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  • Senador pede que a Fifa cubra os custos do transporte público para a Copa do Mundo nos EUA

    WASHINGTON - O líder da minoria no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, pediu nesta terça-feira, 14, que a Fifa cubra os custos do transporte público para a Copa do Mundo de 2026, após relatos de que autoridades locais em Nova Jersey planejam implementar aumentos exorbitantes nas tarifas durante o torneio. O democrata de Nova York afirmou em sua conta no X que a entidade máxima do futebol mundial — que espera arrecadar US$ 11 bilhões com o torneio — deveria garantir o deslocamento dos torcedores. Schumer estava respondendo a uma reportagem publicada nesta terça-feira no The Athletic, que afirmava que a New Jersey Transit planeja cobrar dos torcedores mais de US$ 100 por viagens da Penn Station, em Manhattan, até o MetLife Stadium, em East Rutherford, em Nova Jersey, durante a Copa do Mundo. Uma passagem de ida e volta para esse trajeto normalmente custa US$ 12,90. "O mínimo que a FIFA pode fazer é garantir que os moradores de Nova York consigam chegar ao estádio sem pagar preços exorbitantes nas catracas. Exijo que a FIFA assuma a responsabilidade e cubra os custos de transporte para as cidades e estados-sede. Os moradores e passageiros de Nova York não deveriam ter que subsidiar um lucro inesperado de US$ 11 bilhões." A governadora de Nova York, Kathy Hochul, também criticou os supostos aumentos de preços. "A Copa do Mundo deveria ser o mais acessível possível", escreveu Hochul no X. "Cobrar mais de US$ 100 por uma curta viagem de trem parece excessivamente caro." A New Jersey Transit não respondeu imediatamente ao pedido de comentário. O jornal The Athletic citou um porta-voz da agência dizendo que nenhuma decisão definitiva havia sido tomada em relação aos preços dos ingressos para a Copa do Mundo, que será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos EUA, no México e no Canadá. "Os preços das passagens para os jogos ainda não foram definidos, e qualquer menção ao custo seria mera especulação", disse o porta-voz. A reportagem citou fontes da New Jersey Transit afirmando que o custo para fornecer os serviços para as oito partidas que serão realizadas no MetLife Stadium, incluindo a final em 19 de julho, seria de aproximadamente US$ 48 milhões. O governador de Nova Jersey, Mikey Sherrill, afirmou que o estado não repassará os custos de transporte aos contribuintes locais. Boston também anuncia aumento de tarifas A questão do aumento das tarifas de transporte público que afetam os locais da Copa do Mundo também surgiu em Boston, onde a Autoridade de Transporte da Baía de Massachusetts (MBTA) confirmou, no início deste mês, que as passagens de ida e volta da cidade para o Gillette Stadium custariam US$ 80, um aumento em relação ao preço normal de US$ 20. O trajeto de ônibus é ainda mais caro. A passagem ida e volta para a linha Boston Stadium Express, operada pelo Yankee Line, começou a ser vendida na terça-feira (14) por US$ 95. ** Com AP **

  • Francesa de 86 anos é presa pelo ICE após se mudar para os EUA para se casar com paixão antiga

