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  • Oito crianças morrem em ataques a tiros na Louisiana devido a uma 'briga doméstica'

    Polícia de Shreveport foi acionada para atender um caso de violência doméstica SHREVEPORT - Oito crianças, com idades entre 1 e 14 anos, foram mortas em um ataque a tiros em Shreveport, na Louisiana. A polícia classificou o episódio como uma "briga doméstica". O porta-voz da polícia de Shreveport, Chris Bordelon, disse que o atirador morreu após uma perseguição durante a qual os policiais abriram fogo, disse Bordelon. A polícia informou que os ataques ocorreram por volta das 5h da manhã, quando um atirador disparou contra dez pessoas, incluindo dois adultos. "Temos famílias em luto, temos policiais e investigadores forenses em luto", disse o prefeito de Shreveport, Tom Arceneaux. "Isso afeta toda a comunidade, então todos nós lamentamos junto com essas famílias." A polícia identificou o atirador com Shamar Elkins, pai de pelo menos 7 vítimas . Atirados matou os próprios filhos Os disparos ocorreram em vários locais da cidade, incluindo duas casas na mesma rua e uma terceira em outra parte do bairro, segundo a polícia. O porta-voz Bordelon disse que os policiais foram acionados para uma residência pouco antes das 6h da manhã, horário local, e encontraram as crianças. "Todas as vítimas neste caso são crianças", acrescentou Bordelon. Ele disse que os policiais determinaram que a ocorrência era de "natureza doméstica" e acrescentou que um dos feridos na casa havia fugido para uma residência vizinha. Após os disparos, o agressor roubou um veículo e fugiu, segundo a polícia. Bordel disse que os policiais o perseguiram até outra parte da cidade e atiraram no suspeito, que morreu. ** Com BBC **

  • Chefe de energia dos EUA diz que gasolina pode ficar acima de US$3 por galão até 2027

    Autoridades afirmam que preço da gasolina atingiu o pico nos EUA e devem manter máxima até 2027 WASHINGTON - O secretário de ‌Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse neste domingo, 19, que acredita que os preços da gasolina atingiram o pico, mas previu que eles podem permanecer acima de US$3 por galão até o próximo ano. Os postos estão reajustando os valores durante a guerra dos EUA e ⁠de Israel contra o Irã, criando ventos políticos contrários  para ‌o presidente Donald Trump antes das eleições de meio de mandato de novembro, em que seu Partido Republicano defenderá ‌as pequenas maiorias no Senado e na ‌Câmara dos Deputados. A gasolina abaixo de US$3 por galão "pode ⁠acontecer ainda este ano, ou talvez não aconteça até o ano que vem. Mas os preços provavelmente atingiram o pico e começarão a cair", disse ele ao programa "State of the Union" da CNN. "Certamente, com a resolução desse conflito, os preços cairão." Os funcionários ‌do governo Trump ofereceram visões diferentes sobre como os preços da ‌gasolina podem mudar. Na ⁠semana passada, o ⁠secretário do Tesouro, Scott Bessent, previu que os preços da gasolina cairiam ⁠para a faixa de US$3 ‌por galão em meados ‌do ano, enquanto Wright, no domingo, apresentou um cronograma mais longo para atingir esse preço. O próprio Trump disse que os preços da gasolina podem permanecer elevados até novembro. Todos eles ⁠afirmaram que a gasolina acabará ficando mais barata quando a guerra com o Irã terminar. "Abaixo de US$3 por galão é algo tremendo em termos ajustados pela inflação", disse Wright. "Com certeza voltaremos a esse patamar." O preço médio ‌de um galão de gasolina comum no domingo foi de US$4,05, de acordo com uma estimativa da AAA, em comparação com ⁠US$3,16 há um ano. Os EUA e o Irã concordaram na quinta-feira com um cessar-fogo de 10 dias, mas Trump acusou neste domingo o Irã de violá-lo com ataques a navios no Estreito de Ormuz neste fim de semana. Autoridades dos EUA chegarão ao Paquistão para novas negociações na segunda-feira, escreveu Trump em sua rede social. "Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles o aceitem, porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão derrubar todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã", escreveu Trump, revisitando uma ameaça que havia feito antes do cessar-fogo. ** Com Reuters **

