe tarifas de até 100% sobre medicamentos importados
WASHINGTON - Os Estados Unidos vão impor tarifas de até 100% sobre medicamentos importados, embora com algumas exceções importantes, em uma tentativa de pressionar farmacêuticas a ampliar a produção no país. A medida, autorizada pelo presidente Donald Trump nesta quinta-feira, se aplicará a remédios patenteados fabricados em países sem acordos tarifários com os EUA e por empresas que não firmaram acordos de preço de nação mais favorecida com o governo. As tarifas para produtos de grandes empresas entram em vigor em 120 dias, enquanto itens de fabricantes menores só serão atingidos após 180 dias, segundo comunicado da Casa Branca. Para países que firmarem acordos com o governo americano, a alíquota será limitada a 15%. Caso da União Europeia, Coreia do Sul, Japão, Suíça e Liechtenstein. Já as importações do Reino Unido estarão sujeitas a uma taxa ainda menor. Medicamentos produzidos por empresas que se comprometerem a realizar parte da fabricação nos EUA terão seus produtos importados taxados em 20% e, caso firmem acordos de nação mais favorecida, a tarifa cairá para zero, afirmou a Casa Branca. A isenção tarifária valerá até 20 de janeiro de 2029. As cobranças cumprem ameaças feitas pelo presidente no outono passado de impor tarifas de 100% sobre medicamentos de marca ou patenteados caso as empresas não transferissem a produção para os EUA. Mas também incluem exceções significativas que podem reduzir o impacto das medidas. A maioria das grandes farmacêuticas do mundo, incluindo Merck e Eli Lilly, evitou as medidas mais punitivas ao firmar acordos com o governo. Efeito sobre as farmacêuticas menores Trump enviou cartas a 17 empresas no verão passado com uma lista de exigências, incluindo redução dos preços cobrados do programa Medicaid para pessoas de baixa renda, venda direta a consumidores nos EUA e lançamento de novos medicamentos aos mesmos preços praticados em outros países desenvolvidos, em troca de alívio tarifário. Isso significa que as novas tarifas afetarão principalmente empresas farmacêuticas menores e fabricantes de insumos. Medicamentos genéricos também não serão atingidos pelas novas tarifas, mas a medida assinada por Trump determina que o Departamento de Comércio reavalie esses produtos em um ano, o que deixa aberta a possibilidade de futuras tarifas, dependendo do nível de relocalização da produção, segundo um funcionário da Casa Branca antes do anúncio. As novas tarifas são resultado de uma investigação iniciada em abril de 2025 com base na Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio. Essa regra permite ao presidente impor tarifas unilateralmente sobre importações consideradas uma ameaça à segurança nacional. O que dizem entidades do setor Entidades do setor manifestaram preocupação de que as medidas possam prejudicar cadeias de suprimentos, agravar a escassez e elevar custos para os americanos. Esta é a mais recente medida protecionista de Trump, cuja agenda comercial sofreu um revés em fevereiro, quando a Suprema Corte decidiu que suas tarifas globais violavam a Constituição dos EUA. As tarifas aplicadas a outros setores sob a Seção 232 não foram afetadas pela decisão. Trump também avançou nesta quinta-feira para simplificar e endurecer as tarifas sobre metais. Trump há muito critica a produção estrangeira de medicamentos como uma ameaça à segurança nacional e já levantou a possibilidade de tarifas de até 200% para incentivar a fabricação doméstica. Empresas responderam com uma série de anúncios de investimentos bilionários nos EUA, mas isso não foi suficiente para evitar as tarifas decorrentes da investigação do Departamento de Comércio. Possível repasse de preços As farmacêuticas terão que escolher entre absorver o custo das tarifas ou repassar o aumento para os preços dos medicamentos em um mercado que já é o mais caro do mundo. Ainda não está claro quando os pacientes sentirão os efeitos ou quão significativos eles serão. Os americanos já pagam mais por medicamentos do que qualquer outra população. Esses preços são frequentemente definidos em um complexo sistema de negociações entre seguradoras, gestores de benefícios farmacêuticos e fabricantes, o que dificulta o repasse imediato dos custos. Consumidores podem acabar enfrentando preços mais altos, por meio de coparticipações maiores ou planos de saúde mais caros. ** Com Agências **
- Junior Pena opta por deportação voluntária
