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- Spirit Airlines cancela todos os voos e encerra as atividades
Fechamento da companhia de uma hora para outra deixou passageiros frustrados WASHINGTON - A companhia aérea de baixo custo Spirit Airlines, que atendia diversos destinos nos Estados Unidos e na América Latina, anunciou neste sábado, 2, que cancelou todos os seus voos e iniciou o "encerramento ordenado de suas operações", após o fracasso de um possível resgate financeiro por parte da Casa Branca. O presidente Donald Trump havia manifestado interesse em oferecer ajuda econômica para salvar milhares de empregos na empresa, que havia declarado falência duas vezes em 2025. A companhia aérea conectava os EUA, especialmente a Flórida, com mais de 20 destinos na América Latina e no Caribe, entre eles México, Colômbia, Costa Rica, Honduras, Peru, Porto Rico e República Dominicana. A empresa tinha 4.119 voos entre 1° e 15 de maio, com capacidade para 809.638 passageiros, de acordo com a empresa de dados de aviação Cirium. Especialistas acreditam que JetBlue Airways e Frontier Airlines devem ser beneficiadas com a medida. Em um comunicado, a dona da aérea, Spirit Aviation Holdings, anunciou "com pesar que a companhia iniciou o encerramento ordenado de suas operações, com efeito imediato. Os passageiros da Spirit não devem ir ao aeroporto". O site da empresa exibe uma mensagem informando que "o serviço de atendimento ao cliente não está mais disponível". A companhia aérea afirmou que processará os reembolsos dos voos já adquiridos. BAIXO CUSTO A empresa é conhecida por seus chamativos aviões amarelos, começou a oferecer voos em 1992 e se consolidou por seu baixo custo como uma forte concorrente das companhias aéreas tradicionais. Seu presidente e diretor executivo, Dave Davis, afirmou que em março havia chegado a um acordo com os credores para um plano de reestruturação que "teria permitido ressurgir como um negócio com futuro". No entanto, o vertiginoso aumento dos preços do combustível desde a eclosão da guerra no Oriente Médio "nos deixou sem outra alternativa senão realizar um encerramento gradual da empresa", afirmou no comunicado. FRACASSO EM FINANCIAMENTO Na sexta-feira (1°), Trump declarou que havia enviado uma "proposta final" de resgate à companhia aérea, que em 2024 empregava cerca de 11 mil pessoas. "Imagino que estamos analisando. Se pudermos fazer, faremos, mas apenas se for um bom negócio", disse. Altos funcionários de sua administração criticaram o governo anterior de Joe Biden por ter bloqueado uma oferta de aquisição de US$ 3,8 bilhões por parte da JetBlue, argumentando que prejudicaria os consumidores. Em nota, a Spirit garantiu que houve "esforços amplos e exaustivos para reestruturar o negócio", mas que a falta de financiamento adicional a deixava "sem outra opção senão empreender este encerramento". Nas últimas semanas, a companhia vinha negociando uma linha de crédito emergencial de US$ 500 milhões com o governo Trump. Alguns dos investidores credores da Spirit se opuseram aos termos do resgate, segundo os quais o governo poderia acabar ficando com 90% da Spirit, porque isso os deixaria em uma situação financeira pior caso a companhia aérea eventualmente falisse. Alguns parlamentares republicanos também se opuseram a um resgate governamental da Spirit. Para Jan Brueckner, professor emérito de Economia da Universidade da Califórnia em Irvine, a alta do preço do combustível foi "a gota d'água". AMERICAN E UNITED OFERECEM AJUDA A CLIENTES Após o anúncio do encerramento, American Airlines e United Airlines, duas das gigantes americanas do transporte aéreo, se ofereceram para ajudar os clientes da Spirit. A American garantiu que oferecia "tarifas de resgate" nas rotas da Spirit para "mitigar o impacto nas comunidades" e a United propôs "passagens só de ida com preço máximo a partir da maioria das cidades para onde voava" a empresa de baixo custo. A Associação de Comissários de Bordo, sindicato que representa cerca de 5.000 funcionários da Spirit, disse que estava em contato com outras companhias aéreas para apoiar o pessoal da Spirit. "A cada comissário de bordo em atividade será fornecido