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- Em encontro com Trump, Xi afirma que relações China-EUA 'são as mais importantes do mundo'
Encontro entre Xi e Trump representa retomada de negociações comerciais abaladas pelo tarifaço PEQUIM - As relações China-Estados Unidos são as mais importantes relações bilaterais do mundo, disse o presidente chinês, Xi Jinping, durante banquete de Estado oferecido nesta quinta-feira, 14, em Pequim ao ser par americano Donald Trump. No jantar, Trump disse que as conversas anteriores entre as duas nações sempre foram "extremamente positivas". Um pouco antes, Xi e Trump tiveram uma reunião de quase duas horas, na qual discutiram assuntos como comércio, petróleo e Irã, segundo a Casa Branca. Em seguida, eles visitaram o Templo do Céu, em Pequim. Trump foi para a China com uma delegação que conta com vários líderes empresariais e bilionários, incluindo Elon Musk, da Tesla, Tim Cook, da Apple, e Jensen Huang, da Nvidia. Em seu discurso no jantar, Xi destacou a relação entre EUA e China como a "mais importante" do mundo, representando uma população conjunta de 1,7 bilhão de pessoas. O presidente chinês também afirmou que "o Grande Rejuvenescimento da Nação Chinesa" e o "Make America Great Again" ("Faça a América Grande de Novo") — slogans dos líderes da China e EUA, respectivamente — podem caminhar lado a lado. Em resposta, Trump classificou sua visita como uma "grande honra" e convidou Xi e sua esposa, Peng Liyuan, para visitar a Casa Branca em setembro. 'Você é um grande líder' Xi Jinping ofereceu uma recepção grandiosa a Donald Trump no primeiro dia de uma visita que analistas dizem poderá redefinir as relações entre as superpotências rivais. Na chegada de Trump, a guarda de honra militar alinhou-se do lado de fora do Grande Salão do Povo para receber o americano, incluindo uma salva de tiros e uma banda tocando o hino nacional dos EUA. O presidente parou duas vezes para cumprimentar crianças em idade escolar que acenavam com bandeiras chinesas e americanas. Ao apertar a mão de Xi, ele se inclinou para lhe dar um tapinha no braço, em um gesto de cordialidade. E fez muitos elogios ao seu anfitrião. "Você é um grande líder. Eu digo isso a todo mundo", declarou. Mais tarde, durante sua visita ao Templo do Céu, do século 15, Trump disse a repórteres que a China é um país bonito. No banquete à noite, chamou as negociações entre os dois países de uma oportunidade "preciosa". Foi um dia notável considerando que Trump construiu sua imagem política adotando uma postura dura em relação à China. "Não podemos continuar permitindo que a China viole nosso país dessa forma, e é isso que eles estão fazendo", afirmou Trump em um comício de campanha em 2016. Em 2020, ele disse que a China havia "explorado os EUA como ninguém jamais fez antes" e descreveu a pandemia de covid como o "vírus chinês". Antes de voltar ao poder, prometeu que iria "fazer a China pagar". No auge de uma guerra comercial entre EUA e China no ano passado, os dois lados chegaram a impor tarifas mútuas que ultrapassavam 100%. Em seguida, houve uma trégua frágil. Uma das principais dúvidas sobre esta visita de Trump à China é se a trégua vai durar — e se pode haver um acordo para substituí-la. Pequim preparou um espetáculo pensado para agradar Trump antes de qualquer acordo, como forma de demonstrar que a China está aberta ao diálogo. No entanto, pouco após o início das conversas, a mídia estatal divulgou comentários de Xi deixando claro que as tensões em torno de Taiwan podem representar um desafio. Mas a coreografia cuidadosamente planejada não foi apenas para beneficiar Trump e os 30 CEOs que o acompanharam. Tratou-se também de uma demonstração de força — algo que Pequim sabe que será transmitido ao vivo para os EUA e para o restante do mundo. "Estamos testemunhando uma mudança histórica", afirma John Delury, pesquisador do Centro de Relações EUA-China da Asia Society. "Evito atribuir peso excessivo a esta cúpula específica, mas a ascensão inexorável da China a um patamar em que rivaliza legitimamente com os EUA — isso está acontecendo diante dos nossos olhos. Pequim agora é a segunda capital do mundo." Irã e Taiwan Um dos pontos de discussão da reunião foi a guerra dos EUA