Junior Pena fica preso até o dia de embarcar para o Brasil; passagem vai ser comprada pelo brasileiro NEWARK – Após mais de dois meses detido e com dois pedidos de fiança negados, o influenciador brasileiro Eustáquio Junior Pena - conhecido como Junior Pena - optou pela deportação voluntária em audiência realizada por vídeo nesta quinta-feira, 2. Mineiro de Belo Horizonte, Pena foi preso pelo ICE em Newark, New Jersey, em 31 de janeiro deste ano, após não comparecer, segundo fontes ligadas ao influenciador, a uma audiência de trânsito. Leia também : Influenciador brasileiro é preso pelo ICE em NJ Durante o período sob custódia federal, Pena tentou o habeas corpus para buscar uma fiança mas pelo menos dois de seus pedidos foram negados. Na audiência de hoje, a defesa do brasileiro abriu mão do serviço de intérprete e comunicou à Corte a opção pela saída voluntária. Vídeo da audiência reproduzido nas redes sociais Diferente de uma deportação formal, essa modalidade pode facilitar eventuais tentativas de retorno legal ao país no futuro, dependendo das circunstâncias do caso. Com o pedido de extradição voluntária, Pena também perde os recursos apresentados pela defesa através do formulário 42B (ou EOIR-42B) que nada mais é do que um pedido de "Cancelamento de Remoção" para não residentes permanentes em processo de deportação nos EUA. Para se qualificar, o imigrante deve residir continuamente nos EUA há pelo menos dez anos, ter boa conduta moral, não ter certas condenações criminais e provar dificuldade extrema para um parente próximo (cônjuge, pai ou filho) que seja cidadão ou residente permanente. Consultado pela MANCHETE USA, o advogado de imigração Danilo Brack (que não está ligado ao caso de Junior Pena) explicou que este formulário é o que “chamam fraudulentamente de lei dos dez anos e que apenas 10 a 15% dos casos são aprovados”. Com a deportação voluntária definida, Pena fica preso, compra a passagem e é transportado algemado até o avião que o conduzirá de volta ao Brasil. A remoção do território norte-americano deve acontecer nos próximos dias. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Trump demite Pam Bondi após crise na condução de caso Epstein
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu a secretária de Justiça, Pam Bondi, nesta quinta-feira, 2. A informação partiu de uma série de relatos de autoridades da Casa Branca à imprensa americana e foi confirmada pelo republicano em sua plataforma, a Truth Social. Ela será substituída interinamente por Todd Blanche, número dois do Departamento de Justiça. “Pam fez um trabalho tremendo supervisionando uma repressão massiva ao crime em todo o nosso país, com os assassinatos despencando para o nível mais baixo desde 1900. Amamos Pam, e ela fará a transição para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado, a ser anunciado no futuro próximo”, escreveu Trump sobre Bondi, a quem chamou de “grande patriota americana e amiga leal”. A queda de Bondi já era uma possibilidade ventilada há semanas. Esta demissão marca a segunda saída de uma mulher no gabinete de Trump. a primeira foi a ex-secretária Kristi Noem, que liderava o Departamento de Segurança Interna e foi demitida após crises no ICE e por envolver Trump em uma campanha publicitária da sua pasta que custou US$ 200 milhões. Agora, de acordo com o jornal The New York Times, o presidente teria demonstrado insatisfação com a atuação de Bondi na condução do caso Epstein, que se tornou crise política para o republicano. Bondi acumula polêmicas na liberação dos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, criminoso sexual morto em 2019. Ela foi criticada pelo atraso na divulgação dos papéis e por reter documentos com menções a Trump. De acordo com o jornal americano, a má condução se tornou um problema político para Trump e seus aliados, uma vez que, em campanha, ele prometeu transparência sobre o caso, que envolve o abusador e tratava-se de uma questão importante para a base Maga. Em uma polêmica entrevista publicada pela revista Vanity Fair no ano passado, a chefe de gabinete de Trump, Susie Wiles, já demonstrava que a atuação de Bondi não era bem avaliada na Casa Branca. “Ela fez uma burrada e não percebeu que a base [de Trump] ligava muito para essa história”, disse Wiles, em referência ao caso Epstein. Em setembro do ano passado, Trump também tinha dado sinais de insatisfação pela atuação do Departamento de Justiça por, segundo ele, não agir com firmeza contra seus adversários políticos, como o ex-diretor do FBI James Comey, o parlamentar democrata Adam Schiff e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James. À frente do Departamento de Justiça - pasta que, por tradição, mantém certa independência em relação ao Executivo e mistura funções desempenhadas pelo Ministério da Justiça e o Ministério Público Federal no Brasil - a secretária não poupou elogios a Trump durante seu mandato. Chamou o republicano de “melhor presidente da história” e, em audiência no Congresso marcada por discussões acaloradas com parlamentares, reagiu a críticas: “Você fica aqui atacando o presidente, e eu não vou aceitar isso. Não vou tolerar.” ** Agência Folha **
