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- Brasil é o país com maior número de árbitros na Copa do Mundo 2026
Ramon Abatti Abel, Raphael Clauss e Wilton Pereira Sampaio foram os três escolhidos para apitar jogos da Copa NOVA YORK - O Brasil é o país com o maior número de árbitros principais escalados pela Fifa para a Copa do Mundo 2026. A lista dos profissionais da arbitragem divulgada nesta quinta-feira, 9, traz 170 nomes, sendo nove brasileiros. A equipe será formada pelos árbitros Raphael Claus, Ramon Abatti e Wilton Sampaio e pelos assistentes Bruno Boschilia, Bruno Pires, Danilo Manis, Rodrigo Figueiredo, Rafael Alves. Rodolpho Toski vai atuar no VAR. “É o reflexo de um trabalho sério, consistente e cada vez mais alinhado com os padrões de excelência do futebol mundial. Essa representatividade reforça a confiança da Fifa na arbitragem brasileira e evidencia a qualidade técnica, a preparação física e o compromisso dos nossos profissionais com o jogo”, celebrou Netto Góes, Diretor de Arbitragem da CBF. A equipe de arbitragem deve se apresentar em Miami no dia 31 de maio para um seminário de preparação de 10 dias. Veja a lista completa da arbitragem aqui . ** Com Agências **
- EUA planejam registrar homens automaticamente para alistamento militar obrigatório
Atualmente os jovens tem até 30 dias para se alistar após completarem 18 anos WASHINGTON - Jovens americanos poderão ser registrados automaticamente para o alistamento militar obrigatório já em dezembro, encerrando décadas de auto-registro. A nova regra, proposta por uma agência governamental, prevê o registro automático dos homens, em vez de exigir que o façam por conta própria em até 30 dias após completarem 18 anos. Os defensores do plano afirmam que o registro automático economizará milhões de dólares ao governo, gastos anualmente com lembretes para os elegíveis sobre a obrigatoriedade do alistamento para homens entre 18 e 25 anos. A regra ainda está em análise e precisa ser aprovada antes de ser implementada, embora já tenha gerado temores de recrutamento obrigatório nos EUA em caso de crise. O último alistamento militar obrigatório nos EUA ocorreu em 1973, após anos de forte oposição pública durante a Guerra do Vietnã (que contou com intervenção direta dos EUA entre 1965 e 1973). O Sistema de Serviço Seletivo (SSS, na sigla em inglês), agência governamental responsável pelo alistamento militar nos EUA, submeteu a proposta ao Escritório de Informação e Assuntos Regulatórios em 30 de março, de acordo com o site do órgão. O site do SSS observa que a mudança "transfere a responsabilidade pelo alistamento dos indivíduos para o SSS" por meio da integração com outras fontes de dados federais, o que, segundo a agência, resultará em um processo "simplificado". Nos EUA, a maioria dos homens entre 18 e 25 anos já é obrigada a se registrar. A omissão é crime e pode, teoricamente, levar a cinco anos de prisão federal. Embora as penas de prisão sejam praticamente inexistentes, a omissão também pode tornar o indivíduo inelegível para auxílio financeiro estudantil federal e empregos federais. A grande maioria dos estados e territórios dos EUA também registra automaticamente os homens no serviço seletivo quando as carteiras de habilitação são emitidas. Apesar dessas regras, a adesão caiu para 81% em 2024, segundo dados do governo. A nova mudança em favor do alistamento automático foi aprovada pelo Congresso em dezembro de 2025 como parte da Lei de Autorização de Defesa Nacional, que autoriza o financiamento das Forças Armadas dos EUA e suas operações ao redor do mundo. A deputada democrata da Pensilvânia, Chrissy Houlahan, que encabeçou a proposta, foi citada na época dizendo que a medida permitiria ao governo "redirecionar recursos". "Basicamente, isso significa dinheiro para prontidão e mobilização, em vez de para campanhas de educação e publicidade voltadas para o alistamento", disse Houlahan à época, segundo o site de notícias sobre assuntos militares Military Times. A mudança, no entanto, gerou temores entre alguns americanos de que os EUA estejam caminhando para um serviço militar obrigatório caso a guerra com o Irã se intensifique ou uma nova crise surja no futuro. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, respondeu diretamente a uma pergunta sobre o alistamento e a possibilidade de tropas americanas em solo iraniano durante uma entrevista à Fox News no início de março. "Não faz parte do plano atual, mas o presidente, mais uma vez, sabiamente mantém suas opções em aberto", respondeu Leavitt. "Não há prioridade ou responsabilidade maior para este presidente do que, é claro, proteger o povo americano e proteger nossas tropas." O serviço militar obrigatório em tempos de guerra foi implementado pelo governo dos EUA seis vezes na história do país, mais recentemente durante a Guerra do Vietnã. Aproximadamente 1,8 milhão de americanos foram convocados durante a guerra, o que acabou levando à criação de um exército totalmente voluntário a partir de 1973. O alistamento obrigatório foi restabelecido pelo então presidente Jimmy Carter em 1980. ** Com BBC **
- Melania Trump diz que nunca teve um relacionamento com Epstein
Melania classificou de mentirosas as ligações de seu nome ao "vergonhoso Jeffrey Epstein" (Foto: Arquivo) WASHINGTON - A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, negou nesta quinta-feira, 9, que tenha tido um relacionamento com o financista Jeffrey Epstein e disse que as alegações sobre isso a estão difamando. "As mentiras que me ligam ao vergonhoso Jeffrey Epstein precisam acabar hoje", disse Melania Trump em um raro discurso na Casa Branca. Ela disse que nunca teve um relacionamento com Epstein ou com sua associada Ghislaine Maxwell, com quem ela disse ter mantido apenas uma correspondência casual. "Eu não sou vítima de Epstein", disse Melania Trump. Epstein foi preso novamente em 2019 por acusações federais de tráfico sexual de menores. Sua morte em 2019 em uma cela de cadeia em Manhattan foi considerada suicídio. ** Com Reuters **
- Alívio com trégua dá lugar a alarme com Israel atacando Líbano e Irã atingindo países vizinhos
WASHINGTON - O alívio com a trégua entre Estados Unidos e Irã deu lugar, nesta quarta-feira, 8, ao alarme de que os combates ainda estão ocorrendo em toda a região, com Israel lançando seus maiores ataques até então contra o Líbano e o Irã atingindo instalações petrolíferas de países vizinhos do Golfo. Os mercados financeiros subiram depois que o presidente Donald Trump anunciou o acordo na terça-feira, duas horas antes do prazo que ele havia estabelecido para que o Irã abrisse o Estreito de Ormuz, que está bloqueado, ou enfrentaria a destruição de "toda a sua civilização". Mas, mesmo com a pausa nos ataques ao Irã, Israel intensificou sua guerra paralela no Líbano, lançando o que descreveu como seus maiores ataques até o momento, os quais, segundo o ministro da Saúde do Líbano, causaram centenas de vítimas. Embora os Estados Unidos e o Irã tenham declarado vitória, suas principais disputas permaneceram sem solução, cada um mantendo suas demandas concorrentes para um possível acordo de paz que poderia moldar o Oriente Médio por gerações. Uma autoridade iraniana sênior envolvida nas discussões disse à Reuters que Teerã pode abrir o Estreito de Ormuz na quinta ou sexta-feira antes das negociações de paz planejadas no Paquistão, se uma estrutura para o cessar-fogo for acordada. Nesta quarta-feira, EUA e Israel pareciam estar cumprindo sua promessa de interromper a devastadora campanha aérea que atingiu centenas de alvos iranianos por dia durante seis semanas. No entanto, no Líbano, as explosões atingiram áreas residenciais em Beirute e enormes colunas de fumaça subiram ao céu. Moradores de Beirute e do sul do país disseram que os ataques ocorreram sem os avisos habituais de retirada dos prédios alvos. Enquanto isso, os vizinhos do Irã no Golfo, incluindo Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Barein, ainda relatavam ataques de mísseis e drones iranianos. Duas fontes disseram que houve ataques ao gasoduto da Arábia Saudita para o Mar Vermelho, a principal saída do petróleo do Golfo para contornar o estreito bloqueado. CONVITE PARA CONVERSAÇÕES O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que convidou delegações do Irã e dos EUA para se reunirem em Islamabad na sexta-feira para o que seriam as primeiras negociações oficiais de paz da guerra, e que o presidente do Irã confirmou que Teerã participaria. Mas não houve confirmação oficial de Washington sobre os planos de participar de conversações presenciais. A Casa Branca disse que nenhuma reunião seria considerada oficial até que fosse formalmente anunciada. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, visto como possível chefe de uma delegação norte-americana, afirmou que Trump havia dito aos negociadores que tentassem chegar a um acordo, embora Vance não tenha confirmado conversas em um horário ou local específico. Em uma série de publicações online na manhã de quarta-feira, Trump anunciou novas tarifas de 50% sobre todos os produtos de qualquer país que forneça armas ao Irã. Ele insistiu que o Irã havia passado por uma "mudança de regime" e que concordaria em não enriquecer urânio, que pode ser usado em ogivas nucleares. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que Washington havia obtido uma vitória militar decisiva e que o programa de mísseis do Irã foi destruído de forma funcional. Washington disse que o Irã havia concordado em abrir o Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto do petróleo global e do gás natural liquefeito. Mas a autoridade sênior iraniana deixou claro que isso ainda estava condicionado à obtenção de um acordo de cessar-fogo. A autoridade disse que a abertura inicial, se acordada, seria "limitada" e os navios ainda precisariam de permissão iraniana para passar. Multidões saíram às ruas do Irã durante a noite para comemorar, agitando bandeiras iranianas e queimando bandeiras dos EUA e de Israel. Mas também havia receio de que o acordo não se concretizasse. "Israel não permitirá que a diplomacia funcione e Trump pode mudar sua opinião amanhã. Mas pelo menos podemos dormir esta noite sem ataques", disse Alireza, de 29 anos, em Teerã, por telefone. ** Com Reuters **
- Expressão 'TACO' volta a viralizar após Trump suspender ataque contra o Irã
WASHINGTON - O novo adiamento do ultimato contra o Irã nesta terça-feira, 7, fez a expressão 'TACO' voltar a ser utilizada para se referir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A sigla vem de "Trump Always Chickens Out" (Trump Sempre Amarela, em tradução livre) e começou a ser usada por analistas para criticar o vaivém nas tarifas anunciadas pelo republicano. "Chicken" significa galinha em inglês. O animal é associado ao medo ou nervosismo, e a expressão "chicken out" é equivalente a "amarelar" ou "desistir", "voltar atrás", dependendo da situação, em português. A expressão apareceu primeiro no Financial Times e depois foi utilizada por um banco de investimentos ao comentar o adiamento de taxas à União Europeia. Nesta terça, 'TACO' voltou a viralizar quando Trump suspendeu os ataques ao Irã e condicionou o cessar-fogo a abertura do Estreito de Ormuz após afirmar que "toda uma civilização morrerá". O Irã respondeu ao anúncio indicando que permitirá a reabertura do canal por um período inicial de duas semanas, porém, citou uma lista com dez condições para o fim da guerra. As conversas com os EUA para acordo de paz começarão nesta sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão, na sexta-feira.
- Irã suspende comunicação com EUA e registra mobilizações após ameaças de Trump
WASHINGTON - O Irã suspendeu todos os canais de comunicação diplomáticos e indiretos com os Estados Unidos, segundo informou o jornal estatal Tehran Times nesta terça-feira, 7. De acordo com a publicação, "todas as trocas de mensagens também foram interrompidas". O veículo é considerado próximo a setores mais radicais do governo iraniano. Em paralelo, imagens divulgadas pela agência Fars News Agency mostram mobilizações de civis em diferentes pontos do país em frente a infraestruturas estratégicas, como pontes e usinas elétricas. Em Ahwaz, no sudoeste do país, manifestantes foram vistos na ponte Pol Sefid segurando uma grande bandeira iraniana. Outras concentrações ocorreram nas proximidades da usina Shahid Rajaee, perto de Teerã, e em uma instalação elétrica na cidade de Tabriz, no norte. As manifestações acontecem após o oficial iraniano Alireza Rahimi convocar jovens a formarem "correntes humanas" para proteger estruturas que poderiam ser alvo de eventuais ataques dos Estados Unidos e de Israel, mencionados em declarações recentes do presidente Donald Trump. Em resposta às ameaças, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, afirmou que "a força da cultura, da lógica e da fé na causa justa de uma nação civilizada certamente prevalecerá sobre a lógica da força bruta". Ele acrescentou que o país utilizará "todas as suas capacidades e recursos" para defender seus interesses. Do lado americano, a Casa Branca declarou que Trump é "o único" que sabe quais serão os próximos passos em relação ao Irã, sem fornecer detalhes adicionais. ** Com ANSA **