  • Trump corta verba de instituição católica que ajuda crianças migrantes

    Igreja diz que falta de recurso força igreja a encerrar projeto em três meses WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos decidiu rescindir um contrato de longa data com uma instituição de caridade católica sediada em Miami, que auxilia menores desacompanhados e crianças migrantes. De acordo com informações divulgadas pela Fox News nesta sexta-feira (17), a decisão foi justificada pela redução nos índices de imigração ilegal, em meio a um contexto de tensões políticas envolvendo o presidente Donald Trump e o papa Leão XIV. O arcebispo de Miami, Thomas Wenski, criticou a medida em um editorial publicado no Miami Herald, lamentando a perda de um contrato de US$ 11 milhões. Segundo o religioso, o programa - ativo há mais seis décadas - é reconhecido nacionalmente pela qualidade no atendimento a jovens migrantes em situação de vulnerabilidade. "Por mais de 60 anos, os serviços da Arquidiocese de Miami para menores desacompanhados têm sido reconhecidos por sua excelência e serviram de modelo para outras organizações em todo o país", afirmou Wenski. O religioso alertou que, sem o financiamento federal, as operações da instituição não conseguirão se manter por muito tempo. "Nossa experiência em servir essa população vulnerável é incomparável. No entanto, os serviços da Caridade Católica da Arquidiocese de Miami para menores desacompanhados foram privados de financiamento e serão forçados a fechar dentro de três meses", concluiu. ** Com Ansa **

  • ICE diz à PF que Ramagem tem direito à liberdade nos EUA

    Ramagem agradece aliados e Trump em vídeo após ser solto pelo ICE em Orlando ORLANDO - O ICE disse à Polícia Federal (PF) do Brasil que o ex-deputado Alexandre Ramagem pode aguardar em liberdade nos Estados Unidos a conclusão de um processo de asilo, segundo interlocutores que tiveram acesso à pauta da reunião entre representantes das agências na quinta-feira, 16. O encontro já estava marcada antes mesmo de Ramagem ser solto. O objetivo era discutir o caso e evitar que ele fosse libertado. O ex-delegado foi preso na segunda-feira (13), em Orlando, na Flórida, por questões migratórias e foi solto dois dias depois - sem passar por uma audiência com um juiz de imigração nem pagar fiança - após uma "ordem administrativa". Ramagem se manifestou pela primeira vez ontem. Em vídeo, ele criticou a PFe agradeceu ao presidente Donald Trump. “Primeiro eu quero agradecer a todos que torceram por nós, que fizeram orações, que estão do nosso lado, que é o lado da verdadeira justiça”, disse. Ele também citou nominalmente apoiadores políticos e aliados, entre eles Allan dos Santos, Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e o senador Hiran (PP-RR), a quem chamou de amigo de longa data. O deputado cassado disse que foi detido “por uma questão migratória, nada de trânsito”, conforme foi argumentado pelos próprios aliados. Nos autos do tribunal do Condado de Orange não consta nenhum processo de delito no tráfego contra o brasileiro. Ramagem reafirmou ter entrado nos EUA em setembro do ano passado de forma regular, com “passaporte válido, visto válido e sem condenação nenhuma”. “Em seguida, nós entramos com o pedido de asilo”, disse. Leia também: Ramagem é solto e vai aguardar julgamento de asilo em liberdade A PF tem outra versão. Segundo o diretor-geral, Andrei Rodrigues, o deputado saiu do Brasil de forma clandestina, pela fronteira com a Guiana, e usou passaporte diplomático para entrar nos EUA. Ele teria viajado de avião para Boa Vista, em Roraima, de onde partiu de carro em direção à fronteira. Em nota, a PF afirma que a fuga e a permanência do ex-parlamentar nos EUA tiveram participação central da família do garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas. O garimpeiro, a mulher Priscila de Mello e o filho Celso Rodrigo de Mello são apontados como responsáveis por viabilizar moradia, suporte financeiro e obtenção de documentos falsos para Ramagem. O objetivo seria “ludibriar as autoridades americanas”, inclusive para a emissão de carteira de motorista. O advogado Danilo Brack explica que mesmo que a entrada do ex-deputado tenha sido legal, ele está irregular nos EUA enquanto aguarda o processo de asilo. "Para estar legal no país, Ramagem tem que ter pedido a extensão do visto de turista. De outro modo, ele está ilegal enquanto aguarda o pedido de asilo", ressalta o especialista. O ICE não comenta o assunto. Condenado Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão dias após fugir do Brasil. O Supremo Tribunal Federal entendeu que o ex-diretor da Agência de Inteligência Brasileira em favor dos planos golpistas — comandando uma "Abin paralela" que monitoraria adversários e críticos do governo Bolsonaro. Além disso, Ramagem teria fornecido ao ex-presidente material para apoiar o ataque às urnas eletrônicas e a intervenção das Forças Armadas. O Brasil entrou com um pedido de extradição em dezembro e deve ser avaliado pelo secretário de Estado, Marco Rúbio. ** Com Agências **