- Dólar sobe após discurso de Trump sobre guerra no Irã
WASHINGTON - O dólar sobe nesta quinta-feira, 2, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar em discurso na noite anterior que pretende continuar os ataques contra o Irã. O pronunciamento reverte o otimismo dos últimos pregões, de que a guerra no Oriente Médio poderia estar próxima do fim, e reforça a busca por ativos de segurança. Às 15h25, a moeda norte-americana avançava 0,13%, cotada a R$ 5,164. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras seis moedas fortes, subia 0,47%, a 100,04 pontos. Em pronunciamento à nação na quarta, Trump voltou a afirmar que os objetivos militares do país na guerra do Irã estão "quase completos", apesar de evitar esclarecê-los. No discurso, Trump disse que a guerra continua até que todos os objetivos sejam "totalmente cumpridos". "Nós vamos levá-los de novo para a Idade da Pedra, aonde eles pertencem", disse Trump, afirmando novamente que isso deve acontecer "rapidamente" e que o Irã está "completamente derrotado". O republicano também minimizou o impacto do fechamento do estreito de Hormuz, onde um quinto do petróleo mundial circula, para o mercado da commodity. "Nós não precisamos do Oriente Médio, não precisamos do petróleo deles", disse. "O discurso trouxe pouca clareza sobre os próximos passos do conflito. Em alguns momentos, Trump sinalizou que os Estados Unidos estariam próximos de sair da guerra, mencionando um horizonte de curto prazo. Apesar disso, ele não apresentou um plano para os próximos passos", afirma Lucca Bezzon, especialista de inteligência de mercado da StoneX, que vê essa combinação gerando incerteza nos mercados. "O que antes era um ambiente de maior apetite por risco, sustentado pela perspectiva de um possível cessar-fogo entre os países envolvidos, dá lugar agora a um cenário de maior aversão", afirma. Em relatório, a Ágora Investimentos afirma que o clima de cautela prevalece nos mercados globais nesta quinta-feira, após as declarações mais duras de Trump. "Esse ambiente externo mais defensivo tende a pressionar os ativos brasileiros ao longo do dia". Na quarta-feira (1º), o dólar fechou em queda de 0,43%, a R$ 5,157, enquanto a Bolsa encerrou o dia em alta de 0,26%, aos 187.952 pontos. Antes de pronunciamento, Trump diz que Irã pediu cessar-fogo; regime não comenta Nos últimos dias, o pregão vinha sendo marcado pela expectativa do fim da guerra. Durante a quarta, Trump afirmou que o Irã pediu um cessar-fogo na guerra. Segundo o republicano, a proposta será analisada apenas quando o estreito de Hormuz, que está praticamente fechado desde o início do conflito, for reaberto por Teerã. "Vamos considerar isso [cessar-fogo] quando o estreito de Hormuz estiver aberto, livre e desobstruído. Até lá, estamos reduzindo o Irã a nada ou, como dizem, de volta à idade da pedra", afirmou. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, contudo, disse que a declaração do americano era falsa e sem fundamento, segundo a TV estatal. A sinalização de continuidade do conflito impactou os mercados de commodities e de juros futuros pela manhã, mas a expectativa de reabertura do estreito de Hormuz freou a alta. No início da tarde, a agência oficial de notícias do Irã, IRNA, informou que o país está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no estreito, citando o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kezem Gharibabadi. A notícia foi interpretada como uma sinalização de normalização do fluxo. Às 15h20, o contrato de junho do Brent, referência global, subia 7,70%, a US$ 108,95 (abaixo da máxima de US$ 109,72, quando chegou a avançar 8,4%). O contrato de maio do WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, avançava 11,32%, a US$ 111,45, no mesmo horário. As altas repercutiam no pregão brasileiro, com as ações da Petrobras subindo mais de 2%. No mercado de juros futuros, a perspectiva de reabertura do estreito também freava a alta. As taxas DI, que refletem as expectativas para a trajetória da Selic e do CDI, operavam mistas às 15h20. A taxa do DI para janeiro de 2028 subia a 13,75%, ante 13,715% do ajuste da sessão anterior (alta de 4 pontos-base). Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,9%, ante 13,855 da sessão anterior (alta de 5 pontos-base). A guerra no Oriente Médio tem influenciado decisões de política monetária ao redor do mundo. O tema foi citado tanto pelo Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) quanto pelo Banco Central do Brasil nas decisões deste mês, diante do risco de pressão inflacionária global. Na visão da XP, um conflito prolongado e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta do Banco Central. O banco, contudo, vê o Brasil bem posicionado, "dada sua alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem". ** Com AF **