    Família suspeita que mulher foi denunciada ao ICE por enteado durante disputa por herança ANNISTON - Uma mulher francesa de 86 anos que se mudou para os Estados Unidos no ano passado após reatar um romance dos anos 1960 está sendo mantida em um centro de detenção do ICE no Alabama desde o início de abril . "Eles algemaram as mãos e os pés dela como se fosse uma criminosa perigosa", disse o filho de Marie-Thérèse, que não teve o nome revelado, ao jornal francês Ouest-France. O Departamento de Segurança Interna dos EUA, que supervisiona o ICE confirmou à BBC que uma "estrangeira ilegal da França" com nome correspondente ao de Marie-Thérèse havia entrado no país em junho de 2025 e ultrapassado o período de permanência permitido de seu visto de 90 dias. De acordo com o filho, no entanto, Marie-Thérèse aguardava a emissão de um green card [um visto de longo prazo] quando foi detida. Amor perdido Marie-Thérèse havia se mudado para os EUA após se casar com seu amor perdido havia décadas — um americano chamado Billy, que ela conheceu nos anos 1960, quando ele era um soldado destacado na base da Otan (Aliança Militar Ocidental) em Saint-Nazaire e ela, uma secretária. Billy retornou aos EUA em 1966. Ele e Marie-Thérèse perderam o contato, se casaram — cada um em seu próprio país — e tiveram filhos. Os dois se reconectaram em 2010 e passaram a se visitar com seus respectivos cônjuges, informou o Ouest-France. Em 2022, ambos estavam viúvos e iniciaram um relacionamento. Billy era um homem "encantador, adorável", disse o filho de Marie-Thérèse, e o casal estava apaixonado "como adolescentes". Eles se casaram no ano passado e Marie-Thérèse mudou-se para o Alabama, solicitando um green card, que lhe daria o direito de permanecer nos EUA. Mas ela ainda não havia recebido o visto quando Billy morreu repentinamente em janeiro, deixando sua situação migratória indefinida. Logo após a morte de Billy, seu filho e Marie-Thérèse teriam entrado em conflito por causa da herança. O filho de Billy "a ameaçou, a intimidou, e chegou até a cortar o fornecimento de água, internet e eletricidade", disse o filho dela ao Ouest-France. Marie-Thérèse contratou um advogado, mas foi presa pela ICE na véspera de uma audiência marcada. Vizinhos alertaram seus filhos. Não há provas de que uma denúncia feita pelo filho de Billy tenha levado sua madrasta a um centro de detenção da ICE. O Ministério das Relações Exteriores da França está envolvido, e Marie-Thérèse recebeu uma visita consular, disse seu filho à imprensa francesa. Ele acrescentou que sua mãe era uma "lutadora" e estava "aguentando bem", mas que tinha problemas cardíacos e na coluna. "Nossa prioridade é tirá-la desse centro de detenção e repatriá-la para a França. Dada a saúde dela, ela não vai aguentar um mês em condições de detenção como essas", disse. **Com BBC **

  • Sindicato denuncia demissões de juízes de imigração nos EUA

    113 juízes de imigração foram demitidos desde que o presidente Trump assumiu a Casa Branca no ano passado WASHINGTON - O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu pelo menos oito juízes de imigração nos últimos dias, incluindo duas juízas cujas decisões bloquearam tentativas de deportação contra estudantes pró-palestinos, informou nesta terça-feira, 14, o sindicato que representa os magistrados de imigração. A Associação Nacional de Juízes de Imigração revela que, no total, seis profissionais foram demitidos no último fim de semana e três na Sexta-feira Santa. "Com essas demissões mais recentes, 113 juízes de imigração foram demitidos desde janeiro do ano passado sem o devido processo, causa ou explicação", disse o sindicato, classificando as demissões em massa de "erradas e injustas". A demissão de juízes de imigração era considerada rara antes de Trump retornar à Casa Branca, avalila o sindicato. As juízas de Massachusetts Roopal Patel e Nina Froes barraram as tentativas do governo Trump de deportar a estudante de doutorado da Universidade Tufts, Rumeysa Ozturk, e o estudante da Universidade de Columbia, Mohsen Mahdawi, respectivamente. Patel, do tribunal de imigração de Boston, e Froes, de Chelmsford, estavam próximas do final de seus períodos probatórios de dois anos quando foram demitidas na sexta-feira, disseram ambas à GBH News. Elas foram nomeadas durante a administração do ex-presidente Joe Biden. ** Com Reuters **