- Atacante da seleção dos EUA está fora da Copa do Mundo por lesão
WASHINGTON - O atacante Patrick Agyemang sofreu uma lesão no tendão de Aquiles e está fora da Copa do Mundo. A informação foi confirmada nesta terça-feira, 7, pelo Derby County, clube do jogador na Inglaterra. Agyemang, de 25 anos, se lesionou ainda no primeiro tempo da vitória do Derby por 2 a 0 sobre o Stoke City, pela Championship (segunda divisão inglesa), ontem. O atacante precisou ser retirado de campo de maca. Em comunicado oficial, o clube afirmou que dará todo o suporte ao atleta durante o período de recuperação.“O clube fornecerá a Patrick o mais alto nível de cuidados médicos e reabilitação ao longo de sua recuperação”, informou. Ainda segundo a nota, o jogador não terá condições de disputar o Mundial.“Como resultado desta lesão, Patrick infelizmente perderá a Copa do Mundo neste verão. Neste momento, não seria adequado estabelecer um prazo para sua recuperação.” Desde que estreou pela seleção dos EUA no ano passado, Agyemang soma seis gols em 14 partidas internacionais. Ele atuou nos dois amistosos da equipe durante a última Data Fifa, em março. O técnico Mauricio Pochettino terá até o dia 30 de maio para definir a lista final de convocados para a Copa do Mundo. Os EUA, que sediam o torneio ao lado de Canadá e México, estão no Grupo D e enfrentarão Paraguai, Austrália e Turquia. A Copa do Mundo tem início marcado para o dia 11 de junho. ** Com Reuters **
- Amazon fecha acordo com Serviço Postal dos EUA sobre entrega de encomendas
WASHINGTON - A Amazon anunciou nesta segunda-feira, 6, que chegou a um novo acordo com o USPS (Serviço Postal dos Estados Unidos) sobre a entrega de encomendas. Fontes informaram à Reuters que o acordo fará com que a Amazon, que é o maior cliente individual do USPS, mantenha cerca de 80% de suas entregas atuais com o USPS, ou seja, mais de 1 bilhão de encomendas por ano. O plano da Amazon de substituir o Serviço Postal por seu próprio serviço de entrega nacional representava uma ameaça existencial para a agência postal, que tem um orçamento de aproximadamente US$ 80 bilhões. A Amazon representava US$ 6 bilhões em receita anual, de acordo com duas pessoas familiarizadas com o acordo comercial. "Estamos satisfeitos por termos chegado a um novo acordo com o USPS que fortalece nossa parceria de longa data e nos permitirá continuar apoiando nossos clientes e comunidades juntos”, disse a Amazon em comunicado. Anteriormente, a Amazon havia criticado os planos do USPS de leiloar o acesso à sua rede de entrega de última milha. A varejista havia ameaçado cortar em pelo menos dois terços seus negócios de entrega com o Serviço Postal, que enfrenta dificuldades financeiras, informou a Reuters no mês passado. O USPS não se pronunciou imediatamente. ** Com Reuters **
- Suprema Corte dos EUA abre caminho para arquivamento do processo contra Steve Bannon
WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos abriu caminho nesta segunda-feira, 6, para que o Departamento de Justiça avance com o arquivamento de um processo criminal no qual Steve Bannon, um influente aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, foi condenado após desafiar uma intimação do Congresso. Os juízes rejeitaram a decisão de um tribunal inferior de manter a condenação de Bannon em 2022 por se recusar a entregar documentos ou testemunhar para um painel do Congresso que investigou o ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA por apoiadores de Trump. O Departamento de Justiça de Trump, ao pedir à Suprema Corte que rejeite a decisão do tribunal de primeira instância, disse aos juízes em documentos judiciais que determinou que o arquivamento do caso de Bannon "é do interesse da Justiça". O departamento já havia apresentado uma moção para arquivar o caso no tribunal de primeira instância. A Suprema Corte, em uma breve ordem não assinada, devolveu o caso ao tribunal de primeira instância para uma análise mais aprofundada "à luz da moção pendente para rejeitar a acusação". Bannon foi condenado por um júri em Washington por duas acusações de desacato ao Congresso por não fornecer documentos ou testemunhos a um comitê da Câmara dos Deputados liderado pelos democratas que investigava o ataque ao Capitólio. Os apoiadores de Trump