com o Irã. O bloqueio do Estreito de Ormuz abalou a economia global, e espera-se que Trump busque o apoio de Pequim para reabrir a rota. Pequim e Teerã mantêm uma relação que remonta a décadas, e a China é o principal parceiro comercial do Irã. Se Xi ajudar a conduzir Teerã à mesa de negociações, isso poderá ampliar ainda mais sua margem de influência. "É do interesse deles resolver isso", disse o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, à rede Fox News antes da viagem. "E esperamos convencê-los a desempenhar um papel mais ativo." Mas a China deve querer algo em troca. Xi já alertou Trump, durante as conversas, que a questão de Taiwan pode levar os dois países a um confronto, segundo a mídia estatal chinesa. Ele poderia pressionar os EUA a adiar ou interromper vendas de armas para Taiwan, embora Washington seja legalmente obrigado a fornecer à ilha meios de defesa. Ainda assim, autoridades em Taiwan devem estar acompanhando esta cúpula com apreensão. Quando repórteres perguntaram aos dois líderes no Templo do Céu se haviam discutido Taiwan, nenhum deles respondeu. Diferentemente da visita anterior, quando a primeira-dama Melania Trump acompanhou o marido, desta vez o contexto é bastante diferente. O foco parece estar na delegação empresarial, que inclui grandes CEOs. Todos também estiveram presentes no banquete. Trump quis dar destaque a essa delegação, ao defender que a China abra mais espaço para empresas americanas. Se isso dará resultados, em termos de acordo, ainda não está claro, já que nenhum detalhe do encontro foi divulgado. O comunicado da Casa Branca afirmou apenas que os dois lados "discutiram formas de ampliar a cooperação econômica", incluindo expandir o acesso de empresas americanas ao mercado chinês e o investimento chinês em setores industriais dos EUA. Sobre o Irã, acrescentou que "ambos os países concordaram que o Irã nunca deve ter uma arma nuclear" e que "o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o fluxo livre de energia". O que acontece agora? Na sexta-feira, quando os dois líderes voltarão a se encontrar, pode haver mais novidades. Trump busca levar para casa algum ponto concreto que possa apresentar como uma vitória aos americanos, já que seus índices de aprovação continuam em queda. Xi afirmou que os dois lados devem ampliar os intercâmbios e a cooperação em áreas como comércio e agricultura — possivelmente um indicativo de que a China está disposta a aumentar as compras de soja, carne bovina e aeronaves da Boeing dos EUA. Os dois líderes também concordaram em definir a relação bilateral como "construtiva, estratégica e estável", em um novo enquadramento que deve orientar os laços entre os países nos próximos três anos. A China enfrenta sérios desafios econômicos, como o aumento do desemprego, crescimento desigual, uma crise no setor imobiliário e níveis muito elevados de endividamento dos governos locais. Pequim pode não desejar um mundo com Washington no centro do poder global, mas precisa encontrar uma forma de conviver com os EUA. Essa parece ter sido a mensagem transmitida por ambos os líderes durante o banquete desta noite. Ao falar da "recepção magnífica como nenhuma outra" que recebeu, Trump convidou Xi para visitar a Casa Branca em setembro. Xi encerrou seu discurso com um brinde ao futuro dos EUA e China: "Saúde." ** Com BBC **
- EUA monitoram mais de 40 pessoas por suspeita de hantavírus
0MS afirma que situação exige cuidado, mas não ameaça repetir cenário de Covid-19 WASHINGTON - Os Estados Unidos estão monitorando mais de 40 pessoas por suspeita de hantavírus, informou o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) do país. A maioria delas deve permanecer em casa e evitar contato com outras pessoas durante o período de monitoramento de 42 dias. Segundo David Fitter, gerente de incidentes da resposta do CDC ao hantavírus, as 41 pessoas pertencem a três grupos principais, "Primeiro, os passageiros que foram repatriados recentemente e agora estão em Nebraska e Emory; segundo, os passageiros que já haviam deixado o navio e retornado para casa antes da identificação do surto; e terceiro, as pessoas que podem ter sido expostas durante a viagem, especificamente em voos onde havia um caso sintomático", explicou