  • Sistema prisional de Orlando não cita razão de prisão de Ramagem

    Nome grafado errado dificulta localização de brasileiro (Foto: Sistema Carcerário do Condado de Orange) ORLANDO - A prisão de Alexandre Ramagem, foragido na Justiça do Brasil, na segunda-feira, 13, em Orlando, na Flórida, gerou especulações sobre as razões que motivaram o encarceiramento do ex-parlamentar. Enquanto a Polícia Federal (PF) afirma que se trata de uma operação conjunta entre as autoridades brasileiras e americanas, os aliados de Ramagem defendem que a detenção é parte de um procedimento padrão após uma "infração leve" de trânsito. As fontes oficiais do Condado de Orange, na Flórida, confirmam que o ex-deputado foi fichado ontem, mas não especificam a razão nem o cita na  lista de detidos pela polícia local no dia 13 de abril. No sistema, ele aparece como Alexander RamagemRodrigues e apenas mencion detido está sob a custódia do ICE. Na Corte de Orlando também não há qualquer informação sobre um delito, inclusive de trânsito, cometido por Ramagem. A PF argumenta que um de seus delegados que opera em Miami o monitorava e alertou a polícia local do paradeiro do foragido que vive na Flórida desde setembro de 2025, após ser condenado a 16 anos de reclusão pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Leia também: Ex-deputado Alexandre Ramagem é preso pelo ICE na Flórida Já Paulo Figueiredo, amigo de Ramagem e sócio do escritório que o defende nos Estados Unidos, insiste em uma abordagem casual de trânsito que culminou na detenção pelo ICE. Segundo os aliados, o ex-delegado tem um pedido de asilo político tramitando na justiça. Entretanto, um processo na imigração não protege o indivíduo da prisão ou da deportação, alertam as autoridades dos EUA. Ramagem tem o direito de ser ouvido por um juiz de imigração que vai decidir se ele pode ser liberado para responder ao processo imigratório em liberdade nos EUA ou se deve ser deportado. Segundo especialistas, esses trâmites podem levar semanas ou meses. A situação não considera o processo de extradição que corre em paralelo e depende do aval do secretário de Estado, Marco Rubio. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Ex-deputado Alexandre Ramagem é preso pelo ICE na Flórida

    Ramagem está nos Estados Unidos desde setembro de 2025 ORLANDO - O ex-deputado federal Alexandre Ramagem está sob custódia do ICE após uma abordagem da polícia de Orlando, na Flórida, por uma infração de trânsito nesta segunda-feira, 13, identificar que o passaporte do brasileiro está vencido e ele não tem carteira de motorista nem visto válidos nos Estados Unidos. Segundo a Polícia Federal (PF), a prisão decorreu "da cooperação policial internacional entre as autoridades policiais do Brasil e dos EUA no combate ao crime organizado". Leia também: Brasil e EUA anunciam acordo para ampliar cooperação no combate ao crime organizado O destino de Ramagem deverá ser decidido por um juiz de imigração de Jacksonville. Enquanto a defesa deve entrar com um pedido de fiança ao alegar que há um processo de asilo pendente, as autoridades brasileiras vão tentar demonstrar que não há perseguição política ou judicial e que Ramagem deve voltar ao país para cumprir a pena a qual foi condenado. Investigação A PF afirma que prisão de Ramagem é resultado de um trabalho de meses que vinha sendo conduzido pelo oficial de ligação do órgão em Miami e contou com monitoramento terrestre nos EUA. Foram realizadas diversas reuniões com agências e polícias norte-americanas para viabilizar a captura. Nas últimas duas semanas, policiais da Flórida intensificaram o apoio à PF brasileira. Durante as investigações, descobriu-se que Ramagem chegou a comprar um carro utilizando um passaporte que já havia sido cancelado por determinação da Justiça brasileira. Houve uma tentativa de obter um mandado de prisão judicial nos EUA por este crime específico (suposta fraude documental), mas o pedido foi negado pela Justiça americana. A infração no trânsito foi a deixa para concluir a missão. O ICE não respondeu ao pedido de comentário da Manchete USA até a publicação dessa matéria. Condenado no Brasil Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão no processo da trama golpista, Ramagem estava desde setembro de 2025 na Flórida, onde vivia em um condomínio de luxo. A mulher e as filhas do político também estão nos EUA. Em 30 de dezembro, o Ministério da Justiça formalizou o pedido de extradição de Alexandre Ramagem à Embaixada do Brasil em Washington, que enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA. Em nota, a PF afirma que a fuga e a permanência do ex-parlamentar nos EUA tiveram participação central da família do garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas. Ele, a mulher Priscila de Mello e o filho Celso Rodrigo de Mello são apontados como responsáveis por viabilizar moradia, suporte financeiro e obtenção de documentos falsos para Ramagem. O objetivo seria “ludibriar as autoridades americanas”, inclusive para a emissão de carteira de motorista. Aliados rebatem prisão O blogueiro Paulo Figueiredo rebate a informação de que Ramagem esteja preso e diz que o ex-delegado foi detido pela polícia de Orlando após uma infração leve de trânsito e encaminhado para a custódia do ICE, definido por ele como um procedimento comum na Flórida. “Ramagem não foi preso, mas detido após uma abordagem policial em Orlando, inicialmente por uma infração leve de trânsito e, na sequência, encaminhado ao ICE - procedimento comum na Flórida. Essa é, neste momento, uma questão meramente imigratória. Porém, o status de Ramagem é LEGAL: ele possui um pedido de asilo pendente, protocolado há tempos e ainda sob análise, o que lhe permite permanecer legalmente nos Estados Unidos”, escreveu no X. Ainda no comunicado, o comunicador bolsonarista apontou que o governo brasileiro não teve nada haver com a situação e descartou a possibilidade de extradição ou deportação. “O caso em questão é exclusivamente migratório. Trata-se de um procedimento padrão da imigração americana. Isso não tem absolutamente nada a ver com o pedido de extradição do Brasil, que segue em análise no Departamento de Estado”. Asilo Dias depois de chegar aos EUA, Ramagem disse em entrevistas que estava no país com "anuência" do presidente Donald Trump. "Digo nas palavras do governo americano para mim: 'Que bom que temos um amigo que está em segurança, a salvo aqui nos Estados Unidos'", afirmou, sem apresentar provas, em entrevista a um canal no YouTube comandado pelo bolsonarista Allan dos Santos, que também está nos EUA com um mandado de prisão em aberto. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