  • Todd Lyons deixa chefia do ICE no fim de maio

    Todd Lyons comandava ICE de Boston antes de assumir posto nacional WASHINGTON - O chefe interino da ICE, Todd Lyons, vai deixar o cargo no final de maio, informou o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos nesta quinta-feira, 16. O último dia de Lyons é ⁠31 de maio e ele se mudará para o setor privado, ‌disse o secretário Markwayne Mullin em comunicado. Lyons é considerado chefe interino desde que foi nomeado pelo presidente Donald Trump logo após o republicano assumir a Casa Branca em janeiro do ano passado. O seu nome na função não passou pela aprovação no Senado. A saída acontece em um momento em que a agência federal está sob constantes críticas. Grupos civis afirmam que a repressão de ‌Trump, liderada pelo ICE, viola a liberdade de expressão e os direitos dos imigrantes e defensores da causa. O tiroteio fatal do ICE contra dois cidadãos americanos em Minnesota - Alex Pretti e Renee Good - em janeiro foi o estopim e provocou protestos em todo o país e especialistas em direitos humanos disseram que as ações da agência criaram um ambiente inseguro, principalmente para as ‌minorias. Trump diz que a repressão é necessária para melhorar a segurança doméstica ‌e conter a imigração ⁠ilegal. A ⁠ex-secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, mudou de cargo no início de março e o republicano nomeou Mullin ⁠como o novo chefe do ‌DHS. O órgão federal está fechado ‌há mais de dois meses, pois os parlamentares no Congresso não conseguiram chegar a um acordo sobre a legislação para financiar a agência na esteira da repressão imigratória de Trump. ** Com Reuters **

  • Democrata acusado de assédio sexual também responde por empregar brasileira ilegal

    Swalwell desistiu da campanha ao governo da Califórina antes do caso imigratório ser revelado LOS ANGELES - Após quatro mulheres denunciar o ex-deputado federal, Eric Swalwell, por assédio sexual, ele também deve responder por empregar uma brasileira sem autorização de trabalho nos Estados Unidos. O democrata, que era favorito para vencer a eleição para governador da Califórnia, está sendo acusado de violar as leis de imigração e trabalhistas para manter Amanda Barbosa, de 33 anos, como babá de seus filhos. Denúncias apresentadas recentemente afirmam que Amanda vive ilegalmente com a família Swalwell há mais de dois anos. Em fevereiro, o Departamento de Segurança Interna (DHS) acusou o político de pagar a babá com fundos de campanha em 2022, enquanto ela não possuía autorização de trabalho válida. Amanda chegou aos EUA em janeiro de 2021 com um visto de au pair (programa de intercâmbio cultural e trabalho remunerado em que uma pessoa mora com uma família para ser babá), recebendo US$ 46.930, de acordo com denúncia. Após o fim do visto de au pair, Swalwell iniciou o processo para obtenção do green card para a brasileira, de acordo com um pedido de certificação de trabalho permanente obtido pelo "NY Post". Enquanto esse processo se desenrolava, Amanda se matriculou em uma faculdade comunitária e obteve o status de estudante e, pelas regras da imigração, não tinha permissão para trabalhar fora do campus. Entretanto, a brasileira continuava recebendo pelo trabalho na casa dos Swalwell. Fotos postadas na sua conta do Facebook, já excluída, mostram Amanda cuidando das crianças em diversos eventos familiares nos dois anos seguintes, inclusive em um piquenique anual da Casa Branca, onde aparece segurando a filha mais nova, então com dois anos, nos braços. A página de Amanda no LinkedIn, também excluída após as acusações, indicava que ela trabalhava como cuidadora infantil particular ininterruptamente de 2021 até o presente, de acordo com uma captura de tela incluída nas denúncias. O democrata da Califórnia defende "reformas que proporcionariam uma forma de tirar da sombra os trabalhadores indocumentados". 'Abusos sexuais' A pressão sobre Swalwell já era grande por causa de denúncias de abusos sexuais feitas por quatro mulheres, incluindo uma ex-funcionária que afirma que o deputado a estuprou quando ela estava bêbada e a deixou machucada e sangrando durante um suposto ataque de 2024. Adam Parkhomenko, marido de uma das quatro mulheres, afirmou que o deputado enviou à esposa, a influencer Ally Sammarco, "imagens inapropriadas" via Snapchat. Swalwell, que desistiu da campanha ao governo da Califórnia em 12 de abril, classificou as alegações de agressão sexual como "absolutamente falsas" e prometeu "lutar contra elas com tudo o que tenho". ** Com Agências **