Fitter a repórteres em uma teleconferência. Em entrevista à CNN, o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, disse que espera o surgimento de mais casos de hantavírus depois que dois passageiros testaram positivo para o vírus após serem retirados do cruzeiro MV Hondius, onde ocorreu o surto. “O período de incubação do hantavírus, ou vírus Andes, varia de seis a oito semanas. Então, esperamos que mais casos apareçam, na verdade, mas espero que sejam o menor número possível”, acrescentou Adhanom direto do porto de Grenadilla, em Tenerife. O chefe da OMS tentou acalmar os temores em torno do surto, reiterando novamente que o vírus “não é outra Covid”. Ele acrescentou que os passageiros que apresentarem sintomas receberão excelente atendimento médico agora que desembarcaram do navio. ** Com Reuters **
- Chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA renuncia
Banks disse que cumpriu a missão de fechar a fronteira entre os EUA e o México WASHINGTON - O chefe da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês), Michael Banks, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, 14. "Chegou a hora", disse Banks à Fox News. "Sinto que consegui colocar o país de volta nos trilhos, transformando-o da fronteira mais insegura, desastrosa e caótica que já tivemos na fronteira mais segura que este país já viu", afirmou. A saída de Banks, que estava no cargo desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca no último ano, é mais uma entre as recentes mudanças na equipe responsável pela política de imigração do governo republicano. Ele era aliado da ex-secretária de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem, que foi removida do cargo por Trump em março, disse um ex-funcionário da patrulha de fronteira sob condição de anonimato. Em março, o controverso agente da patrulha de fronteira, Gregory Bovino, se aposentou e o “czar da fronteira” ,Tom Homan, ganhou mais poderes sobre as operações de fiscalização. Nesta semana, o governo anunciou que David Venturella, ex-funcionário da imigração que também trabalhou para a empresa privada de prisões GEO Group, substituirá Todd Lyons como diretor interino do ICE. ** Da Redação **
- Empresária brasileira é solta após mais de 20 dias detida pelo ICE na Flórida
Fernanda mora nos Estados Unidos e trabalha no ramo da beleza desde pelo menos 2009 (Foto: Facebook) ORLANDO - A Justiça determinou na terça-feira, 12, a soltura da brasileira Fernanda Romana Linhares, após ela passar mais de 20 dias detida sob a custódia do ICE, em Orlando, na Flórida, e mobilizar as redes sociais com pedidos de orações. Segundo relatos de internautas, Fernanda, de 45 anos e mãe de três filhos, estava como passageira em um Uber no dia 20 de abril quando o motorista do carro de aplicativo foi abordado por policiais. Sistema a mantinha presa por "razões imigratórias" (Foto: Polícia do Condado de Orange) Nos registros da polícia do Condado de Orange, a empresária do ramo da beleza aparecia como detida sob custódia do ICE até ontem. Fernanda vive no país pelo menos desde 2009. Na Flórida, os policiais agem em parceria com agentes de imigração desde o ano passado. O modus operandis tem levado cidadãos americanos e portadores de green card à prisão temporária quando esses não apresentam a documentação exigida para comprovar o status. Autoridades federais também já alertaram que “estar em processo imigratório não protege da prisão nem da deportação”. A MANCHETE USA tentou contato com Fernanda, mas não obteve resposta. Nos stories do Facebook, ela compartilha posts desde o inicio da manhã desta quarta-feira, 13, celebrando a liberdade. Em 2024, a trajetória de Fernanda nos EUA foi tema de uma matéria no jornal O Estado de S. Paulo. O texto cita o início de sua jornada de "fazer unhas aos 9 anos no salão de sua mãe em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Hoje sua empresa Wonderful Beauty fatura mais de US$ 2 milhões por ano, ajudando brasileiros a conseguirem licenças de trabalho para atuar no setor de beleza e bem-estar nos Estados Unidos". Procurada, a empresa da brasileira também disse que não podia fornecer informações sobre o assunto. Já o ICE não atendeu ao nosso pedido de comentários até a publicação dessa matéria. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Arizona se prepara para receber seleção iraniana para a Copa do Mundo
