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  • Morre fundador da CNN aos 87 anos

    Turner revolucionou o telejornalismo americano com o canal de notícias 24 horas WASHINGTON - O empresário norte-americano Ted Turner, fundador da rede de TV CNN e um dos nomes mais poderosos da mídia nos Estados Unidos, morreu nesta quarta-feira, 6, aos 87 anos. Turner revolucionou o jornalismo nos EUA ao fundar, em 1980, a primeira rede do país dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia. A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa. Com personalidade reverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte desse dinheiro, ele comprou uma emissora de televisão, que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo. Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e em filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996. Luta pela causa ambiental Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos EUA e um grande filantropo. Ele chegou a doar R$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU). Turner foi casado com a atriz vencedora do Oscar, Jane Fonda. Em 1986, criou os Jogos da Boa Vontade (Goodwill Games), uma competição semelhante às Olimpíadas. Dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a iniciativa Ameaça Nuclear (Nuclear Threat Initiative) em 2001. A revista Forbes estima a fortuna de Turner em US$ 2,8 bilhões. Certa vez ele disse que "se tivesse um pouco de humildade, seria perfeito". ** Com Agências **

  • Apple terá que pagar US$ 250 milhões a usuários de iPhone em processo coletivo por engano sobre IA

    Acordo prevê pagamentos entre US$ 25 e US$ 95 para os consumidores arrolados na ação judicial LOS ANGELES - A Apple concordou nesta terça-feira, 5, em pagar coletivamente US$ 250 milhões a compradores de iPhone dos Estados Unidos para encerrar uma ação judicial que acusa a empresa de enganar as pessoas sobre novos recursos e capacidades de inteligência artificial (IA). No tribunal federal da Califórnia, a Apple não admitiu nenhuma irregularidade, mas aceitou um acordo que resolverá as reivindicações em uma grande ação coletiva movida no ano passado. O processo acusa a Apple de fazer propaganda enganosa sobre seus recursos de IA no iPhone, que a empresa chama de Apple Intelligence, incluindo um aprimoramento de seu assistente de voz Siri. A Apple pagará entre US$ 25 e US$ 95 para pessoas que compraram um iPhone 15 e um iPhone 16 entre junho de 2024 e março de 2025. Uma porta-voz da Apple afirmou que o processo se concentrou "na disponibilidade de dois recursos adicionais" em uma lista de diversos outros recursos lançados como parte da implementação do Apple Intelligence. "Resolvemos esse problema para manter o foco em fazer o que fazemos de melhor, entregar os produtos e serviços mais inovadores aos nossos usuários", disse ela. Em uma queixa protocolada na semana passada em nome dos compradores de iPhone no processo, advogados afirmaram que o marketing da Apple em torno de novos recursos de IA configurava publicidade enganosa. "A Apple promoveu capacidades de IA que não existiam na época, não existem agora e não existirão por dois ou mais anos, se é que existirão, ao mesmo tempo em que as comercializou como inovação revolucionária", escreveram os advogados. Eles acrescentaram que a Apple realizou essa campanha em torno da IA especificamente em um esforço para se manter competitiva diante das outras Big Tech na busca por novas tecnologias, impulsionada por novas empresas como a OpenAI e a Anthropic. O presidente-executivo, Tim Cook, que vai deixar o cargo neste ano, foi criticado ao longo dos anos por não ser inovador o suficiente com os produtos da Apple. Mas seu marketing da Apple Intelligence como capaz de oferecer aos clientes do iPhone uma versão nova e melhor do Siri que o transformaria de uma "interface de voz limitada em um assistente pessoal de IA completo" era supostamente falso. "O iPhone 16 foi entregue aos consumidores sem o Apple Intelligence, e o Enhanced Siri nunca chegou", escreveram os advogados. ** Com BBC **