  • ICE amplia combate ao 'turismo de nascimento' e mira possíveis fraudes

    Força-tarefa do ICE pretende desmantelar esquemas de turismo de nascimento WASHINGTON -Os Estados Unidos planejam intensificar a fiscalização contra supostas redes que ajudam mulheres grávidas a mentir em pedidos de visto para garantir a cidadania americana de seus bebês nascidos no país. Em um e-mail interno enviado na quinta-feira (9) ao qual a reportagem teve acesso, o ICE ordenou que investigadores em todo os EUA se concentrem em uma nova “Iniciativa de Turismo de Nascimento” com o objetivo de expor casos de fraude. “O HSI está avançando nos esforços para proteger a integridade dos sistemas de imigração e identificação dos EUA, visando especificamente atividades fraudulentas associadas a esquemas de turismo de nascimento”, diz o e-mail. A agência afirmou que buscará desarticular “fraudes, crimes financeiros e redes de facilitação organizada que exploram processos de imigração legal”. O presidente Donald Trump iniciou uma ofensiva agressiva para reduzir a imigração legal e ilegal após assumir o cargo em janeiro de 2025. Sua administração tem utilizado a ameaça do turismo de nascimento como justificativa para tentar restringir a prática de conceder cidadania automática a crianças nascidas em solo americano. "O turismo de nascimento desenfreado representa um custo tremendo para os contribuintes e ameaça nossa segurança nacional", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em comunicado, acrescentando que a maioria das nações não oferece cidadania automática ao nascer. O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) recusou-se a comentar sobre investigações em andamento. Nenhuma lei dos EUA veta explicitamente o turismo de nascimento, mas uma regulamentação federal implementada em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, proíbe o uso de vistos temporários de turista e de negócios com o objetivo principal de obter cidadania americana para um recém-nascido. Pessoas que participam de esquemas de turismo de nascimento podem ser processadas por fraude ou outros crimes relacionados. O 'turismo de nascimento' como justificativa para limitar a cidadania Não há números oficiais que contabilizem a quantidade de estrangeiros que viajam aos EUA com o propósito explícito de dar à luz e obter cidadania para seus filhos. O Center for Immigration Studies, que apoia níveis mais baixos de imigração, estimou em uma análise de 2020 que entre 20 mil e 25 mil mães viajaram aos EUA para turismo de nascimento em um período de um ano entre 2016 e 2017. Houve 3,6 milhões de nascimentos nos EUA em 2025, e o turismo de nascimento provavelmente representa uma fração do total de partos. Iniciativas de Trump contra 'passaporte para bebês estrangeiros' Trump emitiu uma ordem executiva em seu primeiro dia de mandato instruindo as agências dos EUA a não reconhecerem a cidadania de crianças nascidas no país se nenhum dos pais for cidadão americano ou residente permanente legal — uma ruptura drástica com o precedente jurídico que perdura por mais de um século. Diversos juízes federais bloquearam a ordem, enviando o caso para a Suprema Corte para argumentos orais na semana passada. O procurador-geral dos EUA, D. John Sauer, representando a administração Trump, afirmou que a cidadania automática encorajou “uma indústria de turismo de nascimento em expansão”. Sauer disse que a promessa de cidadania para os nascidos nos EUA incentivou milhares de pessoas de “nações potencialmente hostis” a irem dar à luz, “criando toda uma geração de cidadãos americanos no exterior sem laços significativos com os Estados Unidos”. ** Com Reuters **