  • Foragido do 8/1 que pediu socorro a Eduardo Bolsonaro é preso pelo ICE na Flórida

    Santos fugiu do Brasil para evitar prisão em processo por ato golpista em 2023 MOORE HAVEN - O brasileiro Esdras Jônatas dos Santos, investigado por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 que resultaram na depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília, foi preso, na Flórida, na semana passada pelo ICE e está sob custódia no Centro de Detenção do Condado de Glades, em Moore Haven. O empresário - que mantém perfil nas redes sociais ativo e se identifica como "asilado político há três anos" nos Estados Unidos - está foragido por liderar manifestações antidemocráticas em Minas Gerais após o resultado das eleições de 2022, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou o, então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro nas urnas. Em junho do ano passado, o brasileiro viralizou ao gravar um vídeo chorando e pedindo socorro a Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente que vive no Texas desde o ano passado em situação imigratória desconhecida. O empresário diz que não recebeu ajuda e chegou a viver como sem-teto nos EUA, teve suas redes sociais derrubadas pela Justiça brasileira e retomou a vida on-line em junho de 2024, recuperando 125 mil seguidores no Instagram. À época, ele confirmou que vivia escondido em Fort Lauderdale, na Flórida, ao lado da ex-mulher, Kathy Le Thi Thanh My dos Santos, que também era procurada pelas autoridades. Segundo as investigações, Santos teria montado acampamento em frente a um quartel do Exército, em Belo Horizonte, onde manifestantes defendiam intervenção militar e contestavam o resultado das urnas. As suspeitas apontam que ele esteve entre os articuladores. No início de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento do passaporte e o bloqueio das contas bancárias do empresário Dos EUA, o brasileiro continuou evocando nas redes sociais por greves e manifestações contra Lula e Moraes. Recentemente, Santos publicou um vídeos direcionados aos filhos de Bolsonaro - Eduardo e Flávio - para que mobilizassem o Exército americano para salvar o ex-presidente que estava internado na UTI de um hospital em Brasília. A Manchete USA não conseguiu contato com a defesa de Santos até a publicação dessa matéria para saber se ele pretende seguir com uma estratégia para permanecer nos EUA. ** Com Agências **