  • Infestação de ratos mobiliza população nos EUA diante da omissão do governo

    A infestação de ratos deve piorar no verão, alertam especialistas BOISE - Moradores de Idaho enfrentam uma crescente infestação de ratos que tem levado parte da população a tentar capturar os animais com seus próprios recursos, diante da falta de respostas coordenadas das autoridades e do avanço acelerado da praga. Essa situação se multiplica em todos os Estados Unidos. O problema se concentra especialmente no condado de Ada, que inclui cidades como Boise e Eagle, onde relatos de roedores em casas, quintais e até dentro de eletrodomésticos se tornaram frequentes nos últimos anos. A presença dos animais, considerada incomum na região até recentemente, passou a se intensificar desde 2022. Sem um plano estadual estruturado para o combate, moradores têm recorrido a soluções improvisadas, como armadilhas caseiras e captura direta dos animais. Em alguns casos, a ação individual ocorre após prejuízos significativos, como danos estruturais em imóveis, fiação elétrica destruída e contaminação de ambientes. "Minha inquilina disse que algo estava roendo as paredes. Quando fui ver, era uma infestação", relatou uma proprietária de imóveis da região à agência de notícias americana Courthouse News Service", que afirma ter gasto cerca de US$ 20 mil para conter os danos. O casal Barbara e Doug Perry, moradores do condado de Ada, optou por encher a casa com adesivos e armadilhas, além de instalar uma câmera na cozinha para tentar capturá-los. Em uma noite, após receber uma notificação da câmera, Doug correu para a cozinha e conseguiu pegar um rato pelo rabo com as próprias mãos. "Eu simplesmente tive que matá-lo na minha cozinha", contou Doug, de 71 anos Projetos de lei fracassam Apesar da pressão de moradores e autoridades locais, tentativas de criar legislação específica para o combate aos ratos fracassaram no Legislativo de Idaho. Projetos que classificariam os animais como praga invasora e permitiriam ações mais amplas não avançaram, deixando cidades e condados sem respaldo legal claro para agir. Sem coordenação oficial, comunidades têm se organizado informalmente, inclusive com grupos on-line para compartilhar estratégias de captura e prevenção. Ainda assim, especialistas alertam que erradicar completamente a população de ratos é improvável, mesmo com medidas mais rígidas. Problema Nacional O cenário coloca Idaho diante de um desafio sanitário e urbano que já é comum em grandes centros, mas que agora avança sobre áreas até então pouco afetadas, exigindo resposta mais estruturada das autoridades. A rápida reprodução dos ratos tem agravado o cenário. Um único casal de roedores pode gerar milhares de descendentes em um ano, o que dificulta o controle, especialmente sem políticas públicas coordenadas. Além disso, fatores como crescimento urbano acelerado, mudanças climáticas e a presença de canais de irrigação — que funcionam como rotas de deslocamento dos roedores — criaram condições ideais para a proliferação. Estados do Nordeste, acostumados a lidar com a presença dos roedores, também enfrentam a escalada do problema. Moradores de Waltham, em Massachusetts, estão em alerta depois de dezenas de ratos serem flagrados em uma rua de restaurantes essa semana. Ainda que o problema já seja antigo, o aumento do número de animais preocupa com a aproximação do verão quando os comerciantes investem em servir na área externa. Proteção Especialistas ressaltam que o roedor é um animal de hábitos e aprendizado. Uma vez que ele descobre uma fonte de água ou comida, retornará sistematicamente ao local. Confira as dicas práticas do especialista: Feche as portas para o invasor: a primeira linha de defesa é a barreira física. Verifique se não há frestas embaixo das portas e mantenha as tampas de esgoto (tanto pluviais quanto cloacais) sempre bem vedadas. Cuidado redobrado com rações: quem possui cães, gatos ou galinheiros em casa deve ter atenção extrema. “Uma vez que os roedores tenham acesso a esses grãos, eles aprendem o caminho. É preciso evitar a disponibilidade constante desses alimentos”, alerta Soares. Limpeza de depósitos e garagens: o acúmulo de “tralhas” em locais úmidos e escuros é o cenário ideal para uma fêmea estabelecer um ninho. Manter garagens e depósitos organizados e com circulação de ar desencoraja a fixação de colônias. Uso estratégico de raticidas e armadilhas: se os sinais de presença (como fezes ou odores) já são frequentes, o uso de produtos específicos é recomendado: Armadilhas adesivas: eficazes para capturas internas, mas devem ser postas longe do alcance de crianças e pets. Iscas e venenos: devem ser colocados preferencialmente dentro de bueiros, tubulações de esgoto ou em “caixas porta-iscas” seguras na área externa.