  • EUA promovem programa para acelerar vistos para a Copa

    Fifa Pass acelera o processo de concessão de visto, mas não garante entrada no país WASHINGTON - Há menos de dois meses do início da Copa o Mundo, o governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação do sistema de vistos prioritários para o torneio. O FIFA Pass permite que torcedores com ingressos tenham atendimento mais rápido para entrevistas consulares. A ferramenta - Priority Appointment Scheduling System (Sistema de Agendamento de Consultas Prioritárias, em português) - foi apresentado originalmente em novembro pelo presidente Donald Trump durante evento na Casa Branca como parte da preparação para o torneio que será disputado nos EUA, México e Canadá a partir 11 de junho. Em nota, a Embaixada dos EUA no Brasil, diz que o programa não altera os critérios de aprovação do visto. "Apesar da prioridade no agendamento, o governo norte-americano reforça que o programa não altera os critérios de aprovação do visto. Os solicitantes continuam submetidos às mesmas exigências legais e à análise consular rigorosa para a concessão do visto da categoria B1/B2", diz o comunicado desta quarta-feira, 15. Em tempo: A categoria B1 abrange atividades como reuniões de negócios, participação em conferências, consultorias, treinamentos e pesquisas de curta duração. Já o B2 inclui viagens de turismo, visitas a familiares ou amigos, tratamentos médicos e atividades recreativas. O FIFA PASS é voltado para torcedores que adquirirem ingressos diretamente pela FIFA. O sistema agiliza o agendamento com "a mobilização de mais de 500 funcionários adicionais no mundo todo, reforçando o compromisso com um atendimento mais eficientes, mantendo integralmente os padrões de segurança". Geralmente emitido de forma combinada, permite múltiplas entradas e pode ter validade de até dez anos, embora o período de permanência em cada viagem seja definido pela imigração americana, comumente de até seis meses, nos postos de adimissão dos EUA. O secretário de Estado, Marco Rubio, alerta que o ingresso “não substitui o visto”, servindo apenas como acesso prioritário ao agendamento da entrevista, e não garante entrada no país. **Com Agências **

  • Brasileiro preso pelo ICE é libertado e reencontra filha em tratamento contra câncer após dois meses

    Filha está internada para tratamento contra o  linfoma de Hodgkin MCCANDLESS - O brasileiro que estava sob custódia das autoridades de imigração dos Estados Unidos desde fevereiro foi libertado nesta semana e conseguiu se reunir com a filha de seis anos, em tratamento contra câncer, após cerca de dois meses de separação. Bruno Guedes da Silva deixou o Centro de Processamento do Vale de Moshannon, na Pensilvânia, nesta quarta-feira, 15, mediante pagamento de fiança de US$ 5 mil. Silva era investigado por tentar comprar arma de fogo ilegalmente em 2024, mas as acusações foram retiradas na semana passada. O caso envolvia a alegação de que ele teria mentido sobre seu status imigratório, versão negada pela defesa. Após a libertação, o brasileiro foi direto para o Hospital Infantil de Pittsburgh, onde a filha, Maria Paula de Araujo Guedes, realiza tratamento contra linfoma de Hodgkin. Guedes da Silva solicitou asilo nos Estados Unidos em 2022, alegando que sofreu ameaças no Brasil por atuar como agente penitenciário. Segundo o advogado criminalista, Tom Farrell, ele recebeu autorização de trabalho, número de Seguro Social e carteira de motorista ao entrar no país. De acordo com a defesa, ao tentar adquirir uma arma em uma loja na cidade de McCandless, o brasileiro respondeu negativamente a uma pergunta sobre permanência ilegal no país em um formulário federal. A compra foi negada, mas ele não foi informado sobre eventual irregularidade, o que levou à emissão de um mandado de prisão sem seu conhecimento. Ainda não há definição sobre a continuidade do processo imigratório. O Departamento de Segurança Interna (DHS) e o ICE não detalharam os próximos passos do caso. “Tudo o que o governo lhe disse foi que ele tinha permissão para estar no país”, afirmou Farrell. Campanha mobiliza apoio e arrecada mais de US$ 100 mil Durante o período em que esteve detido, a família criou uma campanha na plataforma GoFundMe para custear o tratamento da criança. Até a noite desta quarta-feira (15), a arrecadação havia ultrapassado US$ 101 mil. Em nota, familiares agradeceram à decisão judicial e destacaram o trabalho da defesa. O comunicado menciona o advogado criminal Tom Farrell e o Ministério Público do Condado de Allegheny, responsável por retirar as acusações. Também cita o advogado de imigração Peter Rogers, cuja atuação foi considerada decisiva para a libertação. ** Com Agências **