  • ICE prendeu mais de 800 viajantes após receber dicas do TSA

    Dados de passageiros são repassados ao ICE através do Secure Flight WASHINGTON - O ICE prendeu mais de 800 imigrantes em um ano com base em informações de 31 mil passageiros fornecidas pela Administração de Segurança no Transporte (TSA), segundo levantamento da agência de notícias Reuters. Através do programa Secure Flight, que cruza dados de viajantes — como nome e data de nascimento — com listas de vigilância do governo para identificar pessoas que representam risco para a segurança pública. Made desde 2025, quando o presidente Donald Trump assumiu a Casa Branca, a prioridade do Secure Flight mundou e as informações passaram a ser compartilhados regularmente com o ICE, inclusive antes dos voos, permitindo a verificação prévia de possíveis alvos. ** Com Agências **

  • EUA dizem que bloqueio naval ao estreito de Ormuz começará em poucas horas e preço do petróleo dispara novamente

    WASHINGTON - As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram que farão um bloqueio aos portos iranianos a partir do meio-dia desta segunda-feira, 14, no horário de Washington. Os mercados reagiram com nervosismo aos novos acontecimentos do conflito no Oriente Médio. O preço do petróleo voltou a subir com força nesta segunda-feira, com o barril do tipo Brent ultrapassando os US$ 100 — alta de mais de 7% — refletindo temores sobre o impacto do bloqueio no fornecimento global de energia. A decisão ocorre após negociações de paz entre Irã e EUA fracassarem no fim de semana. Nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, havia dito, no domingo, que iria "bloquear" todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para a economia global e que dá acesso aos principais portos iranianos. Trump diz ter instruído "a Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã" para passar por Ormuz. Desde o início da guerra, o Irã faz um bloqueio seletivo de uma das vias marítimas mais importantes do mundo; só permite a passagem de navios de países que Teerã considera amistosos ou por embarcações que se acredita terem pago um pedágio, estimado em cerca de US$ 2 milhões. "Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura no alto-mar", disse Trump, acrescentando que "qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido até o inferno". Mais tarde, o Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que o bloqueio será apenas para navios que entram e saem de portos iranianos. O Centcom afirmou que não bloqueará embarcações no estreito de Hormuz se elas estiverem a caminho "de e para portos não iranianos". Pelo menos 60 embarcações passaram pelo estreito — uma média de 10 por dia — desde que o cessar-fogo foi anunciado na noite da última terça-feira (7). Trata-se de um aumento significativo em relação ao período anterior ao cessar-fogo, mas ainda é apenas uma fração do volume pré-guerra, quando cerca de 138 navios atravessavam o estreito diariamente, segundo o Joint Maritime Information Centre. Após as declarações de Trump, as Forças Navais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmaram que quaisquer embarcações militares que se aproximem do estreito de Ormuz serão consideradas como estando em violação do cessar-fogo e serão "tratadas severamente". Em um comunicado publicado por veículos iranianos, as Forças Navais acrescentam que, "ao contrário das falsas alegações de alguns funcionários inimigos", o estreito de Ormuz está "aberto para a passagem inocente [trânsito livre] de embarcações não militares, sob controle e gestão inteligentes, em conformidade com regulamentos específicos" do Irã. Mapa do Estreito de Ormuz A ameaça de Trump, porém, afetaria apenas um pequeno número de embarcações que ainda navegam pela via, segundo o especialista em transporte marítimo Lars Jensen. "Se isso for realmente feito pelos americanos, vai interromper um fluxo muito pequeno de navios. No contexto geral, isso não