- Vaso sanitário dourado é instalado em Washington para ironizar Trump
WASHINGTON - "Um trono digno de um rei": assim é intitulado um peculiar vaso sanitário dourado que um grupo de artistas instalou no centro turístico de Washington, a poucos quarteirões da Casa Branca, para ironizar o presidente Donald Trump e sua preferência pela pompa e por tudo que reluz. "Vim a Washington para tirar esta foto porque odeio Trump", diz à AFP Nancy Chase, uma aposentada vinda do estado vizinho da Virgínia, enquanto esperava na fila ao lado de uma dezena de curiosos. A obra satírica foi instalada no National Mall, ponto turístico da capital dos Estados Unidos, para ridicularizar as reformas realizadas pelo presidente americano na Casa Branca. "Em uma época marcada por divisões sem precedentes, uma escalada dos conflitos e turbulências econômicas, o presidente Trump se concentrou no que realmente importava: a renovação do banheiro Lincoln, na Casa Branca", explica uma placa de bronze colocada na escultura. Em outubro, Donald Trump se vangloriou, em sua plataforma, Truth Social, de ter reformado este espaço que leva o nome do ex-presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln. William Hoker, que chegou ao local de bicicleta, também tirava fotos da obra com seu celular. "Queria ver a estátua antes que ela desaparecesse e me parece que encarna perfeitamente esse sujeito da Casa Branca, é simplesmente uma encenação grosseira", disse esse aposentado de 69 anos, que se surpreende com o fato de o governo ainda não tê-la removido. "Acho que é preciso zombar do presidente (...) Imagino que isso (a estátua) o incomoda; espero que sim, porque esse é o objetivo de tudo isso, ele incomoda todos nós", acrescentou seu amigo, Steve Toulotte. Por trás da obra está o grupo de artistas anônimos "Secret Handshake", que já havia instalado várias esculturas de tom político nos últimos meses na capital, entre elas uma que mostra Trump e o agressor sexual Jeffrey Epstein apertando as mãos. "Tenho uma coleção de todas as obras de arte deste grupo, adoro o humor deles", exclamou Jody Wensink, outra turista. ** Com AFP **
- Suprema Corte ignora presença de Trump e mostra ceticismo sobre fim da cidadania automática
Trump ao chegar à Suprema Corte nesta quarta-feira para assistir a audiência sobre cidadania por nascimento WASHINGTON - A maioria dos juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos mostrou-se cética nesta quarta-feira, 1, em relação aos esforços do presidente Donald Trump para restringir a cidadania automática por nascimento. Em uma ação sem precedentes, Trump compareceu ao julgamento, e observou da galeria pública a defesa do procurador-geral. Nos últimos dias, o republicano vinha criticando a Suprema Corte nas redes sociais. “A cidadania por direito de nascimento não diz respeito a pessoas ricas da China e do resto do mundo que querem que seus filhos, e centenas de milhares de outros, MEDIANTE PAGAMENTO, se tornem, de forma ridícula, cidadãos dos Estados Unidos da América. Trata-se dos BEBÊS DE ESCRAVOS!”, escreveu ele. Mas os magistrados - inclusive os conservadores - não se intimidaram com a presença do presidente e levantaram dúvidas sobre a constitucionalidade da ordem executiva emitida pelo republicano assim que assumiu a Casa Branca em janeiro do ano passado. O decreto exige que pelo menos um dos pais seja cidadão americano ou tenha residência permanente (green card) para garantir a cidadania ao bebê nascido no país. A audiência, que durou mais de duas horas, também questionou o advogado da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), que apresentou a contestação judicial. Uma decisão a favor do governo Trump poderia redefinir o que significa ser americano. Também poderia ter consequências práticas de grande alcance, retirando a cidadania de mais de 200 mil de filhos de imigrantes indocumentados que nascem nos EUA a cada ano. A 14ª Emenda da Constituição estabelece que “todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos e sujeitas à sua jurisdição” são cidadãos. Essa redação foi reproduzida pelo Congresso em uma lei de 1952 e tem sido interpretada em decisões judiciais e atos executivos há mais de cem anos como garantia da cidadania por direito de nascimento. A previsão é que o veredito sobre o caso saia entre o final de junho e início de julho.