  • Ramagem é solto e vai aguardar julgamento de asilo em liberdade

    Ramagem após ser preso pelo ICE em Orlando, na Flórida ORLANDO - Aliados do ex-deputado federal, Alexandre Ramagem, anunciaram nas redes sociais que ele foi solto no fim da tarde desta quarta-feira, 15. Ele estava preso pelo ICE em Orlando, na Flórida, após uma abordagem policial verificar que o brasileiro dirigia sem carteira de motorista válida e com o visto de turista vencido. O influenciador Paulo Figueiredo, aliado do ex-deputado, agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a administração republicana pela soltura do amigo. "Alexandre Ramagem está livre", escreveu. "Ele não falará com a imprensa. Favor não insistir." "Ramagem não precisou pagar fiança. Com boa vontade, foi verificado que a situação imigratória dele é absolutamente regular, como dito originalmente. EUA são Império das Leis e não a várzea que se tornou o Xandaquistão. Ele não responderá a nenhum processo criminal", escreveu Figueiredo no Instagram. Centenas de outros brasileiros já foram detidos pelo ICE em processo de asilo desde que Trump assumiu a Casa Branca no início de 2025, mas não tiveram o mesmo tratamento . Aqueles que conseguiram o direito de permanecer no país durante o julgamento do seu pedido tiveram que pagar fiança. A Polícia Federal (PF) foi a primeira instituição a anunciar a detenção de Ramagem na segunda-feira, 13. Em nota, a agência afirmou o brasileiro havia sido preso nos EUA após uma ação de cooperação entre autoridades americanas e brasileiras. Leia também: Sistema prisional de Orlando não cita razão de prisão de Ramagem Ramagem é considerado foragido da Justiça do Brasil, após ter fugido do país para os EUA no ano passado. O ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência durante o governo Jair Bolsonaro foi condenado, em setembro de 2025, a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal. Ramagem foi réu no mesmo processo que condenou o ex-presidente por tentativa de golpe de Estado. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ex-diretor da Abin saiu de forma clandestina do país pela fronteira com a Guiana em setembro. De Miami, ele gravava vídeos e votava à distância nas sessões da Câmara, amparado por um atestado médico. Após a mulher, Rebeca Ramagem, e as filhas do ex-delegado chegarem à Flórida, eles se mudaram para Orlando. A família passou a ser monitorada por um delegado da PF que trabalha em parceria com autoridades federais americanas. Um pedido de extradição corre em paralelo e depende da aprovação do secretário de Estado, Marco Rúbio. ** Com agências **

  • Trump publica nova imagem de IA com Jesus em meio a críticas ao papa

    T rump disse ter gostado da imagem em meio ao embate com Papa Leão XIV WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald ⁠Trump, publicou nesta quarta-feira, 15, uma imagem, aparentemente gerada por ‌inteligência artificial, em que aparece sendo abraçado por Jesus. Isso acontece dois dias depois de usar IA para produzir um auto-retrato que lembrava Cristo. A imagem, republicada na conta de Trump no Truth Social, mostra Trump de olhos fechados, encostando a testa na de Jesus, que aparece em uma pose semelhante. A postagem original tinha a legenda: ‘Eu nunca ⁠fui ‌um homem muito religioso… mas não parece que, com ⁠todos esses monstros satânicos, demoníacos e que sacrificam crianças sendo expostos… Deus pode estar jogando sua carta Trump!’. A repostagem de Trump acrescentou a legenda: ‘Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho que é ​muito bonito!!!’. Trump tem se desentendido com o papa Leão, o primeiro líder da Igreja Católica nascido nos EUA e ​um crítico declarado da guerra que começou com os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã. Trump reiterou suas críticas ao líder religioso na noite de terça-feira. Em uma publicação separada no Truth Social, Trump pediu que ‘alguém, por ‌favor, conte ao papa Leão’ sobre os ​assassinatos de manifestantes pelo Irã e que ‘o Irã possuir uma bomba nuclear é absolutamente inaceitável’.