muda realmente nada", afirma. Jensen, diretor-executivo da Vespucci Maritime, diz que a ameaça de Trump de impedir a passagem segura de quaisquer navios que paguem pedágios ao Irã também teria pouco impacto, já que qualquer empresa que fizesse isso já estaria sujeita a sanções por pagar ao regime. "Antes de tudo, são pouquíssimos navios que passam. Ainda menos são os que pagam, e aqueles que pagam já estarão sujeitos a sanções americanas", diz. Ambição nuclear Trump também comentou as negociações conduzidas por seu vice, J.D. Vance, em Islamabad, capital do Paquistão. O presidente disse nas redes sociais que "a reunião foi boa, a maioria dos pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, nuclear, não foi". Segundo Trump, após "quase 20 horas" de negociações, "há apenas uma coisa que importa — o Irã não está disposto a abrir mão de suas ambições nucleares". Donald Trump também afirmou que o Irã retornará à mesa de negociações e "nos dará tudo o que queremos". Em uma entrevista ao Sunday Morning Futures, programa da Fox News, Trump declarou que os negociadores dos EUA conseguiram "praticamente todos os pontos de que precisávamos", exceto o nuclear. Ele afirmou ainda que o Irã não "deixou a mesa de negociações". "Prevejo que eles voltem e nos deem tudo o que queremos", declarou. EUA não conquistaram confiança O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou a delegação de Teerã nas conversas no Paquistão, afirmou no domingo (12) que agora é o momento de os EUA "decidirem se podem conquistar nossa confiança ou não". Em uma publicação no X, Ghalibaf diz que enfatizou antes das negociações que o Irã tinha "boa-fé e vontade", mas, devido às experiências de duas guerras anteriores, não tinha "nenhuma confiança no lado oposto". Ele afirma que a delegação iraniana "apresentou iniciativas voltadas para o futuro, mas o lado oposto acabou não conseguindo conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações". Ele prossegue: "Não cessaremos por um momento sequer nossos esforços para consolidar as conquistas dos quarenta dias da defesa nacional do Irã". Ele acrescentou que as negociações foram "intensas" e agradeceu ao Paquistão por facilitá-las. Respondendo a comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, Ghalibaf disse em um comunicado no último domingo que "essas ameaças não têm efeito sobre os iranianos" e que o Irã não irá "se render sob ameaças". O que é o Estreito de Ormuz No centro desta guerra, o estreito de Ormuz é uma das rotas de energia mais importantes do mundo, que conecta os produtores do Oriente Médio aos principais mercados da Ásia-Pacifico, da Europa e América do Norte. Desde que o Irã anunciou seu fechamento, no dia 2 de março, logo após os primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos, a rota se tornou um dos epicentros da atual guerra no Oriente Médio. Até então, cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta passava por ali. Esse petróleo não vem apenas do Irã, mas também de países do Golfo, como Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Quase 90% desse volume segue para a Ásia. A China, sozinha, recebe cerca de 38%, seguida por Índia, Coreia do Sul e Japão. Além disso, o estreito é uma rota essencial para o gás natural liquefeito, usado como combustível na indústria, no transporte e no aquecimento de residências em vários países. Por ali também passam fertilizantes utilizados na agricultura em todo o mundo, inclusive no Brasil. No sentido contrário, é pelo estreito de Ormuz que entram alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais para o Oriente Médio. Antes do conflito, cerca de 130 embarcações passavam pelo estreito de Ormuz todos os dias. Hoje, esse fluxo caiu para cinco ou seis navios — uma redução de cerca de 95%. Qualquer instabilidade no estreito de Ormuz tem impacto quase imediato no restante do mundo, afetando preços, cadeias de abastecimento e economias inteiras. ** Com BBC **