hotel e/ou um voo para retornar para casa", acrescentou o sindicato. Este encerramento é "a notícia mais difícil de nossas vidas", completou. REGULADOR DESCARTA RESGATE DE LOW COSTS O secretário de Transportes, Sean Duffy, disse neste sábado que não acredita que o governo precise socorrer as companhias aéreas de baixo custo devido aos altos preços do combustível de aviação. "Eu diria que, neste momento, não acho que seja necessário. Elas têm acesso a dinheiro. Se quiserem recorrer ao governo dos EUA, seremos um credor de última instância. Se puderem encontrar dólares nos mercados privados, acho que será melhor para elas", disse Duffy em uma coletiva de imprensa no aeroporto de Newark, após o colapso da companhia aérea de baixo custo Spirit Airlines. Ele afirmou ainda que a perspectiva de resgate da Spirit foi vista como uma oportunidade por algumas outras companhias aéreas de obter dinheiro "não necessariamente com base na necessidade, mas com base na oportunidade". Um grupo de companhias aéreas de baixo custo dos EUA, incluindo a Frontier e a Avelo, disse na segunda-feira que havia proposto a troca de bônus de subscrição que poderiam ser convertidos em participações acionárias por US$ 2,5 bilhões em assistência do governo dos EUA. A Association of Value Airlines confirmou que solicitou ao governo do presidente Donald Trump a criação de um pacote de liquidez de US$ 2,5 bilhões, a ser usado exclusivamente para compensar os custos maiores de combustível, "como uma medida necessária e direcionada para estabilizar as operações e manter as tarifas aéreas acessíveis durante esse período de volatilidade". As empresas também pediram que o Congresso suspenda o imposto federal de 7,5% sobre as passagens aéreas e o imposto de US$ 5,30 por trecho. A isenção dessas taxas compensaria cerca de um terço do aumento do combustível de aviação. A proposta destaca uma das consequências não intencionais da guerra de EUA e Israel contra o Irã: um aumento nos preços do combustível de aviação que praticamente dobrou os custos, reduzindo as margens e empurrando as companhias aéreas mais fracas para a beira do abismo. ** Com Agências **
- Menino venezuelano de 10 anos vai sozinho à Corte após mãe ser detida pelo ICE
Criança chegou aos EUA ainda bebê HOUSTON - Um menino venezuelano de 10 anos compareceu sozinho, no final do mês de abril, a um tribunal de imigração em Houston, no Texas, após sua mãe ser detida por agentes do ICE. Sem advogado e sem familiares próximos nos Estados Unidos, Wilfredo Gomez passou a enfrentar de forma independente um processo de deportação para o Equador, país onde, segundo aliados da família, ele nunca esteve e não conhece ninguém. O caso ganhou repercussão nos EUA após o congressista democrata Joaquin Castro denunciar a situação nas redes sociais e cobrar a libertação da mãe do garoto, Nexoli, além da suspensão imediata da deportação. Segundo relato de Wilfredo à emissora Univision, a ida ao tribunal foi marcada por medo e insegurança. "Eu estava com muito medo porque era a minha primeira vez no tribunal", afirmou o menino. De acordo com informações da Fox San Antonio e da Chron, Nexoli foi detida em dezembro durante uma blitz policial em Houston e permanece presa desde então. Ela possui autorização de trabalho e, segundo Castro, tentava regularizar sua situação migratória enquanto mantinha um pedido de asilo em andamento junto com o filho. Sem outros parentes nos EUA, a antiga chefe de Nexoli, Marife Mosquera, assumiu a tutela legal de Wilfredo. Foi ela quem recebeu uma notificação do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) informando que o governo federal havia iniciado o processo de deportação da criança. Mosquera também relatou que foi informada de que, com a prisão da mãe, o processo migratório de Wilfredo passou a tramitar separadamente. Desde então, ela tenta obter mais informações junto às autoridades sobre o caso e busca assistência jurídica para o menino. Impactos emocionais Depois da detenção da mãe, Wilfredo passou a apresentar sinais de abalo emocional. Segundo sua tutora, ele perdeu peso e seu desempenho escolar caiu. Ao falar sobre a ausência de Nexoli, o menino destacou a mudança