  • Aumenta o número de turistas que evitam os EUA

    Caos nos aeroportos, custo das passagens e incerteza na política de imigração afastam turistas dos EUA NOVA YORK - Os Estados Unidos deveriam estar atingindo níveis recordes de turismo já que é um dos anfitriões da Copa do Mundo da FIFA, além de comemorar o centenário da Rota 66 e os 250 anos da sua independência em 2026. Mas o número de visitantes segue uma linha decrescente. No ano passado, a entrada de estrangeiros no país registrou uma queda em 5,4%, enquanto o resto do mundo observou crescimento de 4%, segundo o Barômetro Mundial do Turismo. O número de canadenses que visitam os EUA caiu em 22% em 2025, em relação ao ano anterior. O índice representa a maior redução do mercado turístico global. De acordo com especialistas, uma série de fatores contribuem para isso. Recentemente, viajantes vivenciaram tempos de espera de até quatro horas em aeroportos americanos — os mais longos dos 24 anos de história da Administração de Segurança do Transporte (TSA, na sigla em inglês). A culpa foi de uma paralisação parcial do governo federal iniciada em meados de fevereiro, ela já é a mais longa da história do país. Como o Congresso não aprovou um orçamento para o funcionamento da agência aeroportuária, fiscais da TSA trabalharam sem receber por mais de um mês. Com isso, milhares deles suspenderam os trabalhos e mais de 500 se demitiram. Uma ordem presidencial assinada no dia 30 de março restaurou os pagamentos dos funcionários da TSA e pretende reduzir significativamente os tempos de espera dos aeroportos. Mas as manchetes e as fotos de longas filas são mais um dentre uma série de obstáculos enfrentados atualmente pelo setor de viagens e turismo dos EUA. A presença contínua de agentes do ICE nos aeroportos americanos também não parece ajudar a promover a imagem do país. Os agentes do ICE foram originalmente destacados para auxiliar na falta de funcionários da TSA. Mas o secretário de Transporte, Sean Duffy, declarou que eles permanecerão "pelo tempo que for necessário".. Sandra Awodele nasceu na Nigéria, mas é cidadã americana naturalizada. Ela afirma que a presença do ICE a deixou mais alerta. "Com o ICE detendo pessoas que podem ou não ser cidadãos e se desculpando posteriormente se estiverem errados, precisei mudar meus planos de viagem algumas vezes, quando o aeroporto aonde estiver chegando tem grande presença do ICE", ela conta. "Nunca tive nenhum problema, mas, agora, receio que possa vir a ter, devido aos procedimentos e protocolos que talvez eu desconheça. É assustador." O envio de agentes do ICE aos aeroportos é apenas um dentre uma série de rápidas mudanças de políticas que confundem alguns viajantes internacionais. Uma combinação de sentimento antiamericano causado por algumas das políticas do presidente Trump e das longas esperas ainda vivenciadas por alguns viajantes em muitos aeroportos americanos fez com que alguns ponderassem se esta é a época adequada para visitar a terra do Tio Sam. Além disso, a guerra atual dos EUA e Israel contra o Irã, que vem aumentando a ansiedade e o custo das passagens aéreas, não mostra sinais de relaxamento. O chefe de relações governamentais da Associação de Viagens (o grupo lobista do setor de viagens americano), Erik Hansen, declarou que o setor de viagens do país reconhece a necessidade de reduzir as diferenças entre os temores dos viajantes e sua experiência real no campo. Ele também destaca que muitos aeroportos criaram processos alfandegários rápidos que reduziram as filas para as chegadas internacionais, enquanto outros implementaram um processo de segurança prático para manter as filas andando com rapidez. No momento, as discrepâncias entre as garantias oficiais e o desconforto dos viajantes permanecem sem solução. ** Com BBC **

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