TUCSON - Diante do conflito no Oriente Médio, a seleção de futebol do Irã não sabe se disputar a Copa do Mundo, que começa em menos de um mês, mas seus anfitriões nos Estados Unidos avançam a todo vapor nos preparativos para a recepção. No complexo esportivo que deve receber o 'Team Melli' na quente Tucson, no Arizona, os funcionários irrigam e cortam a grama metodicamente como estipulado pelas regras da Fifa. O gramado é mantido "nas mesmas condições em que vão jogar, tanto em Los Angeles quanto em Seattle", detalhou Sarah Hanna, diretora do Complexo Esportivo Kino, onde joga o clube local FC Tucson. "Estamos felizes em recebê-los e vamos proporcionar a eles uma experiência positiva. Para nós, está 100% confirmado e nunca foi colocado em dúvida (...) até que escutemos algo diferente da Fifa", acrescentou. Entre 12 e 20 reuniões semanais são realizadas no complexo para coordenar os arranjos logísticos de hospedagem, alimentação e segurança da Copa do Mundo que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México de 11 de junho a 19 de julho. O trabalho não foi paralisado apesar da incerteza em que se encontra a seleção iraniana desde fevereiro, quando EUA e Israel entraram em guerra com o Irã. "Ambiente seguro" A Fifa insiste que a seleção estará na Copa do Mundo. Mas, na última sexta-feira, o presidente da Federação Iraniana citou 10 condições para participar, incluindo a questão dos vistos e o respeito à comissão técnica. Washington poderia vetar a entrada de membros da delegação ligados à Guarda Revolucionária, o exército ideológico de Teerã, considerada uma organização terrorista pelos EUA. Teerã também exigiu segurança para sua equipe, ponto em que Trump jogou mais lenha na fogueira. O mandatário republicano disse, em março, que a seleção seria bem-vinda, mas acrescentou em seguida que não via como "apropriada" a "apropriada" a sua participação no torneio "por sua própria vida e segurança". Em Tucson, cidade de maioria democrata, Hanna afirmou que as autoridades elaboraram "um plano de segurança adaptado", que prevê a maior parte dos treinos fechados ao público. Jon Pearlman, presidente do clube local, busca acalmar as tensões. "Não acredito que o presidente Trump ou alguém em nosso governo queira fazê-los se sentirem indesejados ou em perigo. Eles vão criar um ambiente seguro porque queremos que nosso país continue sendo um anfitrião", afirmou Pearlman, que já vislumbra a Copa do Mundo Feminina de 2031. "Impossível" No Complexo Esportivo Kino, está previsto que os jogadores iranianos tenham uma academia equipada com aparelhos de musculação, banheiras de gelo e macas para massagem. "Nós os recebemos de braços abertos. Somos parte da comunidade mundial do futebol (...) o jogo une as nações, não as separa", declarou Pearlman. Um sentimento compartilhado na cidade de cerca de 540.000 habitantes, em ambos os lados do espectro político. "Espero que eles se sintam bem-vindos aqui apesar do que estamos fazendo", disse Rob McLane, um crítico da guerra contra o Irã. Por outro lado, os eleitores republicanos separam a política do esporte. "Fico feliz que venham e não tenho más intenções nem reservas", comentou Michael Holley, um veterano que aprova a guerra por considerá-la necessária para impedir que o Irã desenvolva uma bomba atômica. Para Holley, as palavras de Trump não deveriam ser lidas como uma ameaça. Ele "temia que os atletas fossem punidos por seu próprio governo se tivessem voz própria", comentou. Já a comunidade iraniana que reside em Tucson está dividida. Para alguns, como Ali Rezaei, a seleção é um instrumento de propaganda do regime dos mulás. "É impossível para mim apoiá-los. Se houver um protesto contra eles, talvez eu participe", afirmou. ** Com AFP **
- Trump publica imagem da Venezuela como 51º estado dos EUA