  • Desenho de brasileiro de 12 anos de Massachusetts vence concurso da FIFA e vai estampar ônibus da Seleção

    Leo se inspirou em uma imagem do Vasco, seu time do coração NEW BEDFORD - O brasileiro Leo Silveira, de 12 anos, de Massachusetts, teve o desenho selecionado em um concurso global promovido pela FIFA, em parceria com Hyundai, e a arte vai estampar o ônibus da seleção do Brasil durante as competições da Copa do Mundo. A professora Aleisea Guzman, da sexta série da Nativity Preparatory School de New Bedford, foi a responsável pelo pontapé incial para Leo vencer a competição que selecionou 48 ilustrações, uma para cade seleção, entre milhares de desenhos enviados por crianças do mundo todo. "Ele tem interesse por arte e grande interesse por futebol. Então, eu sabia que esses dois combinados seriam incríveis para ele", avaliou. O desenho mostra torcedores em volta de uma faixa que diz "Vamos Brasil". Ao canal de televisão CBS, ele contou ter se inspirado em uma fotografia de torcedores do Vasco. "Era um desenho de um cara segurando uma faixa dizendo 'vamos resistir' porque naquela época estávamos lutando contra o rebaixamento e eu me inspirei nele", disse Leo que é torcedor do time carioca. O artista, que vive nos Estados Unidos há cinco anos, relata ter trabalhado durante uma semana na ilustração. Além de ter o desenho estampado no ônibus da seleção, o jovem ganhou dois ingressos para ver o jogo do Brasil contra Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey. *Da Redação

  • Serviço Secreto diz que trocou tiros com suspeito armado perto da Casa Branca

    Presidente Donald Trump estava na Casa Branca no momento do incidente WASHINGTON - O Serviço Secreto ‌dos Estados Unidos disse nesta segunda-feira, 5, que seus agentes confrontaram um indivíduo armado e "suspeito" perto da Casa Branca, que mais tarde disparou contra eles antes de fugir a pé e ser baleado pela polícia. O incidente levou a um breve bloqueio na região. Agentes que ⁠patrulhavam o perímetro externo do complexo da casa presidencial identificaram ‌uma pessoa que o vice-diretor do Serviço Secreto, Matthew Quinn, descreveu como um "indivíduo suspeito que parecia ter uma arma de fogo". Ele ‌fugiu brevemente a pé depois de ‌ser abordado por agentes do Serviço Secreto e disparou ⁠em sua direção, disse Quinn em uma coletiva de imprensa. Os agentes então dispararam contra o suspeito, que foi atingido e posteriormente hospitalizado, acrescentou Quinn. A comitiva de JD Vance passou pela área "não muito antes" do incidente, disse Quinn. Não havia ‌nenhuma indicação de que o suspeito pretendia se aproximar do vice-presidente. Um jovem que passava pelo local foi atingido pelo suspeito, mas não ⁠sofreu nenhum ferimento grave e estava ‌sendo tratado em um hospital, acrescentou Quinn. Os agentes observaram a "impressão visual de uma arma de fogo" ao considerar o comportamento do indivíduo como suspeito quando ele foi visto fora da propriedade da Casa Branca, ⁠disse Quinn. As autoridades policiais têm estado em alerta nos últimos dias na capital dos EUA após um tiroteio no Jantar da Associação de ‌Correspondentes da Casa Branca no final do mês passado, pelo qual um homem foi preso. Quinn foi questionado se o incidente ⁠desta segunda-feira estava ligado a "outros atentados recentes" contra a vida do presidente Donald Trump que estava na Casa Branca quando o incidente ocorreu. "Se foi direcionado ao presidente ou não, eu não sei, mas vamos descobrir", disse Quinn. ** Com Reuters **

  • Dívida dos EUA chega a US$ 39,2 trilhões e supera o PIB anual do país

    Governo americano gastou mais do que arrecadou em 2025 WASHINGTON - A dívida nacional dos Estados Unidos chegou a US$ 39,2 trilhões nos 12 meses encerrados em março, ultrapassando os cerca de US$ 31 trilhões do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo o Comitê para um Orçamento Federal Responsável (CRFB, na sigla em inglês). Em 2025, o governo americano gastou US$ 1,78 trilhão a mais do que arrecadou, mantendo a trajetória de alta do endividamento, e também do custo para financiá-lo. Na prática, déficits maiores empurram a dívida para cima, e o aumento da dívida eleva a conta de juros. Quando o endividamento avança mais rápido do que a arrecadação, o espaço fiscal se estreita, mesmo sem a adoção formal de medidas de ajuste. Na semana passada, a Fitch Ratings alertou que a nota de crédito dos EUA está sob pressão diante de um “déficit em expansão”, que mantém o endividamento do país “muito acima” do observado em outras economias com classificação AA. A agência rebaixou os EUA em agosto de 2023 para AA+, citando o impasse recorrente em torno do teto da dívida. No relatório mais recente, a Fitch também apontou a piora das contas públicas associada aos cortes de impostos previstos no One Big Beautiful Bill Act. ** Com AE **