na rotina e no apoio emocional que recebia. "Ela costumava me encorajar muito. Ela ainda me encoraja, mas não é a mesma coisa", disse à Univision. A situação levou Joaquin Castro a fazer um apelo público ao DHS Em publicação na rede X, o parlamentar afirmou que o menino não deveria estar sendo tratado como um infrator. “Wilfredo tem 10 anos. Na semana passada, ele se representou no tribunal de imigração. Sua mãe, Nexoli, foi detida em Houston e está presa, longe do filho, desde dezembro”, escreveu o congressista. Castro afirmou ainda que o governo pretende deportar o garoto para o Equador, embora ele nunca tenha vivido no país. “Ele deveria ser tratado como uma criança, não como um criminoso”, acrescentou. A publicação foi compartilhada posteriormente por Aaron Reichlin-Melnick, pesquisador sênior do Conselho Americano de Imigração, que afirmou que situações como essasão comuns no sistema migratório americano. “Dizer que uma criança de 10 anos se representou sozinha em um tribunal de imigração parece uma afirmação distópica, mas isso é relativamente comum em nosso sistema”, escreveu. Ele também criticou medidas adotadas durante o governo de Donald Trump, afirmando que uma das primeiras ações da administração foi retirar financiamento da assistência jurídica gratuita para crianças imigrantes. O Departamento de Segurança Interna ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o caso até a publicação dessa reportagem. ** Com Agências **
- Trump sanciona projeto para financiar Departamento de Segurança Interna após longa paralisação por operações do ICE
WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou nesta quinta-feira a lei que financia as agências do Departamento de Segurança Interna (DHS), incluindo o Serviço Secreto e a Administração de Segurança dos Transportes, pondo fim à paralisação parcial que tem afetado as operações do DHS há quase 11 semanas. O impasse foi rompido quando a Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, aprovou por unanimidade um projeto de lei aprovado pelo Senado que os conservadores se recusaram a considerar no mês passado A Câmara aprovou a legislação enquanto as autoridades advertiam que o financiamento atual estava prestes a se esgotar, ameaçando o caos nos aeroportos e apresentando possíveis vulnerabilidades à segurança nacional. Isso representou uma vitória para Trump e para o líder da maioria no Senado, John Thune, que havia pressionado os republicanos da Câmara a aprovar o projeto de lei sem modificações. A legislação, que o Senado aprovou por unanimidade duas vezes, em 27 de março e 2 de abril, financiará as agências do DHS que não estão envolvidas na repressão à imigração de Trump até 30 de setembro, o final do ano fiscal de 2026. Essas agências incluem a FEMA, a Guarda Costeira dos EUA e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura. Pedidos para avançar com o projeto de lei mais amplo do DHS se intensificaram após o tiroteio de sábado no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, onde os promotores dizem que um homem tentou assassinar Trump. O escritório de orçamento da Casa Branca também alertou que as operações de segurança interna afetadas não poderiam pagar os funcionários em maio, que começa. Os republicanos da linha-dura da Câmara e outros conservadores se opuseram ao projeto de lei do DHS porque sua linguagem omitia o financiamento para o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e para a Patrulha de Fronteira, após a morte a tiros de dois cidadãos norte-americanos por agentes de imigração em Minneapolis. Os líderes republicanos conseguiram amenizar a situação na quarta-feira, aprovando um projeto orçamentário de US$70 bilhões aprovado pelo Senado para fornecer dinheiro novo para o ICE e a Patrulha de Fronteira, o que permitiu que os comitês do Congresso começassem a redigir uma legislação de financiamento separada para essas agências. Os republicanos esperam aprovar essa legislação em maio, usando um procedimento especial de "reconciliação orçamentária" que lhes permite contornar a oposição democrata no Senado. As duas agências de fiscalização de imigração receberam mais de US$130 bilhões em financiamento no ano