tentaram impedir a certificação pelo Congresso da vitória eleitoral do democrata Joe Biden sobre Trump na fracassada candidatura à reeleição do presidente republicano em 2020. Bannon afirmou que a investigação do comitê da Câmara e as acusações feitas contra ele pelo Departamento de Justiça durante o mandato de Biden tinham motivações políticas. Bannon, 72 anos, foi um dos principais conselheiros da campanha presidencial de Trump em 2016 e seu estrategista-chefe da Casa Branca em 2017, durante o primeiro mandato de Trump, antes de um desentendimento entre eles, que foi posteriormente superado. Na audiência de sentença do caso, o promotor J.P. Cooney disse que Bannon optou por "ignorar o Congresso". Bannon "não está acima da lei, e é isso que torna esse caso importante", disse Cooney. Depois que a Suprema Corte, em junho de 2024, negou o pedido de Bannon para mantê-lo fora da prisão enquanto seu recurso era julgado, ele cumpriu uma sentença de quatro meses em uma instalação federal de baixa segurança em Danbury, Connecticut. Bannon foi libertado uma semana antes da vitória de Trump sobre a democrata Kamala Harris na eleição de 2024. Bannon se apresentou como um prisioneiro político e disse aos repórteres após sua libertação: "Estou longe de estar quebrado. Meus quatro meses na prisão federal de Danbury me deram força". Bannon voltou a apresentar seu podcast "War Room". Um incendiário, Bannon ajudou a articular o populismo de direita "America First" e a forte oposição à imigração que ajudou a definir o mandato de Trump. Bannon desempenhou um papel fundamental na mídia de direita e promoveu causas e candidatos de direita nos Estados Unidos e no exterior. De acordo com o comitê da Câmara, Bannon conversou com Trump pelo menos duas vezes no dia anterior ao ataque de 6 de janeiro, participou de uma reunião de planejamento em um hotel de Washington e disse em seu podcast que "o inferno vai explodir amanhã." Em 2024, o Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Colúmbia manteve a condenação de Bannon, levando-o a recorrer à Suprema Corte. Os advogados de Bannon levantaram vários argumentos legais para contestar a intimação, incluindo questões relacionadas ao privilégio executivo, um princípio legal que permite que um presidente mantenha certas comunicações privadas, e a autoridade do comitê do Congresso para emitir a intimação. Bannon também enfrentou outras questões legais. Ele se declarou culpado em um tribunal estadual de Nova York em fevereiro de 2025 de uma acusação de fraude após ser acusado por promotores de enganar doadores em 2019 em uma campanha privada de arrecadação de fundos para apoiar o muro de Trump ao longo da fronteira entre os EUA e o México. Bannon evitou a prisão nesse caso. Em 2021, Trump concedeu perdão a Bannon depois que ele foi indiciado por acusações federais também relacionadas à arrecadação de fundos para o muro na fronteira. ** Com Reuters **
- Democratas veem chance de reconquistar eleitores latinos no sul da Flórida
TALLAHASSEE - O apoio de longa data dos republicanos entre os eleitores de ascendência cubana e venezuelana no sul da Flórida, uma pedra angular do sucesso regional do partido na última década, está mostrando sinais de tensão antes das eleições de meio de mandato de 2026 nos Estados Unidos. A economia lenta e os altos custos de vida, bem como a agressiva agenda de imigração do presidente dos EUA, Donald Trump, complicam o apelo do partido a muitos eleitores latinos, criando uma possível abertura para os democratas em um dos redutos mais confiáveis do Partido Republicano, de acordo com cerca de 50 líderes empresariais, políticos de ambos os partidos e eleitores que falaram com a Reuters. As eleições de meio de mandato de 2026 podem mostrar que o apoio republicano está diminuindo entre o eleitorado latino do sul da Flórida, cuja mudança para a direita ajudou o partido a varrer o condado de Miami-Dade na eleição presidencial de 2024 pela primeira vez em mais de três décadas. E se os democratas forem bem-sucedidos na formação de coalizões entre os latinos - o que não significa necessariamente conquistar cadeiras na Câmara em novembro - isso poderá durar e ser recompensado muito além de 2026, dizem os eleitores democratas e membros do partido. "Acho que há uma tremenda oportunidade para o Partido Democrata fazer incursões", disse Marta Arnold, 80 anos, que fugiu da