WASHINGTON - O presidente Donald Trump publicou em sua rede social nesta terça-feira, 12, uma imagem sugerindo a incorporação da Venezuela como o 51.º Estado norte-americano. A publicação do mapa da Venezuela com as cores da bandeira dos Estados Unidos acontece um dia após o republicano afirmar que está "considerando seriamente" incorporar o país, mas não vem acompanhada por uma declaração do presidente. Declarações anteriores Esta não é a primeira vez que Trump faz insinuações sobre a Venezuela. Em abril de 2026, ele falou sobre sua suposta popularidade no país e brincou com a possibilidade de ser presidente. "Aprenderei espanhol rapidamente. Não vai demorar muito. Sou bom com idiomas e irei à Venezuela. Vou me candidatar à presidência", declarou à época. Desde a operação que capturou Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, o republicano vem estabelecendo contato com as lideranças venezuelanas, principalmente com a presidente interina, Delcy Rodríguez. Em recente declaração, Rodríguez descartou qualquer posse do território venezuelano pelos EUA. “Continuaremos a defender nossa integridade, nossa soberania, nossa independência e nossa história (...) [A Venezuela] não é uma colônia, mas um país livre", escreveu a líder venezuelana. ** Da Redação **
- Flórida negocia com governo federal fechamento de prisão "Alcatraz dos Jacarés"
O presidente Donald Trump fez questão de comparecer à inauguração do "Alcatraz dos Jacarés" no ano passado TALLAHASSE - A Flórida negocia com o governo federal o fechamento da "Alcatraz dos Jacarés", um centro de detenção de imigrantes símbolo da campanha de deportação do presidente Donald Trump. Autoridades do centro inaugurado em julho de 2025 em Everglades informaram aos fornecedores na tarde de terça-feira, 12, que o local seria fechado, segundo um funcionário federal e três pessoas a par das operações do local que pediram anonimato porque ainda não há informação pública sobre o assunto. Os detidos da "Alcatraz dos Jacarés" devem ser transferidos da instalação até o início de junho e que o centro será desmontado nas semanas seguintes, às vésperas do início da temporada de furações na região. Entretanto, não está claro para onde os detidos irão; o governo federal administra muitos outros centros de detenção, inclusive na Flórida. O centro de Everglades, administrado pelo Estado, abrigava cerca de 1.400 detidos no mês passado, de acordo com dados do ICE. Os detalhes chegam dias depois que o The New York Times noticiou que a Flórida está em negociações com o governo Trump para fechar o centro, cuja operação custou ao estado centenas de milhões de dólares desde sua inauguração em julho passado. O governador Ron DeSantis confirmou após a publicação da matéria que autoridades federais e estaduais haviam discutido o fechamento do local. A Divisão de Gestão de Emergências da Flórida, que opera o centro, nem o gabinete de DeSantis responderam imediatamente a um pedido de comentário. Já o Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou em comunicado que a agência "avalia continuamente as necessidades e requisitos de detenção para garantir que atendam aos mais recentes requisitos operacionais". Leia também: Trump 'inaugura' prisão para imigrantes em área cercada por animais selvagens Detentos, seus familiares e advogados, bem como ativistas de imigração, têm denunciado repetidamente as condições insalubres e desumanas no presídio. Autoridades estaduais têm consistentemente rejeitado tais descrições e as classificado de falsas. Quando questionado sobre o futuro do centro nesta segunda, DeSantis não deu a entender que uma decisão fosse iminente. Falando a repórteres em Fort Myers ele disse que autoridades federais não lhe haviam comunicado que queriam o presídio fechado. Mas acrescentou que, se o governo federal parasse de enviar presos, o estado não o manteria aberto. DeSantis sugeriu que um segundo centro de detenção administrado pelo estado, a oeste de Jacksonville, permanecerá aberto mesmo que o centro de Everglades seja fechado e advertiu seus colegas republicanos para que não abandonem sua posição agressiva em relação à fiscalização da imigração antes das eleições de meio de mandato de novembro. "Acho que seria um grande problema político abandonar a missão de deportação", disse. Autoridades do DHS concluíram que o centro de Everglades é ineficaz e muito caro de se manter. O governo DeSantis tem gasto mais de US$ 1 milhão (R$ 4,9 milhões) por dia para manter o local, que fica em uma área isolada entre Miami e Naples. A Flórida ainda não recebeu