passado por meio do mesmo procedimento -- um grande impulso que Trump solicitou para realizar sua campanha maciça de deportação de imigrantes. O financiamento para a maior parte do DHS acabou em 14 de fevereiro, quando os democratas pressionaram os republicanos e a Casa Branca a aceitar novas restrições ao ICE e à Patrulha de Fronteira. Os democratas insistiram que a fiscalização da imigração estivesse sujeita às mesmas regras operacionais das forças policiais dos Estados Unidos, incluindo a exigência de que mandados judiciais fossem obtidos antes que os agentes pudessem entrar em residências particulares. Mas semanas de negociações terminaram em um impasse. ** Com Reuters **
- Homem acusado de tentativa de assassinato de Trump concorda em permanecer sob custódia
WASHINGTON - O homem acusado de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma festa de gala para a imprensa em Washington concordou, nesta quinta-feira, em permanecer sob custódia enquanto seu processo avança. O suspeito, Cole Allen, de 31 anos, não contestaria imediatamente os argumentos dos promotores de que ele é um perigo para a comunidade e deveria permanecer na prisão, disse sua advogada, Tezira Abe, durante uma audiência no tribunal. Allen supostamente invadiu um posto de controle de segurança e disparou uma espingarda do lado de fora do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca no sábado. Os promotores argumentaram que Allen planejou cuidadosamente atacar Trump e outras autoridades de seu governo enquanto eles jantavam com cerca de 2.600 jornalistas, políticos e outros em um salão de baile no hotel Washington Hilton. Eles alegaram em um processo judicial que Allen viajou de trem de sua cidade natal na Califórnia para Washington armado com a espingarda, um revólver calibre 38, bem como facas e punhais e estava "disposto a cometer um tiroteio em massa dentro de uma sala cheia de autoridades do mais alto escalão do governo dos EUA". Allen é acusado de tentativa de assassinato, disparo de arma de fogo durante um crime de violência e transporte ilegal de armas e munições através de fronteiras estaduais. Ele ainda não se declarou culpado. Nos autos do processo, seus advogados de defesa destacaram o que chamaram de falhas no caso do governo, incluindo dúvidas sobre se Allen atirou em um agente do Serviço Secreto dos EUA, como as autoridades alegaram inicialmente. ** Com Reuters **
- Fifa confirma que Irã jogará a Copa do Mundo nos Estados Unidos
NOVA YORK - O Irã jogará a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, confirmou nesta quinta-feira, 30, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante seu discurso no 76º Congresso da entidade máxima do futebol mundial, em Vancouver, no Canadá. "Para começar, gostaria de confirmar logo de início que, é claro, o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa de 2026. E, é claro, o Irã jogará nos Estados Unidos. O motivo é simples: temos de nos unir, unir as pessoas, é a nossa responsabilidade. O futebol une o mundo", ressaltou. "Temos de sorrir, ser felizes, ser positivos. Muitas pessoas tentando dividir o mundo, se ninguém unir, o que acontecerá? Temos essa oportunidade, temos a Copa, muito poderosa, tem a mágica de nos unir. Juntos somos invencíveis", acrescentou o presidente da FIFA. A participação do Irã na Copa do Mundo havia sido colocada em dúvida devido à guerra com os EUA e Israel, que eclodiu em 28 de fevereiro. No entanto, Infantino já havia assegurado a presença do iraniano no Mundial, apesar de o presidente Donald Trump ter sugerido que os jogadores iranianos poderiam não estar "seguros" no país. A Copa do Mundo de 2026, a primeira a contar com 48 seleções, ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho. O Irã está no Grupo G do Mundial, no qual enfrentará a Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com todos os jogos nos nos EUA. O Irã estreia contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, e depois enfrenta a Bélgica no dia 21. As duas partidas serão realizadas em Los Angeles. Em 26 de junho, a equipe jogará contra o Egito, em Seattle. Caso avance à fase eliminatória, não existiriam partidas nem no Canadá nem no México.