Revolução Cubana com sua família na noite em que Fidel Castro assumiu o poder em 1º de janeiro de 1959 e que votou na ex-vice-presidenta Kamala Harris em 2024 como independente. Os democratas se sentiram encorajados por alguns votos recentes: Emily Gregory virou um distrito da Flórida para eles em março, em uma área que inclui a residência de Trump em Mar-a-Lago, um distrito que ele venceu por 11 pontos em 2024. E em dezembro, a democrata Eileen Higgins derrotou o candidato apoiado por Trump, Emilio Gonzalez, por 19 pontos na disputa pela prefeitura de Miami. Embora os primeiros sinais apontem para perspectivas positivas para os democratas, eles ainda têm um longo caminho a percorrer para convencer os partidários republicanos mais firmes e céticos a mudarem seus votos, de acordo com mais de uma dúzia de entrevistas com eleitores republicanos, membros do partido e líderes em Miami. "Há uma chance de 50% agora", disse Juan "Big Papa" Cardona, operador do D'Asis Guayaberas, na Calle Ocho, no coração de Little Havana, em Miami. Cardona, que é porto-riquenho, tem provocado e brincado com os turistas do lado de fora da loja pitoresca, mas vibrante, que vende camisas masculinas tradicionais latino-americanas há mais de 20 anos. Ainda é o início da temporada de campanha, mas os democratas na disputa aumentaram a divulgação para os eleitores por meio de reuniões públicas, batidas de porta em porta e eventos de comício. As primárias na Flórida são em 18 de agosto, mas, enquanto isso, o presidente do Comitê Nacional Democrata (DNC), Ken Martin, destinou recursos para campanhas de divulgação do voto e eventos de registro de eleitores, de acordo com Millie Herrera, membro do DNC da Flórida. A política de imigração linha-dura do governo pode ser o maior fator que pesa sobre os republicanos, disse Arnold, porque em uma área onde vivem mais de 250.000 venezuelanos e 1,2 milhão de cubanos, de acordo com o Pew Research Center, todo mundo conhece alguém que foi "arrancado" da comunidade. Em 2025, o governo Trump removeu pelo menos 1.379 cubanos dos EUA para Cuba por meio de voos de deportação e pelo menos 3.753 cubanos para o México pela fronteira terrestre, de acordo com um relatório recente da Human Rights First, um grupo apartidário de defesa dos direitos humanos que monitora a aplicação da lei de imigração dos EUA. "Esse é um erro muito grande", disse a deputada norte-americana María Elvira Salazar, republicana cujo distrito inclui a maior parte do condado de Miami-Dade. O recolhimento de imigrantes sem documentados da forma como o governo tem feito pode custar aos republicanos as eleições de meio de mandato se não for "corrigido o curso", disse ela, o que os líderes do partido reconheceram. Isso também pode custar a Salazar sua cadeira, de acordo com Dario Moreno, professor associado de política na Florida International University. De todas as disputas pelo Congresso na área, Salazar pode ser a "mais vulnerável", disse ele. Salazar conquistou a cadeira do 27º Distrito Congressional da Flórida em 2020 ao derrotar a deputada democrata Donna Shalala, que a havia conquistado dois anos antes, quando a titular republicana de longa data Ileana Ros-Lehtinen se aposentou. Em 2024, Salazar venceu por cerca de 20 pontos percentuais sobre seu oponente. ** Com Reuters **
- Carteira de motorista da Flórida vai indicar cidadania de motorista
Documentos emitidos a partir de janeiro devem estampar cidadania do portador TALLAHASSEE - Uma nova lei da Flórida exige que carteiras de identidade e de motorista devem indicar se o portador é cidadão dos Estados Unidos. O texto sancionado pelo governador Ron De Santis prevê a emissão dos documentos nesse formato a partir de janeiro de 2027. O status de cidadania será adicionada no momento da emissão, renovação ou substituição do documento, sem obrigar quem já possui carteira válida a trocá-la imediatamente. A medida faz parte do projeto de lei HB 991- que passa a exigir prova de cidadania para autorizar o registro de eleitores. A implementação, entretanto, não vai acontecer a tempo das eleições de meio-temo para renovar o Congresso dos EUA em novembro. Críticos alertam que milhares de americanos não têm a documentação - certidão de nascimento e passaporte - para provar a cidadania e nova lei pode custar o direito ao voto. "Isso acontece por várias razões. Muitos nasceram nos Estados segregados, outros perderam os documentos em furacões e há ainda aqueles que não têm dinheiro para conseguir as evidências de cidadania", afirmam em comunicado conjunto de organizações - entre elas a ACLU (Associação de Direitos Civis dos EUA) - que estão processando o governo. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