  • EUA investigam empresas brasileiras por preços da carne

    Preço da carne subiu 18% nos EUA em relação ao ano passado WASHINGTON - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira, 4, uma investigação para analisar supostas violações de regras de concorrência na indústria de processamento de carne, em ação que atinge empresas brasileiras. O processo, que envolve JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef, tramita em meio à disparada dos preços da carne bovina no país e à redução do rebanho. Nos EUA, um quilo de carne moída chegou a US$ 6,75 em janeiro deste ano, de acordo com Federal Reserve Economic Data, um aumento de 18% em comparação com o ano passado. "Há muito trabalho que já foi feito e muito ainda a fazer. Estamos avançando o mais rápido possível", afirmou o procurador-geral interino Todd Blanche. O procurador, que detalhou que o departamento já revisou cerca de 3 milhões de documentos, entrevistou pecuaristas e produtores e vai anunciar, no fim desta semana, um acordo que deve afetar os preços do frango, carne suína e peru. Consultadas, JBS e MBRF —conglomerado formado pela união entre Marfrig e BRF, que controla a National Beef nos EUA — afirmaram que não comentarão a decisão do governo americano. Cargill e Tyson Foods não responderam até a pulbicação dessa material. Peter Navarro, conselheiro do comércio da Casa Branca, destacou que metade das quatro maiores empresas do setor são brasileiras. Ele relembrou que, no último ano, quando o presidente impôs tarifas ao Brasil em resposta a ações consideradas prejudiciais aos EUA, o lobby da carne — que, segundo ele, é representado por interesses brasileiros — teria pressionado o governo americano. Navarro disse ainda que, nesse contexto, a carne que deveria estar abastecendo o mercado interno acabou sendo desviada para outros destinos, citando a China como exemplo. No fim do ano passado, uma reportagem do jornal americano The New York Times, afirmou que a Casa Branca solicitou uma análise das práticas das empresas frigoríficas após o presidente Donald Trump, em uma publicação nas redes sociais, ter acusado as gigantes do mercado de inflacionar artificialmente os preços e colocar em risco o abastecimento alimentar do país. Já na época, um comunicado da administração Trump nomeou especificamente JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef como alvos da investigação. A secretária de Agricultura Brooke Rollins afirmou que essas empresas controlam cerca de 85% do mercado de processamento de gado nos EUA. "Esse nível de concentração disparou de apenas 25% em 1977 para 71% em 1992, e agora para impressionantes 85%", escreveu ela em uma publicação nas redes sociais. "Juntas, essas empresas operam por meio de dezenas de negócios subsidiários, criando um cenário que deixa muitos de nossos produtores de gado com opções limitadas de comercialização. Para alguns pecuaristas, isso significa menos oportunidades de marketing, complicando um mercado já desafiador", disse Rollins. Ele defendeu ser necessário "trabalhar para enfrentar isso e proteger nossos pecuaristas e consumidores". Também disse que o governo pretende "promover justiça e concorrência", a fim de garantir que os produtores "tenham opções e um campo de jogo nivelado". Em uma imagem publicada pelo Departamento de Agricultura, dois braços aparecem se cumprimentando e na foto está escrito: "Departamento de Agricultura e Departamento de Justiça lutando pela manipulação dos preços". Após o anúncio da investigação, o deputado republicano Jason Smith afirmou que apoia a investigação de "possíveis práticas anticompetitivas na indústria de abate de carne". "Nossos fazendeiros merecem uma chance justa, competição real e preços transparentes", disse. ** Com AF **