- Brasileiro é condenado à prisão perpétua por assassinato da namorada
A expectativa era de que Akay pegasse prisão perpétua LOS ANGELES - O brasileiro Luis Antônio Gomes Akay foi sentenciado na sexta-feira, 24, à prisão perpétua por homicídio em primeiro grau após ter confessado o assassinato da namorada na Califórnia há mais de três anos. Ele pode pedir liberdade condicional após 25 anos. O assassino de Anna Laura Costa Porsborg foi condenado por unanimidade no ínico do mês. Durante 20 dias, provas e depoimentos embasaram a decisão dos jurados sobre o crime ocorrido em 27 de dezembro de 2022. O corpo da vítima nunca foi encontrado. Akay, 39, admitiu que matou a jovem de 22 anos por estrangulamento e escondeu o corpo dentro de uma mala durante dois dias no hotel onde estavam hospedados em El Segundo. Ele "a manteve no quarto até decidir como faria para se livrar da vítima sem levantar suspeitas", descreveu em depoimento. Leia também: Justiça da Califórnia condena brasileiro por assassinato da namorada O assassino disse que após uma discussão, Anna bateu duas vezes em seu rosto e, por isso, ele a imobilizou e estrangulou até a morte. Akay confessou que colocou a vítima em uma mala azul no dia 29 de dezembro e a levou até uma região montanhosa da Angeles National Forest, onde enterrou e cobriu com pedras o corpo da brasileira. Em tempo: Nos autos da Corte, as imagens das câmeras de segurança do hotel mostram o momento em que o brasileiro carrega a mala com dificuldade pelos corredores. O brasileiro afirmou não lembrar o local exato. A polícia rastreou os dados de localização do telefone celular do acusado, mas os restos mortais de Anna nunca foram encontrados A ausência de seu corpo não impediu os promotores de acusá-lo de homicídio. No Brasil, Akay já era suspeito em um caso de desaparecimento de uma mulher com quem se relacionou em 2017. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Aprovação de Trump cai em meio a preocupações com o custo de vida e a guerra com o Irã, aponta pesquisa
Popularidade de Trump já caiu mais de dez pontos desde que assumiu a Casa Branca em janeiro de 2025 WASHINGTON - A aprovação do governo de Donald Trump continua em queda nos Estados Unidos e atingiu o nível mais baixo de seu mandato influenciada por preocupações com o custo de vida no país e com a guerra contra o Irã, segundo pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada nesta terça-feira, 28. O levantamento mostra que 34% dos americanos aprovam o desempenho do republiacano, porcentagem menor do que os 36% registrados em meados de abril. Já a aprovação sobre como Trump conduz as medidas que afetam o custo de vida dos americanos caiu de 25% para 22% entre as duas pesquisas. O levantamento de quatro dias, concluído na segunda-feira (27), foi conduzido em todo o país, de forma online, ouviu 1.014 adultos norte-americanos e apresenta uma margem de erro de 3 pontos percentuais. Em tempo: A maioria das respostas foi coletada antes do ataque a tiros na noite de sábado (25), durante um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, onde Trump deveria discursar. Os promotores federais acusaram o atirador de tentar assassinar o presidente. A posição de Trump perante a população tem apresentado uma tendência de queda desde que ele assumiu o cargo em janeiro de 2025, quando 47% dos norte-americanos o aprovavam. Sua popularidade sofreu uma queda desde que EUA e Israel lançaram uma guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, o que levou a um aumento nos preços da gasolina e encarecimento dos produtos. ** Com Reuters **
- Rei Charles III defende unidade entre EUA e Reino Unido em meio às tensões com o Irã
Rei Charles III exaltou a amizade entre EUA e Reino Unido e disse que os dois países têm a obrigação de manter a paz WASHINGTON - O rei Charles III, do Reino Unido, disse nesta terça-feira, 28, ao Congresso dos Estados Unidos que, apesar de uma era de incertezas, e de conflitos na Europa e no Oriente Médio, que os dois países sempre serão aliados firmes e unidos na defesa da democracia, em um momento de profundas divisões sobre a guerra com o Irã. "Quaisquer que sejam nossas diferenças, quaisquer que sejam os desacordos que possamos ter, estamos unidos em nosso compromisso de defender a democracia, de proteger todos os nossos povos e de saudar a coragem daqueles que diariamente arriscam suas vidas a serviço de nossos países", afirmou Charles a parlamentares norte-americanos durante um raro discurso em uma reunião conjunta do Senado e da Câmara dos Deputados dos EUA, e após uma prolongada ovação de pé durante sua entrada com a rainha Camilla. Charles proferiu o discurso no segundo dia de uma visita de Estado aos EUA, em um momento de tensão nas relações entre os dois países, após o presidente norte-americano, Donald