o reembolso federal de US$ 608 milhões que solicitou para manter o centro por cerca de um ano. Alguns fornecedores privados contratados pelo estado para ajudar a operar o presídio têm enfrentado dificuldades para arcar com os custos. Um deles que pediu anonimato por medo de represálias do Estado, disse em uma entrevista na semana passada que o estado não pagava algumas faturas há mais de 200 dias. Ter fornecedores em dificuldades financeiras pode ser problemático para a Flórida quando a temporada de furacões começar, em 1º de junho. Muitos dos mesmos fornecedores que trabalham no centro de detenção também seriam obrigados a responder a um furacão —por exemplo, para remover detritos após uma tempestade. Sua capacidade de resposta pode ser limitada sem dinheiro suficiente para arcar com esses custos, alertou o fornecedor na entrevista. DeSantis disse em uma entrevista coletiva em Miami na semana passada que não tinha conhecimento de nenhum atraso nos pagamentos aos fornecedores e encaminhou as perguntas à divisão de gestão de emergências do estado. ** Com Agências **
- Brasileiro dispensa julgamento e sentença sobre aplicação irregular de botox sai em setembro
Siqueira assumiu a culpa em audiência em dezembro do ano passado BOSTON - A defesa de Rodrigo de Medeiros Siqueira, 33, abriu mão do julgamento do brasileiro, réu confesso de administrar Botox contrabandeado e não aprovado por autoridades de saúde dos Estados Unidos, informou o Departamento de Justiça na última semana. Ele já havia se declarado culpado em dezembro e a sentença será promulgada em setembro. Siqueira pode pegar até três anos de cadeia e um ano de liberdade supervisionada por comercializar remédios não autorizados e de forma ilícita, além da aplicação de multa que pode ultrapassar US$250 mil ou o dobro do lucro bruto resultante do delito, prevalecendo o valor maior. Segundo as investigações, Siqueira não tem licença "para prescrever, dispensar ou administrar medicamentos controlados nem para aplicar injeções". Ele praticava medicina ilegal nos EUA desde agosto de 2022, afirma a Justiça. Em junho do ano passado, o Departamento de Saúde Pública (DPH) de Massachusetts emitiu um alerta que dez pessoas desenvolveram botulismo iatrogênico após a aplicação de botox nas clínicas Rodrigo Spa, em Milton e Braintree, ambas em Massachusetts. Siqueira chegou a ser preso em outubro, mas foi solto "sob condições". Leia também: Brasileiro se declara culpado por prática ilegal de medicina em MA O processo cita que pelo menos dez vítimas apresentaram botulismo iatrogênico após serem submetidas a procedimentos estéticos nas duas unidades. Uma mulher, que não será identificada na reportagem, apresentou o laudo médico, atestando a reação desenvolvida por conta da injeção de toxina botulínica (Botox) em grandes quantidades. Ela chegou a ser internada duas vezes, uma delas com suspeita de derrame cerebral e ainda não recuperou totalmente a visão. O principais sintomas do botulismo iatrogênico são dor de cabeça, paralisia facial e fraqueza muscular. Em casos mais graves, a pessoa acometida pode sofrer fraqueza muscular progressiva. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Brasileiro se declara culpado por prática ilegal de medicina em MA
Vítimas afirmam que Siqueira se apresentava como médico BOSTON - O brasileiro Rodrigo de Medeiros Siqueira, 33 anos, se declarou culpado na sexta-feira, 12, por administrar Botox contrabandeado e não aprovado por autoridades de saúde dos Estados Unidos, informou o Departamento de Justiça. O processo cita que pelo menos dez vítimas apresentaram botulismo iatrogênico após serem submetidas a procedimentos estéticos na Rodrigo Beauty Spa em Massachusetts. Segundo as investigações, Siqueira "não tem licença para prescrever, dispensar ou administrar medicamentos controlados nem para aplicar injeções". Ele praticava medicina ilegal desde agosto de 2022, afirma a Justiça. O falso médico chegou a ser preso em outubro, mas foi solto "sob condições". Siqueira pode pegar até três anos de cadeia e um ano de liberdade supervisionada por comercializar remédios não autorizados e de forma ilícita. A multa pode ultrapassar US$250 mil ou o dobro do lucro bruto resultante do delito, prevalecendo o