  • Papa diz que não tem intenção de entrar em debate com Trump e fala sobre paz

    WASHINGTON - O papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira, 13, que não tem "a intenção de entrar em um debate" com Donald Trump, em resposta às críticas do presidente dos Estados Unidos. "Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele, a mensagem continua sendo a mesma: promover a paz", declarou o papa americano aos jornalistas a bordo do avião que o transportou à Argélia. "Não tenho medo do governo Trump ou de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho", acrescentou. No domingo (12), Donald Trump disse que não é um "grande fã" do papa Leão XIV, depois que o líder da Igreja Católica fez um apelo à paz. O presidente acusou o pontífice de "brincar com um país que quer uma arma nuclear". "Não quero um papa que acha ruim que os EUA atacaram a Venezuela (...) e não quero um papa que critica o presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo o que fui eleito, DE LAVADA, para fazer", prosseguiu Trump. O republicano disse ainda que Leão, eleito em maio de 2025, só foi escolhido pelo Colégio Cardinalício graças a ele, Trump. "Ele deveria ser grato, porque, como todo mundo sabe, ele foi uma surpresa. Não estava em nenhuma lista, e só colocaram ele lá porque era americano e a Igreja achou que seria a melhor maneria de lidar com o Presidente Donald J. Trump", escreveu, se referindo a si mesmo na terceira pessoa. "Leão deveria se ajustar, usar o senso comum, parar de tentar agradar a esquerda radical e se concentrar em ser um grande papa, e não um político", concluiu o presidente americano. As relações entre a Santa Sé e Washington passam por um momento de tensão. Após as repetidas críticas de Leão 14 às guerras dos EUA, a imprensa americana relatou que o núncio apostólico aos EUA, equivalente a um embaixador, teria sido convocado ao Pentágono pelo governo Trump. Lá, o cardeal Cristophe Pierre teria sido ameaçado pelos militares americanos, que teriam insinuado que poderiam usar força militar contra o Vaticano se Leão não interrompesse suas críticas. Especificamente, os membros do governo Trump teriam relembrado ao núncio apostólico a história do papado de Avignon —quando a Coroa francesa prendeu um pontífice e pressionou a Igreja a mudar a sede do papado para a França. ** Com AFP **

  • Alta nos preços da gasolina impulsiona inflação nos EUA

    Preços dos combustíveis encarecem produtos e contribuem para inflação WASHINGTON — O maior salto mensal nos preços da gasolina em seis décadas causou um aumento acentuado da inflação em março nos Estados Unidos, criando grandes desafios para os responsáveis pelo combate à inflação no Federal Reserve e intensificando os desafios políticos do aumento dos custos para a Casa Branca. Os preços ao consumidor subiram 3,3% em março em relação ao ano anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira, 10, um aumento acentuado em relação aos 2,4% registrados em fevereiro. Em termos mensais, os preços subiram 0,9% em março em relação a fevereiro, o maior aumento desse tipo em quase quatro anos. Excluindo as categorias voláteis de alimentos e energia, os preços básicos subiram 2,6% em março em relação ao ano anterior, acima dos 2,5% registrados em fevereiro. No entanto, no mês passado, os preços básicos subiram modestos 0,2%, sugerindo que o choque nos preços da gasolina ainda não se espalhou para muitas outras categorias. O choque nos preços da gasolina decorrente da guerra com o Irã alterou a trajetória da inflação, passando de um declínio lento e gradual para um aumento acentuado, afastando-se ainda mais da meta de 2% do Fed. Como resultado, o Banco Central quase certamente adiará qualquer corte nas taxas de juros por meses. Os preços da gasolina também são um custo altamente visível que tem impactos desproporcionais na confiança do consumidor e no sentimento político. ** Com AP **

  • Brasil e EUA anunciam acordo para ampliar cooperação no combate ao crime organizado