- Justiça da Califórnia condena brasileiro por assassinato da namorada
Akay pode pegar prisão perpétua pelo assassinato da namorada em 2022 LOS ANGELES - O juri da Corte de Los Angeles, na Califórnia, condenou por unanimidade na sexta-feira, 3, o brasileiro Luis Antônio Gomes Akay por homicídio em primeiro grau pela morte de Anna Laura Costa Porsborg e pode pegar prisão perpétua. A sentença do assassino confesso vai ser anunciada no dia 27 de abril. Durante 20 dias de julgamento, provas e depoimentos embasaram a decisão dos jurados sobre o crime ocorrido em 27 de dezembro de 2022. O corpo da vítima, que também é brasileira, nunca foi encontrado. Akay, 39, admitiu que matou a jovem de 22 anos por estrangulamento e escondeu o corpo dentro de uma mala durante dois dias no hotel onde estavam hospedados em El Segundo. Ele "a manteve no quarto até decidir como faria para se livrar da vítima sem levantar suspeitas", descreveu em depoimento. O assassino disse que após uma discussão, Anna bateu duas vezes em seu rosto e, por isso, ele a imobilizou e estrangulou até a morte. Akay confessou que colocou a vítima em uma mala azul no dia 29 de dezembro e a levou até uma região montanhosa da Angeles National Forest, onde enterrou e cobriu com pedras o corpo da brasileira. Em tempo: Nos autos da Corte, as imagens das câmeras de segurança do hotel mostram o momento em que o brasileiro carrega a mala com dificuldade pelos corredores. Akay e Anna durante passeio na Califórnia O brasileiro afirmou não lembrar o local exato. A polícia rastreou os dados de localização do telefone celular do acusado, mas os restos mortais de Anna nunca foram encontrados A ausência de seu corpo não impediu os promotores de acusá-lo de homicídio. No Brasil, Akay já era suspeito em um caso de desaparecimento de uma mulher com quem se relacionou em 2017. Desaparecimento A mãe de Anna, Erbena Costa, foi quem acionou as autoridades sobre o desaparecimento da vítima. Depois de dois dias sem falar com a filha, ela procurou a Polícia Federal no Brasil que entrou em contato com o FBI. Na véspera de Ano Novo, o detetive Jeremy Glunt, do Departamento de Polícia de El Segundo, foi até o quarto do casal no 638 do Doubletree. Akay conversou com o investigador por quase três horas. O brasileiro contou a viu Anna pela última vez na noite de 27 de dezembro quando foram jogar boliche. Na primeira versão, Akay explicou que eles beberam e discutiram no carro. "A briga continuou no hotel até que a namorada anunciou que estava indo embora e disse a ele para nunca mais procurá-la. Antes de sair, ela deixou o anel de noivado no criado-mudo", revela a investigação. Akay afirmou que foi procurar Anna na Angeles National Forest no dia seguinte porque eles tinham planejado de caminhar nas montanhas naquela data, de acordo com o intinerários de viagem do casal. Mas quando o acusado mostrou as anotações a Glunt, o detetive percebeu que o combinado era viajar para Napa Valley em 28 de dezembro, contrariando a narrativa do réu. Glunt disse que notou “pequenas escoriações que pareciam ser recentes” nas mãos de Luís Akay. Após entrevistar o suspeito, Glunt revisou as câmeras de vigilância de um prédio próximo e confirmou que o casal voltou ao hotel na noite de 27 de dezembro. Não há imagens de Anna após essas cenas. Akay foi preso por suspeita de assassinato em 1º de janeiro e confessou o crime. Um ano antes Anna morava em um quartel das Forças Armadas Anna e Akay se conheceram cerca de um antes em Elizabeth, New Jersey, e viajaram para Los Angeles na véspera de Natal para passar férias. A paraense de Santarém se mudou para os Estados Unidos há cinco anos quando participou de um intercâmbio no Ensino Médio em uma escola particular em Everett, Massachusetts. Anna se formou em Administração de Empresas e Marketing na Johnson & Wales University em Providence, Rhode Island, e se alistou no Exército americano. Na época de sua morte, ela morava em um quartel na Virgínia. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )
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