valor maior. Ainda não foi divulgada a data da sentença. Vítimas Uma das vítimas conversou com a Manchete USA. A brasileira, que não vai ser identificada na reportagem, apresentou o laudo médico que atesta o desenvolvimento do botulismo iatrogênico que se desenvolve por conta da injeção de toxina botulínica (Botox) em grandes quantidades. Ela chegou a ser internada duas vezes, uma delas com suspeita de derrame cerebral e, após mais de sete meses, ainda não recuperou totalmente a visão. Leia mais: Governo identifica 10 casos de botulismo associado a spa de brasileiro O principais sintomas do botulismo iatrogênico são dor de cabeça, paralisia facial e fraqueza muscular. Em casos mais graves, a pessoa acometida pode sofrer fraqueza muscular progressiva. Denúncia Em junho, o Departamento de Saúde Pública (DPH) de Massachusetts emitiu um alerta que dez pessoas desenvolveram botulismo iatrogênico após passarem pelo procedimento de aplicação de botox em duas clínicas Rodrigo Spa: Milton e Braintree. O órgão estadual orientava que todas as pessoas que fizeram o tratamento na clínica entre 1º de maio e 4 de junho procurassem um médico imediatamente, mesmo as assintomáticas. "O reconhecimento e o tratamento precoces podem melhorar significativamente os resultados", afirmou o departamento, em comunicado. SERVIÇO: Se acredita que você ou um parente foi vítima da Rodrigo Beauty Spa acesse https://www.fda.gov/inspections-compliance-enforcement-and-criminal-investigations/criminal-investigations/oci-vw-assistance-rodrigo-beauty. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- Homem é preso após ferir dois em tiroteio em via movimentada de Cambridge
Homem foi contido minutos após começar os disparos aleatórios CAMBRIDGE - Um homem foi preso após efetuar entre 50 a 60 disparos aleatórios contra carros parados em uma via rápida de Cambridge no início da tarde desta segunda-feira, 11. Tyler Brown foi contido e preso em poucos minutos. A polícia atendeu a ocorrência por volta das 13h06 na Memorial Drive - área próxima aos campi da Universidade Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) - enquanto as pessoas abandonavam os veículos para se esconder do atirador que portava um rife. Dois homens que estavam em carros diferentes foram atingidos e estão em estado grave. Uma das vítimas dirigia uma van da MBTA, o sistema de transporte público da região. As autoridades afirmam que não há indícios de que Brown conheça os feridos. Segundo a procuradora-geral de Massachusetts, Marian Ryan, um policial estadual e um civil, ex-fuzileiro naval autorizado a portar arma , atiraram contra o suspeito de 46 anos que foi ferido e imobilizado. Ele está em estado crítico, mas não corre risco de morte. Segundo Ryan, o confronto interrompeu rapidamente o ataque. A comissária interina, Pauline E. Wells, informou que policiais de Cambridge começaram a seguir o suspeito minutos antes do início dos disparos, quando a polícia de Boston fez uma chamada ao 911 relatando que Brown havia sido visto agindo de forma errática e que poderia estar armado. O atirador deve responder por duas acusações de agressão armada com intenção de matar, posse ilegal de arma de fogo e possíveis crimes adicionais. A data da audiência inicial ainda não foi marcada. "Este incidente ocorreu em um horário de pico da tarde, com muitas pessoas presentes", observou Ryan sobre a gravidade da situação. "Isso não vai ficar impune", garantiu. As autoridades ainda não identificaram a motivação do ataque, mas Ryan afirmou que Brown estava em liberdade condicional e em processo de mudança para Cambridge. Segundo o gabinete do promotor distrital de Suffolk, Brown foi condenado em 2021 a seis anos de prisão e três anos de liberdade vigiada por disparar 13 tiros contra dois policiais de Boston no ano anterior. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial deste material sem a autorização da MANCHETE USA. Todos os textos estão protegidos por copyright. Reproduções autorizadas devem conter crédito de AUTORIA para MANCHETE USA (mancheteusa.com)
- PF faz operação em MG contra migração ilegal e bloqueia R$ 6,8 milhões em bens de investigados