    O anúncio ocorre em um momento de maior atenção das autoridades americanas sobre organizações criminosas na América Latina WASHINGTON/ BRASÍLIA - O Brasil anunciou nesta sexta-feira, 10, um acordo do governo federal com os Estados Unidos para reforçar o combate ao crime organizado transnacional. A iniciativa envolve a integração de esforços entre a Receita Federal do Brasil e a Polícia de Fronteira (CBP, na sigla em inglês). Batizado de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), a parceria prevê o compartilhamento de informações de inteligência e a realização de ações coordenadas para interceptar cargas ilegais, especialmente de armas e drogas, que circulam entre os países. A iniciativa faz parte de uma agenda de cooperação bilateral entre os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, voltada ao enfrentamento de organizações criminosas com atuação internacional. O anúncio do ministro da Fazenda, Dario Durigan, ocorre em um momento de maior atenção das autoridades norte-americanas sobre organizações criminosas na América Latina. Nos bastidores, cresce o debate nos EUA sobre o enquadramento de facções estrangeiras como grupos terroristas — medida que pode ampliar sanções e mecanismos de repressão. Ainda que não haja confirmação oficial sobre eventuais classificações envolvendo grupos brasileiros, a discussão reforça o ambiente de pressão internacional por ações coordenadas contra o crime organizado. Compartilhamento em tempo real Uma das principais mediadas do acordo prevê o lançamento do "Programa Desarma", sistema informatizado da Receita Federal que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. Esse sistema permite o compartilhamento estruturado, em tempo real, de informações entre os dois países, sempre que a aduana brasileira identificar produtos de origem americana relacionados a armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros itens sensíveis e vice-versa. A ferramenta registra e organiza dados das apreensões, como tipo de material, origem declarada, informações logísticas da carga e eventuais identificadores ou números de série, permitindo o rastreamento da origem desses produtos e o mapeamento de redes ilícitas de comércio internacional de armas. Além disso, o sistema permite o envio de alertas às autoridades aduaneiras dos países de origem ou procedência das mercadorias apreendidas, fortalecendo a cooperação internacional baseada em gestão de riscos e a integridade da cadeia logística global. As informações compartilhadas podem incluir dados sobre exportadores, remetentes e outros operadores envolvidos nas operações, sempre nos limites dos acordos internacionais firmados pelo Brasil e com garantia de tratamento sigiloso, seguro e rastreável das informações. O sistema poderá ser utilizado tanto em apreensões em portos e aeroportos quanto em remessas internacionais, operações especiais de fiscalização e ações integradas com outros órgãos de investigação, ampliando a capacidade de resposta do Estado brasileiro. "O compartilhamento de dados já apresenta resultados práticos duplamente para Brasil e Estados Unidos. As informações partilhadas pelos EUA permitiram identificar métodos sofisticados de ocultação envolvendo armas de fogo, com partes de fuzis escondidas em estruturas de equipamentos de airsoft, e entorpecentes, com drogas camufladas em embalagens de produtos comuns, como ração animal, enviadas por remessas postais", disse a Receita Federal. ** Com Ag. Globo **

  • Deputados aprovam projeto para proibir acesso de crianças às redes sociais em Massachusetts

    Sistema atual facilita adolescentes burlar a verificação de idade das redes sociais BOSTON - A Câmara dos Deputados de Massachusetts aprovou essa semana um projeto de lei que proíbe o uso de redes sociais por crianças de até 14 anos e exige consentimento dos pais para adolescentes entre 14 e 15 anos, uma iniciativa para proteger a privacidade e preservar a saúde mental dos menores. Por 129 votos a 25, os deputados decidiram na noite de quarta-feira, 8, adicionar a emenda ao texto já aprovado pelo Senado para proibir o uso de celulares nas escolas. Por conta disso, a proposta deve ser votada pelos senadores novamente. Se houver um consenso no Senado, os legisladores acreditam que a lei, considerada uma das mais restritivas dos Estados Unidos, deve ser sancionada pela governadora Maura Healey nas próximas semanas e entrar em vigor em 1º de outubro. "É fundamental que responsabilizemos as empresas de tecnologia por criarem plataformas de redes sociais que mantêm os jovens viciados e causam estragos em sua saúde mental. Sou grata por a Assembleia Legislativa estar levando essa questão a sério e espero trabalhar com eles nos próximos passos", diz a nota do escritório da Procuradora-Geral Andrea Campbell, responsável por implementar a legislação. Mas especialistas alertam que vai ser difícil tirar as exigências do papel. Um dos principais desafios é determinar como vai ser feita a verificação de idade. Atualmente, é possível criar uma conta e, por exemplo, falsificar a data de nascimento e ter um endereço de e-mail diferente. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA ( mancheteusa.com )

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