Trump, criticar repetidamente o primeiro-ministro do Reino Unido, sir Keir Starmer, pelo que Trump considera falta de ajuda na condução da guerra contra o Irã. "Venho aqui hoje com o maior respeito pelo Congresso dos Estados Unidos -- essa cidadela da democracia criada para representar a voz de todo o povo norte-americano para promover direitos e liberdades sagrados", disse Charles. Trump afirmou que Starmer, que recebeu alguns aplausos em seu país por não aderir à ofensiva contra o Irã, não era nenhum Winston Churchill, e menosprezou uma oferta posterior de assistência militar para defender aliados na região. Antes do discurso, Charles se reuniu com os principais parlamentares republicanos e democratas após uma visita matinal à Casa Branca com Camilla, que incluiu uma reunião a portas fechadas entre o rei e Trump. Os eventos fazem parte de uma visita aos EUA destinada a reforçar os laços forjados entre o Reino Unido e sua ex-colônia ao longo dos 250 anos desde a independência norte-americana. O rei foi apenas o segundo soberano britânico a discursar no Congresso dos EUA. Sua mãe, a rainha Elizabeth, discursou para as duas Casas em 1991. Amizade Mais cedo, durante uma cerimônia de recepção ao ar livre na Casa Branca, Trump enfatizou a amizade que se desenvolveu entre britânicos e norte-americanos desde seus dias como adversários durante a Guerra da Independência e as "feridas de guerra" que ela causou. "Os soldados que antes se chamavam de casacas vermelhas e ianques se tornaram os Tommies e os GIs que, juntos, salvaram o mundo livre como irmãos de armas e irmãos na eternidade", disse o presidente em uma referência à Segunda Guerra Mundial, enquanto centenas de convidados se reuniam no gramado sul com o Monumento a Washington à distância. Depois de acompanhar o rei e a rainha até sua limusine para deixarem a Casa Branca, Trump disse a jornalistas: "Foi um encontro muito bom. Ele é uma pessoa fantástica. Eles são pessoas incríveis e é uma verdadeira honra". ** Com Reuters **
- Ex-diretor do FBI é acusado de ameaçar a vida de Trump
Comey nega qualquer intenção de ameaçar o presidente Donald Trump WASHIGTON - O ex-diretor do FBI James Comey, um crítico ferrenho do presidente Donald Trump, foi acusado de ameaçar a vida do mandatário, informou nesta terça-feira, 28, o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche. No ano passado, Comey fez uma publicação no Instagram — agora eliminada — que mostrava os números "86 47" formados com conchas marinhas. À época, Trump assegurou em uma entrevista à emissora Fox News que "86" era um jargão para "matar" e que "47" se referia a ele, como o presidente de número 47 dos Estados Unidos. "Ele sabia exatamente o que isso significava", afirmou Trump. "Significa assassinato, e ele disse isso alto e claro." Comey, por sua vez, garantiu que não teme as novas acusações e que vai enfrentá-las. "Bom, eles estão de volta, desta vez por causa de uma foto de conchas tirada há um ano em uma praia da Carolina do Norte, e isso não será o fim dessa história", declarou, em um vídeo publicado nas redes sociais. "Continuo sendo inocente, sem medo e acreditando no Judiciário federal independente. Então, vamos em frente", acrescentou. A acusação assegura que a referência "86 47" é uma "séria expressão de uma intenção de causar dano ao presidente dos Estados Unidos". Blanche disse que Comey enfrenta uma acusação por "fazer deliberadamente uma ameaça de tirar a vida e infligir danos" a Trump, e outra por fazer uma ameaça interestadual. Cada uma dessas acusações acarreta uma pena de até dez anos de prisão. "É justo dizer que ameaçar a vida de alguém é perigoso e potencialmente um crime", disse Blanche. Comey explicou que havia publicado a foto de conchas que tinha visto durante um passeio na praia. "Não me dei conta de que algumas pessoas associam esses números à violência. Isso nunca passou pela minha cabeça, mas sou contra qualquer tipo de violência, por isso apaguei a mensagem", afirmou. A acusação contra Comey chega três dias depois que um homem foi preso por supostamente tentar assassinar Trump durante um jantar de gala em Washington, organizado pela Associação de Correspondentes da Casa Branca. Caso arquivado Comey, de 65 anos, foi acusado formalmente em setembro de fazer declarações falsas ao Congresso, no que muitos consideraram parte de uma campanha de represália do presidente Trump contra seus adversários políticos. Essa acusação foi apresentada dias depois de Trump instar publicamente a então procuradora-geral Pam Bondi a tomar medidas contra o ex-diretor do FBI. A juíza Cameron Currie desconsiderou o caso com o argumento de que a promotora designada por Trump que apresentou a denúncia, Lindsey Halligan, havia sido nomeada de maneira ilegal. Bondi foi demitida no início