  • Brasileira diz ser alvo de xenofobia ao postar fotos com marido americano

    Casal diz não se abalar com comentários xenofóbicos em suas redes sociais SALT LAKE CITY - Uma influenciadora brasileira que vive nos Estados Unidos expôs neste domingo, 3, comentários xenofóbicos que recebe em suas redes sociais ao postar fotos com seu marido americano. A página tem 123 mil seguidores e é dedicada a compartilhar as viagens e o dia a dia do casal Jad e Hansen Holland. Os jovens, que moram em Utah, compilaram comentários que dizem ter recebido em sua conta, todos feitos em inglês. Entre eles, estão frases como: "Seus filhos serão mestiços nojentos"; "Deporte-a"; "Outra garota de país de terceiro mundo venerando seu dono branco e americano"; "Por que você não conseguiu encontrar uma mulher branca americana?"; "Ele destruiu a linhagem dele"; "Espero que ela não engravide porque eu odeio crianças interraciais"; "Saia fora, terceiromundista. Você nunca será tão bonita como qualquer europeia"; "Casar com uma branca é absolutamente a melhor decisão". "Esses comentários não nos afetam, mas ainda é louco que as pessoas se sintam confortáveis ​​em dizer coisas como essa, e sabemos que não somos os únicos que os recebem", diz uma postagem na conta dos influenciadores. Ao contrário do Brasil, os EUA não têm uma lei que criminalize especificamente a xenofobia. Mas ataques do tipo contra estrangeiros podem ser enquadrados como crime de ódio. Ainda não está claro se Jad e o marido vão denunciar os ataques na Justiça.

  • Lula viaja aos EUA para se reunir com Trump

    Lula e Trump programavam o encontro para março WASHINGTON - O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva viaja aos Estados Unidos nesta quarta-feira, 6, para se encontrar com seu homólogo norte-americano, Donald Trump. A reunião deve acontecer no dia seguinte, na Casa Branca. A informação foi confirmada por diversos veículos de imprensa, mas ainda não houve posicionamento público por parte do Palácio do Planalto ou de autoridades americanas. Desde a breve reunião entre os dois presidentes às margens da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, por sua sigla em inglês), na Malásia, em outubro, havia a expectativa de uma visita oficial de Lula ao republicano. Na ocasião, os dois conversaram por telefone em janeiro, e o petista chegou a afirmar que a viagem aconteceria em março. Tentativa de normalizar relações A relação entre Brasília e Washington acumulou atritos após o norte-americano impor tarifas extras aos produtos brasileiros e sancionar autoridades envolvidas com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por crimes contra a democracia. Em fevereiro, a nova taxa global de Trump eliminou grande parte das barreiras tarifárias norte-americanas. O Brasil saiu beneficiado, mas não encerrou suas demandas sobre o tarifaço. Também permanecem outros ruídos diplomáticos. No mês passado, os EUA expulsaram um delegado brasileiro da Polícia Federal envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), acusando-o de manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição. Em retaliação, um agente norte-americano que atuava no Brasil também teve suas credenciais cassadas. A tentativa de arrefecer nova escalada de tensões é vista como prioritária pelo presidente brasileiro, que enfrenta tentativa de reeleição em outubro. Apesar de abrir um canal de diálogo com Trump, Lula voltou a criticar o republicano de forma mais incisiva por sua condução da guerra no Irã. Investigações comerciais, terras raras e terrorismo O petista também indica publicamente que quer normalizar as relações comerciais com os Estados Unidos. O Brasil permanece alvo de investigações norte-americanas sobre “práticas desleais” ligadas, por exemplo, ao trabalho forçado e ao uso do pix. Outro tema que deve compor a pauta é o interesse do Departamento de Estado dos Estados Unidos de designar grupos criminosos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Trump também assume interesse público em negociar acesso às terras raras brasileiras. ** Com Agências **

  • Foragido da Justiça do Paraná por feminicídio é preso na Geórgia

    Junior entrou no radar da polícia da Geórgia após atos violentos contra mulheres SANDY SPRINGS - O ICE avança com os procedimentos para deportar o brasileiro Job da Luz de Freitas Junior, foragido da Justiça do Paraná por ser suspeito do assassinato da própria mulher em 2024. Ele foi preso em Sandy Springs, na Geórgia, na semana passada. Junior já estava na mira da polícia local por denúncias de violência contra uma mulher, informou a delegacia de Sandy Springs. Ele passou a ser monitorado de perto por investigadores locais após um alerta emitido pelas autoridades migratórias. “O ICE recebeu informações indicando possível envolvimento em abuso físico contínuo contra outra vítima”, informou a polícia local em nota oficial, sugerindo que o suspeito teria feito uma nova vítima de violência doméstica durante sua estadia no estado da Geórgia. A abordagem e identificação do foragido contaram com o suporte tático da polícia local, que o entregou à custódia federal logo após a prisão. No Brasil, há uma ordem de prisão expedida pela Vara Criminal de Piraquara, no Paraná, referente ao homicídio de sua companheira ocorrido em território brasileiro há dois anos.