- Brasileiro é condenado a dez anos de prisão por estupro e pornografia infantil em Massachusetts
Polícia de Fall River encontrou material de pornografia infantil no celular de Mendes FALL RIVER - O Tribunal Superior de Fall River, em Massachusetts, condenou no início de março o brasileiro Elias Rodrigues dos Santos Mendes, de 55 anos, a 10 anos de prisão após ele se declarar culpado das acusações de estupro e pornografia infantil. Ele deve ser deportado após cumprir pelo menos 8 anos da pena. Segundo o processo, Mendes violentou uma mulher quando ela se recusou a fotografar a própria filha de 12 anos nua. A vítima, também brasileira, denunciou o crime em 4 de março de 2024, quando ela tinha acabado de chegar aos Estados Unidos com os quatro filhos. A mulher - que já conhecia Mendes - aceitou carona para encontrar um apartamento e se estabelecer em Fall River. Um exame apontou o DNA de Mendes no corpo da vítima e a polícia recuperou imagens pornográficas de crianças no celular do abusador. "Ele disse que havia comprado um celular novo porque o outro havia estragado, mas a perícia conseguiu acesso aos dois aparelhos e encontrou o material pornográfico", aponta o processo. Mendes foi condenado por duas acusações de estupro, uma de agressão com intenção de estupro, uma de agressão e vias de fato com conotação sexual contra uma pessoa maior de 14 anos, além de posse de pornografia infantil. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Suprema Corte inicia julgamento de ação para limitar cidadania por nascimento nos EUA
WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos começa a analisar nesta quarta-feira, 1º, o decreto assinado pelo presidente Donald Trump que pretende negar a cidadania para filhos de imigrantes irregulares ou com visto temporário nascidos no país. A mudança foi assinada pelo republicano no dia que ele retornou a Casa Branca, em 20 de janeiro do ano passado, e foi uma promessa de campanha eleitoral, que teve como mote principal políticas anti-imigração. Na Suprema Corte, Trump tem ao seu favor o fator do órgão ser de maioria conservadora. Porém, a decisão começa a ser debatida após o presidente passar pelo maior revés desde o início do mandato: no fim de fevereiro, foram derrubadas as chamadas "tarifas recíprocas" de 10% ou mais aplicadas por Trump a todos os países desde abril de 2025. O tribunal considerou-as ilegais. Ao demonstrar irritação com os juízes que foram contra a aplicação da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional), o presidente também expressou preocupação com a possibilidade de a Suprema Corte decidir contra a tentativa de seu governo de restringir a cidadania por direito de nascimento na sua decisão sobre o caso. Nesta terça (31), ele afirmou em entrevista a jornalistas que deve participar dos argumentos que vão ser discutidos na quarta na Suprema Corte pessoalmente. De acordo com a imprensa americana, nenhum presidente em exercício jamais participou desta fase de um processo no tribunal. O republicano já disse em outras ocasiões que faria o movimento, como no que debateu a legalidade das tarifas, mas não compareceu. Agora, a discussão da cidadania que é colocada em xeque pelo governo Trump, que se baseia na premissa de que "ser americano" é mais do que nascer no território nacional. A medida foi declarada inconstitucional e, em fevereiro, um juiz federal suspendeu os efeitos do decreto, decisão referendada por tribunais de segunda instância. A maioria dos juristas americanos entende que o decreto é inconstitucional, uma vez que a 14ª emenda da Constituição dos EUA é clara: "Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas à sua jurisdição, são cidadãs dos Estados Unidos". ** Com Agências **
.png)