de abril, em parte devido a seu fracasso em conseguir acusações contra adversários políticos de Trump. Comey foi indicado para dirigir o FBI, a polícia federal investigativa dos Estados Unidos, em 2013 pelo então presidente Barack Obama, e foi demitido por Trump em 2017. O magnata republicano o removeu do cargo em meio a uma investigação para determinar se algum integrante de sua campanha presidencial havia conspirado com Moscou para fraudar as eleições que venceu em 2016. No mesmo dia da nova acusação contra o ex-diretor do FBI, um juiz determinou que sua filha Maurene Comey pode proceder com uma ação na qual ela alega que sua demissão como procuradora federal no ano passado foi politicamente motivada. ** Com AFP **
- EUA buscam acelerar deportações de crianças imigrantes sob custódia
Governo dos EUA afirma que salvou as crianças em condições de vulnerabilidade; ativistas rebatem WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos está antecipando em semanas ou até meses as audiências de imigração para deportações de crianças sob custódia, informou a CNN na terça-feira, 28, citando autoridades do governo e advogados dos menores. Segundo a reportagem, crianças de até quatro anos tiveram que comparecer repetidamente ao tribunal e fornecer atualizações sobre o status de seus casos, às vezes sem ajuda jurídica, em questão de semanas. Em nota, Andrew Nixon, porta-voz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, disse que muitas das crianças estavam em risco de tráfico e exploração, e algumas foram trazidas pela fronteira por cartéis em condições perigosas e coercitivas. "Avançar com os casos ajuda a desarticular essas redes e garante que as crianças sejam devolvidas a ambientes seguros o mais rápido possível", declarou Nixon em um comunicado. "O governo está trabalhando para desarticular as tramas dos cartéis e devolver humanamente as crianças traficadas a seus lares e famílias o mais rápido possível", afirmou uma autoridade da Casa Branca. O funcionário não explicou como vai localizar os responsáveis nem assegurar se os menores vão estar em segurança. ** Com Reuters **
- Estados Unidos vão emitir passaportes com o rosto de Trump
Edição de passaporte com imagem de Trump vai ser limitada WASHINGTON - Os Estados Unidos vão começar a emitir passaportes com o rosto do presidente Donald Trump, informou o Departamento de Estado nesta terça-feira, 28. A medida faz parte das comemorações dos 250 anos da independência do país. O passaporte comemorativo terá uma ilustração baseada no retrato oficial de Trump como presidente na parte interna da capa. A arte também traz uma assinatura dele em dourado. Ao fundo, estão a bandeira dos EUA e a Declaração de Independência. Leia também: EUA divulgam esboço de moeda de US$ 1 com Trump para celebrar 250 anos de independência A contracapa do passaporte terá uma bandeira do 'país em dourado. No lugar das 50 estrelas no retângulo azul, o desenho traz 13 estrelas com o número 250 ao centro. A referência é à versão da bandeira de 1777, que representava as 13 colônias originais do país. O Departamento de Estado afirmou que vai lançar um número limitado de versões comemorativas com o rosto de Donald Trump. Elas terão a mesma validade e os mesmos recursos de segurança do modelo tradicional.
- Atirador que abriu fogo em evento com Trump é acusado de tentativa de assassinato
WASHINGTON - O homem que invadiu um jantar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com correspondentes da Casa Branca, em Washington, foi formalmente acusado de tentativa de assassinato nesta segunda-feira, 27, em uma tribunal federal e pode ser condenado à prisão perpétua. De acordo com o Departamento de Justiça, Cole Thomas Allen, de 31 anos, também foi denunciado por transporte interestadual de arma de fogo com a intenção de cometer um crime e por disparo de arma durante a prática de um ato violento. Em coletiva de imprensa, a procuradora distrital de Washington, Jeanine Pirro, informou que o atirador enfrentará acusações adicionais. As autoridades também determinaram sua prisão preventiva. A Justiça americana agendou uma nova audiência para a próxima quinta-feira (30). Allen é professor na cidade de Torrance e chegou a ser premiado como docente do mês em um centro de formação onde trabalhava, em dezembro de 2024. Em seu perfil no LinkedIn, ele se descrevia como "engenheiro mecânico", "profissional de informática" e "desenvolvedor de videogames". Ele não possuía antecedentes criminais nem era monitorado pela polícia. No entanto, segundo a emissora CBS, publicava "retórica anti-Trump e anticristã" em suas redes sociais. Além disso, havia adquirido legalmente o fuzil e a pistola semiautomática que portava no momento do ataque. ** Com Ansa **
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