Residências de suspeitos de agir como coiotes foram vasculhadas na manhã de hoje CONTAGEM - A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 12, em Minas Gerais a Operação Rota Paralela para combater a migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos através do México. Os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em Contagem e um em Água Boa. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e valores de até R$ 6,8 milhões. “As investigações tiveram origem a partir da análise de dados realizada pela FICCO/MG na região de Governador Valadares, envolvendo crimes violentos e de furto de gado, nos quais foram identificados elementos da atuação de pessoas vinculadas à organização de viagens clandestinas ao exterior”, disse a PF. Em tempo: A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) é uma estrutura de cooperação criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com órgãos estaduais e federais de segurança. Conforme a PF, as apurações apontam que os investigados atuam com o “aliciamento, organização logística, intermediação financeira e viabilização de deslocamentos irregulares de migrantes brasileiros, mediante pagamento de valores expressivos destinados à travessia clandestina até os Estados Unidos via México”. Os suspeitos, que não foram identificados, poderão responder, entre outros crimes, por promoção de migração ilegal, sem prejuízo da responsabilização por outros delitos que venham a ser comprovados no curso das investigações. Na semana passada, Maria Helena de Sousa Netto Costa - sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB) - foi presa por suspeita de chefiar um grupo criminoso especializado na migração ilegal de brasileiros para EUA. O lucro a esse grupo ultrapassou R$ 200 milhões, segundo a PF. **Com Agências **
- Jovem com câncer terminal morre no Dia das Mães horas após reencontrar pais detidos pelo ICE
Kevin passou as últimas horas ao lado dos pais após meses de angústia CHICAGO - O americano Kevin González, de 18 anos, com câncer terminal, morreu neste domingo, 10, Dia das Mães, poucas horas após reencontrar no México os pais que estavam detidos pelo ICE. Kevin morava no país vizinho com a família que foi deportada há mais de uma década dos Estados Unidos, mas foi à Chicago, sua cidade natal, no início do ano para realizar exames após sofrer com fortes dores de estômago persistentes e foi diagnosticado com câncer de cólon. A doença já havia se espalhado para o estômago e os pulmões. Os médicos afirmaram que o tratamento não era mais viável e a recomendação foi para que ele recebesse cuidados paliativos em casa até o fim da vida. Kevin vivia com os pais no México até ser diagnosticado Os pais de Kevin tentaram o visto temporário para acompanhar o filho em Illinois sem sucesso. Eles então decidiram se arriscar para entrar ilegalmente no país, onde o jovem teria mais condições de cuidado, mas foram detidos por agentes do ICE e levados para um centro de detenção no Arizona. Enquanto os pais permaneciam presos, Kevin voltou para o México e ficou sob os cuidados da avó. Na semana passada, o jovem fez um apelo público para que os pais fossem libertados da custódia. No último sábado, 9, Kevin conseguiu se reunir com os pais. Ele morreu na tarde de domingo, ao lado deles. “Eu não imaginava vê-lo tão magro, do jeito que ele está”, disse a mãe, em lágrimas, em entrevista ao canal hispânico Noticias Telemundo. O consulado mexicano e diversos legisladores defenderam a reunião da família. Durante uma audiência realizada na quinta-feira, um juiz federal se comoveu com o apelo do pai e determinou a libertação do casal no dia seguinte, permitindo que eles iniciassem a viagem de volta para Durango. De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês), a mãe de Kevin tentou entrar novamente no país em duas ocasiões antes de ser presa. A tentativa mais recente ocorreu no início deste ano, junto com o pai do jovem. A avó de Kevin afirmou, em entrevista anterior, que os pais haviam apresentado pedidos humanitários para entrar nos EUA, mas tiveram as solicitações negadas. Um porta-voz do DHS disse à NBC que eles não solicitaram autorização humanitária, mas vistos de visitante, negados devido ao histórico de permanência ilegal e reentradas no país. ** Com Agências **
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