  • Surgem novas provas contra atirador em jantar com presença de Trump

    Investigadores descartaram dúvidas sobre autoria dos disparos contra agente do Serviço Secreto WASHINGTON - Investigadores encontraram provas contundentes de que o suposto atirador que tentou invadir um jantar de gala da imprensa em Washington, ao qual esteve presente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de fato atirou contra um agente do Serviço Secreto, disse uma procuradora federal neste domingo, 3. Até agora, persistiam dúvidas sobre qual arma havia atingido o agente em seu colete de proteção durante o jantar de gala, realizada em 25 de abril, já que pelo menos outro policial federal também havia aberto fogo. Jeanine Pirro, procuradora federal em Washington, declarou ao programa "State of the Union", da rede CNN, que os investigadores já podem afirmar com total certeza que o disparo partiu do homem acusado pelo ataque, Cole Allen. "Podemos estabelecer que um projétil - proveniente da espingarda de ação por bombeamento Mossberg do acusado - ficou incrustado nas fibras do colete do agente do Serviço Secreto", afirmou Pirro. Allen, que foi contido e detido pelas forças de segurança quase imediatamente após invadir com várias armas um posto de controle, ainda não apresentou sua declaração de culpa ou inocência. "É, sem sombra de dúvida, seu projétil; ele atingiu aquele agente do Serviço Secreto. Tinha a firme intenção de matá-lo - e de matar qualquer um que se interpusesse em seu caminho - em sua tentativa de assassinar o presidente dos Estados Unidos", acrescentou Pirro. ** Com AFP **

  • 'Visto de Ouro' de Trump é emitido para apenas uma pessoa em mais de seis meses

    Fracasso do programa indica que não há super ricos suficientes dispostos a doar dinheiro para os EUA WASHINGTON - O número de candidatos ao visto "Gold Card" (Cartão de Ouro), lançado pelo presidente Donald Trump para atrair milionários para os Estados Unidos, tem ficado aquém das expectativas do governo americano. Sete meses depois da implementação, o programa atraiu 338 interessados e emitiu um visto. Anunciado em fevereiro de 2025 e colocado em prática em setembro, o programa prevê que estrangeiros desembolsem US$ 1 milhão para assegurar uma permissão de residência acelerada nos EUA. Dos 338 interessados apenas 165 pagaram a taxa inicial de processamento de US$ 15 mil. Destas, 59 avançaram para uma etapa subsequente de preenchimento de dados e análise do formulário pelo governo. E, no final de abril, só uma pessoa havia efetivamente desembolsado US$ 1 milhão e sido aprovada para o "visto de ouro". As informações foram compartilhadas pelo secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, durante uma sabatina no Congresso no fim do mês passado e contrasta com as declarações anteriores. O secretário chegou a alardear um potencial de venda de 200 mil vistos ao anunciar o programa. Posteriormente, em junho, ele afirmou que o programa já havia atraído "70 mil interessados". Há um ano, Lutnick também afirmou que o Gold Card poderia arrecadar US$ 1 trilhão em receita e que ajudaria a "equilibrar o Orçamento" dos EUA. A dívida pública do país é de US$ 31,3 trilhões. Mesmo diante de números muito distantes dos propagandeados no lançamento do programa, Lutnick tentou demonstrar satisfação com os resultados do programa durante a sabatina no Congresso. Embora apenas uma pessoa tenha sido aprovada, "há centenas na fila que estão sendo analisadas", disse Lutnick. "Desbloqueie a vida na América" O Gold Card visa substituir o EB-5, um programa que existia há décadas e que oferecia vistos americanos para pessoas que investissem cerca de US$ 1 milhão em uma empresa com pelo menos dez funcionários. O programa de Trump também prevê que empresas paguem US$ 2 milhões para garantir a residência de um funcionário estrangeiro, juntamente com uma taxa de manutenção anual de 1%. O site governamental do programa exibe o slogan "Desbloqueie a vida na América" e passa longe do princípio da impessoalidade: logo no topo há uma imagem de um cartão dourado que mostra o semblante de Trump, ao lado de uma águia, a Estátua da Liberdade e a assinatura do presidente. O site também anuncia os planos de um futuro "Cartão Platina Trump" no valor US$ 5 milhões, que prevê que seu titular possa "passar até 270 dias nos EUA sem estar sujeito a impostos americanos sobre renda obtida fora dos EUA". ** Com Agências **

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